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Mensagem
por FCarvalho » Dom Mar 09, 2025 12:56 pm
Com 4 RDA - Região Defesa Aérea dividindo o país, a UAF precisaria cerca de 56 Gripen C\D a fim de prover um único esquadrão a cada região. Isto se os 14 caças citos anteriormente em diversas matérias sobre o assunto fosse o padrão.
É impossível hoje a Suécia abrir mão de tantos caças, mas, no futuro a médio e longo prazo, mesmo com o conflito terminado, os ucranianos continuarão precisando refazer sua força aérea a partir de caças ocidentais, e o Gripen pode entrar nesta conta, uma vez que os F-16 e Mirage 2000 não são exatamente novos, com a vida útil das células estando muito próxima de atingir o seu limite, apesar de todas as manutenções e programas de extensão de vida útil destes caças.
Sonhando muito alto, o Gripen E\F pode se revelar no futuro o caça ideal para as condições, ou na verdade a falta delas, a fim de compor a UAF com novos meios. Se cada esquadrão estiver formado com 24 unidades, padrão de referência operacional de uma USAF da vida, equipar 4 OM seriam necessários apenas 96 Gripen E\F. Algo que, pelo preço, custos e capacidades do caça sueco, está mais do que de bom tamanho para eles.
Claro, com uma Rússia ameaçando a todo momento o futuro do país, presumo que os ucranianos não vão se contentar com "apenas" 96 Gripen, devendo buscar soluções que os complementem, seja na forma de um caça de 5a G ou outro de 4,5a G que lhes seja acessível.
Fala-se muito em KAAN, KF-21 e até mesmo no F-35, mas fato é que os ucranianos não terão disposição financeira suficiente para bancar qualquer um deles no curto a médio prazo. E começar pelo que já tem em mãos, no caso de futuramente ser o Gripen, continuar operando sua versão mais moderna, até mesmo em quantidades maiores que as dispostas acima, pode ser a solução mais adequada, senão a possível, para eles.
A UAF reclama a si faz tempo que precisaria de cerca de 130 a 180 caças para poder enfrentar "de igual para igual" o inimigo russo nos céus, e defender seus país. Mas sabemos que mesmo que os ditos aliados ocidentais estejam dispostos a fornecer tal quantidade a eles, é muito difícil conseguir chegar nestes números com o país em pleno estado de guerra sem a ajuda e\ou presença da OTAN\UE ou mesmo de países europeus de forma independente. E isso com certeza não acontecerá tão cedo.
De qualquer forma, a UAF precisará em um futuro (ainda) distante pós-guerra, tentar reaver toda a sua infraestrutura funcional, organizacional e operacional que tinha antes de 2022, de forma a permitir desenvolver as capacidades necessárias à plena garantia da defesa aérea do país. E começar pelo que cabe no bolso será a regra. E o Gripen C\D e E\F neste aspecto é o candidato mais qualificado para atender suas muitas necessidades.
Boa sorte para eles.
Carpe Diem