CHILE: As Fragatas Holandesas
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Ré da F813 , vendo-se o lançador Mk-13 identico ao das OHP e o CIWS Goalkeeper de fabrico holandês
GALERIA DA F813
http://www.ibiblio.org/maritime/photoli ... album=1052
Triste sina ter nascido português
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Chile has shelved plans to build three multipurpose frigates in favour of acquiring four second-hand frigates surplus to the Royal Netherlands Navy (RNLN), Chilean Defence Minister Michelle Bachelet announced last week.
Bachelet confirmed that negotiations are under way with the Netherlands to procure two Jacob van Heemskerck L-class air-defence frigates and two Karel Doorman L-class multipurpose frigates under a deal valued at $350 million.
The estimated cost of the cancelled shipbuilding project was set at around $850 million.
Bachelet explained that buying the used RNLN frigates was a more cost-effective, faster way to renew the fleet. She said the new frigates will replace older vessels, some of them already retired or set to be phased out. "In no way," she said, will they "represent an expansion of Chile's fleet size."
The negotiations are expected to be concluded late in March or early in April, with HrMs Abraham van der Hultst - the first M-class frigate - joining the Chilean fleet in June 2005. The first L-class frigate, Jacob van Heemskerck, will be delivered in December 2005, with HrMs Witte de With (L-class) and HrMs Tjerk Hiddes (M-class) following in August 2006 and April 2007.
As fragatas da classe M, ou Karel Doorman, que seguem para o Chile são a F 830 Tjerk Hiddes e a F 832 Abraham van der Hulst. Portanto o que as fotos mostram é a F 832 em Den Helder a ser preparada para entrega à Marinha de Guerra chilena.
Um abraço,
Carlos Jorge Gomes
"SIC ITUR AD ASTRA"
(Deste modo alcançamos as estrelas)
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- Rui Elias Maltez
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Pronto:
Se eu bem percebi, as M (Karel Doorman) são fragatas multi-usos, semelhantes nas suas capacidades às nossas Vasco da Gama ( embora neste momento se desconheça ao certo que sistemas de armas irão para o Chile em cima da plataforma), e as L (JvH) são fragatas essencialmente AAW.
Por isso não têm lugar para um helis.
Mas se elas são vocacionadas essencialmente para AAW, para quê a necessidade imperiosa de ter um heli orgânico?
Mais uma razão para pensar se estas não teriam sido melhor opção para Portugal.
Mais novas e com uns sistemas de radares e electronicas eventualmente superiores às OHP.
E mais:
Se as OHP que vierem forem incorporadas na nossa Armada com os sistemas utilizados na US Navy, creio que seria importnatte dotá-las de sistemas mais sofisticados.
Já nem digo, um VLS como o que está a ser aplicado nas Adelaide, mas qualquer coisa que eventualmente fosse melhor que o MK-13.
É que dado o pequeno número de plataformas AAW para a defesa do espaço nacional e futura escolta do NavPol, creio que seria de todo importante dotá-las da melhor qualidade possível.
O que acham disso?
Se eu bem percebi, as M (Karel Doorman) são fragatas multi-usos, semelhantes nas suas capacidades às nossas Vasco da Gama ( embora neste momento se desconheça ao certo que sistemas de armas irão para o Chile em cima da plataforma), e as L (JvH) são fragatas essencialmente AAW.
Por isso não têm lugar para um helis.
Mas se elas são vocacionadas essencialmente para AAW, para quê a necessidade imperiosa de ter um heli orgânico?
Mais uma razão para pensar se estas não teriam sido melhor opção para Portugal.
Mais novas e com uns sistemas de radares e electronicas eventualmente superiores às OHP.
E mais:
Se as OHP que vierem forem incorporadas na nossa Armada com os sistemas utilizados na US Navy, creio que seria importnatte dotá-las de sistemas mais sofisticados.
Já nem digo, um VLS como o que está a ser aplicado nas Adelaide, mas qualquer coisa que eventualmente fosse melhor que o MK-13.
É que dado o pequeno número de plataformas AAW para a defesa do espaço nacional e futura escolta do NavPol, creio que seria de todo importante dotá-las da melhor qualidade possível.
O que acham disso?
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Rui Elias Maltez escreveu:Se eu bem percebi, as M (Karel Doorman) são fragatas multi-usos, semelhantes nas suas capacidades às nossas Vasco da Gama ( embora neste momento se desconheça ao certo que sistemas de armas irão para o Chile em cima da plataforma), e as L (JvH) são fragatas essencialmente AAW.
Por isso não têm lugar para um helis.
Mas se elas são vocacionadas essencialmente para AAW, para quê a necessidade imperiosa de ter um heli orgânico?
Mais uma razão para pensar se estas não teriam sido melhor opção para Portugal.
Rui, não é por serem vocacionadas para AAW que podem automaticamente dispensar os helicópteros orgânicos. Os navios, sobretudo em Marinhas pequenas, devem ter um certo grau de polivalência, e por isso o helicóptero é sempre muito útil em missões de ASW, ASuW, fiscalização de embarcações suspeitas e mesmo SAR.
Tanto quanto me lembro, todos os navios de defesa anti-aérea actualmente em fase de projecto ou construção têm hangar.
Nos EUA, as Arleigh Burke (desde o Flight II), os Ticonderoga e claro, as OHP, todos têm hélis ASW, o que demonstra que nem eles estão dispostos a gastar mais dinheiro num outro navio ASW para basear os helicópteros. Tendo a possibilidade de o colocar no navio vocacionado para AAW, não o fazer é perder recursos e polivalência operacional.
Rui Elias Maltez escreveu:Já nem digo, um VLS como o que está a ser aplicado nas Adelaide, mas qualquer coisa que eventualmente fosse melhor que o MK-13.
É que dado o pequeno número de plataformas AAW para a defesa do espaço nacional e futura escolta do NavPol, creio que seria de todo importante dotá-las da melhor qualidade possível.
Tendo em conta a nossa necessidade de um navio AAW, estamos limitados a 3 mísseis - os Standard 1 e 2 e os Aster 30. Como os últimos estão fora de questão, por causa dos custos de incorporação, duplicação logística e necessidade de novos radares, restam os Standard. E para estes, só podemos usar o Mk.13 ou um VLS.
O VLS das Adelaide destina-se, tanto quanto sei, a mísseis ESSM (defesa de ponto) e não aos Standard (defesa de área).
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Pois, eu também concordo que num país pequeno e com uma marinha pequena se devem rentabilizar as poucas plataformas que temos para que a relativa polivalência dos meios possam rentabilizar essas capacidade.
E concordo que fragatas com heli orgânico para SAR, ASuW, etc, é sempre uma, mais valia para qualquer plataforma de superfície.
Mas nesse caso, JNSA, você se tivesse que escolher entre as OHP e as JvH, escolheria as primeiras, ou a existência do heli a bordo não seria suficiente para ustificar essa escolha?
Dinheiros à parte, já que me parece que as OHP serão bem mais baratas que as JvH, embora estas nos dessem um horizonte temporal de utilização maior.
Qual destas duas soluções preferia?
E concordo que fragatas com heli orgânico para SAR, ASuW, etc, é sempre uma, mais valia para qualquer plataforma de superfície.
Mas nesse caso, JNSA, você se tivesse que escolher entre as OHP e as JvH, escolheria as primeiras, ou a existência do heli a bordo não seria suficiente para ustificar essa escolha?
Dinheiros à parte, já que me parece que as OHP serão bem mais baratas que as JvH, embora estas nos dessem um horizonte temporal de utilização maior.
Qual destas duas soluções preferia?
Rui Elias Maltez escreveu:Mas nesse caso, JNSA, você se tivesse que escolher entre as OHP e as JvH, escolheria as primeiras, ou a existência do heli a bordo não seria suficiente para ustificar essa escolha?
Dinheiros à parte, já que me parece que as OHP serão bem mais baratas que as JvH, embora estas nos dessem um horizonte temporal de utilização maior.
Qual destas duas soluções preferia?
A mera existência do helicóptero a bordo não justificaria a escolha das OHP, visto que são navios muito menos capazes ao nível do sistema de propulsão, sensores e armamento, e são mais velhos.
O grande problema aqui era o custo de aquisição, porque ao que parece, as JvH seriam bem mais caras que as OHP. O futuro dirá se fizemos uma boa escolha ou não (e sobretudo, se o dinheiro poupado será investido em alguma coisa útil).
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Na realidade, não se poupa nenhum dinheiro.
Apenas se gasta aquele que estava previsto, ou seja € 80.000.000.
Quanto ao sistema de propulsão, as JvH têm um sistema de propulsão um pouco melhor e mais potente, que dá uma velocidade máxima duperior em dois nós.
No entanto o sistema secundário de propulsão das Perry, permite ao navio navegar a 4 nós, mesmo que tenha as turbinas destruidas.
Logo, nem tudo é pior.
As Perry têm pelo menos um canhão de 76mm e a JvH não tem canhões (excepto o CIWS que nas Perry também existe)
As JvH não têm helicoptero, sendo totalmente limitadas em luta ASW. Ou seja, uma Perry substitui uma Vasco da Gama nessa função. Uma JvH não o conseguiria fazer.
A maior e grande vantagem das JvH, é quase exclusivamente o radar. Aí sim, o radar das Perry, não é tão bom. Ou melhor, não lhe chega aos pés.
No entanto, em meu entendimento, a superioridade do radar, não justificava o preço.
Cumprimentos
Apenas se gasta aquele que estava previsto, ou seja € 80.000.000.
Quanto ao sistema de propulsão, as JvH têm um sistema de propulsão um pouco melhor e mais potente, que dá uma velocidade máxima duperior em dois nós.
No entanto o sistema secundário de propulsão das Perry, permite ao navio navegar a 4 nós, mesmo que tenha as turbinas destruidas.
Logo, nem tudo é pior.
As Perry têm pelo menos um canhão de 76mm e a JvH não tem canhões (excepto o CIWS que nas Perry também existe)
As JvH não têm helicoptero, sendo totalmente limitadas em luta ASW. Ou seja, uma Perry substitui uma Vasco da Gama nessa função. Uma JvH não o conseguiria fazer.
A maior e grande vantagem das JvH, é quase exclusivamente o radar. Aí sim, o radar das Perry, não é tão bom. Ou melhor, não lhe chega aos pés.
No entanto, em meu entendimento, a superioridade do radar, não justificava o preço.
Cumprimentos