Olá, Renn!
Aí vai a minha ajuda, dentro do que posso:
A vantagem da asa em delta, como de qualquer asa enflechada, é o angulo formado entre o bordo de ataque desta e o vento relativo( o ar que se "choca" c/a asa).
Numa asa "reta", quando em alta velocidade subsonica, o ar que passa para o extradorso da asa (a parte de cima) é mais veloz e atinge vel. supersonica, gerando uma onda de choque. É como uma barreira do som, só que formada em cima da asa. Isso provoca um turbilhonamento do ar e um tremendo arrasto. Além de impedir o "funcionamento" dessa.
Quando lá na cauda, impedia o funcionamento da "dobradiça" do profundor. Quando isso aconteceu c/Chuck Yeager no X1, descobriram a solução do profundor e o estabilizador horizontal serem um só, todo móvel.
Com a asa enflechada, a componente do vento relativo(decomposição de vetores, na matematica) que atinge a asa é menor, atrasando a formação da onda de choque sobre a asa.
Transforme essa asa enflechada em delta e ainda terá uma maior área de sustentação, bem como area util p/combustivel e carga.
Isso é a parte boa. A parte ruim é que ela funciona bem a alta velocidade, mas mal a baixa velocidade.
Em todos projetos há sempre uma busca por conciliar exigencias contraditorias e nesse caso não se foge a regra:ganha-se alguma coisa aqui e perde-se outra ali.
Aí se chega a sua outra pergunta: e se somar empuxo vetorial? aumentaria a manobrabilidade, mas e o custo disso? Dependeria do resto do projeto. Talvez o empuxo vetorial fizesse o papel dos canards, que reduzem a "força" que os delta tem de fazer p/baixo, nas caudas, quando em pouso e decolagens.
Quanto aos comandos, pelo menos nos X29, um experimental da Grumman, pareciam ser convencionais(olha a foto). Mas vale voce dar uma pesquisada melhor na internet.
Lembrando que se voce simplesmente inverter a asa em delta voce tera o bordo de ataque em angulo reto e acaba a vantagem!
abs e espero ter ajudado!