EE-T1 Osório
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Re: EE-T1 Osório
[quote="Moccelin"]
E claro, isso foi o fim da Engesa sim, mas não porque comprou os equipamentos pro contrato Saudita, mas sim porque gastou rios de dinheiro num proeto até então com UM possível comprador externo, e um equipamento que não era prioridade para o EB (Alguma coisa era prioridade pro EB naquela época???). Apostaram tudo num único contrato mas se esqueceram que no mercado militar nem sempre vale o desempenho técnico, vale também o político, e nisso os Americanos, na época, e com quem tinha MUITO DINHEIRO, eram invencíveis! E claro, ainda tiveram o incrível azar de apresentar o projeto ao mundo bem no fim da guerra fria, e aí descambou geral![/quote]
Moccelin, teu comentário é excelente até você chegar às causas da falência da ENGESA.
A ENGESA faliu não por causa do Osório. Os gastos com o projeto do Osório não foram excessivos. Foi gasto dinheiro em mão de obra, em testes, em munição, em transporte de avião para Arábia Saudita e mais algumas coisas que não me lembro. Um diretor uma vês me deu o total. Nada de se assustar. O armamento, motor, transmissão, suspensão, optronica etc, foi fornecido pelos vários fornecedores por empréstimo. A torre foi toda projetada pela Vickers sem cobrar um tostão.
A ENGESA faliu por péssimo gerenciamento econômico e por erros em toda a sua estratégia global.
O grande mal do Osório foi cercear a maioria do trabalho de desenvolvimentos da ENGESA no grande mercado futuro: veículos blindados sobre rodas.
A ENGESA deveria ter se concentrado no desenvolvimento do substituto do Cascavel/Urutu que já estavam em franca decadência técnica.
Eu não sei se já contei, mas, durante o projeto do Osório eu era Gerente de Marketing para Produtos Militares. Meu diretor, Eduardo Fernandes (uma das pessoas mais inteligentes que conheci) me pediu para escrever um relatório sobre os produtos ENGESA do passado e fazer uma proposta para produtos futuros.
Comecei a escrever. Quando cheguei ao ponto em que escrevi que o Osório era um erro e devíamos nos concentrar em veículos blindados sobre rodas, parei. Pensei: se eu distribuir este relatório pela ENGESA o Zé Luiz (José Luis Whitaker Ribeiro-dono da ENGESA, e o homem que tinha decidido fazer o Osório) me põe na rua na mesma hora.
Peguei o relatório e enfiei na gaveta (afinal de contas era casado e tinha filhos). Eduardo ficou reclamando do relatório por alguns dias até que como é comum no Brasil se esqueceu do mesmo. Escapei.
Talvez, repito talvez, se tivéssemos nas mãos em 1990 o projeto de um novo Cascavel/Urutu a ENGESA não tivesse falido.
Bacchi
E claro, isso foi o fim da Engesa sim, mas não porque comprou os equipamentos pro contrato Saudita, mas sim porque gastou rios de dinheiro num proeto até então com UM possível comprador externo, e um equipamento que não era prioridade para o EB (Alguma coisa era prioridade pro EB naquela época???). Apostaram tudo num único contrato mas se esqueceram que no mercado militar nem sempre vale o desempenho técnico, vale também o político, e nisso os Americanos, na época, e com quem tinha MUITO DINHEIRO, eram invencíveis! E claro, ainda tiveram o incrível azar de apresentar o projeto ao mundo bem no fim da guerra fria, e aí descambou geral![/quote]
Moccelin, teu comentário é excelente até você chegar às causas da falência da ENGESA.
A ENGESA faliu não por causa do Osório. Os gastos com o projeto do Osório não foram excessivos. Foi gasto dinheiro em mão de obra, em testes, em munição, em transporte de avião para Arábia Saudita e mais algumas coisas que não me lembro. Um diretor uma vês me deu o total. Nada de se assustar. O armamento, motor, transmissão, suspensão, optronica etc, foi fornecido pelos vários fornecedores por empréstimo. A torre foi toda projetada pela Vickers sem cobrar um tostão.
A ENGESA faliu por péssimo gerenciamento econômico e por erros em toda a sua estratégia global.
O grande mal do Osório foi cercear a maioria do trabalho de desenvolvimentos da ENGESA no grande mercado futuro: veículos blindados sobre rodas.
A ENGESA deveria ter se concentrado no desenvolvimento do substituto do Cascavel/Urutu que já estavam em franca decadência técnica.
Eu não sei se já contei, mas, durante o projeto do Osório eu era Gerente de Marketing para Produtos Militares. Meu diretor, Eduardo Fernandes (uma das pessoas mais inteligentes que conheci) me pediu para escrever um relatório sobre os produtos ENGESA do passado e fazer uma proposta para produtos futuros.
Comecei a escrever. Quando cheguei ao ponto em que escrevi que o Osório era um erro e devíamos nos concentrar em veículos blindados sobre rodas, parei. Pensei: se eu distribuir este relatório pela ENGESA o Zé Luiz (José Luis Whitaker Ribeiro-dono da ENGESA, e o homem que tinha decidido fazer o Osório) me põe na rua na mesma hora.
Peguei o relatório e enfiei na gaveta (afinal de contas era casado e tinha filhos). Eduardo ficou reclamando do relatório por alguns dias até que como é comum no Brasil se esqueceu do mesmo. Escapei.
Talvez, repito talvez, se tivéssemos nas mãos em 1990 o projeto de um novo Cascavel/Urutu a ENGESA não tivesse falido.
Bacchi
- Reginaldo Bacchi
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Re: EE-T1 Osório
[quote="Bolovo"]Nossa, quanta teoria da conspiração existe quanto a derrota do Osório por aí...[/quote]
Ha muito tempo em venho brincando sobre isto!
Você deve conhecer o famoso ditado brasileiro: De médico e de louco todo mundo tem um pouco.
Eu digo que hoje ha uma variação deste ditado: De médico, de louco e de conhecedor do por que o Osório não foi vendido para a Arábia Saudita, todo mundo tem um pouco.
Bacchi
Ha muito tempo em venho brincando sobre isto!
Você deve conhecer o famoso ditado brasileiro: De médico e de louco todo mundo tem um pouco.
Eu digo que hoje ha uma variação deste ditado: De médico, de louco e de conhecedor do por que o Osório não foi vendido para a Arábia Saudita, todo mundo tem um pouco.
Bacchi
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Re: EE-T1 Osório
Reginaldo, obrigado pela correção, é que é aquele detalhe, todo mundo tem em mente que o Osório que afundou a Engesa (vai ver porque não era anfíbio como o Urutu hehehehehehe). Só que eu IMAGINAVA que era por ter sido caro e não ter ido pra frente... Porém pelo que você disse o que faliu a Engesa foi, efetivamente, o Osório (ou pelo menos foi o grande responsável), mas o motivo não foi o custo financeiro, e sim o custo operacional de tirar os engenheiros do que a Engesa já fazia bem.
É interessante ter as informações de uma fonte direta, sem intermediários, sem nenhum tipo de achismo, que é o que usamos pra falar do Osório.
Mas é aquilo, até onde eu lí o que fez o EE-T1 perder pro M1A1 foram as manobras políticas dos EUA, muito mais poderoso politicamente, financeiramente E militarmente. Algum erro nessa teoria?
É interessante ter as informações de uma fonte direta, sem intermediários, sem nenhum tipo de achismo, que é o que usamos pra falar do Osório.
Mas é aquilo, até onde eu lí o que fez o EE-T1 perder pro M1A1 foram as manobras políticas dos EUA, muito mais poderoso politicamente, financeiramente E militarmente. Algum erro nessa teoria?
The cake is a lie...
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Re: EE-T1 Osório
Bacchi,Reginaldo Bacchi escreveu:Talvez, repito talvez, se tivéssemos nas mãos em 1990 o projeto de um novo Cascavel/Urutu a ENGESA não tivesse falido.
Bacchi
Mas não era isso que se planejava com o Sucuri II? E só mais uma pergunta. É sabido que e Engesa tinha uma gama enorme de blindados que queria desenvolver, não só o Osorio, mas também uma versão anti-aerea, uma de lança-pontes, o Sucuri II, etc. Havia algum plano de se fazer uma VBTP ou VCI sob lagartas, como foi o Charruá da Motopeças?
"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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Re: EE-T1 Osório
EE-T1 ‘Osório’ - primeira parte
A história do primeiro MBT brasileiro
http://www.forte.jor.br/?p=5235
EE-T1 Osório - segunda parte
A história do primeiro MBT brasileiro
http://www.forte.jor.br/?p=5237
Em breve a terceira. Matéria muito legal.
A história do primeiro MBT brasileiro
http://www.forte.jor.br/?p=5235
EE-T1 Osório - segunda parte
A história do primeiro MBT brasileiro
http://www.forte.jor.br/?p=5237
Em breve a terceira. Matéria muito legal.
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Re: EE-T1 Osório
[quote="Moccelin"]
Mas é aquilo, até onde eu lí o que fez o EE-T1 perder pro M1A1 foram as manobras políticas dos EUA, muito mais poderoso politicamente, financeiramente E militarmente. Algum erro nessa teoria?
[/quote]
Veja Moccelin, aqui eu tenho que infelizmente apresentar em alguns achos.
Eu acredito que foi uma somatória de fatores (aliás, como quase tudo que ocorreu na história da humanidade).
Sem duvida nenhuma deve ter havido uma grande pressão do governo estadunidense. Eles eram o maior apoio militar da Arábia Saudita, e, portanto, tinham grande influencia com o governo.
Vamos ver agora os carros:
Osório
Vantagens: tinha o melhor sistema optrônico do Mundo na ocasião. Pelo que disseram os funcionários da ENGESA foi muito melhor que o M1 nos testes
Desvantagens: menor proteção total (devido ao menor peso). Era um protótipo, e o primeiro carro de combate sobre esteiras projetado pela ENGESA.
M1 Abrams
Vantagens: maior proteção. Mais confiável (mais de 1.000 tinham sido produzidos para o exército estadunidense).
Desvantagens: sistema de tiro inferior. Propulsor era turbina mais delicada, com maior consumo. Conforme disseram os funcionários da ENGESA foi inferior ao Osório nos testes.
Eu acho que a combinação de política, do fato de que carro já estava em produção, de não ter ido mal nos testes (foi considerado aceitável), levou o M1 a vencer a concorrência.
Bacchi
Mas é aquilo, até onde eu lí o que fez o EE-T1 perder pro M1A1 foram as manobras políticas dos EUA, muito mais poderoso politicamente, financeiramente E militarmente. Algum erro nessa teoria?
[/quote]
Veja Moccelin, aqui eu tenho que infelizmente apresentar em alguns achos.
Eu acredito que foi uma somatória de fatores (aliás, como quase tudo que ocorreu na história da humanidade).
Sem duvida nenhuma deve ter havido uma grande pressão do governo estadunidense. Eles eram o maior apoio militar da Arábia Saudita, e, portanto, tinham grande influencia com o governo.
Vamos ver agora os carros:
Osório
Vantagens: tinha o melhor sistema optrônico do Mundo na ocasião. Pelo que disseram os funcionários da ENGESA foi muito melhor que o M1 nos testes
Desvantagens: menor proteção total (devido ao menor peso). Era um protótipo, e o primeiro carro de combate sobre esteiras projetado pela ENGESA.
M1 Abrams
Vantagens: maior proteção. Mais confiável (mais de 1.000 tinham sido produzidos para o exército estadunidense).
Desvantagens: sistema de tiro inferior. Propulsor era turbina mais delicada, com maior consumo. Conforme disseram os funcionários da ENGESA foi inferior ao Osório nos testes.
Eu acho que a combinação de política, do fato de que carro já estava em produção, de não ter ido mal nos testes (foi considerado aceitável), levou o M1 a vencer a concorrência.
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Re: EE-T1 Osório
[quote="Bolovo"]
Mas não era isso que se planejava com o Sucuri II? E só mais uma pergunta. É sabido que e Engesa tinha uma gama enorme de blindados que queria desenvolver, não só o Osorio, mas também uma versão anti-aerea, uma de lança-pontes, o Sucuri II, etc. Havia algum plano de se fazer uma VBTP ou VCI sob lagartas, como foi o Charruá da Motopeças?
[/quote]
Não. O Sucuri II não foi pensado como um substituto do Cascavel. Sua função era de um caça-carros.
O substituto do Cascavel/Urutu deveria ser inicialmente discutido com o exército brasileiro, para se ter uma idéia do que o mesmo gostaria para o futuro.
Na ocasião não se falava da infantaria mecanizada no Brasil.
Pensando só num veículo de reconhecimento eu imaginaria um veículo entre 9 e 12 toneladas.
Como exemplo:
os franceses usam (conforme o tipo da unidade de reconhecimento) o AMX-10RC de 16 ton., o ERC 90 F4 Sagaie de 9 ton, e o VBL de 4 ton.
os britânicos usam a família Scorpion de 8 a 9 ton.
já os estadunidenses até a 1ª Guerra do Golfo usavam o M1 Abrams, e o Bradley (na versão especial para a cavalaria).
Em suma é um assunto que deveria passar por uma intensa discussão antes de ser iniciado qualquer projeto.
A única coisa que eu posso afirmar é que em 1980 deveríamos ter começado a trabalhar no substituto do Urutu/Cascavel.
Quanto a sua ultima pergunta: a ENGESA não chegou a pensar em um VBTP/VCI sobre lagarta. Pessoalmente, como gerente de marketing de produtos militares, fiz alguns estudos para verificar qual era a tendência de desenvolvimento nesta área.
Bacchi
Mas não era isso que se planejava com o Sucuri II? E só mais uma pergunta. É sabido que e Engesa tinha uma gama enorme de blindados que queria desenvolver, não só o Osorio, mas também uma versão anti-aerea, uma de lança-pontes, o Sucuri II, etc. Havia algum plano de se fazer uma VBTP ou VCI sob lagartas, como foi o Charruá da Motopeças?
[/quote]
Não. O Sucuri II não foi pensado como um substituto do Cascavel. Sua função era de um caça-carros.
O substituto do Cascavel/Urutu deveria ser inicialmente discutido com o exército brasileiro, para se ter uma idéia do que o mesmo gostaria para o futuro.
Na ocasião não se falava da infantaria mecanizada no Brasil.
Pensando só num veículo de reconhecimento eu imaginaria um veículo entre 9 e 12 toneladas.
Como exemplo:
os franceses usam (conforme o tipo da unidade de reconhecimento) o AMX-10RC de 16 ton., o ERC 90 F4 Sagaie de 9 ton, e o VBL de 4 ton.
os britânicos usam a família Scorpion de 8 a 9 ton.
já os estadunidenses até a 1ª Guerra do Golfo usavam o M1 Abrams, e o Bradley (na versão especial para a cavalaria).
Em suma é um assunto que deveria passar por uma intensa discussão antes de ser iniciado qualquer projeto.
A única coisa que eu posso afirmar é que em 1980 deveríamos ter começado a trabalhar no substituto do Urutu/Cascavel.
Quanto a sua ultima pergunta: a ENGESA não chegou a pensar em um VBTP/VCI sobre lagarta. Pessoalmente, como gerente de marketing de produtos militares, fiz alguns estudos para verificar qual era a tendência de desenvolvimento nesta área.
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Re: EE-T1 Osório
[quote="Moccelin"]
Só um pequeno comentário sobre as fotos... Realmente o Osório é uma cópia melhorada do M1A1! Tipo, a capacidade hunter killer apareceu antes no Osório 120mm e depois foi "copiada" no M1A2 (e não é teoria da conspiração).
[/quote]
Mocellin, os dois carros são completamente diferente. Suspensão, motor, sistema de tiro.
Se você analisar item por item, vai verificar que a única coisa que o Osório tem do M1 é a caracteristica de alojar (parcialmente) a munição na traseira da torre. Esta caracteristica tendo o painel superior do alojamento enfraquecido, faz com que a força da eventual explosão da munição se desvie para cima, sem afetar os tripulantes e o resto da torre e do veículo.
Nos M1 iniciais toda a munição era alojada na torre. Nos modelos mais recentes, 34 são levados na torre e 6 no interior do veículo (na traseira, num compartimento selado).
No Osório são 26 na torre e 12 no interior do veículo (na frente, ao lado do motorista).
A menor capacidade de munição na torre do Osório é explicada pela decisão de se instalar o sistema QBN na lateral da mesma, o que diminuiu a capacidade de munição.
Bacchi
Só um pequeno comentário sobre as fotos... Realmente o Osório é uma cópia melhorada do M1A1! Tipo, a capacidade hunter killer apareceu antes no Osório 120mm e depois foi "copiada" no M1A2 (e não é teoria da conspiração).
[/quote]
Mocellin, os dois carros são completamente diferente. Suspensão, motor, sistema de tiro.
Se você analisar item por item, vai verificar que a única coisa que o Osório tem do M1 é a caracteristica de alojar (parcialmente) a munição na traseira da torre. Esta caracteristica tendo o painel superior do alojamento enfraquecido, faz com que a força da eventual explosão da munição se desvie para cima, sem afetar os tripulantes e o resto da torre e do veículo.
Nos M1 iniciais toda a munição era alojada na torre. Nos modelos mais recentes, 34 são levados na torre e 6 no interior do veículo (na traseira, num compartimento selado).
No Osório são 26 na torre e 12 no interior do veículo (na frente, ao lado do motorista).
A menor capacidade de munição na torre do Osório é explicada pela decisão de se instalar o sistema QBN na lateral da mesma, o que diminuiu a capacidade de munição.
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Re: EE-T1 Osório
saiu a terceira parte
EE-T1 Osório - terceira parte
A história do primeiro MBT brasileiro
http://www.forte.jor.br/?p=5241
EE-T1 Osório - terceira parte
A história do primeiro MBT brasileiro
http://www.forte.jor.br/?p=5241
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Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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Re: EE-T1 Osório
Numa época mais feliz.


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Re: EE-T1 Osório
Ai que saudades dos tempos em que eu preparava esta propagandas.Bolovo escreveu:Numa época mais feliz.
Sic transit gloria mundi.
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Re: EE-T1 Osório
É só trocar os eletrônicos, e mandar brasa, que ficar melhor que qualquer leopardzinho..
http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
Cuidado com os sintomas.
Você é responsável pelo ambiente e a qualidade do fórum que participa. Faça sua parte.
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- delmar
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Re: EE-T1 Osório
As almas mais argentinas do DB reunidas. Seção nostalgia.
saudações
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Todas coisas que nós ouvimos são uma opinião, não um fato. Todas coisas que nós vemos são uma perspectiva, não a verdade. by Marco Aurélio, imperador romano.