Mapinguari escreveu:soultrain escreveu:
Tenho muita consideração por si Mapi, mas de longe este foi o pior post que já li seu. Eu comecei a escrever ponto por ponto, mas se você acredita pouco ou nada posso fazer. O sr da Janes, não sei quem é, mas escreve com propriedade e só arranhou a superfície. O NG naval é vaporware, marketing o que quiser chamar e só por algum milagre irá para a frente, o resto é fixação sua, não quer enxergar o óbvio, não sei.
E sem me alongar muito, ninguém comprará uma aeronave que não será NUNCA operada pelo país de origem, é esse que tem de assumir os custos do risco se quiser exportar, não quem compra.
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Soultrain,
Então, posso garantir, a consideração é recíproca. Veja, nunca disse que o Sea Gripen virá a se tornar realidade. Sei que isso depende do interesse da Índia e Brasil. Em minha própria réplica ao texto postado pelo Justin eu deixo claro, de início, que aceito que o Rafale é a opção feita pelo Brasil. Então, não se trata de fixação minha. Fixação por fixação, creio que o Mathias tem mais fixação pelo Flanker e o PRick pelo Rafale, do que eu pelo Gripen ou Gripen NG.
Mas eu já estou meio cansado de ver esses posts, matérias na imprensa, etc, com um amontoado de palavras que visam apenas desconstruir qualquer tipo de argumentação ou fato favorável ao Gripen, Gripen NG, Sea Gripen, o que seja. Nunca visitei a Suécia, não trabalho para a Saab, ou coisa do tipo. Mas respeito o trabalho que os engenheiros suecos fizeram em relação ao Gripen e o que fizeram na direção do Gripen NG. Então, esse negócio de chamar o Gripen NG de avião de papel, avião de Photoshop, etc, eu não considero argumento. Os suecos pegaram um caça que já era muito bom (JAS 39C) e que era criticado por seu pequeno alcance e, com muita criatividade, provaram que podem fazer o Gripen NG. Fizeram isso em tempo recorde. Enquanto dizem que o NG é avião de papel, o seu demonstrador continua voando e testando sistemas que serão usados no NG e na futura modernização dos C/D. Incluindo o radar que, dizem, jamais sairia do papel. E tudo indica que em breve, ele será uma realidade, pois o avião de papel já está voando com um radar que usa a antena AESA da Selex Galileo.
O que me irritou sobremaneira no texto do cara da JANE'S é que ele ignora o que representa a capacidade da engenharia aeronáutica sueca, que já mostrou ao mundo caças como o Tunnan, Lansen, Draken, Viggen e o próprio Gripen, todos excelentes e expoentes de seu tempo, à frente de caças contemporâneos, e resolve partir do princípio de que o caça é uma bosta e, a partir daí, apenas destila veneno. Ele poderia ter feito um artigo imparcial, apontando as dificuldades de um projeto como esse e que será muito difícil à Saab convencer Índia e Brasil a adquirí-lo. Eu até concordaria.
Nunca em meus posts, mesmo em que defendia a opção pelo Gripen, eu denegri qualquer dos concorrentes. Então, esse tipo de comportamento, não aceito com facilidade. Além disso, como eu disse antes, se o Gripen, Gripen NG e o vapourware Sea Gripen são tão ruins, porque amealham tanto terror na concorrência? Pergunte a qualquer um que tenha, por exemplo, participado do press tour da Dassault, na França, se os homens-fortes da Dassault não passaram mais da metade do tempo malhando o Gripen NG em vez de falar de seu produto? Se é tão ruim, por que o temor? Mas, como eu disse, estou cansado disso tudo.
Desculpe se o decepcionei, Soultrain.
Grande abraço!