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Lynx e Super Lynx.. Apenas 02 lançamentos de Sea Skua ???
Enviado: Sex Jan 12, 2007 9:56 am
por Mariana Toledo
Acabei de ler a repostagem sobre a tragetória dos Lynx e Super Lynx da Marinha e me espantei com o seguinte:
Ao que parece só foram feitos dois lançamentos de mísseis Sea Skua desde que os helicópteros chegaram ao Brasil (1978) até hoje. O primeiro em 1989 e o segundo em 1992.
Qual a razão disso? Custo ? Falta de planejamento ? Não posso acreditar que em quase 30 anos só fizemos dois lançamentos de uma arma tão importante como um míssel ar-superfície. Pode se considerar esse míssel operacional em nossa marinha com apenas dois lançamentos em 29 anos ??? Será que nossos militares estão aptos mesmo para a guerra ou são apenas excelentes pilotos de helicopteros ??
Fica aí a dúvida...
PS: Walther por favor nos dê boas notícias
Re: Lynx e Super Lynx.. Apenas 02 lançamentos de Sea Skua ??
Enviado: Sex Jan 12, 2007 12:24 pm
por kiev
Mariana Toledo escreveu:Acabei de ler a repostagem sobre a tragetória dos Lynx e Super Lynx da Marinha e me espantei com o seguinte:
Ao que parece só foram feitos dois lançamentos de mísseis Sea Skua desde que os helicópteros chegaram ao Brasil (1978) até hoje. O primeiro em 1989 e o segundo em 1992.
Qual a razão disso? Custo ? Falta de planejamento ? Não posso acreditar que em quase 30 anos só fizemos dois lançamentos de uma arma tão importante como um míssel ar-superfície. Pode se considerar esse míssel operacional em nossa marinha com apenas dois lançamentos em 29 anos ??? Será que nossos militares estão aptos mesmo para a guerra ou são apenas excelentes pilotos de helicopteros ?? Fica aí a dúvida... PS: Walther por favor nos dê boas notícias
Para fazer esta comparação teríamos de analisar como é este processo nas outras Marinhas do mundo.
O que manda o manual dos mísseis?
Qual o custo destas operações reais?
Os AM-39 Exocet tiveram uns 4(quatro) lançamentos reais desde que entraram em operação.
Alguns MM-38 e MM-40 também foram lançamos por fragatas e corvetas.
Os Aspide 2000 tiveram 3(três) lançamentos e Sea Wolf tiveram uns 6(seis) ou mais lançamentos reais.
Enviado: Sex Jan 12, 2007 12:43 pm
por Sniper
Fuentes ?
Enviado: Sex Jan 12, 2007 12:48 pm
por Delta Dagger
Mesmo que hajam poucos lançamentos reais dos mísseis, é extremamente importante que hajam regularmente simulações dentro dos parâmetros de operação da arma.
Isto eu creio que seja feito, de forma continuada.
Enviado: Sex Jan 12, 2007 12:49 pm
por kiev
Sniper escreveu:Fuentes ?
Fala Amigo
Celeste,
Fontes ? De cabeça ( para quem acompanha estes assuntos a 20 anos, alguma coisa a gente tem de lembrar ) e no site da força aeronaval.
Os Sea Wolf foram lançados em maior quantidade porque estavam ficando vencidos.
sds,
Enviado: Sex Jan 12, 2007 12:51 pm
por Sniper
kiev escreveu:Sniper escreveu:Fuentes ?
Fala Amigo
Celeste,Fontes ? De cabeça ( para quem acompanha estes assuntos a 20 anos, alguma coisa a gente tem de lembrar ) e no site da força aeronaval.
Os Sea Wolf foram lançados em maior quantidade porque estavam ficando vencidos.
sds,
Um abraço ( por trás ) amigo sofredor !:mrgreen:
Enviado: Sex Jan 12, 2007 2:11 pm
por Vinicius Pimenta
É claro que seria bom termos mais lançamentos reais. Porém, por exemplo, um Exocet a 1 milhão de dólares (até mais) a unidade, não dá pra ficar atirando a toda hora.
Mais importante é treinar o tiro como se faz regularmente.
Enviado: Sex Jan 12, 2007 2:46 pm
por Brasileiro
Olha, eu acho que o lançamento de um míssil é apenas um detalhe. Antes do lançamento é necessário uma série de procedimentos para realizá-lo com sucesso e segurança, como por exemplo: não ser detectado, buscar o melhor ângulo, a melhor rota de fuga, o alvo a ser localizado, qual alvo deve ser destruído, quem deverá passar a posição doa alvo para quem, quando e como se comunicar por rádio, etc. Tudo isso pode ser treinado sem que seja dado um tiro. O lançamento é o ato de apertar o botão no manche e soltar o míssil, pois o resto é realizado automaticamente por ele, e isso não é uma coisa que precise lá tanto treinamento. Tudo isso sem contar o preço de cada lançamento.
Se as tripulações estiverem bem treinadas para aquilo que é feito antes e depois do lançamento como eu citei, ela estará bem treinada.
O lançamento em si é a parte mais fácil de todas, mas para conseguir chegar bem a esse momento (e sair bem dele) é preciso ser habilidoso, há muito mais coisas além do lançamento. O lançamento pode ser simulado pelo computador do míssil ou da aeronave lançadora.
Atirar um míssil com um helicóptero envolve fatores que não podem ser comparados à atirar com um fuzil, pois nesse caso a pontaria não é tão importante.
abraços]
Enviado: Sex Jan 12, 2007 2:51 pm
por Vinicius Pimenta
Exato! Na era da eletrônica, você não precisa do disparo real pra saber se um alvo seria ou não atingido. Acho que em 99,9% dos exercícios mundo afora são simulados. Se abate aeronaves e se afunda navios virtualmente. Muito mais barato e prático.
Enviado: Sex Jan 12, 2007 4:40 pm
por Koslova
Vinicius Pimenta escreveu:Exato! Na era da eletrônica, você não precisa do disparo real pra saber se um alvo seria ou não atingido. Acho que em 99,9% dos exercícios mundo afora são simulados. Se abate aeronaves e se afunda navios virtualmente. Muito mais barato e prático.
Barato, pratico, mas não necessariamente eficiente em boa parte das vezes.
Se a marinha Argentina, antes de invadir as Malvinas tivessem lançado uns 2 torpedos de seus submarinos contra algo velho cargueiro descomissionado, talvez tivessem aprendido existiam erros na montagem dos torpedos, e por isto eles não funcionavam a contento.
Se a Royal Navy não tivesse consciência dos problemas associados aos seus torpedos guiados, os disparos que afundaram o Belgrano não teriam sido realizados com torpedos não guiados, podendo o submarino perder o alvo por falha de equipamento.
Qual comandante de submarino tinha melhor consciência situacional sobre o estado de seus torpedos, o argentino ou o britânico?
Esta certeza sobre seus pontos fracos e forte, vem disparando torpedos com alguma freqüência, ou vem jogando Harpoon-4 ?
Claro que os sistemas de treinamento eletrônico tem muito valor, eles são baratos, razoavelmente realistas, e impedem um punhado de “cabeças de bagre” de um dia entrar em um caça, submarino etc....Mas são na sua essência um auxilio e não um meio principal.
O que faz o preparo de uma força não são seus meios de treinamento necessariamente, fosse assim, a IAF seria a pior força área do mundo, seus aviões até pouco tempo atrás eram o Piper Cub e o Folga Magister (que ainda continua). Aviões como o T-25, T-27, T-29, T-26, são um sonho para um cadete da IAF.
O que faz toda a diferença é a consciência plena do que deve ser feito na hora da ação, e isto, só se consegue de duas formas, ou quando se tem um histórico de combate recente e constante, como Israel e EUA tem, ou quando se delineia um cenário e objetivamente se prepara e se mantem orientado a ele, coisas que alguns outros paises no mundo também fazem, Suécia, Taiwan, Singapura são alguns exemplos.
A qualidade de treinamento é portanto a qualidade da orientação estratégia da força, treinamento eletrônico é um auxilio, mas que pode não valer absolutamente nada se os principais pilares da força como a sua orientação estratégia por exemplo, não for adequadamente focada.
Enviado: Sex Jan 12, 2007 5:24 pm
por Carlos Lima
Olá
Mesmo com treinamento e disparos reais nada impede que essas falhas ocorridas nos exemplos citados não ocorram novamente.
Os americanos treinam com armas reais e mesmo isso não impediu 2 exocet de terem acertado a Stark. Assim como os israelenses de terem quase uma fragata afundada por um míssil C-802 no Líbano no ano passado, isso sem contar no número de bombas que de tempos em tempo "caem" no Japão e coréia do sul por conta de falhas.
Faltou citar que muitos pilotos de Israel passam um tempo nos EUA treinando em T-38C e que os Pilatus e Fouga são para treinamento básico (aonde normalmente a missão mais complexa é vôo em formatura e pouso noturno).
Acho que para países como os citados a sua cituação geo-política "favorece" a orientação estratégica de suas forças (para tanto que hoje em dia a Suécia está tendo que replanejar as suas forças para se adaptar a um cenário sem o seu inimigo "clássico").
CB_Lima
Enviado: Sex Jan 12, 2007 5:38 pm
por Piffer
Uma coisa que não tem como simular é o stress de um disparo real.
Quando cheguei no 2º BAvEx, em 2001, os pilotos básicos (que não tinham feito o EPT e CPC ainda) ocasionalmente participavam de missões táticas.
Antes de participar da minha primeira campanha de tiro, eu já tinha participado de vários exercícios de ataque aeromóvel, fazendo todos os procedimentos previstos.
Mas o vôo com munição real é diferente. Cada armamento tem uma característica própria, um efeito na aeronave e gera uma "obrigação" de acertar o alvo que não existe no simulador.
Os treinamentos em simulador são extremamente válidos, mas na primeira vez que for disparar uma munição real, será como se nunca tivesse feito aquilo.
Abraços,
Enviado: Sex Jan 12, 2007 5:40 pm
por Mariana Toledo
Olha pode ser que os treinamentos simulados proporcionem alguma experiência aos pilotos, mas somente dois lançamentos em 30 anos é demais... Muitas falhas podem acontecer, que não são perceptiveis em treinamento simulado, como falha de lançamento, recuo demasiado do aparelho, trepidações inesperadas...
Enviado: Sex Jan 12, 2007 6:28 pm
por trabuco
Mariana Toledo escreveu:Olha pode ser que os treinamentos simulados proporcionem alguma experiência aos pilotos, mas somente dois lançamentos em 30 anos é demais... Muitas falhas podem acontecer, que não são perceptiveis em treinamento simulado, como falha de lançamento, recuo demasiado do aparelho, trepidações inesperadas...
Concordo. 02 lançamentos em 30 anos é brincadeira...
Enviado: Sex Jan 12, 2007 7:26 pm
por rodrigo
Concordo. 02 lançamentos em 30 anos é brincadeira...
Tem que saber quantos disparos em relação ao estoque. Dizem que aquela explosão no paiol da MB na ilha do Boqueirão, levou vários sea skua e exocet juntos.