A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Branco

Área destinada para discussão sobre os conflitos do passado, do presente, futuro e missões de paz

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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#961 Mensagem por FCarvalho » Dom Set 28, 2014 10:44 am

Eu não sei essa notícia é para rir ou para chorar. :roll:

EUA querem engajamento do Brasil em operação

Dois dias depois de a presidente Dilma Rousseff criticar os bombardeios dos EUA contra o Estado Islâmico (EI), a responsável por Américas no Departamento de Estado americano, Roberta Jacobson, disse ter “esperança” de que o Brasil contribua de alguma maneira no combate ao grupo radical. Segundo ela, um país “grande e importante” como o Brasil teria um papel a desempenhar nos esforços liderados por Washington.

Depois de discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na quarta-feira, Dilma deu entrevista na qual sustentou que o ataque ao Estado Islâmico não era o caminho mais eficaz para derrotar a organização. “Vocês acham que bombardear o Isis (como era conhecido o grupo radical, em sua sigla em inglês) resolve o problema? Porque, se resolvesse, acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia”, afirmou, defendendo o uso da “diplomacia” para solucionar o conflito.

Roberta disse ontem, em entrevista coletiva, que não tinha informações sobre a apresentação de pedido específico para o Brasil colaborar no combate ao EI. Segundo ela, representantes dos EUA tiveram inúmeros encontros com autoridades de outros países nos últimos três dias em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU. Mas ressaltou: “Certamente, nós temos esperança de que cada país possa contribuir”.

Dilma criticou o ataque ao EI depois de o presidente Barack Obama ter usado seu discurso na ONU para pedir o engajamento de todos os países da organização na luta contra o grupo terrorista.

Ontem, Roberta afirmou que o Brasil poderia “ser útil e dar apoio” em atividades como assistência humanitária, combatentes estrangeiros e área financeira. “Ainda temos esperança em relação a isso”.

FONTE: Estado de SP

FOTO: R7

NOTA do EDITOR: Como escreveu Carlos Drummond de Andrade “E agora José?”, onde se pergunta sobre o significado da própria existência e do mundo, caberia a pergunta: E agora Dilma?

http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=46280




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#962 Mensagem por Wingate » Dom Set 28, 2014 11:14 am

FCarvalho escreveu:Ou seja, 'nunca antes na história deste país' se viu tamanha imbecilidade e alienação ideológica na seara internacional por parte do Brasil.
Ao invés de comandarmos, somos comandados. Ao invés de indicarmos caminhos, somos indicados. Ao invés de propormos soluções, somos parte do problema. E por aí vai...
Simplesmente é de dar vergonha.
Se alguém nos chamar de república de bananas não será por acaso. E sem razão. :?

abs
Aquele antigo, batido adágio nunca foi tão válido: "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és." :roll:

Wingate




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#963 Mensagem por Wingate » Dom Set 28, 2014 11:39 am

Vergonha nacional (e pior...internacional):

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014 ... erio.shtml


Wingate :roll:




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#964 Mensagem por Bourne » Dom Set 28, 2014 11:59 am

Não surpreende.

A tesoura anda agindo pesado em várias esferas de governo e das mais diversas formas. E vai agir mais depois da eleição.

Inclusive o CNPQ/CAPES cortaram uma porcentagem elevada das verbas para estágio de doutorandos no exterior. Aquele estágio de seis meses à um ano que costuma dar ao doutorando para se adequar a pesquisa de ponta e complementar a formação. Sem previsão de retorno aos números anteriores e, menos ainda, ampliação. Atualmente, a ordem é dizer não para quase todos.

Enquanto o programa ciência de fronteira para mandar os graduandos passearem no exterior em instituições do nível UNIP continua firme. Deve ter ganhos eleitorais e a pobre classe média precisa viajar.




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#965 Mensagem por Boss » Dom Set 28, 2014 2:11 pm

É um governo patético em todas as frentes. E provavelmente teremos que aguentar mais 4 anos disso... :| :roll:




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#966 Mensagem por Allan2M » Dom Set 28, 2014 3:32 pm

Bourne escreveu:Não surpreende.

A tesoura anda agindo pesado em várias esferas de governo e das mais diversas formas. E vai agir mais depois da eleição.

Inclusive o CNPQ/CAPES cortaram uma porcentagem elevada das verbas para estágio de doutorandos no exterior. Aquele estágio de seis meses à um ano que costuma dar ao doutorando para se adequar a pesquisa de ponta e complementar a formação. Sem previsão de retorno aos números anteriores e, menos ainda, ampliação. Atualmente, a ordem é dizer não para quase todos.

Enquanto o programa ciência de fronteira para mandar os graduandos passearem no exterior em instituições do nível UNIP continua firme. Deve ter ganhos eleitorais e a pobre classe média precisa viajar.
Eu não consigo engolir esse programa, sou aluno de graduação e os alunos no geral adoram, principalmente quem conseguiu ou tem amigos que conseguiu.




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#967 Mensagem por Bourne » Dom Set 28, 2014 4:13 pm

É claro que adoram.

Viajam com tudo pago, tem tempo de sobra para conhecer o país e não são cobrados nos curso.

Não é pela universidade estar em um país desenvolvimento que é melhor do que as melhores daqui. As universidades caça-níquel tem em todo lugar. É fácil identificar quando cobra menos e tudo ganha nota. Por exemplo, um jovem que faz engenharia na UFTPR foi para um buraco lá em illinois, achou tudo lindo. Só não sabe que está entre as 200 dos EUA e 400 do curso de engenharia. Provavelmente, os professores são bonzinhos para não assustar a turma e evitar debandada. na verdade, ele sentiu facilidade exatamente pela UTFPR ter um curso melhor, professores melhores e ser muito mais puxada.

Agora, se fosse na Illinois Urbana-Champaign, entre as 20 melhores universidades norte-americanas, ele não dormia e menos ainda viajava. qualquer curso lá é pancada do começo ao fim. Se não se adaptou, cai fora. Nada de passar mão na cabeça. É a filosofia se vira negão do aprenda a aprender.




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#968 Mensagem por FCarvalho » Dom Set 28, 2014 4:21 pm

Qualquer coisa que mantenha a sensação de investimentos públicos e que de alguma forma atinja principalmente as "classes mais desfavorecidas" sempre terá a anuência financeira governamental.

É assim desde os tempos de Roma... [027]

abs




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#969 Mensagem por mmatuso » Dom Set 28, 2014 5:47 pm

Boss escreveu:É um governo patético em todas as frentes. E provavelmente teremos que aguentar mais 4 anos disso... :| :roll:
Meu maior medo é que após essa capivara vermelha vai vir o barbudo que vai segurar por mais uns 4 anos e ele vai usar a influência para empurrar outro zé ruela desconhecido e despreparado do partido.




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#970 Mensagem por Sterrius » Dom Set 28, 2014 7:51 pm

eu não aposto em nada em 2018. Lula já terá 74 anos quando for 2018.

Ser presidente não é uma tarefa fácil pra quem tem mais de 70.




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#971 Mensagem por mmatuso » Dom Set 28, 2014 8:01 pm

Sterrius escreveu:eu não aposto em nada em 2018. Lula já terá 74 anos quando for 2018.

Ser presidente não é uma tarefa fácil pra quem tem mais de 70.
Para pessoas normais que deram o sangue a vida toda deve realmente ser difícil.

Agora se o sujeito foi um sindicalista quase a vida inteira... [003]




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#972 Mensagem por FCarvalho » Ter Dez 16, 2014 12:50 pm

14 de Dezembro, 2014 - 12:41 ( Brasília )
Geopolítica

ITAMARATY - ESQUECERAM DE NÓS

Helena Celestino


“Ficamos invisíveis”, diz um embaixador. “Estamos tão desprestigiados que nem fofoca sobre a gente fazem mais”, comenta outro. “Do jeito que as coisas andam, vamos virar departamento da Casa Civil”, ironiza um terceiro. Na agenda do ministro Luiz Alberto Figueiredo, só aparecem reuniões internas ou viagens para acompanhar a presidente.

Os telegramas de Brasília com instruções para embaixadas quase sempre tratam de questões burocráticas. Nesta temporada de formação do governo Dilma 2, especula-se o nome para assumir até o Ministério da Pesca, mas o Itamaraty está fora da dança das cadeiras. O outrora poderoso Ministério das Relações Exteriores saiu da agenda da presidente, e diplomatas assistem impotentes à progressiva diminuição do espaço do Brasil na cena internacional.

Um pequeno exemplo: a “Economist”, na edição especial com prognósticos sobre o mundo em 2015, estampa na capa os personagens escalados para marcar o ano, e da América Latina só a presidente Michelle Bachelet entrou nesta seleção.

Cadê o Brasil? Não está na lista dos assuntos de destaque em 2015. A revista, sabemos, reflete o pensamento do establishment econômico e político; é a mesma que em outros tempos já apostou na decolagem brasileira, ao desenhar o Cristo voando para as alturas. No “Financial Times”, é Marina Silva, e não Dilma, a brasileira selecionada entre as mulheres líderes, combatentes ou lutadoras de 2014.

Pois é, prestígio a gente leva muito tempo para construir, mas perde rapidinho. O emergente da América Latina vem enfileirando notícias ruins — crescimento medíocre, inflação, descontrole das contas públicas — e , agora, a pior de todas: a avalanche de denúncias de corrupção na Petrobras, levando à abertura de processos contra a estatal brasileira nos EUA.

“A sensação é que o Brasil não consegue se viabilizar. O escândalo na Petrobras é um baque para o país”, diz uma advogada especializada na área de petróleo.

Aconteceu com o México, aconteceu com o Brasil. Desperdiçaram o capital de confiança depositado neles por investidores internacionais, o momento agora é de desalento. A presidente, até as pedras sabem, não gosta de política externa, tem pouca ou nenhuma simpatia pelos rituais da diplomacia, cortou em 30% as verbas do Itamaraty, obrigando à redução das viagens e à improvisação para tapar buracos em encontros internacionais.

Tudo isso, claro, é interpretado como desprestígio e, para evitar trombadas com o Planalto, calar-se tem sido a opção de diplomatas treinados para fazer exatamente o contrário: expressar opiniões, pensar o papel do Brasil no mundo, negociar acordos, marcar espaços.

A indefinição sobre o comando do ministério piora as coisas. O mais provável é Figueiredo continuar ministro e o embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira, assumir a assessoria internacional da Presidência no lugar de Marco Aurélio Garcia. Há 12 anos no Palácio, ele vem contando a amigos que não quer continuar como interlocutor privilegiado de Dilma para assuntos externos, mas, na bolsa de apostas, Marco Aurélio também é cotado como um possível novo ministro das Relações Exteriores.

Ou o vice, Michel Temer. Nestes dois casos, Figueiredo seria deslocado para a Embaixada de Washington, voltando aos EUA, de onde saiu apressado há apenas 14 meses, para substituir o ex-ministro Antonio Patriota.

Com uma crise política — escalada para piorar com a divulgação dos nomes dos congressistas envolvidos com a corrupção da Petrobras — a preocupação com as relações externas vai, de novo, ficar para mais tarde.

É pouco provável que a presidente Dilma remarque a sua muito adiada visita aos Estados Unidos, e a normalização da relação com a superpotência não vai se concretizar logo. “Tudo isso vem levando o Brasil a não participar das grandes discussões internacionais”, diz um diplomata.

Não é por falta de assunto. O mundo se debate com o extremismo islâmico, a onda sem precedentes de imigrantes e refugiados, a devastadora epidemia de ebola na África, o desmantelamento do Oriente Médio, a tensão crescente entre Rússia e potências ocidentais, todas crises que transcendem as fronteiras e exigem a participação da comunidade internacional. “Sabe a posição do Brasil sobre esses temas? Nem eu”, diz um embaixador top.

Em janeiro, vai voltar ao debate um dos assuntos prediletos da política externa brasileira: a reforma da ONU, defendida a cada discurso presidencial na abertura da Assembleia Geral em Nova York. A organização internacional fará 70 anos e ficou combinado que se retomariam as propostas para a reforma do Conselho de Segurança.

Vai esquentar também a campanha para a escolha do novo secretário-geral, e muitos defendem que é hora de uma mulher assumir o cargo mais importante da diplomacia mundial. Quem se habilita? O momento não é bom para o Brasil, a presidente não trabalha com a ideia de que o reconhecimento no cenário internacional poderia ajudála a enfrentar a luta contra as nossas persistentes mazelas tipo corrupção, violência policial, injustiça social.

http://www.defesanet.com.br/geopolitica ... am-de-Nos/




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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#973 Mensagem por FCarvalho » Ter Dez 16, 2014 12:56 pm

04 de Dezembro, 2014 - 22:20 ( Brasília )
Geopolítica

EXCLUSIVO - A NOVA PERSPECTIVA DO ITAMARATY

Para o texto em Inglês acesse:

Exclusive - A new perspective for Brazilian Diplomacy Link

O Editor



Pedro Paulo Rezende
Exclusivo DefesaNet


A reaproximação com os Estados Unidos está nos planos da presidenta Dilma Rousseff e do Itamaraty. Há uma longa associação e uma parceria estratégica natural entre os dois países, estremecida pelos últimos desenvolvimentos da política externa norte-americana em relação ao Brasil. Nos últimos anos, Washington perdeu espaço como parceiro econômico, diante das vantagens oferecidas pela República Popular da China.

O namoro com Washington visa, em um primeiro momento, ampliar as trocas comerciais, que vão bem. Por problemas estruturais, a Argentina vem diminuindo sua participação no MERCOSUL, priorizando o comércio com a China, única potência disposta a ampliar os financiamentos ao país. Isso amplia a necessidade de uma aproximação com os EUA e os países da Iniciativa do Pacífico, mas a vitória da oposição norte-americana pode atrapalhar os planos dos presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff de estabelecerem uma reaproximação entre Brasil e Estados Unidos.

Obama foi um dos primeiros chefes de Estado e de governo a cumprimentar a candidata do PT após sua reeleição. No telefonema, o presidente estadunidense reiterou o convite para que a mandatária brasileira visite Washington. Dilma afirmou que não é possível. Há questões internas sérias para confrontar, como o combate à inflação e as denúncias de corrupção na Petrobras.

Aviões e espiões

Os Estados Unidos são os principais compradores de produtos de alta tecnologia brasileiros, principalmente aviões comerciais da Embraer. O fluxo de comércio bilateral nos últimos cinco anos aumentou 11,3%, passando de US$ 53,1 bilhões para US$ 59,1 bilhões. Os Estados Unidos continuam como o país com maior estoque de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) no Brasil.

Apesar disto, ainda restam arestas a serem aparadas. Persiste o desconforto brasileiro com a decisão do Senado dos Estados Unidos de impedir a aquisição do segundo lote de aviões Embraer EMB-314 Super Tucano para a Força Aérea do Afeganistão e o grau de intrusão da National Security Agency (NSA) no tráfego de internet brasileiro, que continua grande.

Os EUA insistem que a vigilância da NSA não extrapolou os limites da legislação internacional e só examinou correspondência eletrônica relacionada a grupos terroristas e de organizações criminosas que ameaçam a segurança dos Estados Unidos. Segundo os estudos desenvolvidos pelo Brasil, a ação da NSA concentrou-se em ações relacionadas a projetos estratégicos do Governo Brasileiro na área de defesa, de produção de energia e de levantamento de reservas minerais, de maneira a beneficiar empresas norte-americanas em concorrências públicas.

União Europeia e relação Sul-Sul

O Brasil também pretende ampliar o comércio com a União Europeia, seja por meio de um acordo bilateral ou pelo Mercosul. As relações com a Alemanha encontram-se em alta e há grande concerto entre a chanceler Angela Merkel e a presidenta Dilma Rousseff. Isso não significa o abandono da vertente sul-sul, que tanto desagrada os conservadores. Está nos planos do Ministério das Relações Exteriores aprofundar a institucionalização de dois blocos: a União das Nações Sul-americanas (Unasul) e o BRICS. O Itamaraty aposta nesses organismos para a criação de um contraponto à ordem multipolar montada pelo governo dos Estados Unidos, com apoio da União Europeia. Para isso é necessário que a Unasul ganhe musculatura e o BRICS se transforme em uma instituição palpável, com secretaria-geral e burocracia formal. O banco do grupo é um passo importante nesse sentido, mas há muito para ser aprofundado.

Ênfase no BRICS

As autoridades brasileiras também querem ampliar a cooperação bilateral com China, Índia e Rússia. Há um alto nível de contentamento com os resultados obtidos nos últimos encontros de Dilma Rousseff com os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, mesmo assim, há arestas a serem removidas na questão de cessão de tecnologia para novas usinas nucleares para uso civil, principalmente entre Brasil e Rússia.

Uma área que promete forte cooperação é o setor ferroviário. China e Rússia possuem um profundo conhecimento operacional que pode ser transmitido ao Brasil, que se ressente de um sistema centralizado de tráfego de cargas, a exemplo do que já existe no setor elétrico com o Organizador Nacional do Sistema (NOS), que gerencia toda a transmissão de energia do país.

Em troca, o Brasil pode suprir as necessidades de segurança alimentar da Federação Russa e da China. Eventuais superávits a seu favor na balança comercial poderiam ser compensado por meio de importações ou desenvolvimento conjunto de produtos de alta tecnologia de origem russa.

Poderiam ser incluídos nesta hipótese supercomputadores, servidores e roteadores de alta potência para uma rede própria e fechada a ser mantida pelo Governo Federal; o desenvolvimento de produtos na área nuclear para geração de energia e de derivados para uso médico; projetos conjuntos de lançadores e satélites; equipamentos militares que atendam carências das Forças Armadas brasileiras e que possam ser colocados no mercado latino-americano e helicópteros de uso civil e militar.

Há forte entusiasmo das autoridades brasileiras em estabelecer cooperação com a China na área de petróleo e gás e na geração de energia elétrica. Em contraponto, o Brasil pode contribuir com tecnologia de exploração em águas profundas desenvolvida para o Pré-Sal e pesquisa para a viabilização de métodos seguros para a exploração de xisto betuminoso. Os dois países possuem grandes reservas, que atualmente não têm utilização economicamente viável. Os sistemas por craqueamento por injeção de água, desenvolvidos pelos Estados Unidos, apresentam sérios danos ao lençol freático, um dos mais importantes recursos brasileiros — a China, por sua vez, já apresenta alto índice de poluição de seus recursos hídricos e precisa revertê-lo.

Já há conversas entre Pequim e Brasília para o financiamento da exploração de minerais radiativos, como tório e urânio; para o desenvolvimento de reatores de pequeno porte para abastecer cidades de até 1 milhão de habitantes e para a construção de parques eólicos e de geração de energia por força da maré no Nordeste brasileiro.

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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#974 Mensagem por Bolovo » Ter Dez 16, 2014 3:35 pm

mmatuso escreveu:
Sterrius escreveu:eu não aposto em nada em 2018. Lula já terá 74 anos quando for 2018.

Ser presidente não é uma tarefa fácil pra quem tem mais de 70.
Para pessoas normais que deram o sangue a vida toda deve realmente ser difícil.

Agora se o sujeito foi um sindicalista quase a vida inteira... [003]
Porra, sempre achei esse argumento curioso. Pq então todo mundo não vira sindicalista, já que é a vida fácil?




"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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Re: A Instituição que foi outrora a casa do Barão do Rio Bra

#975 Mensagem por mmatuso » Ter Dez 16, 2014 4:39 pm

Bolovo escreveu:
mmatuso escreveu: Para pessoas normais que deram o sangue a vida toda deve realmente ser difícil.

Agora se o sujeito foi um sindicalista quase a vida inteira... [003]
Porra, sempre achei esse argumento curioso. Pq então todo mundo não vira sindicalista, já que é a vida fácil?
Fácil é "viver" de sindicalismo e não se tornar um.

Entre um para ver se vão te aceitar e dar um cargo importante se vc não entrar no esquema.




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