Um treinador básico para a FAB
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Re: Um treinador básico para a FAB
AMX é só AMX... E essa sigla nasceu de
A = Aeritalia;
M = Macchi:
X = terceiro parceiro a ser definido, esse que depois se tornou a Embraer.
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Re: Um treinador básico para a FAB
Existem demandas militares que são perpétuas e que só o Estado pode, e deve, cobrir. Este é um de seus ofícios. No caso das forças armadas no Brasil, elas sempre são maiores do que o cobertor disponível. Se fosse o contrário, teríamos com certeza uma realidade diferente no mercado civil, até porque ninguém fabrica aviões de transporte exclusivamente para o mercado militar. A Embraer é um exemplo disso. Eu duvido que o novo projeto em conjunto com a FAB seja apenas um modelo militar. Seria até contraditório.Cassio escreveu: ↑Dom Out 18, 2020 6:22 am Uma empresa para fazer aeronaves para os aeroclubes, aviões agrícolas e de passeio... Até uma aeronave da classe do Sêneca... Pode ser, existe demanda que sustente uma pequena empresa.
Mas se a empresa levar 10 anos para fazer o que já tem no mercado, chegará tarde.
A tecnologia avança rápido. Já estamos vendo aparecerem pra híbridos e os elétricos. Então essa nova empresa precisaria já pensar nisso.
Quanto ao papel do Estado em fomentar isso... Não ser pode esperar nada. Na época da Embraer estatal ela produziu a linha Piper... E o maior obstáculo para que as vendas fossem muito maiores foi justamente o Estado.
Você fala em o mercado aeronáutico Brasileiro ter grande potencial... Sim, é verdade. Mas mercado potencial não é mercado real. Mercado real atrai investimento, atrai a iniciativa privada. Mercado potencial só traz risco.
Transformar o mercado potencial em real puder levar tempo, e muito comprometimento. Será preciso projetos governamentais de lindo prazo e muito investimento (ou renuncia fiscal). E neste novo mundo... Acho muito difícil.
Ou seja seria maravilhoso ter outras indústrias aeronáuticas aqui... Sim, seria. E eu seria o primeiro a concordar, afinal aumenta as possibilidades de emprego para quem trabalha no setor.
Mas dadas as condições atuais, sendo pragmático, acho difícil isso acontecer. Minha melhor aposta é uma empresa que já existe dar esse "passo", cono uma Akaer ou Avibras...
O fato que contesto aqui é o Estado ter de gerar demanda via forças armadas, como você sempre postula, para outras empresas nacionais. Não concordo e não se sustenta.
O Estado teria... Teria... É dar condições para que a demanda potencial do mercado civil se tornasse realidade. E ainda tivesse uma política industrial que favorecesse a iniciativa privada.
Depois, mais para frente, poderiam vir encomendas para as forças armadas.
Aqui as empresas querem nascer penduradas em encomendas militares.... Não vai dar certo.
Transformar as demandas militares em espaços de oportunidade para cobrir o mercado civil é como bem dissestes, exige investimentos de longo prazo, e um projeto de Estado e Defesa. Um dia quem sabe a gente chega lá.
No mais, já temos aqui mesmo no pais recentemente lançado mais um projeto de incentivo a aviação civil, que espera-se, consiga desta vez desanuviar de vez o setor. É o Estado fazendo o seu papel. Se mais este plano vai conseguir inferir novos inputs no sentido de promover a indústria aeronáutica no país, ainda vamos ver.
No que diz respeito a projetos e investimentos no setor industrial, sigo no que disse. Há possibilidades que podem virar oportunidades, que por sua vez podem se concretizar em projetos, produtos e serviços. Se vamos seguir essa lógica simples, é outra coisa. Depende de vontade política essencialmente. E como na defesa, isto é raro e cada vez mais indigesto.
abs
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Re: Um treinador básico para a FAB
Tem uma sugestão minha no post abaixo, e nem é diretamente ligada às FFAA:FCarvalho escreveu: ↑Seg Out 19, 2020 11:56 am
Existem demandas militares que são perpétuas e que só o Estado pode, e deve, cobrir. Este é um de seus ofícios. No caso das forças armadas no Brasil, elas sempre são maiores do que o cobertor disponível. Se fosse o contrário, teríamos com certeza uma realidade diferente no mercado civil, até porque ninguém fabrica aviões de transporte exclusivamente para o mercado militar. A Embraer é um exemplo disso. Eu duvido que o novo projeto em conjunto com a FAB seja apenas um modelo militar. Seria até contraditório.
Transformar as demandas militares em espaços de oportunidade para cobrir o mercado civil é como bem dissestes, exige investimentos de longo prazo, e um projeto de Estado e Defesa. Um dia quem sabe a gente chega lá.
No mais, já temos aqui mesmo no pais recentemente lançado mais um projeto de incentivo a aviação civil, que espera-se, consiga desta vez desanuviar de vez o setor. É o Estado fazendo o seu papel. Se mais este plano vai conseguir inferir novos inputs no sentido de promover a indústria aeronáutica no país, ainda vamos ver.
No que diz respeito a projetos e investimentos no setor industrial, sigo no que disse. Há possibilidades que podem virar oportunidades, que por sua vez podem se concretizar em projetos, produtos e serviços. Se vamos seguir essa lógica simples, é outra coisa. Depende de vontade política essencialmente. E como na defesa, isto é raro e cada vez mais indigesto.
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Re: Um treinador básico para a FAB
Treinador T-27M Tucano modernizado realiza primeiro voo em Minas Gerais
30 de outubro de 2020
Com duração de 2 horas e 5 minutos, no primeiro voo foram verificados diferentes níveis de degradação do sistema elétrico, funcionamento dos sistemas de emergência, entre outros aspectos
No dia 23 de outubro de 2020, Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB), o Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (PAMA LS), em Minas Gerais, testemunhou um grande marco para a aviação: o primeiro voo da aeronave T-27 Tucano modernizada, o FAB 1446.
Esta modificação tem por finalidade aperfeiçoar a formação dos futuros pilotos da Academia da Força Aérea (AFA). Além disso, soluções logísticas foram implementadas, como a substituição de itens obsoletos.
O primeiro voo foi realizado pelo Coronel Aviador Marcelo Zampier Bussmann, piloto de ensaio e Diretor do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), tendo como engenheiro de ensaio o Tenente Matheus Pacheco Guanabara Santiago.
Com duração de 2 horas e 5 minutos, no primeiro voo do T-27M foram verificados diferentes níveis de degradação do sistema elétrico, funcionamento dos sistemas de emergência, avaliação do sistema anemométrico e da integração dos novos equipamentos incorporados, que incluiu sistemas de referência de atitude e navegação. O voo foi suportado por uma aeronave paquera a fim de garantir a segurança do ensaio.
“A nova aviônica comportou-se muito bem, a despeito da integração ser bastante complexa”, afirmou o Tenente Santiago. “De forma geral, o sistema incorporado é muito robusto e moderno. Ele permitirá que os cadetes tenham contato com uma plataforma bastante atual, facilitando sua adaptação para os novos vetores da FAB, como o KC-390 Millennium e o F-39 Gripen. Da mesma forma, os sistemas backup melhoraram substancialmente, aumentando a segurança da operação da aeronave T-27 na AFA e no contexto atual da navegação aérea”, complementou o Coronel Bussmann.
O voo foi coordenado pelo Diretor do PAMA LS, Coronel Aviador Marcelo Reed Sardinha, que destacou a importância do evento:
“Esse dia é um marco para a FAB e está sendo uma grande vitória para nós. Isto é fruto de 45 dias de trabalho ininterruptos dos nossos técnicos, inspetores e engenheiros. Para que o nosso sonho se concretizasse, foi realizado um esforço conjunto da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), do IPEV, Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e do Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA), com as orientações do Comando-Geral de Apoio (COMGAP). O sucesso da missão, atrelado ao reduzido tempo de implementação, é um grande feito para a aviação”, concluiu.
30 de outubro de 2020
Com duração de 2 horas e 5 minutos, no primeiro voo foram verificados diferentes níveis de degradação do sistema elétrico, funcionamento dos sistemas de emergência, entre outros aspectos
No dia 23 de outubro de 2020, Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB), o Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa (PAMA LS), em Minas Gerais, testemunhou um grande marco para a aviação: o primeiro voo da aeronave T-27 Tucano modernizada, o FAB 1446.
Esta modificação tem por finalidade aperfeiçoar a formação dos futuros pilotos da Academia da Força Aérea (AFA). Além disso, soluções logísticas foram implementadas, como a substituição de itens obsoletos.
O primeiro voo foi realizado pelo Coronel Aviador Marcelo Zampier Bussmann, piloto de ensaio e Diretor do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), tendo como engenheiro de ensaio o Tenente Matheus Pacheco Guanabara Santiago.
Com duração de 2 horas e 5 minutos, no primeiro voo do T-27M foram verificados diferentes níveis de degradação do sistema elétrico, funcionamento dos sistemas de emergência, avaliação do sistema anemométrico e da integração dos novos equipamentos incorporados, que incluiu sistemas de referência de atitude e navegação. O voo foi suportado por uma aeronave paquera a fim de garantir a segurança do ensaio.
“A nova aviônica comportou-se muito bem, a despeito da integração ser bastante complexa”, afirmou o Tenente Santiago. “De forma geral, o sistema incorporado é muito robusto e moderno. Ele permitirá que os cadetes tenham contato com uma plataforma bastante atual, facilitando sua adaptação para os novos vetores da FAB, como o KC-390 Millennium e o F-39 Gripen. Da mesma forma, os sistemas backup melhoraram substancialmente, aumentando a segurança da operação da aeronave T-27 na AFA e no contexto atual da navegação aérea”, complementou o Coronel Bussmann.
O voo foi coordenado pelo Diretor do PAMA LS, Coronel Aviador Marcelo Reed Sardinha, que destacou a importância do evento:
“Esse dia é um marco para a FAB e está sendo uma grande vitória para nós. Isto é fruto de 45 dias de trabalho ininterruptos dos nossos técnicos, inspetores e engenheiros. Para que o nosso sonho se concretizasse, foi realizado um esforço conjunto da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), do IPEV, Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e do Instituto de Logística da Aeronáutica (ILA), com as orientações do Comando-Geral de Apoio (COMGAP). O sucesso da missão, atrelado ao reduzido tempo de implementação, é um grande feito para a aviação”, concluiu.
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Re: Um treinador básico para a FAB
Uma boa notícia. Vai nos dar tempo até ser possível desenvolver um substituto à altura e em condições de ser exportado também.
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Re: Um treinador básico para a FAB
São pelo menos mais dez anos de vida útil pela frente. Não menos que isso. Até lá o transporte leve que a FAB quer será o foco, e com alguma boa sorte o novo turbohélice também sairá do papel. São dois projetos com que vão consumir muito trabalho e investimento, mesmo que a FAB pague pelo novo transporte leve.
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Re: Um treinador básico para a FAB
Exato...FCarvalho escreveu: ↑Sáb Out 31, 2020 3:19 pm São pelo menos mais dez anos de vida útil pela frente. Não menos que isso. Até lá o transporte leve que a FAB quer será o foco, e com alguma boa sorte o novo turbohélice também sairá do papel. São dois projetos com que vão consumir muito trabalho e investimento, mesmo que a FAB pague pelo novo transporte leve.
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O transporte leve ainda é um estudo inicial e ainda não existe contrato de desenvolvimento.
O Turboélice depende do estabelecimento parcerias. Será preciso ter um sócio, ou sócios no programa (e não apenas fornecedores parceiros).
Mas além desses existem outros projetos que também demandarão considerável esforço de engenharia. E considerando que a equipe de engenharia agora está reduzida.
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Re: Um treinador básico para a FAB
Tanto o Gripen E/F como o KC-390 irão demandar mão de obra por muito tempo ainda dentro da empresa. Não é porque estão se tornando operacionais que está tudo terminado.
Existe ainda a questão de um novo patrulheiro naval para a FAB ou MB. Além de um novo AEW para daqui uns 15 anos, em substituição aos E/R-99.
E quem sabe pensar em uma nova linha de aviões comerciais para substituir os E-2 daqui uns dez anos.
Tudo isso leva tempo, e dinheiro.
Mas estes são apenas assuntos relativos em grande parte com a Defesa.
Há uma enormidade de mercados diferentes que a empresa está se propondo a explorar por agora. E isso leva mais tempo, e custos.
Vamos torcer para que as coisas melhores e encontremos o momento certo de fazer os investimentos de que precisamos.
abs
Existe ainda a questão de um novo patrulheiro naval para a FAB ou MB. Além de um novo AEW para daqui uns 15 anos, em substituição aos E/R-99.
E quem sabe pensar em uma nova linha de aviões comerciais para substituir os E-2 daqui uns dez anos.
Tudo isso leva tempo, e dinheiro.
Mas estes são apenas assuntos relativos em grande parte com a Defesa.
Há uma enormidade de mercados diferentes que a empresa está se propondo a explorar por agora. E isso leva mais tempo, e custos.
Vamos torcer para que as coisas melhores e encontremos o momento certo de fazer os investimentos de que precisamos.
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Re: Um treinador básico para a FAB
Acho muito provável que o caminho da FAB seja parecido com o do Paquistão, mas se esse turboélice sair mesmo do papel, imagino que ele será a plataforma para os novos aviões AEW e de patrulha naval da FAB.
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil,
Vossos peitos, vossos braços,
São muralhas do Brasil!
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Re: Um treinador básico para a FAB
Talvez sim, talvez não. Mas acredito mais nos E-2 como plataforma. Ou nos Praetor.
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Re: Um treinador básico para a FAB
Aumentando as chances :
Poderia ser um cargueiro e até substituir os Amazonas no futuro ou complementar a frota !
Poderia ser um cargueiro e até substituir os Amazonas no futuro ou complementar a frota !
Gogogas !
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Re: Um treinador básico para a FAB
Haverá em algum momento no futuro espaço e oportunidade para a substituição dos C-235/295 no mercado mundial. Mas a Airbus não irá ficar parada vendo o seu principal cargo tático médio perder mercado para a concorrência. Não sei até quando eles pretendem manter esses modelos em produção, mas caso a Embraer coloque no mercado depois de 2027 um novo tipo de avião turbohélice com motores híbridos - seja o cargo leve da FAB ou no novo modelo comercial - com certeza os europeus vão se mexer no sentido de modernizar ou substituir aqueles aviões.
De momento, e até onde se possa ver, na seara dos cargo médio militar só existem dois aviões disputando o mercado, no caso, o C-295 e o C-27J, com o avião da Airbus dominando este. Russo e chineses tem produtos em desenvolvimento e que devem entrar em linha já nesta década, o que deixaria quatro concorrentes fortes no setor. Um quinto talvez não seja comportado. Mas temos de ver isso mais para frente.
S
A FAB de momento precisa substituir com certa urgência os C-95/97 e os C-98 mais para frente. E todos de preferência pelo novo cargo leve da Embraer. Um projeto abaixo dos atuais C-295, que também irão se aposentar um dia, talvez em 10 ou 15 anos. Quando esse momento chegar, teremos que ver o que há por aí e quais serão as necessidades futuras da FAB, e ver como, e se, este tipo de cargo médio terá, ou não, espaço na instituição. É bom lembrar que hoje são apenas 15 aviões, sendo 12 cargo e 3 SAR. Não é uma frota grande o suficiente para justificar o desenvolvimento de um novo avião. E como o mercado deve estar com vários concorrentes já estabelecidos, fica mais difícil ainda. Talvez a solução para o C-295 seja outro C-295, ou o avião que o vier a substituir na linha de produção pela Airbus. Claro, se houver um substituto.
Por enquanto, o cargo leve que diz-se a FAB está interessada junto à Embraer aparentemente será um avião, se muito, da categoria do C-97 Brasília. Já será algo bastante prospectivo em termos comerciais tanto para consumo interno como exportação. Se eventualmente o avião comercial sair do papel também, pode ser que depois de 2030 ele possa ser analisado com mais carinho enquanto plataforma militar. Aí veremos do que o projeto é capaz. Até lá, penso, torcemos para que o projeto da Embraer saia do papel, ou pelo menos o do ATL-100, que na minha opinião, tem tantas boas perspectivas por aqui nas ffaa's quanto a ideia da FAB.
abs
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Re: Um treinador básico para a FAB
Aproveitando a deixa que o @Glauber Prestes deixou no tópico de notícias da FAB, e com a sua devida licença, aproveito para deixar aqui os links para quem quiser conhecer mais de perto os modelos que podem eventualmente substituir os inacabáveis T-25 Universal na academia da força aérea.
Sirrus SR22
https://cirrusaircraft.com/aircraft/sr22/
Grob 120
https://grob-aircraft.com/en/g-120tp.html
Diamond
https://www.diamondaircraft.com/en/
Ressaltando que a coluna do Cel Camazano na Revista Asas da edição em banca destaca que a FAB está negociando com o governo a substituição no menor prazo possível dos Universal na AFA.
Ou seja, podemos esperar uma nova concorrência até 2026, e talvez mesmo a substituição propriamente dita do treinador primário da FAB.
Ainda bem, já era hora.
Sirrus SR22
https://cirrusaircraft.com/aircraft/sr22/
Grob 120
https://grob-aircraft.com/en/g-120tp.html
Diamond
https://www.diamondaircraft.com/en/
Ressaltando que a coluna do Cel Camazano na Revista Asas da edição em banca destaca que a FAB está negociando com o governo a substituição no menor prazo possível dos Universal na AFA.
Ou seja, podemos esperar uma nova concorrência até 2026, e talvez mesmo a substituição propriamente dita do treinador primário da FAB.
Ainda bem, já era hora.
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