Leopard 1A5 do EB

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Túlio
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Re: Leopard 1A5 do EB

#7126 Mensagem por Túlio » Seg Out 07, 2019 10:06 pm

Não teria como se chegar a um meio-termo entre os dois lados do debate? Pelo que entendi, um propõe sobretudo treinamento e atualização/manutenção da Doutrina; o outro quer os melhores MBTs do mundo para combater o que vier contra, senão bota só simulador e treina à vontade.

E se fossem comprados diversos simuladores do Black Panther K2 com apenas um punhado - algo como um esquadrão - de exemplares novos de fábrica e com tudo do melhor, não satisfaria a ambas as partes? Quero crer que se faria qualquer uma das duas coisas* com o mesmo valor ou quase isso, e com a vantagem de se ter pelo menos alguns MBTs capazes de encarar qualquer coisa muito melhor e com muito maior disponibilidade do que centenas de Leopards 1.


* - Ou seja, com o mesmo $$$ comprar montanhas de sucata para reformar, substituir e/ou manter rodando centenas de obsoletos Leo1, além das modernizações eletrônicas necessárias; ou simplesmente fazer o que descrevi acima.




“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”

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Re: Leopard 1A5 do EB

#7127 Mensagem por gabriel219 » Seg Out 07, 2019 10:47 pm

Túlio escreveu: Seg Out 07, 2019 10:06 pm
Não teria como se chegar a um meio-termo entre os dois lados do debate? Pelo que entendi, um propõe sobretudo treinamento e atualização/manutenção da Doutrina; o outro quer os melhores MBTs do mundo para combater o que vier contra, senão bota só simulador e treina à vontade.

E se fossem comprados diversos simuladores do Black Panther K2 com apenas um punhado - algo como um esquadrão - de exemplares novos de fábrica e com tudo do melhor, não satisfaria a ambas as partes? Quero crer que se faria qualquer uma das duas coisas* com o mesmo valor ou quase isso, e com a vantagem de se ter pelo menos alguns MBTs capazes de encarar qualquer coisa muito melhor e com muito maior disponibilidade do que centenas de Leopards 1.


* - Ou seja, com o mesmo $$$ comprar montanhas de sucata para reformar, substituir e/ou manter rodando centenas de obsoletos Leo1, além das modernizações eletrônicas necessárias; ou simplesmente fazer o que descrevi acima.
Então desativa uma das Brigadas Blindadas.

O problema é que pra manter o 1A5 operando junto com o K2 - um ultraje isso - teria que trocar motor, suspensão, torre, estabilizadores e entre outros. Assim teríamos um CC novo sob uma carcaça do 1A5, valeria a pena? O 1A5 já está com seus dias contados.

Se sua ideia fosse manter a 5ª Bda como ilha de modernidade e ir atrás de M60, pagando uns USD 700 mil por cada (dinheiro todo alocado na modernização), vindo com canhão 120 mm pra equipar a 6ª Bda fizesse mais sentido.

Mas mesmo assim, se é pra financiar K-2 e K-21, melhor comprar tudo, coloca na conta e paga parcelado quando começar a receber ou quando o último for entregue. Até lá, se tudo der certo, a economia terá melhorado bastante.




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7128 Mensagem por Crisaman » Ter Out 08, 2019 11:14 am

O exército só vai ter um "MBT" novo quando for fabricado aqui em parceria com uma empresa estrangeira. Quem assistiu os videos do CREDN viu que para os políticos abrirem a mão só se houver geração de emprego em suas bases eleitorais. Enquanto isso é Leopard usado mesmo. Com ou sem atualização.

Mesmo com financiamento externo se o Brasil não tiver dinheiro pra pagar as parcelas não adianta. Exemplo programa de submarinos. O governo federal não liberou ou não tinha dinheiro para pagar a parcela(s) do financiamento. O contrato teve que ser renegociado o que gerou uma multa de 1 bilhão de reais. Não adianta comprar MBTs e por no cartão um dia a conta chega.




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7129 Mensagem por Fab-Wan » Ter Out 08, 2019 12:44 pm

Túlio escreveu: Seg Out 07, 2019 10:06 pm
Não teria como se chegar a um meio-termo entre os dois lados do debate? Pelo que entendi, um propõe sobretudo treinamento e atualização/manutenção da Doutrina; o outro quer os melhores MBTs do mundo para combater o que vier contra, senão bota só simulador e treina à vontade.

E se fossem comprados diversos simuladores do Black Panther K2 com apenas um punhado - algo como um esquadrão - de exemplares novos de fábrica e com tudo do melhor, não satisfaria a ambas as partes? Quero crer que se faria qualquer uma das duas coisas* com o mesmo valor ou quase isso, e com a vantagem de se ter pelo menos alguns MBTs capazes de encarar qualquer coisa muito melhor e com muito maior disponibilidade do que centenas de Leopards 1.


* - Ou seja, com o mesmo $$$ comprar montanhas de sucata para reformar, substituir e/ou manter rodando centenas de obsoletos Leo1, além das modernizações eletrônicas necessárias; ou simplesmente fazer o que descrevi acima.
Muito parecido com o que faz a Austrália.




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7130 Mensagem por FCarvalho » Ter Out 08, 2019 12:49 pm

gabriel219 escreveu: Seg Out 07, 2019 7:59 pm Leopard 1A5 ajudaram a formar doutrina e agora um problema de proporções homéricas. Que saldo excelente, não?
Já tentou imaginar o que é operar por mais de trinta anos um CC projetado na década de 1950 e de repente ter de receber e operar um CC com tecnologia dos anos 1980? Para o EB foi um puta choque. Pode acreditar.

Não tem nada a ver com comprar coisas novas ou usadas, é responsabilidade com o dinheiro público. Comprar 1A5 foi um erro, assim como os M113 modernizados, mas os 1A3/A4 é suicídio. Nunca deveríamos ser cogitados seriamente.
Como disse no post anterior. a atualização dos Leo 1A5 e a compra de mais bldos deste modelo são apenas uma das opções elencadas pelo GT, não significa que serão o caminho a seguir. Aguardemos pela exposição do EB na CREDN.

Agora a questão de "manter doutrina" não é desculpa pra continuar no erro. Como falei, pra isso bastam simuladores, já que o objetivo não é ter capacidade operacional - com 1A5 está difícil, imagine 1A3 - e sim treinar.
Simuladores são muito bons para formar e treinar pessoal, mas eles vão a campo e atiram de verdade quando necessário?

O argumento de "falta de dinheiro" é o mais inválido deles, pois, como eu disse, existe meios de buscar fundos via financiamento externo. Já conseguimos isso várias vezes, só olhar o programa F-X2, por que não pode fazer o mesmo com um novo MBT?
Porque neste momento da economia brasileira o ministério da economia vai fazer vista grossa para qualquer tipo de endividamento público, e o congresso já está pesando nas eleições do ano que vem. Simples assim. A não ser que o presidente passe por cima de tudo e mande comprar tudo que o EB quer em bldos. Mas ele fará isso? Com certeza não. E o EB sabe disso.

Cito a Coréia do Sul mais pelo envolvimento que estamos tendo e o estreitamento de laços, afim de fechar acordo bilateral de comércio. O K2 nem preciso falar, se tivesse aqui seria o melhor MBT do hemisfério, quiçá das Américas (com ADS Iron Fist 2.0, teria capacidade similar ao M1A2C, com algumas vantagens).
Tenho certeza que o pessoal do CIBld e da cav blda sonha com esse tipo de negócio. Mas é apenas um sonho, uma quimera. E eles sabem muito bem disso. Nada de novo sairá neste mandato do atual presidente que custe o fígado dele junto ao populacho e ao congresso. E muito menos se queimar com o seu economista-mor.

Grupo de Trabalho não deveria apresentar somente soluções vindas de um mendingo, mas sim várias opções, mas não, sugerem compra de 1A3 e 1A4. O pessoal da KMW devem estar rindo à toa, tirando sarro nos bastidores. Mais uma boquinha fácil pra eles.
O GT foi designado para apresentar várias soluções Gabriel. E ele o fez. Desde atualização da frota atual, passando por VBC Médio made in Brazil, até compra de MBT novinho em folha com tudo que tem direito. Mas todas elas tem um custo, tem um preço. Talvez saibamos quanto vai custar cada uma na exposição de motivos do EB no congresso. Depois disso está nas mãos dos políticos. Infelizmente. Seja lá qual for a escolha que fizerem.
Repito, não gosto da ideia de atualizar CC velho e recauchutar coisas velhas compradas a troco de pinga. Mas a nossa realidade é essa. Tenho certeza que todos na cavalaria estão torcendo para que um milagre aconteça e no ano que vem tenhamos recursos para envidar um projeto de VBC Médio tupiniquim ou a compra de um MBT novo e família. Mas isso é uma decisão antes de tudo política. E neste momento, os políticos estão muito mais interessados em outras coisas.
Resta-nos torcer e aguardar pela LDO do ano que vem.
Há sim, qualquer resposta que for dada a esta questão dos bldos tem de estar obrigatoriamente amarrada à capacidade financeira e orçamentária do EB de suportar a sua operação, manutenção e financiamento. Sem isso não existe possibilidade de novos bldos e muito menos de pagamentos a perder de vista. Ou seja, a LDO 2020 e adiante é o referencial de qualquer escolha que tomarmos.

abs




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7131 Mensagem por FCarvalho » Ter Out 08, 2019 1:13 pm

Túlio escreveu: Seg Out 07, 2019 10:06 pm
Não teria como se chegar a um meio-termo entre os dois lados do debate? Pelo que entendi, um propõe sobretudo treinamento e atualização/manutenção da Doutrina; o outro quer os melhores MBTs do mundo para combater o que vier contra, senão bota só simulador e treina à vontade.
E se fossem comprados diversos simuladores do Black Panther K2 com apenas um punhado - algo como um esquadrão - de exemplares novos de fábrica e com tudo do melhor, não satisfaria a ambas as partes? Quero crer que se faria qualquer uma das duas coisas* com o mesmo valor ou quase isso, e com a vantagem de se ter pelo menos alguns MBTs capazes de encarar qualquer coisa muito melhor e com muito maior disponibilidade do que centenas de Leopards 1.
* - Ou seja, com o mesmo $$$ comprar montanhas de sucata para reformar, substituir e/ou manter rodando centenas de obsoletos Leo1, além das modernizações eletrônicas necessárias; ou simplesmente fazer o que descrevi acima.
Olá Túlio,

O GT Nova Couraça, penso eu, deve ter envidado dentro de suas propostas algo assim ou parecido. Há muitas variáveis com as quais o grupo trabalhou pensando em oferecer uma resposta que seja cabível técnica, operacional e financeira à nossa realidade de curto, médio e longo prazo.

Hoje é muito complicado explicar para um político que não entende - e não quer saber - de questões de defesa, o porque de termos de gastar alguns bilhões de dólares no meio dessa crise toda comprando bldos novos para o EB, e que na cabeça deles não tem utilidade alguma, a não ser desfile de 7 setembro.

Assim, penso que as repostas que serão dadas devem sobretudo focar em três questões com fins de esclarecimento e convencimento:

1. emprego;
2. renda;
3. dualidade funcional;

Se o EB conseguir convencer as "vossas excelências" de que investir em uma nova família de CC e VBTP-SL trará não somente retorno vantajoso para a sociedade e para o Estado - do ponto de vista econômico e social - bem como para as suas respectivas bases eleitorais, nada do que seja falado encontrará eco.

Como disse, o GT deve ter oferecido várias propostas, desde atualização da frota, CC médio nacional até MBT importado ou fabricado com tudo de bom.

A questão é: a sociedade está disposta a pagar o preço por cada uma destas opções?

Até onde consigo perceber, a sociedade não quer dispor um único vintém a qualquer uma delas.

abs




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7132 Mensagem por FCarvalho » Ter Out 08, 2019 1:16 pm

Crisaman escreveu: Ter Out 08, 2019 11:14 am O exército só vai ter um "MBT" novo quando for fabricado aqui em parceria com uma empresa estrangeira. Quem assistiu os videos do CREDN viu que para os políticos abrirem a mão só se houver geração de emprego em suas bases eleitorais. Enquanto isso é Leopard usado mesmo. Com ou sem atualização.
Mesmo com financiamento externo se o Brasil não tiver dinheiro pra pagar as parcelas não adianta. Exemplo programa de submarinos. O governo federal não liberou ou não tinha dinheiro para pagar a parcela(s) do financiamento. O contrato teve que ser renegociado o que gerou uma multa de 1 bilhão de reais. Não adianta comprar MBTs e por no cartão um dia a conta chega.
Assino embaixo. Falou pouco mas disse tudo Crisaman.

abs.




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7133 Mensagem por gabriel219 » Ter Out 08, 2019 1:30 pm

FCarvalho escreveu: Ter Out 08, 2019 12:49 pm
gabriel219 escreveu: Seg Out 07, 2019 7:59 pm Leopard 1A5 ajudaram a formar doutrina e agora um problema de proporções homéricas. Que saldo excelente, não?
Já tentou imaginar o que é operar por mais de trinta anos um CC projetado na década de 1950 e de repente ter de receber e operar um CC com tecnologia dos anos 1980? Para o EB foi um puta choque. Pode acreditar.

Não tem nada a ver com comprar coisas novas ou usadas, é responsabilidade com o dinheiro público. Comprar 1A5 foi um erro, assim como os M113 modernizados, mas os 1A3/A4 é suicídio. Nunca deveríamos ser cogitados seriamente.
Como disse no post anterior. a atualização dos Leo 1A5 e a compra de mais bldos deste modelo são apenas uma das opções elencadas pelo GT, não significa que serão o caminho a seguir. Aguardemos pela exposição do EB na CREDN.

Agora a questão de "manter doutrina" não é desculpa pra continuar no erro. Como falei, pra isso bastam simuladores, já que o objetivo não é ter capacidade operacional - com 1A5 está difícil, imagine 1A3 - e sim treinar.
Simuladores são muito bons para formar e treinar pessoal, mas eles vão a campo e atiram de verdade quando necessário?

O argumento de "falta de dinheiro" é o mais inválido deles, pois, como eu disse, existe meios de buscar fundos via financiamento externo. Já conseguimos isso várias vezes, só olhar o programa F-X2, por que não pode fazer o mesmo com um novo MBT?
Porque neste momento da economia brasileira o ministério da economia vai fazer vista grossa para qualquer tipo de endividamento público, e o congresso já está pesando nas eleições do ano que vem. Simples assim. A não ser que o presidente passe por cima de tudo e mande comprar tudo que o EB quer em bldos. Mas ele fará isso? Com certeza não. E o EB sabe disso.

Cito a Coréia do Sul mais pelo envolvimento que estamos tendo e o estreitamento de laços, afim de fechar acordo bilateral de comércio. O K2 nem preciso falar, se tivesse aqui seria o melhor MBT do hemisfério, quiçá das Américas (com ADS Iron Fist 2.0, teria capacidade similar ao M1A2C, com algumas vantagens).
Tenho certeza que o pessoal do CIBld e da cav blda sonha com esse tipo de negócio. Mas é apenas um sonho, uma quimera. E eles sabem muito bem disso. Nada de novo sairá neste mandato do atual presidente que custe o fígado dele junto ao populacho e ao congresso. E muito menos se queimar com o seu economista-mor.

Grupo de Trabalho não deveria apresentar somente soluções vindas de um mendingo, mas sim várias opções, mas não, sugerem compra de 1A3 e 1A4. O pessoal da KMW devem estar rindo à toa, tirando sarro nos bastidores. Mais uma boquinha fácil pra eles.
O GT foi designado para apresentar várias soluções Gabriel. E ele o fez. Desde atualização da frota atual, passando por VBC Médio made in Brazil, até compra de MBT novinho em folha com tudo que tem direito. Mas todas elas tem um custo, tem um preço. Talvez saibamos quanto vai custar cada uma na exposição de motivos do EB no congresso. Depois disso está nas mãos dos políticos. Infelizmente. Seja lá qual for a escolha que fizerem.
Repito, não gosto da ideia de atualizar CC velho e recauchutar coisas velhas compradas a troco de pinga. Mas a nossa realidade é essa. Tenho certeza que todos na cavalaria estão torcendo para que um milagre aconteça e no ano que vem tenhamos recursos para envidar um projeto de VBC Médio tupiniquim ou a compra de um MBT novo e família. Mas isso é uma decisão antes de tudo política. E neste momento, os políticos estão muito mais interessados em outras coisas.
Resta-nos torcer e aguardar pela LDO do ano que vem.
Há sim, qualquer resposta que for dada a esta questão dos bldos tem de estar obrigatoriamente amarrada à capacidade financeira e orçamentária do EB de suportar a sua operação, manutenção e financiamento. Sem isso não existe possibilidade de novos bldos e muito menos de pagamentos a perder de vista. Ou seja, a LDO 2020 e adiante é o referencial de qualquer escolha que tomarmos.

abs
1) Cara, fala sério!

Austrália trocou 1A3 por M1A1-AIM, será que eles sofreram com algo assim? Trocamos um fuzil operado por ferrolho por um FAL, trocaremos F-5EM por Gripen, Taiwan tem M60 e vai direto pro Abrams e ainda tem outras centenas de exemplos por ai.

Fala sério, agora temos que trocar as coisas de acordo com as velharias que temos, porque "é novo demais".

Como eu disse, nem argumento isso é!

2) Não são "opções", foi a ÚNICA elencada até agora.

3) Então seu próprio argumento anula o outro!

Você primeiro disse que o papel era manter doutrina e treinar, se é pra atirar e manter capacidade operacional então seu argumento - que nem chega a ser um - de "serviram pra manter doutrina" é furado.

A principal missão de um vetor de combate é ter capacidade de combate e não treinamento, pois pra isso existem simuladores e viaturas de escola.

Ter carro de combate é pra de ter dissuasão, poder de combate e capacidade operacional, afinal temos que ter uma escola de blindados ou um EXÉRCITO?

Uma coisa ou outra!

4) Deve ser demência do Ministro de Minas e Energia querendo captar recursos com a iniciativa privada, autorizada pela Economia - que por sinal é o que eu estou defendendo aqui, não? -, mas o mesmo Ministério da Economia iria recusar um programa que abriria uns 4 mil empregos diretos ou indiretos, movimenta a indústria de defesa nacional e que ainda seja feita através de recursos externos?

Entendi...

5) Ora, não era você que defendia o desenvolvimento de um CC nacional? Isso dá pra fazer, comprar MBT estrangeiro por financiamento não?

6) Então deixa eu ver se entendi: dá pra desenvolver VBC Médio - que diabos é VBC médio? -, mas não dá pra fazer o que falei?

Agora entendi...




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7134 Mensagem por FCarvalho » Ter Out 08, 2019 2:21 pm

gabriel219 escreveu: Ter Out 08, 2019 1:30 pm 1) Cara, fala sério!
Austrália trocou 1A3 por M1A1-AIM, será que eles sofreram com algo assim? Trocamos um fuzil operado por ferrolho por um FAL, trocaremos F-5EM por Gripen, Taiwan tem M60 e vai direto pro Abrams e ainda tem outras centenas de exemplos por ai.
Fala sério, agora temos que trocar as coisas de acordo com as velharias que temos, porque "é novo demais".
Como eu disse, nem argumento isso é!
Gabriel, a questão não apenas é trocar velho por novo, é antes de tudo trocar por algo que possamos dominar na íntegra, de preferência desde a produção e operação, passando por manutenção e logística, até a modernização. E principalmente, algo que posamos pagar para fazer tudo isso. Do contrário, é a mesma coisa que viver de salário mínimo, faz um consignado das galáxias de 1200 parcelas só para poder comprar um Mustang e deixar ele enfeitando a sua garagem, porque dirigir mesmo que é bom, nem pensar. A lógica do EB é a mesma. Sem grana para manter e operar decentemente, sair de Leo 1A5 para Leo IIA7 vai ser um grande salto tecnológico sim. Mas de que adianta isso se não tivermos condições de aprender a fazer a transição?

2) Não são "opções", foi a ÚNICA elencada até agora.
Foi a única comentada aqui até agora. Só isso. O GT ficou responsável por apresentar várias opções. E o fez. Só não as deu a conhecer de público. O que deve acontecer, presume-se, na apresentação na CREDN esta semana.

3) Então seu próprio argumento anula o outro!

Você primeiro disse que o papel era manter doutrina e treinar, se é pra atirar e manter capacidade operacional então seu argumento - que nem chega a ser um - de "serviram pra manter doutrina" é furado.
Gabriel, a questão do EB com os Leo 1A5 é manter doutrina, treinar e formar pessoal dentro dos limites impostos pela idade e tecnologia dos bldos, e a operacionalidade da tropa também. Isto no curto prazo até uma solução definitiva seja encontrada. A ideia era essa desde a compra. Agora, manter doutrina, formar, treinar não significa que se ficará restrito a simuladores e terias. Estes são elementos complementares à operacionalidade da tropa, não o seu cerne.

A principal missão de um vetor de combate é ter capacidade de combate e não treinamento, pois pra isso existem simuladores e viaturas de escola.
Sim, mas quando você não tem recursos abundantes para fazer isso toda hora com os bldos no terreno, complementa-se com simuladores e viaturas escola. E sim, os CC também são utilizados, além de combate, para treinar in loco para o combate. Nem só de simuladores vive um exército.

Ter carro de combate é pra de ter dissuasão, poder de combate e capacidade operacional, afinal temos que ter uma escola de blindados ou um EXÉRCITO? Uma coisa ou outra!
Na verdade precisamos de ambas. Mas como não somos os USA ou a Rússia, e nem vamos a guerra na semana que vem, dado que não tem nada na nossa agenda quanto a isso, nos viramos com o que a sociedade nos deixa que tenhamos. Ou seja, usamos o que temos para as duas coisas da melhor forma possível. Viver em país onde defesa não é assunto sério ou de primeira ordem é assim mesmo.

4) Deve ser demência do Ministro de Minas e Energia querendo captar recursos com a iniciativa privada, autorizada pela Economia - que por sinal é o que eu estou defendendo aqui, não? -, mas o mesmo Ministério da Economia iria recusar um programa que abriria uns 4 mil empregos diretos ou indiretos, movimenta a indústria de defesa nacional e que ainda seja feita através de recursos externos? Entendi...
Você as vezes simplifica demais as coisas. Mas no mundo real elas não funcionam assim tão fácil.

5) Ora, não era você que defendia o desenvolvimento de um CC nacional? Isso dá pra fazer, comprar MBT estrangeiro por financiamento não?

Se dá ou não, eu não sei. O que sei é que as contas públicas estão cada vez mais indo ladeira abaixo, e o governo irá fazer o que for necessário para remendar a situação. Eu não acredito em CC nacional porque simplesmente não temos expertise para isso. Mas temos uma BID capaz de fazer isso em parceria. Com quem? Qualquer um que faça a melhor oferta. Desde que os políticos colaborem, claro.


6) Então deixa eu ver se entendi: dá pra desenvolver VBC Médio - que diabos é VBC médio? -, mas não dá pra fazer o que falei? Agora entendi...
Eu apenas listei as possibilidades com que o GT está trabalhando conforme os docs de orientação sobre o futuro da cav blda do exército. Nele cabe tudo isso aí que comentei. Se alguma delas vai virar realidade, só o tempo dirá.
Não faço ideia do que o EB entende por VBC Médio. Mas está escrito lá na portaria que orienta os trabalhos do GT. Quem sabe essa semana a gente consiga saber o que é na CREDN. E quanto a sua proposta, sim, ela é teoricamente possível. Daí passar à realidade é um caminho muito longo pelos corredores de Brasília.
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Re: Leopard 1A5 do EB

#7135 Mensagem por gabriel219 » Ter Out 08, 2019 8:45 pm

FCarvalho escreveu: Ter Out 08, 2019 2:21 pm
gabriel219 escreveu: Ter Out 08, 2019 1:30 pm 1) Cara, fala sério!
Austrália trocou 1A3 por M1A1-AIM, será que eles sofreram com algo assim? Trocamos um fuzil operado por ferrolho por um FAL, trocaremos F-5EM por Gripen, Taiwan tem M60 e vai direto pro Abrams e ainda tem outras centenas de exemplos por ai.
Fala sério, agora temos que trocar as coisas de acordo com as velharias que temos, porque "é novo demais".
Como eu disse, nem argumento isso é!
Gabriel, a questão não apenas é trocar velho por novo, é antes de tudo trocar por algo que possamos dominar na íntegra, de preferência desde a produção e operação, passando por manutenção e logística, até a modernização. E principalmente, algo que posamos pagar para fazer tudo isso. Do contrário, é a mesma coisa que viver de salário mínimo, faz um consignado das galáxias de 1200 parcelas só para poder comprar um Mustang e deixar ele enfeitando a sua garagem, porque dirigir mesmo que é bom, nem pensar. A lógica do EB é a mesma. Sem grana para manter e operar decentemente, sair de Leo 1A5 para Leo IIA7 vai ser um grande salto tecnológico sim. Mas de que adianta isso se não tivermos condições de aprender a fazer a transição?

2) Não são "opções", foi a ÚNICA elencada até agora.
Foi a única comentada aqui até agora. Só isso. O GT ficou responsável por apresentar várias opções. E o fez. Só não as deu a conhecer de público. O que deve acontecer, presume-se, na apresentação na CREDN esta semana.

3) Então seu próprio argumento anula o outro!

Você primeiro disse que o papel era manter doutrina e treinar, se é pra atirar e manter capacidade operacional então seu argumento - que nem chega a ser um - de "serviram pra manter doutrina" é furado.
Gabriel, a questão do EB com os Leo 1A5 é manter doutrina, treinar e formar pessoal dentro dos limites impostos pela idade e tecnologia dos bldos, e a operacionalidade da tropa também. Isto no curto prazo até uma solução definitiva seja encontrada. A ideia era essa desde a compra. Agora, manter doutrina, formar, treinar não significa que se ficará restrito a simuladores e terias. Estes são elementos complementares à operacionalidade da tropa, não o seu cerne.

A principal missão de um vetor de combate é ter capacidade de combate e não treinamento, pois pra isso existem simuladores e viaturas de escola.
Sim, mas quando você não tem recursos abundantes para fazer isso toda hora com os bldos no terreno, complementa-se com simuladores e viaturas escola. E sim, os CC também são utilizados, além de combate, para treinar in loco para o combate. Nem só de simuladores vive um exército.

Ter carro de combate é pra de ter dissuasão, poder de combate e capacidade operacional, afinal temos que ter uma escola de blindados ou um EXÉRCITO? Uma coisa ou outra!
Na verdade precisamos de ambas. Mas como não somos os USA ou a Rússia, e nem vamos a guerra na semana que vem, dado que não tem nada na nossa agenda quanto a isso, nos viramos com o que a sociedade nos deixa que tenhamos. Ou seja, usamos o que temos para as duas coisas da melhor forma possível. Viver em país onde defesa não é assunto sério ou de primeira ordem é assim mesmo.

4) Deve ser demência do Ministro de Minas e Energia querendo captar recursos com a iniciativa privada, autorizada pela Economia - que por sinal é o que eu estou defendendo aqui, não? -, mas o mesmo Ministério da Economia iria recusar um programa que abriria uns 4 mil empregos diretos ou indiretos, movimenta a indústria de defesa nacional e que ainda seja feita através de recursos externos? Entendi...
Você as vezes simplifica demais as coisas. Mas no mundo real elas não funcionam assim tão fácil.

5) Ora, não era você que defendia o desenvolvimento de um CC nacional? Isso dá pra fazer, comprar MBT estrangeiro por financiamento não?

Se dá ou não, eu não sei. O que sei é que as contas públicas estão cada vez mais indo ladeira abaixo, e o governo irá fazer o que for necessário para remendar a situação. Eu não acredito em CC nacional porque simplesmente não temos expertise para isso. Mas temos uma BID capaz de fazer isso em parceria. Com quem? Qualquer um que faça a melhor oferta. Desde que os políticos colaborem, claro.


6) Então deixa eu ver se entendi: dá pra desenvolver VBC Médio - que diabos é VBC médio? -, mas não dá pra fazer o que falei? Agora entendi...
Eu apenas listei as possibilidades com que o GT está trabalhando conforme os docs de orientação sobre o futuro da cav blda do exército. Nele cabe tudo isso aí que comentei. Se alguma delas vai virar realidade, só o tempo dirá.
Não faço ideia do que o EB entende por VBC Médio. Mas está escrito lá na portaria que orienta os trabalhos do GT. Quem sabe essa semana a gente consiga saber o que é na CREDN. E quanto a sua proposta, sim, ela é teoricamente possível. Daí passar à realidade é um caminho muito longo pelos corredores de Brasília.
abs
1) Não é possível!

Se você tivesse lido atentamente o que eu havia escrito, falei em adquirir o material para receber em dois ou três anos após a assinatura. Neste meio tempo, compraríamos simuladores e mandaríamos contingentes para entender o funcionamento do carro, EXATAMENTE como é feito com o Gripen.

Qual a dificuldade disso? A impressão que tenho é que você acha que nossos Militares estão em estágio vegetativo. Não é possível!

Volto a repetir, essa sua fala se quer chega a ser um argumento.

2) Demorou anos pra tirar uma só opção?

Interessante!

3) Sim, significa, principalmente quando seu argumento principal pra comprar coisa velha é "manter doutrina e treinamento".

Não fui eu quem dei esse argumento, foi você.

Outro ponto que nem chega a ser argumento, pois nem sentido faz.

4) Simplifiquei demais pois explico a mesma coisa 50 vezes e você não parece conseguir compreender.

Imagino que assim tenha entendido. Aliás, usei o mesmo pensamento de programas que já são realidade com base em financiamento externo: Gripen E/F.

Estou errado?

5) Uma hora você diz uma coisa, outra hora outra coisa...

Assim é difícil.

O debate deveria ser restrito em dados técnicos e possibilidades de acordo ou não. Assim é muito mais produtivo do que algo vago ou argumentos do tipo "nossa, isso é novo demais pra nós, não dá" ou "como assim operar? Só vai servir pra treinar mesmo".




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7136 Mensagem por gogogas » Qua Out 09, 2019 12:55 am

Não há verbas , o projeto Guarani está atrasado , se tem Leopard de outras versões mais antigas , moderniza toda a frota só com itens de extrema importância e pronto ! Neste país defesa nunca é levado a sério , podemos debater ver o que é melhor e tals , mas quem decide não somos nós




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7137 Mensagem por dalton romao » Qua Out 09, 2019 11:48 am

Isso aí, gogogas




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7138 Mensagem por FCarvalho » Qua Out 09, 2019 1:05 pm

gogogas escreveu: Qua Out 09, 2019 12:55 am Não há verbas , o projeto Guarani está atrasado , se tem Leopard de outras versões mais antigas , moderniza toda a frota só com itens de extrema importância e pronto ! Neste país defesa nunca é levado a sério , podemos debater ver o que é melhor e tals , mas quem decide não somos nós
A realidade tal como ela é. E não existe outra.

abs




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7139 Mensagem por alex » Qui Out 10, 2019 4:30 pm

Se falta dinheiro seria muito mais racional concluir os projetos atuais do que adquirir Marder, Leopard 1 -A3 e Centauro, certo?
Em uma comissão recente da câmara/senado um oficial do exercito "peitou" os deputados (ou senadores. sei lá) dizendo que se era para manter as aquisições do Guarani no ritmo atual (devido a cortes de verbas ) o EB preferiria reduzir o numero de Guarani a serem adquiridos e concluir o programa.
Se eu estivesse nas galerias teria berrado: "Faz essa merda já"
Se não há dinheiro para 2000 Guaranis que se adquira o que pode ser pago. E as unidades do EB sem Guaranis ? Transforma em infantaria de selva ou extingue, sei lá.
Agora vocês querem que eu acredite que vai ficar barato comprar Marder (que estava sendo cortado no maçarico na Alemanha segundo o Caiafa) e contratar Israel/Alemanha para upgrade?
Querem que eu acredite que vai ficar barato comprar Centauro I e contratar a IVECO para upgrade?
Leopard 1 A3? Nos trouxemos toda a planta(infraestrutura) de Leopard 1 da Alemanha e nem conseguimos digitalizar o sistema de mira? (nem soluções de pobre como microcontroladores Arduino/Raspberry conseguem algo).E ainda existe muita diferença de equipamentos que nós compramos novos e fazemos upgrade de meia vida do que adquirir equipamento desativado de um exercito europeu (que usa seu equipamento até osso) para fazer upgrade...Veja os Leos...
Ah, pobre contribuinte brasileiro....




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Re: Leopard 1A5 do EB

#7140 Mensagem por FCarvalho » Dom Out 13, 2019 8:57 pm

Me ocorreu uma questão aqui. No caso do EB emitir um RFI para um novo CC para ser adquirido, qual a possibilidade, ou viabilidade, de se colocar no mesmo que os eventuais candidatos tenham que se apresentar aqui no Brasil in loco e passar por testes em todas as regiões do Brasil a fim de avaliar na prática todas as capacidades do mesmo e a sua real adaptação à diversidade de solos país afora?

Quem se arriscaria a trazer os seus CC para serem testados nestas condições?

abs




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