Operações Policiais e Militares
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Re: Operações Policiais e Militares
A confiabilidade(definição: qualidade ao longo do tempo) dessas armas é considerada zero. Se eu fosse o comandante da Pmerj, não aceitaria mais esse armamento. É uma vergonha para a engenharia da empresa fabricante, ainda mais para uma polícia que se encontra em uma guerra urbana.
- henriquejr
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Re: Operações Policiais e Militares
A Carabina .30 (CT-30) oferecida pela Taurus é um projeto da chilena FAMAE que, por sua vez, dizem ser baseado no projeto do fuzil SIG-550 utilizados pelas forças armadas daquele país. Trabalho diariamente com uma submetralhadora FAMAE .40 (MT-40) e posso dizer que é uma arma de qualidade muito ruim, as pessas dela (as partes de polímero e metal) são folgadas, parece uma lata velha. Recentemente uma MT-40 de um colega "baixou" porque ao dá o golpe para carregar a arma uma munição foi para a camara e outra ficou atravessada, o ferrolho batendo da lateral do cartucho! A arma ainda se encontra no Material Bélico para ver se os armeiros resolvem o problema!
Não é a toa que as PMs da Paraíba, Pará, Maranhão e Goiás (ou Mato Grosso, não lembro) preferiram comprar carabinas .30 Magal israelense que essas FAMAE da Taurus!
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/e ... 25001.html
Não é a toa que as PMs da Paraíba, Pará, Maranhão e Goiás (ou Mato Grosso, não lembro) preferiram comprar carabinas .30 Magal israelense que essas FAMAE da Taurus!
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/e ... 25001.html
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- Franz Luiz
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Re: Operações Policiais e Militares
Aqui em Sampa todas as MT-40 e CT-40 da Polícia paulista
foram recolhidas e sofreram "recall" para reforço.
Sofrível e triste.
As pistolas .40 antes da 24/7 também sofreram "ajustes" pós entrega (rampa).
Triste demais.
Pena que quem compra não é responsabilizado.
Um abraço
Franz
foram recolhidas e sofreram "recall" para reforço.
Sofrível e triste.
As pistolas .40 antes da 24/7 também sofreram "ajustes" pós entrega (rampa).
Triste demais.
Pena que quem compra não é responsabilizado.
Um abraço
Franz
Re: Operações Policiais e Militares
A TAURUS só vende lixo no mercado interno.
Agora via lá nos EUA, parece outro fabricante.
Agora via lá nos EUA, parece outro fabricante.
- Matheus
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Re: Operações Policiais e Militares
O azar de três assaltantes foi assaltar uma residência na madrugada de ontem em Cuiabá, onde estava de visita um policial rodoviário federal lotado em Vilhena, que reagiu ao assalto e na troca de tiros, o PRF levou a melhor e matou dois, Raul Douglas Carvalho e Marcos Vinícius Vieira. O terceiro assaltante ao ver os comparsas mortos fugiu.
O assalto ocorreu por volta das 5h30 da madrugada de ontem (26) no bairro Renascer, na cidade de Cuiabá-MT, quando todos os ocupantes da casa estavam dormindo e foram surpreendidos com as presenças dos três assaltantes, armados com revólver e com uma faca tipo peixeira.
Segundo o que foi apurado, o PRF de Rondônia, esperou o momento em que os familiares não estavam na linha de tiros sacou da arma se identificando como Polícia e a resposta foi o tiro do assaltante. Na troca de tiros matou um deles. O outro, que estava com a faca investiu contra o PRF, que para não ser golpeado atirou. Os dois assaltantes morreram no local. Ninguém da família ficou ferido.
O PRF de Rondônia acionou a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, se entregando espontaneamente, sendo ouvido pelo delegado titular Dr. Fausto Freitas e liberado em seguida.
Diário da Amazônia
O assalto ocorreu por volta das 5h30 da madrugada de ontem (26) no bairro Renascer, na cidade de Cuiabá-MT, quando todos os ocupantes da casa estavam dormindo e foram surpreendidos com as presenças dos três assaltantes, armados com revólver e com uma faca tipo peixeira.
Segundo o que foi apurado, o PRF de Rondônia, esperou o momento em que os familiares não estavam na linha de tiros sacou da arma se identificando como Polícia e a resposta foi o tiro do assaltante. Na troca de tiros matou um deles. O outro, que estava com a faca investiu contra o PRF, que para não ser golpeado atirou. Os dois assaltantes morreram no local. Ninguém da família ficou ferido.
O PRF de Rondônia acionou a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, se entregando espontaneamente, sendo ouvido pelo delegado titular Dr. Fausto Freitas e liberado em seguida.
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- Bolovo
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Re: Operações Policiais e Militares
Então é hora de passar a comprar de outra gente. Na hora que perceberam a burrada que fizeram, decidam a vender coisa que preste aqui dentro.
"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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- Skyway
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Re: Operações Policiais e Militares
Essa é a parte importante do negócio...parabéns ao policial! Merece homenagens.Matheus escreveu:O azar de três assaltantes foi assaltar uma residência na madrugada de ontem em Cuiabá, onde estava de visita um policial rodoviário federal lotado em Vilhena, que reagiu ao assalto e na troca de tiros, o PRF levou a melhor e matou dois, Raul Douglas Carvalho e Marcos Vinícius Vieira. O terceiro assaltante ao ver os comparsas mortos fugiu.
O assalto ocorreu por volta das 5h30 da madrugada de ontem (26) no bairro Renascer, na cidade de Cuiabá-MT, quando todos os ocupantes da casa estavam dormindo e foram surpreendidos com as presenças dos três assaltantes, armados com revólver e com uma faca tipo peixeira.
Segundo o que foi apurado, o PRF de Rondônia, esperou o momento em que os familiares não estavam na linha de tiros sacou da arma se identificando como Polícia e a resposta foi o tiro do assaltante. Na troca de tiros matou um deles. O outro, que estava com a faca investiu contra o PRF, que para não ser golpeado atirou. Os dois assaltantes morreram no local. Ninguém da família ficou ferido.
O PRF de Rondônia acionou a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa, se entregando espontaneamente, sendo ouvido pelo delegado titular Dr. Fausto Freitas e liberado em seguida.
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- Pereira
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Re: Operações Policiais e Militares
Detalhe para o modo como passaram a notícia "o PRF levou a melhor..."
Quanto às armas, elas não são testadas antes não?
Fico preocupado lendo essas notícias, não vejo mais nada além de MT e CT da Taurus por aqui. O que as restrições dizem quanto importar subs melhores em calibre restrito?

Quanto às armas, elas não são testadas antes não?
Fico preocupado lendo essas notícias, não vejo mais nada além de MT e CT da Taurus por aqui. O que as restrições dizem quanto importar subs melhores em calibre restrito?
- henriquejr
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Re: Operações Policiais e Militares
É o mesmo caso das pistolas de calibre restrito, ou seja, se tiver algum produto nacional com as mesmas caracteristicas a lei não permite a compra de produtos importados. Os estados que compraram a Carabina Magal só conseguiram porque a Taurus ainda não tinha lançado no mercado a CT-30 FAMAE.
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- PQD
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Re: Operações Policiais e Militares
Fraude em alto escalão
E-mail envolvendo generais faz MP Militar pedir a prisão de oficial acusado de falcatruas no IME
Carla Rocha e Vera Araújo
Um email com revelações bombásticas sobre supostas ações criminosas dentro do Instituto Militar de Engenharia (IME) foi encaminhado à Justiça e circula em listas de discussões de oficiais do Exército na internet. Com denúncias que vão de enriquecimento ilícito a pagamento de propinas mensais a generais do instituto e até a agentes da Polícia Civil, o documento é atribuído ao major Washington Luiz de Paula, mas não há confirmação de que ele seja o autor. Por considerar que a distribuição do material prejudica as investigações, o Ministério Público Militar pediu a prisão preventiva do oficial. Ele é um dos principais investigados no inquérito que apura um esquema de fraude no conceituado centro acadêmico, conhecido por ter um dos mais difíceis vestibulares do país. As denúncias do documento atingem 14 oficiais do Exército.
A mensagem foi enviada um dia depois de a primeira de uma série de reportagens sobre as irregularidades no IME ter sido publicada pelo GLOBO. O caso revelado pelo jornal tratava sobre as investigações em torno de um cartel de empresas que agia dentro da instituição de ensino, tendo como sócios parentes ou pessoas ligadas a militares da unidade à época dos fatos. Além de oficiais da ativa, agora lotados em outros quartéis, havia ainda, entre os suspeitos, militares que já passaram pelo instituto, mas atualmente estão na reserva.
O conteúdo do email, que relata fatos com riqueza de detalhes - a veracidade de alguns deles já foi constatada -, causou constrangimento no meio militar. A prisão do major Washington está sendo pedida por dois procuradores e uma promotora que integram a força-tarefa criada exclusivamente para investigar o caso: Maria de Lourdes Sanson, Antônio Antero dos Santos e Ana Cristina da Silva. Como as denúncias divulgadas no email se referem a oficiais lotados nos mais altos postos do Exército, o MP também considerou que houve quebra de hierarquia e disciplina. A Justiça, agora, tenta identificar a origem do material através de um rastreamento digital. O juízo da Auditoria Militar também já recebeu e analisa uma cópia do email.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Exército informou que, durante as apurações preliminares que deram origem ao inquérito policial-militar, o oficial teria negado a autoria das denúncias divulgadas através da rede mundial. Os nomes dos integrantes do esquema de fraude são citados na mensagem eletrônica, porém, como as denúncias ainda estão sendo investigadas, os militares não serão identificados nesta reportagem. O autor do email diz que dispõe de provas, como vídeos e gravações. Ele também afirma estar sendo ameaçado de morte, dizendo saber que sua "cabeça está a prêmio".
"Armadilha de rato" será investigada
As revelações, supostamente feitas pelo major Washington Luiz de Paula em tom de desabafo, atingem em cheio a cúpula do Exército. São passagens, por exemplo, sobre o pagamento de uma mesada de R$35 mil em espécie a um oficial do instituto a quem chama de "Meu general". Este era o valor exigido pelo superior hierárquico para encobrir as falcatruas do grupo no IME e que deveria ser pago em notas de R$100. Por causa do fracionamento da propina, Washington teria ganhado o apelido de "Pica-fumo". Os envolvidos nas fraudes, ainda segundo a mensagem eletrônica, se reuniam frequentemente, às vezes para jogos de futebol. O autor do email lembra que, nessas ocasiões, o tal general costumava justificar seus atos: "Isso é em nome da instituição". Depois, ria e, batendo no bolso, afirmava: "Nosso bolso". De acordo com o email, o mesmo general teria tido um filho aprovado no IME com uma "ajudinha" do major e seus cúmplices. O jovem teria, inclusive, morado, por um tempo, no apartamento de um dos integrantes da quadrilha, na Urca.
Um dos pontos que podem ser checados pelo Ministério Público Militar diz respeito a uma multa de R$600 mil aplicada após uma fiscalização em despesas do IME pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão teria encontrado irregularidades na dispensa de uma licitação em dezembro de 2004. O problema foi atribuído à cobiça de um outro general, que queria ganhar mais do que o combinado. "Depois do futebol combinávamos seu percentual, lembra? O senhor sempre querendo mais do que da última vez, que ganância desenfreada", afirma o autor do email. E conclui afirmando que a "conta" foi paga pela Fundação Ricardo Franco. A fundação é um braço do IME, que funcionava fazendo a intermediação dos contratos entre o instituto e as empresas. "Mas como a fundação levava muito "dindin" (sic), tudo se acertou. O senhor até levou uma graninha respeitável, né, meu genera". A Fundação Trompowsky, outra ligada ao IME, também é citada.
A pessoa que se apresenta como Washington afirma ter preparado uma "armadilha de rato" para um coronel do esquema. Ele diz ter tratado da compra de uma cobertura na Urca para o superior usando um cheque assinado pelo sócio de uma das empresas que prestaram consultoria ao IME. É informado, então, o nome do empresário Marcelo Cavalheiro, dono das empresas Grisa, GNBR/JLG e Alce Olecram - todas prestaram consultoria ao instituto. Cavalheiro, que tinha como sócios em algumas empresas parentes do major Washington, é um dos investigados no inquérito que corre na Procuradoria. O autor debocha da situação criada: "O senhor, meu coronel, ficou de rabo preso, lembra? Aquela investida da Polícia Civil? Mais grana que saiu". Neste ponto, ele faz referência a várias extorsões que teriam sido praticadas por servidores do TCU, das polícias Federal e Civil e Icefex (possivelmente, Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército).
Para verificar se foi usado o cheque de uma das empresas que prestavam serviço ao IME no pagamento de um imóvel comprado por um oficial do Exército, os investigadores da Procuradoria de Justiça Militar terão que recorrer à quebra do sigilo bancário e fiscal dos suspeitos. O GLOBO apurou que, na escritura da referida cobertura, arquivada no 3º Registro de Imóveis do Rio, não consta o número do cheque e do banco envolvido na operação imobiliária, o que é um procedimento de praxe. Nele, o comprador, um oficial das Forças Armadas, informa apenas que o pagamento foi feito de forma antecipada.
Suspeito já foi acusado de fraude
No email, há também perfis de todos os envolvidos nas irregularidades dentro do IME. No capítulo sobre outro investigado no inquérito, o capitão Márcio Vancler Augusto Geraldo - que era da comissão de licitação do instituto e hoje está lotado no 1º Depósito de Suprimentos no Rio -, é revelado que ele já esteve envolvido em outro escândalo, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército (Esao), de onde foi afastado. Em 2006, o capitão teria sido acusado de compra das provas para instrutor. De fato, já foi comprovado que Márcio Vancler foi expulso da unidade por este motivo. Mas a acusação, investigada na 1ª Auditoria da Justiça Militar, acabou arquivada. O oficial, depois, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal do Rio para recuperar o direito a promoções, que haviam sido canceladas, mas não teve o seu pedido aceito.
Ainda sobre Vancler, é dito que ele seria amigo íntimo do ex-capitão Ailton. A suspeita é de que Ailton seja o mesmo oficial que foi investigado pelo Exército no caso do desvio de armas da corporação que foram parar no arsenal de traficantes do Morro da Rocinha, em 2006. Depois disso, embora sem relacionar a decisão ao episódio, o Exército afastou Ailton por considerá-lo incompatível com a carreira militar. Outro evento mencionado no email é sobre o período em que Vancler ainda era aspirante. Ele teria sido autuado por um assalto em Niterói. Também teria sido preso administrativamente no IME. Segundo a mensagem eletrônica, Vancler teria 18 imóveis. O jornal levantou que o oficial tem, hoje, 13 apartamentos e salas.
E-mail envolvendo generais faz MP Militar pedir a prisão de oficial acusado de falcatruas no IME
Carla Rocha e Vera Araújo
Um email com revelações bombásticas sobre supostas ações criminosas dentro do Instituto Militar de Engenharia (IME) foi encaminhado à Justiça e circula em listas de discussões de oficiais do Exército na internet. Com denúncias que vão de enriquecimento ilícito a pagamento de propinas mensais a generais do instituto e até a agentes da Polícia Civil, o documento é atribuído ao major Washington Luiz de Paula, mas não há confirmação de que ele seja o autor. Por considerar que a distribuição do material prejudica as investigações, o Ministério Público Militar pediu a prisão preventiva do oficial. Ele é um dos principais investigados no inquérito que apura um esquema de fraude no conceituado centro acadêmico, conhecido por ter um dos mais difíceis vestibulares do país. As denúncias do documento atingem 14 oficiais do Exército.
A mensagem foi enviada um dia depois de a primeira de uma série de reportagens sobre as irregularidades no IME ter sido publicada pelo GLOBO. O caso revelado pelo jornal tratava sobre as investigações em torno de um cartel de empresas que agia dentro da instituição de ensino, tendo como sócios parentes ou pessoas ligadas a militares da unidade à época dos fatos. Além de oficiais da ativa, agora lotados em outros quartéis, havia ainda, entre os suspeitos, militares que já passaram pelo instituto, mas atualmente estão na reserva.
O conteúdo do email, que relata fatos com riqueza de detalhes - a veracidade de alguns deles já foi constatada -, causou constrangimento no meio militar. A prisão do major Washington está sendo pedida por dois procuradores e uma promotora que integram a força-tarefa criada exclusivamente para investigar o caso: Maria de Lourdes Sanson, Antônio Antero dos Santos e Ana Cristina da Silva. Como as denúncias divulgadas no email se referem a oficiais lotados nos mais altos postos do Exército, o MP também considerou que houve quebra de hierarquia e disciplina. A Justiça, agora, tenta identificar a origem do material através de um rastreamento digital. O juízo da Auditoria Militar também já recebeu e analisa uma cópia do email.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Exército informou que, durante as apurações preliminares que deram origem ao inquérito policial-militar, o oficial teria negado a autoria das denúncias divulgadas através da rede mundial. Os nomes dos integrantes do esquema de fraude são citados na mensagem eletrônica, porém, como as denúncias ainda estão sendo investigadas, os militares não serão identificados nesta reportagem. O autor do email diz que dispõe de provas, como vídeos e gravações. Ele também afirma estar sendo ameaçado de morte, dizendo saber que sua "cabeça está a prêmio".
"Armadilha de rato" será investigada
As revelações, supostamente feitas pelo major Washington Luiz de Paula em tom de desabafo, atingem em cheio a cúpula do Exército. São passagens, por exemplo, sobre o pagamento de uma mesada de R$35 mil em espécie a um oficial do instituto a quem chama de "Meu general". Este era o valor exigido pelo superior hierárquico para encobrir as falcatruas do grupo no IME e que deveria ser pago em notas de R$100. Por causa do fracionamento da propina, Washington teria ganhado o apelido de "Pica-fumo". Os envolvidos nas fraudes, ainda segundo a mensagem eletrônica, se reuniam frequentemente, às vezes para jogos de futebol. O autor do email lembra que, nessas ocasiões, o tal general costumava justificar seus atos: "Isso é em nome da instituição". Depois, ria e, batendo no bolso, afirmava: "Nosso bolso". De acordo com o email, o mesmo general teria tido um filho aprovado no IME com uma "ajudinha" do major e seus cúmplices. O jovem teria, inclusive, morado, por um tempo, no apartamento de um dos integrantes da quadrilha, na Urca.
Um dos pontos que podem ser checados pelo Ministério Público Militar diz respeito a uma multa de R$600 mil aplicada após uma fiscalização em despesas do IME pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão teria encontrado irregularidades na dispensa de uma licitação em dezembro de 2004. O problema foi atribuído à cobiça de um outro general, que queria ganhar mais do que o combinado. "Depois do futebol combinávamos seu percentual, lembra? O senhor sempre querendo mais do que da última vez, que ganância desenfreada", afirma o autor do email. E conclui afirmando que a "conta" foi paga pela Fundação Ricardo Franco. A fundação é um braço do IME, que funcionava fazendo a intermediação dos contratos entre o instituto e as empresas. "Mas como a fundação levava muito "dindin" (sic), tudo se acertou. O senhor até levou uma graninha respeitável, né, meu genera". A Fundação Trompowsky, outra ligada ao IME, também é citada.
A pessoa que se apresenta como Washington afirma ter preparado uma "armadilha de rato" para um coronel do esquema. Ele diz ter tratado da compra de uma cobertura na Urca para o superior usando um cheque assinado pelo sócio de uma das empresas que prestaram consultoria ao IME. É informado, então, o nome do empresário Marcelo Cavalheiro, dono das empresas Grisa, GNBR/JLG e Alce Olecram - todas prestaram consultoria ao instituto. Cavalheiro, que tinha como sócios em algumas empresas parentes do major Washington, é um dos investigados no inquérito que corre na Procuradoria. O autor debocha da situação criada: "O senhor, meu coronel, ficou de rabo preso, lembra? Aquela investida da Polícia Civil? Mais grana que saiu". Neste ponto, ele faz referência a várias extorsões que teriam sido praticadas por servidores do TCU, das polícias Federal e Civil e Icefex (possivelmente, Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército).
Para verificar se foi usado o cheque de uma das empresas que prestavam serviço ao IME no pagamento de um imóvel comprado por um oficial do Exército, os investigadores da Procuradoria de Justiça Militar terão que recorrer à quebra do sigilo bancário e fiscal dos suspeitos. O GLOBO apurou que, na escritura da referida cobertura, arquivada no 3º Registro de Imóveis do Rio, não consta o número do cheque e do banco envolvido na operação imobiliária, o que é um procedimento de praxe. Nele, o comprador, um oficial das Forças Armadas, informa apenas que o pagamento foi feito de forma antecipada.
Suspeito já foi acusado de fraude
No email, há também perfis de todos os envolvidos nas irregularidades dentro do IME. No capítulo sobre outro investigado no inquérito, o capitão Márcio Vancler Augusto Geraldo - que era da comissão de licitação do instituto e hoje está lotado no 1º Depósito de Suprimentos no Rio -, é revelado que ele já esteve envolvido em outro escândalo, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército (Esao), de onde foi afastado. Em 2006, o capitão teria sido acusado de compra das provas para instrutor. De fato, já foi comprovado que Márcio Vancler foi expulso da unidade por este motivo. Mas a acusação, investigada na 1ª Auditoria da Justiça Militar, acabou arquivada. O oficial, depois, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal do Rio para recuperar o direito a promoções, que haviam sido canceladas, mas não teve o seu pedido aceito.
Ainda sobre Vancler, é dito que ele seria amigo íntimo do ex-capitão Ailton. A suspeita é de que Ailton seja o mesmo oficial que foi investigado pelo Exército no caso do desvio de armas da corporação que foram parar no arsenal de traficantes do Morro da Rocinha, em 2006. Depois disso, embora sem relacionar a decisão ao episódio, o Exército afastou Ailton por considerá-lo incompatível com a carreira militar. Outro evento mencionado no email é sobre o período em que Vancler ainda era aspirante. Ele teria sido autuado por um assalto em Niterói. Também teria sido preso administrativamente no IME. Segundo a mensagem eletrônica, Vancler teria 18 imóveis. O jornal levantou que o oficial tem, hoje, 13 apartamentos e salas.
Cabeça dos outros é terra que ninguem anda... terras ermas...
- Pereira
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Re: Operações Policiais e Militares
Que absurdo isso...
Empresário é preso acusado de encomendar assassinato do filho
Em Cuiabá, um empresário é preso, acusado de encomendar o assassinato do próprio filho. O motivo seria um prêmio da Mega Sena
O homem preso é Francisco Serafim, superintendente da Federação das Indústrias de MT. Segundo a Polícia Civil ele teria contratado quatro pistoleiros para executar o filho, Fábio Cézar Leão de Barros.
O motivo da desavença é o prêmio de quase 29 milhões que o filho ganhou há quatro anos, na Mega Sena. O rapaz, de acordo com a polícia, depositou o dinheiro na conta do pai, mas o empresário se negava a devolver o dinheiro. O rapaz recorreu à Justiça, que reconheceu os direitos dele. Foi por causa dessa decisão, que segundo a polícia, Francisco Serafim, mandou matar o filho.
“É uma situação difícil a do filho. Primeiro com a negativa do pai nesta questão do prêmio e agora esta notícia trágica de que estão tentando contra a vida dele e que o autor disso seria o próprio pai”, conta Ricardo Monteiro, advogado do filho.
A trama foi descoberta quando dois pistoleiros foram presos pela Polícia Rodoviária Federal na cidade de Bandeirantes, em Mato Grosso do Sul. Eles estavam com armas e com as fotos do rapaz que ia ser assassinado. No depoimento contaram tudo para a polícia.
A polícia também descobriu que um irmão de Fábio estava envolvido. Ele foi preso agora nesta sexta-feira no interior de Mato Grosso.
Empresário é preso acusado de encomendar assassinato do filho
Em Cuiabá, um empresário é preso, acusado de encomendar o assassinato do próprio filho. O motivo seria um prêmio da Mega Sena
O homem preso é Francisco Serafim, superintendente da Federação das Indústrias de MT. Segundo a Polícia Civil ele teria contratado quatro pistoleiros para executar o filho, Fábio Cézar Leão de Barros.
O motivo da desavença é o prêmio de quase 29 milhões que o filho ganhou há quatro anos, na Mega Sena. O rapaz, de acordo com a polícia, depositou o dinheiro na conta do pai, mas o empresário se negava a devolver o dinheiro. O rapaz recorreu à Justiça, que reconheceu os direitos dele. Foi por causa dessa decisão, que segundo a polícia, Francisco Serafim, mandou matar o filho.
“É uma situação difícil a do filho. Primeiro com a negativa do pai nesta questão do prêmio e agora esta notícia trágica de que estão tentando contra a vida dele e que o autor disso seria o próprio pai”, conta Ricardo Monteiro, advogado do filho.
A trama foi descoberta quando dois pistoleiros foram presos pela Polícia Rodoviária Federal na cidade de Bandeirantes, em Mato Grosso do Sul. Eles estavam com armas e com as fotos do rapaz que ia ser assassinado. No depoimento contaram tudo para a polícia.
A polícia também descobriu que um irmão de Fábio estava envolvido. Ele foi preso agora nesta sexta-feira no interior de Mato Grosso.
- Paisano
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Re: Operações Policiais e Militares
Só para lembrar que a PMERJ já se viu obrigada a usar a "poderosa" INA:

Ou como era carinhosamente chamada:
Isso
Não
Atira

Ou como era carinhosamente chamada:
Isso
Não
Atira
- Túlio
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Re: Operações Policiais e Militares
Injustiça com a INA: pegam uma arma em 9mmP, passam o cano e carregador para .45 (11,43mm) sem mexer em mais nada, botam munição vencida há décadas e querem que funcione bem...
Detalhe: trabalhei com uma INA em 95, no PCPA, me dei ao trabalho de esvaziar o carregador, não havia UM ÚNICO cartucho que não estivesse BEM oxidado...

Detalhe: trabalhei com uma INA em 95, no PCPA, me dei ao trabalho de esvaziar o carregador, não havia UM ÚNICO cartucho que não estivesse BEM oxidado...

“Look at these people. Wandering around with absolutely no idea what's about to happen.”
P. Sullivan (Margin Call, 2011)
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Re: Operações Policiais e Militares
Por isso que quero acertar na quina quando estiver bem acumulado... Só uns duzentinhos pra mim tá bom...Matheus escreveu:esse prêmio da mega é maldito....rsrsrs

Mas falando sério, até dá pra criticar aquele zé ruela que ganhou sozinho, comprou uma fazenda, um quadriciclo e ficava tomando cerveja num bar enquanto inexplicavelmente mulheres começaram a dar em cima dele. Mas não poder confiar no pai é de mais pra mim... dinheiro maldito mesmo.