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Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Seg Abr 05, 2010 8:49 am
por Guerra
Luiz Bastos escreveu:Concordo, mas não se pode subestimar a força do presidente. 53% de entrevistados em uma pesquisa disseram que votariam em quem ele indicasse. Acho que já são favas contadas. Aqui na rua a maioria vai votar na Dilma por causa do Lula, mesmo sem ela dizer uma palavra ainda. Fui :wink:
Esse mesmo presidente perdeu um monte de eleições nos debates. Aprendeu a fazer politica e transformou no melhor presidente que o Brasil já teve desde JK.
A questão é. A Dilma consegue o memso feito dele no debate, ou ela vai soltar a lingua a cagar com tudo?
Só quem não conhecesse o brasileiro para contar com essa fidelidade toda.

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Seg Abr 05, 2010 9:13 am
por delmar
Serra: FH? Ah, sim, lembro vagamente dele
A estatégia da campanha do Serra vai ser esta, focada somente no debate entre os candidatos. O norte dela, como parece ficar cada dia mais claro, é de que Lula e por conseguinte o FHC não são candidatos e não tem porque entrarem na disputa. A pretensão do PSDB é levar ao eleitor a mensagem de que a escolha é somente entre o Serra e a Dilma e não entre o Serra e o Lula, ou o Lula e o FHC.
Já o PT vai insistir em levar ao debate a comparação Lula X FHC, colocando Dilma como uma continuadora do atual governo. A realidade é que Dilma, individualmente, é mais fraca que Serra e numa comparação direta perde. Ela foi imposta como candidata pelo Lula e o partido não teve força para enfrentar o chefe. Li isto numa entrevista do Tarso Genro em algum lugar.
Eu não sou filiado ao PT, e a nenhum partido, porém acho que um bom candidato, com muito mais carisma, simpatia e chance de ganhar, seria o Palocci. Porém teve aquela burrada do episódio do caseiro e ele acabou queimado.

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Ter Abr 06, 2010 12:38 pm
por DELTA22
6 de abril de 2010 às 8:05
A reprise de 2006. Agora, como farsa

por Luiz Carlos Azenha

Em 2005 e 2006 eu era repórter especial da TV Globo. Tinha salário de executivo de multinacional. Trabalhei na cobertura da crise política envolvendo o governo Lula.

Fui a Goiânia, onde investiguei com uma equipe da emissora o caixa dois do PT no pleito local. Obtivemos as provas necessárias e as reportagens foram ao ar no Jornal Nacional. O assunto morreu mais tarde, quando atingiu o Congresso e descobriu-se que as mesmas fontes financiadoras do PT goiano também tinham irrigado os cofres de outros partidos. Ou seja, a “crise” tornou-se inconveniente.

Mais tarde, já em 2006, houve um pequena revolta de profissionais da Globo paulista contra a cobertura política que atacava o PT mas poupava o PSDB. Mais tarde, alguns dos colegas sairam da emissora, outros ficaram. Na época, como resultado de um encontro interno ficou decidido que deixaríamos de fazer uma cobertura seletiva das capas das revistas semanais.

Funciona assim: a Globo escolhe algumas capas para repercutir, mas esconde outras. Curiosamente e coincidentemente, as capas repercutidas trazem ataques ao governo e ao PT. As capas “esquecidas” podem causar embaraço ao PSDB ou ao DEM. Aquela capa da Caros Amigos sobre o filho que Fernando Henrique Cardoso exilou na Europa, por exemplo, jamais atenderia aos critérios de Ali Kamel, que exerce sobre os profissionais da emissora a mesma vigilância que o cardeal Ratzinger dedicava aos “insubordinados”.

Aquela capa da Caros Amigos, como vimos estava factualmente correta. O filho de FHC só foi “assumido” quando ele estava longe do poder. Já a capa da Veja sobre os dólares de Fidel Castro para a campanha de Lula mereceu cobertura no Jornal Nacional de sábado, ainda que a denúncia nunca tenha sido comprovada.

Como eu dizia, aos sábados, o Jornal Nacional repercute acriticamente as capas da Veja que trazem denúncias contra o governo Lula e aliados. É o que se chama no meio de “dar pernas” a um assunto, garantir que ele continue repercutindo nos dias seguintes.

Pois bem, no episódio que já narrei aqui no blog, eu fui encarregado de fazer uma reportagem sobre as ambulâncias superfaturadas compradas pelo governo quando José Serra era ministro da Saúde no governo FHC. Havia, em todo o texto, um número embaraçoso para Serra, que concorria ao governo paulista: a maioria das ambulâncias superfaturadas foi comprada quando ele era ministro.

Ainda assim, os chefes da Globo paulista garantiram que a reportagem iria ao ar. Sábado, nada. Segunda, nada. Aparentemente, alguém no Rio decidiu engavetar o assunto. E é essa a base do que tenho denunciado continuamente neste blog: alguns escândalos valem mais que outros, algumas denúncias valem mais que outras, os recursos humanos e técnicos da emissora — vastos, aliás — acabam mobilizados em defesa de certos interesses e para atacar outros.

Nesta campanha eleitoral já tem sido assim: a seletividade nas capas repercutidas foi retomada recentemente, quando a revista Veja fez denúncias contra o tesoureiro do PT. Um colega, ex-Globo, me encontrou e disse: “A fórmula é a mesma. Parece reprise”.

Ou seja, podemos esperar mais do mesmo:

– Sob o argumento de que a emissora está concedendo “tempo igual aos candidatos”, se esconde uma armadilha, no conteúdo do que é dito ou no assunto que é escolhido. Frequentemente, em 2006, era assim: repercutindo um assunto determinado pela chefia, a Globo ouvia três candidatos atacando o governo (Geraldo Alckmin, Heloisa Helena e Cristovam Buarque) e Lula ou um assessor defendendo. Ou seja, era um minuto e meio de ataques e 50 segundos de contraditório.

– O Bom Dia Brasil é reservado a tentar definir a agenda do dia, com ampla liberdade aos comentaristas para trazer à tona assuntos que em tese favorecem um candidato em detrimento de outro.

– O Jornal da Globo se volta para alimentar a tropa, recorrendo a um grupo de “especialistas” cuja origem torna os comentários previsíveis.

– Mensagens políticas invadem os programas de entretenimento, como quando Alexandre Garcia foi para o sofá de Ana Maria Braga ou convidados aos quais a emissora paga favores acabam “entrevistados” no programa do Jô.

A diferença é que, graças a ex-profissionais da Globo como Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e outros, hoje milhares de telespectadores e internautas se tornaram fiscais dos métodos que Ali Kamel implantou no jornalismo da emissora. Ele acha que consegue enganar alguém ao distorcer, deturpar e omitir.

É mais do mesmo, com um gostinho de repeteco no ar. A história se repete, agora com gostinho de farsa.

Querem tirar a prova? Busquem no site do Jornal Nacional daquele período quantas capas da Veja ou da Época foram repercutidas no sábado. Copiem as capas das revistas que foram repercutidas. Confiram o conteúdo das capas e das denúncias. Depois, me digam o que vocês encontraram.

http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-b ... farsa.html

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Ter Abr 06, 2010 12:46 pm
por DELTA22
Vox Populi dispara contra críticas da Folha

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

“Quem tem de se explicar é o Datafolha”, afirma João Francisco Meira, diretor-presidente do Vox Populi. Ele critica ainda a Folha por não ouvir o instituto ao questionar sua metodologia

São Paulo – Diante dos questionamentos a respeito dos resultados da pesquisa eleitoral do Vox Populi, o diretor-presidente do instituto João Francisco Meira critica a cobertura da Folha de S.Paulo e enseja ir ao ataque. “Quem tem de se explicar é o Datafolha”, afirma em entrevista à Rede Brasil Atual.

(…)

A diferença de metodologia entre os realizadores de pesquisas eleitorais poderiam ser reduzidas, na visão de Meira, com diálogo entre as empresas, mas não há disposição para isso. “É uma discussão que deveria estar no plano técnico mas, por uma opção editorial, dão outro rumo”, lamenta.

“O Vox Populi tem um modelo, falamos na casa das pessoas, damos tempo para elas responderem, nossas pesquisas podem ser auditadas a qualquer tempo”, pondera. “O Datafolha faz entrevistas na rua, sem verificar se a pessoa mora mesmo na cidade”, compara.

Meira lembra que outros institutos como o Sensus e o Ibope trouxeram tendências semelhantes às contatadas pelo Vox Populi. Ainda segundo ele, o único com dados divergentes foi o Datafolha. “Na pesquisa de março, (os técnicos do Datafolha) não publicam detalhes, e as explicações que deram não batem”, critica. As mudanças no cenário, relacionadas ao fim dos problemas com as chuvas em São Paulo e o crescimento sem causas específicas na região Sul foram as razões apresentadas pelo Datafolha.

Segundo Meira, a principal diferença entre os institutos é que o Datafolha faz parte de um grupo de comunicação que tem um jornal de grande circulação. “Não posso brigar com um jornal como esse”, sustenta. “Enviamos uma nota ainda no sábado para o jornal (Folha), mas nenhuma linha foi publicada. Queria saber se o manual de jornalismo que eles dizem respeitar está sendo respeitado neste caso”, ataca.

>> Completo em: http://www.redebrasilatual.com.br/temas ... s-da-folha

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Ter Abr 06, 2010 2:34 pm
por rodrigo
Imagem

Dilma apela para o discurso do medo

Enquanto o ex-governador José Serra ainda evita falar abertamente como candidato do PSDB a presidente da República, a ex-ministra Dilma Rousseff fala - e com desenvoltura - como candidata do PT e de uma dezena de partidos.

Por ora, seu discurso enfatiza dois pontos: a herdeira de Lula é ela. A oposição é anti-Lula.

Em campanha, não importa se é verdade, meia verdade ou mentira o que o candidato diz. Ele quer mais é se eleger. E se vale de todos os recursos para isso.

Pode ser desmoralizado por uma mentira que diga. Mas se a mentira se parece com uma verdade ou com uma meia verdade, tudo bem.

A oposição que Serra faz ao governo não pode ser taxada de anti-Lula. Até aqui não se ouviu uma crítica direta de Serra a Lula.

Não importa. Dilma não pode deixar que ganhe força a idéia de que também Serra daria continuidade ao governo Lula. Assim como Lula deu continuidade ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

Apela para o medo: olha, se meu adversário for eleito, ele acabará com tudo de bom feito por Lula.

Dilma sabe que isso não é verdade. Mas quem sabe não cola?

Dilma sabe que o apagão de energia não foi gestado na época em que Serra era ministro do Planejamento de Fernando Henrique. Ele era ministro da Saúde quando houve o apagão.

Também não importa. Os brasileiros menos informados - a maioria, por sinal - pode engolir a história.

Algo como 53% dos eleitores ainda não sabem que a candidata de Lula é Dilma. Para esses, ela diz: Se for eleita, sempre consultarei o presidente Lula quando tiver que tomar decisões importantes.

Verdade ou mentira?

Quem sabe é ela.

Mas a confissão de dependência, sujeição ou subalternidade a Lula reforça sua identidade com ele.

O que está em jogo, e Dilma tem clareza disso, é o terceiro mandato para Lula.

A Constituição impede duas reeleições seguidas.

Então Lula escolheu à perfeição um candidato que só será capaz de vencer se a maioria dos brasileiros atender ao seu apelo: votem nele que será a mesma coisa que votar em mim.

Isso é de uma arrogância sem par. Mas e daí?

Lula acha que pode se dar a esse luxo.

Seu cálculo é simples: uma possível vitória de Dilma lhe será integralmente atribuída. Uma eventual derrota será atribuída a Dilma.

Porque embora apoiada pelo presidente mais popular da História ela foi incapaz de vencer.

Lula ganha se Dilma for eleita e não perde se ela for derrotada.

Convenhamos: é o melhor dos mundos para ele.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Ter Abr 06, 2010 3:39 pm
por DELTA22
Do Blog do Luis Nassif (escrito pelo próprio), os sublinhados são meus:
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06/04/2010 - 12:46
O que pensam os estrategistas de Dilma

No quartel-general da candidata Dilma Rousseff não foi possível identificar as supostas preocupações com a campanha de José Serra – que mereceram chamada de capa da Folha.

Embora procurem não supervalorizar as pesquisas, duvida-se do último Datafolha. Considera-se inexplicável o aumento registrado nas intenções de voto para Serra, assim como as explicações do diretor do Datafolha. O aumento dos votos de Serra no Rio Grande do Sul – também considerado inexplicável – explica menos de um ponto do resultado final. Logo, o a melhoria de Serra se deveu a uma inexplicável ampliação da votação em todo o país. Como entender, então, as explicações do diretor do Datafolha, de que a melhora ocorreu por conta de redução das chuvas e do aumento das intenções de voto no Rio Grande do Sul?

Mesmo tomando por correta a Pesquisa Datafolha, o que ela mostra, segundo esse analista:

1. Dilma perto dos 30 pontos, mais ou menos consolidados.

2. Serra com 30 e tantos pontos, mas numa situação volátil.

3. Se se chegar nessa posição no início da campanha da TV – diz o analista – a eleição estará ganha.

Essa conclusão se deve ao fato de que o povão – que é Lula, em grande maioria – ainda não estar participando da campanha.

A fonte menciona análise feita por um dos comentaristas do Blog, que dividiu os votos por faixa de ensino. No ensino superior, Dilma está emparelhada com Serra. No ensino fundamental – onde conta o “recall”, as lembranças de outras campanhas – perde de lavada.

Pois é justamente essa faixa que, quando entrar a campanha e ficar nítida a relação de Dilma com Lula, tenderá a mudar o voto para a candidata.

O discurso de Serra

Não há preocupação maior com o discurso de Serra – de mostrar-se como o pós-Lula, sem desmerecer a contribuição de Lula.

Acham que é o único discurso possível. Não daria para bater de frente com governo.

Serra quer uma campanha cosmética, mas há um problema nisso, diz ele. O PSDB passou sete anos e meio fazendo oposição raivosa, xingando tudo, se opondo a todas as políticas. Foi contra o aumento do salário mínimo, chamou a Bolsa Família de Bolsa Esmola, criticou a formação de reservas cambiais, a diversificação do comércio exterior. Foi contra todo tipo de planejamento, de recuperação do Estado, bateu de frente com Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica, mostrou-se contrário à redução das desigualdades regionais.

Se campanha fosse ele sozinho, teria chance, diz a fonte. Só que haverá, do outro lado, a campanha de Dilma mostrando a esquizofrenia do discurso.

Os fatores de sucesso

No QG de Dilma, considera-se que, dos sete fatores de sucesso em uma eleição, falta-lhes apenas um: o apoio da mídia.

Os demais fatores são os seguintes:

1. Programa: ter o que mostrar.

2. Economia: de um modo geral bastante satisfatória. Vais e chegar nas eleições com índices de desemprego de 7% e PIB crescendo a pleno valor.

3. A aliança com o PMDB, garantindo horário eleitoral.

4. As alianças regionais, garantindo palanques em todos os estados.

5. Recursos de campanha.

6. Militância

A velha mídia continua desfavorável. Mas, comparado com 2002 e 2006 – diz ele – a situação é muito melhor. Já existe uma percepção nítida na opinião pública de que a mídia tem uma atitude permanentemente hostil contra o governo. Boa parcela da sociedade já questiona a mídia, que entra nessa campanha com o mais baixo nível de credibilidade da história.

Nas TVs, já não existe mais o pensamento único, embora a maioria do noticiário ainda seja negativo.

A blogosfera ainda tem o papel de agitação política, diz ele. Não consegue ainda praticar o novo jornalismo, mas consegue mostrar que o atual tem muitos problemas.

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/ ... more-54605

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qua Abr 07, 2010 10:35 am
por xatoux
FHC fará discurso em lançamento de Serra

Lista de oradores do encontro não está definida, mas os três partidos de oposição já bateram o martelo em relação ao nome do ex-presidente

Christiane Samarco / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Ausência mais notada na cerimônia em que José Serra despediu-se do governo de São Paulo na semana passada, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não será "escondido" na festa, em Brasília, para lançamento da pré-candidatura do tucano à Presidência.


O encontro nacional que reunirá o PSDB, o PPS e o DEM será no próximo sábado. Embora líderes dos três partidos ainda não tenham "batido o martelo" sobre o formato do evento, está decidido que FHC terá a palavra como presidente de honra do PSDB.

O tucanato avalia que, em encontros desse tipo, a regra geral é muito barulho, dispersão e pouca atenção aos oradores. Por isso, os organizadores estão empenhados em realizar uma cerimônia que não dure além de quatro horas. Esse modelo não comporta mais do que meia-dúzia de oradores - todos orientados a fazer discursos curtos até que Serra tome o microfone para apresentar sua candidatura. A ideia é fazer com que a estrela da festa comece a discursar ao meio-dia. Só o pré-candidato terá tempo franqueado para falar sem pressa.

"O Serra ficou muito calado esse tempo todo", diz o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). "Como ele tem falado pouco, os brasileiros querem ouvir muito mais sobre o que ele fez, o que faz e o que fará pelo Brasil." O foco da cerimônia é criar um espaço político para que Serra possa apresentar suas ideias sem infringir a Lei Eleitoral, que não permite campanha até o lançamento oficial das candidaturas nas convenções partidárias de junho.

Vozes. Além de FHC, também terão direito a voz os presidentes nacionais das três legendas. Vice dos sonhos da aliança, o ex-governador de Minas Aécio Neves, falará em nome dos governadores. E os partidos avaliam a conveniência de convidar uma prefeita da aliança para falar como representante das mulheres.

Também estarão presentes líderes e dirigentes de outros dois partidos, o PTB e o PSC, que os tucanos querem incluir na aliança, além de dissidente da base do governo, como o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que deve disputar o governo de Pernambuco para dar mais um palanque forte a Serra no Nordeste.

A programação incluirá exibição de um vídeo sobre Serra, preparado pelo publicitário Luiz Gonzales, que deverá cuidar do marketing da campanha.

Guerra não arrisca palpite sobre o conteúdo do discurso de Serra, que está sendo alinhavado pelo próprio pré-candidato. Ele avalia que a adversária petista Dilma Rousseff subiu o tom e exibe postura mais agressiva, mas não se queixa: "O discurso da Dilma é ótimo para nós. Quanto mais brava ela estiver, melhor". O tucanato acredita que Serra se apresente exibindo serenidade.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 4798,0.php

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qua Abr 07, 2010 11:58 am
por pafuncio
Sou um grande incentivador da presença do Efeagá na campanha do Serra. Injustiça o Princípe dos Sociólogos ser afastado da vitoriosa epopéia tucana.

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qua Abr 07, 2010 12:42 pm
por WalterGaudério
MAJOR FRAGUAS escreveu:Ou Seja por mais que a Impressa se diga que é a voz e a defesa da democracia, ela não exerce esta função de verdade, logo acho sim que deva ter uma fiscalização superior em nome da soberania nacional.
Mas quem seriam os iluminados que fariam isso? que legitimidade teriam?

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qua Abr 07, 2010 1:56 pm
por DELTA22
pafuncio escreveu:Sou um grande incentivador da presença do Efeagá na campanha do Serra. Injustiça o Princípe dos Sociólogos ser afastado da vitoriosa epopéia tucana.
Também acho. O "Farol de Alexandria" (nessa o PHA mandou bem!) não poderia faltar... seria um desperdício, ele é como Pelé: calado, um poeta! :twisted: :twisted:

[]'s.

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qua Abr 07, 2010 2:54 pm
por pafuncio
Olha, claro que para tudo há um contraponto.

Mas há quem diga que a campanha do Serra deseja alienar completamente o FHC, por temer desgaste na campanha e perda de votos. Quebraria também o desejado pelo Lula, o tal plebiscito entre os dois últimos presidentes.

Mas o FHC tem um ego enorme, dizem (disso, não tenho dúvidas :mrgreen: ), e ele não consegue ver seu governo criticado veementemente, pior, garantido votos ao partido contrário. Não bastasse isso, ele ainda tem muito apoio e prestígio na grande mídia, chega a ser o articulista dominical do Estadão, por exemplo. Tal prestígio não conspirará para sua modéstia e discrição, acho ...

Vamos ver como o jogo corre, mas a eleição, que se anunciava burocrática (os dois candidatos principais não têm carisma algum), realmente esquentará, pela diminuição de distância entre os contendores. Também, talvez, pelas intrigas e ciúmes dos dois sujeitos ocultos do pleito, o Lula e o Fernando Henrique (que são amigos na vida privada, assim como o Serra também o é dos dois supra).

Salu2.

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qua Abr 07, 2010 6:13 pm
por Enlil
Naturalmente se liga Dilma a Lula; do mesmo modo Serra a FHC. Não há o q cúpula da campanha tucana possa fazer em relação a isso. No entanto, não deixa de ser no mínimo "curioso" o fato de FHC ser o totem do PSDB paulista ao tempo em q se procura desvincular um do outro. Será mesmo q o povo tem memória curta?... Mesmo q eles tentem omitir essa vinculação a oposição (PT + aliados) não esquecerá de lembrar esse fato ad infinitum...

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qui Abr 08, 2010 2:26 am
por Ilya Ehrenburg
rodrigo escreveu:Imagem

Dilma apela para o discurso do medo

Enquanto o ex-governador José Serra ainda evita falar abertamente como candidato do PSDB a presidente da República, a ex-ministra Dilma Rousseff fala - e com desenvoltura - como candidata do PT e de uma dezena de partidos.

Por ora, seu discurso enfatiza dois pontos: a herdeira de Lula é ela. A oposição é anti-Lula.

Em campanha, não importa se é verdade, meia verdade ou mentira o que o candidato diz. Ele quer mais é se eleger. E se vale de todos os recursos para isso.

Pode ser desmoralizado por uma mentira que diga. Mas se a mentira se parece com uma verdade ou com uma meia verdade, tudo bem.

A oposição que Serra faz ao governo não pode ser taxada de anti-Lula. Até aqui não se ouviu uma crítica direta de Serra a Lula.

Não importa. Dilma não pode deixar que ganhe força a idéia de que também Serra daria continuidade ao governo Lula. Assim como Lula deu continuidade ao governo de Fernando Henrique Cardoso.

Apela para o medo: olha, se meu adversário for eleito, ele acabará com tudo de bom feito por Lula.

Dilma sabe que isso não é verdade. Mas quem sabe não cola?

Dilma sabe que o apagão de energia não foi gestado na época em que Serra era ministro do Planejamento de Fernando Henrique. Ele era ministro da Saúde quando houve o apagão.

Também não importa. Os brasileiros menos informados - a maioria, por sinal - pode engolir a história.

Algo como 53% dos eleitores ainda não sabem que a candidata de Lula é Dilma. Para esses, ela diz: Se for eleita, sempre consultarei o presidente Lula quando tiver que tomar decisões importantes.

Verdade ou mentira?

Quem sabe é ela.

Mas a confissão de dependência, sujeição ou subalternidade a Lula reforça sua identidade com ele.

O que está em jogo, e Dilma tem clareza disso, é o terceiro mandato para Lula.

A Constituição impede duas reeleições seguidas.

Então Lula escolheu à perfeição um candidato que só será capaz de vencer se a maioria dos brasileiros atender ao seu apelo: votem nele que será a mesma coisa que votar em mim.

Isso é de uma arrogância sem par. Mas e daí?

Lula acha que pode se dar a esse luxo.

Seu cálculo é simples: uma possível vitória de Dilma lhe será integralmente atribuída. Uma eventual derrota será atribuída a Dilma.

Porque embora apoiada pelo presidente mais popular da História ela foi incapaz de vencer.

Lula ganha se Dilma for eleita e não perde se ela for derrotada.

Convenhamos: é o melhor dos mundos para ele.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
Estás repercutindo a "tática Ali Kamel" Rodrigo?
[003] :mrgreen:

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qui Abr 08, 2010 4:06 am
por suntsé
Eu estou totalmente inclinado a votar no PT de novo, depois de algumas reportagens criticando a resistencia do governo em aceitar a nova clausula que a Agencia Internacional de Energia Atomica quer impor a gente.....eu fico na duvida...se o serra não vai abrir a pernas assim que assumir a presidencia.

Re: ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010, BRASIL

Enviado: Qui Abr 08, 2010 9:19 am
por marcelo l.
Do Valor

Comparações de Lula ecoam em plateia da construção civil

Cristiane Agostine, de São Paulo
08/04/2010

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva testou com uma plateia de empresários o discurso eleitoral de comparação de seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e foi bem-sucedido. Na noite de terça-feira, Lula recebeu apoio de dezenas de representantes da construção civil, em São Paulo, ao criticar a falta de investimentos no setor, “deteriorado há mais de vinte anos” e discorrer sobre o ineditismo do sistema capitalista brasileiro, que não tinha nem “capital nem financiamentos” em anos anteriores.

Empresários, beneficiados sobretudo por programas como o Minha Casa, Minha Vida, aprovaram também a crítica feita aos anos FHC e a comparação sobre os financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aumentaram entre 2003, primeiro ano do governo Lula, e 2010.

É o caso do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção, Melvyn Fox, que disse “concordar totalmente” com o discurso feito pelo presidente na cerimônia de abertura da 18ª Feira da Indústria da Construção e Iluminação, em São Paulo. “O setor da construção civil estava estagnado. Muito pouco foi feito até o fim do primeiro mandato de Lula. Houve uma mudança radical”, comentou.

Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, disse que o setor “está em êxtase”, com projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2. “A comparação entre os dois governos não é uma questão política, mas sim numérica. Os resultados dos dois governos não são comparáveis”, disse Conz. O otimismo se explica, em parte, pela previsão de crescimento 10% na venda de material de construção.

Na abertura da feira, Lula não poupou críticas a FHC e disse aos empresários que não deixem de lembrar como era a situação anos atrás. “De repente as pessoas esquecem do mundo que a gente veio, do mundo em que a gente está e do mundo que a gente quer ir. Este país teve o seu setor da construção civil praticamente deteriorado durante mais de 20 anos”, declarou. Ao fazer o autoelogio, o presidente disse que a Caixa Econômica Federal investe “nove vezes” o que investia em 2003 e que o crédito cresceu de R$ 380 bilhões para R$ 1,4 bilhão. O BNDES, continuou Lula, emprestava R$ 38 bilhões e este ano fechará com R$ 139 bilhões.

A comparação entre Lula e FHC tem sido evitada pelos tucanos e apoiadores da campanha do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) à Presidência. O presidente, no entanto, sinalizou que deve insistir nessa linha em seus discursos. “Cansei de ver o Brasil se portar como se fosse um país de segunda categoria. Tudo a gente achava que não podia fazer e tudo, quando não dava certo, se jogava a culpa em cima do governo. E como o governo também não fazia, não falava nada e ficava todo mundo enganando todo mundo neste país”, declarou.

Em seu discurso, Lula disse que deixará para seu sucessor “uma prateleira de projetos e programas”, para que o próximo presidente não tenha que “começar do zero” como ele. Ao fazer propaganda do PAC 2 para empresários que se beneficiarão diretamente dele, Lula afirmou que lançou o programa para mudar o paradigma do país. “Não era possível um país capitalista viver sem crédito e sem capital. Isso mudou definitivamente”, disse. “Quem vier a tomar posse na Presidência da República em janeiro de 2011 sabe que não existe mais espaço para pequenez política, não existe espaço para pequenos programas. Este país é grande e exige que os seus governantes pensem grande”, declarou.

Representantes da construção civil disseram não temer o próximo governante, quem quer que ele seja, nem a paralisação das obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida. Para Dilson Ferreira, presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, “as mudanças no setor foram estruturais” e devem ser mantidas pelo sucessor de Lula. “Não foram mudanças circunstanciais”, disse. No entanto, empresários ressaltam que a relação com Serra foi mais complicada, sobretudo por medidas como a substituição tributária, adotada em São Paulo. “Nossa relação com o governo estadual foi muito difícil”, relatou Fox. “O que muda entre Dilma e Serra é a forma de dialogar. No Estado, não tivemos diálogo”, disse Conz.