O futuro da AAAe no Brasil
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
O curioso é que teremos o 12º GAAAe em Jundiaí-SP e o 12º GAAAe Sl em Manaus-AM.
Editado pela última vez por RobsonBCruz em Sex Mar 14, 2025 1:53 pm, em um total de 1 vez.
- FCarvalho
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
Só não entendi isso de Cia Com DAAe.
Nunca tinha ouvido falar neste tipo de unidade. Não ao menos dentro dos GAAe existentes.
Qual o motivo da novidade, se é que de fato o é?
Nunca tinha ouvido falar neste tipo de unidade. Não ao menos dentro dos GAAe existentes.
Qual o motivo da novidade, se é que de fato o é?
Carpe Diem
- RobsonBCruz
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
Essa Cia Com DAAe não é do 12º GAAAe, mas sim diretamente vinculada ao Comando de Defesa Antiaérea do Exército.FCarvalho escreveu: Sex Mar 14, 2025 1:32 pm Só não entendi isso de Cia Com DAAe.
Nunca tinha ouvido falar neste tipo de unidade. Não ao menos dentro dos GAAe existentes.
Qual o motivo da novidade, se é que de fato o é?
- FCarvalho
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Re: O futuro da AAAe no Brasil

O sistema S-350E Vityaz será apresentado na LAAD 2025, junto com o TOR M2K e o S-400.
Em que pese a MB estar no início do desenvolvimento de um míssil AAe de médio alcance\altura, na verdade não existe contrato, apenas uma carta de intensão entre a marinha e a SIATT\EDGE Group, qualquer inovação real neste sentido feito pela empresa brasileira levará no mínimo de 5 a 10 anos para chegar à plena operacionalidade. Isto se houver verba contínua e regular, e um contrato de desenvolvimento que depois não seja rasgado no meio do caminho pelo governo de plantão.

Neste sentido, sou de opinião, como o reza o dito popular, que é melhor prevenir do que remediar, e ficar esperando 10 anos ou mais até termos de fato um míssil BR (se ele sair neste tempo) e o sistema completo, para dotar as 3 forças de defesa AAe concreta e efetiva, não só é uma temeridade, como irresponsável e negligente, se levarmos em consideração, também, a realidade geopolítica mundial, e principalmente a regional.
O sistema russo, com até 8 lançadores por bateria como se pode ver na imagem acima, além de dois radares e um PC, seria mais que suficiente para permitir pelo menos uma defesa minimamente crível até que possamos adotar soluções caseiras na questão dos mísseis. Como já falei várias vezes aqui, já dispomos de tudo o que precisamos em termos de C4I e ISR no que diz respeito aos sistemas necessários para equipar um GAAe. Precisamos, contudo, de vontade política e verba corrente, que é a parte mais difícil.
Como disse no outro tópico da LAAD, se for para colocar o caixote com os silos e mísseis do S-350 em cima de um Tectran 8x8 da Avibras, isso é dos problemas o menor que temos frente ao desenvolvimento e prontificação dos demais sistemas pertinentes à formação de uma bateria AAe. Se este ou qualquer outro governo resolvesse colocar dinheiro no projeto dos radares M-200 da Embraer, e a parte de C2 adequada aos sistemas, teríamos uma Bia AAe baseada na solução do S-350 em menos de dois anos. Isso sem guerra, sem pressão psicológica, sem colocar o carro na frente dos bois. E os russos, claro, adorariam colaborar conosco, mesmo deixando alguém muito irritado com isso. Mas, faz parte do jogo.
O EB pautou uma Bia AAe com apenas 3 ou 4 lançadores como sendo o padrão mínimo a ser analisado. Eu suponho que com um pouco de jogo de cintura e muita conversa, poderíamos conseguir montar uma bateria AAe a partir do S-350 com os mesmos 8 lançadores previstos no modelo russo, o que para nós seria uma mão na roda, frente à escassez de GAAe que temos no país. Um radar do sistema russo pode controlar até 4 lançadores, o que permitiria desdobrar "meia Bia" caso fosse necessário junto com os elementos de apoio e logística.
Enfim, com apenas 6 GAAe e 1 GAAe Sl, organizar 6 Bia com apenas 48 lançadores não deve\deveria ser algo impossível, principalmente se os russos aceitarem negociar os valores em outra moeda que não o dólar, ou receber o pagamento na íntegra ou parte em soja, carne de porco ou qualquer outra commodities que tem de sobra por aqui. E ainda teríamos um bom motivo para botar na falência de vez a Avibras e pegar tudo o que ainda temos domínio de suas tecnologias e tentar salvar o máximo possível aplicando neste e em outros projetos das ffaa's.
Ou podemos esperar que algum milagre ou desgraça nos aconteça pelo meio do caminho para fazer o que se deve.
Mas, neste caso, duvido que alguém queira assumir a "paternidade" de mais esse imbróglio e dar a cara a tapa tentando resolver. Afinal, 2026 está logo ali.
É bom lembrar que o serve aqui de ilustração para o sistema russo não exclui ou impede, ao contrário, é totalmente aplicável a qualquer dos demais pretendentes que se apresentaram até agora.
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- FCarvalho
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
Acho que todo mundo aqui sabe que o país historicamente não possui nenhuma defesa AAe efetiva em termos de mísseis em qualquer faixa de altitude\alcance. E para piorar, não temos grana, e nem vontade, de terminar o que começamos em relação ao projeto de defesa AAe comum entre as forças armadas, entre os muitos vai e vem deste projeto.
O que parece está acontecendo é um tipo de partilha entre as forças na qual cada um pega uma parte do trabalho e vê se consegue fazer alguma coisa em favor de si mesmo no assunto, e de lambuja ajudar as demais. Mas não se tem como saber se e quando cada força chegará a termo em relação à parte que lhe cabe.
O EB está mais que enrolado com o desenvolvimento do M-200 Vigilante, enquanto a versão Multimissão ao que tudo indica foi jogada para escanteio em favor do desenvolvimento de um novo radar, agora para contra bateria. À MB coube o desenvolvimento do míssil, que é o que ainda não temos domínio dentro dos vários componentes. No caso da FAB, até agora não se sabe o que ela irá fazer para contribuir com o projeto, se é que terá algum papel nele.
O país hoje está literalmente sem defesa AAe, e tomar RBS-70 e Igla-S como vetores de defesa capazes de fazer o trabalho é um descalabro. Os últimos Bofors L-40\70 foram defenestrados, assim como os Oerlinkon de 35mm. O que sobrou na verdade é contar com a sorte, para quem acredita nisso.
Como já foi falado certa vez por mais de uma vez por mais de um cmte do exército, ir à guerra não é como fazer compras no super mercado sempre que a dispensa esvazia. Não se vai simplesmente na bodega da esquina e compra-se por oportunidade tudo o que tiver à vista mais barato, e leva pra casa na hora. No entanto, parece politicamente inviável ao poder público e à classe política dispensar algum interesse neste tipo de assunto, por mais que lhes sejam dadas mostras concretas de que a realidade, não raras vezes, não costuma mandar avisos ou convites em certas momentos da vida. E se não formos previdentes, as consequências de nossa inépcia podem ser caras demais. Inclusive do ponto de vista eleitoral, que no fim é o que interessa aos encastelados e enriquecidos deste país.
A ver se alguém vai realmente querer pagar para ver.
O que parece está acontecendo é um tipo de partilha entre as forças na qual cada um pega uma parte do trabalho e vê se consegue fazer alguma coisa em favor de si mesmo no assunto, e de lambuja ajudar as demais. Mas não se tem como saber se e quando cada força chegará a termo em relação à parte que lhe cabe.
O EB está mais que enrolado com o desenvolvimento do M-200 Vigilante, enquanto a versão Multimissão ao que tudo indica foi jogada para escanteio em favor do desenvolvimento de um novo radar, agora para contra bateria. À MB coube o desenvolvimento do míssil, que é o que ainda não temos domínio dentro dos vários componentes. No caso da FAB, até agora não se sabe o que ela irá fazer para contribuir com o projeto, se é que terá algum papel nele.
O país hoje está literalmente sem defesa AAe, e tomar RBS-70 e Igla-S como vetores de defesa capazes de fazer o trabalho é um descalabro. Os últimos Bofors L-40\70 foram defenestrados, assim como os Oerlinkon de 35mm. O que sobrou na verdade é contar com a sorte, para quem acredita nisso.
Como já foi falado certa vez por mais de uma vez por mais de um cmte do exército, ir à guerra não é como fazer compras no super mercado sempre que a dispensa esvazia. Não se vai simplesmente na bodega da esquina e compra-se por oportunidade tudo o que tiver à vista mais barato, e leva pra casa na hora. No entanto, parece politicamente inviável ao poder público e à classe política dispensar algum interesse neste tipo de assunto, por mais que lhes sejam dadas mostras concretas de que a realidade, não raras vezes, não costuma mandar avisos ou convites em certas momentos da vida. E se não formos previdentes, as consequências de nossa inépcia podem ser caras demais. Inclusive do ponto de vista eleitoral, que no fim é o que interessa aos encastelados e enriquecidos deste país.
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Re: O futuro da AAAe no Brasil
É uma escolha do tipo "compra de oportunidade", na falta de conseguirem encontrar um sistema que pudesse ser colocado sobre o Guarani sem tombar com o veículo. E existem poucas alternativas no mercado lá fora para isso. Inclusive do ponto de vista financeiro.
Na verdade desenvolvemos aqui a solução mais adequada para isso na forma da TORC30, mas o próprio EB fez questão de ferrar com o seu projeto, gastar dinheiro público para nada, e ficar por isso mesmo. E sem dar explicações, como de costume.

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