Avibras dispensa 350 funcionários
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Africa do Sul: Alguem conseguiria explicar como é que um país até há pouco tempo preso às atrasadas questões do apartheid e com sérias dificuldades de inserção social da maioria negra consegue desenvolver tecnologias de ponta tão rapidamente?
Lembro que já na decada de 70, diante do problema de produzir centrais de tratamento de água para suprimento em combate fomos socorridos por uma pequena empresa de engenheiros sul-africanos montada no Brasil, num pequeno galpão no Rio de Janeiro, que produzia lâmpadas ultra-violeta e que projetou e montou o equipamento a partir de um modelo belga.
Os dois engenheiros não perdiam tempo...simplesmente metiam a mão na massa e iam fazendo...o projeto saia no fim!
Será que é isto? Um modelo de referência e nenhum medo de errar ou pagar mico?
Lembro que já na decada de 70, diante do problema de produzir centrais de tratamento de água para suprimento em combate fomos socorridos por uma pequena empresa de engenheiros sul-africanos montada no Brasil, num pequeno galpão no Rio de Janeiro, que produzia lâmpadas ultra-violeta e que projetou e montou o equipamento a partir de um modelo belga.
Os dois engenheiros não perdiam tempo...simplesmente metiam a mão na massa e iam fazendo...o projeto saia no fim!
Será que é isto? Um modelo de referência e nenhum medo de errar ou pagar mico?
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- Marino
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Gente, este VLS não significaria um míssil de lançamento vertical, e não um Veículo Lançador de Foguetes?
Não há a mínima possibilidade do Brasil abandonar tudo o que já fez até agora em matéria de um VLS (foguete) para sair com outro modelo.
Não há a mínima possibilidade do Brasil abandonar tudo o que já fez até agora em matéria de um VLS (foguete) para sair com outro modelo.
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
Barão do Rio Branco
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Sei não mas acho que está havendo uma confusão com esse assunto. Não seria um outro missel, anti-aéreo, sei lá...
Se pesquisar na net sobre o RSA-3 vão ver que o projeto foi cancelado em 1994. Acho que não existe possibilidade nenhuma do Brasil ajudar a reviver esse foguete tendo aqui o VLS.
Outra informação é que esse foguete (RSA-3) teve ajuda dos Israelenses, assim como muitos outros projetos da Africa do Sul na área de tecnologia militar.
[]'s
Se pesquisar na net sobre o RSA-3 vão ver que o projeto foi cancelado em 1994. Acho que não existe possibilidade nenhuma do Brasil ajudar a reviver esse foguete tendo aqui o VLS.
Outra informação é que esse foguete (RSA-3) teve ajuda dos Israelenses, assim como muitos outros projetos da Africa do Sul na área de tecnologia militar.
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
VLS = vertical launch system
"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Exato. Só pode ser isso!Marino escreveu:VLS = vertical launch system

[]'s
"Apenas o mais sábio e o menos sábio nunca mudam de opinião."
Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Carioca escreveu:Africa do Sul: Alguem conseguiria explicar como é que um país até há pouco tempo preso às atrasadas questões do apartheid e com sérias dificuldades de inserção social da maioria negra consegue desenvolver tecnologias de ponta tão rapidamente?
Lembro que já na decada de 70, diante do problema de produzir centrais de tratamento de água para suprimento em combate fomos socorridos por uma pequena empresa de engenheiros sul-africanos montada no Brasil, num pequeno galpão no Rio de Janeiro, que produzia lâmpadas ultra-violeta e que projetou e montou o equipamento a partir de um modelo belga.
Os dois engenheiros não perdiam tempo...simplesmente metiam a mão na massa e iam fazendo...o projeto saia no fim!
Será que é isto? Um modelo de referência e nenhum medo de errar ou pagar mico?
Prezado Carioca.
Muito também me embatuca, o "porque", nações relativamente com menos recursos e meios naturais ao alcançe das mãos, podem situar-se à nossa frente em tecnologias nas quais empacamos.
Minha dedução é a grande dispersão de nossa capacidade na formação e - fator nada desperezível - manutenção de corpo técnico especializado. Tudo somado a políticas oscilantes de incentivo às pesquisas, suporte orçamentário linear e constante tantos às mesmas pesquisas e ao desenvolvimento e produção.
O caso do MAA-1 é um dos muitos exemplos, que vem anelados a outros como o SubN, e Osórios e Tamoyos da vida.
Cabe também assinalar a maciça ajuda do povo do deserto, que fazia o braço do interesse estratégico dos americanos, para que se mantivese o contra-ponto a influência da então URSS.
Evidentemente que só isto não deslinda a questão.
É na formação incentivada dos seu corpo de engenheiros e técnicos, centros de pesquisa básica e de projetos e desenvolvimento, que reside o sucesso daquela nação.
Resumindo, a coisa vem de baixo. Começou, no caso deles, com um passado de investimento em educação básica (ainda que centralizada na minoria branca), esses fatores indubitavelmente deram-lhes perfeito e sólido alicerce para vôos maiores.
Aqui, excetuando-se centros de excelência militares (IME, CTA e os da MB) e mais USP, UNICAMP e EMBRAPA, somos esquálidos nesta área. Sem dizer que nossa educação básica e secundária virou piada.
É a visão que tenho, claro, sub censura plena.
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Marino escreveu:Gente, este VLS não significaria um míssil de lançamento vertical, e não um Veículo Lançador de Foguetes?
Não há a mínima possibilidade do Brasil abandonar tudo o que já fez até agora em matéria de um VLS (foguete) para sair com outro modelo.
O que eu quis dizer foi :
Umkhonto: o míssil antiaéreo VLS sul-africano
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Pois é Avibras está indo pro barro, a Engesa já foi, a Embraer conseguiu sobreviver pois investiu pesado em aviação civil, apesar de ser uma Empresa que nasceu como um projeto militar, apenas a FAB ainda valoriza sua parceria com a nossa empresa, Já que nosso Governo prefere os produtos Franceses...
Agora em vez de uma parceria com a Embraer que já tem cacife suficiente, para um projeto militar de Helicópteros, preferimos montar o mais novo Super Pane em Itajubá, vai entender o porque...
Agora em vez de uma parceria com a Embraer que já tem cacife suficiente, para um projeto militar de Helicópteros, preferimos montar o mais novo Super Pane em Itajubá, vai entender o porque...
S Ten M Valentim - 4o Batalhão de Aviação do Exército


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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
MP facilita entrada do governo na Avibras
A Medida Provisória que deve ser publicada hoje no Diário Oficial da União e trata da renegociação da dívida tributária federal permitirá que o governo federal se torne acionista da Avibras, maior fabricante de material bélico no País. O governo poderá aceitar ações em troca do pagamento da dívida da empresa com a União, que é de cerca de R$ 400 milhões. A proposta incluída na MP deve facilitar a reestruturação de empresas do setor de defesa que atuam na área de pesquisa e produção de equipamentos militares.
A Medida Provisória que deve ser publicada hoje no Diário Oficial da União e trata da renegociação da dívida tributária federal permitirá que o governo federal se torne acionista da Avibras, maior fabricante de material bélico no País. O governo poderá aceitar ações em troca do pagamento da dívida da empresa com a União, que é de cerca de R$ 400 milhões. A proposta incluída na MP deve facilitar a reestruturação de empresas do setor de defesa que atuam na área de pesquisa e produção de equipamentos militares.
"A disciplina militar prestante não se aprende senhor, sonhando e na fantasia, mas labutando e pelejando." (CAMÕES)
Jauro.
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Valentim escreveu:Pois é Avibras está indo pro barro, a Engesa já foi, a Embraer conseguiu sobreviver pois investiu pesado em aviação civil, apesar de ser uma Empresa que nasceu como um projeto militar, apenas a FAB ainda valoriza sua parceria com a nossa empresa, Já que nosso Governo prefere os produtos Franceses...
Agora em vez de uma parceria com a Embraer que já tem cacife suficiente, para um projeto militar de Helicópteros, preferimos montar o mais novo Super Pane em Itajubá, vai entender o porque...
Porque ao contrário de você, a Embraer sabe o que é o mercado de helos, tão ou mais complexo que o de aviação, e abrir um novo nicho de mercado de produto tão complexo é um risco tão grande, que nenhum fabricante no mundo tem isso. Não existem fabricantes de grande porte que produzam helos e aviões no mundo, e são muito poucos em cada área. As verbas necessárias para fazer novos projetos, a rede de revenda, manutenção, etc.. É de uma complexidade que aqueles que conhecem não se atrevem a tentar entrar nas duas área.
Foram 30 anos para firmar uma empresa de aviões, e ainda assim, quase foi para o buraco, quase todas as outras empresas do setor militar foram para o vinagre. É um setor dos mais difíceis e complexos, levado por mão de ferro por poucos países.
O caminho com melhor sucesso é o Chinês, importando tecnologia e construindo sob licença.
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Um trecho da reportagem do
Roberto Godoy
..........As provas de que o Plano Nacional de Defesa é um bom negócio estão nesse momento a caminho da Malásia. Há uma semana, na madrugada do dia 13, estavam descendo a serra em direção ao Porto de São Sebastião.
No comboio, formado por grupos isolados de cinco a sete carretas - sem identificação e protegidas por um discreto, porém denso esquema de segurança - seguiam acomodados nos contêineres de aço cerca de R$ 120 milhões em toneladas de foguetes, ogivas múltiplas e outros componentes do Astros-II, da empresa Avibrás Aeroespacial, de São José dos Campos.
É o primeiro embarque de uma encomenda de R$ 500 milhões, que será completada em 2009. A Malásia emprega o sistema desde 2005 e criou uma unidade de artilharia de saturação só para atuar com os lançadores sobre rodas, semicouraçados, preparados para disparar os poderosos SS-80, com alcance na faixa de 100 quilômetros, armados com ogivas múltiplas, carregadas com 63 granadas de variados tipos - fragmentação, incendiária, antipessoal e explosiva. As suas encomendas na Avibrás, desde 2003, somam perto de R$ 1 bilhão. Com o batalhão operacional, a Malásia defende o estreito de Málaga, por onde escoa 90% do petróleo produzido na região.
A empresa não comenta nada disso. Sami Hassuani, o presidente, limita-se a lembrar que a transação mais recente, fechada há 15 meses, só desemperrou em setembro, quando a burocracia do governo liberou as garantias de crédito exigidas pelo cliente - que ele toma o cuidado de não dizer que é o Exército da Malásia. Para atender ao pedido, o grupo, que atravessa um período de recuperação judicial solicitada, abriu 270 vagas . Antes, havia demitido 350 funcionários.
Roberto Godoy
..........As provas de que o Plano Nacional de Defesa é um bom negócio estão nesse momento a caminho da Malásia. Há uma semana, na madrugada do dia 13, estavam descendo a serra em direção ao Porto de São Sebastião.
No comboio, formado por grupos isolados de cinco a sete carretas - sem identificação e protegidas por um discreto, porém denso esquema de segurança - seguiam acomodados nos contêineres de aço cerca de R$ 120 milhões em toneladas de foguetes, ogivas múltiplas e outros componentes do Astros-II, da empresa Avibrás Aeroespacial, de São José dos Campos.
É o primeiro embarque de uma encomenda de R$ 500 milhões, que será completada em 2009. A Malásia emprega o sistema desde 2005 e criou uma unidade de artilharia de saturação só para atuar com os lançadores sobre rodas, semicouraçados, preparados para disparar os poderosos SS-80, com alcance na faixa de 100 quilômetros, armados com ogivas múltiplas, carregadas com 63 granadas de variados tipos - fragmentação, incendiária, antipessoal e explosiva. As suas encomendas na Avibrás, desde 2003, somam perto de R$ 1 bilhão. Com o batalhão operacional, a Malásia defende o estreito de Málaga, por onde escoa 90% do petróleo produzido na região.
A empresa não comenta nada disso. Sami Hassuani, o presidente, limita-se a lembrar que a transação mais recente, fechada há 15 meses, só desemperrou em setembro, quando a burocracia do governo liberou as garantias de crédito exigidas pelo cliente - que ele toma o cuidado de não dizer que é o Exército da Malásia. Para atender ao pedido, o grupo, que atravessa um período de recuperação judicial solicitada, abriu 270 vagas . Antes, havia demitido 350 funcionários.
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Não sabia que a Malásia defendia o sul da Espanha!jauro escreveu:Um trecho da reportagem do
Roberto Godoy
[...]
Com o batalhão operacional, a Malásia defende o estreito de Málaga, por onde escoa 90% do petróleo produzido na região.
[...]
![Gargalhada [003]](./images/smilies/003.gif)
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Ola Junker.....o estreito de Málaga fica na costa da Indonesia.......pertinho da MalasiaJunker escreveu:Não sabia que a Malásia defendia o sul da Espanha!jauro escreveu:Um trecho da reportagem do
Roberto Godoy
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Com o batalhão operacional, a Malásia defende o estreito de Málaga, por onde escoa 90% do petróleo produzido na região.
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Re: Avibras dispensa 350 funcionários
Esse mundão é tão grande que existem lugares com o mesmo nome. Por exemplo o estado norte-americano da Georgia e um país do Caucasu chamada Georgia.