AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
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AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Pensei em abrir este tópico porque não encontrei nada especifico para estes veiculos, apesar de existeirem vários comentários sobre os mesmos nos tópicos da Avibrás e da NFB-MR.
Gostaria de poder dicutir aqui algo que me parece ser talvez uma questão conceitual má resolvida ou não discutida a contento tanto no EB como no CFN, quanto às assim chamadas viaturas blindadas leves de reconhecimento/utilitárias.
No presente momento, a Avibrás dispôe desses dois veiculos, o AV-VBL e o AV-VB4 GUARÁ, que apesar de contarem com a colaboração do Ctex no seu desenvolvimento, contudo não contaram com a anuência tanto do EB como do CFN para prosseguirem à fase de produção e comercialização, mais especificamento aquele último. Embora o AV-VBL já tenha sido até mesmo exportado em conjunto com o Astros como veiculo suporte para a Malasia, eSte não encontrou guarida em sua própria casa. Ambos os veiculos, possuem, em tese a capAcidade de se multiplicarem em diversas versões, inclusive várias daquelas projetadas para NFBR-MR.
Embora pareca técnica e finaceiramente mais interessante investir nesta familia de blindados, pelo menos em algumas versões, de forma a complementar aquela outra familia, aparentemente EB/CFN em nada se disporão a fazê-lo.
Posto isso, passamos a considerar algumas questionamentos:
1. se estes veiculos contaram com a ajuda do EB para seu desenvolvimento, porque a sua não adoção, ainda que parcialmente - retirando-se a questão financeira?
2. com o desedesenvolvimento de versões da NFBR-MR que já são atendidas pelas capacidades dos veiculos da avibrás, porque a dualidade, e não a complementaridade?
3. face as perspectivas da multiplicidade de versões, porque não investir nestes veiculos a fim de torna-los padrão para as forças de paz brasileiras, ao invés de se reformar, com ganhos nem sempre equivalentes ao investimento, veiculos antigos?
4. quais as reais possibilidades de a partir das negociações do governo federal com a recuperação judicial da Avibras, estes veiculos virem a dotar nossas tropas de inf/cav mec/bldas?
amanhã vou ver se consigo colocar aqui minha versão de Btl de Inf. Mec para missões da ONU equipados com estes veiculos. Creio que seria a melhor propaganda que poderiamos ter para exportação.
abraços
Gostaria de poder dicutir aqui algo que me parece ser talvez uma questão conceitual má resolvida ou não discutida a contento tanto no EB como no CFN, quanto às assim chamadas viaturas blindadas leves de reconhecimento/utilitárias.
No presente momento, a Avibrás dispôe desses dois veiculos, o AV-VBL e o AV-VB4 GUARÁ, que apesar de contarem com a colaboração do Ctex no seu desenvolvimento, contudo não contaram com a anuência tanto do EB como do CFN para prosseguirem à fase de produção e comercialização, mais especificamento aquele último. Embora o AV-VBL já tenha sido até mesmo exportado em conjunto com o Astros como veiculo suporte para a Malasia, eSte não encontrou guarida em sua própria casa. Ambos os veiculos, possuem, em tese a capAcidade de se multiplicarem em diversas versões, inclusive várias daquelas projetadas para NFBR-MR.
Embora pareca técnica e finaceiramente mais interessante investir nesta familia de blindados, pelo menos em algumas versões, de forma a complementar aquela outra familia, aparentemente EB/CFN em nada se disporão a fazê-lo.
Posto isso, passamos a considerar algumas questionamentos:
1. se estes veiculos contaram com a ajuda do EB para seu desenvolvimento, porque a sua não adoção, ainda que parcialmente - retirando-se a questão financeira?
2. com o desedesenvolvimento de versões da NFBR-MR que já são atendidas pelas capacidades dos veiculos da avibrás, porque a dualidade, e não a complementaridade?
3. face as perspectivas da multiplicidade de versões, porque não investir nestes veiculos a fim de torna-los padrão para as forças de paz brasileiras, ao invés de se reformar, com ganhos nem sempre equivalentes ao investimento, veiculos antigos?
4. quais as reais possibilidades de a partir das negociações do governo federal com a recuperação judicial da Avibras, estes veiculos virem a dotar nossas tropas de inf/cav mec/bldas?
amanhã vou ver se consigo colocar aqui minha versão de Btl de Inf. Mec para missões da ONU equipados com estes veiculos. Creio que seria a melhor propaganda que poderiamos ter para exportação.
abraços
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
O PREDADOR 4x4 DA AVIBRÁS
Viatura Blindada Leve GUARÁ
Fonte: http://www.ecsbdefesa.com.br/arq/Art%2010.htm
O GUARÁ foi desenvolvido a partir do chassi do veículo alemão fora de estrada, UNIMOG 4000, cuja plataforma serviu de base para concebê-lo e atender a alguns requisitos importantes, como a capacidade de elevadas velocidades em estradas (97km/h) e terrenos variados, ser aerotransportado por aeronaves de asa rotativa e fixa, um raio de ação de 600km, fácil manutenção e boa dependência logística, com baixa pressão sobre o solo e uma grande mobilidade tática e ainda previsto para receber blindagens adicionais, possuindo também um amplo espaço interno e ser parte de uma família com peso na ordem de 7.650kg.

(Fotos Avibrás e Autor)

Unimog 4000 (Daimler Chrysler)
Diversas versões estão prevista e as mais expressivas são: Posto de Comando, Anti-carro equipado com mísseis, Radar, Observação Avançada, Porta Morteiro, Ambulância, etc.
O fato de ser um blindado lhe proporciona uma maior sobrevivência no campo de batalha, estando previsto até proteção antiminas.
No último dia 16 de abril foi apresentado no IPD (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Exército) o protótipo da mais nova Viatura Blindada Leve de Reconhecimento, 4x4, designada AV-VB4 RE e batizada com o nome de GUARÁ - bela espécime de lobo que habita diversas regiões do Brasil - concebida no país.
Sua apresentação oficial se deu nos dias 22 a 25 de abril na LAD 2003, ocorrida no Rio de Janeiro, onde era possível apreciar este veículo em exposição estática.
O projeto que visa a atender a Nova Família de Blindados sobre Rodas para equipar o Exército Brasileiro (ver http://www.defesanet.com.br/rv/4x4/index.htm), que participará de uma futura seleção para veículos blindados nas categorias 4x4 e 6x6 ou 8x8 ainda sem data definida para iniciar-se, mostra a capacidade da Indústria Brasileira que através de parcerias com Centros de Pesquisas e Desenvolvimento podem gerar um produto viável, confiável e com grande participação nacional, criado entre uma empresa privada e um órgão de pesquisa governamental sem gerar nenhum ônus a este último, coisa comum num passado recente, mas pouco compreendido e divulgado.
A primeira vista o veículo impressiona pelas suas linhas e tamanho, embora no mundo existam veículos menores e maiores nesta categoria, que fazem dele o irmão mais novo de outros blindados desenvolvidos pela Avibrás, como o VBL, já exportado para o Exército da Malásia e em plena produção seriada.
O protótipo apresentado possui carroceria monobloco de chapas de aço blindadas (importadas dos Estados Unidos), soldadas, reparo giratório para metralhadora MAG 7,62mm ou a famosa 12,7mm (.50). Seu motor, é um Mercedes Benz OM 904 LA 4, 177cv, turbo diesel, com sistema elétrico de 24volts DC, freios a disco nas quatro rodas, com ABS/ALB, duplo circuito hidráulico e freio motor de dois estágios, com direção servo assistida hidráulicamente, transmissão com comando eletrônico.Sua suspensão é de molas helicoidais progressivas com amortecedores, barras estabilizadoras e quadro de chassis flexível, de alta flexibilidade torsional, rodas 11.00-20SDC e pneus radiais 335/80R20, apto para qualquer terreno.
Como equipamentos de série temos: sistema de ar condicionado; isolamento térmico e acústico; sistema de aquecimento e desembaçamento; sistema de renovação de ar com filtragem; bloqueio de segurança do motor de arranque; piloto automático; toroide para trafegar com pneu furado; freio a disco nas quatro rodas; escotilha com reparo para metralhadora; suporte para armas; instalação de antena, lâmpada direcional para leitura de mapas; seteira/visores; assentos reguláveis com cinto de segurança de três pontos retráteis; jogo de ferramenta com lanterna; kit de primeiros socorros; macaco hidráulico; ferramentas de sapa; dois camburões de 20 litros; cabo de aço para reboque; tomada auxiliar de ar comprimido; engate frontal para reboque; cardans selados com tubo protetor; extintor de incêndio com acionamento externo; clinômetro; cofre para granadas fumígenas; cofre para munição de metralhadora; luz de mapa e manuais.
Como equipamentos opcionais pode ter: guincho com capacidade de 7000kg; sistema lançador de granadas fumígenas; sistema de monitoração e controle de pressão dos pneus; blindagem adicional; proteção adicional anti-minas; revestimento interno anti-estilhaçamento; torreta blindada giratória para metralhadora com acionamento elétrico ou mecânico; sistema automático de extinção e detecção de incêndio; blindagens adicionais para os pará-brisas, comandados do interior da cabine; sistema de proteção coletiva QBN; sistema de detecção de contaminação QBN; espelhos retrovisores com controle; assentos com cintos de segurança de quatro pontos integrados; detectores de iluminação laser e infra-vermelho; periscópio para visão noturna/diurna para o atirador, motorista e comandante; sistema de detecção de alvo por laser; rádio transmissor/receptor; sistema intercomunicador; luz de busca; camuflagem para blindagem transparente; freio de estacionamento nas quatro rodas; sistema de geração de energia secundário; escotilhas adicionais; mastro telescópio para antenas com câmeras (h=7,6m); sistema de navegação (GPS/monitor); estepe com guindaste; transmissão automática e pneus de baixa pressão sobre o solo.

Sistema GPS (autor)
No momento encontra-se em testes no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro, sendo avaliado pelo Centro Tecnológico do Exército (avaliação técnica) e a próxima etapa será sua avaliação pelo Centro de Avaliações do Exército (avaliação operacional).
Foi desenvolvido através de uma importante parceria entre o IPD/SCT (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento/Secretaria de Ciência e Tecnologia) e a Avibrás, sem dúvida uma sobrevivente do período áureo da produção de veículos militares “Made in Brazil” dos gloriosos anos 70 a início dos 90, podendo vier a preencher uma grande lacuna hoje existente no Exército em termos de viaturas 4x4 blindadas, além de poder ser exportado para vários países, como tem acontecido com os outros veículos de série da Avibrás, tanto que sua pintura é muito similar a do Exército da Malásia, embora afirmem que este deverá ser o novo padrão Exército Brasileiro...
FICHA TÉCNICA:
Fabricante: Avibrás Aeroespacial
Designação: AV-VB4 RE GUARÁ
Comprimento: 5,5m
Largura: 2,3m
Altura: 2,2m
Entre-eixos: 3,25m
Motor: Diesel intercooler Mercedes-Benz OM 904 LA, 4 cilindros, em linha, 177cv
Transmissão: Comando eletrônico
Eixos: Rígidos, tipo portal
Suspensão: Molas helicoidais progressivas com amortecedores e barras estabilizadoras, quadro de chassis flexível
Direção: Servo assistida hidráulicamente
Sistema elétrico: 24 volts DC, 100A, duas baterias 110Ah
Sistema de iluminação: Civil e militar padrão NATO
Velocidade máxima: 97km/h
Velocidade de comboio: 2,3km/h
Autonomia: 600km
Rampa máxima: 60%
Rampa lateral máxima: 30%
Obstáculo vertical: 0,50m
Vão livre: 0,42m
Passagem de vau: 1,2m
Raio de giro: 9,5m
Viatura Blindada Leve GUARÁ
Fonte: http://www.ecsbdefesa.com.br/arq/Art%2010.htm
O GUARÁ foi desenvolvido a partir do chassi do veículo alemão fora de estrada, UNIMOG 4000, cuja plataforma serviu de base para concebê-lo e atender a alguns requisitos importantes, como a capacidade de elevadas velocidades em estradas (97km/h) e terrenos variados, ser aerotransportado por aeronaves de asa rotativa e fixa, um raio de ação de 600km, fácil manutenção e boa dependência logística, com baixa pressão sobre o solo e uma grande mobilidade tática e ainda previsto para receber blindagens adicionais, possuindo também um amplo espaço interno e ser parte de uma família com peso na ordem de 7.650kg.
(Fotos Avibrás e Autor)
Unimog 4000 (Daimler Chrysler)
Diversas versões estão prevista e as mais expressivas são: Posto de Comando, Anti-carro equipado com mísseis, Radar, Observação Avançada, Porta Morteiro, Ambulância, etc.
O fato de ser um blindado lhe proporciona uma maior sobrevivência no campo de batalha, estando previsto até proteção antiminas.
No último dia 16 de abril foi apresentado no IPD (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Exército) o protótipo da mais nova Viatura Blindada Leve de Reconhecimento, 4x4, designada AV-VB4 RE e batizada com o nome de GUARÁ - bela espécime de lobo que habita diversas regiões do Brasil - concebida no país.
Sua apresentação oficial se deu nos dias 22 a 25 de abril na LAD 2003, ocorrida no Rio de Janeiro, onde era possível apreciar este veículo em exposição estática.
O projeto que visa a atender a Nova Família de Blindados sobre Rodas para equipar o Exército Brasileiro (ver http://www.defesanet.com.br/rv/4x4/index.htm), que participará de uma futura seleção para veículos blindados nas categorias 4x4 e 6x6 ou 8x8 ainda sem data definida para iniciar-se, mostra a capacidade da Indústria Brasileira que através de parcerias com Centros de Pesquisas e Desenvolvimento podem gerar um produto viável, confiável e com grande participação nacional, criado entre uma empresa privada e um órgão de pesquisa governamental sem gerar nenhum ônus a este último, coisa comum num passado recente, mas pouco compreendido e divulgado.
A primeira vista o veículo impressiona pelas suas linhas e tamanho, embora no mundo existam veículos menores e maiores nesta categoria, que fazem dele o irmão mais novo de outros blindados desenvolvidos pela Avibrás, como o VBL, já exportado para o Exército da Malásia e em plena produção seriada.
O protótipo apresentado possui carroceria monobloco de chapas de aço blindadas (importadas dos Estados Unidos), soldadas, reparo giratório para metralhadora MAG 7,62mm ou a famosa 12,7mm (.50). Seu motor, é um Mercedes Benz OM 904 LA 4, 177cv, turbo diesel, com sistema elétrico de 24volts DC, freios a disco nas quatro rodas, com ABS/ALB, duplo circuito hidráulico e freio motor de dois estágios, com direção servo assistida hidráulicamente, transmissão com comando eletrônico.Sua suspensão é de molas helicoidais progressivas com amortecedores, barras estabilizadoras e quadro de chassis flexível, de alta flexibilidade torsional, rodas 11.00-20SDC e pneus radiais 335/80R20, apto para qualquer terreno.
Como equipamentos de série temos: sistema de ar condicionado; isolamento térmico e acústico; sistema de aquecimento e desembaçamento; sistema de renovação de ar com filtragem; bloqueio de segurança do motor de arranque; piloto automático; toroide para trafegar com pneu furado; freio a disco nas quatro rodas; escotilha com reparo para metralhadora; suporte para armas; instalação de antena, lâmpada direcional para leitura de mapas; seteira/visores; assentos reguláveis com cinto de segurança de três pontos retráteis; jogo de ferramenta com lanterna; kit de primeiros socorros; macaco hidráulico; ferramentas de sapa; dois camburões de 20 litros; cabo de aço para reboque; tomada auxiliar de ar comprimido; engate frontal para reboque; cardans selados com tubo protetor; extintor de incêndio com acionamento externo; clinômetro; cofre para granadas fumígenas; cofre para munição de metralhadora; luz de mapa e manuais.
Como equipamentos opcionais pode ter: guincho com capacidade de 7000kg; sistema lançador de granadas fumígenas; sistema de monitoração e controle de pressão dos pneus; blindagem adicional; proteção adicional anti-minas; revestimento interno anti-estilhaçamento; torreta blindada giratória para metralhadora com acionamento elétrico ou mecânico; sistema automático de extinção e detecção de incêndio; blindagens adicionais para os pará-brisas, comandados do interior da cabine; sistema de proteção coletiva QBN; sistema de detecção de contaminação QBN; espelhos retrovisores com controle; assentos com cintos de segurança de quatro pontos integrados; detectores de iluminação laser e infra-vermelho; periscópio para visão noturna/diurna para o atirador, motorista e comandante; sistema de detecção de alvo por laser; rádio transmissor/receptor; sistema intercomunicador; luz de busca; camuflagem para blindagem transparente; freio de estacionamento nas quatro rodas; sistema de geração de energia secundário; escotilhas adicionais; mastro telescópio para antenas com câmeras (h=7,6m); sistema de navegação (GPS/monitor); estepe com guindaste; transmissão automática e pneus de baixa pressão sobre o solo.
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No momento encontra-se em testes no Campo de Provas da Marambaia, no Rio de Janeiro, sendo avaliado pelo Centro Tecnológico do Exército (avaliação técnica) e a próxima etapa será sua avaliação pelo Centro de Avaliações do Exército (avaliação operacional).
Foi desenvolvido através de uma importante parceria entre o IPD/SCT (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento/Secretaria de Ciência e Tecnologia) e a Avibrás, sem dúvida uma sobrevivente do período áureo da produção de veículos militares “Made in Brazil” dos gloriosos anos 70 a início dos 90, podendo vier a preencher uma grande lacuna hoje existente no Exército em termos de viaturas 4x4 blindadas, além de poder ser exportado para vários países, como tem acontecido com os outros veículos de série da Avibrás, tanto que sua pintura é muito similar a do Exército da Malásia, embora afirmem que este deverá ser o novo padrão Exército Brasileiro...
FICHA TÉCNICA:
Fabricante: Avibrás Aeroespacial
Designação: AV-VB4 RE GUARÁ
Comprimento: 5,5m
Largura: 2,3m
Altura: 2,2m
Entre-eixos: 3,25m
Motor: Diesel intercooler Mercedes-Benz OM 904 LA, 4 cilindros, em linha, 177cv
Transmissão: Comando eletrônico
Eixos: Rígidos, tipo portal
Suspensão: Molas helicoidais progressivas com amortecedores e barras estabilizadoras, quadro de chassis flexível
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Sistema de iluminação: Civil e militar padrão NATO
Velocidade máxima: 97km/h
Velocidade de comboio: 2,3km/h
Autonomia: 600km
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Um abraço!
Fernando Augusto Terra
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Não conheço bem o assunto mas pelo que li o Guara ficou com o preço final algo "salgado". Também muito dos componentes são importados, o que vai contra o pensamento atual de nacionalizar a maioria dos componentes. O X da questão estaria no uso do Unimog como base, uma viatura de alto preço.
saudações
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Aviso aos navegantes:
Esta informação já está "um pouco" antiga. Postei-a apenas para ilustração do tópico e para mostrar algumas especificações técnicas, que ainda são válidas, uma vez que o projeto deve estar parado.
Esta informação já está "um pouco" antiga. Postei-a apenas para ilustração do tópico e para mostrar algumas especificações técnicas, que ainda são válidas, uma vez que o projeto deve estar parado.

Um abraço!
Fernando Augusto Terra
- Bourne
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Tipo assim,
O Urutu III da Iveco não faz tudo que esse Guará faz e melhor, sendo um 6 X 6 proporciona maior mobilidade e proteção. Além do mais dada a configuração do veículo o preço final deve ter ficado salgado e próximo ao Urutu III.
Escrevi muita besteira ou faz mais o menos sentido



O Urutu III da Iveco não faz tudo que esse Guará faz e melhor, sendo um 6 X 6 proporciona maior mobilidade e proteção. Além do mais dada a configuração do veículo o preço final deve ter ficado salgado e próximo ao Urutu III.
Escrevi muita besteira ou faz mais o menos sentido


Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Só se o Guará tiver blindagem de ouro com platina prá ser tão caro quanto o Urutú III.
Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
O chassi UNIMOG matou o projeto. A Alemanha colocou um monte de dificuldade para a compra do mesmo, etc,etc. O preço também ficou muito alto, além da manutenção (logística) ser complicada pela falta de usuários civis do UNIMOG no Brasil. Isto tudo dito por um general a uns 2 anos mais ou menos.
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Não existe um chassi nacional de tamanho similar ao do Unimog? Sei lá, um chassi da Agrale, Iveco, VW....
http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Monta em cima do VW
O problema é o quanto de adaptações do chassis e projeto serão necessários para o negócio funcionar. Dependendo do custo, é mais interessante começar do zero e montar algo parecido com o Guará em cima de um chassis nacional do VW, por exemplo, ou desenhar um próprio para isso, mas que seja fabricado no Brasil.
De qualquer forma, dadas as dificuldades e preço elevado, o projeto como está proposto morreu.

O problema é o quanto de adaptações do chassis e projeto serão necessários para o negócio funcionar. Dependendo do custo, é mais interessante começar do zero e montar algo parecido com o Guará em cima de um chassis nacional do VW, por exemplo, ou desenhar um próprio para isso, mas que seja fabricado no Brasil.
De qualquer forma, dadas as dificuldades e preço elevado, o projeto como está proposto morreu.
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Esclareceu a questão. A história que eu tinha ouvido era por aí.Hader escreveu:O chassi UNIMOG matou o projeto. A Alemanha colocou um monte de dificuldade para a compra do mesmo, etc,etc. O preço também ficou muito alto, além da manutenção (logística) ser complicada pela falta de usuários civis do UNIMOG no Brasil. Isto tudo dito por um general a uns 2 anos mais ou menos.
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Era mais ou menos o que eu pensava... um projeto semelhante, com soluções semelhantes, mas em cima de outro chassi.Bourne escreveu:Monta em cima do VW![]()
O problema é o quanto de adaptações do chassis e projeto serão necessários para o negócio funcionar. Dependendo do custo, é mais interessante começar do zero e montar algo parecido com o Guará em cima de um chassis nacional do VW, por exemplo, ou desenhar um próprio para isso, mas que seja fabricado no Brasil.
De qualquer forma, dadas as dificuldades e preço elevado, o projeto como está proposto morreu.
http://www.tireoide.org.br/tireoidite-de-hashimoto/
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Mas se o problema é o chassis, a própria Avibrás não fabrica chassis? Ou os modelos da Tectran são baseados em que chassis de outras marcas?
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- Hermes
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Se não me engano Tectran é MB também. Uma coisa que até agora não ví ninguém comentar foi que a Alemanha vetou a venda de chassis para Avibrás montar seus veículos Astros dizendo que seus chassis até poderiam ser usados para fins militares (transporte, etc.), mas não para montagem de armas neles. Isso está numa das últimas falas do Jobim. Será isso verdade? Talvez isso também tenha prejudicado o Guará.
...
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Pelo que sei foi num depoimento do Jobim aos deputados ou senadores. Ele foi questionado sobre o porque da compra do submarino frances e não do alemão, que seria mais barato. Na hora o Jobim sacou de um oficio da direção da Mercedes na Alemanha para a AVIBRAS O papel dizia que eles não poderiam fornecer chassis de UNIMOG para o Brasil utilizar na confecção de blindados. O governo da Alemanha não autorizava auxiliar países como o Brasil a fabricar equipamentos militares, para evitar uma corrida armamentista na América do Sul. Ninguém mais questionou nada.hmundongo escreveu:Se não me engano Tectran é MB também. Uma coisa que até agora não ví ninguém comentar foi que a Alemanha vetou a venda de chassis para Avibrás montar seus veículos Astros dizendo que seus chassis até poderiam ser usados para fins militares (transporte, etc.), mas não para montagem de armas neles. Isso está numa das últimas falas do Jobim. Será isso verdade? Talvez isso também tenha prejudicado o Guará.
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Re: AV-VBL / AV-VB4 GUARÁ
Tectran é (ou era, não lembro), uma empresa que adaptava o chassi MB para as necessidades do Astros...
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