Boas, todos sabem que este é o último voo, após 30 anos em serviço, dos Space Shuttle, e hoje é o último voo da Nave Atlantis, ou Vai-vém Espacial em Portugal, Onibus Espacial no Brasil, e podem acompanhar o lançamento em directo através de:
Esta será uma missão com duração de 12 dias, onde irão até a Estação Espacial Internacional, e à bordo vão o Comandante Chris Ferguson, Piloto Doug Hurley, e os Especialistas de Missão Sandy Magnus e Rex Walheim.
O primeiro voo de um Space Shuttle foi em 12 de Abril de 1981, com um total de 134 lançamentos, com 133 com sucesso e 132 retornaram com sucesso, tendo sido perdida as naves e tripulações da Challenger no lançamento e a Columbia na reentrada.
Aqui o Painel da Atlantis, a primeira a receber painel Glass Cockpit, em alta resolução:
Pois bem, é o fim de uma era...
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 1:50 pm
por SUNDAO
É a hora!
Vamos fazer como os americanos já fizeram.
Ta aí a nossa oportunidade de pegar alguns "fogueteiros" nasistas! Rs
SUNDAO
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 1:55 pm
por cabeça de martelo
Não há dinheirinho, não há brinquedinho (isso tanto para os EUA como para o Brasil).
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 3:00 pm
por SUNDAO
Ola !
Quando se fala em por aqui em renascimento do programa espacial se pensa sempre em gastos milionarios!
O problema é pensar que o único problema é dinheiro. Fica claro que medidas podem ser tomadas sem tantos dispendios de recursos.
Estou falando de contratar uns 20 especialistas no mínimo com PHD e experiência comprovada. Pode ser até na area meio como gerencia de projeto. Ta aí "software" com transferecia de tecnologia sem comprar o produto final.
E tem mais o cara ou a cara tá desempregado e vindo para um paraíso tropical do BRICs. Olha o Mkt...rs
SUNDAO
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 3:54 pm
por P44
Por enquanto vai havendo dinheiro para as guerras
Que irónico os EUA a terem de pagar á Rússia para transportar os seus astronautas
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 4:22 pm
por wagnerm25
Lá com 30 anos de uso as coisas vão pro saco. Aqui sempre cabe uma reforminha...
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 5:41 pm
por Andre Correa
Cada lançamento custa a NASA cerca de 450 milhões de dólares, tendo já sido gasto cerca de 60 bilhoes de dólares com o programa Space Shuttle, nas suas 135 missões.
Mas é uma nave com concepção dos anos 70, e que traz um valor agregado, em relação a carga que pode levar, muito alta, e chegou uma hora em que a NASA teve que repensar seus gastos, e aposentar de vez para utilizar uma plataforma mais economicamente viável.
Mas engana-se quem acredita que a NASA está sentada, a espera de uma saída milagrosa, pois já tem em andamento 3 programas, o Commercial Orbital Transportation Services (COTS), no qual contratos foram fechados com a SpaceX e Orbital Sciences Corporation em 23 de Dezembro 2008. SpaceX usará seu veículo lançador Falcon 9 e a espaçonave Dragon. A Orbital Sciences usará seu veículo lançador Taurus IIe a espaçonave Cygnus.
Há o Commercial Crew Development (CCDev), que pretende estimular empresas privadas a realizar voos em orbitas baixas, já com investimentos por parte da NASA desde 2010.
Por último, há planos para usarem as Space Shuttle em voos comerciais, com até 74 passageiros, no Commercial Space Transportation Service (CSTS).
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 8:55 pm
por LeandroGCard
Esta estimativa de custo por lançamento de um Shuttle de US$ 450 milhões leva em consideração apenas os custos diretos do lançamento, sem contar a manutenção de toda a infra-estrutura e pessoal utilizados para mantê-los operacionais nem os custos de desenvolvimento (por exemplo, o preço ou a depreciação das próprias naves não está incluído). Somando tudo isso o custo por lançamento fica em cerca de US$ 1,5 bilhões . A análise no link abaixo é interessante, mas existem muitas outras fontes sobre esta questão:
A própria NASA reconhece que pelo dinheiro gasto com os ônibus espaciais e a ISS (que na prática serviu basicamente para justificar a própria operação dos Shuttles ) teria sido possível alcançar muito mais resultados na pesquisa espacial, até mesmo uma viagem tripulada à Marte. Pena que agora esta que este tremendo dreno de recursos da NASA será finalmente eliminado os EUA não tenham dinheiro para manter o mesmo nível de gastos com o seu programa espacial, que deverá encolher pesadamente nos próximos anos.
Mesmo assim algumas das missões planejadas para o futuro serão bastante interessantes, e deverão trazer resultados muito mais significativos do que os obtidos com os Space Shuttles. Eles foram naves magníficas, mas em última análise não passaram de um grande estorvo na conquista do espaço pelo ser humano.
Leandro G. Card
P.S.: Este tópico não está na área errada? Não deveria estar em "Aviação Civil e Espaço"?
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sex Jul 08, 2011 11:32 pm
por xatoux
Curioso, o 1° lançamento(tv globo) e este último(CNN) foram os unicos que eu vi ao vivo. Quer dizer, ao vivo pela TV, pois ao vivo mesmo... snif
To ficando velho...
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sáb Jul 09, 2011 6:10 am
por P44
xclusivo i/The New York Times Último voo da Atlantis. A NASA pode entrar em declínio sem os vaivéns
por William J Brod, Publicado em 08 de Julho de 2011 | Actualizado há 22 horas
A falta de novas missões e a redução de pessoal está a levar a um êxodo de cérebros do programa espacial americano
A NASA lança hoje o seu último vaivém espacial - encerrando um período de 30 anos durante os quais vastas equipas de cientistas e engenheiros criativos colocaram em órbita naves espaciais com asas - ao mesmo tempo que enfrenta aquilo que poderá ser um grande desafio: uma debandada de cérebros que ameaça minar não só a segurança como os planos futuros da agência espacial.
Os especialistas do espaço dizem que é frequente ver os melhores e mais brilhantes a sair assim que as linhas de produção de foguetões ficam marcadas para extinção, o que desmoraliza e cria ameaças invisíveis. Chamam-lhe efeito "Equipa-B".
"Os bons começam a ver o fim a aproximar-se e vão-se embora", explica Albert D. Wheelon, antigo executivo aeroespacial e funcionário da CIA. "Ficam os de segunda linha."
A NASA reconhece o efeito e os perigos inerentes, tendo tomado várias medidas, incluindo bónus de retenção para os funcionários mais dotados, novas regalias como benefícios de viagens e mais exercícios de segurança. Com os cortes e as demissões verificados nos últimos anos, a força de trabalho directamente relacionada com o vaivém desceu de 17 mil para 7 mil pessoas.
"A redução do número de efectivos foi bem gerida e alcançou um nível de risco aceitável", comentou Joseph W. Dyer, vice-almirante reformado da Marinha e presidente do Aerospace Safety Advisory Panel (Painel Consultivo da Segurança Aeroespacial) da National Aeronautics and Space Administration (NASA). Depois de um início lento, "a NASA e os seus parceiros da indústria fizeram um trabalho excelente" no que diz respeito ao planeamento da reforma do vaivém, referiu. Embora reconheça que "há um risco acrescido sempre que se reduz o número de efectivos."
Ninguém prevê problemas para o voo do Atlantis, o 135.o e último lançamento no âmbito do programa dos vaivéns espaciais, que hoje tem lugar no Kennedy Space Center, na Florida, perante, estima-se, um milhão de espectadores.
Depois disso, não se antecipam grandes momentos de glória. A NASA viu-se obrigada a cancelar as grandes missões, aquelas que captam a atenção do público e atraem os grandes talentos, e no interior da agência as frustrações já começaram a surgir à superfície. Não só o programa de vaivéns foi abandonado como também o da Constellation, que iria levar os americanos de novo à Lua. Os astronautas têm vindo a abandonar a agência a um ritmo constante.
Seguindo as directivas da administração de Barack Obama e do Congresso, a NASA vai passar a desenvolver um novo e grande foguetão para realizar viagens a regiões mais distantes do espaço. Não obstante, ainda não foi seleccionado nenhum destino, além de que o orçamento é reduzido. Além disso, está igualmente a tentar desenvolver uma indústria comercial que leve os astronautas até às estrelas. Só que o negócio, que envolve uma parceria com empresas do sector privado, como a SpaceX e a Boeing, está focado no desenvolvimento de equipamento e, até ao momento, não tem objectivos declarados, além de órbitas baixas em redor do planeta - o que os vaivéns espaciais fizeram durante décadas, desde 1981.
Numa entrevista concedida na semana passada, Charles F. Bolden Jr., administrador da NASA e ex-astronauta, disse não ter reservas quanto ao último voo do vaivém e teceu rasgados elogios à equipa da agência.
"Se estamos preocupados com o estado de espírito dos nossos funcionários?" perguntou. "Sim, é uma questão que nos preocupa sempre. Se nos preocupamos com o seu bem-estar? Sim, preocupamo--nos sempre."
No entanto, Bolden, um major-general reformado do Corpo de Fuzileiros, disse que os seus funcionários estão entusiasmados não só com a missão Atlantis, também com uma série de novos esforços que estão a ser realizados, tanto na agência espacial como nos parceiros comerciais.
"Estamos a tentar contribuir para que o nosso povo se mantenha ligado à indústria espacial, mesmo que não seja através da NASA", referiu Bolden, ao mesmo tempo que negava a existência de qualquer risco de perda de talentos que possa vir a paralisar a agência.
"Estamos a captar recursos intelectuais."
E rejeitou categoricamente a ideia de que a agência tenha perdido o seu rumo.
"Não estamos à deriva", disse. "E não perdemos a visão. Temos um plano. Temos um plano muito sólido."
A história tem-nos dado algumas lições sombrias, com toneladas de destroços a testemunhar o perigo. Os especialistas dizem que o "efeito Equipa-B" contribuiu para os acidentes que se verificaram em meados da década de 1980 e finais da década de 1990 e está na origem da destruição de mais de uma dúzia de foguetões, do gasto de milhares de milhões de dólares em satélites e de ter lançado o programa espacial do país, desprovido de rumo, num turbilhão.
As duas catástrofes do programa dos vaivéns espaciais - em 1986 e 2003 e nos quais perderam a vida 14 astronautas - estiveram essencialmente relacionadas com defeitos de concepção e falhas de gestão e não tanto com a diminuição do número de especialistas de primeira linha.
Os responsáveis pela NASA defendem que a avaliação dos erros do passado e as reformas profundas tornaram a agência mais sensata. "Começámos a ver quem é que tinha feito um bom trabalho - e quem não tinha", disse Bryan D. O''Connor, o chefe do Gabinete de Segurança e Controlo de Missão da NASA.
"Pode ter-nos escapado alguma coisa", acrescentou. "No entanto, sinto-me muito confiante relativamente ao último voo - vai ser tão seguro como todos os outros que já fizemos, senão mesmo mais seguro, e com profissionais igualmente bons."
falta de missão Em Janeiro, no seu relatório anual de actividades, o Aerospace Safety Advisory Panel chegou a uma conclusão algo diferente. Advertindo para o facto de, na NASA, "a falta de uma missão bem definida poder afectar negativamente a moral dos funcionários", o relatório refere que os próprios centros operacionais mencionam a perda de grandes missões como tendo já "aumentado o potencial para o risco".
As ambições futuras poderão igualmente vir a sofrer, avisou o painel, porque a ausência de objectivos visionários pode minar "a capacidade de atrair e manter o conjunto de capacidades necessário para esta aventura de alta tecnologia".
Em Maio, a insatisfação emergiu no Kennedy Space Center: Michael D. Leinbach, o director de voo do Atlantis, entrou em desacordo com os colegas depois de levar a cabo um exercício de segurança para o voo de hoje.
"O fim do programa dos vaivéns é uma decisão difícil de engolir, e somos todos vítimas de uma má política decidida em Washington", terá comentado com a equipa de lançamento, segundo informação obtida no site noticioso nasaspaceflight.com. "O facto de não termos uma melhor orientação, deixa-me embaraçado."
Leinbach diz que, durante mais de meio século, os programas do país com vista a colocar astronautas no espaço "sempre tiveram qualquer coisa para a qual transitarem". "Agora, acrescentou, "não temos nada", refere.
A sala irrompeu em aplausos depois da intervenção de Leinbach. Bolden, o administrador da NASA, foi cordial em relação ao episódio. Quando inquirido a propósito de Leinbach, limitou-se a tecer--lhe elogios.
E O''Connor, o responsável pela segurança da NASA, afirma que a agência tomou várias medidas para assegurar que a redução de pessoal não deixava sobrecarregados os trabalhadores do Atlantis que ficaram. Disse, por exemplo, que os horários tinham sido prolongados para assegurar que os grupos de técnicos especializados tinham tempo suficiente para resolver os problemas.
"Já não dispomos da capacidade de trabalho que em tempos tivemos", admitiu O''Connor. "Temos menos pessoas."
Dyer, o presidente do Aerospace Safety Advisory Panel, adianta que as investigações da sua equipa sugerem que a força de trabalho do programa dos vaivéns continua empenhada em fazer o melhor trabalho possível.
Porém, depois de anos a investigar os momentos mais negros do programa dos vaivéns, Dryer reconhece que sente uma certa perturbação perante o seu encerramento. E conclui, dizendo: "Respirarei mais facilmente depois do último voo."
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sáb Jul 09, 2011 1:45 pm
por Boss
Vai-Vém Espacial é muito feio de falar
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Sáb Jul 09, 2011 1:55 pm
por tflash
A palavra portuguesa para "shuttle" era originalmente carreira mas isso tem mais a ver com a rota do que com o meio. Vocês adoptaram o termo "ónibus" e nós usamos dois que se referem ao meio. O termo "autocarro" ou "camioneta da carreira".
A adaptar o termo para o português de Portugal, teríamos "autonave" ou "nave de carreira" que é esquisito, daí o termo "vaí-vem" que acaba por ser mais feliz.
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Qui Jul 21, 2011 4:54 pm
por rodrigo
Re: The Final Space Shuttle Mission: STS-135
Enviado: Qui Jul 21, 2011 7:03 pm
por Brasileiro
tflash escreveu:
A adaptar o termo para o português de Portugal, teríamos "autonave" ou "nave de carreira" que é esquisito, daí o termo "vaí-vem" que acaba por ser mais feliz.
Se eu fosse português acho que ia preferir ficar com "autonave".
Tenho uma amiga portuguesinha que esteve por aqui há um tempo atrás e era muito engraçado de ouvir o vocabulário, detalhes pequenos e às vezes estranhos como usar o verbo "meter" o tempo todo. Ou trocar o 'o' pelo 'u' em situações que a gente não costuma fazer, como falar 'tumát' ou 'chuculát' ou não falar a letra 'a' fortemente (ninguém entendia o nome dela, que era Marisa, mas como ela falava "Mãrisa poish naum tem acento" todo mundo entendia Merisa)...
Portugueses aportuguesam e traduzem várias palavras de origem inglesa (mouse...), mas quanto o aportuguesamento é feito à brasileira elas acham estranho e preferem o termo em inglês, vai entender rsrsrs ô pessoal difícil