Jovem estuprado em quartel
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Re: Jovem estuprado em quartel
Vejam bem não estou inocentando ninguém acho que nesse caso todo mundo é culpado, e não se pode santificar quem começou com tudo, e é isso que esta acontecendo, acho que cada um dos envolvidos tem sua parcela de culpa e deve pagar por ela, acho que devemos esperar a justiça fazer seu papel e como o Cel. Jauro já falou a JM é mais rápida que a civil.
O eu acho o fim da picada é esse pessoal dos direitos humanos ta fazendo escarcel só por se tratar de um caso dentro de um quartel, acho que tem violações dos direitos humanos bem mais graves para eles se preocuparem, do que esse, deixem que a justiça será feita tenho certeza não é atoa que dentro da força todo mundo tem medo do tal capa preta.
Abraços
O eu acho o fim da picada é esse pessoal dos direitos humanos ta fazendo escarcel só por se tratar de um caso dentro de um quartel, acho que tem violações dos direitos humanos bem mais graves para eles se preocuparem, do que esse, deixem que a justiça será feita tenho certeza não é atoa que dentro da força todo mundo tem medo do tal capa preta.
Abraços
Deus criou os homens diferentes, mas Samuel Colt os igualou !!!
Re: Jovem estuprado em quartel
RM, meu caro...rmturchiello escreveu:Vejam bem não estou inocentando ninguém acho que nesse caso todo mundo é culpado, e não se pode santificar quem começou com tudo, e é isso que esta acontecendo, acho que cada um dos envolvidos tem sua parcela de culpa e deve pagar por ela, acho que devemos esperar a justiça fazer seu papel e como o Cel. Jauro já falou a JM é mais rápida que a civil.
O eu acho o fim da picada é esse pessoal dos direitos humanos ta fazendo escarcel só por se tratar de um caso dentro de um quartel, acho que tem violações dos direitos humanos bem mais graves para eles se preocuparem, do que esse, deixem que a justiça será feita tenho certeza não é atoa que dentro da força todo mundo tem medo do tal capa preta.
Abraços
É uma clássica tática de um defensor, habilidoso, culpabilizar a vítima (não estou dizendo que você está defendendo os perpetradores).
Observe as suas palavras: "(...)acho que nesse caso todo mundo é culpado"; Se todos são culpados, então não há vitima, e se não há vítima não há o ato e por conseqüência, os culpados.
Mas... Não é assim que a banda toca.
Um outro dado que passa desapercebido nas argumentações: um quartel é governado por princípios como a obediência, responsabilidade, respeito, integridade e observância as regras e leis. Ora bolas, não é um lugar para se fazer sexo! Se o soldado quer fazer sexo, que o faça na sua licença. Portanto, essa história de culpabilizar a vítima, devido uma pretensa opção sexual pelo mesmo sexo, não faz sentido, pois, se assim procedermos estaremos absolvendo um desvio de caráter, que, diga-se de passagem, é o mesmo observado nos soldados da FAB, que colocaram mulheres para dentro do Hotel de Trânsito da Base Aérea do Recife, com o objetivo de realizar um festim sexual. O caso resultou na morte de uma delas por outra, e se deu quando a homicida brincava com a arma regulamentar de um dos soldados.
Quartel não é lugar para farra.
Não há desculpa, todos são culpados.
Em tempo: A Justiça Militar é muito mais rápida que as demais.

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Re: Jovem estuprado em quartel
O incidente ocorreu no dia 17, quando um soldado foi estuprado por outros quatro colegas, enquanto cumpria pena administrativa no Parque Regional de Manutenção de Santa Maria. O caso só veio à tona dias depois, já que o soldado ficou oito dias internado, quatro deles sem ter nenhum contato com seus familiares. “Não podemos aceitar que um jovem tenha sofrido o que, de fato, foi um estupro e se passem quatro dias sem que a sua família tome conhecimento”, indignou-se Maria do Rosário. A ministra prometeu cobrar de forma enérgica as autoridades militares sobre o caso. “Vou conversar com o Comando do Exército. Os comandantes (do regimento) vão ter que responder por isso”, garantiu.
Vejam as datas que a imprensa tão sábia mostra.Na noite de 19 de maio passado, um soldado de 19 anos fazia a faxina no banheiro do alojamento de um quartel do Exército na cidade gaúcha de Santa Maria, terra natal do então ministro da Defesa, Nelson Jobim. De repente, sem nenhuma razão, foi atacado por outros quatro soldados, que o jogaram na cama e o violentaram várias vezes, em rodízio. Machucado, o jovem foi transferido em sigilo para um hospital militar, onde ficou internado durante oito dias. Só no quinto dia é que a família foi informada da internação, assim mesmo com uma falsa explicação: “Ele sofreu um mal súbito numa atividade interna do quartel”, fantasiou um militar aos pais do recruta.
Vai ver são dois casos diferentes e por isso estão acreditando que está demorando tanto.
Se não for, então paciência. A justiça não pode, por açodamento, cometer tais erros elementares, mas que desmontariam o melhor dos cabedais de provas.
"A disciplina militar prestante não se aprende senhor, sonhando e na fantasia, mas labutando e pelejando." (CAMÕES)
Jauro.
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Re: Jovem estuprado em quartel
P. K. Liulba concordo com vc todos são culpados, inclusive a tal vitima, esse negócio de se todos são culpados não há vitima não é bem assim, veja bem se um cara vai te assaltar inicialmente vc não reage mas assim que o cara vai se afastar vc atira nele com uma arma de fogo, vc é culpado de atira em um cara pelas costas mesmo depois dele não estar mais te ameaçando mas ele também é culpado por ter te assaltado ou vc acha que por que ele tomo um tiro nas costas deixou de ser criminoso.P. K. Liulba escreveu:RM, meu caro...rmturchiello escreveu:Vejam bem não estou inocentando ninguém acho que nesse caso todo mundo é culpado, e não se pode santificar quem começou com tudo, e é isso que esta acontecendo, acho que cada um dos envolvidos tem sua parcela de culpa e deve pagar por ela, acho que devemos esperar a justiça fazer seu papel e como o Cel. Jauro já falou a JM é mais rápida que a civil.
O eu acho o fim da picada é esse pessoal dos direitos humanos ta fazendo escarcel só por se tratar de um caso dentro de um quartel, acho que tem violações dos direitos humanos bem mais graves para eles se preocuparem, do que esse, deixem que a justiça será feita tenho certeza não é atoa que dentro da força todo mundo tem medo do tal capa preta.
Abraços
É uma clássica tática de um defensor, habilidoso, culpabilizar a vítima (não estou dizendo que você está defendendo os perpetradores).
Observe as suas palavras: "(...)acho que nesse caso todo mundo é culpado"; Se todos são culpados, então não há vitima, e se não há vítima não há o ato e por conseqüência, os culpados.
Mas... Não é assim que a banda toca.
Um outro dado que passa desapercebido nas argumentações: um quartel é governado por princípios como a obediência, responsabilidade, respeito, integridade e observância as regras e leis. Ora bolas, não é um lugar para se fazer sexo! Se o soldado quer fazer sexo, que o faça na sua licença. Portanto, essa história de culpabilizar a vítima, devido uma pretensa opção sexual pelo mesmo sexo, não faz sentido, pois, se assim procedermos estaremos absolvendo um desvio de caráter, que, diga-se de passagem, é o mesmo observado nos soldados da FAB, que colocaram mulheres para dentro do Hotel de Trânsito da Base Aérea do Recife, com o objetivo de realizar um festim sexual. O caso resultou na morte de uma delas por outra, e se deu quando a homicida brincava com a arma regulamentar de um dos soldados.
Quartel não é lugar para farra.
Não há desculpa, todos são culpados.
Em tempo: A Justiça Militar é muito mais rápida que as demais.
Concordo com vc também em sua segunda argumentação quartel não é lugar pra sexo ou pra qualquer outro tipo de orgia, isso aumenta ainda mais a culpabilidade da dita vitima que segundo consta provocava os colegas se oferecia e ja teria praticado sexo dentro do quartel.
Acho que todos são culpados e devem ser condenados se pena.
Abraços
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Re: Jovem estuprado em quartel
"Um grande coração não sente horror diante da morte, venha quando vier, contanto que ela seja honrosa".
(Ludovico Ariosto)
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Re: Jovem estuprado em quartel
O que esse cara fala no vídeo é absolutamente verdade.
Abraços
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- Reginaldo Bacchi
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Re: Jovem estuprado em quartel
Conversando com um amigo que quase terminou o curso de advocacia (abandonou faltando 6 meses para se formar), o mesmo disse que a violencia anal tanto no homem como na mulher não é criminalmente/juridicamente considerado como estupro: é considerado atentado grave ao pudor e tem as mesmas penalidades que o estupro.
Estupro se refere a mulher e a vagina.
Alguem(s) pode(m) confirmar ou desmentir isto?
Bacchi
Estupro se refere a mulher e a vagina.
Alguem(s) pode(m) confirmar ou desmentir isto?
Bacchi
Re: Jovem estuprado em quartel
Não muda muita coisa, a penalidade é equivalente. O termo "estupro" é utilizado com figura de linguagem aqui.Reginaldo Bacchi escreveu:Conversando com um amigo que quase terminou o curso de advocacia (abandonou faltando 6 meses para se formar), o mesmo disse que a violencia anal tanto no homem como na mulher não é criminalmente/juridicamente considerado como estupro: é considerado atentado grave ao pudor e tem as mesmas penalidades que o estupro.
Estupro se refere a mulher e a vagina.
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- REGATEANO
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Re: Jovem estuprado em quartel
Bem, até recentemente o Estupro consistia na prática de conjunção carnal mediante violência ou grave ameaça.
Como conjunção carnal somente poderia haver com a introdução do pênis na vagina, somente poderiam ser vítimas mulheres.
Todavia, recentemente houve uma alteração no Código Penal e estupro passou a ser considerado como sendo conjunção carnal ou a prática de ato libidinoso diverso, ou seja, homem também pode ser estuprado agora.
No entanto, como o delito neste tópico foi praticado por militares, com vítima militar, na caserna, se aplica o Código Penal Militar que acredito que ainda mantém a distinção inicial.
Digo acredito porque há tempos não leio nada de direito penal militar....
Como conjunção carnal somente poderia haver com a introdução do pênis na vagina, somente poderiam ser vítimas mulheres.
Todavia, recentemente houve uma alteração no Código Penal e estupro passou a ser considerado como sendo conjunção carnal ou a prática de ato libidinoso diverso, ou seja, homem também pode ser estuprado agora.
No entanto, como o delito neste tópico foi praticado por militares, com vítima militar, na caserna, se aplica o Código Penal Militar que acredito que ainda mantém a distinção inicial.
Digo acredito porque há tempos não leio nada de direito penal militar....
- Reginaldo Bacchi
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- Reginaldo Bacchi
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Re: Jovem estuprado em quartel
Desculpe:Reginaldo Bacchi escreveu:Obrigado a P.K. Liulba e regateano por seus comentarios.
Bacchi
REGATEANO,
e não:
regateano.
Bacchi
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Re: Jovem estuprado em quartel
Confirmo que no direito penal militar ainda persiste a diferença de estupro para o ato violento ao pudor.
Abraços
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- rodrigo
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Re: Jovem estuprado em quartel
Primeiro o EB era culpado, agora é o MP militar, só falta a justiça militar. E pelo andar estão descobrindo que o sujeito deu o fofó voluntariamente.
Soldado do RS que denunciou ter sido estuprado vira réu
Blog de Ricardo Setti
Amigos do blog, o site Sul21, de Porto Alegre, continua cobrindo o caso do soldado que denunciou ter sido dominado por quatro colegas e violentado sexualmente num quartel em Santa Maria (RS).
O fato ocorreu em maio passado, e, depois desses meses todos, apesar de evidências de que o rapaz disse a verdade e de que autoridades tentaram encobrir os fatos e esconderam o caso de sua própria família, o Ministério Público Militar está tentando transformá-lo de vítima em réu.
Leia o relato do repórter Igor Natusch:
Depois de meses de silêncio, começam a surgir os resultados do inquérito militar que trata do suposto estupro de um soldado por outros quatro colegas, ocorrido dentro de um quartel em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, em maio deste ano.
Após as diligências, o Ministério Público Militar chegou a uma conclusão que não confere com o depoimento do jovem ou com o parecer dos especialistas que acompanham seu caso. O estupro seria, na visão dos militares, uma relação sexual consentida entre os soldados. O jovem, que denunciou ter sido estuprado por colegas, pode acabar virando réu se a versão do inquérito for acatada pela Justiça Militar.
O jovem denunciou ter sido violentado por outros quatro colegas, enquanto cumpria pena por ausência em uma vigília. Segundo o relato dos pais do jovem, reproduzido pelo Sul21, o soldado era frequentemente ameaçado e submetido a situações humilhantes dentro do quartel. Na noite de 17 de maio deste ano, foi agarrado à força pelos soldados, que se revezaram na violência enquanto os demais o seguravam.
Pelo menos outros 20 soldados estavam no alojamento quando do ataque, sem que nenhum deles se mobilizasse para ajudá-lo. Após o ataque, passou mais de uma semana no Hospital de Guarnição, incomunicável, sem que nem seus pais soubessem que ele se encontrava internado ou o que tinha acontecido com ele.
Nada disso, aparentemente, foi levado em conta pelo inquérito militar. “Os autos não evidenciaram a ocorrência do emprego de violência ou grave ameaça”, afirmou o promotor de Justiça Militar de Santa Maria, Jorge Cesar de Assis.
Em resposta a pedido de esclarecimentos por parte do deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), o promotor confirmou que o inquérito militar enquadra todos os envolvidos no artigo 235 do Código Penal Militar, que trata de atos libidinosos ou pederastia. Ou seja, tanto o jovem de 19 anos quanto os outros quatro soldados são, para o Exército, culpados do mesmo crime: fazer sexo dentro do quartel.
Um sexto militar foi incluído no rol dos acusados por, estando de vigia durante o ataque, não ter feito a denúncia a seus superiores, o que caracteriza crime de omissão relevante. O documento segue inacessível, já que está coberto pelas leis militares de sigilo em crimes de ordem sexual. Isso “não impede, todavia, que a autoridade judicial, entendendo pertinente, possa fazê-lo”, diz o promotor.
O jovem que denuncia ter sido violentado prestou, ao todo, três depoimentos – no primeiro deles, logo após o ataque, sequer dispunha da presença de um advogado, conforme denuncia a família.
Durante todo o decorrer do inquérito, os advogados da família criticaram a postura dos militares, que não estariam informando adequadamente sobre os desdobramentos da investigação.
Exames de lesões corporais foram igualmente mantidos em sigilo, e a família denuncia a disposição dos militares em abafar o caso, com pressões sobre os pais e sobre o próprio jovem, mantido sob intensa vigilância durante o período de internação.
Agora, o juiz tem prazo de 15 dias para decidir se acolhe ou não a denúncia apresentada pela promotoria militar. O caso veio à tona depois que o próprio jovem revelou a um sargento ter sofrido a violência dentro do alojamento. Caso a denúncia seja aceita, o processo transformaria o denunciante, na prática, em acusado do crime que ele próprio denunciou.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
Soldado do RS que denunciou ter sido estuprado vira réu
Blog de Ricardo Setti
Amigos do blog, o site Sul21, de Porto Alegre, continua cobrindo o caso do soldado que denunciou ter sido dominado por quatro colegas e violentado sexualmente num quartel em Santa Maria (RS).
O fato ocorreu em maio passado, e, depois desses meses todos, apesar de evidências de que o rapaz disse a verdade e de que autoridades tentaram encobrir os fatos e esconderam o caso de sua própria família, o Ministério Público Militar está tentando transformá-lo de vítima em réu.
Leia o relato do repórter Igor Natusch:
Depois de meses de silêncio, começam a surgir os resultados do inquérito militar que trata do suposto estupro de um soldado por outros quatro colegas, ocorrido dentro de um quartel em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, em maio deste ano.
Após as diligências, o Ministério Público Militar chegou a uma conclusão que não confere com o depoimento do jovem ou com o parecer dos especialistas que acompanham seu caso. O estupro seria, na visão dos militares, uma relação sexual consentida entre os soldados. O jovem, que denunciou ter sido estuprado por colegas, pode acabar virando réu se a versão do inquérito for acatada pela Justiça Militar.
O jovem denunciou ter sido violentado por outros quatro colegas, enquanto cumpria pena por ausência em uma vigília. Segundo o relato dos pais do jovem, reproduzido pelo Sul21, o soldado era frequentemente ameaçado e submetido a situações humilhantes dentro do quartel. Na noite de 17 de maio deste ano, foi agarrado à força pelos soldados, que se revezaram na violência enquanto os demais o seguravam.
Pelo menos outros 20 soldados estavam no alojamento quando do ataque, sem que nenhum deles se mobilizasse para ajudá-lo. Após o ataque, passou mais de uma semana no Hospital de Guarnição, incomunicável, sem que nem seus pais soubessem que ele se encontrava internado ou o que tinha acontecido com ele.
Nada disso, aparentemente, foi levado em conta pelo inquérito militar. “Os autos não evidenciaram a ocorrência do emprego de violência ou grave ameaça”, afirmou o promotor de Justiça Militar de Santa Maria, Jorge Cesar de Assis.
Em resposta a pedido de esclarecimentos por parte do deputado estadual Jeferson Fernandes (PT), o promotor confirmou que o inquérito militar enquadra todos os envolvidos no artigo 235 do Código Penal Militar, que trata de atos libidinosos ou pederastia. Ou seja, tanto o jovem de 19 anos quanto os outros quatro soldados são, para o Exército, culpados do mesmo crime: fazer sexo dentro do quartel.
Um sexto militar foi incluído no rol dos acusados por, estando de vigia durante o ataque, não ter feito a denúncia a seus superiores, o que caracteriza crime de omissão relevante. O documento segue inacessível, já que está coberto pelas leis militares de sigilo em crimes de ordem sexual. Isso “não impede, todavia, que a autoridade judicial, entendendo pertinente, possa fazê-lo”, diz o promotor.
O jovem que denuncia ter sido violentado prestou, ao todo, três depoimentos – no primeiro deles, logo após o ataque, sequer dispunha da presença de um advogado, conforme denuncia a família.
Durante todo o decorrer do inquérito, os advogados da família criticaram a postura dos militares, que não estariam informando adequadamente sobre os desdobramentos da investigação.
Exames de lesões corporais foram igualmente mantidos em sigilo, e a família denuncia a disposição dos militares em abafar o caso, com pressões sobre os pais e sobre o próprio jovem, mantido sob intensa vigilância durante o período de internação.
Agora, o juiz tem prazo de 15 dias para decidir se acolhe ou não a denúncia apresentada pela promotoria militar. O caso veio à tona depois que o próprio jovem revelou a um sargento ter sofrido a violência dentro do alojamento. Caso a denúncia seja aceita, o processo transformaria o denunciante, na prática, em acusado do crime que ele próprio denunciou.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/
"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
João Guimarães Rosa
a vida é assim: esquenta e esfria,
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sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem."
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Re: Jovem estuprado em quartel
Daqui estou vendo o tamanho da "merd..." que isso vai dar.
Se o garoto foi imobilizado, então não há o que se discutir. Um advogado com cancha e bom entendimento da filosofia do direito, transforma isso num circo, denunciando a Promotoria Militar por encampar a tese de defesa de quem perpetrou o ato de agressão sexual. É um prato cheio para transformar o Exército Brasileiro em réu!
Só não vê quem não quer.
Todavia bem sei o que a miopia reinante, como sempre, irá enxergar...
Tal como juiz covarde em campo de futebol, que mostra o cartão vermelho para o botinudo faltoso e para o jogador revoltado (pela falta sofrida), pensando que assim jogará para fora do campo a emocionalidade que ele não consegue controlar, tenta a Promotoria fazer o mesmo.
Típico das mentes pequenas, que são infelizmente, a maioria no Direito.
Nestes dias de mídia em tempo real, demonizar uma vítima é burrice. Prato cheio para Secretaria de Direitos Humanos, que espera justamente a burrada que se forma.
Sei de três advogados sulistas que estão babando para pegar o caso, prevendo justamente o que se desenha. Pensam só na promoção pessoal e alavancagem das suas carreiras, e contam para isso com o desamparo da vítima e da sua família, para então realizarem o circo contra o Exército Brasileiro. Se isso acontecer, verei de camarote, mais uma vez, o que a falta de visão, marcada por uma percepção marcada pelo atraso, pode proporcionar.
Não preciso dizer que estarei às gargalhadas.
Se o garoto foi imobilizado, então não há o que se discutir. Um advogado com cancha e bom entendimento da filosofia do direito, transforma isso num circo, denunciando a Promotoria Militar por encampar a tese de defesa de quem perpetrou o ato de agressão sexual. É um prato cheio para transformar o Exército Brasileiro em réu!
Só não vê quem não quer.
Todavia bem sei o que a miopia reinante, como sempre, irá enxergar...
Tal como juiz covarde em campo de futebol, que mostra o cartão vermelho para o botinudo faltoso e para o jogador revoltado (pela falta sofrida), pensando que assim jogará para fora do campo a emocionalidade que ele não consegue controlar, tenta a Promotoria fazer o mesmo.
Típico das mentes pequenas, que são infelizmente, a maioria no Direito.
Nestes dias de mídia em tempo real, demonizar uma vítima é burrice. Prato cheio para Secretaria de Direitos Humanos, que espera justamente a burrada que se forma.
Sei de três advogados sulistas que estão babando para pegar o caso, prevendo justamente o que se desenha. Pensam só na promoção pessoal e alavancagem das suas carreiras, e contam para isso com o desamparo da vítima e da sua família, para então realizarem o circo contra o Exército Brasileiro. Se isso acontecer, verei de camarote, mais uma vez, o que a falta de visão, marcada por uma percepção marcada pelo atraso, pode proporcionar.
Não preciso dizer que estarei às gargalhadas.