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Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sex Set 18, 2015 4:13 pm
por Luís Henrique
Justin Case escreveu:
kirk escreveu: Vídeo do Radar AESA Raven ES-05

https://mtc.cdn.vine.co/r/videos/3FEF42 ... QWpbNJmAhF
Amigos,

Sabre informou que o giro da antena poderá ser controlado. Ainda assim, associando a teoria do swashplate com o vídeo postado pelo Kirk, podemos fazer alguns cálculos hipotéticos.
1. Se a velocidade de rotação for aquela do vídeo, a antena completa o giro em torno de cinco segundos.
2. Se um alvo for marcado no limite de azimute de detecção (100 graus), ele somente será plotado novamente após a antena realizar novo giro completo (5 segundos).
3. Considerando que um caça (alvo) voe subsônico a 300 metros por segundo, na próxima varredura ele terá modificado sua posição em 1500 metros. Poderá também ter feito 120 graus de curva.
4. Se considerarmos o ângulo básico do swashplate como 35 graus e outros 65 graus de varredura eletrônica, podemos imaginar que, a partir de 30 graus do eixo da aeronave, passaremos a ter retardo na atualização da posição do alvo (começando de zero e indo até 5 segundos, dependendo do azimute).
5. Então, embora tenhamos mais que um hemisfério de volume de varredura, haverá limitações na taxa de atualização, já a partir de 35 graus de azimute.
6. Uma antena AESA fixa tem um campo de visada definido (um cone de 60 a 70 graus a partir do eixo), mas não tem restrições de taxa de atualização quando em varredura.
Comentários?

Abraços,

Justin
1) Se foi detectado um alvo no limite de azimute de detecção, talvez o piloto realizaria uma manobra imediata para que este alvo se aproxime mais do centro, de modo a não perde-lo de vista.

2) Por estas limitações que os russos preferiram instalar no PAK-FA 3 radares AESA de banda X fixo. Um central, um do lado direito e um do lado esquerdo.
Soluciona o problema de tempo do giro mecânico e taxa de atualização e também creio que diminui problemas de manutenção.

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sex Set 18, 2015 4:19 pm
por Luís Henrique
Justin Case escreveu:
Marechal-do-ar escreveu:Justin, supondo que esse giro fosse uma séria limitação, por que os fabricantes não colocam duas antenas, uma inclinada para a direita e outra para a esquerda? Teria varredura de um grande ângulo frontal, a posição diretamente a frente estaria exposta a ambas as antenas maximizando o alcance frontal e não haveria grande contribuição por parte da antena para o RCS frontal.

Penso que quando existe uma solução muito simples para um problema e essa solução não é aplicada, talvez, o problema não exista.
Olá, Marechal.

Eu já tinha comentado sobre a perda de eficieência do feixe refletido eletronicamente, e também da maior importância do alcance frontal.
Então eu não apoiaria essa sua ideia.
Acho que uma antena frontal e mais duas laterais (uma em cada lado da nacele) poderiam trazer uma solução interessante. Acho que já tem gente pensando nisso.
Para a furtividade frontal eu sugeriria uma antena frontal que operasse fixa, mas pudesse ser rebatida quando em operação "silent". Nesse caso, com o inimigo transmitindo, outros sensores são suficientes para uma estratégia inicial BVR. Quando o nosso radar está transmitindo, não há como ser furtivo.
Abraço,

Justin
Exatamente. O PAK-FA é exatamente assim.
Um radar principal no centro (no nariz) com 1552 módulos T/R e dois menores instalados na fuselagem frontal, um de cada lado, com 358 módulos T/R.
Além desses 3, tem mais 2 radares de Banda L, na extensão da ponta das asas, um de cada lado.

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sex Set 18, 2015 4:22 pm
por Luís Henrique
NovaTO escreveu:Caro Juliano Lisboa,

Bom post e belas imagens, parabéns! [100]

Curioso que todos que vêem o mock-up de perto comentam que o caça é maior do que eles pensavam. 8-]

E é bom ver que os Meteor estarão lá.... :mrgreen:


Luís Henrique escreveu:Excelente debate colegas.

O Gripen NG sem dúvidas será um caça fantástico.

Estou torcendo para encomendarmos um novo lote e acelerarmos as entregas. Não vejo a hora de aposentarmos os F-5 e A-1...

Imaginem a FAB com 5 bases, uma em cada região do país (ex.: Anápolis, Santa Maria, Santa Cruz, Manaus e Natal), operando 18 Gripen NG em cada uma e os nossos 5 E-99 divididos entre estas bases, dando apoio aéreo para cada esquadrão de Gripen NG???

O segundo passo seria 90 caças de 5a geração (F-35, PAK-FA, FS2020 ???) e a FAB teria um MIX com 180 aeronaves.
E a aquisição de pelo menos, mais 5 AEW (E-99 Block 2 ou um E-190 ???)...
Caro Luis Henrique,

Se o Brasil não estivesse vivendo essa draga danada, sua idéia não seria ruim não. :)

Mas deixaria os Gripens em 3 Bases: Anápolis , Santa Cruz e Santa Maria. Manaus e Natal teriam desdobramentos periódicos e quando necessário. Mesmo caso dos E-99. Todos em Anápolis, com desdobramento. Mas se o momento $$$ for bom, poderiam seguir seu modelo sim. :)

O segundo passo, que inclusive justificaria o primeiro, seria o FS2020(ou FS2030). Mas se não der, um esquadrão de 36 F-35 ou PAKFA seria o ideal.

[]'s
É isso ai.
Não vejo nenhum absurdo a FAB operar 90 caças.
Acho até pouco. Mas com o DESgoverno é complicado mesmo. :? :? :?

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sex Set 18, 2015 5:59 pm
por Mathias
Conteúdo realmente muito relevante nas últimas páginas, algo raro nesse tópico diante da comum disputa de links google.
Acho que também não entendi...
Isso quer dizer que essa trabalheira toda por imagens para ilustrar conceitos, dados, textos, trabalhos acadêmicos, tudo isso é bobagem de "quem tem pau maior"?

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sáb Set 19, 2015 9:05 am
por Sabre
Justin Case escreveu:
kirk escreveu: Vídeo do Radar AESA Raven ES-05

https://mtc.cdn.vine.co/r/videos/3FEF42 ... QWpbNJmAhF
Amigos,

Sabre informou que o giro da antena poderá ser controlado. Ainda assim, associando a teoria do swashplate com o vídeo postado pelo Kirk, podemos fazer alguns cálculos hipotéticos.
1. Se a velocidade de rotação for aquela do vídeo, a antena completa o giro em torno de cinco segundos.
2. Se um alvo for marcado no limite de azimute de detecção (100 graus), ele somente será plotado novamente após a antena realizar novo giro completo (5 segundos).
3. Considerando que um caça (alvo) voe subsônico a 300 metros por segundo, na próxima varredura ele terá modificado sua posição em 1500 metros. Poderá também ter feito 120 graus de curva.
4. Se considerarmos o ângulo básico do swashplate como 35 graus e outros 65 graus de varredura eletrônica, podemos imaginar que, a partir de 30 graus do eixo da aeronave, passaremos a ter retardo na atualização da posição do alvo (começando de zero e indo até 5 segundos, dependendo do azimute).
5. Então, embora tenhamos mais que um hemisfério de volume de varredura, haverá limitações na taxa de atualização, já a partir de 35 graus de azimute.
6. Uma antena AESA fixa tem um campo de visada definido (um cone de 60 a 70 graus a partir do eixo), mas não tem restrições de taxa de atualização quando em varredura.
Comentários?

Abraços,

Justin
Justin,

O Radar terá o modo TWS (Track While Scan).

E para a sua análise, veja estas duas situações hipotéticas:

- Dois sentinelas, A e B, tem a responsabilidade de vigiar determinada área.

- Os dois têm a mesma acuidade visual e o mesmo grau de liberdade de movimento dos olhos - 70 graus.

- O sentinela A está com torcicolo, incapacitado de movimentar o pescoço, obrigando-o a olhar sempre em frente.

- O sentinela B pode movimentar o seu pescoço 30 graus para todas as direções, porém em movimentos circulares, sempre a 30 graus do eixo.

Neste caso, o retardo de atualização dos movimentos situados no intervalo entre 70 a 100 graus do eixo do nariz do sentinela A é infinito, porque nunca serão observados.

Os movimentos observados pelo sentinela B a partir dos 30 graus poderão ser constantemente observados, desde que ele sinta que são importantes, simplesmente parando de girar o pescoço.

Abs,

Sabre

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sáb Set 19, 2015 9:58 am
por Justin Case
Sabre escreveu: Justin,

O Radar terá o modo TWS (Track While Scan).

E para a sua análise, veja estas duas situações hipotéticas:

- Dois sentinelas, A e B, tem a responsabilidade de vigiar determinada área.

- Os dois têm a mesma acuidade visual e o mesmo grau de liberdade de movimento dos olhos - 70 graus.

- O sentinela A está com torcicolo, incapacitado de movimentar o pescoço, obrigando-o a olhar sempre em frente.

- O sentinela B pode movimentar o seu pescoço 30 graus para todas as direções, porém em movimentos circulares, sempre a 30 graus do eixo.

Neste caso, o retardo de atualização dos movimentos situados no intervalo entre 70 a 100 graus do eixo do nariz do sentinela A é infinito, porque nunca serão observados.

Os movimentos observados pelo sentinela B a partir dos 30 graus poderão ser constantemente observados, desde que ele sinta que são importantes, simplesmente parando de girar o pescoço.

Abs,

Sabre
Bom dia, Sabre.

Grato por esclarecer sobre algumas das minhas dúvidas anteriores.
Analogias são importantes para que aqueles que têm menor conhecimento do assunto também possam acompanhar a discussão e entender o princípio do swashplate. Foi interessante a comparação com o torcicolo. :lol:
Este último assunto me levou a imaginar o MMI (man-machine interface) para controlar a área de interesse de varredura do radar. Haveria algum comando semelhante aos anteriormente utilizados nos radares de varredura mecânica para restringir a área de busca? Uma das funções de um joystick?
Também temos que considerar que a antena não pode simplesmente parar em uma posição, mas estabilizar sua orientação em relação ao espaço externo. Poderá ser necessário avançar ou retroceder o giro. Explicando melhor: se nosso avião iniciar uma curva de 60 graus de inclinação, a área de varredura não deverá girar junto, mas permanecer apontada para a área de interesse no espaço, em azimute e elevação.
Se, por acaso, já tivermos designado aquele alvo como um HPT (High Priority Target), provavelmente será possível o sistema fazer isso automaticamente. Resta a dúvida sobre a fase de busca genérica, por exemplo, quando elementos de uma esquadrilha tiverem setores diferentes para vigiar, sem alvo pré-determinado.
Em todo caso, essa solução de controle da antena pode resolver outras questões. Uma delas é evitar que, no limite de deteção, seja por ângulo ou por distância, a detecção seja descontínua por causa do giro da antena (vejo, não vejo, vejo...).
Abraço,

Justin

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sáb Set 19, 2015 11:37 am
por Sabre
Justin Case escreveu:
Sabre escreveu: Justin,

O Radar terá o modo TWS (Track While Scan).

E para a sua análise, veja estas duas situações hipotéticas:

- Dois sentinelas, A e B, tem a responsabilidade de vigiar determinada área.

- Os dois têm a mesma acuidade visual e o mesmo grau de liberdade de movimento dos olhos - 70 graus.

- O sentinela A está com torcicolo, incapacitado de movimentar o pescoço, obrigando-o a olhar sempre em frente.

- O sentinela B pode movimentar o seu pescoço 30 graus para todas as direções, porém em movimentos circulares, sempre a 30 graus do eixo.

Neste caso, o retardo de atualização dos movimentos situados no intervalo entre 70 a 100 graus do eixo do nariz do sentinela A é infinito, porque nunca serão observados.

Os movimentos observados pelo sentinela B a partir dos 30 graus poderão ser constantemente observados, desde que ele sinta que são importantes, simplesmente parando de girar o pescoço.

Abs,

Sabre
Bom dia, Sabre.

Grato por esclarecer sobre algumas das minhas dúvidas anteriores.
Analogias são importantes para que aqueles que têm menor conhecimento do assunto também possam acompanhar a discussão e entender o princípio do swashplate. Foi interessante a comparação com o torcicolo. :lol:
Este último assunto me levou a imaginar o MMI (man-machine interface) para controlar a área de interesse de varredura do radar. Haveria algum comando semelhante aos anteriormente utilizados nos radares de varredura mecânica para restringir a área de busca? Uma das funções de um joystick?
Também temos que considerar que a antena não pode simplesmente parar em uma posição, mas estabilizar sua orientação em relação ao espaço externo. Poderá ser necessário avançar ou retroceder o giro. Explicando melhor: se nosso avião iniciar uma curva de 60 graus de inclinação, a área de varredura não deverá girar junto, mas permanecer apontada para a área de interesse no espaço, em azimute e elevação.
Se, por acaso, já tivermos designado aquele alvo como um HPT (High Priority Target), provavelmente será possível o sistema fazer isso automaticamente. Resta a dúvida sobre a fase de busca genérica, por exemplo, quando elementos de uma esquadrilha tiverem setores diferentes para vigiar, sem alvo pré-determinado.
Em todo caso, essa solução de controle da antena pode resolver outras questões. Uma delas é evitar que, no limite de deteção, seja por ângulo ou por distância, a detecção seja descontínua por causa do giro da antena (vejo, não vejo, vejo...).
Abraço,

Justin
Justin,

Não houve, absolutamente, na analogia com os sentinelas, nenhuma intenção sarcástica. Apenas tentei dar uma imagem mais fácil de visualização.
Mais uma vez, não sei lhe responder quanto ao MMI. Acredito que já existam muitas coisas definidas e outras por definir no congelamento do ORS (Operational Requirement Specifications).
Acredito que você tenha saudades...
Abs,
Sabre

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Sáb Set 19, 2015 7:40 pm
por kirk
Justin Case escreveu:
Sabre escreveu: Justin,

O Radar terá o modo TWS (Track While Scan).

E para a sua análise, veja estas duas situações hipotéticas:

- Dois sentinelas, A e B, tem a responsabilidade de vigiar determinada área.

- Os dois têm a mesma acuidade visual e o mesmo grau de liberdade de movimento dos olhos - 70 graus.

- O sentinela A está com torcicolo, incapacitado de movimentar o pescoço, obrigando-o a olhar sempre em frente.

- O sentinela B pode movimentar o seu pescoço 30 graus para todas as direções, porém em movimentos circulares, sempre a 30 graus do eixo.

Neste caso, o retardo de atualização dos movimentos situados no intervalo entre 70 a 100 graus do eixo do nariz do sentinela A é infinito, porque nunca serão observados.

Os movimentos observados pelo sentinela B a partir dos 30 graus poderão ser constantemente observados, desde que ele sinta que são importantes, simplesmente parando de girar o pescoço.

Abs,

Sabre
Bom dia, Sabre.

Grato por esclarecer sobre algumas das minhas dúvidas anteriores.
Analogias são importantes para que aqueles que têm menor conhecimento do assunto também possam acompanhar a discussão e entender o princípio do swashplate. Foi interessante a comparação com o torcicolo. :lol:
Este último assunto me levou a imaginar o MMI (man-machine interface) para controlar a área de interesse de varredura do radar. Haveria algum comando semelhante aos anteriormente utilizados nos radares de varredura mecânica para restringir a área de busca? Uma das funções de um joystick?
Também temos que considerar que a antena não pode simplesmente parar em uma posição, mas estabilizar sua orientação em relação ao espaço externo. Poderá ser necessário avançar ou retroceder o giro. Explicando melhor: se nosso avião iniciar uma curva de 60 graus de inclinação, a área de varredura não deverá girar junto, mas permanecer apontada para a área de interesse no espaço, em azimute e elevação.
Se, por acaso, já tivermos designado aquele alvo como um HPT (High Priority Target), provavelmente será possível o sistema fazer isso automaticamente. Resta a dúvida sobre a fase de busca genérica, por exemplo, quando elementos de uma esquadrilha tiverem setores diferentes para vigiar, sem alvo pré-determinado.
Em todo caso, essa solução de controle da antena pode resolver outras questões. Uma delas é evitar que, no limite de deteção, seja por ângulo ou por distância, a detecção seja descontínua por causa do giro da antena (vejo, não vejo, vejo...).
Abraço,

Justin
Justin, Boa noite !

Eu também já havia pensado nisso e tive a mesma curiosidade ...

Será que neste caso os processadores não "compensam ou completam" os gaps ... até por serem muito rápidos ?

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Seg Set 21, 2015 12:09 am
por Justin Case
kirk escreveu:
Justin Case escreveu: Bom dia, Sabre.

Grato por esclarecer sobre algumas das minhas dúvidas anteriores.
Analogias são importantes para que aqueles que têm menor conhecimento do assunto também possam acompanhar a discussão e entender o princípio do swashplate. Foi interessante a comparação com o torcicolo. :lol:
Este último assunto me levou a imaginar o MMI (man-machine interface) para controlar a área de interesse de varredura do radar. Haveria algum comando semelhante aos anteriormente utilizados nos radares de varredura mecânica para restringir a área de busca? Uma das funções de um joystick?
Também temos que considerar que a antena não pode simplesmente parar em uma posição, mas estabilizar sua orientação em relação ao espaço externo. Poderá ser necessário avançar ou retroceder o giro. Explicando melhor: se nosso avião iniciar uma curva de 60 graus de inclinação, a área de varredura não deverá girar junto, mas permanecer apontada para a área de interesse no espaço, em azimute e elevação.
Se, por acaso, já tivermos designado aquele alvo como um HPT (High Priority Target), provavelmente será possível o sistema fazer isso automaticamente. Resta a dúvida sobre a fase de busca genérica, por exemplo, quando elementos de uma esquadrilha tiverem setores diferentes para vigiar, sem alvo pré-determinado.
Em todo caso, essa solução de controle da antena pode resolver outras questões. Uma delas é evitar que, no limite de deteção, seja por ângulo ou por distância, a detecção seja descontínua por causa do giro da antena (vejo, não vejo, vejo...).
Abraço,

Justin
Justin, Boa noite !

Eu também já havia pensado nisso e tive a mesma curiosidade ...

Será que neste caso os processadores não "compensam ou completam" os gaps ... até por serem muito rápidos ?
Kirk,

Não posso apresentar um comentário preciso, pois desconheço detalhes técnicos. Mas ainda assim posso citar alguns fatores, baseado em premissas teóricas.
1. Quando um radar recebe um contato pela primeira vez, por estar no limite de deteção, há dúvida de que possa ser um falso alarme. Assim, este não é imediatamente apresentado para o piloto. Deve-se aguardar que seja confirmado por alguns contatos subsequentes. Como um AESA tem muitos "radares" varrendo aquela área, essa tarefa deve ser cumprida rapidamente.
2. Após identificar um contato, para prever sua posição futura são necessários vários outros contatos: dois contatos suficientemente espaçados (mais que uma varredura de antena, provavelmente) permitem determinar uma direção, sentido e velocidade média; com três contatos, é possível identificar um plano de movimento, uma curva e a aceleração.
3. Como o caçador está também em movimento, e os dados são recebidos pelo radar deste avião, é necessário conhecer também próprios dados de posição, velocidade, rumo, altitude (que podem estar variando), para identificar o movimento daquele alvo em relação ao planeta. É também requerido que o avião caçador tenha capacidade de processar esses dados em tempo útil.
4. Sendo então capaz de prever o movimento do alvo, o processador poderá apresentar para o piloto uma informação contínua, mesmo usando a posição estimada, como você sugere.
5. Ao retomar o contato real, o sistema deve comparar a posição atual com aquela estimada. Se houver confiança suficiente que é o mesmo alvo, a informação é revalidada. Se a posição for muito diferente da esperada, provavelmente todo o processo terá que ser reiniciado, como se fosse detectado um novo alvo.
6. No limite de detecção há várias incertezas. É um só avião ou podem ser dois? Se forem dois, e um contato for perdido, o que houve? Eles reuniram ou foi perdido contato com um deles? Para um lançamento de míssil, é necessário ter certeza de qual alvo estamos atacando. Não podemos associar uma classificação prévia a esse segundo contato, se não houver forte indicação de que se trata do mesmo objetivo.
7. Embora os fabricantes apresentem um excelente alcance radar, muitas vezes o alcance efetivo pode ser bastante reduzido, dependendo do false alarm rate aceitável, conforme especificado nos requisitos do operador.
Espero ter ajudado, mas reconheço que pode ter complicado. :oops:

Justin

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Seg Set 21, 2015 10:21 pm
por knigh7
Suécia recebe os primeiros engenheiros brasileiros que vão trabalhar no novo Gripen

Embraer vai enviar 44 dos 46 engenheiros e técnicos que farão parte do grupo pioneiro de trabalho para a produção dos jatos comprados pelo Brasil
Sheila Faria
Editora executiva

Um grupo de 46 engenheiros e técnicos brasileiros começa a trabalhar na Suécia a partir do dia 19 de outubro. Eles são funcionários das empresas Embraer, de São José, e AEL Sitemas, de Porto Alegre.
Embora alguns engenheiros da Embraer já estejam na sede da sueca Saab, os 46 profissionais serão oficialmente os pioneiros para o início do programa de fabricação dos caças supersônicos Gripen NG, que serão produzidos pela Saab para equipar a FAB (Força Aérea Brasileira).
O contrato de compra dos jatos inclui transferência de tecnologia para o Brasil, sob a coordenação da Embraer.
Começa a valer agora, na prática, o contrato entre o Brasil e a Suécia, efetivado oficialmente há duas semanas.
Serão 36 caças supersônicos Gripen NG de última geração, capazes de voar duas vezes a velocidade do som.
A última pendência do contrato, o financiamento, também foi concluída há um mês. O contrato é de US$ 4,7 bilhões, dos quais US$ 245,3 milhões são para a compra de armamentos para os jatos.

Grupos. Os técnicos e engenheiros brasileiros irão em grupos ao longo dos próximos anos. Em outubro, irão 44 funcionários da Embraer e 2 da AEL. Segundo a Embraer, até 2020, a empresa vai enviar 280 funcionários para a sede da Saab para atuar no projeto.
De acordo com a Embraer, irão para a Suécia engenheiros e operadores de produção, de 2015 a 2020. A empresa informou que a permanência dos funcionários na Suécia pode durar de 6 a 24 meses.
Segundo a Saab, o tempo de permanência do primeiro grupo na Suécia deve ser de 12 meses. No início, haverá uma variedade de treinamentos teóricos e a maioria dos técnicos e engenheiros também irá participar do treinamento prático (on-the-job), no desenvolvimento do Gripen --uma formação mais especializada dentro do mesmo projeto que os engenheiros da Saab.

Produção. A Embraer será a responsável no Brasil pelo programa de transferência de tecnologia. A Embraer também vai coordenar as atividades de produção dos caças no Brasil. A empresa será responsável pelo desenvolvimento completo da versão de dois lugares do Gripen NG. A montagem final dos jatos será feita na fábrica de Gavião Peixoto.
A AEL é responsável pelo programa de sistemas avi-ônicos do Gripen. A empresa foi confirmada no programa em fevereiro, quando assinou com a Saab um contrato para a transferência de tecnologia.
A AEL foi selecionada para fornecer o WAD (Wide Area Display), o HUD (Visor Frontal) e o HMD (Helmet Mounted Display - capacete com visor), que será integrado ao Gripen NG para o Brasil como parte do contrato F-X2.
O trabalho da AEL deve durar quatro anos e inclui o desenvolvimento, a integração e o trabalho de produção, que serão realizados em Porto Alegre. A integração do sistema será feito pela SAAB e pela Embraer.

Marco. Para a Saab, a chegada dos técnicos e engenheiros brasileiros é um marco no programa dos caças para a FAB.
“Este importante acontecimento marca o início formal do programa Gripen NG brasileiro. Agora vamos trabalhar a toda velocidade para garantir as entregas no prazo determinado”, afirmou Häkan Buskhe, presidente e CEO da Saab.

Perfil. O Gripen é uma aeronave de combate multimissão, capaz de realizar todas as missões ar-ar e ar-solo, incluindo tarefas especializadas, como de inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento e guerra eletrônica.
O Gripen está equipado com os mais modernos sensores e sistemas de missão, incluindo um radar de varredura eletrônica ativa e um sistema de busca e rastreamento infravermelho. O caça deve substituir os F-5 da FAB.


Entregas

Primeiros caças chegam em 2019
A entrega dos caças supersônicos Gripen NG deve começar em 2019 e terminar em 2024. A montagem final dos jatos no Brasil será feita na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto. Dois pilotos brasileiros --Gustavo Pascotto e Ramon Forneas-- foram os primeiros a serem treinados para pilotar o caça, na Suécia. Outros pilotos da FAB devem ser treinados.

http://www.ovale.com.br/suecia-recebe-o ... n-1.622585

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Seg Set 21, 2015 11:18 pm
por knigh7
Luís Henrique escreveu: ...
Soluciona o problema de tempo do giro mecânico e taxa de atualização e também creio que diminui problemas de manutenção.
Olá, L. Henrique.

Trecho de uma matéria (antiga, de uns 7 anos atrás) da Alide:
Os engenheiros da SELEX Galileo afirmam que o “swashplate” não tem por função a rápida rotação da antena, como acontecia nos radares tradicionais, e que, por isso, produz um impacto mínimo em termos de manutenção (MTBF). Nos radares AESA a varredura é feita via a movimentação eletrônica do feixe do radar. Ele assim se move a qualquer taxa desejada e compensa imediatamente a os efeitos da movimentação da aeronave em voo. O “swashplate” é responsável por mover “gentilmente” a antena, de forma relativamente lenta criando um campo de visão reconfigurável que (...)
P. S.: Vc que também gosta de ler, compre a revista S&D que está nas bancas. A revista traduziu um atrigo sobre Guerra Eletrônica, do Stephen Miller. Interessante. E ele elogiou bastante essa área do Gripen NG.

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Seg Set 21, 2015 11:28 pm
por Luís Henrique
knigh7 escreveu:
Luís Henrique escreveu: ...
Soluciona o problema de tempo do giro mecânico e taxa de atualização e também creio que diminui problemas de manutenção.
Olá, L. Henrique.

Trecho de uma matéria (antiga, de uns 7 anos atrás) da Alide:
Os engenheiros da SELEX Galileo afirmam que o “swashplate” não tem por função a rápida rotação da antena, como acontecia nos radares tradicionais, e que, por isso, produz um impacto mínimo em termos de manutenção (MTBF). Nos radares AESA a varredura é feita via a movimentação eletrônica do feixe do radar. Ele assim se move a qualquer taxa desejada e compensa imediatamente a os efeitos da movimentação da aeronave em voo. O “swashplate” é responsável por mover “gentilmente” a antena, de forma relativamente lenta criando um campo de visão reconfigurável que (...)
P. S.: Vc que também gosta de ler, compre a revista S&D que está nas bancas. A revista traduziu um atrigo sobre Guerra Eletrônica, do Stephen Miller. Interessante. E ele elogiou bastante essa área do Gripen NG.
Eu já comprei. Mas ainda não li esta matéria. Boa dica. [009]

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Ter Set 22, 2015 12:56 am
por kirk
Justin Case escreveu:
kirk escreveu: Justin, Boa noite !

Eu também já havia pensado nisso e tive a mesma curiosidade ...

Será que neste caso os processadores não "compensam ou completam" os gaps ... até por serem muito rápidos ?
Kirk,

Não posso apresentar um comentário preciso, pois desconheço detalhes técnicos. Mas ainda assim posso citar alguns fatores, baseado em premissas teóricas.
1. Quando um radar recebe um contato pela primeira vez, por estar no limite de deteção, há dúvida de que possa ser um falso alarme. Assim, este não é imediatamente apresentado para o piloto. Deve-se aguardar que seja confirmado por alguns contatos subsequentes. Como um AESA tem muitos "radares" varrendo aquela área, essa tarefa deve ser cumprida rapidamente.
2. Após identificar um contato, para prever sua posição futura são necessários vários outros contatos: dois contatos suficientemente espaçados (mais que uma varredura de antena, provavelmente) permitem determinar uma direção, sentido e velocidade média; com três contatos, é possível identificar um plano de movimento, uma curva e a aceleração.
3. Como o caçador está também em movimento, e os dados são recebidos pelo radar deste avião, é necessário conhecer também próprios dados de posição, velocidade, rumo, altitude (que podem estar variando), para identificar o movimento daquele alvo em relação ao planeta. É também requerido que o avião caçador tenha capacidade de processar esses dados em tempo útil.
4. Sendo então capaz de prever o movimento do alvo, o processador poderá apresentar para o piloto uma informação contínua, mesmo usando a posição estimada, como você sugere.
5. Ao retomar o contato real, o sistema deve comparar a posição atual com aquela estimada. Se houver confiança suficiente que é o mesmo alvo, a informação é revalidada. Se a posição for muito diferente da esperada, provavelmente todo o processo terá que ser reiniciado, como se fosse detectado um novo alvo.
6. No limite de detecção há várias incertezas. É um só avião ou podem ser dois? Se forem dois, e um contato for perdido, o que houve? Eles reuniram ou foi perdido contato com um deles? Para um lançamento de míssil, é necessário ter certeza de qual alvo estamos atacando. Não podemos associar uma classificação prévia a esse segundo contato, se não houver forte indicação de que se trata do mesmo objetivo.
7. Embora os fabricantes apresentem um excelente alcance radar, muitas vezes o alcance efetivo pode ser bastante reduzido, dependendo do false alarm rate aceitável, conforme especificado nos requisitos do operador.
Espero ter ajudado, mas reconheço que pode ter complicado. :oops:

Justin
Justin, boa noite !

Obrigado pelas informações !

Para ilustrar seus comentários e as questões levantadas, um pouco sobre o IFF do Gripen :
The fighter also has a new identification friend-or-foe (IFF) system with three electronically steerable antenna arrays, which matches the radar's range and field of view.

The three main sensors will cue one another automatically to display to pilots a fused picture of airspace around the fighter; it will also be fused with the JAS's new electronic-warfare system. Finally, sensor data can be shared between Gripens in a flight via data link.
http://aviationweek.com/awin/gripen-sen ... erformance

ao

Enviado: Ter Set 22, 2015 10:37 am
por FIGHTERCOM
knigh7 escreveu:
Suécia recebe os primeiros engenheiros brasileiros que vão trabalhar no novo Gripen

Embraer vai enviar 44 dos 46 engenheiros e técnicos que farão parte do grupo pioneiro de trabalho para a produção dos jatos comprados pelo Brasil
Sheila Faria
Editora executiva

Um grupo de 46 engenheiros e técnicos brasileiros começa a trabalhar na Suécia a partir do dia 19 de outubro. Eles são funcionários das empresas Embraer, de São José, e AEL Sitemas, de Porto Alegre.
Embora alguns engenheiros da Embraer já estejam na sede da sueca Saab, os 46 profissionais serão oficialmente os pioneiros para o início do programa de fabricação dos caças supersônicos Gripen NG, que serão produzidos pela Saab para equipar a FAB (Força Aérea Brasileira).
O contrato de compra dos jatos inclui transferência de tecnologia para o Brasil, sob a coordenação da Embraer.
Começa a valer agora, na prática, o contrato entre o Brasil e a Suécia, efetivado oficialmente há duas semanas.
Serão 36 caças supersônicos Gripen NG de última geração, capazes de voar duas vezes a velocidade do som.
A última pendência do contrato, o financiamento, também foi concluída há um mês. O contrato é de US$ 4,7 bilhões, dos quais US$ 245,3 milhões são para a compra de armamentos para os jatos.

Grupos. Os técnicos e engenheiros brasileiros irão em grupos ao longo dos próximos anos. Em outubro, irão 44 funcionários da Embraer e 2 da AEL. Segundo a Embraer, até 2020, a empresa vai enviar 280 funcionários para a sede da Saab para atuar no projeto.
De acordo com a Embraer, irão para a Suécia engenheiros e operadores de produção, de 2015 a 2020. A empresa informou que a permanência dos funcionários na Suécia pode durar de 6 a 24 meses.
Segundo a Saab, o tempo de permanência do primeiro grupo na Suécia deve ser de 12 meses. No início, haverá uma variedade de treinamentos teóricos e a maioria dos técnicos e engenheiros também irá participar do treinamento prático (on-the-job), no desenvolvimento do Gripen --uma formação mais especializada dentro do mesmo projeto que os engenheiros da Saab.

Produção. A Embraer será a responsável no Brasil pelo programa de transferência de tecnologia. A Embraer também vai coordenar as atividades de produção dos caças no Brasil. A empresa será responsável pelo desenvolvimento completo da versão de dois lugares do Gripen NG. A montagem final dos jatos será feita na fábrica de Gavião Peixoto.
A AEL é responsável pelo programa de sistemas avi-ônicos do Gripen. A empresa foi confirmada no programa em fevereiro, quando assinou com a Saab um contrato para a transferência de tecnologia.
A AEL foi selecionada para fornecer o WAD (Wide Area Display), o HUD (Visor Frontal) e o HMD (Helmet Mounted Display - capacete com visor), que será integrado ao Gripen NG para o Brasil como parte do contrato F-X2.
O trabalho da AEL deve durar quatro anos e inclui o desenvolvimento, a integração e o trabalho de produção, que serão realizados em Porto Alegre. A integração do sistema será feito pela SAAB e pela Embraer.

Marco. Para a Saab, a chegada dos técnicos e engenheiros brasileiros é um marco no programa dos caças para a FAB.
“Este importante acontecimento marca o início formal do programa Gripen NG brasileiro. Agora vamos trabalhar a toda velocidade para garantir as entregas no prazo determinado”, afirmou Häkan Buskhe, presidente e CEO da Saab.

Perfil. O Gripen é uma aeronave de combate multimissão, capaz de realizar todas as missões ar-ar e ar-solo, incluindo tarefas especializadas, como de inteligência, vigilância, aquisição de alvos e reconhecimento e guerra eletrônica.
O Gripen está equipado com os mais modernos sensores e sistemas de missão, incluindo um radar de varredura eletrônica ativa e um sistema de busca e rastreamento infravermelho. O caça deve substituir os F-5 da FAB.


Entregas

Primeiros caças chegam em 2019
A entrega dos caças supersônicos Gripen NG deve começar em 2019 e terminar em 2024. A montagem final dos jatos no Brasil será feita na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto. Dois pilotos brasileiros --Gustavo Pascotto e Ramon Forneas-- foram os primeiros a serem treinados para pilotar o caça, na Suécia. Outros pilotos da FAB devem ser treinados.

http://www.ovale.com.br/suecia-recebe-o ... n-1.622585
Apesar do pessimismo de alguns, ao que parece o projeto está transcorrendo tranquilamente. O profissionalismo da FAB na execução do projeto, desde a fase de seleção até o presente momento tem sido inquestionável.

Acredito que este projeto, desde que conte com os recursos necessários, irá alavancar uma parte significativa da indústria de defesa nacional, justamente numa área estratégica que é a integração de armamentos nacionais.


Att.,

Wesley

Re: TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Enviado: Ter Set 22, 2015 2:25 pm
por Túlio
Apenas os comentários dos debates entre PROs já valem acompanhar este debate: MUITO OBRIGADO!