Bueno, passou o dia 15 e nem ponte, nem Sarkozy, muito menos Rafale, que é o que realmente interessa. Me parece que ficou mesmo para o governo da Dilma e, não nego, isso me cheira cada vez mais a TAMPAX sim. Senão vejamos: na END está claramente dito
QUINTA GERAÇÃO mas o que aí está sendo chamado disso parece que FRACASSOU, ao menos em termos conceituais. Conseguir a capacidade
stealth do F-22 ao custo de pagar por um caça caríssimo em aquisição e operação, além de ter baixíssima disponibilidade, não parece o caminho. Aeronaves como o F-22, o AINDA POSSÍVEL F-35 e talvez o PAK-FA aparentemente são versões voadoras de grupos de FFEE, são excelentes em missões específicas e muito complexas mas absolutamente de baixa valia onde são necessários os 'paus pra toda obra' de sempre, ou seja, caças 3G/4G. E realmente não me parecem tão evoluídos assim quando confrontados com um prosaico - e muito mais barato - F-117. Aparentemente se tentou juntar a capacidade comprovada de ataque discreto do citado avião de ataque furtivo com uma capacidade de combate aéreo, ou seja, àquele que se usava para 'limpar' a superfície se criou um substituto capaz de 'limpar' também os céus. Só que, dada sua baixíssima disponibilidade,
NÃO substitui os caças ditos 'convencionais', apenas cumpre as primieras missões e se retira dos combates, retornando apenas em casos pontuais. Exatamente como FFEE. E não se pode ter um Exército composto só por FFEE, estas são muito mais caras e cumprem menos missões que as comuns. Assim, baseado no que se vê no momento, o que é alegadamente a quinta geração deveria, para efetivamente sê-lo, SUBSTITUIR a quarta e isso eles NÃO PODEM fazer. São apenas uma variante muito potencializada da quarta. Exatamente como um Comando é uma versão muito potencializada de um Infante comum. Com o incontornável problema dos custos e baixa disponibilidade para ações intensas. É sintomático que o F-22 nasceu para substituir o F-15 mas falhou nesse intento, aí temos F-15 e ainda os veremos por muito tempo. O F-35 nasce com o mesmo intento em relação ao F-16 e F-18, temo que vá pelo mesmo caminho. Se os 4G são caros, os seus supostos substitutos, supostamente uma geração adiante, são inviáveis. Um piloto para se manter qualificado dentro dos padrões OTAN tem de voar um mínimo de 240 horas/ano: dá para fazer isso no F-22? A que custo? Talvez esteja aí a resposta para o fechamento prematuro de sua linha de fabricação. As demoras no programa F-35 aparentemente visam contornar esses problemas, a um só tempo reduzindo os custos e aumentando a disponibilidade. Isso tem, de modo consistente, aumentado os prazos e...os custos do programa em si. Cedo ou tarde vão se dar conta que o avião NÃO poderá substituir o F-16 e o F-18, ao menos não mantendo os atuais custos operacionais em tempo e dinheiro, o que, se feito, será um verdadeiro Harakiri na USAF/USN/USMC em termos quantitativos e de disponibilidade. Usar um avião cuja hora de voo custaria o dobro ou mais da de um F-15 para lançar bomba em insurgente ou mesmo forças militares inimigas aumentaria para níveis insuportáveis qualquer guerra que os ianques ainda pretendessem travar. Por exemplo, o Irã. Ou a Coréia do Norte. Assim, ou resolvem esses problemas agora, com os 3G de que ainda dispõem e com custos ainda suportáveis ou sua Aviação terá uma participação bem menos importante nas guerras do futuro. Sua forças de superfície terão de aprender a lutar com muito menos suporte aéreo (horas de voo) do que estão atualmente acostumadas. Assim, para mim a quinta geração (5G) ainda não chegou, apenas as FFEE do ar...
Aonde quero chegar? Bueno, o que se tem de VIÁVEL por aí é 3G (todas as versões do Hornet/Super Hornet, F-16, Mirage 2000 - fora de linha - Flanker, Fulcrum e por aí vai) com aviônica de última geração e 4G (Eurocanards - Typhoon, Rafale, Gripen, além de algum outro menos conhecido Chinês e/ou Indiano). Quem - no caso NÓS - quiser caças com custos suportáveis e boa disponibilidade não vai escapar desses aí. De preferência vetorando algum UCAV
stealth, este sim, uma atraente alternativa aos insuportavelmente caros caças-FFEE...
Mas me parece cada vez mais provável que o governo e mesmo a FAB não tenham entendido isso e ainda acreditem em uma força exclusivamente equipada com F-35 ou PAK-FA, que ainda são promessa, e pretendam esperar mais para ver no que dá. Nesse caso, TAMPAX! Ou se decidam por um 3G/4G após algum tempo de 'varanda'. Até aí a FAB chegará ao ponto crítico de ter cada vez mais
O QUE defender e cada vez menos
COM QUE defender e, até que se decida qual caça e se assine contrato e os aviões comecem a chegar, já terão desativado os M2000 (que, no nosso caso, são a mais antiga das versões) e precisarão de algo que cubra o
gap: TAMPAX!
Assim, senhores, ou a Presidente Dilma desenrosca essa história ainda no primeiro semestre de seu mandato e encomenda logo um 3G (Super Hornet) ou 4G (Rafale) ou inevitavelmente nosso próximo tópico será chamado F-X do B 2 ou Novo TAMPAX para a FAB.
É a minha opinião.
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