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Enviado: Seg Ago 14, 2006 7:25 pm
por marcolima
Completando:
a primeira caracteristica que eu enchergo nisso é a de levar o inimigo a combater em compo restrito sob regras de angajamento...
Isso é um veneno pra qualquer exercito...

Enviado: Seg Ago 14, 2006 10:27 pm
por Clermont
Alexandre Beraldi escreveu:Pois é, na minha opinião, o ideal seria extingüir a Infantaria Motorizada no EB, que hoje em dia não tem mais aplicabilidade em cenários modernos, inclusive em missões de paz, dada fragilidade do conceito de transportar tropas por aí em caminhões não blindados... Hoje, com os cenários assimétricos, isto é suicídio. Antigamente, quando havia uma frente de batalha tudo bem: vai de caminhãozinho até lá perto e segue a pé... mas hoje, não.
No lugar da Infantaria Motorizada, surgiria a "Infantaria Mecanizada", com Brigadas organizadas nos moldes das Bda Stryker (...)


Mas, o grosso do Exército é constituído por brigadas motorizadas. Se elas sofressem um processo de mecanização, o número teria de ser, forçosamente reduzido - acho eu! - e se for mesmo assim, acho que a idéia não irá agradar aos chefões do Exército. Redução de efetivos não é bem vista por lá.

Outra coisa é o seguinte: um grande número de cenários prováveis de emprego do Exército são hostis a viaturas blindadas. Por exemplo, se for preciso mandar um batalhão motorizado para a fronteira da Colômbia, não será um grande prejuízo deixar os caminhões de transporte para trás. Mas, se for preciso mandar um batalhão mecanizado para lá, parece impraticável o envio das viaturas blindadas. Parece um grande desperdício de recursos ver os soldados de infantaria combatendo enquanto suas preciosas viaturas blindadas pegam poeira no seu aquartelamento.

Outra coisa que me chama a atenção: viaturas blindadas fixam o número de integrantes dos GC. Um GC "Stryker" só pode ter 9 elementos. Mas, se fosse considerado útil que os GC tivessem efetivos maiores, como, por exemplo, os Fuzileiros Navais (brasileiros e americanos) cujos GC tem treze elementos, tal coisa seria inviável, se o grosso da infantaria comum fosse mecanizada.

Outro ponto também é a discussão entre viaturas blindadas sobre rodas e sobre lagartas. Terá mesmo a brigada "Stryker" provado sua viabilidade como força de combate, seja cenário de luta convencional ou antiguerrilha?

A gente lê, aqui e acolá, que ela não foi empregada de forma confiante pelos americanos no Iraque. Os que não gostam de viaturas sobre rodas dizem que foi o medo de que alguma companhia "Stryker" fosse aniquilada em algum combate de rua que levou a essa preocupação. Mas, podem ser só boatos, né mesmo?

De qualquer forma, se algum dia o Brasil empregar grandes unidades de infantaria mecanizada, eu desconfio de que só poderá fazer isso em pequena escala, talvez para satisfazer imperativos de missões de pacificação.

Quanto ao grosso da infantaria brasileira não-especialista, que precisa ser apta a lutar, tanto num cenário urbano, de selva, de pantanal; tanto em guerra convencional como em alguma campanha antiguerrilha; acho que terão de ser divisadas alternativas para reforçar seu poder de fogo; sua capacidade de transporte estratégico; seu nível de treinamento.

Sei lá. Acho que é por aí...

Enviado: Seg Ago 14, 2006 11:59 pm
por Einsamkeit
A Criaçao de exercitos regionais e a organizaçao em torno deles nao seria uma opçao?

Enviado: Ter Ago 15, 2006 7:07 am
por Piffer
Mas é assim que funciona. Não com este nome, mas cada região tem tropas especializadas naquele ambiente, com características próprias.

Enviado: Ter Ago 15, 2006 10:53 am
por A.K. for T-7
Clermont escreveu:
Alexandre Beraldi escreveu:Pois é, na minha opinião, o ideal seria extingüir a Infantaria Motorizada no EB, que hoje em dia não tem mais aplicabilidade em cenários modernos, inclusive em missões de paz, dada fragilidade do conceito de transportar tropas por aí em caminhões não blindados... Hoje, com os cenários assimétricos, isto é suicídio. Antigamente, quando havia uma frente de batalha tudo bem: vai de caminhãozinho até lá perto e segue a pé... mas hoje, não.
No lugar da Infantaria Motorizada, surgiria a "Infantaria Mecanizada", com Brigadas organizadas nos moldes das Bda Stryker (...)


Mas, o grosso do Exército é constituído por brigadas motorizadas. Se elas sofressem um processo de mecanização, o número teria de ser, forçosamente reduzido - acho eu! - e se for mesmo assim, acho que a idéia não irá agradar aos chefões do Exército. Redução de efetivos não é bem vista por lá.

Outra coisa é o seguinte: um grande número de cenários prováveis de emprego do Exército são hostis a viaturas blindadas. Por exemplo, se for preciso mandar um batalhão motorizado para a fronteira da Colômbia, não será um grande prejuízo deixar os caminhões de transporte para trás. Mas, se for preciso mandar um batalhão mecanizado para lá, parece impraticável o envio das viaturas blindadas. Parece um grande desperdício de recursos ver os soldados de infantaria combatendo enquanto suas preciosas viaturas blindadas pegam poeira no seu aquartelamento.

Outra coisa que me chama a atenção: viaturas blindadas fixam o número de integrantes dos GC. Um GC "Stryker" só pode ter 9 elementos. Mas, se fosse considerado útil que os GC tivessem efetivos maiores, como, por exemplo, os Fuzileiros Navais (brasileiros e americanos) cujos GC tem treze elementos, tal coisa seria inviável, se o grosso da infantaria comum fosse mecanizada.

Outro ponto também é a discussão entre viaturas blindadas sobre rodas e sobre lagartas. Terá mesmo a brigada "Stryker" provado sua viabilidade como força de combate, seja cenário de luta convencional ou antiguerrilha?

A gente lê, aqui e acolá, que ela não foi empregada de forma confiante pelos americanos no Iraque. Os que não gostam de viaturas sobre rodas dizem que foi o medo de que alguma companhia "Stryker" fosse aniquilada em algum combate de rua que levou a essa preocupação. Mas, podem ser só boatos, né mesmo?

De qualquer forma, se algum dia o Brasil empregar grandes unidades de infantaria mecanizada, eu desconfio de que só poderá fazer isso em pequena escala, talvez para satisfazer imperativos de missões de pacificação.

Quanto ao grosso da infantaria brasileira não-especialista, que precisa ser apta a lutar, tanto num cenário urbano, de selva, de pantanal; tanto em guerra convencional como em alguma campanha antiguerrilha; acho que terão de ser divisadas alternativas para reforçar seu poder de fogo; sua capacidade de transporte estratégico; seu nível de treinamento.

Sei lá. Acho que é por aí...


Clermont,

A "Infantaria Mecanizada" ficaria sediada em rigiões que permitissem seu emprego, por exemplo, uma Brigada sediada em Natal, abrangendo PB, RN e CE, obviamente com as unidades distribuídas por estes Estados... por exemplo, um Btl Inf Mec em cada capital, um GAC em Natal, etc. tudo aproveitando a estrutura já existente;
Caberia ainda uma Bda sediada em Recife, abrangendo PE, AL e SE;
Uma sediada em Salvador, com unidades em Salvador, Itabuna, Vitória da Conquista e Barreiras (a Bahia é enorme, a geografia é propícia e quase não há Unidades...);
Uma no interior de SP, na porção Oeste;
Uma em Goiânia;
Só aí são cinco Bdas, tudo isso em regiões enormes e propícias ao uso desta configuração mecanizada, se fosse contabilizar quantas viaturas seriam necessárias para mobiliar estas 5 Bdas Inf Mec, mantendo a configuração e distribuição das Bdas Stryker, seriam 855 Urutu III e 195 Guará, nas diversas versões que falei no post anterior. Isto considerando que as Vtr de Engenharia e de Artilharia não usassem nenhum destes chassis... Acho que o ideal para estes casos seriam Vtr de Engenharia e Vtr de Comando de GAC e de Bateria baseadas no AV-VBL, e obuseiros de sul-africanos calibre 155mm e com cano de 52 cal montados sobre caminhões Tectran, no estilo T5-2000 Condor da Denel... Assim toda a Bda seria transportável pelos C-130H da FAB, com grande nível de padronização de meios, praticamente tudo fabricado por aqui e de baixo custo de manutenção, pois os componentes de grande atrito/manutenção seriam todos do mercado automobilístico nacional...

O resto das unidades, nas regiões de geografia mais desfavorável ao uso de Vtr blindadas, regiões de mar de morros, com grandes afunilamentos (armadilhas) para as Vtr, ou grandes regiões urbanas, ficariam com Bdas de Inf Leve. Estas permanecem com a herança da Inf Mtz, podendo ser transportadas por Vtr Unimog, mas tendo como principal doutrina o combate em localidade ou em terreno de montanha, além de "ações de guerrilha".
Seriam estas as Bdas de SP (já existente), RJ, MG e ES.

No sul seriam as Bda Bld já existentes

No resto das macro-regiões (pantanal e amazônica) seriam as Bdas especializadas já existentes, todas dotadas de capacidade aeromóvel.

É meu conceito para um EB eficiente....

Enviado: Ter Ago 15, 2006 11:17 am
por Morcego
Alexandre Beraldi escreveu:
Clermont escreveu:
Alexandre Beraldi escreveu:Pois é, na minha opinião, o ideal seria extingüir a Infantaria Motorizada no EB, que hoje em dia não tem mais aplicabilidade em cenários modernos, inclusive em missões de paz, dada fragilidade do conceito de transportar tropas por aí em caminhões não blindados... Hoje, com os cenários assimétricos, isto é suicídio. Antigamente, quando havia uma frente de batalha tudo bem: vai de caminhãozinho até lá perto e segue a pé... mas hoje, não.
No lugar da Infantaria Motorizada, surgiria a "Infantaria Mecanizada", com Brigadas organizadas nos moldes das Bda Stryker (...)


Mas, o grosso do Exército é constituído por brigadas motorizadas. Se elas sofressem um processo de mecanização, o número teria de ser, forçosamente reduzido - acho eu! - e se for mesmo assim, acho que a idéia não irá agradar aos chefões do Exército. Redução de efetivos não é bem vista por lá.

Outra coisa é o seguinte: um grande número de cenários prováveis de emprego do Exército são hostis a viaturas blindadas. Por exemplo, se for preciso mandar um batalhão motorizado para a fronteira da Colômbia, não será um grande prejuízo deixar os caminhões de transporte para trás. Mas, se for preciso mandar um batalhão mecanizado para lá, parece impraticável o envio das viaturas blindadas. Parece um grande desperdício de recursos ver os soldados de infantaria combatendo enquanto suas preciosas viaturas blindadas pegam poeira no seu aquartelamento.

Outra coisa que me chama a atenção: viaturas blindadas fixam o número de integrantes dos GC. Um GC "Stryker" só pode ter 9 elementos. Mas, se fosse considerado útil que os GC tivessem efetivos maiores, como, por exemplo, os Fuzileiros Navais (brasileiros e americanos) cujos GC tem treze elementos, tal coisa seria inviável, se o grosso da infantaria comum fosse mecanizada.

Outro ponto também é a discussão entre viaturas blindadas sobre rodas e sobre lagartas. Terá mesmo a brigada "Stryker" provado sua viabilidade como força de combate, seja cenário de luta convencional ou antiguerrilha?

A gente lê, aqui e acolá, que ela não foi empregada de forma confiante pelos americanos no Iraque. Os que não gostam de viaturas sobre rodas dizem que foi o medo de que alguma companhia "Stryker" fosse aniquilada em algum combate de rua que levou a essa preocupação. Mas, podem ser só boatos, né mesmo?

De qualquer forma, se algum dia o Brasil empregar grandes unidades de infantaria mecanizada, eu desconfio de que só poderá fazer isso em pequena escala, talvez para satisfazer imperativos de missões de pacificação.

Quanto ao grosso da infantaria brasileira não-especialista, que precisa ser apta a lutar, tanto num cenário urbano, de selva, de pantanal; tanto em guerra convencional como em alguma campanha antiguerrilha; acho que terão de ser divisadas alternativas para reforçar seu poder de fogo; sua capacidade de transporte estratégico; seu nível de treinamento.

Sei lá. Acho que é por aí...


Clermont,

A "Infantaria Mecanizada" ficaria sediada em rigiões que permitissem seu emprego, por exemplo, uma Brigada sediada em Natal, abrangendo PB, RN e CE, obviamente com as unidades distribuídas por estes Estados... por exemplo, um Btl Inf Mec em cada capital, um GAC em Natal, etc. tudo aproveitando a estrutura já existente;
Caberia ainda uma Bda sediada em Recife, abrangendo PE, AL e SE;
Uma sediada em Salvador, com unidades em Salvador, Itabuna, Vitória da Conquista e Barreiras (a Bahia é enorme, a geografia é propícia e quase não há Unidades...);
Uma no interior de SP, na porção Oeste;
Uma em Goiânia;
Só aí são cinco Bdas, tudo isso em regiões enormes e propícias ao uso desta configuração mecanizada, se fosse contabilizar quantas viaturas seriam necessárias para mobiliar estas 5 Bdas Inf Mec, mantendo a configuração e distribuição das Bdas Stryker, seriam 855 Urutu III e 195 Guará, nas diversas versões que falei no post anterior. Isto considerando que as Vtr de Engenharia e de Artilharia não usassem nenhum destes chassis... Acho que o ideal para estes casos seriam Vtr de Engenharia e Vtr de Comando de GAC e de Bateria baseadas no AV-VBL, e obuseiros de sul-africanos calibre 155mm e com cano de 52 cal montados sobre caminhões Tectran, no estilo T5-2000 Condor da Denel... Assim toda a Bda seria transportável pelos C-130H da FAB, com grande nível de padronização de meios, praticamente tudo fabricado por aqui e de baixo custo de manutenção, pois os componentes de grande atrito/manutenção seriam todos do mercado automobilístico nacional...

O resto das unidades, nas regiões de geografia mais desfavorável ao uso de Vtr blindadas, regiões de mar de morros, com grandes afunilamentos (armadilhas) para as Vtr, ou grandes regiões urbanas, ficariam com Bdas de Inf Leve. Estas permanecem com a herança da Inf Mtz, podendo ser transportadas por Vtr Unimog, mas tendo como principal doutrina o combate em localidade ou em terreno de montanha, além de "ações de guerrilha".
Seriam estas as Bdas de SP (já existente), RJ, MG e ES.

No sul seriam as Bda Bld já existentes

No resto das macro-regiões (pantanal e amazônica) seriam as Bdas especializadas já existentes, todas dotadas de capacidade aeromóvel.

É meu conceito para um EB eficiente....


isso em uma concepção de defesa.

suponhamos que temos que tomar de volta a cidade de São Paulo.

não tem jeito vamos precisar jogar tanques (e aceitar perder alguns) no meio dessas "armadilhas".

esta correta essa minha linha de pensamento?

:roll: :wink: :lol: :wink: :roll:

Enviado: Ter Ago 15, 2006 11:31 am
por artenobre
o EB TEM Unimogs?

Enviado: Ter Ago 15, 2006 11:46 am
por eu sou eu
artenobre escreveu:o EB TEM Unimogs?



Aqui no 20GACL, em Barueri tem varios.

Enviado: Ter Ago 15, 2006 12:11 pm
por artenobre
consegue fotos deles?

Enviado: Ter Ago 15, 2006 6:38 pm
por Einsamkeit
Piffer escreveu:Mas é assim que funciona. Não com este nome, mas cada região tem tropas especializadas naquele ambiente, com características próprias.


Mas tem uma organizaçao que permita uma frente com apenas as suas tropas?, digo as dotaçoes de artilharia, infantaria, aeromovel....

Enviado: Ter Ago 15, 2006 9:05 pm
por RobsonBCruz
Pessoal,

Há muito tempo tenho acompanhado esse forum, sem participar dos debates, apenas colhendo informações, já que gosto muito do assunto.

Organizei a estrutura operativa do Exército em uma planilha excel, a partir dos dados que podemos obter em literaturas, internet, etc.

Nela contem a composição de cada CMA, Divisões, Brigadas, etc.

O problema é que eu não estou sabendo como anexar a planilha aqui no forum. Alguém pode me ajudar?

Enviado: Qua Ago 16, 2006 1:13 am
por 3rdMillhouse
RobsonBCruz escreveu:Pessoal,

Há muito tempo tenho acompanhado esse forum, sem participar dos debates, apenas colhendo informações, já que gosto muito do assunto.

Organizei a estrutura operativa do Exército em uma planilha excel, a partir dos dados que podemos obter em literaturas, internet, etc.

Nela contem a composição de cada CMA, Divisões, Brigadas, etc.

O problema é que eu não estou sabendo como anexar a planilha aqui no forum. Alguém pode me ajudar?


Existe um site chamado http://www.rapidshare.de/ , hospeda esse arquivo lá, posta o link aqui que a gente baixa.

Enviado: Qua Ago 16, 2006 1:41 pm
por RobsonBCruz
3rdMillhouse escreveu:
RobsonBCruz escreveu:Pessoal,

Há muito tempo tenho acompanhado esse forum, sem participar dos debates, apenas colhendo informações, já que gosto muito do assunto.

Organizei a estrutura operativa do Exército em uma planilha excel, a partir dos dados que podemos obter em literaturas, internet, etc.

Nela contem a composição de cada CMA, Divisões, Brigadas, etc.

O problema é que eu não estou sabendo como anexar a planilha aqui no forum. Alguém pode me ajudar?


Existe um site chamado http://www.rapidshare.de/ , hospeda esse arquivo lá, posta o link aqui que a gente baixa.


Valeu pela orientação.
Já hospedei o arquivo. Chama-se EstruturaExercito.xls
http://rapidshare.de/files/29630620/Est ... o.xls.html

Pelo que tenho acompanhado nas discussões, acho que ele pode ajudar, mostrando a composição de cada grande unidade do nosso Exército.
Marquei em amarelo as unidades que eu tenho dúvida em relação a subordinação. Em azul as que estão sendo criadas (novos batalhões de PE, a partir da transformação das atuais Companhias de PE). E em cinza as unidades que foram extintas recentemente.

Importante: o arquivo contem 2 planilhas. Na planilha "organização" temos as unidades ordenadas pela sua subordinação. Na planilha "unidades" temos elas ordanadas por tipo, facilitanto-nos conhecer quantas unidades temos de cada tipo, tendo ao lado esquerdo indicação de sua subordinação e ao lado direito sua localização.

Enviado: Qui Ago 17, 2006 9:56 pm
por Clermont
Parabéns pelo bom trabalho, RobsonBCruz.

Dei uma olhada, assim pelo alto, mas uma coisa me chamou atenção: as brigadas brasileiras não tem padronização que a gente espera do manual.

Por exemplo, a 4a de Infantaria Motorizada tem nada mais, nada menos, do que seis batalhões. Quatro de infantaria à pé; um de montanha e outro de infantaria motorizada.

Deve ser difícil uma brigada conseguir enquadrar operacionalmente, tantos batalhões de uma vez, não?

Enviado: Qui Ago 17, 2006 10:41 pm
por WalterGaudério
Só aí são cinco Bdas, tudo isso em regiões enormes e propícias ao uso desta configuração mecanizada, se fosse contabilizar quantas viaturas seriam necessárias para mobiliar estas 5 Bdas Inf Mec, mantendo a configuração e distribuição das Bdas Stryker, seriam 855 Urutu III e 195 Guará, nas diversas versões que falei no post anterior. Isto considerando que as Vtr de Engenharia e de Artilharia não usassem nenhum destes chassis... Acho que o ideal para estes casos seriam Vtr de Engenharia e Vtr de Comando de GAC e de Bateria baseadas no AV-VBL, e obuseiros de sul-africanos calibre 155mm e com cano de 52 cal montados sobre caminhões Tectran, no estilo T5-2000 Condor da Denel... Assim toda a Bda seria transportável pelos C-130H da FAB, com grande nível de padronização de meios, praticamente tudo fabricado por aqui e de baixo custo de manutenção, pois os componentes de grande atrito/manutenção seriam todos do mercado automobilístico nacional...

O resto das unidades, nas regiões de geografia mais desfavorável ao uso de Vtr blindadas, regiões de mar de morros, com grandes afunilamentos (armadilhas) para as Vtr, ou grandes regiões urbanas, ficariam com Bdas de Inf Leve. Estas permanecem com a herança da Inf Mtz, podendo ser transportadas por Vtr Unimog, mas tendo como principal doutrina o combate em localidade ou em terreno de montanha, além de "ações de guerrilha".
Seriam estas as Bdas de SP (já existente), RJ, MG e ES.

No sul seriam as Bda Bld já existentes

No resto das macro-regiões (pantanal e amazônica) seriam as Bdas especializadas já existentes, todas dotadas de capacidade aeromóvel.

É meu conceito para um EB eficiente....

Sr. A. Beraldi vc tirou a palavra(conceito) da minha boca
Rapaz essa sua configuração de Bda. Mecanizada/moto-mecanizada era o que eu ia postar, inclusive a opção de se incluir um veículo AP 155mm no estilo do CAESAR francês da GIAT. E a peça queeusugeriria era justamente umaversão do G5 Sul-africano, em viatura 6x6 tectran, de prefer~encia a mesma do ASTROS II, ou uma viatura 8x8 similar as do ASTROS III vendida p/ a Malásia que são 8x8.
E se tudo isso for integrado via data-link digital e com uma engenharia de combate equipada e aprestada para se contrapor as IEDs aí sim eu seria partidário de se mandar uma FT batalhão para o Líbano...

Saudações

Walter Suddensk