Armas anti-tanque brasileiras

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

Moderadores: J.Ricardo, Conselho de Moderação

Mensagem
Autor
Avatar do usuário
Guerra
Sênior
Sênior
Mensagens: 14201
Registrado em: Dom Abr 27, 2003 10:47 pm
Agradeceu: 53 vezes
Agradeceram: 135 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#16 Mensagem por Guerra » Ter Mai 26, 2009 9:21 am

Bolovo escreveu:Eu já vi o MSS1.2 montado numa sala de estar :lol: é enorme, um trambolho. O míssil é gigante. Imagino que ele faça parte da 'porrada mais forte' do conjunto. Eu sonho com um Eryx, abrasileirado, com desempenho melhorado, nos moldes que o Beraldi falou. Seria uma baita arma.
Será que não é mais barato e vantajoso desenvolver um canhão, do que uma missel de curto alcance?




A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
Avatar do usuário
Brasileiro
Sênior
Sênior
Mensagens: 9449
Registrado em: Sáb Mai 03, 2003 8:19 pm
Agradeceu: 243 vezes
Agradeceram: 558 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#17 Mensagem por Brasileiro » Ter Mai 26, 2009 9:47 am

Um canhão portátil não tem o mesmo alcance útil e nem a mesma precisão.

O míssil proposto pelo Leandro vai bem mais longe, 1000 metros, contra o alcance máximo de qualquer coisa como o Carl Gustav, que é cerca de 400m. Uma faixa de operação bem diferente da de um canhão do gênero.

Acho ainda que um míssil como o proposto, com componentes off-the-shelf, isto é, prontos e disoníveis no mercado, não ficaria tão mais caro que um canhão. Talvez fique até mais barato, já que nossa indústria (Mectron, Avibras) estão muito mais acostumadas com mísseis e fogutes do que projetos de canhões, em que elas não têm nenhuma experiência no projeto.
Ao contrário dos boosters, motores foguete, atuadores, aerodinâmica, pilhas térmicas, automação, e outros sistemas de mísseis totalmente dominadas pela nossa indústria e produzidos em escala razoável.


abraços]




----------------
amor fati
Avatar do usuário
Guerra
Sênior
Sênior
Mensagens: 14201
Registrado em: Dom Abr 27, 2003 10:47 pm
Agradeceu: 53 vezes
Agradeceram: 135 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#18 Mensagem por Guerra » Ter Mai 26, 2009 10:05 am

Cara, ele falou no Eryx. O Eryx é um missel de curto alcance.
Não é melhor ter um canhão com uma porrada de munição (que deve ser mais barata que um missel) e que tem um emprego mais amplo, do que um missel de curto alcance?




A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
Avatar do usuário
Brasileiro
Sênior
Sênior
Mensagens: 9449
Registrado em: Sáb Mai 03, 2003 8:19 pm
Agradeceu: 243 vezes
Agradeceram: 558 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#19 Mensagem por Brasileiro » Ter Mai 26, 2009 11:32 am

Ah, sim. No caso do Eryx, com certeza, para o alcance dele (600 m), vale mais um canhão mesmo, mesmo não tendo a mesma precisão.
Digo isto no caso brasileiro. Para um US Army ou Israel, abarrotados de grana, talvez o Eryx fosse uma idéia melhor.

Mas para o que o Leandro disse (alcacne máximo entre 1500 e 2000 m) o míssil proposto por ele passa a ser a única opção viável, tanto do ponto de vista prático (alcance, precisão), quanto do econômico, já que um único disparo do míssil já seria o suficiente.



abraços]




----------------
amor fati
Avatar do usuário
rodrigo
Sênior
Sênior
Mensagens: 12888
Registrado em: Dom Ago 22, 2004 8:16 pm
Agradeceu: 221 vezes
Agradeceram: 424 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#20 Mensagem por rodrigo » Ter Mai 26, 2009 12:37 pm

Tem nenhuma fotinha para botar aqui no DB?
Não tenho. Mas tenho um depoimento: o Exército trata as Forças Especiais com muita atenção e responsabilidade. Nesse contexto, a tropa tem à disposição material do mundo todo, para instrução e operação. É de dar orgulho.




"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."

João Guimarães Rosa
Avatar do usuário
FCarvalho
Sênior
Sênior
Mensagens: 39606
Registrado em: Sex Mai 02, 2003 6:55 pm
Localização: Manaus
Agradeceu: 6155 vezes
Agradeceram: 3469 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#21 Mensagem por FCarvalho » Ter Mai 26, 2009 2:26 pm

Olha só, não seria possível produzir munição inteligente para um CSR, como o Stg Guerra fala? Aumento de alcance e letalidade, multiplos alvos, etc?

Pra mim, o Eryx só é bom para FE's. Pra baianada pé de poeira dava isso aqui:

pel > ALAC
cia > CSR
BTL > MSS-1.2

Acho que estarímos mais do que bem equipados com estes produtos made in Brazil.

Abraços




Carpe Diem
Avatar do usuário
Hermes
Sênior
Sênior
Mensagens: 890
Registrado em: Qui Mar 20, 2008 9:18 pm
Localização: Barra Mansa/RJ
Agradeceu: 116 vezes
Agradeceram: 132 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#22 Mensagem por Hermes » Ter Mai 26, 2009 3:49 pm

Seria interessante uma ogiva termobárica nesse míssel, seria ótimo para casa, seteiras de casamatas e trincheiras.




...
Avatar do usuário
LeandroGCard
Sênior
Sênior
Mensagens: 8754
Registrado em: Qui Ago 03, 2006 9:50 am
Localização: S.B. do Campo
Agradeceu: 69 vezes
Agradeceram: 812 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#23 Mensagem por LeandroGCard » Ter Mai 26, 2009 4:18 pm

FCarvalho escreveu:Olha só, não seria possível produzir munição inteligente para um CSR, como o Stg Guerra fala? Aumento de alcance e letalidade, multiplos alvos, etc?

Pra mim, o Eryx só é bom para FE's. Pra baianada pé de poeira dava isso aqui:

pel > ALAC
cia > CSR
BTL > MSS-1.2

Acho que estarímos mais do que bem equipados com estes produtos made in Brazil.

Abraços
Como seria guiada a munição inteligente para um CSR? Não ficaria mais caro um sistema de guiagem que permitisse precisão para acerto no primeiro tiro e ainda pudesse funcionar na velocidade de uma bala de canhão? É uma idéia até boa, gosto dos CSR, mas tem que resolver detalhes deste tipo.

Outro ponto, quantos soldados seriam necessários para transportar o canhão em si, sua base de tiro e sua munição? Se pegarmos o canhão sem recuo americano M67 de 90mm usado no Vietnã, que tinha um alcance máximo de 2000m, só o canhão pesava 17 Kg , fora o tripé e a munição. Mas o alcance útil na verdade era de uns 800 m, com a precisão de uma arma não guiada. O modelo M40 de 106mm tinha um alcance preciso um pouco melhor, cerca de 1 Km, mas pesava uns 120 kg, e só a munição pesava 17 Kg cada!

No sistema que estou imaginando um único soldado poderia levar o computador de controle (~3 Kg) e dois mísseis (~6 Kg cada), para um alcance efetivo de 2 Km e uma precisão muito maior. Então, acho que a aplicação de cada tipo de arma seria bem diferente.

Com relação às ogivas termobáricas, elas seriam sempre uma opção. No projeto que estou desenvolvendo seria inclusive possível a troca da ogiva, ela é interna e não faz parta da estrutura do míssil.

Leandro G. Card




Avatar do usuário
xvss
Intermediário
Intermediário
Mensagens: 180
Registrado em: Qua Fev 22, 2006 12:04 pm

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#24 Mensagem por xvss » Ter Mai 26, 2009 6:09 pm

LeandroGCard escreveu:
xvss escreveu:Como já citaram aqui existe o Spike ATGM sendo desenvolvido pelos americanos(não confundir com o sistema de mesmo nome usado por Israel), e um missel compacto e extremamente moderno com com capacidade "Fire-and-Forget" o uso principal desse missel é contra veículos leves e rápidos, outros sistemas atuais como o Javelin tem dificuldade em acertar isso tipo veiculo, a maior vantagem desse sistema sobre os atuais em operação são o preço, o missel do spike custaria menos de 5000 dolares, só para comparar o do javelin está custando em torno de 600.000 dolares.
Olá xvss,

Onde você conseguiu estes números? Um Javelin por US$600.000,00 me parece muito caro, e por outro lado um Spike por apenas US$ 5.000,00 parece absurdamente barato! As empresas americanas não costumam nem mesmo ter interesse em desenvolver armamentos tão baratos assim devido à forma como as compras governamentais são efetuadas por lá. Mesmo na versão mais simples com apenas 800m de alcance ele deve ficar muito mais caro do que isso.

Leandro G. Card
http://www.defensereview.com/stories/spike/SPIKE%20Man-Packable,%20Shoulder-Launched%20Guided%20Missile%20for%20the%2021st%20Century%20Warfighter_1.jpg

Sobre o Javelin é extra-oficial não tenho como confirmar.




Editado pela última vez por xvss em Ter Mai 26, 2009 7:41 pm, em um total de 1 vez.
felipexion
Sênior
Sênior
Mensagens: 3548
Registrado em: Sex Ago 17, 2007 11:06 am
Localização: Bahia!
Agradeceu: 74 vezes
Agradeceram: 87 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#25 Mensagem por felipexion » Ter Mai 26, 2009 6:15 pm

xvss, Pode botar ao inves do img/img o thumbnail/thumbnail???

5 mil por MÍSSIL, e a unidade de lançamento? Quanto custa?




[centralizar]Mazel Tov![/centralizar]
Avatar do usuário
LeandroGCard
Sênior
Sênior
Mensagens: 8754
Registrado em: Qui Ago 03, 2006 9:50 am
Localização: S.B. do Campo
Agradeceu: 69 vezes
Agradeceram: 812 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#26 Mensagem por LeandroGCard » Ter Mai 26, 2009 6:54 pm

xvss escreveu: Sobre o Javelin é extra-oficial não tenho como confirmar.
Olá vxss,

Dei uma pesquisada também na Internet, e achei dados sobre o Spike em alguns lugares. O preço de 5.000 US$ é mesmo o objetivo e o lançador custaria a mesma coisa mas seria reutilizável. Um artigo já meio antigo do site "Sistemas de Armas" cita o preço do Spike em 4.000 US$ e o Javelin em 100.000 US$, então a preços de hoje o javelin deve estar em cerca de 120.000 US$, aí sim um valor razoável e ainda muito mais caro que um Spike.

Ele seria então um sistema semelhante ao que eu proponho, com algumas diferenças:

- O míssil Spike é mais leve, mas exige um lançador tão pesado quanto e bem mais volumoso, no meu sistema o míssil seria mais pesado mas a unidade de controle seria um laptop, mais leve e fácil de transportar.

- O Spike tem a capacidade fire-and-forget, mas para isso o lançador tem que se expor ao inimigo para fazer pontaria. No meu caso o lançamento seria sempre indireto.

- A ogiva do Spike é bem pequena, pesando apenas 1 kg, e no meu sistema estou imaginando 2 kg ou talvez até mais um pouco. Se a ogiva fosse menor meu míssil também poderia ser, mas não consigo achar que valha à pena usar um míssil para lançar uma carga menor que 2 kg.

De qualquer forma o fato dos americanos estarem desenvolvendo o Spike indica que eles acreditam que uma arma assim pode realmente ser útil. Já é uma informação interessante.


Um grande abraço,


Leandro G. Card




Avatar do usuário
Guerra
Sênior
Sênior
Mensagens: 14201
Registrado em: Dom Abr 27, 2003 10:47 pm
Agradeceu: 53 vezes
Agradeceram: 135 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#27 Mensagem por Guerra » Ter Mai 26, 2009 9:48 pm

LeandroGCard escreveu: Outro ponto, quantos soldados seriam necessários para transportar o canhão em si, sua base de tiro e sua munição?
Um para transportar e atirar e outro para municiar o canhão, mais um chefe de peça.




A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
WalterGaudério
Sênior
Sênior
Mensagens: 13539
Registrado em: Sáb Jun 18, 2005 10:26 pm
Agradeceu: 56 vezes
Agradeceram: 201 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#28 Mensagem por WalterGaudério » Ter Mai 26, 2009 11:23 pm

hmundongo escreveu:Seria interessante uma ogiva termobárica nesse míssel, seria ótimo para casa, seteiras de casamatas e trincheiras.
Já está a caminho!!!! [000] [000] [000]




Só há 2 tipos de navios: os submarinos e os alvos...

Armam-se homens com as melhores armas.
Armam-se Submarinos com os melhores homens.


Os sábios PENSAM
Os Inteligentes COPIAM
Os Idiotas PLANTAM e os
Os Imbecis FINANCIAM...
Avatar do usuário
Guerra
Sênior
Sênior
Mensagens: 14201
Registrado em: Dom Abr 27, 2003 10:47 pm
Agradeceu: 53 vezes
Agradeceram: 135 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#29 Mensagem por Guerra » Qua Mai 27, 2009 8:11 am

LeandroGCard escreveu: No sistema que estou imaginando um único soldado poderia levar o computador de controle (~3 Kg) e dois mísseis (~6 Kg cada), para um alcance efetivo de 2 Km e uma precisão muito maior. Então, acho que a aplicação de cada tipo de arma seria bem diferente.
Os misseis são armas que por natureza tem pouca continuidade de fogo, que requer um planejamento minucioso. A cadencia de tiro é pequena. O estresse de combate é muito maior que outras armas porque é alvo prioritario do inimigo. Por isso eu acho muito dificil uma arma dessa ser operada por um homem só. Pode até ser em operações especiais, mesmo assim em situações bem particulares. Em outras formas o minimo são 3 homens para operar um missel.




A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
Avatar do usuário
LeandroGCard
Sênior
Sênior
Mensagens: 8754
Registrado em: Qui Ago 03, 2006 9:50 am
Localização: S.B. do Campo
Agradeceu: 69 vezes
Agradeceram: 812 vezes

Re: Armas anti-tanque brasileiras

#30 Mensagem por LeandroGCard » Qua Mai 27, 2009 3:11 pm

SGT GUERRA escreveu:
LeandroGCard escreveu: No sistema que estou imaginando um único soldado poderia levar o computador de controle (~3 Kg) e dois mísseis (~6 Kg cada), para um alcance efetivo de 2 Km e uma precisão muito maior. Então, acho que a aplicação de cada tipo de arma seria bem diferente.
Os misseis são armas que por natureza tem pouca continuidade de fogo, que requer um planejamento minucioso. A cadencia de tiro é pequena. O estresse de combate é muito maior que outras armas porque é alvo prioritario do inimigo. Por isso eu acho muito dificil uma arma dessa ser operada por um homem só. Pode até ser em operações especiais, mesmo assim em situações bem particulares. Em outras formas o minimo são 3 homens para operar um missel.
Acho que entendi o conceito, mísseis seriam "importantes demais" para serem responsabilidade de um homem só.

Mas em grande parte isto não se daria justamente por serem muito sofisticados e caros (e em muitos casos trabalhosos para transportar), e por isso ser necessário usá-los com maior parcimônia? Este é justamente o paradigma que eu imaginei quebrar, trazendo o míssil para um nível de uso mais rotineiro e intenso.

De qualquer forma minha idéia não seria que um único homem fosse responsável pelo lançamento (incluindo aí a seleção dos alvos), mas que os mísseis fossem incluídos como componentes orgânicos do equipamento de qualquer companhia ou mesmo de pelotões de infantaria. Uma ou duas unidades de controle estariam cada uma na cintura de um soldado, e alguns mísseis seriam levados nas costas de outros, cada soldado carregando um. Eu imagino que com peso em torno de 5 Kg um míssil não seria uma carga excessiva para transportar. Quando a unidade se deparasse com um alvo potencial (ninho de metralhadora, casamata, veículo leve/médio, etc...) seu comandante poderia engajá-lo com os mísseis praticamente de imediato, sem a necessidade de chamar por apoio de fogo. Ou poderia inclusive recuar para uma posição abrigada antes de ordenar o lançamento, devido ao alcance de 2 Km (ou mais) e fato do tiro ser indireto.

O conceito seria este, mais aí começam minhas dúvidas: 5 Kg é um peso aceitável neste contexto ou seria excessivo? Uma ogiva de 2 Kg é adequada, deveria ser maior, ou poderia ser menor (ogiva menor permite um míssil menor)? Seria importante aumentar o alcance para mais de 2Km, ou até menos do que isso já seria adequado? Estou ainda na etapa de definição do conceito, e o que preciso é justamente ajuda de profissionais para definir os valores destes parâmetros.


Se você poder ajudar com suas sugestões seria perfeito. Um grande abraço,


Leandro G. Card




Responder