Acordo de Defesa Brasil - Argentina

Assuntos em discussão: Força Aérea Brasileira, forças aéreas estrangeiras e aviação militar.

Moderadores: Glauber Prestes, Conselho de Moderação

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lelobh
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#61 Mensagem por lelobh » Qui Fev 21, 2008 8:55 pm

orestespf escreveu:
Marino escreveu:Orestes, eu não duvido nada que este chanceler, com "c" minúsculo mesmo, estreiando a calcinha fio dental rosa em BA, queira dar explicações sobre os planos de reaparelhamento.
Alguem devia perguntar a ele se os argentinos alguma vez se preocuparam em nos perguntar o que achávamos de suas aquisições, principalmente durante o período militar.


Perfeito, meu irmão! Penso da mesma forma, principalmente com o fato lembrado por você sobre a disputa entre os dois países no período militar. Bom que se diga também que no ano passado os hermanos voltaram a aprontar, mas sobre isso não se fala nada (melhor assim).

Espero que haja juízo na cabeça dos políticos brasileiros que lá foram. A nossa postura no episódio com o Morales foi ridícula, apesar de não ter dado errado até determinado ponto, mas é bom que se diga que "argentinos não são bolivianos" (que os amigos saibam que o que eu disse não se refere a forma óbvia da frase).

Forte abraço,

Orestes


Ridículo foi ler que um certo Ministro de Estado Brasileiro tirou os sapatos para entrar nos EUA.
Parece que nego aqui não tem memória, ou então não tem barba no rosto ainda!




Dom Pedro II, quando da visita ao campo de Batalha, Guerra do Paraguai.

Rebouças, 11 de setembro de 1865: "Informou-me o Capitão Amaral que o Imperador, em luta com os ministros que não queriam deixá-lo partir, cortou a discussão dizendo: " (D. Pedro II) Ainda me resta um recurso constitucional: Abdicar, e ir para o Rio Grande como um voluntário da Pátria."
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Túlio
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#62 Mensagem por Túlio » Qui Fev 21, 2008 8:57 pm

Ué, que que tem, o Presidente tirou também... :twisted: :twisted: :twisted: :twisted:




“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”

P. Sullivan (Margin Call, 2011)
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Adriano
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#63 Mensagem por Adriano » Sex Fev 22, 2008 10:13 am

Lula inicia visita à Argentina com energia e defesa na agenda

REUTERS

BUENOS AIRES - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta sexta-feira uma visita à Argentina, onde assinará acordos de cooperação de defesa e energia nuclear com sua colega argentina, Cristina Kirchner.

A visita também dará oportunidade para que os presidentes busquem uma solução para o tenso cenário energético que vivem ambos os países, que lutam para obter da Bolívia gás natural para manter a indústrias funcionando e evitar apagões.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou na quinta-feira em entrevista coletiva que haverá anúncios de impacto durante a visita de Lula.

"Há uma cooperação muito importane na área nuclear que terá impacto fora de nossos países, na opinião pública", disse.

Segundo ele, isso demonstra que "total integração é a melhor maneira...de diminuir os problemas energéticos que existem".

Lula será recebido por Cristina na Casa Rosada, onde também se reunirão seus representantes.

Após a assinatura de acordos, que também incluem cooperação no setor de aviação, o presidente inicia visitas ao Congresso, Corte Suprema e à Prefeitura de Buenos Aires, entre outros locais.

Os líderes voltam a se encontrar no sábado, na residência de Olivos, e receberão a visita do presidente boliviano, Evo Morales.

O Brasil importa diariamente até 30 milhões de metros cúbicos de gás da Bolívia, enquanto a Argentina compra até 7,7 milhões.

O governo argentino quer que o Brasil ceda parte de seu consumo para a Argentina, a fim de evitar que no próximo inverno o país sofra os inconvenientes que atravessa desde 2004.

De acordo com Amorim, o Brasil está disposto a ajudar, mas não reduzirá suas importações caso isso represente problemas de abastecimento no país.

(Reportagem de César Illiano e Damián Wroclavsky)




O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
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#64 Mensagem por orestespf » Sex Fev 22, 2008 10:27 am

Adriano escreveu:Lula inicia visita à Argentina com energia e defesa na agenda

REUTERS

BUENOS AIRES - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta sexta-feira uma visita à Argentina, onde assinará acordos de cooperação de defesa e energia nuclear com sua colega argentina, Cristina Kirchner.

A visita também dará oportunidade para que os presidentes busquem uma solução para o tenso cenário energético que vivem ambos os países, que lutam para obter da Bolívia gás natural para manter a indústrias funcionando e evitar apagões.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou na quinta-feira em entrevista coletiva que haverá anúncios de impacto durante a visita de Lula.

"Há uma cooperação muito importane na área nuclear que terá impacto fora de nossos países, na opinião pública", disse.

Segundo ele, isso demonstra que "total integração é a melhor maneira...de diminuir os problemas energéticos que existem".

Lula será recebido por Cristina na Casa Rosada, onde também se reunirão seus representantes.

Após a assinatura de acordos, que também incluem cooperação no setor de aviação, o presidente inicia visitas ao Congresso, Corte Suprema e à Prefeitura de Buenos Aires, entre outros locais.

Os líderes voltam a se encontrar no sábado, na residência de Olivos, e receberão a visita do presidente boliviano, Evo Morales.

O Brasil importa diariamente até 30 milhões de metros cúbicos de gás da Bolívia, enquanto a Argentina compra até 7,7 milhões.

O governo argentino quer que o Brasil ceda parte de seu consumo para a Argentina, a fim de evitar que no próximo inverno o país sofra os inconvenientes que atravessa desde 2004.

De acordo com Amorim, o Brasil está disposto a ajudar, mas não reduzirá suas importações caso isso represente problemas de abastecimento no país.

(Reportagem de César Illiano e Damián Wroclavsky)


Cooperação muito importante na área nuclear: usina nuclear.

Não acredito que seja um sub nuclear, seria um tiro no pé. O assunto da matéria está relacionado a energia. O Brasil domina todo o ciclo de enriquecimento do urânio, já a Argentina, não.

Como a MB tem domínio de um reator nuclear, nada mais natural do que tentar vender para os argentinos, talvez com o repasse de alguma tecnologia. Naturalmente que não será o de enriquecimento de urânio, ninguém faz isso no mundo, nem o Brasil.

Deixo claro que é achismo e não info.


Abs,

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#65 Mensagem por Adriano » Sex Fev 22, 2008 10:34 am

orestespf escreveu:
Adriano escreveu:Lula inicia visita à Argentina com energia e defesa na agenda

REUTERS

BUENOS AIRES - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta sexta-feira uma visita à Argentina, onde assinará acordos de cooperação de defesa e energia nuclear com sua colega argentina, Cristina Kirchner.

A visita também dará oportunidade para que os presidentes busquem uma solução para o tenso cenário energético que vivem ambos os países, que lutam para obter da Bolívia gás natural para manter a indústrias funcionando e evitar apagões.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou na quinta-feira em entrevista coletiva que haverá anúncios de impacto durante a visita de Lula.

"Há uma cooperação muito importane na área nuclear que terá impacto fora de nossos países, na opinião pública", disse.

Segundo ele, isso demonstra que "total integração é a melhor maneira...de diminuir os problemas energéticos que existem".

Lula será recebido por Cristina na Casa Rosada, onde também se reunirão seus representantes.

Após a assinatura de acordos, que também incluem cooperação no setor de aviação, o presidente inicia visitas ao Congresso, Corte Suprema e à Prefeitura de Buenos Aires, entre outros locais.

Os líderes voltam a se encontrar no sábado, na residência de Olivos, e receberão a visita do presidente boliviano, Evo Morales.

O Brasil importa diariamente até 30 milhões de metros cúbicos de gás da Bolívia, enquanto a Argentina compra até 7,7 milhões.

O governo argentino quer que o Brasil ceda parte de seu consumo para a Argentina, a fim de evitar que no próximo inverno o país sofra os inconvenientes que atravessa desde 2004.

De acordo com Amorim, o Brasil está disposto a ajudar, mas não reduzirá suas importações caso isso represente problemas de abastecimento no país.

(Reportagem de César Illiano e Damián Wroclavsky)


Cooperação muito importante na área nuclear: usina nuclear.

Não acredito que seja um sub nuclear, seria um tiro no pé. O assunto da matéria está relacionado a energia. O Brasil domina todo o ciclo de enriquecimento do urânio, já a Argentina, não.

Como a MB tem domínio de um reator nuclear, nada mais natural do que tentar vender para os argentinos, talvez com o repasse de alguma tecnologia. Naturalmente que não será o de enriquecimento de urânio, ninguém faz isso no mundo, nem o Brasil.

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Pois é Orestes, também acho. Será que existe alguma conversa no sentido de os argies comprarem algo além de um Lineage da Embraer? Talvez ajudarem no C-390? :roll:

Gostaria mesmo que a Embraer produzisse um treinador avançado... tipo M-346... pra substituir os Xavantes, mas isso já é sonho.

Abraços,

Adriano




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#66 Mensagem por Marino » Sex Fev 22, 2008 1:03 pm

Líderes debatem pacto em defesa

Fernanda Odilla
Enviada Especial

Buenos Aires — Um importante passo para a criação de uma aliança regional de defesa na América do Sul pode ser dado na manhã de hoje, durante encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a colega argentina, Cristina Kirchner, na Casa Rosada. O chefe de Estado brasileiro chegou com a disposição de negociar a venda de peças e de aviões para os argentinos — entre eles um jato Lineage 1000 da Embraer para transportar a presidenta e a comitiva.

Lula pretende discutir também a produção, em maior escala, de um veículo militar, o Gaucho, desenvolvido em conjunto pelo exército dos dois países. Ele deve assinar ainda acordos de cooperação nas áreas nuclear e de tecnologia de satélites. “Será uma cooperação científica e até industrial”, revelou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, explicando que está previsto um projeto conjunto de reatores atômicos.

Especialistas em estratégia militar, contudo, vêem com cautela a parceria entre Brasil e Argentina. O professor da Universidade Federal de Juiz de Fora Expedito Bastos alerta para a falta de recursos. “Mais que convênios, é preciso ter a certeza de que eles sairão do papel. Brasil e Argentina são dois países com disposição de retomar a indústria militar, mas sem condições financeiras para tanto”, avalia Bastos.

De Campinas, o especialista em assuntos militares Salvador Raza torce para que o acordo vá além do impulso na economia dos dois países. “É preciso mais que alavancar a capacidade de produção de material bélico. É necessário criar medidas para a confiança mútua, bem como desenvolver projetos inteligentes e aparatos tecnológicos”, afirma. Ele pondera que o acordo só tem chance de ser bem-sucedido se o pacote de cooperação for ampliado para os outros países da América do Sul.

“Aerocristina”

Uma delegação da Embraer e do Ministério da Defesa brasileiro visitará hoje uma ex-fábrica de aviões militares em Córdoba. A empresa demonstrou interesse em assumir o comando da fábrica argentina. “A idéia é aproveitar a capacidade instalada”, disse Amorim. Atualmente, vigora um contrato com a americana Lockheed Argentina, concessionária da fábrica de Córdoba. Mas Buenos Aires admite cancelar o acordo.

Na segunda-feira, o porta-voz da Presidência do Brasil, Marcelo Baumbach, confirmou a possibilidade de a Embraer vender aeronaves à Argentina. “A Embraer está disposta a fazer um centro de manutenção e a produzir partes e peças”, completou ontem Celso Amorim. O acordo pode incluir a compra de um avião presidencial para Cristina Kirchner. O escolhido para substituir o Tango 01 é o Lineage 1000, uma aeronave executiva para 19 passageiros. Avaliado em US$ 42 milhões e dividido em cinco ambientes, o avião pode comportar uma cama.

===============================================

Embraer será sócia de centro de manutenção na Argentina
De Buenos Aires

A Embraer será sócia de um centro de manutenção de aviões na província de Córdoba. A parceria poderá significar, no futuro, a venda de aviões brasileiros para a Argentina. Uma delegação da empresa visitará hoje as instalações da ex- Fábrica Militar de Aviões, privatizada no governo Carlos Menen (1989-1999) e vendida para a americana Lockheed. Por decisão do governo argentino, a Embraer vai entrar como um novo sócio no empreendimento, mas ainda não foi anunciado se a Lockheed fica ou sai da sociedade.

"A Embraer está disposta a fazer um centro de manutenção de partes e peças, mas para isso tem que ter massa crítica", comentou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, referindo-se à necessidade de ter aviões para dar manutenção. Segundo o jornal "La Nación", o governo argentino poderia comprar um avião Embraer para uso presidencial em substituição ao célebre Tango 01, comprado pelo presidente Menen e que já dá sinais importantes de desgaste. Amorim não confirmou a notícia.

A chegada da Embraer, com apoio do governo brasileiro, é um dos principais acordos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar hoje com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Lula chegou ontem à noite a Buenos Aires para a primeira visita de Estado ao país desde que Cristina tomou posse na presidência.

Segundo fontes da chancelaria argentina os dois presidentes vão assinar acordos de cooperação nas áreas espacial, nuclear e a criação de um centro binacional de nanotecnologia, além da aeronáutica representada pelo empreendimento conjunto com a Embraer.

Também serão assinados acordos de cooperação entre as entidades financeiras oficiais para projetos de integração e a implantação das moedas locais em substituição ao dólar nas transações comerciais. Na área militar, será assinado um acordo para desenvolvimento conjunto de um veículo militar blindado chamado Gaucho, além de iniciativas conjuntas de defesa. Os dois presidentes também vão anunciar a construção de uma terceira ponte binacional sobre o Rio Uruguai e a reforma da antiga ponte que liga Uruguaiana a Paso de Los Libres.

Por ser uma visita de Estado, Lula será recebido também pelos presidentes do Senado, da Câmara e da Suprema Corte. Além disso, vai fazer uma visita ao governador da capital Buenos Aires, Mauricio Macri. (JR)




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#67 Mensagem por Marino » Sáb Fev 23, 2008 1:01 pm

Brasil e Argentina firmam acordo de cooperação bilateral



Em visita à Casa Rosada para discutir energia e acordos de cooperação bilateral comercial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, temas da agenda política dos dois países como cooperação nuclear, fabricação de um veículo militar chamado Gaúcho e a ativação do Grupo de Trabalho Conjunto de Defesa.

Foi assinado um acordo sobre cooperação aeronáutica entre os Ministérios da Defesa, a Embraer e a Área Material Córdoba (AMC), ex-Fábrica Militar de Aviões, para a fabricação da família de aviões 170-190 da Embraer. Para estimular a retomada dessa indústria na Argentina, o acordo prevê a subcontratação da produção das peças dos aviões mencionados na fábrica de Córdoba, com a capacitação tecnológica necessária da Embraer.

Os líderes decidiram, ainda, pelo futuro lançamento de um satélite comum, um dos pontos do desenvolvimento de projetos de interesse mútuo na área de Defesa.

Neste setor, será criada uma subcomissão binacional integrada por representantes dos Ministérios de Defesa, Forças Armadas, Embraer e AMC. A primeira reunião ocorrerá no dia 22 de abril próximo.

O veiculo militar Gaúcho, usado no transporte de tropas, será produzido industrialmente e comercializado conjuntamente pela Argentina e Brasil a partir do primeiro semestre de 2009, conforme prevê um dos acordos assinados por Cristina e Lula.

Acompanhando o presidente Lula, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que espera que o Congresso aprove "em dois meses" o protocolo de adesão plena da Venezuela ao Mercosul, bloco integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Amorim disse que o Brasil "trabalha ativamente" para "demonstrar que deseja uma parceria" com a Venezuela e "que não deve haver temores à entrada integral dos venezuelanos no Mercosul".




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#68 Mensagem por Bourne » Sáb Fev 23, 2008 1:09 pm

Adriano escreveu:
orestespf escreveu:
Adriano escreveu:Lula inicia visita à Argentina com energia e defesa na agenda

REUTERS

BUENOS AIRES - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta sexta-feira uma visita à Argentina, onde assinará acordos de cooperação de defesa e energia nuclear com sua colega argentina, Cristina Kirchner.

A visita também dará oportunidade para que os presidentes busquem uma solução para o tenso cenário energético que vivem ambos os países, que lutam para obter da Bolívia gás natural para manter a indústrias funcionando e evitar apagões.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou na quinta-feira em entrevista coletiva que haverá anúncios de impacto durante a visita de Lula.

"Há uma cooperação muito importane na área nuclear que terá impacto fora de nossos países, na opinião pública", disse.

Segundo ele, isso demonstra que "total integração é a melhor maneira...de diminuir os problemas energéticos que existem".

Lula será recebido por Cristina na Casa Rosada, onde também se reunirão seus representantes.

Após a assinatura de acordos, que também incluem cooperação no setor de aviação, o presidente inicia visitas ao Congresso, Corte Suprema e à Prefeitura de Buenos Aires, entre outros locais.

Os líderes voltam a se encontrar no sábado, na residência de Olivos, e receberão a visita do presidente boliviano, Evo Morales.

O Brasil importa diariamente até 30 milhões de metros cúbicos de gás da Bolívia, enquanto a Argentina compra até 7,7 milhões.

O governo argentino quer que o Brasil ceda parte de seu consumo para a Argentina, a fim de evitar que no próximo inverno o país sofra os inconvenientes que atravessa desde 2004.

De acordo com Amorim, o Brasil está disposto a ajudar, mas não reduzirá suas importações caso isso represente problemas de abastecimento no país.

(Reportagem de César Illiano e Damián Wroclavsky)


Cooperação muito importante na área nuclear: usina nuclear.

Não acredito que seja um sub nuclear, seria um tiro no pé. O assunto da matéria está relacionado a energia. O Brasil domina todo o ciclo de enriquecimento do urânio, já a Argentina, não.

Como a MB tem domínio de um reator nuclear, nada mais natural do que tentar vender para os argentinos, talvez com o repasse de alguma tecnologia. Naturalmente que não será o de enriquecimento de urânio, ninguém faz isso no mundo, nem o Brasil.

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Abraços,

Adriano


A melhor ajuda que os argentinos podem dar para o C-390 é comprar algumas unidades. Se bem que a Argentina tem a aviação de caça caindo aos pedaços, mais vai saber...




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#69 Mensagem por Penguin » Sáb Fev 23, 2008 6:56 pm

Estado de S.Paulo - Jornal da Tarde - Portal Estadao


Terça-feira, 22 agosto de 2006 edições anteriores
NOTAS E INFORMAÇÕES

O programa nuclear argentino


A Argentina decidiu reiniciar a construção de sua terceira usina nuclear para a geração de eletricidade. Também está ultimando os planos preliminares para a construção de uma quarta usina e esta semana deverá anunciar a retomada do processo de enriquecimento de urânio para fins pacíficos. Ao contrário do que aconteceu durante o regime militar, em meados da década de 1970 e início da seguinte, o novo programa nuclear argentino não tem objetivos geopolíticos. O governo trata, pura e simplesmente, de prevenir uma crise energética cujos contornos já são visíveis. Até recentemente, a Argentina era não só auto-suficiente em petróleo e gás, como exportava os combustíveis. No ano passado, não pôde honrar integralmente contratos de fornecimento de gás ao Chile. Hoje, suas usinas termoelétricas dependem do gás importado da Bolívia. E as reservas provadas de petróleo não deverão durar mais de 10 anos.

O governo argentino pretende investir também na produção de hidroeletricidade, construindo grandes usinas em sociedade com o Paraguai e o Brasil, nos Rios Paraná e Uruguai, além de aumentar a capacidade da Usina de Yaciretá. Mas tais empreendimentos dependem de negociações diplomáticas, acertos financeiros e, finalmente, de obras civis que demoram a ser concluídas.

Já a construção das usinas nucleares depende apenas da decisão do governo e de contratos com fornecedores estrangeiros que desejam ardentemente ampliar seus negócios. A Usina de Atucha II, por exemplo, começou a ser construída em 1981 e foi paralisada em 1994. Suas obras civis estão praticamente concluídas e os equipamentos de geração estão armazenados há pelos menos 10 anos. Decidida a retomada, ela poderá entrar em operação, produzindo 745 megawatts, em meados de 2009. Já a quarta usina, cujos planos preliminares devem ser completados em um ano, deverá ter produção equivalente à de Atucha II e sua construção deve ser concluída em três ou quatro anos.

Já o reinício das operações de enriquecimento de urânio - paralisadas há um quarto de século - terá como objetivo não apenas o abastecimento das usinas em operação e as projetadas, como a exportação do combustível. A Argentina, aliás, já é exportadora de equipamentos nucleares desde a década de 1980.

Brasil e Argentina, depois que decidiram pôr um fim à corrida nuclear que empreenderam durante os regimes militares, comprometeram-se com os organismos internacionais a somente utilizar o átomo para fins pacíficos, mas deram rumos distintos a seus programas nucleares. O governo brasileiro passou a subsidiar, com recursos sempre insuficientes, o desenvolvimento da tecnologia de enriquecimento por ultracentrífugas e da construção de pequenos reatores, para aplicação naval e em áreas isoladas do País. A Argentina incentivou a Invap - empresa estatal encarregada da aplicação da tecnologia nuclear - a diversificar suas atividades, para não depender de subsídios governamentais, e a exportar seus produtos.

O resultado dessa política foi a exportação de um reator de radioisótopos para a Argélia, de uma planta de radiofármacos para Cuba, de um centro atômico para o Egito e de 18 centros de radioterapia para a Venezuela. Há dias, foi inaugurado na Austrália um reator de radioisótopos fornecido pela Argentina, e que abastecerá, também, a Nova Zelândia e alguns países asiáticos. Enquanto isso, o Brasil construía uma planta de enriquecimento de urânio em Rezende que, quando produzir a plena capacidade, atenderá a não mais de metade das necessidades brasileiras de combustível.

O dinamismo da indústria nuclear argentina é muito maior do que o da brasileira. No entanto, no essencial, as políticas dos dois países estão unidas umbilicalmente pelos acordos nucleares assinados após a redemocratização. Os dois países estão sujeitos às normas e inspeções previstas nos Tratados Quadripartite, de Não-Proliferação (TNP) e de Tlatelolco.

Nos últimos tempos, o governo argentino tem conversado com Brasília para que os dois países assinem o protocolo adicional do TNP. Essa garantia adicional de uso pacífico da energia nuclear é necessária para que a Argentina expanda suas exportações. O Brasil, no entanto, por miopia nacionalista, teima em postergar uma decisão sobre o assunto. Isso não é bom para a Argentina e é muito ruim para o Brasil.




Editado pela última vez por Penguin em Sáb Fev 23, 2008 7:04 pm, em um total de 1 vez.
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#70 Mensagem por Penguin » Sáb Fev 23, 2008 7:03 pm

http://www.elsnorkel.com.ar/web/forum_t ... 1#pid18517
Posted - 18/09/2005 : 09:27:35 p.m.
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SUBMARINO NUCLEAR ARGENTINO


UN PROYECTO TECNOLOGICO NACIDO DESPUES DE MALVINAS, QUE APOYO ALFONSIN La historia secreta del frustrado submarino a propulsión nuclear

Tras la Guerra de las Malvinas, el titular de la CNEA, vicealmirante Carlos Castro Madero, en forma reservada puso en marcha la idea de construir un submarino a propulsión nuclear como una forma de cerrar la brecha tecnológica con Gran Bretaña.

Durante la guerra, los submarinos argentinos convencionales que funcionan con un motor diésel necesitaban salir a la superficie cada 12 horas para renovar el oxígeno. En cambio, los submarinos nucleares británicos tenían como único límite para estar sumergidos la paciencia humana. Así fue que hundieron al "Belgrano" y luego obligaron a la flota argentina a refugiarse en los puertos del continente.

El proyecto de Castro Madero fue encargado por la Armada a INVAP, la misma empresa que construye el reactor de investigación nuclear para Australia. El diseño del reactor para el submarino estuvo a cargo del físico Juan José Gil Gerbino. "Trabajamos en el diseño básico para colocar un reactor compacto en un submarino como el San Juan", recordó Gil Gerbino a este diario. "Incluso, llegamos a trabajar en sistema de regeneración de oxígeno" , agregó el especialista en diseño de reactores.

Después del retorno de la democracia, "(Raúl) Alfonsín apoyó el plan del submarino a propulsión nuclear", recordó el ex ministro de Defensa radical Horacio Jaunarena. Este tipo de sumergibles no está prohibido por ningún tratado internacional. Distinto es un submarino con misiles nucleares.

Y el segundo ministro de Defensa de Alfonsín, Roque Carranza, llegó a proponerle a Brasil la construcción conjunta de un submarino nuclear en base a la experiencia de INVAP. No hubo acuerdo y Brasil sigue hoy adelante con el proyecto.

Castro Madero, poco antes de morir, en 1991 en un libro titulado "Argentina y el Submarino de Propulsión Nuclear, Posibilidades y Dificultades" calculó el costo del prototipo en 200 millones de dólares frente a los 120 que costaba un submarino diésel, y sostuvo:

"La idea de especialistas argentinos de incluir en el casco del submarino, que actualmente se construye en la Argentina, una planta nuclear de diseño apropiado es factible".

Se refería al acuerdo con la empresa Tyssen por el cual se construyó el astillero Domecq García, se armaron 2 submarinos convencionales en Alemania y otros 4 se iban a ensamblar en el país.

Pero durante el gobierno del ex presidente Carlos Menem el proyecto se sepultó. Tampoco se construyeron los cuatro submarinos faltantes y se pensó en abrir una subsidiaria de la Feria de Milán en el Domecq García.

Actualmente, la Armada estudia los proyectos alemanes para construir motores a hidrógeno. Fuentes navales explicaron a este diario que un submarino a propulsión nuclear "hoy sería imposible de mantener con el actual presupuesto de la Armada".

Daniel Santoro. dasantoro@clarin.com




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#71 Mensagem por Sideshow » Dom Fev 24, 2008 8:24 am

Argentina y Brasil acordaron fabricar un submarino atómico
El motor se haría con tecnología argentina. Y habría también aportes de Francia.


Por: Eleonora Gosman


Antiguos rivales militares, que llegaron a concebir programas paralelos de armas nucleares, Argentina y Brasil acaban de quebrar definitivamente esa histórica relación de recelo: acordaron la construcción conjunta de un submarino nuclear. Fue el ministro de Defensa brasileño, Nelson Jobim, quién ayer lo confirmó ante Clarín, en una conversación en Aeroparque minutos antes de regresar a su país.

En ese proyecto, los argentinos aportan su experiencia en la producción del reactor nuclear compacto que propulsará el sumergible. Los brasileños pondrán otros aportarán dos pilares: la fábrica de la parte no nuclear del submarino, basado en tecnología francesa, y el combustible atómico. "Conversamos con la ministra Nilda Garré y con los tres comandantes militares argentinos y acordamos constituir una empresa binacional para producir el reactor compacto", indicó el ministro brasileño. Aclaró que el programa tiene también objetivos civiles: "Esa tecnología nos permitirá construir centrales eléctricas con capacidad para abastecer por ejemplo a grandes ciudades".

Esa planta propulsora cuenta con un prototipo: el CAREM. Fue desarrollada por la argentina INVAP, una empresa que hoy exporta reactores nucleares para investigación o para producir materiales radiactivos de uso médico e industrial. Hoy luce como una tecnología civil, pero nació como un proyecto militar en los estribores de la Guerra de Malvinas. Fue el vicealmirante Carlos Castro Madero (fallecido en 1991), entonces presidente de la CNEA quien le entregó a INVAP la responsabilidad del diseño (ver Antecedentes). El gobierno de Raúl Alfonsín llegó a proponer a Brasil que desarrollar el proyecto en forma conjunta . Pero la iniciativa no prosperó. No era el momento. Todavía se mantenían intactos los recelos que caracterizarían la relación entre los dos países hasta inicios de los años 90.

Un proyecto militar de esa magnitud sólo podía materializarse bajo condiciones como las actuales, con gobiernos como los de Cristina Fernández y Lula da Silva con la misma visión sobre la defensa regional, donde la frontera es Sudamérica. Como señaló Jobim, "el sentido de las Fuerzas Armadas sudamericanas es disuasorio y no expansionista. Pero ese poder de disuasión sólo se ejerce si hay por detrás una industria militar regional que nos independice de los suministros extranjeros"

- ¿Cómo entraría Francia en este plan?

- Con el presidente Nicolas Sarkozy discutimos la semana pasada una alianza estratégica: acordamos crear condiciones para una sociedad bilateral destinada a fabricar en Brasil la parte no nuclear del submarino. La planta de propulsión la pondría la binacional argentino-brasileña.

Jobim acordó con Garré impulsar el Consejo Sudamericano de Defensa. "Pensamos que en octubre se podría hacer en Brasilia la reunión constitutiva de ese organismo". El plan no sólo busca unificar criterios de defensa en la región. También apuesta a crear las bases de una industria de defensa sudamericana. Podrían surgir dificultades con Colombia, poco interesada en promover una versión regional de la todavía vigente Comisión Interamericana de Defensa

http://www.clarin.com/diario/2008/02/24 ... -00601.htm




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#72 Mensagem por thelmo rodrigues » Dom Fev 24, 2008 8:43 am

:shock: :shock: :shock:

UÉ???!!!! E as pesquisas da MB? E o reator que está pronto, esperando a montagem do prédio? E a nova tecnologia de levitação magnética? E a ausência de engrenagens para diminuir o ruído? Marino, Lord Nauta, Subnauta, demais amigos... socorro!!!!!!!!!!!!!! [101] [040] [085]

O que os ingleses e o Império vão achar disso? :shock:




"O dia em que os EUA aportarem porta aviões, navios de guerra, jatos e helicópteros apache sobre o território brasileiro, aposto que muitos brasileiros vão sair correndo gritando: "me leva, junto! me leva, junto!"
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#73 Mensagem por thelmo rodrigues » Dom Fev 24, 2008 9:05 am

União Brasil-França incita corrida militar entre nações

EUA e Alemanha também querem o mercado de armamento; alemães reagem com carta; americanos enviam Condoleezza Rice

ELIANE CANTANHÊDE

COLUNISTA DA FOLHA



O anúncio de "aliança estratégica" entre Brasil e França, que pode significar bilhões de euros em compras e em construção de fábricas na área da defesa, acendeu o sinal de alerta e abriu uma corrida dos EUA e da Alemanha para disputar espaço com os franceses e não perder o mercado mais promissor da América Latina.

Os alemães reagem e até enviaram carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (leia texto nesta página), exigindo o fechamento de um pacote de 1,018 bilhão (cerca de US$ 1,5 bilhão) para reforma dos atuais submarinos e venda de dois novos para a Marinha brasileira.

Os americanos também não perderam tempo. Washington deve enviar a secretária de Estado, Condoleezza Rice, para um almoço com o presidente Lula em Brasília no início de março e convidou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, para ir a Washington entre os dias 18 e 22 do mesmo mês.

O ministro acaba de voltar da França, onde conversou sobre indústria de armamento e de equipamentos militares com a cúpula do governo, inclusive o presidente Nicolas Sarkozy, e visitou estaleiros e fábricas de submarinos e de caças supersônicos, todos eles com participação de capital estatal. Na seqüência, ele foi à Rússia.

Nos EUA, Jobim vai antes de mais nada tentar melhorar o diálogo na área da defesa, questionando a rigidez do país em não transferir tecnologia. Na Alemanha, quando e se for, vai cuidar especificamente do pacote de submarinos.



Veto dos EUA

Em recente visita ao embaixador dos EUA em Brasília, Clifford Sobel, Jobim reclamou do veto norte-americano à venda de aviões Super Tucano da Embraer para a Venezuela, sob alegação de segurança -o modelo contém peças e componentes americanos.

A decisão causou pesados prejuízos à Embraer e feriu os interesses brasileiros, deixando marcas no Planalto, na Defesa e no Itamaraty, que agora os EUA pretendem minimizar.

Segundo dados de 2006 do governo norte-americano, só 1% das licenças para vendas comerciais de produtos, serviços e dados técnicos de produtos militares foram rejeitados. Do restante, 15% não foram aprovados, a grande maioria sob alegações burocráticas, como falta de documentação adequada.

Por esses dados, o Departamento de Estado dos EUA aprovou mais de 41 mil itens nessa área, num valor aproximado de US$ 19,8 bilhões. O comércio com o Brasil nessa área, na expectativa americana, tem muito a crescer.

O problema, como Jobim tem dito insistentemente, é que o Brasil não quer se limitar ao papel de "comprador", mas sim fazer parcerias para ter condições de produzir dentro do próprio país. O Brasil alega que a França oferece essa chance, e os EUA, não.

Tanto americanos quanto alemães rebatem esse argumento dizendo que a liberalidade da França não passa de "balela", como ouviu a Folha de representantes dos interesses desses dois países.

Em Washington, o ministro visitará o secretário de Defesa, Robert Gates, que fez o convite para a viagem, e o Centro de Comando Estratégico, na base aeronaval de Norfolk, a maior da Costa Leste. E poderá conhecer o sistema de controle de tráfego aéreo e a sede da FAA, a agência reguladora norte-americana para aviação.



Projetos

O Brasil planeja implantar um satélite de monitoramento do espaço aéreo e territorial e analisa ofertas da Thales, francesa, e da Raytheon, americana. O projeto tem a sigla SGB (Satélite Geoestacionário Brasileiro) e foi idealizado para atuar em três frentes, inclusive na banda X, de comunicação militar e de defesa estratégica.

Outros projetos são o submarino de propulsão nuclear, a renovação da frota de caças, a compra de helicópteros de ataque e a construção de uma fábrica de helicópteros de carga para as três Forças Armadas.

Jobim deixa claro que a preferência brasileira conflui para a França, mas ainda há muita negociação pela frente.





Grupo alemão reclama de acordo a Lula

DA COLUNISTA DA FOLHA



O grupo alemão ThyssenKrupp enviou carta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira passada, reclamando o cumprimento de um acordo pelo qual a empresa reformaria cinco submarinos convencionais (diesel-elétricos) e venderia dois novos para a Marinha brasileira, dando em troca a construção de uma siderúrgica em Sepetiba (RJ).

A siderúrgica, investimento de 3,5 bilhões de euros (cerca de US$ 5,20 bilhões), está quase pronta e deverá ser visitada por Lula ainda neste mês, mas o pacote de submarinos empacou. A empresa alemã diz que cumpriu sua parte, mas o Brasil, não. E reclama que soube pela imprensa do interesse brasileiros pelos submarinos Scorpene, da França.

A carta, à qual a Folha teve acesso, foi assinada por Walter Freitag, do Comitê Executivo do ThyssenKrupp. Diz que o fornecimento de submarinos de última geração da classe 214 para a Marinha "tem ligação natural" com o investimento na nova Companhia Siderúrgica do Atlântico. Ou seja: é uma contrapartida.

A carta é uma resposta ao ministro Nelson Jobim (Defesa) que dá preferência à proposta da França alegando que os franceses aceitam transferir tecnologia.





ELIANE CANTANHÊDE

Quem dá mais?



BRASÍLIA - Ao anunciar a intenção de comprar submarinos e caças e de fazer complexas parcerias com a França, o Brasil aguçou o apetite dos maiores fornecedores de armamento no mundo, a começar dos Estados Unidos e da Alemanha.

Por enquanto, os americanos reagem com diplomacia, convidando o ministro da Defesa para fazer um giro parecido com o que fez pela França e pela Rússia e conhecer o que eles estão desenvolvendo por lá. Mas os alemães estão irritados e, nos bastidores, há até a ameaça de ir às vias de direito.

Em carta a Lula, à qual a Folha teve acesso, o grupo alemão ThyssenKrupp cobrou um compromisso brasileiro: o de que fecharia um pacote de submarinos com ele em troca da construção de uma siderúrgica no Rio. Grosso modo, 1,018 bilhão dos submarinos contra 3,5 bilhões da siderúrgica.

Os alemães fizeram a parte deles e reclamam que o Brasil roeu a corda. Pior: que souberam por jornais que Nelson Jobim dá preferência para os submarinos franceses. Sentiram-se apunhalados pelas costas, até porque o programa nuclear Brasil-Alemanha tem décadas.

O que está jogado ao mar, ao ar e à cobiça dos mercados internacionais é um pacote de submarinos convencionais, tecnologia de submarinos de propulsão nuclear e a renovação da frota de caças da FAB, além de helicópteros, blindados e satélites. Jobim não diz quanto, nem quando, nem com quem, mas passa a sensação de ter aberto uma espécie de leilão. Quem dá mais?

A disputa está na fase de saber quem transfere mais e menos tecnologia. O Brasil diz que os franceses são mais compreensivos; os americanos e os alemães gritam que não. Na verdade, ninguém transfere nada nesse leilão.

Enquanto a gente discute a tapioca e os cartões corporativos, o mundo quer saber de armamento, comércio, dólares. Aliás, a coisa caminha mesmo é para euros.




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#74 Mensagem por Marino » Dom Fev 24, 2008 9:47 am

thelmo rodrigues escreveu::shock: :shock: :shock:

UÉ???!!!! E as pesquisas da MB? E o reator que está pronto, esperando a montagem do prédio? E a nova tecnologia de levitação magnética? E a ausência de engrenagens para diminuir o ruído? Marino, Lord Nauta, Subnauta, demais amigos... socorro!!!!!!!!!!!!!! [101] [040] [085]

O que os ingleses e o Império vão achar disso? :shock:

Papo furado.




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#75 Mensagem por Marino » Dom Fev 24, 2008 10:15 am

DEFESA:

MINISTRO DIZ QUE CRIAÇÃO DE CONSELHO NA REGIÃO SERÁ DISCUTIDA

Nelson Jobim (Defesa) anunciou que deve voltar à Argentina em breve para começar as discussões sobre a criação de um conselho de defesa sul-americano, para formular estratégias conjuntas. O ministro deve viajar a todos os países sul-americanos -o primeiro destino, em março, seria a Venezuela a pedido do presidente Hugo Chávez. Em relação à instalação de uma fábrica da Embraer em Córdoba, disse que as conversas estão avançadas, e que a contrapartida para o investimento seria a compra de aviões pela Argentina. Também confirmou que está em negociação a compra de um avião presidencial da Embraer pelo governo argentino.




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