O serviço militar nas cidades gregas era obrigatório, assim como na Roma clássica. Todo cidadão tinha sua obrigação para com a Pólis (cidade). Quem não integrava as forças de defesa era excluido de toda e qualquer participação na vida pública. Os persas é que tinham um exército profissional constituido, na maior parte, de mercenários de todos os lugares. Inclusive muitos gregos lutaram como mercenários nas tropas persas. Um dos clássicos gregos (Anábase) foi escrito por Xenofonte e narra a aventura de dez mil soldados gregos que serviam a um príncipe persa que lutava para tomar o trono. Com a morte do principe estes gregos iniciaram uma marcha de 2.400 km para voltar à Grécia.Vitor escreveu:O que já está consagrado também na história que exércitos profissionais tendem a serem muito melhores que exércitos cujas fileiras são de gente que foi posta a força na situação. Que diga os persas quando encararam os gregos.
E outra, guerras tem que ser bastante caras, pois assim é uma das melhores maneira de evitá-las, pois a gente sempre aprende melhor quando sente no bolso.
Também não é verdade que os exércitos profissionais são melhores. Normalmente são piores. Na revolução francesa os exércitos recrutados entre os cidadãos franceses derrotaram os exércitos profissionais europeus. Igualmente na revolução americana os exércitos profissionais ingleses foram batidos pelos colonos.
No periodo da renascença a Itália só tinha tropas profissionais. Sobre elas falou Maquiavel "eles querem bem o teu soldo enquanto tu não fazes a guerra, mas, no momento em que a guerra começa, eles só querem fugir ou partir". Maquiavel referia-se ao fato de que a partir de 1490 os franceses e espanhois começaram a penetrar na itália saqueando os reinos indefesos que confiavam apenas num punhado de soldados profissionais.
Há um certo padrão na história do serviço militar. Inicialmente, quando o páis está em crescimento e expansão, todos prestam serviço militar, seja no exército regular seja em milicias de defesa. A medida que a nação enriquece muitos cidadãos não querem mais que seus filhos "percam tempo" no exército. Surgem assim as campanhas pelo fim do serviço obrigatório. A nação "pode pagar" um exército profissional para defende-la. O passo seguinte, sempre, é que são contratados extrangeiros pois "afinal é melhor que venham a morrer pessoas de fora que nossos cidadãos". E chegamos então ao que falou Maquiavel, que defendia a formação de milicias com cidadãos de sua própria cidade, Florença.
saudações