"Síndrome dos Balcãs"
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"Síndrome dos Balcãs"
Como sabem existiu uma polémica devido ao Caso do Urânio Empobrecido ter sido causa de várias mortes de Militares nos Balcãs, incluindo o 1º Cabo Hugo Paulino que faleceu no dia 9 de Março do ano 2000, e esta morte gerou Polémica em Portugal.
Alguem me pode explciar a razão pela qual não houve uma maior preocupação por parte da NATO em prevenir os Militares para a contaminação de certas areas?
Cumprimentos.
Alguem me pode explciar a razão pela qual não houve uma maior preocupação por parte da NATO em prevenir os Militares para a contaminação de certas areas?
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- tflash
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
Assim muito de repente. Se os militares usassem protecção, estaria-se a admitir que havia um problema e o "Uncle Sam" ficaria mal visto além de ter que pagar indemnizações. Assim é mais fácil deixar as tropas avançarem para o terreno e depois dizer que não sabiam quando aparecem as consequências.
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
A mesma polêmica surgiu na Guerra do Golfo de 1991. Aliás, há pouco dias atrás médicos de Falluja denunciaram o aumento alarmante de defeitos congênitos na cidades após os combates na cidade no pós invasão de 2003.
Creio q deveriam proibir o uso desse tipo de munição e de fósforo branco, usado pelos israelenses em uma área de altíssima densidade urbana como Gaza em 2009, assim como houve com as minas terrestres anti-pessoais. Os conflitos são breves mas os efeitos nocisos as populações civis são de longo prazo.
Creio q deveriam proibir o uso desse tipo de munição e de fósforo branco, usado pelos israelenses em uma área de altíssima densidade urbana como Gaza em 2009, assim como houve com as minas terrestres anti-pessoais. Os conflitos são breves mas os efeitos nocisos as populações civis são de longo prazo.
- delmar
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
Não sei se existe algum estudo real, científico, de causa e efeito da radiação no uso de urânio empobrecido. Esta munição foi usada no Iraque e como os soldados americanos ainda estão lá teriam também, teoricamente, de sofrerem as consequências da radioatividade, sem falar da população em geral. Igualmente os militares que manuseiam tal munição ou transportam ela dentro de um blindado por longos períodos, em contato próximo, como seriam afetadas? Mesmo um helicóptero saindo em missão com tal munição, indo e vindo, como afetaria os pilotos? Será que há algum estudo sério, sem conotações políticas e ideológicas sobre este interessante assunto?
saudações
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Todas coisas que nós ouvimos são uma opinião, não um fato. Todas coisas que nós vemos são uma perspectiva, não a verdade. by Marco Aurélio, imperador romano.
Re: "Síndrome dos Balcãs"
delmar escreveu:Não sei se existe algum estudo real, científico, de causa e efeito da radiação no uso de urânio empobrecido. Esta munição foi usada no Iraque e como os soldados americanos ainda estão lá teriam também, teoricamente, de sofrerem as consequências da radioatividade, sem falar da população em geral. Igualmente os militares que manuseiam tal munição ou transportam ela dentro de um blindado por longos períodos, em contato próximo, como seriam afetadas? Mesmo um helicóptero saindo em missão com tal munição, indo e vindo, como afetaria os pilotos? Será que há algum estudo sério, sem conotações políticas e ideológicas sobre este interessante assunto?
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O problema não é esse, a munição flexa de urânio não tem qualquer problema enquanto não é usada, no entanto, a coisa fica feia depois que ela é utilizada, quer dizer quando a flexa atinge o alvo a reação gera radiotividade em níveis perigosos para as pessoas, dada a temperatura que o impacto provoca. As carcaças de tanques iraquianos e outros blindados destruídos apresentam risco a saúde de quem teve contato direto com eles. E isso ocorre com qualquer alvo atingido por essa munição.
[]´s
- Renato Maurer
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
Existe um coronel brasileiro que foi aos balcãs como observador militar do país e voltou com inúmeros problemas relacionados a munição de urânio empobrecido. Ele foi para a reserva devido a esses problemas e está pleiteando uma indenização na justiça. Já ganhou na primeira instância. Existe outro caso sememlhante (que tenho conhecimento) de um major que já está na justiça mas ainda sem qualquer decisão.
Abraços.
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
Esta não vale companheiro. Por aqui tem soldado que foi ao Haiti e está pedindo aposentadoria por "graves problemas psicológicos" oriundos das atividades. Pedir todos pedem, o problema é a existência dos estudos comprovando a correlação entre causa e efeito de maneira científica.Renato Maurer escreveu:Existe um coronel brasileiro que foi aos balcãs como observador militar do país e voltou com inúmeros problemas relacionados a munição de urânio empobrecido. Ele foi para a reserva devido a esses problemas e está pleiteando uma indenização na justiça. Já ganhou na primeira instância. Existe outro caso sememlhante (que tenho conhecimento) de um major que já está na justiça mas ainda sem qualquer decisão.
Abraços.
Na população em geral há uma determinada incidência de cancer anual por mil habitantes. Seria de ver se, entre os soldados que participaram de atividades em áreas onde foi usada a munição, a incidência é maior. O simples fato de um militar que esteve no Kosovo desenvolver um cancer não significa que a causa foi a munição. Milhares de brasileiros desenvolvem tumores anualmente sem nunca lá terem estado. Só um estudo sério, levando em conta a análise das pessoas que lá estiveram, a incidência de doença dentro do grupo, pesquisa com cobaias, é que poderá determinar os fatos.
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- Pablo Maica
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
Video sobre os efeitos do urânio empobrecido, relato de um soldado que esteve no golfo...
IMAGENS MUITO FORTES!!!
Ps: Coloquei so o link, pq de cara no video ja aparece uma foto mto impactante...
Um abraço e t+
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- Pablo Maica
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
E pra quem ja gasta trilhões, seria tão ruim gastar mais uns centavinhos pra pesquisar uma liga de tungstênio que faça o mesmo serviço?
So pra constar que a Russia tambem usou esse tipo de munição na Chechênia e na Georgia.
Um abraço e t+
So pra constar que a Russia tambem usou esse tipo de munição na Chechênia e na Georgia.
Um abraço e t+

- Bolovo
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
Os alemães inventaram uma munição de tungstênio que é mais rápida e potente do que qualquer flecha de urânio empobrecido. Está começando a ser usado agora pelos EUA e países OTAN no lugar das munições de urânio empobrecido. Israel tem umas novas, modernas, que salvo engano até nós iremos usar. A Rússia ouvi falar que tem uma flecha nova também.Pablo Maica escreveu:E pra quem ja gasta trilhões, seria tão ruim gastar mais uns centavinhos pra pesquisar uma liga de tungstênio que faça o mesmo serviço?
http://defense-update.com/products/digits/120ke.htm
http://www.gd-ots.com/webpdf/120mmKEW-A2.pdf
"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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- Renato Maurer
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Re: "Síndrome dos Balcãs"
Esses dois casos que citei já foram diagnósticados problemas por uma junta médica especial do exercíto. Em ambos os casos, os problemas causados aos militares foram decorrentes de exposição a altos índices de radiação. O único contato de ambos com material radioativo foi na época em que eram observadores militares nos Balcãs.delmar escreveu:Esta não vale companheiro. Por aqui tem soldado que foi ao Haiti e está pedindo aposentadoria por "graves problemas psicológicos" oriundos das atividades. Pedir todos pedem, o problema é a existência dos estudos comprovando a correlação entre causa e efeito de maneira científica.Renato Maurer escreveu:Existe um coronel brasileiro que foi aos balcãs como observador militar do país e voltou com inúmeros problemas relacionados a munição de urânio empobrecido. Ele foi para a reserva devido a esses problemas e está pleiteando uma indenização na justiça. Já ganhou na primeira instância. Existe outro caso sememlhante (que tenho conhecimento) de um major que já está na justiça mas ainda sem qualquer decisão.
Abraços.
Na população em geral há uma determinada incidência de cancer anual por mil habitantes. Seria de ver se, entre os soldados que participaram de atividades em áreas onde foi usada a munição, a incidência é maior. O simples fato de um militar que esteve no Kosovo desenvolver um cancer não significa que a causa foi a munição. Milhares de brasileiros desenvolvem tumores anualmente sem nunca lá terem estado. Só um estudo sério, levando em conta a análise das pessoas que lá estiveram, a incidência de doença dentro do grupo, pesquisa com cobaias, é que poderá determinar os fatos.