Hader escreveu:Nem ao menos entrei no mérito de como as empresas seriam geridas.
Aliás já expliquei isto acima como você deve ter visto, portanto este cavalo de batalha já foi desmontado.
Ao mesmo tempo apesar de concordar com o ideário proposto me fica a impressão que "falta índio nesta história".
A raiz de todo o real empreendedor é capacidade de gerenciar riscos inclusive o tecnológico, o que me parece faltar a maioria deles.
O que me parece é que eles tendem mais a ser aventureiros, na maioria das hipóteses.
Alguns fatos porém saltam aos olhos e nos obrigam a olhar de forma mais pragmática a situação.
Existe um gap tecnológico no país em vários setores no país inclusive no setor de Defesa.
O Brasil pode ou deve esperar o "processo normal" ou, para economia de erário e incremento da capacidade de defesa
, deve procurar outras soluções?
O processo normal gera mais riscos, é demorado e gera ainda mais obrigações ao estado.
A solução oferecida minimiza riscos tecnológicos, industriais, administrativos e de projeto.
Mas existem, por outro lado, as "transferências de tecnologias entre subsidiárias" o subsídio a multinacionais e o pagamento eterno de royalties.
Gostaria que desarmasse o espírito e pensasse dentro das premissas que propus que , a meu ver são bastante interessantes mesmo como exercício.
Olá Sundao,
Veja, se o GF usa o dinheiro público (fundo soberano é grana pública) para comprar empresas ele se torna dono delas,
SIM MAS APENAS SE OLHARMOS DE MANEIRA SIMPLIFICADA.
O GF PODERIA APENAS TER COTAS DO FUNDO E NÃO A PROPRIEDADE DAS EMPRESAS.
ESTAS COTAS PODERIAM FICAR SOB GUARDA DO BNDES OU DE OUTRA INSTITUIÇÃO.
FALO DO BNDES POR QUE ELE JÁ FAZ ISSO POIS TEM EM SUA GUARDA "PAPÉIS" DE VÁRIAS EMPRESAS.
A RIGOR ISTO É UMA DAS FUNÇÕES DE UM BANCO, ZELAR PELO PATRIMÔNIO DOS COTISTAS.
A GESTÃO DO PATRIMÔNIO EM SI PODERIA SER DE UMA SPE, ALGO QUE SERIA DEFINIDO NO PRÓPRIO ESTATUTO DESTA.
VEJA, O QUE ESTOU PROPONDO NÃO SAIU DE MINHA CABEÇA ISTO JÁ EXISTE, O CONCEITO É DA LITERATURA ESPECÍFICA DE EMPREENDEDORISMO. O NOME CERTO ME FALTA MAS SE NÃO ME ENGANO É "ANGEL" OU "SPONSOR". O CONCEITO COMPLETO PASSO EM OUTRA OCASIÃO.
e como tal deve participar de suas administrações
COMO NA EMBRAER E NA AVIBRÁS.
LEMBRO QUE COM ISSO A EMPRESA GANHA UM SÓCIO E NÃO UM CREDOR. É O PRINCÍPIO DE CAPITALIZAÇÃO DE EMPRESAS DO MERCADO DE AÇÕES. NÃO É ?
ISTO É EXTREMAMENTE VANTAJOSO PARA EMPRESAS NORMAIS MAS INACESSÍVEL PELA PARTICULARIDADE DAS EMPRESAS (PEQUENAS) E DO SETOR (ARRISCADO).
ACRESCENTADO QUE AGINDO DESTA MANEIRA O QUE FOI FEITO TERIA UMA BASE LEGAL.
, pois não existe modelo legal que permita outra saída.
NÃO SEI AO CERTO ( A SPE NÃO SERIA O CASO ?) NÃO SOU ESPECIALISTA EM DIREITO ADMINISTRATIVO. EXISTE ALGUM ADVOGADO NA CASA (RS).
A unica opção viável seria o financiamento via banco de fomento para uma empresa privada fazer esta aquisição.
NENHUM BANCO DE FOMENTO DECENTE EM NENHUMA PARTE DO MUNDO FINANCIARIA AS EMPRESAS NACIONAIS EM QUESTÃO.
O modelo de fomento que propões tem que levar em conta alguns aspectos vitais. Vou citar apenas três:
1- A indústria de defesa é complexa e muito variada no que diz respeito ao emprego e desenvolvimento de tecnologia. De nada adianta saber fazer radar AESA se não souber usinar um mancal de titânio.
2- A distribuição de tecnologias e capacitações pela cadeia produtiva. A coordenação de esforços em conhecimentos complexos.
3- A demanda intensiva de mão-de-obra altamente capacitada e de capitais para se manter o momentum do processo.
É por conta deste tipo de complexidade que, em todo mundo, a indústria de defesa (e outras de alta demanda tecnológica) se organiza em clusters. Assim, seu pensamento deve ser organizado em torno de um modelo de cluster. Não faz diferença comprar uma empresa e seu conhecimento (o que, por si só já é um fato deveras questionável). Deve-se pensar em montar toda uma rede sustentável.
Abraços!