Túlio escreveu:Vou entrar nessa: não sei o que diabos é 'colisteiro' (mas talvez o RColistete tenha algo a dizer sobre isso) mas me manifestei DESDE O PRIMEIRO MOMENTO em que tivemos conhecimento deste projeto NÃO CONTRA ELE, não contra uma família de veículos desta classe, seria loucura fazê-lo, imaginem a diferença de tempo entre deslocar uma Brigada sobre lagartas e outra sobre rodas, DISPONDO-SE DE UMA AMPLA MALHA RODOFERROVIÁRIA, por este Brasilzão todo; me manifestei SIM - e MANTENHO - contra o desenvolvimento do projeto e sua posterior fabricação por uma empresa ESTRANGEIRA, isso num País que já não tinha desde os anos setenta uma famíla dessas porque NÃO QUIS TER, proposta não faltou. Era Cascavel, Urutu que podia ser adaptado a uma infinidade de usos, lembro de passagem de menções em revistas dos anos 80 sobre versões IFV, porta-morteiro, antiaérea com mísseis, canhões, radar de busca, até uma mistura de Urutu com Cascavel, informalmente chamada URUVEL e que foi inclusive exportada, se não me engano para a Gâmbia - desculpem, estou citando de memória e tenho 46 anos - além do Sucuri caça-tanques e o pequeno Jarararaca. Tudo NACIONAL. E me desculpem os amigos (bobear e estou citando dados que colhi em reportagens feitas pelos próprios amigos, que estão há bastante tempo no ramo, como eu, só que pesquisando, entrevistando e escrevendo, eu só comprando e lendo), mas não vou aceitar a tese do 'a massa crítica foi perdida com o fim da ENGESA', pois quem lê sabe que o Cascavel nasceu dentro do próprio EB, como uma alternativa aos M-8, daí vem a tese do GUERRA, que abraço integralmente, apareceu o tutu, aparece empresa, no caso, a ENGESA. Como há tutu de novo, poderia aparecer uma Agrale, uma Randon, sei lá, agora, deixar tudo na mão de ESTRANGEIROS, vir me contar que a tecnologia vai ficar TODA na mão do EB, que as decisões são TODAS tomadas pelo EB e depois aparecerem aqui mesmo infos do tipo 'o EB queria tale equipamento mas os Italianos disseram que tem que ser tale', como o affair do motor ou tranmissão, não lembro bem, me deixa com gerações de pulgas atrás da orelha. Assim, não sou absolutamente contra a família de blindados sobre rodas, não sou mesmo, acho necessária e mesmo fundamental. Agora, uma pequena comparação:
A Dassault vai abrir uma filial aqui para fazer Rafale?
A DCNS vai abrir filial para fazer Scorpéne e casco de SSN e possivelmente FREMM?
Esses meios são menos complexos e sua tecnologia menos estratégica que a de um IFV?
Last but not least: NUNCA fizemos nada parecido em sofisticação com os meios acima destacados, mas JÁ FIZEMOS, QED, com os meios em apreço, ou seja, carros sobre rodas. Dá para entender?
Por fim, reiterando meu apreço pela família de blindados sobre rodas, ouso dizer que sozinha ela não fará muito, e aí o que tenho alegado e reiterado e insistido numa família de blindados sobre LAGARTAS com um MBT de verdade, não essas sucatas aí Leo 1 e M-60...
Abração!
Concordo plenamente.....