Olá Marcelo, tentando resumir a questão.Marcelo Ponciano escreveu: Qui Out 03, 2019 3:01 pm Amigos, me tirem uma dúvida aqui que pode parecer bastante leiga (e que por isso já peço antecipadamente desculpas por um noob no assunto se intrometer na conversa de gigantes). A dúvida é a seguinte:
Qual é a real possibilidade de ocorrer uma batalha campal entre cavalarias mecanizadas nos dias de hoje?
Pergunto isso porque eu penso que se o inimigo junta uma centena de MBT de uma cavalaria mecanizada de um lado do teatro de operações, é muito mais seguro fazer chover artilharia de saturação em cima deles, e tornar tudo aço retorcido, do que mandar outra centena de MBT do "nosso lado" para confrontá-los. Ah, senão não tem artilharia de saturação para fazer isso dá para confrontá-los com ataque aéreo. Se não tiver nem artilharia de saturação disponível e nem uma cobertura aérea a gente já perdeu a guerra e nem vale a pena mandar os MBTs da nossa cavalaria para confrontar os caras, melhor mesmo negociar a rendição e preparar a geração seguinte para buscar vingança.
Ora, se meu raciocínio estiver correto, MBT para uso exclusivo da cavalaria mecanizada perdeu muito sentido, razão pela qual eles são mais úteis prestando auxílio para a infantaria. Se essa vai ser a função da cavalaria mecanizada moderna, porque a infantaria mecanizada precisaria de 105mm??? Melhor mesmo transferir todos os 105mm para a cavalaria, dotar a infantaria mecanizada de 40 mm, deixando os 105mm para a cavalaria prestar apoio à infantaria.
Estou errado no meu raciocínio???
No caso do EB, ele trabalha hoje com o conceito de Força Tarefa, que pode ser composta desde uma simples companhia e alguns elementos de apoio, até uma ou mais bgdas operando conjuntamente.
Neste sentido, o ideal é que você consiga combinar os elementos necessários ao cumprimento da missão segundo o TO e suas necessidades.
Assim, por exemplo, se enviássemos uma FT para a RCA, ela poderia contar como elementos: 1 EsqCavMec, um Btl Inf Mec, Cia eng e serviços de apoio de comunicações, PE, saúde e, talvez morteiros como artilharia, e sendo requisitado, uma unde da Avex.
Por outro lado, em um embate com outro exército de forma tradicional como tu expôs, teríamos que considerar uma FT do tamanho até de uma divisão, ou mais, se necessário.
Neste caso, uma FT blda, exemplo hipotético, pode ser composta por: 1 Bgda Cav Mec, 1 Bgda Cav Mec, 1 Bgda Inf Mec e 1 Bavex, que em teoria deveria contar com helos de recon, ataque, manobra e pesados. Isto em um cenário levando-se em conta que um eventual inimigo estaria desdobrando forças em tamanho e capacidades similares contra nós.
O que sair daí será o resultado de quem estiver mais e melhor preparado para utilizar os meios de que dispõe da forma mais eficiente.
É sempre bom lembra que não é toda hora que os mais fortes vencem seus embates. Vence na verdade aquele que souber aproveitar melhor as brechas que seus adversários oferecerem.
Aí, você pode até mesmo vencer uma guerra sem precisar lutar. Que, aliás, segundo Sun Tzu, ainda é o melhor jeito de ganhar uma guerra. Mas isso é para poucos.
abs