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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Seg Ago 17, 2015 8:42 pm
por Bourne
Si divirtam...



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Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Qua Ago 19, 2015 11:25 am
por LeandroGCard
Emprego industrial acumula quase quatro anos de queda.

Vagas na indústria recuaram 6,3% em junho ante o mesmo mês de 2014, a queda mais intensa desde 2009 e o 45º resultado negativo.


Mariana Durão - O Estado de S. Paulo, 19 Agosto 2015

RIO - O emprego na indústria recuou 6,3% em junho na comparação com o mesmo mês de 2014, a queda mais intensa desde agosto de 2009 (-6,4%). Trata-se, também, do 45º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto - o que significa quase quatro anos de retração. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na passagem de maio para junho, na série livre de influências sazonais, o recuo foi de 1%. Com o resultado, o indicador acumula quedas de 5,2% no ano e de 4,6% em 12 meses.

Já no segundo trimestre, houve retração de 2,4% na comparação com os primeiros três meses do ano. Ante o mesmo trimestre de 2014, por sua vez, o emprego industrial caiu 5,8%.

Segundo o IBGE, em junho, na comparação com o mesmo período de 2014, o contingente de trabalhadores recuou nos 18 ramos pesquisados, com destaques para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-11,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,9%), produtos de metal (-11,8%) e máquinas e equipamentos (-8,9%).

O número de horas pagas pelo setor também teve queda: -0,6% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. Já no confronto com junho de 2014, a redução no indicador foi de 6,3%, a 25ª taxa negativa seguida nesse tipo de comparação. Com o resultado anunciado hoje, o indicador acumula queda de 5,8% no ano e recuo de 5,3% em 12 meses.

Na comparação com junho do ano passado dezessete dos dezoito ramos pesquisados apontaram redução. As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-11,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,5%), produtos de metal (-11,6%) e máquinas e equipamentos (-8,4%). Por outro lado, o setor de produtos químicos, com variação de 0,4%, assinalou a única influência positiva nesse mês.

Na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o número de horas pagas na indústria mostrou recuo de 2,5%, oitava taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desta sequência, acumulando nesse período perda de 10,0%. O número de horas pagas recuou 6,3% no fechamento do segundo trimestre de 2015, ante abril a junho do ano passado.
Me lembro de anos atrás, ainda no final do governo FHC e início do governo Lula, estar dizendo que com a políticas econômicas adotadas (principalmente os juros altos e a âncora cambial) chegaríamos a isso, e o pessoal retrucar que não importava, que a agricultura e o setor de serviços (e depois o pré-sal) tornavam a indústria dispensável para o crescimento econômico do país.

E agora?


Leandro G. Card

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Qua Ago 19, 2015 12:17 pm
por prp
Agora fudeu tudo!

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Qua Ago 19, 2015 12:17 pm
por prp
19/08/2015 10h46 - Atualizado em 19/08/2015 12h04
BB e entidades anunciam medidas para estimular setor automobilístico
BB vai antecipar R$ 3,1 bilhões para fornecedores estratégicos.
Na terça, Caixa anunciou linhas de crédito para socorrer o setor automotivo.
Marta Cavallini
Do G1, em São Paulo
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O Banco do Brasil vai antecipar R$ 3,1 bilhões até o final do ano para fornecedores considerados estratégicos para a cadeia da indústria automobilística. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) na sede do Banco do Brasil, em São Paulo.
saiba mais
Caixa lança linhas de crédito para socorrer o setor automotivo
O acordo firmado entre o Banco do Brasil, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) prevê apoio financeiro e comercial às cadeias produtivas do setor, além de segmentos de máquinas e implementos agrícolas e caminhões.
O BB receberá das empresas a programação de encomendas para determinado grupo de fornecedores, durante um período específico. Para esses fornecedores, o banco antecipará os valores que seriam recebidos pelo total de entregas. Segundo o Banco do Brasil, a vantagem é não ter de recorrer a taxas mais elevadas no financiamento do capital de giro ou no desconto de duplicatas.
A Anfavea e o Sindipeças vão intermediar os acordos de cooperação financeira e comercial com o BB e as empresas envolvidas.
“A linha de financiamento para o setor de autopeças é possível porque nós montadoras vamos aparecer nesses contratos como espécie de fiadores, trabalharemos juntos com nossa rede de fornecedores para que o risco do financiamento seja extremamente baixo. O risco será das grandes empresas e os juros serão mais atrativos para a cadeia automotiva”, disse Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea.
Segundo ele, fortalecer o setor de autopeças é fundamental para a cadeia automotiva. “Não tem sentido não ajudar, é a cadeia toda que faz a grandeza do nosso setor”. Segundo ele, 12% dos tributos pagos no país vêm do setor automotivo, e isso inclui o setor de autopeças e demais fornecedores.
Luiz Moan Yabiku Júnior considera o momento do setor automotivo muito difícil, mas diz não ter dúvidas de que “é apenas um momento”. “Entendemos extremamente necessário o ajuste macroeconômico e essas medidas anunciadas estão em linha com esse ajuste”, afirmou.
Medidas da Caixa
Na terça-feira, a Caixa Econômica Federal anunciou que vai oferecer condições especiais em linhas de crédito para capital de giro e investimento para socorrer a indústria automotiva e o setor de autopeças. O banco também avalia ajudar outros setores.
Segundo a Caixa, as "condições especiais" serão concedidas a empresas que se comprometerem a não demitir funcionários durante a crise atravessada pelo setor automotivo, afirmou a presidente do banco, Miriam Belchior. Ela acrescentou, contudo, que esse compromisso "não é obrigatório, mas é mais um elemento a contribuir para esta travessia".
Segundo o Banco do Brasil, o acordo beneficia desde o pequeno fornecedor ao grande exportador, irrigando capital de giro para toda a cadeia, o que aumenta o nível de confiança e reduz o risco de crédito de cada negócio que será feito. Na tomada do empréstimo, o fornecedor vai com uma carta de crédito, e nesse documento tem o cliente (no caso, a montadora) atestando que vai comprar o que esse fornecedor vai produzir.

Para o presidente do Banco do Brasil, Alexandre Correa Abreu, a concessão de crédito atualmente está mais complexa porque as empresas estão em situação mais difícil. Por isso, ele considera a estratégia do acordo com as empresas do setor automotivo inteligente e agregadora.

“Conseguimos aprimorar a margem de crédito e transferir o ganho para todas as empresas que compõem a cadeia automotiva”, disse.
“Quando eu transfiro esse risco para as empresas maiores e tiro daquela empresa menor o risco de não conseguir aquele crédito é um bom negócio porque eu trabalho com escala ampla de empresas com riscos menores, é uma estratégia boa para as empresas, para o banco e para o funcionário que não vai perder seu emprego”, afirmou.

“Temos responsabilidade com a sociedade. Pessoa desempregada é sinônimo de inadimplência no setor financeiro, “então todos são beneficiados”.

Segundo ele, a solução apresentada para o setor automobilístico pode ser colocada para outros setores da economia brasileira.

Paulo Roberto Rodrigues Butori, presidente do Sindipeças, disse que o acordo veio em boa hora, já que as empresas de autopeças passam por dificuldades. “Mesmo com o setor de reposição e de exportação mais ativos, a previsão é de queda de 20% no faturamento”, disse.

“Eu acredito que estamos dando um passo para melhorar um pouco a situação das nossas empresas”, disse.

Segundo Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, o setor de distribuição da cadeia automotiva representa 5,2% do PIB nacional e é responsável por 420 mil postos de trabalho.

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Qui Ago 20, 2015 9:33 am
por J.Ricardo
Sou totalmente contra propostas como estas de empréstimos para comprar carros novos.
A indústria automobilística nacional é formada por multinacionais que mantem preços astronômicos para bancar suas matrizes.
Se querem vende que diminuam suas margens de lucro e comecem a nos tratar como tratam seus consumidores de origem.

No mais a melhor forma de ajudar a indústria brasileira é uma política de impostos justa para toda cadeia produtiva do Brasil.

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Qui Ago 20, 2015 10:34 am
por Bourne
mas onde que está que são empréstimos para compra de carro?

Isso é crédito para rede de fornecedores de autopeças e incentivo à exportação. Tipo de crédito correta e de uso de bancos públicos. O que deveria ser prioridade e não de financiar carro para mercado interno. Já que os bancos privados o fazem e tem pressão das montadoras para reduzir custos, além de ser o carne nobre dos produtos bancários.

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Qui Ago 20, 2015 11:23 am
por delmar
Bourne escreveu:mas onde que está que são empréstimos para compra de carro?

Isso é crédito para rede de fornecedores de autopeças e incentivo à exportação. Tipo de crédito correta e de uso de bancos públicos. O que deveria ser prioridade e não de financiar carro para mercado interno. Já que os bancos privados o fazem e tem pressão das montadoras para reduzir custos, além de ser o carne nobre dos produtos bancários.
Pelo que escutei e li sera um emprestimo com a garantia baseada no dinheiro que as autopecas tem a receber das montadoras. Uma especie de antecipacao de receita, com juros e claro. Uma operacao comercial normal de desconto de duplicatas e promissorias. Nao tenho certeza se vai ser isto mesmo.

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Qui Ago 20, 2015 1:48 pm
por joao fernando
delmar escreveu:
Bourne escreveu:mas onde que está que são empréstimos para compra de carro?

Isso é crédito para rede de fornecedores de autopeças e incentivo à exportação. Tipo de crédito correta e de uso de bancos públicos. O que deveria ser prioridade e não de financiar carro para mercado interno. Já que os bancos privados o fazem e tem pressão das montadoras para reduzir custos, além de ser o carne nobre dos produtos bancários.
Pelo que escutei e li sera um emprestimo com a garantia baseada no dinheiro que as autopecas tem a receber das montadoras. Uma especie de antecipacao de receita, com juros e claro. Uma operacao comercial normal de desconto de duplicatas e promissorias. Nao tenho certeza se vai ser isto mesmo.
Exato, foi o que o Levy falou

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Dom Ago 23, 2015 8:08 pm
por LeandroGCard
Mercado de petróleo atual. O Pré-sal se tornando irrelevante... é bom esquecer a base industrial e contar com as commodities, não?
O petróleo afunda
Já há consultores apontando para preços de US$ 15 por barril de 159 litros

Estadão - Celso Ming; 23 Agosto 2015


Já há consultores apontando para preços de US$ 15 por barril de 159 litros, como esta Coluna apontou na quarta-feira. No caso, foi o que disse na semana passada o especialista norte-americano em Petróleo David Kotok, presidente da Cumberland Advisers, que expôs seus pontos de vista à TV Bloomberg.

Parece chute, embora na direção do gol, porque os preços continuam mergulhando e ninguém se atreve a atestar a fundura desse poço.

Na semana que passou, os mercados fecharam com o West Texas Intermediate (WTI) o tipo de referência negociado em Nova York a US$ 40,45, 4,8% abaixo da cotação do fechamento da semana anterior, o menor nível desde fevereiro de 2009. O tipo Brent, negociado em Londres, deslizou para US$ 45,46 por barril, 7,6% abaixo. Apenas para comparar, há pouco menos de quatro meses, as cotações do Brent estavam a US$ 69 por barril.

Cinco são as forças baixistas: (1) a economia mundial, especialmente a da China, continua fraquejando e isso aponta para menos consumo de energia e de combustíveis do que o previsto anteriormente; (2) mais petróleo do bloco da Opep está sendo despejado no mercado, cerca de 1,5 milhão de barris por dia, como atestou seu último relatório; (3) a suspensão do bloqueio comercial que se seguirá ao acordo nuclear dos Estados Unidos com o Irã permitirá aumento de 2 milhões a 3 milhões de barris diários sobre os 2,8 milhões de petróleo iraniano hoje produzidos; (4) os custos de produção baixaram substancialmente porque a demanda por equipamentos caiu e derrubou seus preços; e (5) grandes exportadores tendem a compensar com mais produção a quebra de receitas em consequência do tombo dos preços, contribuindo para afundar o mercado.

Não há previsões seguras sobre o que se seguirá nem a curto nem a médio prazos, porque nenhuma potência ou bloco está em condições de controlar o mercado, como há alguns anos a Opep estava. Estados Unidos e Rússia são apenas dois grandes produtores que aumentaram a oferta. Por toda parte onde as condições geológicas são favoráveis, vêm aumentando a prospecção e a produção. E há o forte aumento dos investimentos em energia renovável, como a nuclear, a eólica, a solar e a de biomassa, que também passou a ocupar o espaço do petróleo, desta vez para atender a metas de controle da poluição ambiental.

Um dos efeitos que se esperam no mundo a partir da queda ou até mesmo da manutenção dos preços baixos é certo nível de deflação. Seus traços já são visíveis a partir da baixa das demais commodities, e podem se acentuar se o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) começar ainda este ano, como muitos esperam, a puxar pelos juros, fator que, por sua vez, valorizará o dólar.

A derrubada dos preços já produziu estragos importantes no Brasil, na medida em que os royalties do petróleo (R$ 18,53 bilhões em 2014), pagos à União, Estados e municípios, são calculados a partir das cotações do Brent. E devem produzir ainda mais se a baixa continuar.

Se isso se confirmar, luzes amarelas se acenderão automaticamente por outras razões: porque o custo de produção no pré-sal oscila em torno dos US$ 40 por barril e certos cronogramas de investimento podem ser inviabilizados.
Leandro G. Card

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Dom Ago 23, 2015 9:27 pm
por Maximos669
LeandroGCard escreveu:Mercado de petróleo atual. O Pré-sal se tornando irrelevante... é bom esquecer a base industrial e contar com as commodities, não?
O petróleo afunda
Já há consultores apontando para preços de US$ 15 por barril de 159 litros

Estadão - Celso Ming; 23 Agosto 2015


Já há consultores apontando para preços de US$ 15 por barril de 159 litros, como esta Coluna apontou na quarta-feira. No caso, foi o que disse na semana passada o especialista norte-americano em Petróleo David Kotok, presidente da Cumberland Advisers, que expôs seus pontos de vista à TV Bloomberg.

Parece chute, embora na direção do gol, porque os preços continuam mergulhando e ninguém se atreve a atestar a fundura desse poço.

Na semana que passou, os mercados fecharam com o West Texas Intermediate (WTI) o tipo de referência negociado em Nova York a US$ 40,45, 4,8% abaixo da cotação do fechamento da semana anterior, o menor nível desde fevereiro de 2009. O tipo Brent, negociado em Londres, deslizou para US$ 45,46 por barril, 7,6% abaixo. Apenas para comparar, há pouco menos de quatro meses, as cotações do Brent estavam a US$ 69 por barril.

Cinco são as forças baixistas: (1) a economia mundial, especialmente a da China, continua fraquejando e isso aponta para menos consumo de energia e de combustíveis do que o previsto anteriormente; (2) mais petróleo do bloco da Opep está sendo despejado no mercado, cerca de 1,5 milhão de barris por dia, como atestou seu último relatório; (3) a suspensão do bloqueio comercial que se seguirá ao acordo nuclear dos Estados Unidos com o Irã permitirá aumento de 2 milhões a 3 milhões de barris diários sobre os 2,8 milhões de petróleo iraniano hoje produzidos; (4) os custos de produção baixaram substancialmente porque a demanda por equipamentos caiu e derrubou seus preços; e (5) grandes exportadores tendem a compensar com mais produção a quebra de receitas em consequência do tombo dos preços, contribuindo para afundar o mercado.

Não há previsões seguras sobre o que se seguirá nem a curto nem a médio prazos, porque nenhuma potência ou bloco está em condições de controlar o mercado, como há alguns anos a Opep estava. Estados Unidos e Rússia são apenas dois grandes produtores que aumentaram a oferta. Por toda parte onde as condições geológicas são favoráveis, vêm aumentando a prospecção e a produção. E há o forte aumento dos investimentos em energia renovável, como a nuclear, a eólica, a solar e a de biomassa, que também passou a ocupar o espaço do petróleo, desta vez para atender a metas de controle da poluição ambiental.

Um dos efeitos que se esperam no mundo a partir da queda ou até mesmo da manutenção dos preços baixos é certo nível de deflação. Seus traços já são visíveis a partir da baixa das demais commodities, e podem se acentuar se o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) começar ainda este ano, como muitos esperam, a puxar pelos juros, fator que, por sua vez, valorizará o dólar.

A derrubada dos preços já produziu estragos importantes no Brasil, na medida em que os royalties do petróleo (R$ 18,53 bilhões em 2014), pagos à União, Estados e municípios, são calculados a partir das cotações do Brent. E devem produzir ainda mais se a baixa continuar.

Se isso se confirmar, luzes amarelas se acenderão automaticamente por outras razões: porque o custo de produção no pré-sal oscila em torno dos US$ 40 por barril e certos cronogramas de investimento podem ser inviabilizados.
Leandro G. Card
Seria interessante saber se isso torna proibitivo a venda de derivados claros e refinados de petróleo, no fim talvez isso seja o que falta para se apostar mais no refinamento desse petróleo de alta qualidade do que na sua venda como crude oil.

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Dom Ago 23, 2015 10:21 pm
por mmatuso
Mercado é sazonal e o pré sal é reserva estratégica.

Talvez aumentar produção, não sei dizer, mas tem que se manter pelo menos ativo para quando precisar ou se o preço voltar a subir como vai acontecer.

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Seg Ago 24, 2015 2:14 am
por Mathias
Basta estourar uma merda qualquer na região do Golfo e essas previsões vão todas por beleléu.

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Seg Ago 24, 2015 8:26 am
por LeandroGCard
mmatuso escreveu:Mercado é sazonal e o pré sal é reserva estratégica.

Talvez aumentar produção, não sei dizer, mas tem que se manter pelo menos ativo para quando precisar ou se o preço voltar a subir como vai acontecer.
Exatamente.

O Pré-sal não vai tornar o Brasil rico como a Arábia Saudita, apesar de alguns terem acreditado nisso a até bem pouco tempo atrás. O que ele pode fazer (se vai, depende de como for administrado) é estabilizar os preços dos derivados no mercado interno e garantir sua disponibilidade por um bom tempo, ajudando a estabilizar a inflação e por tabela nossa economia. Mas para isso é preciso criar capacidade de refino, o que hoje falta.

Mathias escreveu:Basta estourar uma merda qualquer na região do Golfo e essas previsões vão todas por beleléu.
E depois que a M&$%@ passar o preço volta a afundar :roll: . Não dá para um país como o Brasil ficar contando com isso. Nosso comércio internacional não tem como ter o petróleo como uma fonte de divisas confiável, por maiores que sejam as reservas do Pré-sal. O que está lá é para nosso próprio uso quando for interessante, o que já mais do que a maioria dos países tem.


Leandro G. Card

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Seg Ago 24, 2015 8:37 am
por Bourne
A Era do petróleo acabou. Aceita que dói menos.

O óleo e gás do xisto norte-americanos, as fontes alternativas, a proliferação da eficiência e motores elétricos estão reduzindo drasticamente a importância e preço do petróleo no mercado internacional. Não é conjuntural, mas as indicações que é estrutural. Por exemplo, o sucesso do carro elétrico do tesla, o lançamento de modelos híbridos que jogam para dezenas de quilômetros a autonomia dos carros que levam à tendência da queda no consumo do combustível para próximos anos. Além da perspectiva de nas próximas décadas surgirem os combustíveis sintéticos que podem ser a pá de cal do uso do petróleo como combustível.

No Brasil, o problema não é produção ou capacidade de comprar, mas de refino e entregar o produto à preços mais baixos para o consumidor e estrutura produtiva interna. Ainda o xisto e fontes alternativas de energia vão sair antes do pré-sal. Aliás, o pré-sal pode virar uma relíquia inexplorada devido aos custos elevados e alternativas caseiras mais mais em conta.

E, no momento atual, elevar o preço do petróleo é um desastre para o Brasil. Pode até viabilizar o pré-sal, mas a maioria da estrutura produtiva e não explora petróleo e, quem usa, usa como insumo. Então, o Brasil está no clube da China, EUA, UE e outros em que petróleo barato é bom, muito bom. Ou, pelo menos, que opções alternativas mantenham preços baixos, nem que necessitem de subsidio.

O brasil impota há alguns anos etanol dos eua, tem problemas crônicos na falta de capacidade de refino, está atrasado em pesquisas sobre uso do begume e gas, e as usinas nucleares não saem do parlatório. Será que não tem algo muito errado nas prioridades da política energéticas?


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Edit

Re: MOMENTO ATUAL DA ECONOMIA BRASILEIRA

Enviado: Seg Ago 24, 2015 8:58 am
por LeandroGCard
Bourne escreveu:No Brasil, o problema não é produção ou capacidade de comprar, mas de refino e entregar o produto à preços mais baixos para o consumidor e estrutura produtiva interna. Ainda o xisto e fontes alternativas de energia vão sair antes do pré-sal. Aliás, o pré-sal pode virar uma relíquia inexplorada devido aos custos elevados e alternativas caseiras mais mais em conta.
Este foi um ponto em que eu sempre pensei: Se é para usar o petróleo do Pré-sal aqui dentro mesmo, será que não valeria mais à pena investir na produção de álcool? Ainda mais agora, com a viabilização do álcool celulósico? Acredito que com uma fração dos investimentos necessários para alavancar a produção de petróleo do Pré-sal seria possível aumentar a produção de álcool o suficiente para suprir praticamente toda a demanda dos veículos de passageiros do país, com a vantagem de que a maior parte destes investimentos poderiam ser feitos pela iniciativa privada. O petróleo então poderia ser usado apenas para transporte de carga. Isso enquanto não ficar disponível o biodiesel à partir de algas.

E com relação à energia elétrica, para mim o futuro está nos reatores nucleares de terceira e quarta gerações. Era nestas tecnologias que deveríamos estar investindo mais pesadamente, e não em plataformas e sondas de perfuração para águas profundas.


Leandro G. Card