Exército 2030

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Vinicius Pimenta
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Exército 2030

#1 Mensagem por Vinicius Pimenta » Sex Fev 27, 2009 7:32 pm

Senhores, notícia de hoje do DB:

"O Exército Brasileiro deu início ao planejamento decorrente da Estratégia Nacional de Defesa, lançada em dezembro último, que norteará a elaboração dos Planos de Equipamento e Articulação do Exército no período de 2009 a 2030. Para isso foram criados seis grupos de trabalho, cujos coordenadores foram indicados na segunda semana deste mês."


Íntegra em:

http://defesabrasil.com/site/index.php/ ... racao.html




Vinicius Pimenta

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Re: Exército 2030

#2 Mensagem por italo clay » Sex Fev 27, 2009 8:06 pm

lembram da FT 90 ? agora é 2030, depois virá 2050 e como esperança é a última que morre teremos o projeto 2100 que dentre outros itens contemplará a substituição do FAL . [002] [004]

ps. bom mas no fundo torço para que desta vez a coisa ande.




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Re: Exército 2030

#3 Mensagem por Pereira » Sex Fev 27, 2009 9:08 pm

"Com isso, o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) deverá receber papel de destaque nas pesquisas dos novos produtos, bem como em conjunto com indústrias e universidades, como foi o projeto do radar SABER M-60, desenvolvido numa parceria entre CTEx, Unicamp e a Orbisat, também de Campinas, interior de São Paulo."

Esse é o caminho correto.




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Re: Exército 2030

#4 Mensagem por Brasileiro » Sex Fev 27, 2009 10:12 pm

Já são os primeiros passos em direção à concretização da END.

O Ministério da Defesa pediu que as forças armadas apresentassem suas propostas de reorganização e reaparelhamento, isso será em Junho.
O EB vai elaborar suas propostas, que serão enviadas ao comandante e em seguida, ao MD.
Essas propostas irão conter tudo em termos de equipamentos e futuros desenvolvimentos junto com suas previsões de custo. Junto serão enviadas as propostas de reorganização, que visarão funcionalidade e racionalização.
Em princípio não haverá acréscimo de efetivo.

Diferentemente de outros planos, esse não será uma mera proposta de armamento, formulando um Exército "ideal", mas algo bem maior, que conterá de fato uma reforma.
Lembram-se daqueles prazos que o MD lançou para esse ano, com leis a serem aprovadas e atos a serem feitos? Pois é, a elaboração destas propostas é uma dessas coisas, que também será apresentada à sociedade (legislativo e executivo), sendo objeto de verificação.


abraços]




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Re: Exército 2030

#5 Mensagem por Bolovo » Sex Fev 27, 2009 10:15 pm

Torço que para tudo dê certo. VERDADE, estou torcendo para isso.

Essa END deveria ter saido 30 anos atrás.




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Re: Exército 2030

#6 Mensagem por FCarvalho » Sáb Fev 28, 2009 6:55 pm

Boa Tarde a todos.

Algumas considerações sobre este plano.

1. Qualquer plano de reaparelhamento do EB, está condicionada a aprovação da END no congresso - o que não é garantido - além de não estar na pauta dos politicos (os que decidem as coisa de verdade).

2. Em sendo aprovada a END, há ainda a possibilidade de emendas e outras alterações na mesma, que podem, ou não, desfigurar o projeto original, e mesmo invibializar os aspectos tecno-financeiros.

3. É sempre bom lembrar que no congresso, não há deputados ou senadores comprometidos firmimente com a END, menos ainda com seus propósitos... a não ser que seus pequenos interesses sejam atendidos.

4. Após a aprovação existe a necessidade de aprovação de legislação complementar e de uma series de mecanismos juridicos que, infelismente, não dependem só do MD,mas da boa vontade do governo em aprová-las a fim de possibilitar concretitude aos planos de reaparelhamento das FA's.

Abraços




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Re: Exército 2030

#7 Mensagem por Brasileiro » Dom Mar 01, 2009 2:23 pm


General prevê 'nova postura' no Exército

Taubaté


O comandante de Logística do Exército Brasileiro, general Jarbas Bueno, visitou na manhã de ontem as dependências da base de aviação em Taubaté em cerimônia que marcou o início do 'ano de manutenção'.

Na solenidade foram direcionados os procedimentos e traçadas as políticas de logística que serão desenvolvidas no decorrer de 2009. O general ministrou ainda uma palestra ao efetivo do Cavex.

"O exercito de Taubaté é um exemplo para o país na questão de manutenção, aqui eles realizam um trabalho muito importante focado nesta área, o que é fundamental para a aviação, que não pode ter erros", afirmou o general.

Segundo Bueno, o Exército está passando por uma fase de modernização e mudança de foco. Todos os departamentos se adequando para atender às necessidades do plano de estratégia do Ministério da Defesa. O Departamento de Logística, por exemplo, passa a se chamar 'Comando de Logística'.

"Não é simplesmente uma mudança de nomes e, sim, de postura. O Exército que antes trabalhava focado em resolver conflitos internos e hoje se prepara para conflitos externos, como guerras. O país esta se destacando cada vez mais mundialmente e precisa ter uma força militar preparada", disse o general.

Além dos militares, o evento de ontem em Taubaté contou com as participações do presidente nacional da Helibrás, Jean Noell Hardy, e diretores das empresas aeronáuticas Aeronal, Tubormeca e Gespi.
Tudo isso é parte do que eu vinha noticiando.

Do Jornal Vale Paraibano



abraços]




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Re: Exército 2030

#8 Mensagem por Brasileiro » Seg Mar 02, 2009 10:18 am

A ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA E SUAS
IMPLICAÇÕES PARA O PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO DO EXÉRCITO
(DIRETRIZ DE PLANEJAMENTO)
Em reunião do Conselho Nacional de Defesa,
realizada em 18 de dezembro de 2008, o Presidente da
República lançou oficialmente a Estratégia Nacional de
Defesa (END), fruto de trabalho presidido pelo Ministro
da Defesa e coordenado pela Secretaria de Assuntos
Estratégicos, com a participação dos Comandantes das
Forças.
Esse evento revestiu-se de características marcantes.
Primeiro, por refletir o inédito engajamento de civis,
principalmente da área política, no sentido de dotar o
Brasil de estrutura de defesa compatível com sua
dimensão e importância no mundo atual e com capacidade
de evoluir para o futuro, além da compreensão de que o
sistema de defesa contribui significativa e decisivamente
para a evolução econômica, social, política e para o
desenvolvimento científico e tecnológico do País. E,
segundo, porque veio a preencher lacuna persistente entre
a Política de Defesa Nacional (PDN) e a Política Militar
de Defesa (PMD), ambas em vigor, compondo com elas o
nível mais elevado dos documentos da defesa nacional.
A END está totalmente embasada nos diplomas
legais que regem a existência e o funcionamento do
2
Exército. A par de preservar a missão específica, os
objetivos e os pressupostos de planejamento, mantém e
reforça os valores cultuados pela Instituição.
Complementarmente, revela-se como oportunidade ímpar
de se obter a alocação adequada de recursos financeiros
para o prosseguimento de projetos até então paralisados e
de outros que se revelarem necessários à modernização da
Força.
O documento projeta a evolução do sistema de
defesa em três eixos principais: a reorganização da
estrutura das Forças, o desenvolvimento tecnológico com
progressiva independência por meio da reestruturação da
indústria de material de defesa e, por fim, a manutenção da
obrigatoriedade do serviço militar, ampliando a
participação da sociedade.
Complementarmente, busca a implantação de um
sistema de mobilização nacional, estimula a participação
da nação, particularmente do meio acadêmico, na
discussão dos assuntos de defesa e, ainda, preconiza a
compatibilização da infra-estrutura do País com as
necessidades da defesa nacional.
Tema de natural preocupação dos militares, a
questão dos recursos financeiros, essenciais à
concretização dos seus objetivos, não está contemplada
explicitamente no texto da END. Contudo, ao pretender
que os planos de articulação e de equipamento das Forças
Armadas sejam transformados em lei, cria a expectativa de
3
que se estabeleça uma maior previsibilidade, regularidade
e continuidade em sua alocação.
A alocação dos recursos financeiros está expressa
também ao atribuir à Casa Civil e aos Ministérios da
Defesa, Fazenda e Planejamento e Orçamentação a tarefa
de elaborar três dispositivos: o primeiro visa garantir a
alocação continuada de recursos financeiros específicos
para viabilizar o desenvolvimento integrado e a conclusão
de projetos relacionados à defesa nacional; o segundo com
o propósito de viabilizar investimentos nas Forças
Armadas a partir de receitas eventualmente geradas pelos
bens imóveis da União administrados pelas Forças; e o
terceiro pretende aplicar nas Forças Armadas recursos
provenientes do recolhimento de taxas e serviços.
Objetivos
O objetivo central da END é modernizar a estrutura
nacional de defesa, com foco em ações estratégicas de
médio e longo prazo, atuando em três eixos estruturantes:
a. reorganização das Forças Armadas,
particularmente, no que concerne à articulação e ao
equipamento;
b. reestruturação da Indústria Nacional de Material
de Defesa, com uma visão de maior autonomia em
produção e tecnologia; e
4
c. adoção de política de composição de efetivos das
FA, que preconize uma ampla participação de todas as
classes sociais, mantendo o Serviço Militar Obrigatório e
propondo a criação de um Serviço Civil de cunho social.
Intenções
Identifica-se na END, claramente, a intenção de
transformar as Forças Armadas, por meio de estratégias e
capacidades operacionais desenvolvidas com visão
prospectiva, preparando-as para melhor cumprir seu papel
constitucional; de envolver a nação nos assuntos de
defesa, particularmente os setores mais diretamente com
ela relacionados; de valorizar a participação do MD no
núcleo decisório do Estado; de ampliar a capacidade de
direção superior do MD sobre as Forças Armadas; e de
aumentar e consolidar a integração das Forças Armadas,
intensificando-a nos campos operacional e científicotecnológico,
no ensino, em seus níveis mais elevados e na
área administrativa.
Capacidade básicas
A END preconiza o trinômio
monitoramento/controle, mobilidade e presença como
capacidades básicas a serem desenvolvidas pelas Forças.
No contexto desse trinômio, a END prescreve o
desenvolvimento prioritário da aptidão para operações
5
conjuntas; apoio logístico integrado nos níveis estratégico
e operacional; e operação de estruturas de
Comando/Controle e Inteligência consolidadas e
integradas entre as Forças, possibilitando a atuação em
rede.
Devem, ainda, ser enfatizadas na Força Terrestre as
características de flexibilidade, compreendida como a
capacidade de adaptar-se à natureza dos conflitos e aos
múltiplos ambientes operacionais e elasticidade, que
implica o potencial de ampliação rápida das estruturas
operacionais.
Estabelece também que o combatente deverá aliar
um elevado nível de qualificação física e intelectual com
alto grau de iniciativa e grande rusticidade, para o combate
de qualquer natureza.
Por fim, preconiza que o preparo deve ocorrer em
torno do desenvolvimento de capacidades; admite a
recomposição dos efetivos, recomenda aperfeiçoamentos
pontuais na articulação atual; mantém a prioridade para a
Região Amazônica; e estabelece, como metas de
planejamento: o curto prazo até 2014, o médio prazo de
2015 a 2022 e o longo prazo de 2023 a 2030.
A Missão do EB
A tarefa imediata e direta que temos a empreender é
a de submeter ao MD, até 30 de junho, os Planos de
Articulação e de Equipamento, os quais devem conter uma
6
proposta de distribuição espacial das instalações militares
e de quantificação dos meios necessários.
Com a mesma ênfase, deveremos também participar
ativamente do cumprimento das tarefas atinentes ao MD,
fornecendo subsídios nas áreas Ciência e Tecnologia,
Indústria Nacional de Defesa, parcerias estratégicas com
nações amigas, recursos orçamentários investimentos,
Estrutura Militar de Defesa, Planejamento Estratégico
Operacional, Serviço Militar e Serviço Civil, Política de
Ensino, Mobilização, aquisição de produtos de defesa,
fomento industrial e toda a legislação atinente a essas
atividades.
Para atingir esses objetivos, o Estado Maior do
Exército deverá, com base nas prescrições desta END, do
Sistema de Planejamento do Exército, das Hipóteses de
Emprego e de demais documentos pertinentes, definir um
conceito estratégico que sirva de objetivo integrador e de
referência geral a todo o planejamento, desde já
denominado Projeto Braço Forte.
Por fim, enfatizo que os planos deverão ser
estruturados para que apresentem grande visibilidade e
capacidade de constituírem-se em projetos mobilizadores;
que demonstrem claramente que o planejamento está
calcado em projetos com caráter de racionalização,
modernização e busca da eficiência; e que mantenham
permanente ligação com a Marinha, a Aeronáutica e o
MD, a fim de assegurar a necessária integração ao longo
de sua elaboração.
7
Considerações Finais
A END produzirá reflexos em todo o Exército, com
visibilidade e efeitos crescentes à medida que avançarmos
em direção ao horizonte de longo prazo. Portanto, há que
se enfatizar o esclarecimento dos públicos interno e
externo para que, em curto prazo, não se criem falsas
expectativas, passíveis de comprometer o engajamento de
todos nesta iniciativa de cunho estratégico.
Essa empreitada exigirá, como fator essencial de
sucesso, o comprometimento dos chefes em todos os
escalões e a participação de todos os integrantes da Força,
considerando-se suas idéias e propostas na fase de
planejamento e estabelecendo uma sinergia decorrente do
sentimento comum de co-responsabilidade.
A iniciativa do MD no sentido de levar o setor de
defesa a ocupar, com peso específico, o espaço que lhe
cabe no núcleo decisório do Governo, é uma oportunidade
impar para que as Forças Armadas, atuando integradas e
sob a coordenação daquele Ministério, sejam ouvidas na
mais alta instância decisória do País.
Por fim, enfatizo que cada integrante do Exército
deve ter em mente que os planos que nos cabem
desenvolver e implementar visam acima de tudo à
estrutura do Exército para 2030, ou seja, estaremos
concebendo o Exército do qual fará parte a atual juventude
8
militar brasileira, e que, com certeza, conterá a Força
Terrestre de um Brasil potência.

Texto altamente esclarecedor.
PDF: http://www.exercito.gov.br/05notic/pain ... rCmtEx.pdf


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