VENEZUELA

Área destinada para discussão sobre os conflitos do passado, do presente, futuro e missões de paz

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Re: VENEZUELA

#7351 Mensagem por mmatuso » Seg Jul 03, 2017 9:59 pm

chris escreveu:
Penguin escreveu:
Penguin, mmatuso, nveras: só estou escrevendo essa postagem para dizer para vocês que estou muito contente, porque me traz muita felicidade ver o Império que vocês tanto defendem ruir.

De uma coisa eu tenho convicção: vão cair para sempre. Se vai custar o sangue da Rússia eu não sei, mas com ou sem o sacríficio da Rússia, vamos nos livrar dele.

Espero que vocês aceitem ir lá lutar pelo Império, matar comunistas......deveriam fazer isso, como bons soldados do Império que são.


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Re: VENEZUELA

#7352 Mensagem por Penguin » Ter Jul 04, 2017 7:04 am

mmatuso escreveu:
chris escreveu: Penguin, mmatuso, nveras: só estou escrevendo essa postagem para dizer para vocês que estou muito contente, porque me traz muita felicidade ver o Império que vocês tanto defendem ruir.

De uma coisa eu tenho convicção: vão cair para sempre. Se vai custar o sangue da Rússia eu não sei, mas com ou sem o sacríficio da Rússia, vamos nos livrar dele.

Espero que vocês aceitem ir lá lutar pelo Império, matar comunistas......deveriam fazer isso, como bons soldados do Império que são.


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Re: VENEZUELA

#7353 Mensagem por cabeça de martelo » Ter Jul 04, 2017 7:12 am

chris escreveu:
Penguin escreveu:
Penguin, mmatuso, nveras: só estou escrevendo essa postagem para dizer para vocês que estou muito contente, porque me traz muita felicidade ver o Império que vocês tanto defendem ruir.

chris
Tu estás contente porque o "Império" que o Chavez fez (uma espécie de coligação de governos de esquerda da América latina), está a ruir? Meu caro, já ruiu porque acabou-se o vil metal e quem ficou a tomar conta do tasco é demasiado incompetente para que o dito sistema seja sustentável. [003]




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

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Re: VENEZUELA

#7354 Mensagem por Penguin » Ter Jul 04, 2017 1:02 pm

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Re: VENEZUELA

#7355 Mensagem por Sterrius » Ter Jul 04, 2017 6:52 pm

ao menos ruffles não ta faltando :P.




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Re: VENEZUELA

#7356 Mensagem por mmatuso » Ter Jul 04, 2017 8:36 pm

Da para curtir uma queda de regime comunista ao gosto de batata frita e coca cola.

Algo impossível nos anos 90.




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Re: VENEZUELA

#7357 Mensagem por Penguin » Qua Jul 05, 2017 2:04 am

Sterrius escreveu:ao menos ruffles não ta faltando :P.
O maior fornecedor da Venezuela é os EUA...logo... :roll:
Dizem que a Rússia vai mandar um container de caviar para resolver o problema por lá. A ver...




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Re: VENEZUELA

#7358 Mensagem por Marechal-do-ar » Qua Jul 05, 2017 4:40 am

Sinceramente, eu queria saber o preço da Ruffles, porque a Venezuela tem dois câmbios, o oficial e o paralelo, o oficial era para determinada quantidade de produtos essenciais, que nunca era suficiente para atender a população, o paralelo era para supérfluos, tipo Ruffles, que ninguém tem dinheiro para comprar.




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Re: VENEZUELA

#7359 Mensagem por Naval » Qua Jul 05, 2017 3:06 pm

Naval escreveu:
Grep escreveu:A tentativa de golpe no inicio dos anos 2000 é um exemplo, mas nao to falando da Venezuela e sim do Brasil.

Um dia abrirei um.topico para se discutir específicamente as atitudes danosas dos Eua em relaçao ao Brasil.
Aguardando ansiosamente.

Eu sei de algumas contra nossa independência tecnológica industrial. Até mesmo as Forças Armadas já confirmaram isso.

Com relação a economia gostaria de saber mais. Não é segredo para ninguém que muitos de nossos parlamentares são verdadeiros entreguistas. Se vendem facilmente por um punhado de dólares. Eu acho que esses entreguistas deveriam ser fuzilados.

Abraços.
Parece que o Tio Sam não gosta da gente.

http://www.defesanet.com.br/geopolitica ... do-Brasil/




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#7360 Mensagem por gusmano » Qui Jul 06, 2017 2:17 pm

Marechal-do-ar escreveu:Sinceramente, eu queria saber o preço da Ruffles, porque a Venezuela tem dois câmbios, o oficial e o paralelo, o oficial era para determinada quantidade de produtos essenciais, que nunca era suficiente para atender a população, o paralelo era para supérfluos, tipo Ruffles, que ninguém tem dinheiro para comprar.
Hehehe...a 3 anos atrás era +- assim:

Vc achava de tudo (as vezes apenas uma marca/modelo..mas não faltava), para comprar tinha duas opções:
No "valor" oficial : Fila/Espera/Briga correria atrás do mercado/loja que tivesse tal coisa
No valor "paralelo": Só levar a mala (literalmente de dinheiro)

Ou seja, quem tinha muita grana ou ganha em Obamas, tava relativamente tranquilo. Hoje, segundo relatos do pessoal que ainda tenho contato, falta para todo mundo e mesmo com grana é difícil achar as coisas. Ainda existe cerveja e run, o que já ajuda..

abs




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Re: VENEZUELA

#7361 Mensagem por mmatuso » Qui Jul 06, 2017 2:44 pm

Naval escreveu:
Naval escreveu: Aguardando ansiosamente.

Eu sei de algumas contra nossa independência tecnológica industrial. Até mesmo as Forças Armadas já confirmaram isso.

Com relação a economia gostaria de saber mais. Não é segredo para ninguém que muitos de nossos parlamentares são verdadeiros entreguistas. Se vendem facilmente por um punhado de dólares. Eu acho que esses entreguistas deveriam ser fuzilados.

Abraços.
Parece que o Tio Sam não gosta da gente.

http://www.defesanet.com.br/geopolitica ... do-Brasil/
nem brasileiro gosta de brasileiro [001]




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Re: VENEZUELA

#7362 Mensagem por Penguin » Qui Jul 06, 2017 3:11 pm

Naval escreveu:
Naval escreveu: Aguardando ansiosamente.

Eu sei de algumas contra nossa independência tecnológica industrial. Até mesmo as Forças Armadas já confirmaram isso.

Com relação a economia gostaria de saber mais. Não é segredo para ninguém que muitos de nossos parlamentares são verdadeiros entreguistas. Se vendem facilmente por um punhado de dólares. Eu acho que esses entreguistas deveriam ser fuzilados.

Abraços.
Parece que o Tio Sam não gosta da gente.

http://www.defesanet.com.br/geopolitica ... do-Brasil/
O Brasil já foi convidado a entrar na OCDE e sempre desprezou. Perdeu o timing.
Agora está em um balaio com outros aspirantes: Argentina, Peru, Croácia, Romênia e Bulgária.
E está em crise política e econômico brava.
05 de Julho, 2017 - 11:15 ( Brasília )
Geopolítica
EUA defendem expansão cautelosa da OCDE e freiam planos do Brasil

Daniel Rittner e Camila Maia


O governo americano está criando dificuldades para a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que conta com o respaldo de países europeus e do secretário-geral da entidade, o mexicano Angel Gurría.

Diante da postura refratária dos Estados Unidos, o presidente Michel Temer foi aconselhado por auxiliares a abordar esse assunto com o republicano Donald Trump na reunião de cúpula do G-20, que ocorre neste fim de semana em Hamburgo, na Alemanha.

Temer recuou da decisão de não viajar. Autoridades brasileiras esperavam um sinal verde da OCDE para o processo de adesão na próxima quarta-feira, quando haverá a última reunião de conselho da organização antes do verão europeu. No entanto, os sinais dados pela Casa Branca são de que um aval imediato é improvável.

Outros cinco países se candidataram a entrar e aguardam, da mesma forma, uma posição da entidade: Argentina, Peru, Croácia, Romênia e Bulgária. Por trás da resistência americana, não há discriminação declarada contra o Brasil, embora funcionários do governo brasileiro que estão na linha de frente das negociações admitam a possibilidade de reflexos da crise política.

O que existe é a aversão dos Estados Unidos contra uma ampliação rápida e irrestrita da OCDE, atualmente um grupo de 35 membros que costuma ser chamado de "clube dos países ricos". Três linhas diferentes estão consolidadas no que diz respeito à expansão da entidade.

Os americanos temem a perda de importância da organização com novos membros e que ela se transforme em uma espécie de "ONU da economia", com muitas posições divergentes. Os europeus, de modo geral, defendem uma "ampliação responsável" e com a garantia de equilíbrio regional - para cada novo latino-americano, entraria uma nação da Europa.

Liderada por Gurría, a burocracia da OCDE é defensora de um processo de abertura maior e vê o Brasil como um país-chave. Itamaraty, Casa Civil e Ministério da Fazenda estão à frente dos esforços para buscar apoios.

O governo mandou sua carta pedindo formalmente a adesão no fim de maio. Acreditava-se em uma resposta célere da OCDE porque o Brasil vinha sendo "namorado" pela organização desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, passando pelas gestões petistas.

Agora, o Palácio do Planalto esperava rapidez no processo como forma de impulsionar as reformas macroeconômicas, especialmente a da Previdência. A favor de seus argumentos, cita que o Brasil tem um alto índice de conformidade com as normas da entidade (58% de regras compatíveis) e já assinou o maior número de instrumentos legais da organização (26) entre os países não-membros.

Por isso, havia uma expectativa de tratamento diferenciado em relação aos demais candidatos. Se houver uma análise conjunta com outros europeus e latino-americanos, teme-se que o processo se arraste por vários anos e perca o "timing" das reformas em andamento.

Alemanha, Itália, Suécia e Portugal estão entre os maiores apoiadores do pleito brasileiro. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pretende aproveitar o G-20 para ter reuniões bilaterais com seus colegas do Canadá e do Japão. Os dois países são vistos como os menos entusiastas, depois dos Estados Unidos, à ampliação da OCDE na velocidade desejada pelos emergentes.

Ele quer o apoio dos canadenses e dos japoneses na candidatura. Se não houver aprovação do pedido brasileiro na semana que vem, a próxima oportunidade será em setembro, quando o conselho da OCDE se reunirá novamente. Esse aval marca a abertura do processo de adesão, uma espécie de "aceite" da entidade, mas muitas vezes o caminho se alonga até sua conclusão efetiva. A Colômbia, por exemplo, negocia há cinco anos.

Para o Planalto, esse mero "aceite" já significa um selo de confiança nas políticas públicas do Brasil e pode servir como um cartão de visitas aos investidores, além de ter potencial reflexo positivo nos custos de emissão de dívida.




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Re: VENEZUELA

#7363 Mensagem por Penguin » Seg Jul 10, 2017 11:15 am

O colapso da Venezuela
A passividade com que os países das Américas assistem à degringolada do chavismo rumo à ditadura pode impor custos pesados ao Brasil
Época, http://fab.mil.br/notimp#n124656

A situação política na Venezuela não cessa de piorar – por maior que seja a sensação de que o país entrou em colapso há muito tempo. As últimas imagens de selvageria política em Caracas confirmam a impressão de que a crise tende a agravar antes que o país saia do caos em que afundou, com inflação projetada para até 1.000% neste ano, desabastecimento de alimentos e remédios básicos, índices de criminalidade altíssimos e uma economia arruinada por um estatismo sufocante, como mostrou ÉPOCA em reportagem publicada na edição 993. A reação do regime chavista à crise tem sido aprofundar sua natureza populista, autoritária e violenta, como mostraram as cenas da invasão, na semana passada, da Assembleia Nacional venezuelana por integrantes de mílicias chavistas, grupos paramilitares de apoio ao regime criado por Hugo Chávez.

No Dia da Independência da Venezuela, cerca de 100 militantes desses “coletivos bolivarianos” invadiram a Assembleia – alguns deles com o rosto encapuzado – disparam morteiros dentro do prédio e agrediram funcionários, jornalistas e deputados de oposição. Agiram sob a liderança de Oswaldo Rivera, conhecido como Cabeça de Manga, diretor do programa de TV Zurda Konducta, da rede estatal VTV. Horas antes da invasão, o vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, havia convocado os seguidores do chavismo a se reunir na Assembleia Nacional para protestar contra a oposição, que controla o Parlamento, chamando-a de “traidora”.

Embora as cenas de deputados ensanguentados por causa de agressões de militantes políticos sejam chocantes, elas não chegam a ser surpreendentes. Desde março, o regime chavista tem reprimido duramente as manifestações de rua que têm sido realizadas diariamente em protesto contra o governo de Nicolás Maduro. Usando o Tribunal Supremo de Justiça, controlado pelo Executivo, o governo cassou poderes da Assembleia Nacional e da procuradora-geral, Luísa Ortega Dias, uma voz dissidente que passou a condenar as violações da democracia cometidas por Maduro e seus aliados. Maduro tem se recusado a ouvir apelos por eleições gerais, manobrou para evitar a realização de um referendo revogatório de seu mandato, previsto na Constituição, e convocou eleições para uma Assembleia Constituinte ilegal com o objetivo de se aferrar ao poder. O regime chavista caminha assim a largos passos para se transformar numa ditadura sem disfarces – a Venezuela já é considerada um país não livre pela Freedom House, organização americana que monitora o estado da democracia no mundo.

Com esse comportamento do chavismo, as tentativas de mediação, com a abertura de diálogo e negociações entre governo e a oposição, feitas pelo Vaticano e pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul), têm falhado irremediavelmente. A oposição alega, com razão, que o governo Maduro não está interessado em negociações sinceras e quer apenas ganhar tempo e desviar a atenção dos opositores. Um dos motivos pelos quais os chavistas não têm interesse em qualquer negociação genuína é clamoroso. Muitos integrantes do governo Maduro são acusados de violações de direitos humanos, corrupção, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Fora do poder, eles correm o risco de ir para a cadeia. Sob o governo de Barack Obama, os Estados Unidos impuseram sanções individuais a uma dúzia de autoridades chavistas – entre elas, o vice-presidente, Tareck El Aissami.

É evidente que o chavismo não mudará de atitude se não começar a sentir consequências negativas, como isolamento internacional e outras sanções, como o resultado de suas ações. Até aqui, os países das Américas têm acompanhado a degringolada da Venezuela rumo à ditadura com incrível passividade. Recentemente, o governo de Nicolás Maduro, graças à cooptação de alguns países caribenhos, dependentes da importação do petróleo venezuelano, conseguiu evitar uma condenação pela Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Foi uma derrota simbólica, mas importante, da diplomacia dos principais países da região, como Estados Unidos, México, Argentina e Brasil.

Apesar de ter abandonado a atitude quase cúmplice com o chavismo que orientava as posições do governo, enquanto o PT esteve no poder federal, o Brasil pouco foi além de mudanças na retórica. Com Michel Temer na Presidência, o Brasil se articulou para suspender a Venezuela do Mercosul, com o argumento da falta de adequação às normas do bloco, e passou a denunciar que o país vizinho vive uma “ruptura da ordem democrática”. Mas nunca acionou a cláusula democrática do Mercosul, que permitiria a suspensão dos acordos bilaterais entre o Brasil e a Venezuela. Recentemente, o embaixador do Brasil em Caracas, nomeado para o posto por Dilma Rousseff, retomou a posição, depois de um período em que ele fora chamado a Brasília para consultas. Essa passividade tende a ter custos no futuro. Se a Venezuela virar um Estado falido, corremos o risco de ter uma crise humanitária e de segurança nacional de grandes proporções nas nossas fronteiras de Roraima, para onde já acorreram milhares de venezuelanos desesperados.




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Re: VENEZUELA

#7364 Mensagem por Túlio » Seg Jul 10, 2017 11:39 am

O silêncio da esquerda latina sobre a Venezuela

O incompreensível silêncio dos líderes da esquerda latino-americana diante dos crimes de Nicolás Maduro


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ERNESTO TENEMBAUM


Nestes dias, na América Latina, houve uma mudança substancial que só pode gerar tristeza e preocupação em quem defende a democracia e os direitos humanos. Em qualquer outro momento da história do continente havia uma só maneira de interpretar as imagens de tanques militares que passavam por cima de civis desarmados ou as de gorilas uniformizados e armados até os dentes que disparavam suas metralhadoras contra jovens envoltos em bandeiras. Tudo era muito claro: os algozes provinham, sempre, de ditaduras alinhadas com os Estados Unidos e as vítimas eram militantes populares. A resistência a essa barbárie desenvolveu na esquerda do continente, a partir da década de oitenta, um consenso anti-repressivo, de respeito aos direitos humanos e de respaldo ao regime democrático.

Em poucos meses, esse consenso foi destruído.

É uma das vítimas da escalada repressiva que entrou em espiral na Venezuela desde abril.

Agora quem dispara são os militares do regime de Nicolás Maduro e quem recebe as balas são os que o denunciam. E a maioria da esquerda cala ou apoia os repressores.

As vítimas de outros tempos se solidarizam agora com os algozes do presente: o ser humano é uma espécie muito cruel.

Na última reunião da OEA, um grupo de países liderados pela Bolívia e o Equador bloqueou uma sanção contra o regime de Maduro. Desde que a repressão começou, o PT brasileiro só deu demonstrações de solidariedade, mais ou menos vergonhosas, ao Governo venezuelano. Em seu último Congresso, por exemplo, recebeu uma delegação da embaixada venezuelana. Luiz Inácio Lula da Silva não falou do assunto, algo que lhe caberia fazer, dado que na última campanha eleitoral gravou um spot pedindo o voto em Maduro. As principais mostras de solidariedade a Maduro em Buenos Aires se deram no Instituto Pátria, bunker da força política liderada por Cristina Kirchner, que, além do mais, em sua recente turnê pela Europa, só concedeu uma entrevista ao canal estatal venezuelano, a Telesur, que justifica a repressão. O kirchnerismo tem uma grande influência nos órgãos de defesa dos direitos humanos da Argentina, que em sua maior parte também se calam. E assim vão as coisas.

Um dos mecanismos mais habituais para justificar essa cumplicidade é a negação: como em outros tempos acontecia com a informação procedente da ex-União Soviética, cada denúncia contra o regime é interpretada como parte de uma campanha da CIA ou da maldita imprensa ocidental.

É um recurso desonesto.

Os principais denunciantes do que ocorre na Venezuela são os órgãos internacionais de defesa dos direitos humanos, que amparam a esquerda latino-americana quando era perseguida. Erika Rivas, diretora da Anistia Internacional para as Américas, declarou: “Na Venezuela toda a gama de direitos humanos é violentada. Direitos econômicos, sociais, culturais. As liberdades fundamentais, o direito à associação, a liberdade de expressão. Está havendo um contexto repressivo e militarizado diante das demonstrações de descontentamento social, no qual, além disso, são feitas detenções arbitrárias como ferramenta de controle, de calar as vozes da dissidência”.

Nos anos setenta, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA foi um instrumento-chave para denunciar os desaparecimentos na Argentina. No início do mês, a CIDH emitiu um comunicado em que “condena energicamente as operações realizadas pelas forças de segurança do Estado, principalmente corporações militares, nos últimos dias na Venezuela, ante uma escalada na situação de violência (...), que deixaram dezenas de pessoas mortas, centenas de pessoas feridas e milhares de pessoas presas”. A Comissão Interamericana denuncia que, como método de intimidação, as forças militares e policiais cercam bairros inteiros, disparam gás lacrimogêneo e depois funcionários públicos entram nas casas de modo violento e as saqueiam. A CIDH calcula em seu comunicado que nos presídios venezuelanos haja 3.500 presos políticos.

O sofrimento que, nos anos setenta, as ditaduras de direita causaram na América Latina deu lugar, depois, ao aparecimento de regimes democráticos estáveis. O Cone Sul, pelo menos, viveu a época de liberdade política mais longa de sua história. Nesse processo, houve altos e baixos, interrupções, momentos difíceis. Mas nunca, até aqui – talvez a única exceção tenha sido o Peru de Alberto Fujimori –, em nenhum país havia ocorrido, ao mesmo tempo, a suspensão de eleições, o fechamento de meios de comunicação, a detenção de milhares de dissidentes, a repressão aberta a manifestantes.

No momento de terminar este artigo, a France Presse informava: “Dezenas de pessoas, algumas encapuzadas, com paus e canos, e vestidas de vermelho, entraram nos jardins do Palácio Legislativo e detonaram foguetes de fogos de artifício, desencadeando o caos. Os deputados Américo de Grazia, Nora Bracho e Armando Armas foram espancados fortemente na cabeça”.

Maduro, no final das contas, é fiel a si mesmo, não dissimula. “O que não conquistaremos com os votos, conseguiremos com as balas”, disse. O que mais falta para entender alguém que, na realidade, é tão claro?


https://brasil.elpais.com/brasil/2017/0 ... 62254.html




“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”

P. Sullivan (Margin Call, 2011)
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Re: VENEZUELA

#7365 Mensagem por joao fernando » Seg Jul 10, 2017 11:41 am

Maduro não é de esquerda, é na vdd um imbecil, simples assim




Obrigado Lulinha por melar o Gripen-NG
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