Re: Drones - Notícias: Pilotos de caça em extinção?
Enviado: Sex Mai 17, 2013 10:06 pm
boa sapao.
Quem sou eu para ser unanimidade NovaTO!NovaTO escreveu:Caro Sapão,
Nem tenho como discordar de você.
Mas ao mesmo tempo, continuo tendo... dúvidas... rss
Sem dúvidas se houver um embate por exemplo entre duas forças equilibradas, ambos tentando impor o domínio aéreo, veríamos ataques aéreos de ambos os lados, com prioridades claras como as Estações de Radar, Centros de Comando, Refinarias e Reservatórios de combustível, Bases Aéreas, etc. Por outro lado, ambos os lados tendo forças equivalentes, teriam caças e misseis SAM a defender essas estruturas. Onde esse embate aconteceria? No ar.![]()
Quem venceria? Talvez nenhuma das duas. Já que estamos falando de forças equilibradas. Depois de alguns dias de combate, teríamos uma trégua.... hehehehe.
Ou... venceria aquela que tivesse, mesmo que marginalmente, o melhor equipamento, aliado à um treinamento também superior. Mesmo que por um breve período de tempo. Ou seja, o confronto ocorre mesmo quando não há uma guerra explícita. A medida que uma força tenta impor sua superioridade, e a outra procura igualar, temos a guerra acontecendo... sem disparar um tiro. É a famosa guerra-fria.
Se houver um aumento muito grande em relação às duas forças, a guerra terá sido vencida, antes mesmo do conflito se iniciar.![]()
[]'s
Sem querer desvirtuar o a discussão sobre drones, que é o tema do tópico, quero só comentar que este conceito de guerra AAe não é o único possível e se mostrou na prática muito ineficaz. Outros conceitos podem ser usados, e já discutimos isto lá no tópico sobre o futuro da AAe no Brasil.sapao escreveu:Sobre caças e SAM, que eu entedo você colocou como um sistema de Defesa Aerea ativo. De novo, vamos de encontro a um principio basica de emprego do Poder Aereo: o avião, por suas acaracteristicas, uma arma OFENSIVA. (aposto que o Tulio vai gostar dessa!)
Qualquer tentativa de utiliza-lo como defesa é um erro, a menos que não se tenha outra opção devido a restriçõs politicas ou operacionais ( falta de pilotos, suprimentos, dinheiro) ou se esteja preparando um contra-ataque.
E, novamente, historicamente sempre que foi utilizado para a defesa ao inves do ataque estrategico (livre de restrições) vimos que houve derrota.
Sistemas SAM podem ser enganados, destruidos ou desbordados, da mesma maneira caças podem ser enganados ou extenuados.
Veja por esse angulo: para ser efetiva um sistema da SAM deve cobirir TODA a area a ser protegida, sempre com seu alcança sobreposto por outra bateria para lhe cobrir o flanco e com suporte de uma rede de radares ( se possivel, aereos e no solo) e contando com caças no ceu ou de prontidão para apoio ou cobertura de pontos descobertos. E isso precisa funcionar 24 horas por dia, durante todo o conflito!
Não so essa prontidão e extenuante, como TODOS os alvos suspeitos devem ser engajados.
A linha de raciocinio é simples: uma vez acionadas, aeronaves não podem ficar indefinidamente no ar, e quando regressam demandam tempo para um novo aprestamento; ja uma bateria AAe precisa de um comando e controle eficiente e de sistemas de pontaria, caso contrario não passa de um alvo facil. E depois de empregada, tambem demanda tempo para ser remuniciada e, mesmo sendo "movel", seu deslocamente é infinitamente mais lento e está sujeito a geografia do terreno, ao contrario de uma aeronave.
E tudo isso para se defender, por exemplo, de UMA aeronave de ataque!
Isso quebra mais um paradigma, pois ao contrario do combate naval (com exceção do submarino) ou terrestre, para se defender de um ataque aereo é necessario MAIS pessoal do que o atacante necessita para efetuar um ataque.
Amigos,gabriel219 escreveu:Dúvida:
Eu não gosto muito da ideia de substituir humanos e apenas utilizar aeronaves não tripuladas, sou mais a favor de ser utilizado pilotos para determinadas missões e drones para outros tipos de missões.
Como por exemplo, como será o comportamento de um drone com IA em um ambiente meios de guerra eletrônica? E se no futuro uma contra-medida for desenvolvida, baseando-se em hackear e utilizar os drones contra a própria pessoa a quem os mandou (como foi citado aqui)?
É meio complicado usar informações históricas sobre campanhas aéreas contra AAe, porque em todos os casos estaríamos falando de uma força aérea de um país ou coalizão já muito superior em termos militares contra outro muito menor e com menos (ou nenhuma) capacidade de repor as próprias perdas. Não é uma boa base avaliar que a AAe iraquiana ou a sérvia sucumbiram ante os ataques da OTAN inteira e mais alguns aliados, ou que a pequena Geórgia teve poucos sucesso contra a Rússia. Em todos estes casos o conflito não era equilibrado para início de conversa, não era apenas a AAe que estava em desvantagem. Nem mesmo a ação dos israelenses no Bekaa pode ser considerada como típica, eles contaram com um nível de preparação impossível em uma verdadeira guerra.sapao escreveu:Sim, tenho acompanhado o debate por lá tambem.
Mesmo com outros conceitos de utilização, ainda acho que eles (sistemas AAe) estarão sempre em desvantagem contra as aeronaves e sempre serão subjulgados, cedo ou tarde. Pelo menos historicamente não existe evidencia de uma nação que tenha perdido o controle do ar para um sistema de defesa AAe, estando a sua força aérea sendo capaz de operar livremente.
E claro que a localização e comportamente vai depender do que será defendido e da area a ser coberta: um sistema para o Brasil NÃO pode ter a mesma configuração que um sistema para Israel, apesar de ambos poderem dividir a mesma Filosofia ou Doutrina no nivel Estrategico.
Logo devemos contar com a AAe mas saber das suas limitações, e jamais confiarmos nela como uma base da conquista do ar pois ela vai, na melhor das hipoteses, evitar que o inimigo transite impunemente em determinados setores do nosso espaço aéreo mas não vai garanti-los para nós.
Acho que usei uma expressão incorreta. Quando eu disse interdição eu queria dizer do espaço aéreo, justamente para evitar a ação livre de drones e aeronaves tripuladas inimigas, e não interdição do campo de batalha, isso será mesmo atividade para drones de bombardeio.Sobre os drones, eu concordo discordando!![]()
Acredito que TODAS as missões além das linhas inimigas deverão ser realizadas por eles, seria o Dangerous da trilogia DDD para utilização de robótica. Então acho que as missões de Ataque, Interdição (que seria um ataque as linhas de suprimento), apoio aereo ( que seria a utlização do vetor aereo no lugar de uma tropa no solo) seriam tambem enquadradas nesse tipo.
Já Patrulha Maritima e ISR encaixariam no Dull e seriam realizadas tambem por drones, e eu colocaria certamente uma grande quantidade de misseis para apoio antes, durante a apos o conflito; o unico problema que imagino para deixar o apoio com eles seria o tempo de reação.
As beterias deveriam estar não muito longe para prover uma resposta a tempo, e isso demandaria sistemas moveis ou com grande velocidade de deslocamento do artefato para acompanhar um deslocamento moderno em terra.
Eu discordo. A força aéra ganhou a guerra na Sérvia sem tropas no solo. Foi o primeiro exemplo deste poder.Túlio escreveu:Na verdade eu diria que uma Força Aérea AINDA não ganhou sozinha uma guerra - mas chegou perto, na do Golfo - mas cedo ou tarde acabará fazendo, até porque a definição de GUERRA e de seu desfecho está em mutação. De ocupar terreno para destruir infraestrutura e capacidade defensiva/ofensiva a ponto de inviabilizar uma Nação inteira, por exemplo.
Aqui concordo completamente.Para aprofundar, o quanto NÓS poderíamos resistir a uma ofensiva aérea maciça antes de erguer a bandeira branca? Nos faltam meios aéreos e antiaéreos, como ficaríamos sem água potável, energia, telefonia, dados online (bancos, por exemplo), etc? O quanto disso poderíamos suportar? Lamento mas a charla do "todo mundo pro mato" de pouco vale quando a população inteira está na maior josta...
Aí entra uma questão: O QUÊ é o Brasil? Um pedaço de terra ou as pessoas que compõem seu Povo? Creio que, se a escolha for obrigatória, a resposta é óbvia, não?
É, diria que tens razão, desde que respeitados os LIMITES!.LeandroGCard escreveu:Eu discordo. A força aéra ganhou a guerra na Sérvia sem tropas no solo. Foi o primeiro exemplo deste poder.
Eu idem. Creio que quem manda acredita que nossa tradição de "bom-mocismo" resolverá...LeandroGCard escreveu:Aqui concordo completamente.
E fico abismado com a pouca importância dada ao tema da defesa contra ataques aéreos que se vê no Brasil, pois em caso de conflito este seria justamente o tipo de guerra que teríamos maior probabilidade de enfrentar. E o que vemos é embromação irresponsável no caso doa aviação de caça e o quase ridículo no caso da defesa AAe.
Leandro G. Card
E porque eu sei que você gosta da Ofensiva...Túlio escreveu:Êitcha Sapão véio, TINHA que me mandar mecha, para variar...![]()
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Tulio, o Doutrinador ataca de novo!Túlio escreveu:Na verdade eu diria que uma Força Aérea AINDA não ganhou sozinha uma guerra - mas chegou perto, na do Golfo - mas cedo ou tarde acabará fazendo, até porque a definição de GUERRA e de seu desfecho está em mutação. De ocupar terreno para destruir infraestrutura e capacidade defensiva/ofensiva a ponto de inviabilizar uma Nação inteira, por exemplo.
Certamente, mas dependeria de quão maciça seria essa ofensiva.Túlio escreveu:Para aprofundar, o quanto NÓS poderíamos resistir a uma ofensiva aérea maciça antes de erguer a bandeira branca? Nos faltam meios aéreos e antiaéreos, como ficaríamos sem água potável, energia, telefonia, dados online (bancos, por exemplo), etc? O quanto disso poderíamos suportar? Lamento mas a charla do "todo mundo pro mato" de pouco vale quando a população inteira está na maior josta...
Para mim com certeza, mas como dizem "... esse sou eu!"Túlio escreveu:Aí entra uma questão: O QUÊ é o Brasil? Um pedaço de terra ou as pessoas que compõem seu Povo? Creio que, se a escolha for obrigatória, a resposta é óbvia, não?