FCarvalho escreveu: Ter Out 08, 2019 12:49 pm
gabriel219 escreveu: Seg Out 07, 2019 7:59 pm
Leopard 1A5 ajudaram a formar doutrina e agora um problema de proporções homéricas. Que saldo excelente, não?
Já tentou imaginar o que é operar por mais de trinta anos um CC projetado na década de 1950 e de repente ter de receber e operar um CC com tecnologia dos anos 1980? Para o EB foi um puta choque. Pode acreditar.
Não tem nada a ver com comprar coisas novas ou usadas, é responsabilidade com o dinheiro público. Comprar 1A5 foi um erro, assim como os M113 modernizados, mas os 1A3/A4 é suicídio. Nunca deveríamos ser cogitados seriamente.
Como disse no post anterior. a atualização dos Leo 1A5 e a compra de mais bldos deste modelo são apenas uma das opções elencadas pelo GT, não significa que serão o caminho a seguir. Aguardemos pela exposição do EB na CREDN.
Agora a questão de "manter doutrina" não é desculpa pra continuar no erro. Como falei, pra isso bastam simuladores, já que o objetivo não é ter capacidade operacional - com 1A5 está difícil, imagine 1A3 - e sim treinar.
Simuladores são muito bons para formar e treinar pessoal, mas eles vão a campo e atiram de verdade quando necessário?
O argumento de "falta de dinheiro" é o mais inválido deles, pois, como eu disse, existe meios de buscar fundos via financiamento externo. Já conseguimos isso várias vezes, só olhar o programa F-X2, por que não pode fazer o mesmo com um novo MBT?
Porque neste momento da economia brasileira o ministério da economia vai fazer vista grossa para qualquer tipo de endividamento público, e o congresso já está pesando nas eleições do ano que vem. Simples assim. A não ser que o presidente passe por cima de tudo e mande comprar tudo que o EB quer em bldos. Mas ele fará isso? Com certeza não. E o EB sabe disso.
Cito a Coréia do Sul mais pelo envolvimento que estamos tendo e o estreitamento de laços, afim de fechar acordo bilateral de comércio. O K2 nem preciso falar, se tivesse aqui seria o melhor MBT do hemisfério, quiçá das Américas (com ADS Iron Fist 2.0, teria capacidade similar ao M1A2C, com algumas vantagens).
Tenho certeza que o pessoal do CIBld e da cav blda sonha com esse tipo de negócio. Mas é apenas um sonho, uma quimera. E eles sabem muito bem disso. Nada de novo sairá neste mandato do atual presidente que custe o fígado dele junto ao populacho e ao congresso. E muito menos se queimar com o seu economista-mor.
Grupo de Trabalho não deveria apresentar somente soluções vindas de um mendingo, mas sim várias opções, mas não, sugerem compra de 1A3 e 1A4. O pessoal da KMW devem estar rindo à toa, tirando sarro nos bastidores. Mais uma boquinha fácil pra eles.
O GT foi designado para apresentar várias soluções Gabriel. E ele o fez. Desde atualização da frota atual, passando por VBC Médio made in Brazil, até compra de MBT novinho em folha com tudo que tem direito. Mas todas elas tem um custo, tem um preço. Talvez saibamos quanto vai custar cada uma na exposição de motivos do EB no congresso. Depois disso está nas mãos dos políticos. Infelizmente. Seja lá qual for a escolha que fizerem.
Repito, não gosto da ideia de atualizar CC velho e recauchutar coisas velhas compradas a troco de pinga. Mas a nossa realidade é essa. Tenho certeza que todos na cavalaria estão torcendo para que um milagre aconteça e no ano que vem tenhamos recursos para envidar um projeto de VBC Médio tupiniquim ou a compra de um MBT novo e família. Mas isso é uma decisão antes de tudo política. E neste momento, os políticos estão muito mais interessados em outras coisas.
Resta-nos torcer e aguardar pela LDO do ano que vem.
Há sim, qualquer resposta que for dada a esta questão dos bldos tem de estar obrigatoriamente amarrada à capacidade financeira e orçamentária do EB de suportar a sua operação, manutenção e financiamento. Sem isso não existe possibilidade de novos bldos e muito menos de pagamentos a perder de vista. Ou seja, a LDO 2020 e adiante é o referencial de qualquer escolha que tomarmos.
abs
1) Cara, fala sério!
Austrália trocou 1A3 por M1A1-AIM, será que eles sofreram com algo assim? Trocamos um fuzil operado por ferrolho por um FAL, trocaremos F-5EM por Gripen, Taiwan tem M60 e vai direto pro Abrams e ainda tem outras centenas de exemplos por ai.
Fala sério, agora temos que trocar as coisas de acordo com as velharias que temos, porque "é novo demais".
Como eu disse, nem argumento isso é!
2) Não são "opções", foi a ÚNICA elencada até agora.
3) Então seu próprio argumento anula o outro!
Você primeiro disse que o papel era manter doutrina e treinar, se é pra atirar e manter capacidade operacional então seu argumento - que nem chega a ser um - de "serviram pra manter doutrina" é furado.
A principal missão de um vetor de combate é ter capacidade de combate e não treinamento, pois pra isso existem simuladores e viaturas de escola.
Ter carro de combate é pra de ter dissuasão, poder de combate e capacidade operacional, afinal temos que ter uma escola de blindados ou um
EXÉRCITO?
Uma coisa ou outra!
4) Deve ser demência do Ministro de Minas e Energia querendo captar recursos com a iniciativa privada, autorizada pela Economia - que por sinal é o que eu estou defendendo aqui, não? -, mas o mesmo Ministério da Economia iria recusar um programa que abriria uns 4 mil empregos diretos ou indiretos, movimenta a indústria de defesa nacional e que ainda seja feita através de recursos externos?
Entendi...
5) Ora, não era você que defendia o desenvolvimento de um CC nacional? Isso dá pra fazer, comprar MBT estrangeiro por financiamento não?
6) Então deixa eu ver se entendi: dá pra desenvolver VBC Médio - que diabos é VBC médio? -, mas não dá pra fazer o que falei?
Agora entendi...