Concordo que se possa até realizar estudos sobre a utilização em conjunto, mas o problema vai mais além e envolve diretamente a operação: como o vetor vai ser utilizado?
Repare que as 3 forças possuem o Super-Puma/Cougar, e irão possuir o 725, mas a utilização dele em cada uma delas terá caracteristicas diferentes que envolvem treinamento e padronização.
E lógico que para uma missão como a que tivemos agora na região serrana qualquer um dos 3 poderia ser utilizado, mas e em um assalto aeromovel? em apoio a uma cabeça de praia? em uma missão de C-SAR em pacote?
A Colombia desenvolveu junto com a ELBIT uma versção armada do H-60 chamada Harpia que ja esta na 3 geração, utilizada para resgate em combate. Eles utilizam 2 ou mais dessas aeronaves para efetuar o resgtae e a cobertura armada, dispensando a necessidade de escolta por outra aeronaves de asas rotativas.
Imagine um tropa progredindo no terreno, ou uma coluna de blindados sob ataque. Ao se chamar o apoio de fogo existe normalmente um elemento de ligação nas tropas, que pode ser ou não do exercito.
Nos casos que citei o fato do elemento não ser dificultou as coisas, e em quase todos os fatos dos pilotos não serem tambem pois não estavam acostumados com o jargão utilizado pelas tropas de terra e muito menos a doutrina de emprego dessas forças, executando tão somente ataques sem entender o desenrolar da batalha.
Devido a isso existe a preferencia de se pedir apoio de fogo dos AH-64 em detrimento aos vetores da USAF.
Basicamente eles realizaram o primeiro ataque da guerra, destruindo sitios de radar iraquianos e abrindo caminho para outras aeronaves, incluindo o F-117, aproveitando certas caracteristicas do helicoptero como vetor de ataque.
Para saber mais existe um otimo artigo no site do Maj Pffifer, o vôo tatico:
http://vootatico.com.br/archives/6716
Peço que preste atenção neste paragrafo escrito por ele:
Foi um ataque bem mais profundo do que a Aviação do Exército americana costumava treinar. Além disso, é uma missão típica de Força Aérea (missão de ataque na tarefa de superioridade aérea, pela doutrina brasileira). A USAF não dispunha (e não dispõe até hoje) de helicópteros de ataque e quem realizou o ataque foi uma unidade da Aviação do Exército.
Isso levou a uma utilização do AH-64 realizando ataques de longa duração, que são missões caracteristicas de força aérea, enquanto a USAF se acomodou.
Depois de alguns insucessos, em 2006 essa politica foi revista:
http://www.murdoconline.net/archives/3682.html,
e até hoje a USAF não dispoe de um vetor de asas rotativas para ataque e nem para escolta, tendo que depender da disponibilidade do ARMY ou dos MARINES.