Declaração General Heleno.
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Declaração General Heleno.
ÉPOCA - ONLINE
BRASIL 01/04/2010 - 16:47
- Atualizado em 01/04/2010 - 17:00
GENERAL HELENO: "Hoje é fácil falar sobre abusos na luta contra a subversão" Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército manda mais um duro recado para a ala esquerda do governo Leonel Rocha O general Augusto Heleno, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, tem o hábito de fazer declarações duras e, muitas vezes, contrárias às orientações do governo. Por diversas vezes ele já criticou, por exemplo, a demarcação de terras indígenas em terras contínuas nas fronteiras, que considera arriscadas para a segurança nacional. Na terça-feira (30), Heleno voltou a fazer declarações polêmicas. Durante uma solenidade em Brasília para a troca de dois comandantes do Exército, o oficial mandou um duro recado para a ala esquerda do governo: “Hoje, fora do contexto, é fácil falar sobre abusos na luta contra a subversão. Como deveriam ter agido as forças legais? Saibam os que nos condenam, muitos deles ex-terroristas e ex-guerrilheiros, hoje ocupando altos postos da República, e que jamais defenderam ideais democráticos, que nossa paz teve um preço. Ela é um legado daqueles que cumpriram sua missão e não fugiram ao dever, nem à luta”. No discurso feito de improviso na solenidade realizada no quartel general do Exército para empossar o general João Vilela, no Comando Militar do Sudeste, e o novo vice-chefe do departamento de Ciência e Tecnologia, general João Mário Facioli, Heleno fez uma homenagem aos colegas que combateram os grupos guerrilheiros: “Gostaria de aproveitar o momento e a data para reverenciar os companheiros que ajudaram a derrotar a luta armada e impediram que o Brasil seguisse o exemplo de Cuba, da Coreia do Norte, de Angola, da Albânia e da União Soviética”. A data a que Heleno se referia é 31 de março, aniversário de 46 anos do golpe militar que instituiu em 1964 a ditadura que durou 21 anos. As palavras do general têm endereço certo: a ex-ministra chefe da casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT e do presidente Lula ao Palácio do Planalto. Ela foi dirigente da VAR Palmares, organização armada que combateu a ditadura nos anos 1970, terminou presa e torturada na cadeia. Se ganhar as eleições, Dilma será comandante-em-chefe das Forças Armadas. Outros ministros também foram guerrilheiros, como o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, e o secretário de Comunicação Social, Franklin Martins. Ex-comandante militar da Amazônia e das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, general Heleno comparou a situação brasileira, nos anos 1960, ao que acontecia na Colômbia onde também havia movimentos armados de esquerda. “Quando surgiram os primeiros focos de guerrilha, o Estado colombiano vacilou em tomar decisões duras. O resultado são mais de 40 anos de guerra civil, quase 50 mil mortos, quase 200 vezes mais do que aqui”. Procurado por ÉPOCA, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou que não sabia do discurso e não iria comentar os recados do general. Heleno reafirmou as palavras do discurso em entrevista por telefone. E falou mais. “São eles (ex-militantes de esquerda) que colocam no currículo que foram guerrilheiros”, disse o general. O discurso de Heleno demonstra como Jobim ainda encontra resistência na cúpula das Forças Armadas em assuntos como a criação da Comissão da Verdade, encarregada de apurar torturas a presos políticos durante a ditadura e de investigar o desaparecimento de militantes das organizações de esquerda. Desde que tomou posse, em julho de 2007, Jobim encontra dificuldades para implantar a Estratégia Nacional de Defesa, uma reforma na estrutura militar que retira poder dos generais. Em fevereiro, Jobim exonerou o general Maynard de Santa Rosa da chefia do Departamento Geral de Pessoal do Exército, aposentado na semana passada. Em fevereiro, Santa Rosa escreveu uma carta divulgada pela internet chamando a Comissão da verdade de “comissão da calúnia” por ser composta, segundo ele, apenas com representantes da esquerda e de familiares dos desaparecidos.
BRASIL 01/04/2010 - 16:47
- Atualizado em 01/04/2010 - 17:00
GENERAL HELENO: "Hoje é fácil falar sobre abusos na luta contra a subversão" Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército manda mais um duro recado para a ala esquerda do governo Leonel Rocha O general Augusto Heleno, chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, tem o hábito de fazer declarações duras e, muitas vezes, contrárias às orientações do governo. Por diversas vezes ele já criticou, por exemplo, a demarcação de terras indígenas em terras contínuas nas fronteiras, que considera arriscadas para a segurança nacional. Na terça-feira (30), Heleno voltou a fazer declarações polêmicas. Durante uma solenidade em Brasília para a troca de dois comandantes do Exército, o oficial mandou um duro recado para a ala esquerda do governo: “Hoje, fora do contexto, é fácil falar sobre abusos na luta contra a subversão. Como deveriam ter agido as forças legais? Saibam os que nos condenam, muitos deles ex-terroristas e ex-guerrilheiros, hoje ocupando altos postos da República, e que jamais defenderam ideais democráticos, que nossa paz teve um preço. Ela é um legado daqueles que cumpriram sua missão e não fugiram ao dever, nem à luta”. No discurso feito de improviso na solenidade realizada no quartel general do Exército para empossar o general João Vilela, no Comando Militar do Sudeste, e o novo vice-chefe do departamento de Ciência e Tecnologia, general João Mário Facioli, Heleno fez uma homenagem aos colegas que combateram os grupos guerrilheiros: “Gostaria de aproveitar o momento e a data para reverenciar os companheiros que ajudaram a derrotar a luta armada e impediram que o Brasil seguisse o exemplo de Cuba, da Coreia do Norte, de Angola, da Albânia e da União Soviética”. A data a que Heleno se referia é 31 de março, aniversário de 46 anos do golpe militar que instituiu em 1964 a ditadura que durou 21 anos. As palavras do general têm endereço certo: a ex-ministra chefe da casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT e do presidente Lula ao Palácio do Planalto. Ela foi dirigente da VAR Palmares, organização armada que combateu a ditadura nos anos 1970, terminou presa e torturada na cadeia. Se ganhar as eleições, Dilma será comandante-em-chefe das Forças Armadas. Outros ministros também foram guerrilheiros, como o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, e o secretário de Comunicação Social, Franklin Martins. Ex-comandante militar da Amazônia e das Forças de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, general Heleno comparou a situação brasileira, nos anos 1960, ao que acontecia na Colômbia onde também havia movimentos armados de esquerda. “Quando surgiram os primeiros focos de guerrilha, o Estado colombiano vacilou em tomar decisões duras. O resultado são mais de 40 anos de guerra civil, quase 50 mil mortos, quase 200 vezes mais do que aqui”. Procurado por ÉPOCA, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou que não sabia do discurso e não iria comentar os recados do general. Heleno reafirmou as palavras do discurso em entrevista por telefone. E falou mais. “São eles (ex-militantes de esquerda) que colocam no currículo que foram guerrilheiros”, disse o general. O discurso de Heleno demonstra como Jobim ainda encontra resistência na cúpula das Forças Armadas em assuntos como a criação da Comissão da Verdade, encarregada de apurar torturas a presos políticos durante a ditadura e de investigar o desaparecimento de militantes das organizações de esquerda. Desde que tomou posse, em julho de 2007, Jobim encontra dificuldades para implantar a Estratégia Nacional de Defesa, uma reforma na estrutura militar que retira poder dos generais. Em fevereiro, Jobim exonerou o general Maynard de Santa Rosa da chefia do Departamento Geral de Pessoal do Exército, aposentado na semana passada. Em fevereiro, Santa Rosa escreveu uma carta divulgada pela internet chamando a Comissão da verdade de “comissão da calúnia” por ser composta, segundo ele, apenas com representantes da esquerda e de familiares dos desaparecidos.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
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Re: Declaração General Heleno.
O texto é tendencioso a partir do momento que dá a sua opinião. Se for uma coluna, ok. Se for um texto de noticiário, não é bacana. Faz parte das artimanhas do jornalismo dizer o que quer de maneira implícita na simples escolha de palavras, mesmo parecendo ser imparcial. E o texto faz isso.
Selecionei trechos nos quais vejo esse tipo de ação e defenderei de acordo com minha opinião:
Ah, é? Quais dificuldades? Só se for em aprovar as leis que estão paradas em alguma gaveta do Congresso porque, ao que se sabe, a END já está aprovada e os planos seguem, gostem determinados militares ou não.
Selecionei trechos nos quais vejo esse tipo de ação e defenderei de acordo com minha opinião:
Tentativa de rotulá-lo."tem o hábito de fazer declarações duras e, muitas vezes, contrárias às orientações do governo."
Quem falou que o endereço é ela? Serve à ela também, mas não exclusivamente. A tentativa é criar um cenário de rota de colisão. Prova? Aqui:As palavras do general têm endereço certo: a ex-ministra chefe da casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT e do presidente Lula ao Palácio do Planalto.
Além disso:Se ganhar as eleições, Dilma será comandante-em-chefe das Forças Armadas.
Jobim enfrenta resistência ou Jobim é parte da resistência? De acordo com o que se noticiou a exaustão no fim do ano passado, Jobim compartilha da visão contrária a uma Comissão da Verdade que não tem interesse real na verdade e sim em escrever a verdade que lhe convém.O discurso de Heleno demonstra como Jobim ainda encontra resistência na cúpula das Forças Armadas em assuntos como a criação da Comissão da Verdade, encarregada de apurar torturas a presos políticos durante a ditadura e de investigar o desaparecimento de militantes das organizações de esquerda.
Desde que tomou posse, em julho de 2007, Jobim encontra dificuldades para implantar a Estratégia Nacional de Defesa, uma reforma na estrutura militar que retira poder dos generais.
Ah, é? Quais dificuldades? Só se for em aprovar as leis que estão paradas em alguma gaveta do Congresso porque, ao que se sabe, a END já está aprovada e os planos seguem, gostem determinados militares ou não.
Visão que compartilho. Independente disso, a partir do momento que o cara vai pra reserva, ele pode dizer o que quiser. Democracia, lembram-se disso?Em fevereiro, Jobim exonerou o general Maynard de Santa Rosa da chefia do Departamento Geral de Pessoal do Exército, aposentado na semana passada. Em fevereiro, Santa Rosa escreveu uma carta divulgada pela internet chamando a Comissão da verdade de “comissão da calúnia” por ser composta, segundo ele, apenas com representantes da esquerda e de familiares dos desaparecidos.
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Você é responsável pelo ambiente e a qualidade do fórum que participa. Faça sua parte.
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- suntsé
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Re: Declaração General Heleno.
Quando a gente pensa que o Brasil esta avançando a nossa Imprensa lança uma dessa.
- rodrigo
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Re: Declaração General Heleno.
No currículo não soma muito, só agrada aos palhaços do mesmo circo. Mas em uma petição de indenização, dá um $$$ legal.“São eles (ex-militantes de esquerda) que colocam no currículo que foram guerrilheiros”,
"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa
a vida é assim: esquenta e esfria,
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- lobo_guara
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Re: Declaração General Heleno.
Bueno, se é verdade que o o gen. Heleno pensa tudo isso, então deveria ser candidato para dar esses discursos na tribuna do congresso, entretanto dessa forma teria que arcar com o ônus do seu discurso nas urnas e enfrentar o debate duro no congresso sem o uso da farda de general.
Deve, pois, um príncipe não ter outro objetivo nem outro pensamento, nem tomar qualquer outra coisa por fazer, senão a guerra e a sua organização e disciplina, pois que é essa a única arte que compete a quem comanda. (Machiavelli)
-
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Re: Declaração General Heleno.
Ele não pensou.
Ele disse.
E mais uma vez, a "corja" estufou as bochechas, babou pelos cantos da boca e emudeceu.
Ele disse.
E mais uma vez, a "corja" estufou as bochechas, babou pelos cantos da boca e emudeceu.
"A disciplina militar prestante não se aprende senhor, sonhando e na fantasia, mas labutando e pelejando." (CAMÕES)
Jauro.
Jauro.
- Guerra
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Re: Declaração General Heleno.
Fazia tempo que ninguém dava declarações sobre 31 de março em quartel.
A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
- EDSON
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Re: Declaração General Heleno.
Só senti falta de um país na relação.
A CHINA!!!!!
Tlavez 1/5 da humanidade está no caminho certo. 
A CHINA!!!!!


- Sterrius
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Re: Declaração General Heleno.
A CHINA!!!!!Tlavez 1/5 da humanidade está no caminho certo.
mas a que preço? So a china ou india aguentaria o numero de corpos e destruição que o periodo de 1900-1960 causou a china. Meio século perdido de guerras civis, guerras, restruturações politicas, repressão brutal entre outras coisas.