Programa de Reaparelhamento da Marinha

Assuntos em discussão: Marinha do Brasil e marinhas estrangeiras, forças de superfície e submarinas, aviação naval e tecnologia naval.

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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16891 Mensagem por FCarvalho » Ter Out 13, 2020 12:42 am

Próximas desativações de navios-escolta da MB
12 de outubro de 2020

https://www.naval.com.br/blog/2020/10/1 ... 9pAhPthfR4

Não que seja novidade, mas poucos navios dos atuais estarão operacionais em 2025 quando, e se, a primeira Tamandaré for incorporada. Isto claro, em havendo verbas suficientes para mantê-los pelo menos navegando, pois do ponto de vista militar eles são praticamente nulos. E em 2028 quando as 4 novas fragatas estiverem operacionais, nossa esquadra estará reduzida ao mesmo número de 2020, pois somente uma Niterói e a Barroso estarão ainda por aí. Ou seja, teremos de fato apenas 4 navios na esquadra ao final da próxima década. Não é de se admirar que os almirantes estejam todos alvoroçados por causa disso.

Com alguma sorte, e um pouco de inteligência e lógica, caso a MB resolva investir mais no programa de patrulhas navais e fluviais durante os anos 2020, isso pode mitigar em termos a ausência de escoltas de verdade na esquadra.

Sou de opinião que tendo em vista essa realidade, e que encaminhar um segundo lote das Tamandaré é pouco provável até que a última fragata seja entregue, que o número de NaPaOc deveria ser aumentado de 12 para 18 undes e que os NaPa BR voltem as 46 undes pretendidas originalmente no PEAMB, sem contundo, sejamos obrigados a comprar todos de classe iguais. Isso pode nos oportunizar abertura para negócios de oportunidade que possam surgir dentro do comércio das próprias fragatas que eventualmente possamos vender ao exterior e de outras relações com países vizinhos ou fora do nosso entorno estratégico no campo da defesa, comercial e diplomático. Investir na patrulha será essencial também para disponibilizar as verbas da MB para solicitar um segundo lote de submarinos da classe Riachuelo, a fim de que o ICN não fique às moscas após a entrega do último navio e tudo se perca, mais uma vez.

É bom lembrar que existe hoje uma inciativa legislativa da MB no sentido de dispor de 10% do fundo de marinha mercante para a aquisição, modernização e manutenção de meios de patrulha. Uma vez esta proposta sendo aquiescida pelo congresso haverá uma nova fonte de recursos que pode financiar os meios necessários de forma a atingir os os números acima. Como são navios mais simples de serem construídos, do ponto de vista da complexidade do projeto, eles podem impedir que percamos totalmente a capacidade de vigiar e proteger nossa ZEE e áreas de interesse estratégico. E principalmente, de mostrar bandeira onde for necessário no Atlântico Sul enquanto resolvemos como conseguir novas fragatas ou um segundo lote das Tamandaré.

Existe ainda uma pequena possibilidade que vem sendo aventada de a MB adicionar 1 ou 2 navios a mais ao lote atual. Desconfio dessa proposta até que se prove sua viabilidade financeira sem concretamente sem com isso deixar outros projetos tão importantes quanto à mingua, paralisados ou literalmente defenestrados. Temos que insistir em nos livrar deste círculo vicioso de uma vez por todas.

Uma das alternativas de curto prazo que poderia ser adotada é a obtenção de mais navios da classe Amazonas, desde que os recursos possam vir do FMM, e em quantidade paritária, de preferência, ao número de escoltas dando baixa. Isso significa que ao menos 5 ou 6 navios teriam que ser adquiridos. Se a produção em estaleiros nacionais for algo que ajude a diminuir custos, melhor, senão, produzir lá fora tem de ser visto como uma solução sóbria e coerente com a realidade. Sistemas internos podem ser instalados aqui mesmo no país com participação majoritária de produtos e soluções da nossa BID e indústria onde for cabível.

Navios patrulhas são bem mais baratos de se comprar, manter e operar. Não são navios de esquadra, mas são elemento fulcral a fim de manter nossa soberania em dia em nossas AJB. Não substituem e nem se comparam as escoltas, mas tendo em mente que provavelmente ficaremos sem navios de escolta plenamente operacionais durante toda a próxima década, eles serão essenciais à manutenção da expressão do nosso combalido e falimentar poder naval. Se os recursos do FMM realmente vierem, temos a chance de conseguir construir navios de forma rápida e objetiva, tomando como exemplo o processo de escolha que levou as Tamandaré.

Mas a decisão tem de ser tomada para ontem. Do contrário, os efeitos tardios da mesma simplesmente não terão os efeitos desejados para tentarmos cobrir os enormes hiatos que teremos em nossa esquadra.

Há sim, a Meko 100 básica já possui uma versão específica para NaPaOc. E para quem ainda não viu, a Damen possui uma linha bem interessante de navios de patrulha de 4 mil ton.

É só visitar o tópico lá da guarda costeira... 8-]

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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16892 Mensagem por Túlio » Ter Out 13, 2020 3:40 pm

Sei lá eu, mas penso que arriscamos a ter uma inédita cerimônia TRÍPLICE ali pelo fim deste ano, "o maldito": incorporação efetiva do S-40 à FORSUB, lançamento e início das provas de mar do S-41 e conclusão das obras no S-42.

Depois vai saber, ou se aumenta legal a quantidade de Scorpênis :mrgreen: na MB (SSN leva ainda cerca de uma década), tipo o dobro ou triplo, ou o Estaleiro, desenhado não apenas para subs, trata de fazer algo maior e mais FEROZ que as coitadas das CV-3 (que serão feitas em outro Estaleiro, aliás).

PROSUPER conforme o original ou vão direto para o PRONAE? Façam suas apostas... :lol: :lol: :lol: :lol:




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16893 Mensagem por FCarvalho » Ter Out 13, 2020 7:13 pm

Túlio escreveu: Ter Out 13, 2020 3:40 pm
Sei lá eu, mas penso que arriscamos a ter uma inédita cerimônia TRÍPLICE ali pelo fim deste ano, "o maldito": incorporação efetiva do S-40 à FORSUB, lançamento e início das provas de mar do S-41 e conclusão das obras no S-42.
Depois vai saber, ou se aumenta legal a quantidade de Scorpênis :mrgreen: na MB (SSN leva ainda cerca de uma década), tipo o dobro ou triplo, ou o Estaleiro, desenhado não apenas para subs, trata de fazer algo maior e mais FEROZ que as coitadas das CV-3 (que serão feitas em outro Estaleiro, aliás).
PROSUPER conforme o original ou vão direto para o PRONAE? Façam suas apostas... :lol: :lol: :lol: :lol:
Eu não creio que soluções de continuidade sejam aceitáveis na MB se quisermos mesmo ter uma marinha para chamar de nossa.
Mas objetivamente, dependemos da aprovação dos 2% do PIB para a defesa a fim de sustentar qualquer iniciativa neste campo. Se isto não passar, continuamos na mesma. Com alguma sorte a aprovação dos recursos sobre o FMM podem ajudar na construção dos meios de patrulha e navios auxiliares.

Como já temos o Prosub aí engrenado, e a maior parte dos investimentos já pagos, um segundo lote da classe Riachuelo é até natural, menos custoso e exigível frente à necessidade de manter o ICN funcionando. Neste aspecto, voltar aos números originais do programa é mais do que importante, é questão de sobrevivência. Bem diferente do projeto das fragatas Meko 100. Temos 5 IKL para substituir. Já é um bom começo para orientar um segundo lote de navios. Mas isso tem de ser feito, penso, até 2022. Depois disso estamos entregues nas mãos de Deus.

A MB com alguma sorte, também, pode encetar mais 1 ou 2 Tamandaré neste lote inicial. Eu honestamente torço muito por isso. Mas mesmo assim ficaremos ao término desta década com uma esquadra menor do que temos hoje. Se mantivermos em dia o cronograma deste projeto, talvez seja possível entre 2024 e 2026, caso o atual governo permaneça, envidar um segundo lote dos mesmos navios, quiçá maior que o atual, a fim de pelo menos substituir as T-22 e Niterói. O que vier depois disso é lucro. De qualquer forma, só veremos esse segundo lote entrando em operação lá pelo começo dos anos 2030, seja lá qual for o tipo de navio. Sobre este aspecto, aparentemente a MB já tem em mente o que deseja. Se irá conseguir, o tempo vai dizer.

Pensar em Nae é uma ilusão de ótica neste momento. Sem que resolvamos em primeiríssimo lugar todos os muitos hiatos que temos hoje na MB por inteiro, e falo de subs, meios de superfície, CFN e aviação naval, não há espaço para se pensar em novos Nae.

A MB dispôs na primeira versão do PEAMB que o necessário seriam 30 escoltas. Muita gente riu e fez troça com esse dado na época. Salvo engano, eu fui aqui um dos poucos que defendeu a lógica utilizada para chegar nele. Hoje, parece que o tempo e os acontecimentos estão esclarecendo todas as dúvidas que não foram dirimidas quando do lançamento do programa original. É possível chegar em 30 escoltas? Eu tenho certeza que sim. Até porque eles não precisam ser todos iguais e nem mesmo da mesma classe. Se formos honestos e usarmos de lógica e inteligência, veremos que não é possível à MB empregar fragatas de grande deslocamento em grandes quantidades. Uma esquadra baseada principalmente em navios com deslocamento entre 3 e 5 mil ton já vamos estar muito bem. E isso o projeto Meko pode nos oferecer sem maiores problemas. Mesmo navios menores, classificados como corvetas, abaixo das 3 ton podem ser muito úteis em nossa estratégia naval, e a Barroso está aí para mostrar isso. Mais uma vez o desenho das Meko pode oferecer soluções cabíveis e adequadas as nossas necessidades. Por fim, se um dia chegarmos a ter dois Nae, serão necessários no mínimo 4 navios para a sua escolta. E aí podemos pensar em fragatas a partir das 6 mil ton. Da mesma forma com os eventuais NDM que venham a substituir o Atlântico. No caso destes, segundo aquele plano, 8 navios seria o necessário. É possível perceber a partir destes navios capitais como deveria ser a divisão entre os diferentes tipos e classes de navios que precisamos.

Enfim, concomitante ao PEM 2040, é imprescindível que o SIGAAZ saia do papel. E para tanto não precisamos necessariamente fazer isso de uma vez ou somente quando houver disponibilidade de verbas para ele. Um exemplo disso é o que escrevi no tópico da Guarda Costeira, com o uso de drones para vigilância marítima pela MB a partir dos Distritos Navais. A mesma lógica pode ser aplicada a aviões leves, radares e sistemas ISR. É questão de ajustar as oportunidades ás necessidades.

Boa sorte para nós. Mais uma vez.

abs




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16894 Mensagem por Glauber Prestes » Qua Out 14, 2020 1:01 am

Túlio escreveu: Ter Out 13, 2020 3:40 pm
Sei lá eu, mas penso que arriscamos a ter uma inédita cerimônia TRÍPLICE ali pelo fim deste ano, "o maldito": incorporação efetiva do S-40 à FORSUB, lançamento e início das provas de mar do S-41 e conclusão das obras no S-42.
Iria ser muito bom, seria uma demonstração muito legal da capacidade de produção.
Depois vai saber, ou se aumenta legal a quantidade de Scorpênis :mrgreen: na MB (SSN leva ainda cerca de uma década), tipo o dobro ou triplo, ou o Estaleiro, desenhado não apenas para subs, trata de fazer algo maior e mais FEROZ que as coitadas das CV-3 (que serão feitas em outro Estaleiro, aliás).

PROSUPER conforme o original ou vão direto para o PRONAE? Façam suas apostas... :lol: :lol: :lol: :lol: [/Justificar]
Na minha opinião, continuaria fazendo CV-3 até chegar numas 12 unidades, e evoluiria o Scorpéne, colocando mais 4 unidades. Aí eu pensaria em uma encomenda de até 6 Fragatas de +-6.000t, e de um segundo SSN. E só depois, PRONAE.

Porta aviões sem escolta é só mais uma alvo chique e caro.




http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16895 Mensagem por J.Ricardo » Qua Out 14, 2020 10:23 am

Eu acho que dissuasão tem um nome: submarinos, já que não temos um bendito nuke, um AS com submarinos modernos é um bom convite para qualquer negociação.
Que venha um segundo lote de croiassants para chamamos o AS de nosso!




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16896 Mensagem por FCarvalho » Qua Out 14, 2020 1:31 pm

O projeto original previa 15 sub convencionais e 6 subnuc. Tenho aqui comigo que esta é a nossa melhor demonstração de dissuasão naval no AS e também no agora aumentado entorno estratégico indicado pela MB. Isto tem de ser mantido a todo custo.

Um segundo lote da classe Riachuelo para manter o ICN funcionando ao longo da próxima década é uma necessidade, não mais apenas uma opção a ser pensada. Precisamos substituir os IKL, e temos a solução bem aqui. Falta a decisão. Um lote de 4 ou 6 sub seria o suficiente para manter um navio sendo entregue por ano até a segunda metade desta década. Após isso, um terceiro lote baseado no casco do subnuc mas menor e mais leve, pode ser utilizado como bancada de prova para o próximo passo que seria o próprio Alte Álvaro Alberto.

Se o nosso entorno estratégico se mantiver como indicado no PEM 2040, penso que aqui com os meus botões, que 6 subnuc é o mínimo que temos de dispor para manter em patrulha permanente fora da nossa AJB pois precisamos de meios para defender nossas linhas de comunicação marítimas. Isso significa potencialmente uma frota com o dobro do tamanho indicado no planejamento da marinha. Algo que não nos é impossível de obter. A receita já é mais do que reconhecida. E se isto diminuir a frota de sub convencionais, a relação custo x benefício continuará a nosso favor.

Nesse meio tempo, há condições de apor à esquadra os meios de superfície que lhe fazem jus. Mas como disse, temos que nos embasar na realidade tal como ela é, e não em sonhos e parlendas que nunca serão alcançadas.

abs




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16897 Mensagem por FCarvalho » Qua Out 14, 2020 1:53 pm

Se os argumentos deste texto à época da escolha das Meko 100 estiverem corretos, talvez seja o caso de vermos em algum momento antes de 2030 destes navios aqui:

Imagem

https://www.naval.com.br/blog/2019/03/3 ... tamandare/

Está tudo no campo das hipóteses, mas levando em consideração o que está acontecendo, e o que ainda acontecerá dentro do nosso entorno estratégico circunscrito pela MB, navios como estes serão muito necessários, apesar de eu acreditar que é um salto grande demais para quem pretende construir e operar apenas fragatas leves de pouco mais de 3 mil ton.

Conquanto, como o estaleiro em Itajaí foi vendido para os alemães, isto pode não ser necessariamente um problema em si, dado que a experiência com as Meko 100 podem nos oportunizar as condições para tentar dispor daquele tipo de navio. Agora, também penso que a existência desse tipo de meio na MB só se justifica na medida em que haja, também, meios a serem escoltados em nossas zonas de interesse, pois ele por si só, não tem muita serventia em uma marinha pouco acostumada a ter recursos suficientes a operação na íntegra de suas capacidades dos meios que possui.

Se chegarmos a ter navios do tipo NDM e/ou Nae, então, uma fragata/destróier de 7 ou 8 mil ton se justifica plenamente na esquadra brasileira. Tomara que as hipóteses levantadas neste texto estejam certas. Só não acredito ver esses navios por aqui antes de 2035. Afinal, bom senso nessas horas nunca é demais, e pode fazer toda a diferença.

abs




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16898 Mensagem por Marcelo Ponciano » Qui Out 15, 2020 4:04 am

Túlio escreveu: Ter Out 13, 2020 3:40 pm
Sei lá eu, mas penso que arriscamos a ter uma inédita cerimônia TRÍPLICE ali pelo fim deste ano, "o maldito": incorporação efetiva do S-40 à FORSUB, lançamento e início das provas de mar do S-41 e conclusão das obras no S-42.

Depois vai saber, ou se aumenta legal a quantidade de Scorpênis :mrgreen: na MB (SSN leva ainda cerca de uma década), tipo o dobro ou triplo, ou o Estaleiro, desenhado não apenas para subs, trata de fazer algo maior e mais FEROZ que as coitadas das CV-3 (que serão feitas em outro Estaleiro, aliás).

PROSUPER conforme o original ou vão direto para o PRONAE? Façam suas apostas... :lol: :lol: :lol: :lol:
A tríplice cerimônia seria uma baita demonstração de poder.

Quanto ao estaleiro, temo que o mais provável é que fique parado. Mas se desse para colocar no orçamento mais 2 SBR seria ótimo. Manteria a não de obra qualificada especificamente para subs por mais alguns anos até o SNBR começar a sair do papel de verdade.

Mas depois do SNBR...por que não fazer um Destroyer de 10 ton com o MTC Naval? :twisted:




Tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar. (MONTESQUIEU. O Espírito das Leis. Livro XI, Cap. VI)
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16899 Mensagem por J.Ricardo » Qui Out 15, 2020 10:06 am

Não sei, acho que a MB tem consciência do investimento feito e não deve querer perder todo esse ganho, algum projeto com certeza vai ser aproveitado alí...




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16900 Mensagem por FIGHTERCOM » Qui Out 15, 2020 10:40 am

Já que está na moda o uso de drones, por que não pensar numa versão tupiniquim do russo Cephalopod? [005]


Abraços,

Wesley




"A medida que a complexidade aumenta, as declarações precisas perdem relevância e as declarações relevantes perdem precisão." Lofti Zadeh
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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16901 Mensagem por FCarvalho » Qui Out 15, 2020 11:41 am

J.Ricardo escreveu: Qui Out 15, 2020 10:06 am Não sei, acho que a MB tem consciência do investimento feito e não deve querer perder todo esse ganho, algum projeto com certeza vai ser aproveitado alí...
Segundo o cmte da marinha em entrevista, há planos para alocar outras construções e manutenção de meios no ICN. Caso um segundo lote de subs não seja possível no curto prazo.

A ver.

abs




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16902 Mensagem por FCarvalho » Qui Out 15, 2020 11:45 am

Marcelo Ponciano escreveu: Qui Out 15, 2020 4:04 am Mas depois do SNBR...por que não fazer um Destroyer de 10 ton com o MTC Naval? :twisted:
As atuais Tamandaré já sairão do estaleiro com essa capacidade, caso os lançadores para o MAN-1 sejam passíveis de receber a versão naval do AV-MTC.
Aliás, martelo batido quanto a este assunto. As Tamandaré vão de MAN-1 como míssil anti-navio padrão.
Como disse antes, lógica e bom senso podem fazer toda a diferença.
4 navios, até 8 lançadores, serão inicialmente, no mínimo 32 mísseis.
Já dá para abrir uma linha de produção com eles, pois é provável que as Niteroi que sobrarem e a Barroso também recebam este míssil.

abs




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16903 Mensagem por FCarvalho » Qui Out 15, 2020 1:44 pm

Vendo algumas entrevistas do cmde da marinha, e de oficiais ligados ao projeto FCT, não sei se entendi direito mas afirmaram que nós teremos não apenas o direito de vender as Meko 100 a terceiros, como seremos donos do projeto do navio e não vamos precisar pagar royalties por isso.

Alguém confirma essa informação, ou eu ouvi/li coisas que não foram faladas/escritas?

abs




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16904 Mensagem por Túlio » Qui Out 15, 2020 3:00 pm

Marcelo Ponciano escreveu: Qui Out 15, 2020 4:04 am
A tríplice cerimônia seria uma baita demonstração de poder.

Quanto ao estaleiro, temo que o mais provável é que fique parado. Mas se desse para colocar no orçamento mais 2 SBR seria ótimo. Manteria a não de obra qualificada especificamente para subs por mais alguns anos até o SNBR começar a sair do papel de verdade.

Mas depois do SNBR...por que não fazer um Destroyer de 10 ton com o MTC Naval? :twisted:
Sei lá eu, um Estaleiro vai ser para fazer Corveta/Fragata Leve, o outro é para sub mas não só para sub. Como para mim qualquer belonave menor que um NAe só tem o direito de ser chamada Classe quando passa de dez unidades (o planejamento original para as Inhaúma era de 16, depois caiu para 12 e, quando começaram a operar e a tigrada descobriu que eram muito mas MUITO ruins, ficou em 4, com uma quinta tendo levado uma década e meia para ficar pronta como Demonstradora de Conceito para consertar os defeitos das anteriores e, quando lançada, já estava tão obsoleta que ficou num exemplar só. Claro que pra não ficar tão feio a MB se saiu com a charla de sempre, falta de verbas, mantendo este 171 mesmo em pleno boom das commodities) e, portanto, o Estaleiro por certo vai acabar fazendo mais.

E o outro? Oras, se faltar muito ainda para fazer o SSN e não aparecer (também acho coisa certa mais um par de Scorpênis) mais encomenda de sub, nada impede que a EMGEPRON, talvez de novo com assistência Alemã, desenvolva algo maior mas ainda dentro do Conceito MEKO; como as CV-3 já vão ser mais ou menos da classe das Niterói (3,7 - 3,8 mil t) basta não repetir o erro de querer fazer naviozim balatim e tacar logo algo consistentemente maior em tamanho e capacidades, ali pela faixa das 6 mil t, e usar a capacidade ociosa que houver, seja em um ou outro dos Estaleiros, talvez ambos.

De qualquer modo, acho que a coisa só engrena mesmo - SE engrenar - na próxima década, nesta o que vier é lucro. E não esquecendo que ainda tem que sobrar presupuesto para manter os Skyhawks voando e modernizar mais, tipo HMD e AAM tipo Python 4/5 ou equivalente, talvez A-Darter.

Tenho um palpite de que vamos precisar de Aviadores Navais bem treinados lá pela segunda metade da década que vem... :twisted: :twisted: :twisted: :twisted:




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Re: Programa de Reaparelhamento da Marinha

#16905 Mensagem por Marcelo Ponciano » Qui Out 15, 2020 3:54 pm

Concordo. A OTAN é uma aliança para outros tempos e outro contexto. Para enfrentar o Dragão os EUA vão precisar de mais gente e pulverizar bases no Atlântico Sul a cada palmo de praia no nosso continente, até porque, do lado de lá, na África, a China já está fazendo isso.




Tudo estaria perdido se o mesmo homem, ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar. (MONTESQUIEU. O Espírito das Leis. Livro XI, Cap. VI)
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