Armas anti-tanque brasileiras

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#46 Mensagem por G-LOC » Dom Mai 31, 2009 1:37 pm

cabeça de martelo escreveu:Em Portugal os dois BIParas não usam os misseis TOW, exactamente porque no nosso território é complicado haver 4 km directos entre alvos, ou seja, anda-se com Milan 2, Carl Gustav e LAW.

Os misseis TOW estão reservados aos Batalhões de infantaria mecanizada (M-113) e batalhões de Infantaria da Brigada de Intervenção (Pandur).
Qualquer um que estiver adando em uma estrada e tentar procurar posições de tiro pode encontrar locais onde é possível engajar alvos até 4km. O problema é que até o míssil chegar lá o alvo já saiu de posição e pode estar oculto por árvores ou terreno.

Uma solução seria um ´missil guiado por fibra ótica pois poderia ainda engajar por cima. O operador tranca o alvo no terreno e depois muda de alvo ao se aproximar.

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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#47 Mensagem por G-LOC » Dom Mai 31, 2009 1:41 pm

SGT GUERRA escreveu:

O problema é que o apoio no vietnan era muito restrito, e as baixas eram o ponto de gravidade do exército americano.
Pelo que eu me lembre eles tinham muito apoio das firebase (artilharia) e apoio aéreo (qualquer tiroteiozinho podia resultar em pedido de CAS). O problema das baixas só apareceu depois do Vietna.

O alcance do Eryx e NLAW se baseia no fato da maioria dos engajamentos ocorrerem a menos de 800-600metros. Neste alcance o Carl Gustav também é preciso com um telemetro laser. Poderia ter opçaõ de espoleta airburst (para explodir acima do alvo) ou termobárica.

Perfeito! Se eu tivesse que copiar essa frase para colar em algum lugar só trocava o "opçaõ" por "opção", :lol: :lol: e colocava na frente de "enganjamento" a palavra "infantaria". :wink:

Se o alvo for a infantaria então ela está a menos de 800 metros. Se for blindados já pode ser detectados a uma distancia e engajar a uma distancia maior. A arma mais usadas pelos M1 Abrans no avanço contra bagdá foi a metralhadora coaxial. Estabilizada e com mira computadorizada era bem precisa. Se o inimigo estivesse em um bunker é disparavam o canhão.

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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#48 Mensagem por G-LOC » Dom Mai 31, 2009 1:49 pm

LeandroGCard escreveu: A conclusão então é que um míssil como o que imaginei (ou um Spike) seria um desperdício, melhor mesmo usar um Carl Gustav para engajar alvos até 800m e além disso não é problema da infantaria, ela que chame o apoio de artilharia ou aéreo? Míssies guiados seriam válidos só contra CC pesadamente blindados, mesmo se pudessem ser mais baratos?
Nas Malvinas por exemplo os Ingleses poderiam ter obtido com Carl Gustav' s o mesmo resultado que obtiveram com os Milan? Em uma conversa que tive com o coronel Gelio Fregapani no final dos anos 80 ele comentou que a arma inglesa que causou mais baixas entre as tropas argentinas foi justamente o míssil guiado Milan.
Eu preferia discutir um caso prático. No caso das malvinas eles não tinha a opção de pedir CAS como fariam os americanos atualmente. A artilharia não era precisa para bater alvos de ponto. Sobrou o Milan.
- Me lembro que usaram sniper para atirar nos buracos das casamatas e induzir os argentinos a se renderem
- Não tinham designador laser suficentes para disparar as Paveway com os Harrier GR.3 (usaram com tropas do SAS e SBS)
- Atualmente poderia ser uma JDAM com as tropas tendo meios para indicar as coordenadas do alvo.
- Dependendo da distancia seria possível usar uma sistema de controle de tiro computadorizado. Imagino uma um binóculos com telemetro laser. Podia ter um computador embutido já indicando a elevação da mira para cada arma (Car Gustav por exemplo), considerando a elevação do alvo.
- No afeganistão usaram bombas comuns com expoleta radar para explodir acima das casamatas. Os talibas saiam feridos (sangrando nariz, ouvido, olhos etc) e eram atacadas com bombas burras em campo aberto. A artilharia talvez tenha alguma potencia nessa função.
- Em distancias muito curtas me lembro dos lancha-chamas. Usaram no Vientã na selva também. O napalm seria o equivalente vindo do ar.

LeandroGCard escreveu: Aliás, quanto custa um disparo de Carl Gustav?
Bem menos que um míssil.

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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#49 Mensagem por G-LOC » Dom Mai 31, 2009 1:50 pm

A.K. for T-7 escreveu:As armas mais amadas, adoradas e idolatradas pelos combatentes dos EUA, que salvam mais vidas americanas e causam mais baixas inimigas no Iraque e Afeganistão, segundo os "reports" presentes em várias revistas e sites, são:

- o Javelin no combate em campo aberto, atacando combatentes em posições entrincheiradas, guarnições de metralhadoras e de morteiros e até snipers - justamente como feito nas Malvinas pelos Ingleses.

- o M-203 e o M-32 em combate aproximado, "vaporizando" os inimigos no combate casa a casa, com suas granadas FRAG de 40mm entrando por portas e janelas e detonando tudo e todos nos quartos, salas e outros comodos das construções, e também nas fendas e cavernas das montanhas.

Algum motivo deve ter para os EUA (a força militar com maior experiência em combate moderno do planeta) estarem atrás de um Javelin mais barato (Spike), pois eles atiram este treco (o Javelin) em tudo que se parece com um alvo. E olha que eles tem o Carl Gustav e o B300...
O Carl Gustav só é usado pelos rangers. O B300 pelos USMC. O US Army só sobrou o Javelin e AT4. Se não me engano o B300 é anticonstrução e não antiblindado. Se está engajando tropas então o inimigo não está muito longe. Daí a lógica de usar uma arma menor.

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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#50 Mensagem por LeandroGCard » Dom Mai 31, 2009 2:41 pm

G-LOC escreveu:Eu preferia discutir um caso prático. No caso das malvinas eles não tinha a opção de pedir CAS como fariam os americanos atualmente. A artilharia não era precisa para bater alvos de ponto. Sobrou o Milan.
- Me lembro que usaram sniper para atirar nos buracos das casamatas e induzir os argentinos a se renderem
- Não tinham designador laser suficentes para disparar as Paveway com os Harrier GR.3 (usaram com tropas do SAS e SBS)
- Atualmente poderia ser uma JDAM com as tropas tendo meios para indicar as coordenadas do alvo.
- Dependendo da distancia seria possível usar uma sistema de controle de tiro computadorizado. Imagino uma um binóculos com telemetro laser. Podia ter um computador embutido já indicando a elevação da mira para cada arma (Car Gustav por exemplo), considerando a elevação do alvo.
- No afeganistão usaram bombas comuns com expoleta radar para explodir acima das casamatas. Os talibas saiam feridos (sangrando nariz, ouvido, olhos etc) e eram atacadas com bombas burras em campo aberto. A artilharia talvez tenha alguma potencia nessa função.
- Em distancias muito curtas me lembro dos lancha-chamas. Usaram no Vientã na selva também. O napalm seria o equivalente vindo do ar.
Este caso "prático" indica que a guerra moderna resume-se ao apoio aéreo? Se a força aérea não puder ajudar cada pelotão na frente de combate (como duvido que a FAB possa) ou em dia de mau tempo (nas Malvinas houve períodos de vários dias seguidos de nuvens baixas), a guerra pára?

Pelo que sei os lança-chamas não são mais usados porque precisam se aproximar a menos de 100m do alvo, colocando seu operador em condição demasiadamente vulnerável. Eu ainda era novo quando mei pai (ex-PQD, na época ainda na ativa) me disse que por isso ele estava sendo abandonado pelo EB.


G-LOC escreveu:
LeandroGCard escreveu: Aliás, quanto custa um disparo de Carl Gustav?
Bem menos que um míssil.
G-LOC
Com certeza muito menos que os US$120.000 um Javelin, ou do que deve custar um MSS-1.2, mas muito menos que os US$ 5.000 de um Spike ou do míssil que estou projetando?




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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#51 Mensagem por Guerra » Seg Jun 01, 2009 9:35 am

G-LOC escreveu: Se o alvo for a infantaria então ela está a menos de 800 metros.
Eu quis dizer alvos "de" infantaria, mas é isso mesmo.




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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#52 Mensagem por Guerra » Seg Jun 01, 2009 9:50 am

A.K. for T-7 escreveu:
- o M-203 e o M-32 em combate aproximado, "vaporizando" os inimigos no combate casa a casa, com suas granadas FRAG de 40mm entrando por portas e janelas e detonando tudo e todos nos quartos, salas e outros comodos das construções, e também nas fendas e cavernas das montanhas.
Mas é porque os canhões e lança-rojões tem uso restrito em localidades. Tem uma cena naquele filme "falcão negro em perigo" que mostra essa limitação. É aquela que o rojão atravessa a viatura e não explode. Parece que foi um "tiro a queima roupa", e a granada não armou. No mesmo filme tem uma cena dos caras netralizando uma posição com granadas de mão enquanto o restante fazia cobertura. Aquilo ali é o combate a localidade.
Algum motivo deve ter para os EUA (a força militar com maior experiência em combate moderno do planeta) estarem atrás de um Javelin mais barato (Spike), pois eles atiram este treco (o Javelin) em tudo que se parece com um alvo. E olha que eles tem o Carl Gustav e o B300...
A guerra do Iraque foi uma diferença muito grande de poder. Eu vi um video dos caras atirando um missel num atirador. Não se atira um missel num atirador, e não se deixa um atirador apenas num PAC.




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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#53 Mensagem por Guerra » Seg Jun 01, 2009 10:05 am

LeandroGCard escreveu: Minhas dúvidas são sobre detalhes específicos, como o peso da ogiva (2kg está bom? Deveria ser maior ou menor?), e o alcance (2 Km está bom, é muito ou é pouco?).

Leandro G. Card
Quanto pesa aquele missel brasileiro? Se da para crregar aqueel da para carregar um mais leve.




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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#54 Mensagem por LeandroGCard » Seg Jun 01, 2009 1:41 pm

SGT GUERRA escreveu:
LeandroGCard escreveu: Minhas dúvidas são sobre detalhes específicos, como o peso da ogiva (2kg está bom? Deveria ser maior ou menor?), e o alcance (2 Km está bom, é muito ou é pouco?).

Leandro G. Card
Quanto pesa aquele missel brasileiro? Se da para crregar aqueel da para carregar um mais leve.
SGT GUERRA escreveu:
LeandroGCard escreveu: Minhas dúvidas são sobre detalhes específicos, como o peso da ogiva (2kg está bom? Deveria ser maior ou menor?), e o alcance (2 Km está bom, é muito ou é pouco?).

Leandro G. Card
Quanto pesa aquele missel brasileiro? Se da para crregar aqueel da para carregar um mais leve.
Um MSS-1.2 pronto para lançamento (contando o míssil em si e o container) pesa 24Kg. É um peso bem grande para um soldado carregar, acho que será necessário um soldado dedicado só para o carregamento de cada míssil, e outro para a unidade de tiro que pesa 28 Kg. Os dados estão no link abaixo:

http://www.dct.eb.mil.br/index.php?opti ... &Itemid=71

É um conceito um pouco diferente do que estou pensando. O MSS-1.2 me parece uma arma a ser levada apenas quando se sabe que se enfrentarão alvos com forte blindagem e/ou alto valor ou seja, quando já se parte para atacar um alvo conhecido que possua estas características, ou se monta uma linha de defesa contra um ataque que se sabe terá estas características.

O emprego que imagino seria cada pelotão transportar 1 ou 2 unidades de tiro e 4 a 8 mísseis, independente da missão, para uso em qualquer contingência que aparecesse (inclusive contra Snipers). Por isso minha grande preocupação com o peso do míssil, ele deve ser leve o suficiente para não atrapalhar o soldado que o transportar, permitindo que este execute suas tarefas normalmente, o que não acontece com o MSS-1.2.

Reformulando minha pergunta, quanto um soldado pode carregar de peso extra além de seu equipamento padrão sem ter seu desempenho muito prejudicado?

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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#55 Mensagem por Guerra » Seg Jun 01, 2009 2:08 pm

LeandroGCard escreveu: Reformulando minha pergunta, quanto um soldado pode carregar de peso extra além de seu equipamento padrão sem ter seu desempenho muito prejudicado?

Leandro G. Card
O soldado americano carrega 76 libras (30 e poucos kilos). Nosso soldado (infantaria leve e selva) leva de 25 a 30 kg. Um combatente de montanha do EB, atualmente, carrega 41,2 kg de fardo aberto e fardo de combate numa missão de reconhecimento, eu acho que é o limite, se não estiver acima da capacidade.




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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#56 Mensagem por A.K. for T-7 » Seg Jun 01, 2009 4:38 pm

Guerra:

No mesmo filme tem uns Somalis detonando com a posição dos americanos a meia quadra de distância com um 106 em cima de um jipe ... Quanto ao tiro de RPG do filme, vale o mesmo até para o ALAC e o AT4, que também não armam antes de 25m. Tem que saber usar a arma dentro de seus parâmetros, coisa que um somali analfabeto e faminto normalmente não sabe...

Leandro:

Se você vai usar uma trajetória parabólica, qual o alcance mínimo? Este parâmetro para o tipo de combate da Infantaria normalmente é mais importante... Como se faz o trancamento a queima-roupa com trajetória loft?




Se chiar resolvesse, Sonrisal não morria afogado.
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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#57 Mensagem por LeandroGCard » Seg Jun 01, 2009 5:30 pm

A.K. for T-7 escreveu:Guerra:

No mesmo filme tem uns Somalis detonando com a posição dos americanos a meia quadra de distância com um 106 em cima de um jipe ... Quanto ao tiro de RPG do filme, vale o mesmo até para o ALAC e o AT4, que também não armam antes de 25m. Tem que saber usar a arma dentro de seus parâmetros, coisa que um somali analfabeto e faminto normalmente não sabe...

Leandro:

Se você vai usar uma trajetória parabólica, qual o alcance mínimo? Este parâmetro para o tipo de combate da Infantaria normalmente é mais importante... Como se faz o trancamento a queima-roupa com trajetória loft?
O míssil funcionaria como um pequeno VANT propulsado por um motor foguete, com uma câmera no nariz que transmitiria a imagem para a unidade de tiro. O operador o pilotaria para o alvo usando a imagem, que pode ser obtida mesmo antes do míssil ser disparado.

Para distâncias até algumas centenas de metros o disparo seria na horizontal, e o vôo teria somente o segmento propulsado ou incluiria apenas um planeio curto. Nestas condições ele poderia ser mantido na horizontal durante o vôo pelo operador, que usaria a imagem da câmera para orientação. Para distâncias maiores o container seria colocado em posição inclinada (ele teria um apoio dobrável para isso), e o míssil seria pilotado visualmente em uma rampa ascendente até uns 100m de altura, e a partir daí executaria um planeio rápido descendente até a distância de uns 2 Km (quanto mais distante o alvo mais horizontal o planeio, até um certo limite), durante o qual o operador usaria a imagem da câmera. Na verdade não seria usada uma trajetória parabólica.

O destravamento da espoleta seria feito também na faixa de uns 25m, por questão de segurança.

O que preciso agora é justamente definir os parâmetros mais adequados para o peso da ogiva, alcance desejado e peso máximo aceitável para poder calcular as superfícies aerodinâmicas, dimensionar o motor, etc... .


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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#58 Mensagem por Guerra » Seg Jun 01, 2009 7:42 pm

A.K. for T-7 escreveu: Guerra:

No mesmo filme tem uns Somalis detonando com a posição dos americanos a meia quadra de distância com um 106 em cima de um jipe ...
Sim, mas só lembrando que os canhões tem limitações, mas não são totalmente inuteis. Um canhão batendo uma via (obviamente, com cobertura de outras frações) não passa nem mosca. Para dar cobertura a progressão já meio limitado.
Quanto ao tiro de RPG do filme, vale o mesmo até para o ALAC e o AT4, que também não armam antes de 25m.
Sim, mas deve ser por isso que eles estão usando e abusando dos lança-granadas.




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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#59 Mensagem por G-LOC » Seg Jun 01, 2009 10:32 pm

LeandroGCard escreveu: Este caso "prático" indica que a guerra moderna resume-se ao apoio aéreo? Se a força aérea não puder ajudar cada pelotão na frente de combate (como duvido que a FAB possa) ou em dia de mau tempo (nas Malvinas houve períodos de vários dias seguidos de nuvens baixas), a guerra pára?

Pelo que sei os lança-chamas não são mais usados porque precisam se aproximar a menos de 100m do alvo, colocando seu operador em condição demasiadamente vulnerável. Eu ainda era novo quando mei pai (ex-PQD, na época ainda na ativa) me disse que por isso ele estava sendo abandonado pelo EB.
O exemplo das malvinas serve mais para o Brasil devido a uma provável falta de apoio aéreo.

No caso dos EUA lembro que no avanço no iraque investiram pouco em artilharia e mais em apoio aéreo para diminuir a cadeia logística e facilitar o avanço rápido até Bagdá. Funcionou lá com muita aeronave disponível e meios para treinar. Existem situações onde o apoio aéreo é a principal arma como as operações especiais, assalto aéreo e pqd, e fases iniciais e finais de um assalto anfíbio.

O mau tempo atrapalha os dois lados. A artilharia ainda é usada exatamente por ser eficiente contra alvos de área e ter capacidade qualquer tempo.


LeandroGCard escreveu: Com certeza muito menos que os US$120.000 um Javelin, ou do que deve custar um MSS-1.2, mas muito menos que os US$ 5.000 de um Spike ou do míssil que estou projetando?
Imagino que custo o mesmo que um Spike menos o sistema de guiamento ou o equivalente a ogiva e a propulsão. Por outro lado pode ter um sistema de pontaria caro, mas que apoio vários tiros.

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Re: Armas anti-tanque brasileiras

#60 Mensagem por Guerra » Ter Jun 02, 2009 8:36 am

G-LOC escreveu: O exemplo das malvinas serve mais para o Brasil devido a uma provável falta de apoio aéreo.
Eu acho que a guerra das malvinas não serve muito como exemplo. Primeiro devido a essa questão do apoio aereo. Sem apoio aereo não existe manobra. No caso das Malvinas os dois lados tinham lá suas dificuldades, e talvez não tenha pesado tanto. Segundo pela falta de mobilidade das tropas. Atualmente é muito dificil, numa situação normal (terreno, clima etc) ver dois exércitos combatendo sem mobilidade. E se uma lado tiver mais mobilidade que o outro, vamos ter o mesmo exemplo da guerra do golfo.
É por isso que, para curtas distancias, eu ainda fico com o canhão. Médias e longas distancias já é outra história.




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