MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5821 Mensagem por Bourne » Ter Ago 25, 2015 8:58 pm

Só lembrar que mesmo privatizadas, os setores de infraestrutura e outros relevantes necessitam do desenho regulatório que proporcionam qualidade, metas e ampliação da capacidade de longo prazo. Estes também podem ter influência e distorções provocadas por interesses de terceiros. Assim o problema não é a empresa ser pública, estatal ou privada, mas sim geral que é muito maior do que isso.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5822 Mensagem por Penguin » Ter Ago 25, 2015 9:32 pm

A visão sombria de Ricardo PB
FERNANDO DANTAS
25 Agosto 2015 | 00:30

Um dos maiores especialistas do Brasil em política social e mercado de trabalho vê enormes problemas de longo prazo para o país.
O economista Ricardo Paes de Barros, do Insper, grande especialista em questões sociais, vem apresentando recentemente um quadro de longo prazo da economia brasileira profundamente desanimador. O pesquisador é conhecido por ter feito – junto com outro respeitado especialista na área, Marcelo Neri – as análises mais detalhadas e profundas sobre a era de ouro dos avanços sociais da década passada. Tanto PB (como é conhecido por todos) quanto Neri trabalharam no governo Dilma, mas já se afastaram.

O economista do Insper hoje aponta dificuldades de gigantesca magnitude que, vistas do momento presente, parecem ultrapassar a capacidade da sociedade brasileira de enfrentar desafios. É verdade que ele também é uma usina de sugestões e agendas para enfrentar os diversos problemas brasileiros, e que seu tom nunca é derrotista. Mas o significado geral do quadro de longo prazo que aponta é indiscutivelmente negativo.

Na visão de PB, o Brasil está praticamente no auge do “superávit” de pessoas em idade de trabalhar produzido pelo chamado bônus demográfico. Esta é uma fase em que normalmente os países crescem aceleradamente. “Um estrangeiro que olhe para esse dado não vai entender nada ao constatar que o País não está crescendo”, ele diz.

A projeção é de que em 2020 haja 65 milhões a mais de brasileiros em idade ativa (15 a 59 anos) do que fora dela (menos de 15 ou mais de 60). Em 1970, a diferença era de menos de dez milhões. O bônus demográfico é justamente a fase em que a PIA cresce mais rápido do que o resto da população, o que abre aquela diferença. Em termos proporcionais, 2020 também será o pico da PIA, que atingirá 65% da população, 30 pontos porcentuais a mais do que os 35% de crianças e idosos. Em 1970, a diferença era de cerca de dez pontos porcentuais.

A questão demográfica, por um lado, apresenta um problema fiscal de longo prazo gravíssimo. O Brasil está entrando num processo de envelhecimento que deve ser seis vezes mais rápido do que o da França. A população de 60 anos ou mais deve subir de cerca dos 12% atuais para quase 30% em 2050. Em 2060, 34% da população terá mais de 60 anos e 20% mais de 70. Já a população de até 15 anos deve cair de pouco menos de 25% para próximo de 15% em 2050 e 13% em 2060. Como o Estado brasileiro gasta muito mais com cada idoso do que com cada criança, as regras atuais serão impossíveis de cumprir à medida que o envelhecimento se aprofunde.

“Não há mudança de regra da Previdência que dê jeito, é preciso criar regras mais flexíveis que possam ir sendo adaptadas à medida que o processo de envelhecimento ocorra”, alerta PB.

Mas as dificuldades vão além das contas públicas. O economista nota que, apesar de hoje o Brasil estar muito próximo do ponto em que terá provavelmente o maior contingente de jovens em termos absolutos de todos os tempos – passados e futuros –, o País não está preparando bem esta juventude. Um dado que evidencia bem isso é que o número de séries (anos) concluídos com sucesso na faixa etária entre 18 e 22 anos está estagnado em torno de 1,2 ano desde a segunda metade da década de 90.

Adicionalmente, essa massa juvenil recorde, da qual dependerá crucialmente o País nas próximas décadas, aparentemente se sente desmotivada tanto para estudar quanto para trabalhar. Entre 15 a 18 anos, mais de 20% dos alunos que iniciam uma série escolar no Brasil abandonam a escola até o fim do quarto trimestre.

Desde 2009, cresce a proporção dos jovens que não estudam nem trabalham ou procuram emprego (os chamados “nem-nem-nem”), que hoje já atinge 17%. PB testou várias hipóteses que poderiam explicar esse fenômeno sem significar desinteresse pelos estudos ou trabalho, mas isso não trouxe nenhum alívio. As nem-nem-nem mulheres que não têm filho também crescem no mesmo ritmo, e o mesmo ocorre com os nem-nem-nem que não fazem trabalhos domésticos (e também com o grupo que nem tem filho nem faz trabalhos domésticos). Isto é, não é ter filho ou ajudar em casa que faz com que cresça os números de jovens que não trabalham nem estudam.

“O jovem brasileiro parece querer estudar numa universidade sueca, e fazer carreira numa empresa na Coreia – o que se oferece aqui para ele não é atraente”, diz o economista.

Finalmente, um dos fatos que mais vêm intrigando PB é que aparentemente o avanço da escolaridade brasileira nas últimas décadas – apesar dos dados ruins citados acima, ela inegavelmente ocorreu em termos gerais – está tendo muito pouco ou nenhum impacto na produtividade do trabalho. A produtividade, com exceção de um salto de cerca de 10% entre 2006 e 2010, está estagnada desde pelo menos o início da década passada.

Para o pesquisador, o crescimento da renda do trabalho acima da produtividade foi o principal combustível do enorme avanço social da década passada. Mas tanto PB quanto Neri acham que este ciclo se esgotou e agora é imprescindível aumentar a produtividade para retomar os ganhos sociais. Entender aquele aparente paradoxo econômico – mais educação deveria se traduzir em maior produtividade do trabalho – é, portanto, fundamental. O fato de a escolaridade crescente não estar elevando a produtividade é mais um dos nós a serem entendidos e desfeitos para que o Brasil possa retomar o desenvolvimento social e econômico. (fernando.dantas@estadao.com.)
Fernando Dantas é jornalista da Broadcast.
Esta coluna foi publicada pela AE-News/Broadcast em 21/8/15, sextaq-feira.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5823 Mensagem por Bourne » Qua Ago 26, 2015 1:19 am

:o :shock:

O pessimildo sabia de tudo e tentou nós alertar.


Dilma admite que subestimou efeitos da crise econômica no Brasil

Pela primeira vez desde que se viu inserida em uma grave crise que atinge o seu governo, a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, admitiu que subestimou os efeitos da turbulência econômica no ano passado. Durante a campanha eleitoral que resultou em sua reeleição entre agosto e outubro, ela negava os problemas, enquanto seus adversários previam meses uma série de erros na condução da política econômica.

Nesta segunda-feira, indagada sobre o que poderia ter errado enquanto governante, a presidenta ensaiou um raro mea-culpa. “Fico pensando o que é que podia ser que eu errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez, nós tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes”.

Rousseff disse que só percebeu a gravidade do problema em novembro ou dezembro, depois de reeleita. As declarações foram dadas a repórteres de três jornais brasileiros, Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo.

A petista declarou ainda que sua equipe econômica não esperava que haveria uma queda tão grande na arrecadação de impostos e que não havia nenhum indício de “uma coisa dessa envergadura”.

Ainda assim, Rousseff defendeu as políticas adotadas em seu primeiro Governo (2011-104). Ela ressaltou que sua gestão manteve a desoneração da folha de pagamentos no valor de 25 bilhões de reais e concedeu subsídios para os empréstimos de longo prazo feitos no Brasil.

“O que é possível considerar é que poderia ter começado [a fazer] uma escadinha. Agora, eu nunca imaginaria, ninguém imaginaria que o preço do petróleo cairia de 105 dólares [o barril] em abril, para 102 dólares em agosto, para 43 dólares hoje. A crise começa em agosto, mas só vai ficar grave, grave mesmo, entre novembro e dezembro. É quando todos os estados da Federação percebem que a arrecadação caiu”, declarou.

Sobre a economia internacional, que agora vê o início de uma crise chinesa, Rousseff disse que o futuro é imprevisível. Ela se mostrou chocada, segundo a Folha, com as informações que circulavam no mercado financeiro de que seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, estaria de saída do cargo porque na segunda-feira estava em viagem aos Estados Unidos, sem compromisso oficial. Conforme Rousseff, é mentira que ele deixaria o cargo e a viagem ocorreu por motivos familiares. "Foi ver a menina [filha] dele, que vai morar na China".



Perda de apoio
A presidenta convidou os três jornais para essa entrevista no mesmo dia em que o vice-presidente Michel Temer deixou a articulação política para se dedicar a assuntos mais amplos do Governo. A decisão do vice assustou mercados e o mundo político. Ou seja, Temer deixou de negociar cargos e emendas parlamentares com deputados e senadores, para debater apenas os principais projetos de interesse da gestão que tramitam no Congresso.

O desembarque de Temer da articulação política foi vista como um movimento natural pela presidenta. Ela disse que o vice-presidente cumpriu o seu papel ao ajudar o Governo a aprovar o ajuste fiscal. “O Temer tem sido de imensa lealdade comigo. Nós tivemos uma primeira fase da articulação política coordenada pelo Temer. Qual é o resultado dessa fase? Um sucesso. Conseguimos aprovar as medidas do reequilíbrio fiscal. E estabelecemos uma relação com o Congresso. A gente perde e a gente ganha no Congresso. Cada vez que a gente perde é uma crise? Não é”.

Corrupção e Lava Jato
Sobre as investigações conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, que fez seu Governo estremecer com as revelações sobre a corrupção na Petrobras, a presidenta afirmou que “ninguém pode interromper esse processo”. “Quanto mais rápidas as investigações, melhor”. A presidenta disse ainda que não tinha imaginado que petistas estivessem envolvidos no esquema. Questionada se foi surpreendida, ela disse: “Fui. E lamento profundamente”.

Reforma administrativa
Além de mudar sua avaliação sobre a crise econômica, nesta semana Rousseff também mudou sua opinião sobre o tamanho da máquina pública. Até então, ela defendia com unhas e dentes a manutenção de todos os seus 39 ministérios. Na segunda-feira, seu Governo anunciou que pretende reduzir até de pastas e cortar ao menos 1.000 dos 22.000 cargos comissionados, que são de servidores sem concursos públicos. “Não posso dizer quem é que está marcado para morrer porque não tenho certeza, primeiro, se vai morrer”, disse.

Nesse ponto, o desafio da presidenta será obter o apoio dos seus aliados para esses cortes de cargos, sem perder a sustentação de seu Governo no Congresso Nacional. Atualmente, há nove partidos ocupando ministérios. O PT, com 13, e o PMDB, com seis, são os que mais têm cargos no primeiro escalão governista. Mas até mesmo legendas que já anunciaram rompimento com Rousseff, como o PDT e o PTB, mantêm o comando de algumas pastas. Assim, o corte de ministérios deve ser seguido de uma reforma ministerial entre os que sobreviverem.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/08 ... 06583.html




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5824 Mensagem por Penguin » Qua Ago 26, 2015 3:43 pm

Bourne escreveu::o :shock:

O pessimildo sabia de tudo e tentou nós alertar.


Dilma admite que subestimou efeitos da crise econômica no Brasil

Pela primeira vez desde que se viu inserida em uma grave crise que atinge o seu governo, a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, admitiu que subestimou os efeitos da turbulência econômica no ano passado. Durante a campanha eleitoral que resultou em sua reeleição entre agosto e outubro, ela negava os problemas, enquanto seus adversários previam meses uma série de erros na condução da política econômica.

Nesta segunda-feira, indagada sobre o que poderia ter errado enquanto governante, a presidenta ensaiou um raro mea-culpa. “Fico pensando o que é que podia ser que eu errei. Em ter demorado tanto para perceber que a situação podia ser mais grave do que imaginávamos. E, portanto, talvez, nós tivéssemos de ter começado a fazer uma inflexão antes”.

Rousseff disse que só percebeu a gravidade do problema em novembro ou dezembro, depois de reeleita. As declarações foram dadas a repórteres de três jornais brasileiros, Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo.

A petista declarou ainda que sua equipe econômica não esperava que haveria uma queda tão grande na arrecadação de impostos e que não havia nenhum indício de “uma coisa dessa envergadura”.

Ainda assim, Rousseff defendeu as políticas adotadas em seu primeiro Governo (2011-104). Ela ressaltou que sua gestão manteve a desoneração da folha de pagamentos no valor de 25 bilhões de reais e concedeu subsídios para os empréstimos de longo prazo feitos no Brasil.

“O que é possível considerar é que poderia ter começado [a fazer] uma escadinha. Agora, eu nunca imaginaria, ninguém imaginaria que o preço do petróleo cairia de 105 dólares [o barril] em abril, para 102 dólares em agosto, para 43 dólares hoje. A crise começa em agosto, mas só vai ficar grave, grave mesmo, entre novembro e dezembro. É quando todos os estados da Federação percebem que a arrecadação caiu”, declarou.

Sobre a economia internacional, que agora vê o início de uma crise chinesa, Rousseff disse que o futuro é imprevisível. Ela se mostrou chocada, segundo a Folha, com as informações que circulavam no mercado financeiro de que seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, estaria de saída do cargo porque na segunda-feira estava em viagem aos Estados Unidos, sem compromisso oficial. Conforme Rousseff, é mentira que ele deixaria o cargo e a viagem ocorreu por motivos familiares. "Foi ver a menina [filha] dele, que vai morar na China".



Perda de apoio
A presidenta convidou os três jornais para essa entrevista no mesmo dia em que o vice-presidente Michel Temer deixou a articulação política para se dedicar a assuntos mais amplos do Governo. A decisão do vice assustou mercados e o mundo político. Ou seja, Temer deixou de negociar cargos e emendas parlamentares com deputados e senadores, para debater apenas os principais projetos de interesse da gestão que tramitam no Congresso.

O desembarque de Temer da articulação política foi vista como um movimento natural pela presidenta. Ela disse que o vice-presidente cumpriu o seu papel ao ajudar o Governo a aprovar o ajuste fiscal. “O Temer tem sido de imensa lealdade comigo. Nós tivemos uma primeira fase da articulação política coordenada pelo Temer. Qual é o resultado dessa fase? Um sucesso. Conseguimos aprovar as medidas do reequilíbrio fiscal. E estabelecemos uma relação com o Congresso. A gente perde e a gente ganha no Congresso. Cada vez que a gente perde é uma crise? Não é”.

Corrupção e Lava Jato
Sobre as investigações conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, que fez seu Governo estremecer com as revelações sobre a corrupção na Petrobras, a presidenta afirmou que “ninguém pode interromper esse processo”. “Quanto mais rápidas as investigações, melhor”. A presidenta disse ainda que não tinha imaginado que petistas estivessem envolvidos no esquema. Questionada se foi surpreendida, ela disse: “Fui. E lamento profundamente”.

Reforma administrativa
Além de mudar sua avaliação sobre a crise econômica, nesta semana Rousseff também mudou sua opinião sobre o tamanho da máquina pública. Até então, ela defendia com unhas e dentes a manutenção de todos os seus 39 ministérios. Na segunda-feira, seu Governo anunciou que pretende reduzir até de pastas e cortar ao menos 1.000 dos 22.000 cargos comissionados, que são de servidores sem concursos públicos. “Não posso dizer quem é que está marcado para morrer porque não tenho certeza, primeiro, se vai morrer”, disse.

Nesse ponto, o desafio da presidenta será obter o apoio dos seus aliados para esses cortes de cargos, sem perder a sustentação de seu Governo no Congresso Nacional. Atualmente, há nove partidos ocupando ministérios. O PT, com 13, e o PMDB, com seis, são os que mais têm cargos no primeiro escalão governista. Mas até mesmo legendas que já anunciaram rompimento com Rousseff, como o PDT e o PTB, mantêm o comando de algumas pastas. Assim, o corte de ministérios deve ser seguido de uma reforma ministerial entre os que sobreviverem.

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/08 ... 06583.html
Dilma diz que demorou para perceber a crise porque só lia Carta Capital e Revista Fórum
http://sensacionalista.uol.com.br/2015/ ... sta-forum/
:lol:




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5825 Mensagem por Bourne » Qua Ago 26, 2015 6:36 pm

Eu avisei desde idos de 2013. E não sou iluminado para ser o único agraciado para ler as informações e chegar essas conclusões.

Na verdade, todo mundo sabia da situação e a trajetória que estava sendo traçada. Inclusive o senhor Ministro do Planejamento Nelson Barbosa que saiu de lá brigado por que ele alertava e ninguém ouvia. Depois foram chamar o homem para fazer a mesma coisa que ele tinha proposto antes. Outro que estava afastado do governo e foi chamado para ser representante do IMF, o Otaviano Canuto, é um caso similar. Voltou como pedido pessoal da Presidente e do Lula para por alguém lá no IMF que fizesse o meio campo, não fosse maluquinho e nem causasse no IMF e na relação com outros países.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5826 Mensagem por Matheus » Qua Ago 26, 2015 7:08 pm





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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5827 Mensagem por Grep » Qua Ago 26, 2015 7:35 pm

Também avisavam por aqui que a crise econômica mundial tinha acabado.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5828 Mensagem por Mathias » Qua Ago 26, 2015 10:11 pm

Mas já acabou, olha o crescimento espetacular da UE!




“Os únicos derrotados no mundo são os que deixam de lutar, de sonhar e de querer! Levantem suas bandeiras, mesmo quando não puderem levantar!”.
Mujica.
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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5829 Mensagem por Penguin » Qua Ago 26, 2015 10:49 pm

Grep escreveu:Também avisavam por aqui que a crise econômica mundial tinha acabado.
Imagem

Dentro de cada região há países que crescem mais, outros menos, há os que não crescem e os que decrescem.

Se vc der uma olhada na tabela do link abaixo, notará que entre as mais importantes economicas do mundo, as projeções apontam que o PIB em 2015 encolherá apenas nos seguintes países:

http://www.economist.com/indicators

Rússia
Ucrania

Venezuela
Argentina
Brasil




Editado pela última vez por Penguin em Qua Ago 26, 2015 11:05 pm, em um total de 1 vez.
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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5830 Mensagem por Bourne » Qua Ago 26, 2015 11:01 pm

Grep escreveu:Também avisavam por aqui que a crise econômica mundial tinha acabado.
Lembre que o blabla e o Guido Mantega já era, junto com toda a equipe de maluquinhos que colocou o país na atual enrascada. Mudou o tom. Agora tem que defender o Nelson Barbosa e Joaquim Levy que afirmam que o problema é interno, inclusive mudou até as falas da Senhor Presidente Dilma.

A diferença que o problema que seria feito em 2005 pelo Palocci, antevendo uma situação extrema como atual, foi adiada em 10 anos. Ou, o que Nelson Barbosa defendida em 2011-2012, foi adiada por três anos.

Aliás, até agora a única crise que de fato afetou o Brasil foi de 2007-08 e positivamente. Na medida que ajudou a encher os mercados mundiais de liquidez, derrubar as taxas de juros mundiais e valorizar o real. Nem a crise europeia ou até surto chinês chegou no Brasil. A crise tem origem interna.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5831 Mensagem por mmatuso » Qua Ago 26, 2015 11:40 pm

Dilma realizou o sonho de colocar o brasil ao lado de argentina e venezuela de além do grupo dos bolivarianos nos do que não crescerão em 2015.

O comunismo venceu!




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5832 Mensagem por Grep » Qui Ago 27, 2015 7:58 pm

Petróleo sobe 10%.

Quem falou que o pré-sal seria abandonado em alguns meses precisa refazer o curso com a mãe Diná.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5833 Mensagem por Penguin » Qui Ago 27, 2015 8:10 pm

Grep escreveu:Petróleo sobe 10%.

Quem falou que o pré-sal seria abandonado em alguns meses precisa refazer o curso com a mãe Diná.
Captou que essa história de colocar a culpa na crise internacional não faz sentido?




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5834 Mensagem por Bourne » Qui Ago 27, 2015 9:20 pm

Grep escreveu:Petróleo sobe 10%.

Quem falou que o pré-sal seria abandonado em alguns meses precisa refazer o curso com a mãe Diná.
Não ficará, é.

Aceita que dói menos. A antiga diretoria e apoiada pelo maluquinhos do governo criaram um modelo inviável de exploração. O resulta do foi a empresa se endividar excessiva e perigosamente para explorar petróleo. Quando o problema do Brasil é refino, gás natural e geração de energia elétrica.

Está em curto a reestruturação patrimonial da Petrobras com venda e desmobilização de investimento. A atual diretoria assumiu para sanear e desmontar os planos megalomaníacos.

Apesar que não saber o que tem a ver com a crise internacional, salvo que contribuiu para derrubar o preço do petróleo e gás natural no mercado internacional e continuará assim por muitos anos. O país agradasse por reduzir a a pressão sobre inflação, custos em geral e contrapor a desvalorização do real. Principalmente pela quantidade de termoelétricas que estão sustentando o fornecimento de energia elétrica e que devem se multiplicar nos próximos anos.

Pela complexidade da estrutura produtiva e importância industrial o preço do petróleo e, portanto, energia no nível que está é maravilhoso. Somados a desvalorização cambial, ou melhor, o câmbio no nível adequado que é em torno de 3,5 é um grande impulso para o setor produtivo em geral. E tende a geral uma qualidade de crescimento e inserção internacional muito superior do que crescimento baseado em commodities minerais e petróleo.




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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

#5835 Mensagem por Grep » Sex Ago 28, 2015 7:23 am

Modelo inviável que já extrai mais de 700 mil barris dia.




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