Eu ouvi falar que o problema nesse caso, foi um contrato mal-redigido, que deu brecha, e empresa capitalista...PQD escreveu:num é desanimar não mas espero que a Atech não apronte com o EB o quanto aprontou para o Censipam e PF.
SisFron
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Re: SisFron
http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
Cuidado com os sintomas.
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Re: SisFron
varj escreveu:Parabéns pela colocação.Loki escreveu:Impedir imigrantes ilegais eu acho difícil, amigo Delta, os paraguaios, argentinos, uruguaios, chilenos, colombianos e quetales (by Túlio), não precisam nem de passaporte para aqui adentrar, basta o documento de identificação, seja ele qual for, expedido na última década no país de origem.
Eles não precisam passar sorrateiramente pela fronteira, eles podem vir de ônibus, a pé, de carro, cavalo, etc...
Sem falar que isso só dificulta, mas não impede.
O que funciona é dar chances de desenvolvimento para os vizinhos e diminuir essa distância enconômica.
Tipo EUA x Canadá, porque o modelo EUA x México já está provado que é caro e não funciona.
Minha opinião, claro!
Forte Abraço
Muito Obrigado

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Re: SisFron
na verdade foi a empresa em si e os cumpanheiros...glauberprestes escreveu:Eu ouvi falar que o problema nesse caso, foi um contrato mal-redigido, que deu brecha, e empresa capitalista...PQD escreveu:num é desanimar não mas espero que a Atech não apronte com o EB o quanto aprontou para o Censipam e PF.
Cabeça dos outros é terra que ninguem anda... terras ermas...
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Re: SisFron
Exclusivo: Projeto de monitoramento de fronteiras começa a avançar
Escrito por André M. Mileski
Contrato do Exército com a Atech é o passo inicial
No último dia 24, com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Comando do Exército assinou um contrato com a Atech Negócios em Tecnologias S.A., para o desenvolvimento do projeto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), que tem por objetivo garantir a soberania nacional nos 16.886 quilômetros da fronteira terrestre brasileira. Dentro da estrutura do Exército Brasileiro, o SISFRON está a cargo do Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica (CComGEx), ligado ao Departamento de Ciência e Tecnologia.
A cerimônia de assinatura ocorreu no Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica, em Brasília (DF), durante o Seminário de Defesa Cibernética. Em nota divulgada à imprensa, Jobim destacou a importância do SISFRON, referindo-se a ele como um programa da nação, não simplesmente setorial ou militar e que deverá gerar informações por meio de sensores em faixa de fronteira, dados estes que serão retransmitidos aos centros de comando.
O contrato assinado com a Atech Negócios em Tecnologias, empresas criada no final de 2009 a partir de cisão da Fundação Atech, envolve a elaboração do projeto básico do SISFRON, a um custo de R$ 17.200.079,00. O negócio foi fechado com dispensa de licitação, nos termos da lei, tendo em vista envolver "alta complexidade tecnológica e Defesa Nacional". O processo de contratação, aliás, avançou com certa celeridade, uma vez que o edital para empresas interessadas em apresentar propostas foi publicado no Diário Oficial da União no dia 17 de maio.
O grupo Atech acumula extensa experiência em matéria de integração de sistemas e redes, atuando nas mais variadas áreas, como Defesa, Tráfego Aéreo, Espacial, Segurança Píublica, Meio Ambiente, Energia, entre outros. No Brasil, a Atech foi a integradora do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), onde acumulou experiência na integração de hardwares e softwares de várias origens.
Durante a tradicional feira Eurosatory, que aconteceu em Paris, na França, este mês, o SISFRON foi assunto bastante comentado nos bastidores. A expectativa é que grandes empresas estrangeiras, em parceria com indústrias e grupos empresariais nacionais disputem negócios associados à fase posterior, para sua implementação, com fornecimento de sensores, redes, sistemas de comunicações, entre outros.
Nos bastidores, fala-se categoricamente que a criação de uma joint-venture entre a EADS D&S e o grupo brasileiro Odebrecht, anunciada em maio deste ano (veja aqui), teria como "alvo" principal o SISFRON. Inclusive, Louis Gallois, presidente mundial da EADS afirmou durante a ILA Berlin Air Show, na Alemanha, que a parceria com a Odebrecht envolvia sistemas para monitoramento de fronteiras (border surveillance).
Tecnologia & Defesa está acompanhando esse importante processo e, em breve, trará aos seus leitores mais informações exclusivas.
Escrito por André M. Mileski
Contrato do Exército com a Atech é o passo inicial
No último dia 24, com a presença do ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Comando do Exército assinou um contrato com a Atech Negócios em Tecnologias S.A., para o desenvolvimento do projeto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), que tem por objetivo garantir a soberania nacional nos 16.886 quilômetros da fronteira terrestre brasileira. Dentro da estrutura do Exército Brasileiro, o SISFRON está a cargo do Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica (CComGEx), ligado ao Departamento de Ciência e Tecnologia.
A cerimônia de assinatura ocorreu no Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica, em Brasília (DF), durante o Seminário de Defesa Cibernética. Em nota divulgada à imprensa, Jobim destacou a importância do SISFRON, referindo-se a ele como um programa da nação, não simplesmente setorial ou militar e que deverá gerar informações por meio de sensores em faixa de fronteira, dados estes que serão retransmitidos aos centros de comando.
O contrato assinado com a Atech Negócios em Tecnologias, empresas criada no final de 2009 a partir de cisão da Fundação Atech, envolve a elaboração do projeto básico do SISFRON, a um custo de R$ 17.200.079,00. O negócio foi fechado com dispensa de licitação, nos termos da lei, tendo em vista envolver "alta complexidade tecnológica e Defesa Nacional". O processo de contratação, aliás, avançou com certa celeridade, uma vez que o edital para empresas interessadas em apresentar propostas foi publicado no Diário Oficial da União no dia 17 de maio.
O grupo Atech acumula extensa experiência em matéria de integração de sistemas e redes, atuando nas mais variadas áreas, como Defesa, Tráfego Aéreo, Espacial, Segurança Píublica, Meio Ambiente, Energia, entre outros. No Brasil, a Atech foi a integradora do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), onde acumulou experiência na integração de hardwares e softwares de várias origens.
Durante a tradicional feira Eurosatory, que aconteceu em Paris, na França, este mês, o SISFRON foi assunto bastante comentado nos bastidores. A expectativa é que grandes empresas estrangeiras, em parceria com indústrias e grupos empresariais nacionais disputem negócios associados à fase posterior, para sua implementação, com fornecimento de sensores, redes, sistemas de comunicações, entre outros.
Nos bastidores, fala-se categoricamente que a criação de uma joint-venture entre a EADS D&S e o grupo brasileiro Odebrecht, anunciada em maio deste ano (veja aqui), teria como "alvo" principal o SISFRON. Inclusive, Louis Gallois, presidente mundial da EADS afirmou durante a ILA Berlin Air Show, na Alemanha, que a parceria com a Odebrecht envolvia sistemas para monitoramento de fronteiras (border surveillance).
Tecnologia & Defesa está acompanhando esse importante processo e, em breve, trará aos seus leitores mais informações exclusivas.
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Barão do Rio Branco
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Re: SisFron
O Thelmo já postou nas "Notícias", mas eu lembrei deste tópico.
========================================
Exército terá investimento bilionário nas fronteiras
Ao custo de R$ 10 bilhões, força negocia moderno sistema de monitoramento
Governo espera obter financiamento externo para pacote em três etapas que deve ficar pronto apenas
em 2019
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
Na Marinha, o submarino de propulsão nuclear. Na Aeronáutica, o projeto de uma nova frota de caças.
Agora, vem a "contrapartida" do exército no processo de modernização das Forças Armadas: o Sisfron (Sistema
Integrado de Monitoramento de Fronteiras), orçado em US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões).
O Sisfron deve ser implantado em três etapas até estar concluído, em 2019, com custo de manutenção
anual estimado em até 10% do total do investimento. A expectativa do governo é obter os recursos com
financiamento externo de longo prazo.
O projeto original inclui radar de imagem, radares de comunicação de diferentes graus de sofisticação,
vants (veículos aéreos não tripulados) e blindados para abranger a fronteira terrestre, com o foco na Amazônia.
A base operacional do projeto serão os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), que passarão
gradualmente dos atuais 21 para 49. O custo médio de cada pelotão é de R$ 35 milhões, incluindo pista de
pouso (que tem orçamento independente do Sisfron).
Na avaliação do governo, a porosidade das fronteiras (onde o exército tem poder de polícia desde 1999)
é o problema número um de segurança do país. Com o monitoramento do espaço aéreo na região, iniciado com
o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), o contrabando e o tráfico de armas migraram para as vias
terrestres e fluviais e é por aí que chegam aos grandes centros, como as favelas do Rio de Janeiro.
CONCORRÊNCIA
No dia 17 de dezembro, Embraer e oito empresas internacionais da área de defesa enviaram
representantes a Brasília para receberem informações sobre instalação, objetivos e equipamentos necessários
para o projeto.
Foram elas as alemãs Rheinmetall e Rohde&Schwarz, as norte-americanas Harris e Rockwell Collins, a
francesa Thales, a israelense Elbit Tadiran e a italiana Selex, além do consórcio europeu Cassidian (do grupo
EADS). A espanhola Indra e a sueca Saab também receberam dados posteriormente.
Conforme a proposta apresentada, à qual a Folha teve acesso, há duas exigências. A primeira é o
"domínio nacional sobre a tecnologia" desde a implantação.
A segunda é "a inclusão de mecanismos de compensação comercial, dando prioridade para mecanismos
de transferência de tecnologia para a base industrial brasileira de defesa".
Por uma questão operacional, as fronteiras foram divididas em 14 zonas de monitoramento. A expectativa
é que as empresas formem consórcios, já que nenhuma delas, sozinha, tem condições de fornecer os
equipamentos para todas as zonas.
As propostas, que devem ser apresentadas até 31 de janeiro, serão analisadas pelo Centro de
Comunicações e Guerra Eletrônica do exército (Ccomgex) e pela Atech, empresa especializada no
desenvolvimento de programas de software, que fez o estudo inicial de viabilidade.
O próprio Ccomgex já desenvolveu e começou a produzir dois tipos de blindados que servirão de apoio a
todo o sistema: um de comunicação e outro de rastreamento, ambos operados com computadores e com custo
estimado em R$ 7 milhões a unidade -o correspondente estrangeiro custa o dobro.
O novo sistema será monitorado pelo Ccomgex, instalado em Sobradinho (DF) e subordinado ao
Departamento de Ciência e Tecnologia do exército, chefiado pelo ex-comandante militar da Amazônia Augusto
Heleno.
O projeto prevê que o Sisfron será interligado a outros sistemas já consolidados, como o CenSipam
(Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), que acaba de migrar da Casa Civil para a
pasta da Defesa.
Também será interligado, por exemplo, ao Sistema de Acompanhamento de Alvos Aéreos Baseado em
Emissão de Radiofrequência. Haverá ainda conexão com objetivos civis, como monitoramento meteorológico e
de preservação do meio ambiente.
========================================
Exército terá investimento bilionário nas fronteiras
Ao custo de R$ 10 bilhões, força negocia moderno sistema de monitoramento
Governo espera obter financiamento externo para pacote em três etapas que deve ficar pronto apenas
em 2019
ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA
Na Marinha, o submarino de propulsão nuclear. Na Aeronáutica, o projeto de uma nova frota de caças.
Agora, vem a "contrapartida" do exército no processo de modernização das Forças Armadas: o Sisfron (Sistema
Integrado de Monitoramento de Fronteiras), orçado em US$ 6 bilhões (R$ 10 bilhões).
O Sisfron deve ser implantado em três etapas até estar concluído, em 2019, com custo de manutenção
anual estimado em até 10% do total do investimento. A expectativa do governo é obter os recursos com
financiamento externo de longo prazo.
O projeto original inclui radar de imagem, radares de comunicação de diferentes graus de sofisticação,
vants (veículos aéreos não tripulados) e blindados para abranger a fronteira terrestre, com o foco na Amazônia.
A base operacional do projeto serão os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF), que passarão
gradualmente dos atuais 21 para 49. O custo médio de cada pelotão é de R$ 35 milhões, incluindo pista de
pouso (que tem orçamento independente do Sisfron).
Na avaliação do governo, a porosidade das fronteiras (onde o exército tem poder de polícia desde 1999)
é o problema número um de segurança do país. Com o monitoramento do espaço aéreo na região, iniciado com
o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), o contrabando e o tráfico de armas migraram para as vias
terrestres e fluviais e é por aí que chegam aos grandes centros, como as favelas do Rio de Janeiro.
CONCORRÊNCIA
No dia 17 de dezembro, Embraer e oito empresas internacionais da área de defesa enviaram
representantes a Brasília para receberem informações sobre instalação, objetivos e equipamentos necessários
para o projeto.
Foram elas as alemãs Rheinmetall e Rohde&Schwarz, as norte-americanas Harris e Rockwell Collins, a
francesa Thales, a israelense Elbit Tadiran e a italiana Selex, além do consórcio europeu Cassidian (do grupo
EADS). A espanhola Indra e a sueca Saab também receberam dados posteriormente.
Conforme a proposta apresentada, à qual a Folha teve acesso, há duas exigências. A primeira é o
"domínio nacional sobre a tecnologia" desde a implantação.
A segunda é "a inclusão de mecanismos de compensação comercial, dando prioridade para mecanismos
de transferência de tecnologia para a base industrial brasileira de defesa".
Por uma questão operacional, as fronteiras foram divididas em 14 zonas de monitoramento. A expectativa
é que as empresas formem consórcios, já que nenhuma delas, sozinha, tem condições de fornecer os
equipamentos para todas as zonas.
As propostas, que devem ser apresentadas até 31 de janeiro, serão analisadas pelo Centro de
Comunicações e Guerra Eletrônica do exército (Ccomgex) e pela Atech, empresa especializada no
desenvolvimento de programas de software, que fez o estudo inicial de viabilidade.
O próprio Ccomgex já desenvolveu e começou a produzir dois tipos de blindados que servirão de apoio a
todo o sistema: um de comunicação e outro de rastreamento, ambos operados com computadores e com custo
estimado em R$ 7 milhões a unidade -o correspondente estrangeiro custa o dobro.
O novo sistema será monitorado pelo Ccomgex, instalado em Sobradinho (DF) e subordinado ao
Departamento de Ciência e Tecnologia do exército, chefiado pelo ex-comandante militar da Amazônia Augusto
Heleno.
O projeto prevê que o Sisfron será interligado a outros sistemas já consolidados, como o CenSipam
(Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), que acaba de migrar da Casa Civil para a
pasta da Defesa.
Também será interligado, por exemplo, ao Sistema de Acompanhamento de Alvos Aéreos Baseado em
Emissão de Radiofrequência. Haverá ainda conexão com objetivos civis, como monitoramento meteorológico e
de preservação do meio ambiente.
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Re: SisFron
Limites do país têm tráfico, prostituição e contrabando
LUCAS FERRAZ
DE BRASÍLIA
Na faixa de fronteira entre os dez países vizinhos ao Brasil há todo tipo de problema: de tráfico de drogas
e armas a contrabando e prostituição.
A região mais problemática é o limite com o Paraguai, ponto mais densamente povoado dos mais de 16
mil quilômetros da fronteira terrestre do Brasil. Considerada uma das mais sensíveis pelas autoridades
brasileiras, é uma espécie de microcosmo de toda a fronteira e será contemplada no Sisfron.
Segundo a Polícia Federal, é a porta de entrada de drogas, armas, cigarros e produtos eletrônicos
contrabandeados, além de ponto de fuga de criminosos e ingresso de imigrantes clandestinos.
O Paraguai também é o destino de grande parte dos carros roubados no Brasil.
A Bolívia, um dos três maiores produtores de cocaína do mundo, tem uma faixa de fronteira sensível. O
mesmo vale para a Colômbia.
Dessas regiões saem embarcações que usam os rios brasileiros para transportar cocaína ou sua pastabase.
GARIMPO
Na região Norte do país, na faixa de fronteira que vai da Venezuela até a Guiana Francesa, entre os
problemas estão o garimpo e a prostituição. Já no Sul, entre Argentina e Uruguai, ainda há incidentes como
roubo de gado.
LUCAS FERRAZ
DE BRASÍLIA
Na faixa de fronteira entre os dez países vizinhos ao Brasil há todo tipo de problema: de tráfico de drogas
e armas a contrabando e prostituição.
A região mais problemática é o limite com o Paraguai, ponto mais densamente povoado dos mais de 16
mil quilômetros da fronteira terrestre do Brasil. Considerada uma das mais sensíveis pelas autoridades
brasileiras, é uma espécie de microcosmo de toda a fronteira e será contemplada no Sisfron.
Segundo a Polícia Federal, é a porta de entrada de drogas, armas, cigarros e produtos eletrônicos
contrabandeados, além de ponto de fuga de criminosos e ingresso de imigrantes clandestinos.
O Paraguai também é o destino de grande parte dos carros roubados no Brasil.
A Bolívia, um dos três maiores produtores de cocaína do mundo, tem uma faixa de fronteira sensível. O
mesmo vale para a Colômbia.
Dessas regiões saem embarcações que usam os rios brasileiros para transportar cocaína ou sua pastabase.
GARIMPO
Na região Norte do país, na faixa de fronteira que vai da Venezuela até a Guiana Francesa, entre os
problemas estão o garimpo e a prostituição. Já no Sul, entre Argentina e Uruguai, ainda há incidentes como
roubo de gado.
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Re: SisFron
"A expectativa do governo é obter os recursos com
financiamento externo de longo prazo."
Alguem me explique por que um pais com mais de 200 bilhões em reservas precisa de financiamento externo, e consequente pressão externa, para financiar um projeto deste tipo.
financiamento externo de longo prazo."
Alguem me explique por que um pais com mais de 200 bilhões em reservas precisa de financiamento externo, e consequente pressão externa, para financiar um projeto deste tipo.
Re: SisFron
Por que e masi facil justificar para a opinião pública que o dinheiro gasto em defesa e não em bolsa familia será pago a longo praso e tamebm dificulta futuros contigenciamentos pelo gover no pois este estará preso pelas multas contratuais no caso de inadiplência e atraso.
Foi essa a forma que os militares acharam para furar o olho do planejamento que sempre corta na defesa mais que com esse artificio não tem prá onde correr.
Veja os demais programas dessa area sã otodos com financiamento externo. E por isso que alguns demoram a ser aprovados.
Foi essa a forma que os militares acharam para furar o olho do planejamento que sempre corta na defesa mais que com esse artificio não tem prá onde correr.
Veja os demais programas dessa area sã otodos com financiamento externo. E por isso que alguns demoram a ser aprovados.
-
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Re: SisFron
Bem que o governo poderia gastar com esses tipos de projetos em algo pra criar alguma tecnologia nacional que sirva posteriormente para uso no mundo inteiro com muita aplicação civil muito lucrativa.... comparação simples : INTERNET.
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Re: SisFron
PQP
Brasília
Eliane Cantanhêde:
De utilidade pública
BRASÍLIA - Durante anos, depois da ditadura militar, cidadãos e organizações civis perguntavam por que
raios o Brasil, país tão pacífico, tinha de gastar fortunas com exército, Marinha e Aeronáutica.
Com sua formidável fronteira a oeste e um litoral infindável a leste, o país tradicionalmente mantém
relações amigáveis com os vizinhos, desde o Uruguai até as Guianas.
Hoje mesmo, ninguém leva a sério as bravatas de Chávez, as Farc são uma fera desdentada, não se
detectam ameaças num horizonte de léguas ou de décadas à frente.
Fofocas e muxoxos limitavam-se à Argentina, só para os oficiais se distraírem com aulas de estratégia e
guerras imaginárias e para os civis arrancarem os cabelos durante jogos de futebol. Na prática, argentinos e
brasileiros têm uma relação cada vez mais cordial.
Somando isso à obscena distribuição de renda brasileira, houve apaixonada discussão: já que não havia
guerras reais, que tal ocupar o exército com a guerra social?
Assim foi feito, com oficiais e soldados envolvendo-se crescentemente em construção de estradas,
escolas e hospitais, enquanto lanchas da Marinha e helicópteros da Aeronáutica mergulharam na selva para
socorrer feridos, resgatar perdidos, participar de operações de vacinação e coisas do gênero.
De forma lenta, gradual e segura (como a distensão política), as Forças Armadas também foram
adquirindo papel de polícia, primeiro nas fronteiras, agora nos conflitos urbanos, com uma longa preparação
jurídica e cuidadoso treinamento.
O Sisfron, novo sistema de monitoramento das fronteiras terrestres, é resultado de tudo isso. Trata-se de
um projeto militar, mas interligado a sistemas policiais, da agricultura, meteorológicos, de proteção aos índios e
vai por aí afora.
Assim, as Forças Armadas concluem um ciclo: cuidam da defesa nacional e também da segurança
interna. E o cidadão, sem temer nenhum golpe, sabe por que gastar dinheiro com elas.



Brasília
Eliane Cantanhêde:
De utilidade pública
BRASÍLIA - Durante anos, depois da ditadura militar, cidadãos e organizações civis perguntavam por que
raios o Brasil, país tão pacífico, tinha de gastar fortunas com exército, Marinha e Aeronáutica.
Com sua formidável fronteira a oeste e um litoral infindável a leste, o país tradicionalmente mantém
relações amigáveis com os vizinhos, desde o Uruguai até as Guianas.
Hoje mesmo, ninguém leva a sério as bravatas de Chávez, as Farc são uma fera desdentada, não se
detectam ameaças num horizonte de léguas ou de décadas à frente.
Fofocas e muxoxos limitavam-se à Argentina, só para os oficiais se distraírem com aulas de estratégia e
guerras imaginárias e para os civis arrancarem os cabelos durante jogos de futebol. Na prática, argentinos e
brasileiros têm uma relação cada vez mais cordial.
Somando isso à obscena distribuição de renda brasileira, houve apaixonada discussão: já que não havia
guerras reais, que tal ocupar o exército com a guerra social?
Assim foi feito, com oficiais e soldados envolvendo-se crescentemente em construção de estradas,
escolas e hospitais, enquanto lanchas da Marinha e helicópteros da Aeronáutica mergulharam na selva para
socorrer feridos, resgatar perdidos, participar de operações de vacinação e coisas do gênero.
De forma lenta, gradual e segura (como a distensão política), as Forças Armadas também foram
adquirindo papel de polícia, primeiro nas fronteiras, agora nos conflitos urbanos, com uma longa preparação
jurídica e cuidadoso treinamento.
O Sisfron, novo sistema de monitoramento das fronteiras terrestres, é resultado de tudo isso. Trata-se de
um projeto militar, mas interligado a sistemas policiais, da agricultura, meteorológicos, de proteção aos índios e
vai por aí afora.
Assim, as Forças Armadas concluem um ciclo: cuidam da defesa nacional e também da segurança
interna. E o cidadão, sem temer nenhum golpe, sabe por que gastar dinheiro com elas.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
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Re: SisFron
Terra sem lei
É bem-vindo o projeto do exército para aumentar a vigilância sobre as fronteiras e combater a entrada
ilegal de armas e drogas no país
O plano do exército para reforçar a vigilância ao longo dos mais de 16 mil quilômetros de fronteira do
Brasil com os dez vizinhos sul-americanos é um passo importante para conter a marcha da ilegalidade nessas
regiões. Apesar dos avanços na fiscalização, a criminalidade se movimenta desimpedida por esse vasto
território.
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, Sisfron na terminologia militar, deve custar cerca
de R$ 10 bilhões e entrar em funcionamento apenas em 2019. O projeto inclui novos radares e equipamentos
de comunicação mais sofisticados, além de blindados, aviões não tripulados e um aumento de 21 para 49
Pelotões Especiais de Fronteira, situados na região amazônica.
A consolidação do Sipam(Sistema de Proteção da Amazônia) em meados da década passada, assim
como a entrada em vigor da Lei do Abate, melhorou a vigilância aérea de boa parte da fronteira, mas fez com
que a criminalidade migrasse dos ares para as florestas e rios. O contrabando de armas e drogas seguiu seu
curso, como mostram cotidianamente as operações nas favelas das maiores cidades brasileiras.
Em 2010, a apreensão de cocaína no Brasil chegou a 25 toneladas, quase 3% do total interceptado no
mundo. Isso mostra que o país ganha relevância na rota do tráfico internacional. Investigações da Polícia
Federal revelam que os portos brasileiros agora estão na mira das máfias italianas.
Ao lado dos projetos de reequipar a Marinha e a Aeronáutica, o plano do exército constitui um tripé de
robustecimento das Forças Armadas compatível com os anseios do Brasil no cenário mundial. Na medida em
que o país se apresenta como protagonista, deve estar pronto para os desafios inerentesa essa condição.
A Estratégia Nacional de Defesa, de 2008, já previa "adensar a presença do exército, da Marinha e da
Força Aérea nas fronteiras" em "tarefas de vigilância".
O novo projeto é sobretudo um plano para vedar a porosidade das fronteiras com os países vizinhos,
ainda que não seja factível selar de fato uma região tão extensa e de geografia tão complexa. A divisa do
México com os EUA é um exemplo das dificuldades para manter fronteiras invioláveis.
O mérito do projeto não o exime, no entanto, de questionamentos de ordem técnico-financeira. O governo
tem de levar em conta os interesses estratégicos do país, mas não pode incidir no mesmo erro da arrastada
escolha dos caças da Força Aérea, na qual considerações políticas se sobrepuseram a imperativos técnicos-e
nada se resolveu.
É bem-vindo o projeto do exército para aumentar a vigilância sobre as fronteiras e combater a entrada
ilegal de armas e drogas no país
O plano do exército para reforçar a vigilância ao longo dos mais de 16 mil quilômetros de fronteira do
Brasil com os dez vizinhos sul-americanos é um passo importante para conter a marcha da ilegalidade nessas
regiões. Apesar dos avanços na fiscalização, a criminalidade se movimenta desimpedida por esse vasto
território.
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, Sisfron na terminologia militar, deve custar cerca
de R$ 10 bilhões e entrar em funcionamento apenas em 2019. O projeto inclui novos radares e equipamentos
de comunicação mais sofisticados, além de blindados, aviões não tripulados e um aumento de 21 para 49
Pelotões Especiais de Fronteira, situados na região amazônica.
A consolidação do Sipam(Sistema de Proteção da Amazônia) em meados da década passada, assim
como a entrada em vigor da Lei do Abate, melhorou a vigilância aérea de boa parte da fronteira, mas fez com
que a criminalidade migrasse dos ares para as florestas e rios. O contrabando de armas e drogas seguiu seu
curso, como mostram cotidianamente as operações nas favelas das maiores cidades brasileiras.
Em 2010, a apreensão de cocaína no Brasil chegou a 25 toneladas, quase 3% do total interceptado no
mundo. Isso mostra que o país ganha relevância na rota do tráfico internacional. Investigações da Polícia
Federal revelam que os portos brasileiros agora estão na mira das máfias italianas.
Ao lado dos projetos de reequipar a Marinha e a Aeronáutica, o plano do exército constitui um tripé de
robustecimento das Forças Armadas compatível com os anseios do Brasil no cenário mundial. Na medida em
que o país se apresenta como protagonista, deve estar pronto para os desafios inerentesa essa condição.
A Estratégia Nacional de Defesa, de 2008, já previa "adensar a presença do exército, da Marinha e da
Força Aérea nas fronteiras" em "tarefas de vigilância".
O novo projeto é sobretudo um plano para vedar a porosidade das fronteiras com os países vizinhos,
ainda que não seja factível selar de fato uma região tão extensa e de geografia tão complexa. A divisa do
México com os EUA é um exemplo das dificuldades para manter fronteiras invioláveis.
O mérito do projeto não o exime, no entanto, de questionamentos de ordem técnico-financeira. O governo
tem de levar em conta os interesses estratégicos do país, mas não pode incidir no mesmo erro da arrastada
escolha dos caças da Força Aérea, na qual considerações políticas se sobrepuseram a imperativos técnicos-e
nada se resolveu.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
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Re: SisFron
A Oi quer ficar amiguinha do governo pra ser favorecida e continuar a espalhar sua péssima banda largar no país. Foda-se Oi, viva a GVT!jumentodonordeste escreveu:Demorou para fazer isso já.
Se isso acontece, mudo imediatamente para OI.
NÃO À DROGA! NÃO AO CRIME LEGALIZADO! HOJE ÁLCOOL, AMANHÃ COGUMELO, DEPOIS NECROFILIA! QUANDO E ONDE IREMOS PARAR?
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Re: SisFron
Não faça isso, é suicídio. A OI é um dos piores serviços de internet do país, e além do mais, eles tem fortunas no caixa e não investem por pura pão-duragem. Por mim a OI poderia ir à falência que eu não derramaria uma lágrima sequer.jumentodonordeste escreveu:Demorou para fazer isso já.
Se isso acontece, mudo imediatamente para OI.
PS: Vide post do Vitor logo acima.
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Re: SisFron
Uso internet da Oi e sei que é de péssima qualidade mas é um dos melhores do nordeste. ANa maioria do interior você tem apenas 3 opções: Ficar com net por modem 3G (Claro,vivo), ou ficar com os serviços da velox (provedor da oi) ou ficar com net via rádio de um provedor local, os 3 ela é a melhor mas deixa muito a desejar.Cross escreveu:Não faça isso, é suicídio. A OI é um dos piores serviços de internet do país, e além do mais, eles tem fortunas no caixa e não investem por pura pão-duragem. Por mim a OI poderia ir à falência que eu não derramaria uma lágrima sequer.jumentodonordeste escreveu:Demorou para fazer isso já.
Se isso acontece, mudo imediatamente para OI.
PS: Vide post do Vitor logo acima.
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Re: SisFron
Loki escreveu:Impedir imigrantes ilegais eu acho difícil, amigo Delta, os paraguaios, argentinos, uruguaios, chilenos, colombianos e quetales (by Túlio), não precisam nem de passaporte para aqui adentrar, basta o documento de identificação, seja ele qual for, expedido na última década no país de origem.
Eles não precisam passar sorrateiramente pela fronteira, eles podem vir de ônibus, a pé, de carro, cavalo, etc...
Sem falar que isso só dificulta, mas não impede.
O que funciona é dar chances de desenvolvimento para os vizinhos e diminuir essa distância enconômica.
Tipo EUA x Canadá, porque o modelo EUA x México já está provado que é caro e não funciona.
Minha opinião, claro!
Forte Abraço
Você está certo em partes, porque para entrar no Brasil necessita de autorização na polícia federal, uma espécie de permissão para entrar e sendo que na volta tem de devolvê-lo. Se um paraguaio quiser ir para uma praia no Brasil de carro por exemplo, na aduana é só pegar a autorização para alguns dias e igual os brasileiros ao entrar no Paraguai, Argentina...
