Extradição ou não de Cesare Battisti
Moderador: Conselho de Moderação
Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Se bem entendi... O que importa é sermos iguais à França...
Se não houver campo aberto
lá em cima, quando me for
um galpão acolhedor
de santa fé bem coberto
um pingo pastando perto
só de pensar me comovo
eu juro pelo meu povo,
nem todo o céu me segura
retorno à velha planura
pra ser gaúcho de novo
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- Francoorp
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Errado!!!RobertoRS escreveu:Se bem entendi... O que importa é sermos iguais à França...
O importante é ser tratado igual aos outros... pau que bate em chico, bate em francisco!
Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Pra mim, o que importa é agirmos correto. Se a Itália quer agir diferente, o azar é só dela.Francoorp escreveu:Errado!!!RobertoRS escreveu:Se bem entendi... O que importa é sermos iguais à França...
O importante é ser tratado igual aos outros... pau que bate em chico, bate em francisco!
Deixar que OUTROS países pautem nossas atitudes é um fato lamentável. É coisa de gurizinho criado à base de leite com pêra...
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
RobertoRS escreveu:Pra mim, o que importa é agirmos correto. Se a Itália quer agir diferente, o azar é só dela.Francoorp escreveu: Errado!!!
O importante é ser tratado igual aos outros... pau que bate em chico, bate em francisco!
Deixar que OUTROS países pautem nossas atitudes é um fato lamentável. É coisa de gurizinho criado à base de leite com pêra...
E onde foi que outros paises "Pautaram" as nossas atitudes??? EU num vi isso aqui, alias esta tudo ao contrario disso!!
Falamos nao pra eles e eles como gurizinho a base de leite com pera num gostaram da resposta e começaram a nos tratar diferente do vizinho potente, com ameaças e tudo mais!!
- Ilya Ehrenburg
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Você está provocando a verdade, intencionalmente?RobertoRS escreveu:Bingo!Italo Lobo escreveu:Quando uma decisão é tomada ideologicamente , pouco importando a soberania de todo o povo brasileiro, passando por cima de tratado bilaterall de extradição, depreciando totalmente o Poder Judiciário e a democarcia da Itália, é no mínimo irresponsabilidade pra não dizer outra coisa. Qual o valor que UM assassino tem, pra colocar TODO o Brasil numa situação dessas? Será que o mesmo peso de não interferir nas decisões sobre os presos políticos de Cuba foi o mesmo utilizado nesta decisão?
Mandaram os Cubanos do Pan para a frigideira, sem pestanejar...
Já foi dito aqui, que todos os atletas cubanos que pediram asilo no Pan-americano, o receberam.
Os pugilistas não pediram asilo!
Fica a pergunta: você quer iniciar um debate emocional, por nada?
Não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem.
Ilya Ehrenburg
Uma pena incansável e combatente, contra as hordas imperialistas, sanguinárias e assassinas!
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Este tópico será bloqueado, além de outras sanções previstas no Regulamento do Fórum, caso o nível do debate comece a cair.
É o primeiro e último aviso da Moderação!!!
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Quem garante isso, vc??? Não tiveram tempo pra nada e nem a imprensa estava lá para ouví-los ! Quem teve asilo, teve acesso a imprensa pra dizer que queriam ficar aqui.NO caso dos pugilistas,o Tarso genro colocou a PF a procura dos pugilistas, qdo os acharam botaram um telefone pra eles falarem com os seus familiares em CUBA a mando de FIDEL. O resto todo mundo já sabe, o Chaves manda o jatinho pra levá-los de volta pra CUBA LIBRE!!Ilya Ehrenburg escreveu:Você está provocando a verdade, intencionalmente?RobertoRS escreveu: Bingo!
Mandaram os Cubanos do Pan para a frigideira, sem pestanejar...
Já foi dito aqui, que todos os atletas cubanos que pediram asilo no Pan-americano, o receberam.
Os pugilistas não pediram asilo!
Fica a pergunta: você quer iniciar um debate emocional, por nada?
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
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Ministro italiano: romper acordos não extradita Battisti
05 de janeiro de 2011
O ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, disse que aposta na continuidade dos acordos econômicos entre a Itália e o Brasil, em resposta aos que defendem a ruptura após a decisão de Brasília de não extraditar à Itália o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti, condenado por assassinato. "Romper os acordos não ajuda nem a conseguir a extradição de Battisti tampouco a defender os interesses da Itália e dos italianos", ressaltou Frattini, que explicou que entre ambos os países existe "uma antiga relação que envolve muitas empresas italianas".
Frattini assinalou que a Itália mantém uma posição equilibrada no caso Battisti e se mostrou convencido de que os brasileiros não compartilham a decisão de seu ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar a extradição do ex-ativista, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios durante os anos 70.
Ele explicou que a Itália está respondendo com dois instrumentos jurídicos à sua disposição: o recurso ao Supremo Tribunal Federal, que está sendo preparada, e o Tribunal Internacional de Haia. Frattini, no entanto, lembrou que o acordo econômico assinado entre Lula e Berlusconi dever ser ratificado nas próximas semanas pelo Parlamento italiano e, segundo manifestou, "o clima tanto na maioria quanto na oposição não é o melhor". "Digamos que agora devemos enfrentar a questão legal, depois serão retomados as outras demandas", concluiu.
As declarações de Frattini ocorrem um dia depois de o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, manifestar que o caso Battisti "não mudará" as relações entre Brasília e Roma.
Ministro italiano: romper acordos não extradita Battisti
05 de janeiro de 2011
O ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, disse que aposta na continuidade dos acordos econômicos entre a Itália e o Brasil, em resposta aos que defendem a ruptura após a decisão de Brasília de não extraditar à Itália o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti, condenado por assassinato. "Romper os acordos não ajuda nem a conseguir a extradição de Battisti tampouco a defender os interesses da Itália e dos italianos", ressaltou Frattini, que explicou que entre ambos os países existe "uma antiga relação que envolve muitas empresas italianas".
Frattini assinalou que a Itália mantém uma posição equilibrada no caso Battisti e se mostrou convencido de que os brasileiros não compartilham a decisão de seu ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar a extradição do ex-ativista, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios durante os anos 70.
Ele explicou que a Itália está respondendo com dois instrumentos jurídicos à sua disposição: o recurso ao Supremo Tribunal Federal, que está sendo preparada, e o Tribunal Internacional de Haia. Frattini, no entanto, lembrou que o acordo econômico assinado entre Lula e Berlusconi dever ser ratificado nas próximas semanas pelo Parlamento italiano e, segundo manifestou, "o clima tanto na maioria quanto na oposição não é o melhor". "Digamos que agora devemos enfrentar a questão legal, depois serão retomados as outras demandas", concluiu.
As declarações de Frattini ocorrem um dia depois de o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, manifestar que o caso Battisti "não mudará" as relações entre Brasília e Roma.
"Só os mortos conhecem o fim da guerra" Platão.
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Caso Battisti. O ex-terrorista Cavalina desmonta decisão de Lula e AGU cassa o Supremo.
Walter Fanganiello Maierovitch, jurista e professor.
Ao julgar o pedido de extradição de Cesare Battisti feito pelo estado italiano, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou, por ilegal e abusiva, a decisão do então ministro Tarso Genro, da pasta da Justiça.
Genro havia concedido o status de refugiado político a Battisti, embora condenado por delito de sangue. Na ocasião, Genro contrariou o ministro Celso Amorim, das relações exteriores, que era favorável à extradição. Genro desconsiderou, também, a comissão de Refugiados do Ministério da Justiça, contrária à concessão de refúgio
Battisti foi co-autor de dois homicídios. Foi, também, partícipe de dois outros assassinatos. Battisti, com Cláudio Lavazza e Giuseppe Memeo, comandava as operações voltadas a assassinar os “inimigos do proletariado, –como expresso nas comunicações feitas pela organização eversiva Proletariados Armados para o Comunismo (PAC) aos jornais: os assassinatos eram comunicados para se creditara ao PAC e evitar confusão com as Brigadas Vermelhas, Prima Línea, Poder Operário, etc.
Na ocasião do julgamento, o STF deliberou que competiria ao então presidente Lula a palavra final sobre a extradição, em face da existência de um componente político derivado da relação entre Estados soberanos.
O STF, no entanto, balizou a decisão a ser dada por Lula.
Segundo o STF, a deliberação de Lula não poderia afrontar o Tratado de Cooperação Judiciária entre Brasil e Itália: o Tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional.
Em resumo e para o STF, o então presidente Lula não contava com poder discricionário, ilimitado, absoluta, ou seja, de impor a sua vontade. Seu poder, no caso Battisti, estava vinculado ao estabelecido no tratado bilateral celebrado e aprovado pelo Congresso Nacional.
Ao invés de solicitar um parecer ao Itamaraty (questão de política internacional), Lula recolheu um parecer técnico-jurídico (não político) da Advocacia Geral da União (AGU).
No parecer técnico-jurídico, a AGU retomou a tese de Tarso Genro, –já dada como ilegal e abusiva–, de que Battisti, caso extraditado, poderia ter sua condição pessoal agravada. Trocando em miúdos, a Itália não teria condições de garantir a integridade física de Battisti.
Como se nota, e a clareza é solar, a AGU, cujo parecer jurídico acabou adotado por Lula, cassou a decisão do STF.
O STF, –com o ministro Toffoli ainda impedido de participar do julgamento por ter se manifestado pela AGU quando a dirigia–, deverá (atenção: deverá) apreciar se Lula descumpriu o acórdão, ou seja, se a sua decisão afronta o tratado bilateral de cooperação.
O certo é que Lula, com a sua decisão, ignorou, rasgou o Tratado.
Mais ainda. Lula, como chefe de estado que era, ofendeu a Itália ao sustentar não ter aquele país condições de garantir a integridade física e psicológica de Battisti.
Não bastasse, Lula cassou todas as decisões condenatórias da Justiça italiana, ofendendo a soberania daquele Estado.
–2. A imprensa européia destaca a entrevista dada por Arrigo Cavallina. Ele foi co-fundador do Proletários Armados para o Comunismo (PAC). Ainda mais: Cavallina era o ideólogo do PAC e, com Piero Mutti, convenceu Battisti a entrar para a organização terrorista.
Esse ex-terrorista Cavallina confessou os crimes e cumpriu, por homicídio, 12 anos de pena em regime fechado. Ele foi beneficiado com redução de pena ao se declarar dessassociado do PAC e de ter renunciado à luta armada: a dessassociação não implica em delação.
Cavallina nunca delatou Battisti. Na entrevista, fala que o grande erro de Battisti foi não ter admitido os crimes que efetivamente cometeu: “Já estaria em liberdade”. O que atrapalhou Battisti, segundo Cavallini, foi a “anima nera” da escritora Fred Vargas. Ele passou a se dizer inocente e perseguido ao invés de responder pelos seus atos.
Cavalllina cumpriu 12 anos de prisão fechada e , em regime liberdade, presta serviços à comunidade: dá aulas em escolas públicas sobre legalidade e democracia.
Em reposta à pergunta formulada por jornalista do Corriere della Sera, Cavallina disse que na Itália nunca houve “vendetta” com relação a presos de organizações terroristas dos anos 70.
Ninguém foi agredido ou sofreu atentados. Essa sua afirmação vale para o terrorista “rosso” (vermelho, de esquerda marxista), para o nero (da ultradireita, fascista), e para o anarquista.
O povo italiano, como destacou Cavallina, aceita a decisão da Justiça. Isso é ignorado por Genro, Lula e pelo ministro responsável pela AGU (forte candidato ao STF na vaga deixada por Eros Grau).
Walter Fanganiello Maierovitch, jurista e professor.
Ao julgar o pedido de extradição de Cesare Battisti feito pelo estado italiano, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou, por ilegal e abusiva, a decisão do então ministro Tarso Genro, da pasta da Justiça.
Genro havia concedido o status de refugiado político a Battisti, embora condenado por delito de sangue. Na ocasião, Genro contrariou o ministro Celso Amorim, das relações exteriores, que era favorável à extradição. Genro desconsiderou, também, a comissão de Refugiados do Ministério da Justiça, contrária à concessão de refúgio
Battisti foi co-autor de dois homicídios. Foi, também, partícipe de dois outros assassinatos. Battisti, com Cláudio Lavazza e Giuseppe Memeo, comandava as operações voltadas a assassinar os “inimigos do proletariado, –como expresso nas comunicações feitas pela organização eversiva Proletariados Armados para o Comunismo (PAC) aos jornais: os assassinatos eram comunicados para se creditara ao PAC e evitar confusão com as Brigadas Vermelhas, Prima Línea, Poder Operário, etc.
Na ocasião do julgamento, o STF deliberou que competiria ao então presidente Lula a palavra final sobre a extradição, em face da existência de um componente político derivado da relação entre Estados soberanos.
O STF, no entanto, balizou a decisão a ser dada por Lula.
Segundo o STF, a deliberação de Lula não poderia afrontar o Tratado de Cooperação Judiciária entre Brasil e Itália: o Tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional.
Em resumo e para o STF, o então presidente Lula não contava com poder discricionário, ilimitado, absoluta, ou seja, de impor a sua vontade. Seu poder, no caso Battisti, estava vinculado ao estabelecido no tratado bilateral celebrado e aprovado pelo Congresso Nacional.
Ao invés de solicitar um parecer ao Itamaraty (questão de política internacional), Lula recolheu um parecer técnico-jurídico (não político) da Advocacia Geral da União (AGU).
No parecer técnico-jurídico, a AGU retomou a tese de Tarso Genro, –já dada como ilegal e abusiva–, de que Battisti, caso extraditado, poderia ter sua condição pessoal agravada. Trocando em miúdos, a Itália não teria condições de garantir a integridade física de Battisti.
Como se nota, e a clareza é solar, a AGU, cujo parecer jurídico acabou adotado por Lula, cassou a decisão do STF.
O STF, –com o ministro Toffoli ainda impedido de participar do julgamento por ter se manifestado pela AGU quando a dirigia–, deverá (atenção: deverá) apreciar se Lula descumpriu o acórdão, ou seja, se a sua decisão afronta o tratado bilateral de cooperação.
O certo é que Lula, com a sua decisão, ignorou, rasgou o Tratado.
Mais ainda. Lula, como chefe de estado que era, ofendeu a Itália ao sustentar não ter aquele país condições de garantir a integridade física e psicológica de Battisti.
Não bastasse, Lula cassou todas as decisões condenatórias da Justiça italiana, ofendendo a soberania daquele Estado.
–2. A imprensa européia destaca a entrevista dada por Arrigo Cavallina. Ele foi co-fundador do Proletários Armados para o Comunismo (PAC). Ainda mais: Cavallina era o ideólogo do PAC e, com Piero Mutti, convenceu Battisti a entrar para a organização terrorista.
Esse ex-terrorista Cavallina confessou os crimes e cumpriu, por homicídio, 12 anos de pena em regime fechado. Ele foi beneficiado com redução de pena ao se declarar dessassociado do PAC e de ter renunciado à luta armada: a dessassociação não implica em delação.
Cavallina nunca delatou Battisti. Na entrevista, fala que o grande erro de Battisti foi não ter admitido os crimes que efetivamente cometeu: “Já estaria em liberdade”. O que atrapalhou Battisti, segundo Cavallini, foi a “anima nera” da escritora Fred Vargas. Ele passou a se dizer inocente e perseguido ao invés de responder pelos seus atos.
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Temos precedentes: nos oitenta o governo MILITAR negou a extradição do LADRÃO COMPROVADO Ronald Biggs à Inglaterra. Não havia o menor risco dele ser perseguido lá. Mas o GF negou a extradição alegando que não havia tratado e que ele teria emprenhado uma prostituta aqui e fim. Ficamos com o vago e se dane a Justiça. De algum modo ele foi sequestrado (há quem diga 'sequestrado', ou seja, forjou seu próprio sequestro para gerar notoriedade), foi parar nas Antilhas e quase tivemos uma guerra civil por causa daquele vago, todo mundo indignado com os 'sacanas dos Ingleses'. No fim, após instâncias diplomáticas do mais alto grau (só imagino...
) voltou ao Brasil, sendo aclamado como HERÓI! Passou mais um tempo, ele ficou de saco cheio (e bolsos vazios, incidentalmente) e foi pra Inglaterra se entregar (a passagem foi paga pelo jornal The Sun, que nem $$$ para isso ele tinha mais). Puxou uma cana legal, só sendo posto em liberdade no ano passado porque estava virado num chapéu véio de tão debilitado. Vive hoje o que lhe resta de vida em um asilo Britânico. Sim, não foi ano passado que nos tornamos refúgio de todo tipo de CRIMINOSOS...
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“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”
P. Sullivan (Margin Call, 2011)
P. Sullivan (Margin Call, 2011)
Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Tinha que ser mais uma cria de FHC, esse Juiz é uma piada, sempre foi, além de tudo não conhece a nossa Constituição. Ela é bem clara o Presidente tem sim poder DISCRICIONÁRIO para firmar Tratados e Renunciá-los, bem como manter ou romper relações diplomáticas e dar Asilo Político e o STF não apita nada nesses assuntos.Clermont escreveu:Caso Battisti. O ex-terrorista Cavalina desmonta decisão de Lula e AGU cassa o Supremo.
Walter Fanganiello Maierovitch, jurista e professor.
Ao julgar o pedido de extradição de Cesare Battisti feito pelo estado italiano, o Supremo Tribunal Federal (STF) cassou, por ilegal e abusiva, a decisão do então ministro Tarso Genro, da pasta da Justiça.
Genro havia concedido o status de refugiado político a Battisti, embora condenado por delito de sangue. Na ocasião, Genro contrariou o ministro Celso Amorim, das relações exteriores, que era favorável à extradição. Genro desconsiderou, também, a comissão de Refugiados do Ministério da Justiça, contrária à concessão de refúgio
Battisti foi co-autor de dois homicídios. Foi, também, partícipe de dois outros assassinatos. Battisti, com Cláudio Lavazza e Giuseppe Memeo, comandava as operações voltadas a assassinar os “inimigos do proletariado, –como expresso nas comunicações feitas pela organização eversiva Proletariados Armados para o Comunismo (PAC) aos jornais: os assassinatos eram comunicados para se creditara ao PAC e evitar confusão com as Brigadas Vermelhas, Prima Línea, Poder Operário, etc.
Na ocasião do julgamento, o STF deliberou que competiria ao então presidente Lula a palavra final sobre a extradição, em face da existência de um componente político derivado da relação entre Estados soberanos.
O STF, no entanto, balizou a decisão a ser dada por Lula.
Segundo o STF, a deliberação de Lula não poderia afrontar o Tratado de Cooperação Judiciária entre Brasil e Itália: o Tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional.
Em resumo e para o STF, o então presidente Lula não contava com poder discricionário, ilimitado, absoluta, ou seja, de impor a sua vontade. Seu poder, no caso Battisti, estava vinculado ao estabelecido no tratado bilateral celebrado e aprovado pelo Congresso Nacional.
Ao invés de solicitar um parecer ao Itamaraty (questão de política internacional), Lula recolheu um parecer técnico-jurídico (não político) da Advocacia Geral da União (AGU).
No parecer técnico-jurídico, a AGU retomou a tese de Tarso Genro, –já dada como ilegal e abusiva–, de que Battisti, caso extraditado, poderia ter sua condição pessoal agravada. Trocando em miúdos, a Itália não teria condições de garantir a integridade física de Battisti.
Como se nota, e a clareza é solar, a AGU, cujo parecer jurídico acabou adotado por Lula, cassou a decisão do STF.
O STF, –com o ministro Toffoli ainda impedido de participar do julgamento por ter se manifestado pela AGU quando a dirigia–, deverá (atenção: deverá) apreciar se Lula descumpriu o acórdão, ou seja, se a sua decisão afronta o tratado bilateral de cooperação.
O certo é que Lula, com a sua decisão, ignorou, rasgou o Tratado.
Mais ainda. Lula, como chefe de estado que era, ofendeu a Itália ao sustentar não ter aquele país condições de garantir a integridade física e psicológica de Battisti.
Não bastasse, Lula cassou todas as decisões condenatórias da Justiça italiana, ofendendo a soberania daquele Estado.
–2. A imprensa européia destaca a entrevista dada por Arrigo Cavallina. Ele foi co-fundador do Proletários Armados para o Comunismo (PAC). Ainda mais: Cavallina era o ideólogo do PAC e, com Piero Mutti, convenceu Battisti a entrar para a organização terrorista.
Esse ex-terrorista Cavallina confessou os crimes e cumpriu, por homicídio, 12 anos de pena em regime fechado. Ele foi beneficiado com redução de pena ao se declarar dessassociado do PAC e de ter renunciado à luta armada: a dessassociação não implica em delação.
Cavallina nunca delatou Battisti. Na entrevista, fala que o grande erro de Battisti foi não ter admitido os crimes que efetivamente cometeu: “Já estaria em liberdade”. O que atrapalhou Battisti, segundo Cavallini, foi a “anima nera” da escritora Fred Vargas. Ele passou a se dizer inocente e perseguido ao invés de responder pelos seus atos.
Cavalllina cumpriu 12 anos de prisão fechada e , em regime liberdade, presta serviços à comunidade: dá aulas em escolas públicas sobre legalidade e democracia.
Em reposta à pergunta formulada por jornalista do Corriere della Sera, Cavallina disse que na Itália nunca houve “vendetta” com relação a presos de organizações terroristas dos anos 70.
Ninguém foi agredido ou sofreu atentados. Essa sua afirmação vale para o terrorista “rosso” (vermelho, de esquerda marxista), para o nero (da ultradireita, fascista), e para o anarquista.
O povo italiano, como destacou Cavallina, aceita a decisão da Justiça. Isso é ignorado por Genro, Lula e pelo ministro responsável pela AGU (forte candidato ao STF na vaga deixada por Eros Grau).
Pior que esse juiz é a nossa mídia, parece que estamos da Itália, e que o dono do Globo é o Berlusconi. Por sinal, se entende o apoio que esses fascistas hipócritas dão uns aos outros, todos eles fedem.
[]´s
Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Sim, a atitude dos Italianos é previsível, porém, o que me deixa pasmo é o comportamento de nossa mídia vendida, quinta coluna e panfletária, esses caras não tem limite, nem vergonha na cara.Túlio escreveu:Francoorp, se fosses o Berlusconi e tivesses que optar entre pressionar publicamente um País lá nos cafundós da AS ou deixar o teu Povo saber que a Itália está entre os próximos a irem para a UTI financeira, o que farias? Qual tua opção? Que Eleitores te interessariam mais, os do Brasil ou os da Itália?
Para mim ele, como bom BUFÃO, está fazendo as graças, macaquices e piruetas dele. Que se divirtam os que assistem, o circo é NA ITÁLIA, não AQUI!![]()
[]´s
- Italo Lobo
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Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
O cara tem 36 condenações num país onde o regime é democrático e a justiça funciona melhor do que a nossa.
Nenhuma pessoa com bom senso iria querer um lixo destes por perto. Pega ele e leva pra casa...
Nenhuma pessoa com bom senso iria querer um lixo destes por perto. Pega ele e leva pra casa...
Re: Extradição ou não de Cesare Battisti
Só esse número já aponta para um absurdo, ele foi culpado de tudo, e condenado a prisão perpétua, já seus líderes pegaram 08 anos de prisão, sua namorada somente 03 anos. Vou repetir o que falei antes, a justiça italiana e a democracia deles são péssimo exemplo, não tenho qualquer inveja do que é a Itália no passado e hoje, Berlusconi é grotesco, e se a Itália fosse um país sério ele já teria sido destituído, processado e preso.Italo Lobo escreveu:O cara tem 36 condenações num país onde o regime é democrático e a justiça funciona melhor do que a nossa.
Nenhuma pessoa com bom senso iria querer um lixo destes por perto. Pega ele e leva pra casa...
[]´s