Noticias de Portugal

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Re: Noticias de Portugal

#13816 Mensagem por Túlio » Sex Mar 28, 2025 9:38 am

cabeça de martelo escreveu: Sex Mar 28, 2025 7:10 am
Túlio escreveu: Qui Mar 27, 2025 12:11 pm

Se tivesses te dado ao trabalho de pelo menos passar os olhos por cima de posts SÉRIOS - e em vários deles te quotei - que fiz sobre o tema, talvez repensasses e terias evitado afirmar um despropósito destes mas OK, somos cupinchas e, como sei que também relevas muita coisa que posto e achas deplorável, devo fazer o mesmo.

Aliás, até tens alguma razão, considerando que a perspectiva pela qual olhas para o tema é exactamente oposta à minha: como um keynesiano (maioria esmagadora), vês o estado como mais importante que a Economia, podendo/devendo inclusive moldá-la para o bem de todos, todas e todes (é na verdade a pedra angular para a existência da tua adorada URSSE); já eu vejo pelo lado oposto, Economia passou a existir no momento em que a primeira pessoa fez um escambo com outra e ambas tiveram que chegar a um acordo sobre o Valor do que cada uma das partes estava a negociar.

Isto deu-se incontáveis séculos antes de existir algo remotamente parecido com o Leviatã de que Hobbes falou, hoje praticamente deificado pelos descendentes filosóficos de JM Keynes em suas inúmeras ramificações; e sendo assim, resta provado não só que a Economia independe de qualquer estado, com seus politiqueiros aldrabões e buRRocratas incompetentes, como estes servem essencialmente para atrapalhar seu funcionamento harmônico com suas infinitas regulações que sempre prejudicam o que inova em prol do relaxado e ainda extrai taxas diretas e indiretas de ambos.

E isto é como NÃO se deve gerir a Economia, assertiva que de per si é puro suco de Keynes: não de deve nem tentar gerir a Economia, ou realmente acreditas (infelizmente acho que sim) que existiriam monopólios e oligopólios sem a cumplicidade da bem paga buRRocracia estatal?
Ou seja, o Estado não é parte importante da economia, como tal o próprio Estado pode ROUBAR o lucro aos Bancos, que tal coisa não afectará em nada a economia?! Isso na Venezuela teve um resultado brilhante.

O Estado não é parte importante da economia, como tal pode estabelecer limites máximos no valor do aluguer das casas, que tal coisa não afectará em nada a economia? Estranho que na Argentina fizeram o oposto e o preço...baixou!
E aí está novamente, quando uma pessoa não quer entender ela não entende e pronto; para convencer-se de que está certa basta-lhe pinçar algum caso pontual que eu poderia desmontar simplesmente explicando com mais detalhes o último parágrafo do meu post masss...qual o ponto?

Se a pessoa se recusa a entender o que e como as coisas realmente são, está no seu direito e não tenho interesse em doutrinar ninguém: minhas opiniões e suas bases estão aí, aproveite quem quiser/puder... 🤷‍♂️




“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”

P. Sullivan (Margin Call, 2011)
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Re: Noticias de Portugal

#13817 Mensagem por cabeça de martelo » Sex Mar 28, 2025 12:19 pm

cabeça de martelo escreveu: Qui Mar 27, 2025 4:57 pm
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EduClau escreveu: Qui Mar 27, 2025 4:21 pm Megaempreendimento hoteleiro para turistas alemães e ingleses ou, se não for local turístico, habitações para população de baixa renda, tipo imigrantes.

8-]
Começa a ver-se uma parede em betão aparente...coisa cara, mas não é nada do que escreveste.
Como ainda ninguém deu mais dicas cá vai, é uma Escola pública.

Vai ter 25 salas de aula, 4 salas de desenho e espaços especializados para artes visuais e plásticas, 2 laboratórios, 1 sala de TIC (informática). A escola terá um átrio, sala polivalente, refeitório e cozinha, biblioteca, espaço do estudante (reprografia e loja), pavilhão desportivo (com piscina), campos desportivos exteriores, e mais algumas coisas. Vai servir a cerca de 700 alunos, já que a aldeia fica no meio de muitas outras e as mesmas têm cada vez mais população.

Custo... 14 milhões de euros.




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

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Re: Noticias de Portugal

#13818 Mensagem por cabeça de martelo » Sex Mar 28, 2025 1:05 pm

Centro de competências português para semicondutores arranca em abril
Os trabalhos do centro de competências português arrancam, oficialmente, a 8 de abril e junta 16 entidades nacionais num único consórcio para desenvolver componentes dos "chips". Projeto tem financiamento da FCT e UE.

Centro de competências português é um dos 27 espalhados pela União Europeia

O centro de competências português em semicondutores já se reuniu por diversas vezes ao longo dos últimos meses, mas o arranque oficial está marcado para 8 de abril, de acordo com o Público.

A apresentação do centro vai acontecer no Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia. Este centro de competências junta um consórcio de 16 entidades, entre instituições académicas, centros de investigação e empresas portuguesas.

O centro tem financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e também da União Europeia. Este é um dos 27 centros de competências espalhados pela União Europeia, cujo propósito específico visa monitorizar o trabalho desenvolvido pelas empresas e investigação, avaliar as necessidades do país capacitar as companhias para o desenvolvimento de semicondutores.

A Estratégia Nacional para os Semicondutores, apresentada em janeiro de 2024, soma um investimento de 121 milhões de euros, ao qual se junta o financiamento europeu. Este montante serve para aproximar Portugal do acesso a tecnologia, especialmente depois do território nacional ter sido abrangido pelas restrições dos EUA à venda de "chips" para Inteligência Artificial.

https://www.jornaldenegocios.pt/empresa ... a-em-abril




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Re: Noticias de Portugal

#13819 Mensagem por cabeça de martelo » Sex Mar 28, 2025 2:29 pm

Não escapa um dos 50!!!

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Re: Noticias de Portugal

#13820 Mensagem por cabeça de martelo » Sex Mar 28, 2025 2:56 pm

Não temos de ser pobres
Uma democracia liberal vibrante, que garanta liberdade, segurança, equidade e prosperidade, é a ambição coletiva de que não podemos nem devemos abdicar.

Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo

Nas próximas eleições legislativas, os temas centrais que me parecem relevantes, e que suponho para a maioria dos portugueses, são: prosperidade – preços, habitação, salários baixos; equidade – justiça, educação e saúde para todos, desigualdades sociais, imigração; segurança – ameaças internas e externas; e liberdade – crescimento da intolerância.

Os partidos que aspiram governar, e têm sido o garante da democracia, devem ser claros e objetivos nas suas propostas, sem demagogias ou evitando discutir problemas difíceis. Só com informação adequada os portugueses poderão tomar decisões conscientes para o seu futuro coletivo. O grande perigo para a democracia será uma estagnação que limite a ambição e alimente o desânimo. Desânimo esse que, persistente no tempo e generalizado, pode vir a tornar atraentes soluções simplistas.

Um plano de ação num contexto de incerteza internacional

O mundo está a caminhar para uma divisão em blocos multipolares, em vez de avançar para uma maior cooperação internacional. Potências emergentes e militares desafiam a ordem global estabelecida. A fragmentação do bloco ocidental é um risco crescente, especialmente o visível enfraquecimento da indispensável relação euro-atlântica.


Neste contexto, qual deverá ser a posição portuguesa? Portugal não só é um país Europeu, estrito senso, é também um país verdadeiramente Atlântico. Possui vantagens estratégicas únicas, como um vasto território marítimo, uma localização central nas rotas globais de matérias-primas, produtos e dados, conectados por importantes cabos submarinos, proximidade com África e fortes ligações culturais e económicas com o Atlântico.

Até 2050, África duplicará a sua população para mais de dois mil milhões de pessoas (um quinto da humanidade). O Oceano Atlântico une continentes que agregarão, num futuro próximo, cerca de metade da população mundial. Se há geografia económica interessante, pois no fim a economia são as pessoas, essa geografia é e será certamente o Atlântico.

No contexto internacional atual e na posição geográfica que ocupamos, que sendo vantajosa pode também carregar ameaças, urge mitigar riscos e multiplicar oportunidades.

Importará, consequentemente:


Solidificar e expandir a base económica de retaguarda

Manter e reforçar as relações económicas com os outros 26 países da União Europeia. Explorar parcerias e sinergias em setores estratégicos permitirá garantir uma base de retaguarda segura, podendo também acelerar a transformação da economia para um paradigma mais eficiente.

As necessidades urgentes de uma nova geometria económica e securitária internacional e os investimentos previstos poderão vir a reforçar as assimetrias tecnológicas, de inovação e produtividade dentro da União Europeia.

A probabilidade de se vir a verificar uma redução significativa nos fundos estruturais da UE é muito elevada. Outras necessidades que resultam da instabilidade global e do conflito na Europa competem pelos mesmos fundos.


Estamos perante uma fita de tempo acelerada com oportunidades escassas e tempo muito limitado para ação.

Só uma economia de conhecimento, ágil, inovadora, tecnológica, capaz de atrair e reter o talento e fortemente competitiva, evitará o perigo de se ver a deslizar para a carruagem de trás do desenvolvimento.

Complementarmente, maximizar a participação nas cadeias de valor internas e internacionais da UE, fortalecendo desse modo a posição da economia nacional nas parcerias comerciais e redes de negócios a nível global, será certamente importante.

Ganhar resiliência e alavancar o ‘soft power’


Diversificar mercados reduzindo o risco nas importações e exportações, operando em rede e com a escala adequada, permitirá uma maior resiliência económica. Explorar as vantagens geográficas do país, no centro das rotas Atlânticas, facilitará o desenvolvimento de um hub logístico por via do transporte marítimo, aéreo e ferroviário. O país terá todas as vantagens de se posicionar como um operador global, focando-se também em mercados emergentes e de forte crescimento, como: África, América Latina, Ásia e Médio Oriente.

Uma cultura inclusiva e uma presença histórica com influência em várias regiões, permitirão desenvolver o soft power português ao serviço da intermediação e da conquista de novos mercados. Promover a língua portuguesa, através da cultura, educação, formação e cooperação económica, permitirá posicioná-la como um ativo crítico, especialmente em África. Uma verdadeira diplomacia económica de suporte às empresas nacionais e com propósito poderá fazer a diferença e ajudará a internacionalizar a economia do país.

Apostar no Digital e na Inovação

Portugal deve apostar no digital enquanto multiplicador tecnológico e na inovação enquanto processo essencial e acelerador da nova economia.


A amarração, em Portugal, de inúmeros cabos submarinos que ligam as diferentes margens do Atlântico permite-nos um posicionamento vantajoso na nova indústria de dados, crítica para a economia do século XXI.

No digital, a Inteligência Artificial, a automação, a robotização, as tecnologias 3D de impressão, o big data, a smart grid, a IoT e a computação em nuvem e quântica serão muito relevantes para o futuro próximo. Estas tecnologias permitirão não só abrir novas áreas de negócios como aumentar a eficiência da produção e a personalização desta, com elevadas vantagens económicas. A realidade aumentada e virtual na medicina, educação, indústria e entretenimento permitirão também gerar produtos e serviços complexos, de elevado valor acrescentado, numa economia do conhecimento.

Apostar no Mar e na Defesa

Está ainda quase tudo por fazer na economia do mar, para um país que é essencialmente marítimo e que parece ainda não ter entendido a relevância da sua posição e as lições da sua longa história. Temos de passar da retórica aos atos.


Importará atrair investigação, investimento e desenvolvimento da economia azul no offshore português, em parceria com a UE, os EUA e a China. As energias renováveis, o transporte marítimo, as comunicações digitais, a robótica, a aquacultura oceânica e as plataformas multi-funcionais flutuantes serão muito provavelmente componentes fundamentais da futura economia azul. Importará também criar serviços avançados para o mar, incluindo observação remota, sensorização do oceano, automação, digitalização das atividades, gestão e processamento de dados.

Potenciar a economia de defesa como motor de inovação tecnológica e soberania estratégica permitirá um maior retorno do investimento. Integrar Portugal nas cadeias de abastecimento da futura indústria de defesa pan-europeia, em setores de elevado valor acrescentado e forte componente tecnológica, preferencialmente de duplo uso, contribuirá para esse retorno à economia. Expandir a indústria naval especializada, tirando partido da posição geográfica e das competências tecnológicas do país, será certamente interessante.

Otimizar o que Portugal já faz bem

Continuar a modernizar setores tradicionais, através da inovação, tecnologia e design, impulsionando a internacionalização, ajudará a otimizar a economia portuguesa. Diversificar o turismo, promovendo a mobilidade e acessibilidade ao interior, garantindo a sua continuidade ao longo do ano e reduzindo a sazonalidade, será uma aposta necessária. Investir na indústria química, farmacêutica e de novos materiais, transformando-as em modelos de elevado valor acrescentado e estratégico com a escala necessária, multiplicará resultados. Investir na saúde digital, telemedicina, biotecnologia e terapias genéticas como áreas de crescimento contribuirá não só para a modernização da economia mas também para serviços em áreas críticas para a população. Posicionar Portugal como referência mundial em negócios, inovação e talento aumentará a penetração internacional.


Estes serão alguns dos caminhos que podem contribuir para acrescentar eficiência e mais-valias à economia portuguesa:

Libertar a economia do atrito que limita o seu crescimento. A liberdade, os mercados, a tecnologia e a inovação são os verdadeiros motores da economia. No entanto, o Estado pode e deve criar as condições adequadas ao desenvolvimento desta, para que, nesse contexto, o famoso princípio da mão invisível da economia possa desempenhar o seu papel.

Apostar num quadro legislativo estável, reduzir as burocracias e agilizar a justiça contribuirá fortemente para uma economia mais competitiva. Facilitar e promover o investimento internacional que incorpore alta tecnologia e inovação permitirá remunerar melhor os trabalhadores e integrar numa posição mais vantajosa a economia mundial.

Estrangular financeiramente as pessoas ou as empresas para sustentar um Estado menos eficiente não será uma solução vencedora. A redução gradual e generalizada dos impostos, sem comprometer a defesa do Estado Social, que é um marco do progresso das sociedades europeias, poderá ser uma solução exigente mas necessária. O aumento da produtividade, uma reforma profunda da Administração Pública e atração de investimento nacional e internacional, com as políticas adequadas, dará certamente um contributo decisivo para esse fim.


Há um ciclo pernicioso para a economia que deve ser quebrado. As empresas não devem ser obrigadas a entrar no jogo das influências e proximidade do aparelho do Estado para sobreviver. Se queremos empresas de sucesso, temos de lhes proporcionar um ecossistema institucional fiável, justo, estável e livre dos pequenos poderes. Esses não só prejudicam a evolução económica como prolongam uma rede de influências nefastas para a democracia.

Uma cultura avessa ao risco e desconfiada dos empresários enfraquece a economia. Sem boas empresas e empreendedores dispostos a investir e assumir riscos, não haverá riqueza nem a base económica necessária para sustentar o Estado Social. Precisamos de mais empresários capazes e ousados.

Uma economia maioritariamente baseada em microempresas será menos competitiva internacionalmente. Agrupar, por via de fusões e/ou associações, será essencial para se atingir a escala necessária num mercado global supercompetitivo. Os impostos sobre as atividades económicas devem promover a agregação e as fusões, não o contrário. Embora a regulação contra a especulação seja necessária, e promotora do interesse coletivo, não pode ser um entrave à livre iniciativa nem um travão anticoncorrência para quem já está instalado no mercado. Nunca será de mais recordar que a liberdade e a inovação são os principais motores do desenvolvimento.

Uma Economia Centrada nas Pessoas e Sustentável


A democracia só se fortalecerá com uma economia de mercado dinâmica e uma política eficaz de combate às desigualdades. Se a economia são as pessoas, então a defesa da democracia dependerá de uma classe média economicamente forte, numérica e socialmente relevante.

É essencial construir um modelo económico centrado nas pessoas, promovendo a justiça social, a sustentabilidade ambiental e o bem-estar coletivo. Para isso, é necessário garantir oportunidades de empregos dignos, com condições de trabalho seguras e remunerações justas, bem como investir na educação, na formação especializada e na requalificação contínua, preparando a população para os desafios de um mercado de trabalho em constante transformação.

A capacitação das pessoas é a chave para uma economia mais equitativa e inovadora. A primeira Revolução Industrial ampliou a força física; a economia atual deve alavancar o conhecimento e a inteligência coletiva. Neste sentido, os temas mais prementes numa economia centrada nas pessoas e sustentável, no contexto atual, são:

Educação e formação


Fomentar uma cultura de exigência, orientada para o desenvolvimento do conhecimento individual e coletivo, da autonomia, do sentido de pertença à comunidade e de uma mentalidade de inovação e ambição, sem qualquer tipo de complexos. Apostar fortemente nas competências digitais e tecnológicas tornar-se-á crucial num mundo em rápida evolução. É fundamental compreender que os nossos jovens competem num mercado global: um ensino que não esteja alinhado com as necessidades atuais poderá ser limitativo do seu potencial.

No entanto, o sistema educativo tem de responder à diversidade humana de forma flexível e pragmática. Importará, assim, reforçar o ensino técnico com diferentes graus de especialização e formação, de modo a facilitar a entrada dos jovens na vida ativa, oferecendo uma alternativa às vias clássicas de formação mais prolongada.

O ensino, uma das ferramentas essenciais no combate às desigualdades sociais, não poderá ser um fator de estratificação ou exclusão como consequência das dificuldades económicas dos alunos e das suas famílias. Reforçar as bolsas de estudo para os estudantes mais necessitados é um imperativo ético e social, mas também uma boa medida para promover o talento existente.

Habitação


Um dos maiores desafios que afetam os jovens e vários setores da população, com impacto no bem-estar de toda a sociedade, é a habitação. A situação parece indiciar que só atuando fortemente do lado da oferta se poderá almejar algum sucesso. Sendo assim, a solução poderá passar por um forte investimento na construção de novas habitações, numa produção industrializada, modular, inovadora nos materiais, conceção e montagem, que contribua para aumentar disponibilidades e reduzir custos. Estas medidas, para produzirem os efeitos desejados, terão que estar associadas simultaneamente a um reordenamento territorial, a uma simplificação burocrática e a um enquadramento legal e financeiro adequados. Também deverá ser revitalizado o mercado do arrendamento através de um programa de recuperação de habitações, em parceria com os proprietários, num quadro legislativo favorável ao arrendamento e estável para gerar confiança suficiente dos investidores.

Só assim, aumentando fortemente a oferta disponível, se poderá eventualmente controlar e inverter o aumento insustentável dos preços. Nesta área o país deverá agir já e com sentido de urgência.

Promover o talento e a iniciativa jovens

Só com bons empregos, qualidade de vida, segurança e esperança conseguiremos atrair e reter talentos, especialmente jovens qualificados que hoje veem poucas oportunidades em Portugal. É essencial criar políticas públicas que incentivem start-ups, oferecendo apoio, aconselhamento, financiamento simplificado, capital de risco e incentivos fiscais, com uma avaliação justa e inovadora. Ao capacitar os jovens e fortalecer o seu sentido de pertença e empreendedorismo, estaremos a construir um futuro melhor para todos.


Valorizar as diásporas

Promover uma política de imigração alinhada com as necessidades do país poderá contribuir de forma positiva para resolver limitações que resultam do nosso inverno demográfico e evitar eventuais problemas. Outras culturas que nos enriqueçam deverão ser sempre bem-vindas, mas a tolerância não pode permitir a intolerância. A integração deve evitar a marginalização e a criação de guetos, regulando a imigração conforme a capacidade de acolhimento, alinhada com o interesse nacional. É essencial garantir uma integração estruturada e sustentada de longo prazo. Atividades de baixo valor económico que sobrevivam da exploração desumana da fragilidade dos imigrantes não só são eticamente reprováveis como reduzirão a prazo a produtividade nacional e serão fontes de instabilidade social e consequentemente política.

As migrações não deverão ser encaradas como um problema, muito menos reduzidas às questões de segurança. São sobretudo uma oportunidade e fazem parte da nossa matriz humanista.

As diásporas, nossas no estrangeiro e de outros países no território português, constituem uma oportunidade única de internacionalização da nossa cultura, soft power e economia.


Preservar o ambiente

Os dados alarmantes sobre o ambiente e o clima indiciam a necessidade urgente de se estabelecer políticas integradas e multi-setoriais que envolvam a economia e o ordenamento do território.

A aposta nas energias renováveis deverá ser reforçada com um impulso nas plataformas offshore (eólicas, correntes e energia das ondas), num modelo complementar, distribuído e adaptativo que garanta resiliência e escala, reduzindo a dependência externa assim como de fontes poluentes.

É essencial melhorar a gestão dos recursos hídricos e garantir a preservação da água, elemento crítico para a vida. Mitigar os efeitos das alterações climáticas obrigará a pensar na retenção da água em grande escala e de forma distribuída no território, com incidência na zona sul do país.


Promover uma economia e o reordenamento da floresta, sustentável e circular, será talvez o melhor antídoto para o flagelo cada vez mais frequente dos fogos de verão.

O tratamento de resíduos, através da reciclagem de materiais e da recuperação da energia neles contida, contribuirá igualmente para a redução das emissões e da fatura energética do país.

Estas medidas não são apenas um imperativo ambiental, mas também um contributo estratégico para reduzir a dependência energética do exterior, mitigar os impactos das variações climáticas e impulsionar o desenvolvimento tecnológico.

Em conclusão, a visão sobre o futuro de Portugal é de um Estado solidário que assegure justiça e coesão, com foco no empreendedorismo, tecnologia, inovação e bem-estar. Com estratégia, trabalho e ambição, podemos transformar Portugal e superar os desafios. Não temos de nos resignar a ser pobres, muito menos periféricos!


Creio que esta visão para o futuro de Portugal encontrará eco numa ampla maioria de portugueses e de portuguesas, que, em breve, serão outra vez chamados a escolher uma nova Assembleia da República e o futuro Governo, que, nos termos da Constituição da República, conduzirá a política geral do país, cabendo ao Presidente da República, no quadro das suas responsabilidades e poderes constitucionais, garantir o regular funcionamento das instituições democráticas.

https://sol.sapo.pt/2025/03/28/nao-temos-de-ser-pobres/




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Re: Noticias de Portugal

#13821 Mensagem por cabeça de martelo » Sex Mar 28, 2025 4:00 pm

cabeça de martelo escreveu: Sex Mar 28, 2025 12:19 pm
cabeça de martelo escreveu: Qui Mar 27, 2025 4:57 pm
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Começa a ver-se uma parede em betão aparente...coisa cara, mas não é nada do que escreveste.
Como ainda ninguém deu mais dicas cá vai, é uma Escola pública.

Vai ter 25 salas de aula, 4 salas de desenho e espaços especializados para artes visuais e plásticas, 2 laboratórios, 1 sala de TIC (informática). A escola terá um átrio, sala polivalente, refeitório e cozinha, biblioteca, espaço do estudante (reprografia e loja), pavilhão desportivo (com piscina), campos desportivos exteriores, e mais algumas coisas. Vai servir a cerca de 700 alunos, já que a aldeia fica no meio de muitas outras e as mesmas têm cada vez mais população.

Custo... 14 milhões de euros.
De ontem para hoje.

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Re: Noticias de Portugal

#13822 Mensagem por cabeça de martelo » Sáb Mar 29, 2025 1:12 pm

Projeto para as margens do Tejo prevê construção de 25 mil casas e criação de 200 mil postos de trabalho
Almada, Barreiro, Seixal, Lisboa, Oeiras, Loures, Montijo e Benavente serão os municípios que beneficiarão de intervenção direta. Projeto contempla túnel Algés-Trafaria.
David Pereira
Publicado a:
28 Mar 2025

O Governo apresentou esta sexta-feira aos presidentes dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e ao presidente da Câmara de Benavente o projeto Parque Cidades do Tejo, "que pretende transformar o arco ribeirinho numa grande metrópole em que o rio funciona como elo de ligação dos territórios em vez de os separar", indica um comunicado enviado às redações.

Em causa está um projeto que contempla 4500 hectares de área de intervenção urbanística e infraestruturas, o equivalente a 55 vezes a Parque Expo, onde se prevê a construção de mais de 25 mil habitações.



"Nos quatro eixos - Arco Ribeirinho Sul, Ocean Campus, Aeroporto Humberto Delgado e Cidade Aeroportuária – requalificam-se e regeneram-se territórios, fomenta-se cidades em rede e promove-se a economia circular, a habitação, o emprego e o aumento dos transportes públicos através do reforço das infraestruturas. Dá-se uso, vida e futuro a terrenos públicos nas margens do Tejo que há muitos anos estão totalmente desaproveitados", indica a nota emitida pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação.

Segundo o ministério liderado por Miguel Pinto Luz, o Parque Cidades Tejo contempla espaços habitacionais, de lazer, de investigação e de cultura, como a Ópera Tejo, um Centro de Congressos Internacional e a Cidade Aeroportuária.

A nível de infraestruturas, além do novo aeroporto estão previstas duas novas travessias do Tejo: a Terceira Travessia do Tejo (TTT) e o túnel Algés-Trafaria.

"O projeto contempla 1.100.000 m2 destinados a equipamentos e 2.500.000 m2 a atividades económicas, sem ter em conta o espaço da Cidade Aeroportuária. Pretende-se aumentar a quota modal de transporte público de 24% para 35%, e para isso, será importante o reforço do investimento de mais 3,8 mil milhões de euros - sendo que o apoio ao transporte público e à política tarifária se prevê de 328 milhões de euros/ano", especifica a nota, que salienta que na AML vive mais de um quarto total da população do país (28%) e 48% da população ativa, prevendo-se um "aumento de 7% de habitantes até 2080".

Almada, Barreiro, Seixal, Lisboa, Oeiras, Loures, Montijo e Benavente serão os municípios que beneficiarão de intervenção direta.

Para gerir o projeto, vai ser criada a Sociedade Parque Cidades do Tejo, S.A., uma empresa detida a 100% pelo Estado. O projeto terá uma dotação inicial de 26,5 milhões de euros e a gestão assenta num modelo paritário entre o Estado Central e os Municípios.

EIXO ARCO RIBEIRINHO SUL (Almada, Seixal e Barreiro)
. 519 hectares de área de intervenção

. 15 km frente de rio

. 8.000 novas habitações, de acordo com PDM vigentes

. Mais 20.000 novas habitações (exercício prospetivo)

. 800.000 m2de equipamentos

. 2.300.000 m2 destinados ao setor terciário/atividades económicas

. 94.000 empregos gerados

Almada (ex-Estaleiros da Lisnave)
. 58 hectares área de intervenção

. Habitação

. Comércio e serviços

. Equipamentos públicos de cultura, preservação da memória industrial naval e Ópera Tejo

Barreiro – Ex-Quimiparque
. 214 hectares de área de intervenção

. Habitação

. Comércio e serviços

. Turismo

. Cluster de atividades económicas – indústria naval

. Centro de Congressos Internacional

. Espaços Verdes

Seixal – Ex-Siderurgia Nacional
247 hectares de área de intervenção

. Setor terciário

. Parque Empresarial Ecológico

. Atividades de recreio e lazer

EIXO OCEAN CAMPUS (Oeiras e Lisboa)
. 90 hectares de área de intervenção

. 180.000 m2 terciário

. 181.000 m2 equipamentos

. 15.000 empregos gerados

. Parque urbano

. Espaço para grandes eventos

. Cluster de inovação, investigação e desenvolvimento

EIXO AEROPORTO HUMBERTO DELGADO (Lisboa e Loures)
. Mais de 400 hectares de área de intervenção

. 3.600 novas habitações (PDM vigente)

. Mais de 6.200 novas habitações (exercício prospetivo)

. 119.000 m2 equipamentos

. 559.000 m2 para o setor terciário/atividades económicas

EIXO BENAVENTE-MONTIJO – Cidade Aeroportuária
. Mais de 3.000 hectares de intervenção

. Fica a 30 minutos de Lisboa

. Ligação direta através da ferrovia de alta velocidade e das principais rodovias para Norte e Sul

. Nova cidade aeroportuária

. Ciência e indústria náutica

INFRAESTRUTURAS E MOBILIDADE: Expansão das redes de transportes públicos
Metro de Lisboa
. Mais 30 km de linhas

. Mais 35 estações

. 1.524 milhões de investimento em curso

. 31.000 toneladas/ano CO2 reduzido

. 46 milhões de novos pax/ano

LIOS – Linha Intermodal Sustentável
. LIOS Ocidental

. LIOS Oriental

. Mais 24 km de linhas

. Mais 37 estações

. Cerca de 490 milhões (referência indicativa do investimento)

SATUO
(Fase pré-concursal)

. Mais 9 km de linhas

. Mais 14 estações

. 112 milhões de investimento

Metro Sul do Tejo
. Lado Poente

. Lado Nascente

. Mais 50 Km de linhas

. 350 milhões de euros (investimento lado Poente)

Transtejo Soflusa
. Novas rotas e novos terminais

. 96 milhões para navios e sistemas de carregamento

. 14 milhões para renovação de terminais e estações

Linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid
(Fase 2 -Lisboa > Évora)

. 2.800 milhões de investimento

Duas novas travessias do Tejo
. 3.000 milhões de investimento na TTT Chelas Barreiro

. 1.500 milhões de investimento no Túnel Algés-Trafaria

https://www.dn.pt/economia/projeto-para ... e-trabalho




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

https://i.postimg.cc/QdsVdRtD/exwqs.jpg
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