FCarvalho escreveu:Brasileiro escreveu:
Vejam só. Vamos para 6oo pgs de discussão e o EB não consegue definir um simples novo fuzil para sua tropa.
Isso mais e melhor do que qualquer tese de doutorado ou Phd, ou qualquer pesquisa na área já feita.
Talvez só o número de paginas dos docs oficiais gerados por essa embromação sejam maiores.
Realmente, tem alguma coisa muito errada neste país. E não somo nós.
abs.
Aí que está o problema.
O EB não quer um "simples fuzil", ele quer uma arma que faça de tudo o que o velho FAL faz, que seja barato de adquirir, que de robusta dure 'para sempre', e que seja necessariamente fabricada pela Imbel.
Daí a troca que se quer fazer, nestas condições que se impõem, inviabiliza a quebra de paradigma. Troca-se uma arma velha por uma nova e termina por aí, a tropa continua funcionando da mesma maneira. Aí é que está: O EB não quer mecher na tropa, na constituição, organização ou filosofia de ação dela. Fazendo isso, a troca de fuzil torna-se uma ação isolada e imperceptível já que o desdobramento desta mudança fica impedido de se propagar aos outros setores, já que teria um custo financeiro em si e algumas outras coisas teriam de ser começadas praticamente do zero.
Daí eu diria que o EB teve grana para desenvolver um SABER M-60 e comprá-lo (este ano são 9 radares), entrou na onda do Astros-2020 e da VBTP-MR, que vem de vento em popa. Todos programas multi bilionários que estão indo para frente. Faltou grana para o básico.
Não faltou grana para o fuzil, o fato é que o EB não apresentou nenhuma proposta, nem mesmo o EB sabe ao certo o que quer como sua nova arma, nem sabem direito se trocarão o calibre ou se será apenas parte da tropa que mudará de calibre, ninguém tem certeza de nada. Por isto não há como gastar um centavo sequer se não se sabe precisamente como se irá gastar.
Pode ser que o EB não queira mesmo trocar de fuzil, o que pode ser verdade, dado o que foi dito até agora.
abraços]