Concordo totalmente com seu primeiro parágrafo, PRick, mas não com o segundo. Um caça de 5ªG para o Brasil é tão real quanto para a Itália, Espanha, etc. Cabe a nós decidirmos se queremos o americano ou entrar no PAK-FA, mais real do que isso impossível. Concordo que um caça de 4ªG é mais fácil, existem mais opções, mas estão longe de serem mais baratos.PRick escreveu:Orestes,orestespf escreveu:
Concordo, PRick, mas desenvolvimento local fica extremamente caro (não temos condições hoje, temos que partir do zero), sem falar na demora (natural). Assim, isso parece totalmente descartado, o que existe agora é parceria, ou seja, buscar ajuda externa para queimarmos etapas. Esta escolha ainda é bem mais barata, apesar de ser bem cara também. A outra escolha e mais barata, é a compra de prateleira, totalmente descartada.
O que se fala é em compra de prateleira de caças de 4ªG e investimentos (parcerias) em um caça de 5ªG, mas esta opção ainda enfreta restrições (pois as compras podem parar nos caças de 4ªG e mais adiante haver interrupção das verbas para o caça de 5ªG). A coisa precisa estar amarrada, uma das formas é garantir os valores devidos no orçamento da FAB para os próximos anos, mas o Planejamento não quer isso, então... Comprar por comprar, o NJ não aceita, aí ele insiste na tese de transferência de tecnologia de caças de 4ªG, mas não tem apoio da FAB e nem do MU, está isolado neste discurso.
A Embraer topa tudo, acredite, ela só exige garantias dos repasses devidos. Ela está certa, o interesse é da FAB/Governo, logo eles precisam bancar mesmo. Não existe restrição da Embraer sobre a "origem", o que existe é preferência, algo muito diferente.
O caso do P-3 BR é outro, não vou alongar, mas quem pisou na bola foi a Embraer, gostemos ou não, ela queria impor sua vontade, da mesma forma ocorrida com o M-2000 BR. A coisa foi tão séria que um tal de Maurício Botelho foi colocado para escanteio, pois atrapalhou mais do que ajudou (a empresa). Então, você está certo, a FAB contava que a Embraer pudesse produzir o P-3 BR, mas o vetor escolhido por ela e não o imposto pela empresa (nesta parte você não está correto, a conclusão).
O resto do seu post é uma opinião pessoal, respeito, mas há divergências por aí, deixemos quieto.
Abraços,
Orestes
Teremos que ter desenvolvimento local, nem que seja para colocarmos nossos datalinks e mísseis, afinal, estamos desenvolvendo ambos para serem usados. Agora, é caro, por sinal nada na área bélica é barato, mesmo em parceria.
O que você me confirmou, já havia dito o que temos de real é o caça de 4ª geração, o resto é planos para um futuro incerto, e em nenhum planejamento estratégico, vinculo o presente a um futuro incerto, sonhos e planos são belos, mas não reais.
O problema é que quanto mais a Embraer julgar inviável a parte comercial, mais ela irá querer, assim, o que é barato na unidade do caça, o preço de balcão, fica mais caro no final.
Com já deixei claro no outro tópico, o P-3 é uma escolha errada, tecnicamente errada, portanto, a Embraer estava mais do que certe em recusar em reparar aquela peça de museu, vejam os problemas com os F-5, alterar células antigas e muito usadas é um abacaxi.
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Outra discordância, entrar em um programa de 5ªG é realmente pensar e agir de forma estratégica, estratégia é coisa de longo prazo, curto e médio prazo é improviso. O certo é comprar algumas unidades de caças de 4ªG para deixar a FAB/País em uma situação mais confortável que a atual, paralelamente se entra em um programa de caça de 5ªG. Não vejo possibilidade de transferência de tecnologia com desenvolvimento local de certos equipamentos comprando caças de 4ªG, o que vemos por aí é balela de vendedor e de comprador "interessado". Acho que devemos fazer como foi no programa AMX (não falo do caça em si, mas da parceria), neste caso um caça de 5ªG, através de parceria, traz todas as possibilidades e dentro do nosso orçamento disponível (como foi no caso do AMX, quando a participação brasileira foi minoritária).
Não sei de onde o povo do DB tirou que a Embraer afirma ser inviável uma parceria com os russos ou seja lá com quem for. Isso é delirius tremulis! Se alguém apresentar uma notinha na imprensa afirmando isso, eu volto atrás e discuto o assunto (nota de um ano pra cá, claro).
Discordo de tudo que você diz sobre o P-3 BR, sinto por isso, mas não vou me alongar para não atrapalhar o tópico, vários amigos já argumentaram e bem, estou com eles, mas respeito e muito sua opinião.
Abração,
Orestes