Pois é, eis um outro problema das religiões de hoje. Os religiosos falam que falam em nome de Deus, mas eles falam em nome daquilo que eles interpretam das Escrituras... o que é de um abismo jumental!!!tflash escreveu:É aí que entra a fé, neste caso a minha. Muito crente da bíblia deseja que a ciência seja menos complicada porque quando chega a um certo estágio, iguala-se a Deus. Daí a constante negação de factos científicos.
Eu acredito num Deus que manipula e se move nas leis da física. Conhecidas e a descobrir. Daí que acho um estupidez estas guerras de fé e ciência com cada um a meter-se no campo do outro, sem ter conhecimento para tal.
Explicando melhor, não cabe a um cientista criticar a religião, neste caso o cristianismo, quando leu uma passagem ou outra da Bíblia, de relance nem um teólogo deve querer ser uma autoridade em ciência quando costuma ler três ou quatro páginas numa revista cientifica.
Essa é que é uma das bases daquilo que eu acredito.
FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Não é só das religiões, mas dos religiosos. Cada um vê e fala em nome de seu deus particular, mesmo quando são membros de uma mesma denominação ou de uma mesma religião.
Faça o teste, pergunte para dois religiosos de uma mesma igreja separadamente o que é deus e como ele (deus) age e você terá uma ideia do que estou dizendo. Claro que você achará muitas coincidências entre essas descrições (porque há muita massificação em torno da descrição bíblica de deus), mas no geral você encontrará muitas particularidades nessas descrições que só dizem respeito àquela pessoa e a mais ninguém.
PS: Peço desculpas ao amigos cristãos do DB por escrever a palavra deus em letras minúsculas, não quero ofender ninguém com isso. Mas, "deus" é um título, não um nome, portanto não vejo razão para escrever em letras maiúsculas, assim como não vejo razão para escrever "rei" ou "presidente" quando no meio de uma frase qualquer.
Faça o teste, pergunte para dois religiosos de uma mesma igreja separadamente o que é deus e como ele (deus) age e você terá uma ideia do que estou dizendo. Claro que você achará muitas coincidências entre essas descrições (porque há muita massificação em torno da descrição bíblica de deus), mas no geral você encontrará muitas particularidades nessas descrições que só dizem respeito àquela pessoa e a mais ninguém.
PS: Peço desculpas ao amigos cristãos do DB por escrever a palavra deus em letras minúsculas, não quero ofender ninguém com isso. Mas, "deus" é um título, não um nome, portanto não vejo razão para escrever em letras maiúsculas, assim como não vejo razão para escrever "rei" ou "presidente" quando no meio de uma frase qualquer.
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Ok, Cunha, desculpas aceitas, mas... se você não considera o seu deus - e se é que se pode falar isso -, você está falando... poxa, é o Deus dos outros, pelo menos.
E tudo que a gente cita sobre Ele, a gente inicia maiusculamente... Divino, Altíssimo, Senhor, Pai, Amigo, Ele... faça isso pela gente, pelo menos!!! )))))
OBS: não preciso perguntar a ninguém nada, porque já sei o que eles vão dizer... aliás, de tanto isso ver, fiz tal constatação.
E tudo que a gente cita sobre Ele, a gente inicia maiusculamente... Divino, Altíssimo, Senhor, Pai, Amigo, Ele... faça isso pela gente, pelo menos!!! )))))
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Religare.
Carolina Nogueira - CARTAS DE PARIS - 10.11.2011.
Aprendi numa aula de catecismo distante que religião vem do latim religare: unir, religar as pessoas a Deus - e também umas às outras. Se isso é verdade então, sinceramente, o termo tem que ser revisto.
A França é um país que se orgulha de ser laico. O Brasil também, mas aqui "graças a Deus" não é sinônimo de "ainda bem", as sessões do Congresso não são abertas com as bênçãos de Deus nem tem crucifixo pendurado na sala da corte suprema.
Determinadas manifestações ostensivas de crença são até proibidas - ainda que essa balança penda explicitamente contra a religião muçulmana, já que véus são proibidos em prédios públicos, assim como a reza no alto-falante do minarete, mas crucifixo e sino de igreja, tudo bem.
Mas mesmo laico, o país não escapa da força da guerra ideológica que envolve as diversas religiões do mundo.
Semana passada, a redação do jornal satírico Charlie Hebdo foi incendiada criminosamente. Na véspera, o jornal publicou uma capa com uma charge de Maomé falando: "cem chicotadas se você não morrer de rir".
No mesmo dia, seu site foi invadido por hackers - um grupo turco assumiu a autoria das mensagens ameaçadoras publicadas na página: "vamos amaldiçoar vocês no espaço virtual".
O humor do Charlie Hebdo é escrachado, descomplexado, mas sem apologias a crime ou exageros. Nada que beire o "mulher feia tem de agradecer por ser estuprada" que a gente ouve em outras paragens. É só humor mesmo.
Seria simples se a elite cristã, branca e ocidental pudesse colocar esse tipo de atentado na conta de fanáticos muçulmanos - e ela bem que gostaria. Acontece que o caso não é isolado - nem exclusividade deles.
Semana passada, um importante centro cultural de Paris, o 104, precisou de escolta policial para encenar uma peça de teatro que fala de Jesus. Católicos integristas fizeram piquetes na porta e jogaram frutas maduras e dejetos em quem tentava chegar ao teatro.
O enredo mostra o diálogo entre um pai agonizante, sofrendo as incontinências típicas do fim da vida, e o filho que se ocupa dele, lavando, limpando seu corpo. No fundo do cenário, o rosto do Cristo durante o martírio evoca o sofrimento do fim da vida.
A peça do italiano Romeo Castelucci percorreu toda a Europa antes de chegar a Paris, sem maiores incidentes. Na versão original, encenada (ironia do destino) na Itália, crianças jogavam frutas maduras na imagem do rosto de Jesus no clímax da peça. Dada a recepção negativa, a cena foi suprimida em Paris.
Perguntado sobre essa expressão de fanatismo, como qualificou a direção do teatro, Castelucci comentou: "Perdoai-os. Eles não sabem o que fazem".
Carolina Nogueira - CARTAS DE PARIS - 10.11.2011.
Aprendi numa aula de catecismo distante que religião vem do latim religare: unir, religar as pessoas a Deus - e também umas às outras. Se isso é verdade então, sinceramente, o termo tem que ser revisto.
A França é um país que se orgulha de ser laico. O Brasil também, mas aqui "graças a Deus" não é sinônimo de "ainda bem", as sessões do Congresso não são abertas com as bênçãos de Deus nem tem crucifixo pendurado na sala da corte suprema.
Determinadas manifestações ostensivas de crença são até proibidas - ainda que essa balança penda explicitamente contra a religião muçulmana, já que véus são proibidos em prédios públicos, assim como a reza no alto-falante do minarete, mas crucifixo e sino de igreja, tudo bem.
Mas mesmo laico, o país não escapa da força da guerra ideológica que envolve as diversas religiões do mundo.
Semana passada, a redação do jornal satírico Charlie Hebdo foi incendiada criminosamente. Na véspera, o jornal publicou uma capa com uma charge de Maomé falando: "cem chicotadas se você não morrer de rir".
No mesmo dia, seu site foi invadido por hackers - um grupo turco assumiu a autoria das mensagens ameaçadoras publicadas na página: "vamos amaldiçoar vocês no espaço virtual".
O humor do Charlie Hebdo é escrachado, descomplexado, mas sem apologias a crime ou exageros. Nada que beire o "mulher feia tem de agradecer por ser estuprada" que a gente ouve em outras paragens. É só humor mesmo.
Seria simples se a elite cristã, branca e ocidental pudesse colocar esse tipo de atentado na conta de fanáticos muçulmanos - e ela bem que gostaria. Acontece que o caso não é isolado - nem exclusividade deles.
Semana passada, um importante centro cultural de Paris, o 104, precisou de escolta policial para encenar uma peça de teatro que fala de Jesus. Católicos integristas fizeram piquetes na porta e jogaram frutas maduras e dejetos em quem tentava chegar ao teatro.
O enredo mostra o diálogo entre um pai agonizante, sofrendo as incontinências típicas do fim da vida, e o filho que se ocupa dele, lavando, limpando seu corpo. No fundo do cenário, o rosto do Cristo durante o martírio evoca o sofrimento do fim da vida.
A peça do italiano Romeo Castelucci percorreu toda a Europa antes de chegar a Paris, sem maiores incidentes. Na versão original, encenada (ironia do destino) na Itália, crianças jogavam frutas maduras na imagem do rosto de Jesus no clímax da peça. Dada a recepção negativa, a cena foi suprimida em Paris.
Perguntado sobre essa expressão de fanatismo, como qualificou a direção do teatro, Castelucci comentou: "Perdoai-os. Eles não sabem o que fazem".
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Isso que é saber usar uma boa luva de pelica!Clermont escreveu:Religare.
Carolina Nogueira - CARTAS DE PARIS - 10.11.2011.
Aprendi numa aula de catecismo distante que religião vem do latim religare: unir, religar as pessoas a Deus - e também umas às outras. Se isso é verdade então, sinceramente, o termo tem que ser revisto.
A França é um país que se orgulha de ser laico. O Brasil também, mas aqui "graças a Deus" não é sinônimo de "ainda bem", as sessões do Congresso não são abertas com as bênçãos de Deus nem tem crucifixo pendurado na sala da corte suprema.
Determinadas manifestações ostensivas de crença são até proibidas - ainda que essa balança penda explicitamente contra a religião muçulmana, já que véus são proibidos em prédios públicos, assim como a reza no alto-falante do minarete, mas crucifixo e sino de igreja, tudo bem.
Mas mesmo laico, o país não escapa da força da guerra ideológica que envolve as diversas religiões do mundo.
Semana passada, a redação do jornal satírico Charlie Hebdo foi incendiada criminosamente. Na véspera, o jornal publicou uma capa com uma charge de Maomé falando: "cem chicotadas se você não morrer de rir".
No mesmo dia, seu site foi invadido por hackers - um grupo turco assumiu a autoria das mensagens ameaçadoras publicadas na página: "vamos amaldiçoar vocês no espaço virtual".
O humor do Charlie Hebdo é escrachado, descomplexado, mas sem apologias a crime ou exageros. Nada que beire o "mulher feia tem de agradecer por ser estuprada" que a gente ouve em outras paragens. É só humor mesmo.
Seria simples se a elite cristã, branca e ocidental pudesse colocar esse tipo de atentado na conta de fanáticos muçulmanos - e ela bem que gostaria. Acontece que o caso não é isolado - nem exclusividade deles.
Semana passada, um importante centro cultural de Paris, o 104, precisou de escolta policial para encenar uma peça de teatro que fala de Jesus. Católicos integristas fizeram piquetes na porta e jogaram frutas maduras e dejetos em quem tentava chegar ao teatro.
O enredo mostra o diálogo entre um pai agonizante, sofrendo as incontinências típicas do fim da vida, e o filho que se ocupa dele, lavando, limpando seu corpo. No fundo do cenário, o rosto do Cristo durante o martírio evoca o sofrimento do fim da vida.
A peça do italiano Romeo Castelucci percorreu toda a Europa antes de chegar a Paris, sem maiores incidentes. Na versão original, encenada (ironia do destino) na Itália, crianças jogavam frutas maduras na imagem do rosto de Jesus no clímax da peça. Dada a recepção negativa, a cena foi suprimida em Paris.
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
O que mais me intriga em tudo isso é: como "ligar-se" ou "religar-se" a Deus, sendo as religiões tão sectárias?
PS: Ei, Gingerfish, viu, coloquei em maiúsculas!?![[100]](./images/smilies/100.gif)
PS: Ei, Gingerfish, viu, coloquei em maiúsculas!?
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Eu A C H O que tem gente que levanta teorias de um deus humanizado...
Assim, continuamos a recriá-Lo à nossa semelhança o que não seria a característica de um Ser Supremo.
A "idéia" de Deus não cabe em nossas cabeças. O máximo que temos é um vislumvbre. Portanto, eu acho que Deus não experimenta nada.
ELE faz aquilo que percebe ser a melhor relação de uma natureza o máximo possível livre para que esta natureza ganhe autonomia dentro de Sua criação.
As palavras bíblicas são todas de cunho metafórico (tipo conto da carochinha para estas mentes pouco evoluídas entenderem, embora eu, como o ser 'imperfeito' que sou, acredite em algumas delas).
Não temos que imaginar que Deus é assim ou assado e compará-Lo com teses pós-Darwinismo, É muito pouco para Sua essência. Quem experimenta é o homem (Darwin, por exemplo em suas teorias e outros). Experiencia a criação até para poder entender e não se entediar com um mundo pronto, perfeito criado para o homem, que na verdade nem sabemos se é assim mesmo.
A maioria das tese bíblicas ou suas interpretações são basófias do homem imaturo da natureza essencial das coisas.
E eu tento ler a Bíblia com olhos do espírito, mas nem sempre gera uma boa leitura...
[]'s Ginf
Assim, continuamos a recriá-Lo à nossa semelhança o que não seria a característica de um Ser Supremo.
A "idéia" de Deus não cabe em nossas cabeças. O máximo que temos é um vislumvbre. Portanto, eu acho que Deus não experimenta nada.
ELE faz aquilo que percebe ser a melhor relação de uma natureza o máximo possível livre para que esta natureza ganhe autonomia dentro de Sua criação.
As palavras bíblicas são todas de cunho metafórico (tipo conto da carochinha para estas mentes pouco evoluídas entenderem, embora eu, como o ser 'imperfeito' que sou, acredite em algumas delas).
Não temos que imaginar que Deus é assim ou assado e compará-Lo com teses pós-Darwinismo, É muito pouco para Sua essência. Quem experimenta é o homem (Darwin, por exemplo em suas teorias e outros). Experiencia a criação até para poder entender e não se entediar com um mundo pronto, perfeito criado para o homem, que na verdade nem sabemos se é assim mesmo.
A maioria das tese bíblicas ou suas interpretações são basófias do homem imaturo da natureza essencial das coisas.
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Cunha
agora, aos deuses pagãos...

Qualquer dia, vou te levar para andar no meu cavalo branco!!!!!!!!
[]'s Ginger Fish!!!!
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Já sabemos que o universo que observamos atualmente evoluiu de uma base muito mais simples, composta apenas por hidrogênio e hélio, com uns poucos traços de lítio, através de uma série de transformações extremamente complexas guiadas por uma série de leis físicas surgidas junto com o big-bang. Sem uma extraodinária capacidade de planejamento nenhum Deus teria conseguido que aquele pobre conjunto primordial de gases simples se comportasse exatamente da forma necessária para chegar a este estado que permitiu nosso surgimento e a nossa existência hoje.gingerfish escreveu:Eu A C H O que tem gente que levanta teorias de um deus humanizado...
Assim, continuamos a recriá-Lo à nossa semelhança o que não seria a característica de um Ser Supremo.
A "idéia" de Deus não cabe em nossas cabeças. O máximo que temos é um vislumvbre. Portanto, eu acho que Deus não experimenta nada.
ELE faz aquilo que percebe ser a melhor relação de uma natureza o máximo possível livre para que esta natureza ganhe autonomia dentro de Sua criação.
Não é concebível que um Deus assim precisasse fazer experiências.
Já lhe ocorreu que podem não ser metáforas na verdade, mas o que o autor realmente acreditava quando escreveu? E que não fazem sentido se interpretadas literalmente porque não tem de fato sentido algum?As palavras bíblicas são todas de cunho metafórico (tipo conto da carochinha para estas mentes pouco evoluídas entenderem, embora eu, como o ser 'imperfeito' que sou, acredite em algumas delas).
Pode parecer uma afirmação dura sobre a Bíblia, que ela possa ser um texto tão divinamente inspirado quanto os poemas que compilavam as mitologias grega, egípcia ou nórdica. Mas se alguém insiste que a Bíblia é de alguma forma a verdadeira palavra de Deus, está dizendo exatamente isso sobre os livros sagrados de diversas outras religiões que tem conteúdos totalmente difrentes, como o Corão, os Vedas, o Zend Avesta, etc... . Se assumirmos que a grande maioria destes livros sagrados, por mais elegantes e engrandecedores que sejam as histórias neles contadas, não passam de superstições bem escritas (ou nem tanto), então porque parar e não admitir logo que TODOS não passam disso?
Já se sabe que o conhecimento atual do homem cobre apenas (e imperfeitamente) ~4% do conteúdo total do universo, o restante é matéria escura (~26%) e energia escura (~70%). Com tão pouco conhecimento em nossas mãos, quais as chances de compreendermos o mínimo que seja de uma entidade que teria criado tudo isso? E quais as chances de autores do passado distante terem compreendido ainda mais do que nós?Não temos que imaginar que Deus é assim ou assado e compará-Lo com teses pós-Darwinismo, É muito pouco para Sua essência. Quem experimenta é o homem (Darwin, por exemplo em suas teorias e outros). Experiencia a criação até para poder entender e não se entediar com um mundo pronto, perfeito criado para o homem, que na verdade nem sabemos se é assim mesmo.
A maioria das tese bíblicas ou suas interpretações são basófias do homem imaturo da natureza essencial das coisas.
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Caríssimo Leandro, não vou debater isso com você, porque você não compariltha nem da minha crença e nem de Deus. E tudo que eu falo, por mais que eu tenha como verdade ABSOLUTA, eu não falo no indicativo, quando eu falo publicamente...
Bom... desculpe a sinceridade... é que hoje eu estou meio de 'TPM'... se for o caso, outra hora eu posto alguma coisa
Ginger Fish
Bom... desculpe a sinceridade... é que hoje eu estou meio de 'TPM'... se for o caso, outra hora eu posto alguma coisa
Ginger Fish
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Olá Ginger,gingerfish escreveu:Caríssimo Leandro, não vou debater isso com você, porque você não compariltha nem da minha crença e nem de Deus. E tudo que eu falo, por mais que eu tenha como verdade ABSOLUTA, eu não falo no indicativo, quando eu falo publicamente...
Bom... desculpe a sinceridade... é que hoje eu estou meio de 'TPM'... se for o caso, outra hora eu posto alguma coisa
Ginger Fish
Por favor não leve a mal meus comentários, eu de fato não compatilho da fé em nenhuma religião e quanto a Deus, não sei se existe ou não mas não acredito que se algo que mereça este designativo de fato existe ele sequer se pareça com o que é descrito nos tantos textos sagrados existentes por aí.
Mas esta é apenas a minha opinião, e eu respeito a opinião de todos os que pensam diferente. Minha forma de escrever é apenas um estilo que desenvolvi com o tempo, ao escrever meus artigos e histórias.
Um grande abraço,
Leandro G. Card
Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Deus existe, o universo é a maior prova.
Leandro, 4%?
Acho que agente ainda nem sabe o que é o universo.
Ontem mesmo estava assistindo no Discovery science sobre o universo e um dos astro-físicos disse que a cada descoberta se abre uma outra caixa gigante de dúvidas.
É como se fossem aqueles ovos russos, só que no sentido oposto.
Quanto mais se sabe, mais se sabe que não se sabe nada ainda.
Leandro, 4%?
Acho que agente ainda nem sabe o que é o universo.

Ontem mesmo estava assistindo no Discovery science sobre o universo e um dos astro-físicos disse que a cada descoberta se abre uma outra caixa gigante de dúvidas.
É como se fossem aqueles ovos russos, só que no sentido oposto.
Quanto mais se sabe, mais se sabe que não se sabe nada ainda.
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Apesar de não vermos os outros 96% percebemos os seus efeitos indiretamente e foi assim que se descobriu as tais matéria e energia escuras.Carlos Mathias escreveu:Deus existe, o universo é a maior prova.
Leandro, 4%?
Acho que agente ainda nem sabe o que é o universo.![]()
E é exatamente por isso que a ciência vem em franco desenvolvimento nesta área. Ao contrário das religiões que são como ruas fechadas com suas respostas dogmáticas.Ontem mesmo estava assistindo no Discovery science sobre o universo e um dos astro-físicos disse que a cada descoberta se abre uma outra caixa gigante de dúvidas.
É como se fossem aqueles ovos russos, só que no sentido oposto.
Se não houver desafios e dúvidas, não há ciência.Quanto mais se sabe, mais se sabe que não se sabe nada ainda.
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
A existência do universo em si nem tanto, mas a forma como ele é organizado é de fato o melhor indício de que o universo foi "engenheirado" e portanto de que existe ou existiu um criador. Esta idéia é muito bem expressa pelo chamado Princípio Antrópico Forte, principalmente se ficar demonstrado que nosso universo é o único existente, ou que todos os demais se parecem com ele.Carlos Mathias escreveu:Deus existe, o universo é a maior prova.
Não chega a ser uma prova cabal como uma assinatura (como no fantástico final do livro "Contato" de Carl Sagan, que é completamente diferente do final do filme que foi baseado nele), mas é um indício real, que não permite descartar à priori a existência de uma inteligência que sem dúvida poderia ser qualificada de Criador ou Deus.
Mas o que tem isso a ver com qualquer religião ou com a Bíblia em particular é algo que me escapa completamente.
O Cunha está certo, não sabemos o que são os demais 96%, apenas podemos inferir pela marca deixada por eles nas entidades que de fato conhecemos, os tais ~4% de matéria e energia comuns. E estes ~4% (outras fontes falam em ~5%) são só a estimativa atual, calculada a partir das flutuações da radiação de fundo de microondas medidas pelo satélite COBE e mais recentemente pelo experimento Boomerang, e utilizando-se os conceitos mais aceitos atualmente sobre a relatividade e a mecânica quântica. Mas como estão surgindo evidências da existência de pelo menos um universo paralelo e "gêmeo" do nosso (mas não "univitelino"Leandro, 4%?
Acho que agente ainda nem sabe o que é o universo.![]()
Ontem mesmo estava assistindo no Discovery science sobre o universo e um dos astro-físicos disse que a cada descoberta se abre uma outra caixa gigante de dúvidas.
É como se fossem aqueles ovos russos, só que no sentido oposto.
Quanto mais se sabe, mais se sabe que não se sabe nada ainda.


É duro, mas fazer o quê?
Leandro G. Card
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Re: FÉ, Religião, Igreja, Razão, Ciência
Leandro, onde posso ler algo sobre este outro universo (em português, por favor)?LeandroGCard escreveu:A existência do universo em si nem tanto, mas a forma como ele é organizado é de fato o melhor indício de que o universo foi "engenheirado" e portanto de que existe ou existiu um criador. Esta idéia é muito bem expressa pelo chamado Princípio Antrópico Forte, principalmente se ficar demonstrado que nosso universo é o único existente, ou que todos os demais se parecem com ele.Carlos Mathias escreveu:Deus existe, o universo é a maior prova.
Não chega a ser uma prova cabal como uma assinatura (como no fantástico final do livro "Contato" de Carl Sagan, que é completamente diferente do final do filme que foi baseado nele), mas é um indício real, que não permite descartar à priori a existência de uma inteligência que sem dúvida poderia ser qualificada de Criador ou Deus.
Mas o que tem isso a ver com qualquer religião ou com a Bíblia em particular é algo que me escapa completamente.
O Cunha está certo, não sabemos o que são os demais 96%, apenas podemos inferir pela marca deixada por eles nas entidades que de fato conhecemos, os tais ~4% de matéria e energia comuns. E estes ~4% (outras fontes falam em ~5%) são só a estimativa atual, calculada a partir das flutuações da radiação de fundo de microondas medidas pelo satélite COBE e mais recentemente pelo experimento Boomerang, e utilizando-se os conceitos mais aceitos atualmente sobre a relatividade e a mecânica quântica. Mas como estão surgindo evidências da existência de pelo menos um universo paralelo e "gêmeo" do nosso (mas não "univitelino"Leandro, 4%?
Acho que agente ainda nem sabe o que é o universo.![]()
Ontem mesmo estava assistindo no Discovery science sobre o universo e um dos astro-físicos disse que a cada descoberta se abre uma outra caixa gigante de dúvidas.
É como se fossem aqueles ovos russos, só que no sentido oposto.
Quanto mais se sabe, mais se sabe que não se sabe nada ainda.) é possível que a proporção do que conhecemos caia drasticamente nos próximos anos
.
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