TÓPICO OFICIAL DO FX-2: GRIPEN NG

Assuntos em discussão: Força Aérea Brasileira, forças aéreas estrangeiras e aviação militar.

Moderadores: Glauber Prestes, Conselho de Moderação

Qual o caça ideal para o FX?

F/A-18 Super Hornet
284
22%
Rafale
619
47%
Gripen NG
417
32%
 
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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3121 Mensagem por Bourne » Qui Abr 24, 2008 7:08 pm

alexandre lemos escreveu:
born escreveu:O pessoal dos números já volta, é só esperar um pouco :cry: :cry: :cry:
Nerds ...

Trauma de quem estudou só com baranga, na universidade .... :x :wink: :lol:

Na realidade, acho que essa turma queria era ser arquiteto, tal qual o Bolovo.
Mas o Bolovo cursa geografia, é um irmão das humanas, também. 8-]




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Bourne
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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3122 Mensagem por Bourne » Qui Abr 24, 2008 7:16 pm

glauberprestes escreveu:
Wolfgang escreveu:Não gosto de teta pequena, prefiro a grande. Alguém discorda disso?
Avante Grande Teta!!!!!!
Eu também gosto de teta grande, qual a maldade nessa afirmação????????/ :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:




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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3123 Mensagem por Tigershark » Qui Abr 24, 2008 7:22 pm

Daqui aparece um Lambda para a Grande Teta.....




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Marino
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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3124 Mensagem por Marino » Qui Abr 24, 2008 7:54 pm

Não consigo ler tudo a noite, então desculpem se já foi postado:

Gripen lança o NG, nova geração de caça

Daniel Rittner

A gigante sueca Saab pôs à mesa uma nova cartada para ampliar sua presença no concorrido mercado internacional de caças supersônicos e expandiu o leque de opções para renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). O protótipo do Gripen NG (New Generation) foi apresentado ontem na cidade de Linköping, ao sul de Estocolmo, um pólo de engenharia Aeronáutica e base aérea sueca - versão gelada e pós-desenvolvida da paulista São José dos Campos.

O Gripen NG, que deverá voar em teste pela primeira vez ainda em 2008, é um avanço da companhia em direção à quinta geração de caças de combate. Os suecos garantem que as inovações incorporadas pelo jato o deixam tecnicamente superior ao francês Dassault Rafale, ao Eurofighter Typhoon e ao russo Sukhoi Su-35 - aeronaves que despertam paixão em muitos oficiais da FAB.

O caça promete carregar um conjunto de sistemas eletrônicos (aviônica) de vanguarda e um novo radar AESA, desenvolvido com a francesa Thales. As novidades devem aumentar a eficácia do caça na chamada "guerra eletrônica": a transferência de imagens, às bases terrestres e aos demais aviões em combate, poderá ser feita em tempo real. A capacidade de transmissão de dados chega a 1 gigabit por segundo. Ao piloto, será possível comunicar-se por satélite de qualquer parte do mundo.

Outra inovação é de especial interesse dos militares brasileiros: com maior potência do motor, a autonomia de vôo aumentou exponencialmente. Na comparação com a geração prévia de jatos da Gripen, da família JAS 39, o alcance dos caças subiu de aproximadamente 3 mil para mais de 4 mil quilômetros, sem reabastecimento em vôo, graças à capacidade até 40% maior de carregamento de combustível. Isso tende a enfraquecer as críticas ao avião sueco por parte de especialistas brasileiros, que questionavam a adaptação de um caça nórdico em países de dimensões continentais, como o Brasil.

Em tese, o que ainda poderá separar o Gripen NG do americano F-35 Joint Strike Fighter é a menor capacidade de discrição (stealth) frente ao radar inimigo. As primeiras entregas do novo caça só devem ser feitas em 2015, para Dinamarca e Noruega, se esses países confirmarem o interesse na compra.

O vice-presidente de vendas internacionais e marketing da Saab, Bob Kemp, garantiu "total disposição" da companhia em transferir tecnologia e incorporar o Brasil no desenvolvimento do caça. Essas são pré-condições impostas pelo governo brasileiro para seguir adiante em uma encomenda de aeronaves de quarta geração, como o JAS 39 Gripen, no caso de retomada do extinto projeto F-X, ou para trabalhar em conjunto com uma potência bélica na produção de nova família de caças.

"Toda a tecnologia está disponível para transferência", assegurou Kemp, ressaltando o fato de que os códigos-fonte das aeronaves da Gripen são abertos. Isso permite, teoricamente, fazer adaptações livremente à medida que se incorporam tecnologias próprias ou que se quer equipar o jato com armamentos de outros fornecedores. Na prática, por mexer em um conjunto de tecnologias, não é uma tarefa assim tão fácil. "Nos nossos jatos, é relativamente fácil instalar mísseis fabricados por outros países, o que dá uma flexibilidade extraordinária", rebateu o executivo.

Kemp afirma que, se o governo brasileiro quiser participar do projeto do Gripen NG, é bem-vindo e ainda há tempo. "Não é preciso uma quantidade enorme de dinheiro", avisou. Ele citou o exemplo da Noruega, cujo governo procurou a Saab e decidiu colaborar com US$ 25 milhões anuais no desenvolvimento do caça. Pelo entendimento, a empresa sueca teve liberdade em escolher as áreas de cooperação - a única exigência era que firmas norueguesas trabalhassem em conjunto com os vizinhos nórdicos nas áreas selecionadas. Foram escolhidos os segmentos de comunicação por banda larga e o "data link" (transferência de dados dos caças entre si, para a terra e vice-versa).

A Saab propõe algo semelhante ao Brasil. Nomeado formalmente na semana passada, o diretor-geral da Gripen no país, Bengt Janér enumera algumas possibilidades de parceria. Ele vê a possibilidade de cooperação industrial com a Mectron, para desenvolver a integração dos diversos sistemas presentes nos futuros caças NG, e com a Elbit, para componentes aeroeletrônicos.

"Outro ponto importante é que não competimos com a Embraer como fornecedores, mas a complementamos", disse Bengt. "Vemos recursos industriais e humanos suficientes no Brasil para uma parceria benéfica a ambos os lados", completou a embaixadora da Suécia em Brasília, Annika Markovic, dando o aval do governo. Markovic disse que voltará a convidar os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para uma visita ao país.

A Saab é uma empresa privada, controlada por uma tradicional família sueca, com capital minoritário britânico. A direção da companhia afirma que pode antecipar a entrega dos primeiros caças para 2013 e aposta em um argumento geopolítico para seduzir países como o Brasil. "Somos o único país fora do Conselho de Segurança da ONU que fabrica e exporta jatos. Se você quer controlar o seu futuro, a Suécia é a única possibilidade", propagandeia Kemp.

Apesar da empolgação, especialistas em assuntos militares que estavam na apresentação do demonstrador do Gripen NG faziam algumas ressalvas. Elas passavam pelo fato de que, apesar das promessas, uma parte de eventuais transferências tecnológicas pode esbarrar no fato de que quase um terço dos componentes provém dos Estados Unidos. Um observador comentou, em tom irônico, que os avanços demonstrados no evento não podem esconder o fato de que nenhuma aeronave JAS 39 Gripen participou de combates reais - ao contrário de caças americanos usados para bombardeios no Afeganistão e do Iraque.

De fato, os únicos países que já dispõe de caças da Saab, além da Suécia, são Hungria e República Tcheca. A empresa acaba de fechar contrato para fornecer jatos à Tailândia e também entregará aviões para a África do Sul. Na segunda-feira, a Saab apresenta uma proposta de venda de 126 jatos para a Índia, numa compra que pode chegar a US$ 11 bilhões. E, a partir de agora, começa a jogar todas as suas fichas no Gripen NG, que vende como "o único caça monomotor multifuncional do mundo" - ou seja, pode desempenhar funções de combate, bombardeio, negação do espaço aéreo, apoio a forças terrestres, missões de monitoramento e de reconhecimento.

O repórter viajou a convite da Gripen
Encomenda do Brasil exigirá transferência de tecnologia

De Linköping (Suécia)

O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, diz que uma eventual encomenda de novos caças supersônicos está condicionada "ao máximo possível" de transferência tecnológica e considera "um desserviço ao país reduzir o debate (sobre a reorganização das Forças Armadas) à compra de equipamentos caros". Para reverter a situação de desvantagem da frota de combate em relação a vizinhos sul-americanos - Chile e Venezuela estão hoje teoricamente mais bem equipados -, o governo avalia duas possibilidades distintas no Plano Estratégico de Defesa, que deverá ser lançado em setembro, para a Força Aérea Brasileira (FAB).

A primeira alternativa é adquirir caças avançados de quarta geração, como o francês Rafale (Dassault) ou o russo Su-35 (Sukhoi), com transferência de tecnologia, "sobretudo por meio de acordos para a produção conjunta de muitos componentes", segundo Mangabeira, que elabora o plano junto com os comandos militares e o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Não se sabe ao certo a quantidade de aviões de uma eventual encomenda, mas tudo indica que, se essa linha for seguida, será uma despesa pelo menos duas vezes superior ao proposto no projeto F-X, aberto no governo Fernando Henrique Cardoso e formalmente encerrado em 2005, sem qualquer compra. Naquela concorrência, esperava-se um gasto de aproximadamente US$ 700 milhões, com a compra de oito a 12 jatos.

A segunda opção - sobre a qual Mangabeira fala com entusiasmo, dando a impressão de preferência por esse caminho, embora ele negue - é adiar a compra dos caças e direcionar o investimento a quatro alvos: a modernização da frota existente na FAB, com sistemas de armas mais avançados, mas com a óbvia limitação da estrutura dos caças atuais da Aeronáutica; desenvolvimento de veículos não-tripulados, antes para monitoramento e depois, eventualmente, também para combate; formação "maciça" de quadros científicos da FAB; e a cooperação com uma potência bélica para desenvolver uma novíssima geração de caças, da chamada "quinta geração".

"É uma decisão difícil e que ainda não foi tomada", informa o ministro, lembrando tratar-se de alternativas bem diferentes. Se optar por desenvolver um novo protótipo, entretanto, o governo brasileiro poderá ver-se forçado a arranjar uma solução transitória para não perder o poder de dissuasão no espaço aéreo. "Não podemos sacrificar o futuro pelo curtoprazismo, mas também não podemos tolerar um intervalo perigoso de desproteção", completa Mangabeira, abrindo espaço ainda para um caminho intermediário.

O essencial, avalia o ministro de Assuntos Estratégicos, é não concentrar o foco no reaparelhamento das Forças Armadas em si. "Persiste o objetivo central de reorganizar as Forças em torno de uma vanguarda tecnológica e operacional baseada em capacitações nacionais", diz Mangabeira, numa entrevista ao Valor em seu gabinete, em Brasília. "Decisões sobre compras são apenas uma conseqüência da estratégia."

Na busca de alianças militares, o governo brasileiro fez aproximações neste ano com Índia, França, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido. Em maio, Mangabeira deverá falar também com autoridades chinesas, em Pequim. "A todos esses países deixamos claro que estamos muito menos interessados em comprar produtos e serviços acabados do que em desenvolver parcerias que fortaleçam de maneira duradoura as nossas capacitações tecnológicas autônomas."

O ministro faz questão de ressaltar que as duas maiores possibilidades de avanço na cooperação militar são com França e Rússia. "Talvez a maior surpresa tenha sido a rapidez e a profundidade das conversas com os russos", assinala Mangabeira. Na semana passada, ele e Jobim receberam em Brasília altos funcionários do país.

A Rússia, que combina "avanço tecnológico com grande autonomia política", se dispôs a trabalhar futuramente com o Brasil no desenvolvimento de um novo caça supersônico, de acordo com o ministro. Se sair do papel, estima-se que seja um projeto de ao menos US$ 20 bilhões. Daí o suposto interesse dos russos em encontrar parceiros: ao compartilhar a criação do protótipo, pode dividir custos entregando a incumbência de desenvolver sistemas complementares ao avião (como o radar e a aviônica, por exemplo) a outros países emergentes. A questão é saber se o Brasil, com a Rússia ou qualquer outra potência bélica eventualmente disposta a seguir adiante em um projeto comum de novo caça, terá dinheiro e paciência suficientes para sustentar uma empreitada de tamanha envergadura. (DR)




"A reconquista da soberania perdida não restabelece o status quo."
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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3125 Mensagem por G-LOC » Qui Abr 24, 2008 8:27 pm

soultrain escreveu:Quanto ao alcance de radares, o Thor já postou aqui os alcances e condições dos radares embarcados da FAB, desde o R-99 ao M-2000C, Valores reais.[[]]'s
Eu não vi estes dados. Quais são?

G-LOC




Carlos Mathias

Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3126 Mensagem por Carlos Mathias » Qui Abr 24, 2008 10:18 pm

com maior potência do motor, a autonomia de vôo aumentou exponencialmente
:lol: :lol: :lol: :lol: Esticou demais nessa aí.




PRick

Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3127 Mensagem por PRick » Qui Abr 24, 2008 10:45 pm

Marino escreveu:Não consigo ler tudo a noite, então desculpem se já foi postado:

Gripen lança o NG, nova geração de caça

Daniel Rittner

A gigante sueca Saab pôs à mesa uma nova cartada para ampliar sua presença no concorrido mercado internacional de caças supersônicos e expandiu o leque de opções para renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). O protótipo do Gripen NG (New Generation) foi apresentado ontem na cidade de Linköping, ao sul de Estocolmo, um pólo de engenharia Aeronáutica e base aérea sueca - versão gelada e pós-desenvolvida da paulista São José dos Campos.

O Gripen NG, que deverá voar em teste pela primeira vez ainda em 2008, é um avanço da companhia em direção à quinta geração de caças de combate. Os suecos garantem que as inovações incorporadas pelo jato o deixam tecnicamente superior ao francês Dassault Rafale, ao Eurofighter Typhoon e ao russo Sukhoi Su-35 - aeronaves que despertam paixão em muitos oficiais da FAB.

O caça promete carregar um conjunto de sistemas eletrônicos (aviônica) de vanguarda e um novo radar AESA, desenvolvido com a francesa Thales. As novidades devem aumentar a eficácia do caça na chamada "guerra eletrônica": a transferência de imagens, às bases terrestres e aos demais aviões em combate, poderá ser feita em tempo real. A capacidade de transmissão de dados chega a 1 gigabit por segundo. Ao piloto, será possível comunicar-se por satélite de qualquer parte do mundo.

Outra inovação é de especial interesse dos militares brasileiros: com maior potência do motor, a autonomia de vôo aumentou exponencialmente. Na comparação com a geração prévia de jatos da Gripen, da família JAS 39, o alcance dos caças subiu de aproximadamente 3 mil para mais de 4 mil quilômetros, sem reabastecimento em vôo, graças à capacidade até 40% maior de carregamento de combustível. Isso tende a enfraquecer as críticas ao avião sueco por parte de especialistas brasileiros, que questionavam a adaptação de um caça nórdico em países de dimensões continentais, como o Brasil.

Em tese, o que ainda poderá separar o Gripen NG do americano F-35 Joint Strike Fighter é a menor capacidade de discrição (stealth) frente ao radar inimigo. As primeiras entregas do novo caça só devem ser feitas em 2015, para Dinamarca e Noruega, se esses países confirmarem o interesse na compra.

O vice-presidente de vendas internacionais e marketing da Saab, Bob Kemp, garantiu "total disposição" da companhia em transferir tecnologia e incorporar o Brasil no desenvolvimento do caça. Essas são pré-condições impostas pelo governo brasileiro para seguir adiante em uma encomenda de aeronaves de quarta geração, como o JAS 39 Gripen, no caso de retomada do extinto projeto F-X, ou para trabalhar em conjunto com uma potência bélica na produção de nova família de caças.

"Toda a tecnologia está disponível para transferência", assegurou Kemp, ressaltando o fato de que os códigos-fonte das aeronaves da Gripen são abertos. Isso permite, teoricamente, fazer adaptações livremente à medida que se incorporam tecnologias próprias ou que se quer equipar o jato com armamentos de outros fornecedores. Na prática, por mexer em um conjunto de tecnologias, não é uma tarefa assim tão fácil. "Nos nossos jatos, é relativamente fácil instalar mísseis fabricados por outros países, o que dá uma flexibilidade extraordinária", rebateu o executivo.

Kemp afirma que, se o governo brasileiro quiser participar do projeto do Gripen NG, é bem-vindo e ainda há tempo. "Não é preciso uma quantidade enorme de dinheiro", avisou. Ele citou o exemplo da Noruega, cujo governo procurou a Saab e decidiu colaborar com US$ 25 milhões anuais no desenvolvimento do caça. Pelo entendimento, a empresa sueca teve liberdade em escolher as áreas de cooperação - a única exigência era que firmas norueguesas trabalhassem em conjunto com os vizinhos nórdicos nas áreas selecionadas. Foram escolhidos os segmentos de comunicação por banda larga e o "data link" (transferência de dados dos caças entre si, para a terra e vice-versa).

A Saab propõe algo semelhante ao Brasil. Nomeado formalmente na semana passada, o diretor-geral da Gripen no país, Bengt Janér enumera algumas possibilidades de parceria. Ele vê a possibilidade de cooperação industrial com a Mectron, para desenvolver a integração dos diversos sistemas presentes nos futuros caças NG, e com a Elbit, para componentes aeroeletrônicos.

"Outro ponto importante é que não competimos com a Embraer como fornecedores, mas a complementamos", disse Bengt. "Vemos recursos industriais e humanos suficientes no Brasil para uma parceria benéfica a ambos os lados", completou a embaixadora da Suécia em Brasília, Annika Markovic, dando o aval do governo. Markovic disse que voltará a convidar os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) para uma visita ao país.

A Saab é uma empresa privada, controlada por uma tradicional família sueca, com capital minoritário britânico. A direção da companhia afirma que pode antecipar a entrega dos primeiros caças para 2013 e aposta em um argumento geopolítico para seduzir países como o Brasil. "Somos o único país fora do Conselho de Segurança da ONU que fabrica e exporta jatos. Se você quer controlar o seu futuro, a Suécia é a única possibilidade", propagandeia Kemp.

Apesar da empolgação, especialistas em assuntos militares que estavam na apresentação do demonstrador do Gripen NG faziam algumas ressalvas. Elas passavam pelo fato de que, apesar das promessas, uma parte de eventuais transferências tecnológicas pode esbarrar no fato de que quase um terço dos componentes provém dos Estados Unidos. Um observador comentou, em tom irônico, que os avanços demonstrados no evento não podem esconder o fato de que nenhuma aeronave JAS 39 Gripen participou de combates reais - ao contrário de caças americanos usados para bombardeios no Afeganistão e do Iraque.

De fato, os únicos países que já dispõe de caças da Saab, além da Suécia, são Hungria e República Tcheca. A empresa acaba de fechar contrato para fornecer jatos à Tailândia e também entregará aviões para a África do Sul. Na segunda-feira, a Saab apresenta uma proposta de venda de 126 jatos para a Índia, numa compra que pode chegar a US$ 11 bilhões. E, a partir de agora, começa a jogar todas as suas fichas no Gripen NG, que vende como "o único caça monomotor multifuncional do mundo" - ou seja, pode desempenhar funções de combate, bombardeio, negação do espaço aéreo, apoio a forças terrestres, missões de monitoramento e de reconhecimento.

O repórter viajou a convite da Gripen
Encomenda do Brasil exigirá transferência de tecnologia

De Linköping (Suécia)

O ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, diz que uma eventual encomenda de novos caças supersônicos está condicionada "ao máximo possível" de transferência tecnológica e considera "um desserviço ao país reduzir o debate (sobre a reorganização das Forças Armadas) à compra de equipamentos caros". Para reverter a situação de desvantagem da frota de combate em relação a vizinhos sul-americanos - Chile e Venezuela estão hoje teoricamente mais bem equipados -, o governo avalia duas possibilidades distintas no Plano Estratégico de Defesa, que deverá ser lançado em setembro, para a Força Aérea Brasileira (FAB).

A primeira alternativa é adquirir caças avançados de quarta geração, como o francês Rafale (Dassault) ou o russo Su-35 (Sukhoi), com transferência de tecnologia, "sobretudo por meio de acordos para a produção conjunta de muitos componentes", segundo Mangabeira, que elabora o plano junto com os comandos militares e o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Não se sabe ao certo a quantidade de aviões de uma eventual encomenda, mas tudo indica que, se essa linha for seguida, será uma despesa pelo menos duas vezes superior ao proposto no projeto F-X, aberto no governo Fernando Henrique Cardoso e formalmente encerrado em 2005, sem qualquer compra. Naquela concorrência, esperava-se um gasto de aproximadamente US$ 700 milhões, com a compra de oito a 12 jatos.

A segunda opção - sobre a qual Mangabeira fala com entusiasmo, dando a impressão de preferência por esse caminho, embora ele negue - é adiar a compra dos caças e direcionar o investimento a quatro alvos: a modernização da frota existente na FAB, com sistemas de armas mais avançados, mas com a óbvia limitação da estrutura dos caças atuais da Aeronáutica; desenvolvimento de veículos não-tripulados, antes para monitoramento e depois, eventualmente, também para combate; formação "maciça" de quadros científicos da FAB; e a cooperação com uma potência bélica para desenvolver uma novíssima geração de caças, da chamada "quinta geração".

"É uma decisão difícil e que ainda não foi tomada", informa o ministro, lembrando tratar-se de alternativas bem diferentes. Se optar por desenvolver um novo protótipo, entretanto, o governo brasileiro poderá ver-se forçado a arranjar uma solução transitória para não perder o poder de dissuasão no espaço aéreo. "Não podemos sacrificar o futuro pelo curtoprazismo, mas também não podemos tolerar um intervalo perigoso de desproteção", completa Mangabeira, abrindo espaço ainda para um caminho intermediário.

O essencial, avalia o ministro de Assuntos Estratégicos, é não concentrar o foco no reaparelhamento das Forças Armadas em si. "Persiste o objetivo central de reorganizar as Forças em torno de uma vanguarda tecnológica e operacional baseada em capacitações nacionais", diz Mangabeira, numa entrevista ao Valor em seu gabinete, em Brasília. "Decisões sobre compras são apenas uma conseqüência da estratégia."

Na busca de alianças militares, o governo brasileiro fez aproximações neste ano com Índia, França, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido. Em maio, Mangabeira deverá falar também com autoridades chinesas, em Pequim. "A todos esses países deixamos claro que estamos muito menos interessados em comprar produtos e serviços acabados do que em desenvolver parcerias que fortaleçam de maneira duradoura as nossas capacitações tecnológicas autônomas."

O ministro faz questão de ressaltar que as duas maiores possibilidades de avanço na cooperação militar são com França e Rússia. "Talvez a maior surpresa tenha sido a rapidez e a profundidade das conversas com os russos", assinala Mangabeira. Na semana passada, ele e Jobim receberam em Brasília altos funcionários do país.

A Rússia, que combina "avanço tecnológico com grande autonomia política", se dispôs a trabalhar futuramente com o Brasil no desenvolvimento de um novo caça supersônico, de acordo com o ministro. Se sair do papel, estima-se que seja um projeto de ao menos US$ 20 bilhões. Daí o suposto interesse dos russos em encontrar parceiros: ao compartilhar a criação do protótipo, pode dividir custos entregando a incumbência de desenvolver sistemas complementares ao avião (como o radar e a aviônica, por exemplo) a outros países emergentes. A questão é saber se o Brasil, com a Rússia ou qualquer outra potência bélica eventualmente disposta a seguir adiante em um projeto comum de novo caça, terá dinheiro e paciência suficientes para sustentar uma empreitada de tamanha envergadura. (DR)
Putz! :shock: :shock: A Super Pulga :twisted: :twisted: tem alcance maior que 4.000 kms!!! Olha nada como "jornalista" fazendo matéria de armamento!

O MG vai a Pequim!!! A capital da China não mudou? Será que não avisaram ao "jornalista"? Acho que para ele a Capital do Brasil ainda é o Rio de Janeiro. :mrgreen: :mrgreen:

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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3128 Mensagem por Bolovo » Qui Abr 24, 2008 10:50 pm

Prick, a capital da China sempre foi Pequim (Beijing).

É a mesma cidade.

Bem informado vc heim... devia ler mais Atlas e essas coisas :mrgreen:




"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3129 Mensagem por chm0d » Qui Abr 24, 2008 11:02 pm

UHuahahuahauhauhauha!!!




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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3130 Mensagem por Plinio Jr » Qui Abr 24, 2008 11:10 pm

Aí meu Deus ... :roll: :roll:




¨Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão ¨- Eça de Queiroz
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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3131 Mensagem por PRick » Qui Abr 24, 2008 11:31 pm

Bolovo escreveu:Prick, a capital da China sempre foi Pequim (Beijing).

É a mesma cidade.

Bem informado vc heim... devia ler mais Atlas e essas coisas :mrgreen:
É verdade é a mesma cidade, mas ninguém chama mais de Pequim, e sim Beijing. A comparação foi um desastre. :oops: :oops:

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Carlos Mathias

Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3132 Mensagem por Carlos Mathias » Sex Abr 25, 2008 12:19 am

O Gripen-NG tem 40o0Km de alcance descendo ladeira e com vento nas seis. Se bem que carregando a merreca de armas que leva, pode ser que realmente seja melhor que o Mitinga nessa versão aí.




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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3133 Mensagem por capsantanna » Sex Abr 25, 2008 12:38 am

Carlos Mathias escreveu:O Gripen-NG tem 40o0Km de alcance descendo ladeira e com vento nas seis. Se bem que carregando a merreca de armas que leva, pode ser que realmente seja melhor que o Mitinga nessa versão aí.
Qualquer coisa nova deve ser melhor que o Mitinga.
Se for para ser ele, que venha. Mas venha logo.




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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3134 Mensagem por Beronha » Sex Abr 25, 2008 7:07 am

Voces estõa esquecendo do F35




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Re: F35 :MANGA/BIM QUEREM FX DE 5A. GERAÇÃO ? RUSSOS NA ÁREA ?

#3135 Mensagem por rcolistete » Sex Abr 25, 2008 7:41 am

Carlos Mathias escreveu:O Gripen-NG tem 40o0Km de alcance descendo ladeira e com vento nas seis. Se bem que carregando a merreca de armas que leva, pode ser que realmente seja melhor que o Mitinga nessa versão aí.
Olá pessoal,

Esse seria o alcance de translado do Gripen N (não estou afirmando que é exatamente tal valor).

Um monte de caças leves-médios (A-29, F-5E Tiger, AMX, etc) tem alcance de translado de 2 a 3 mil km, ou até mais do que isso. O BAe Hawk alcança 2.560 km, oficialmente. O F-5E, 3.720 km...

O que é mais útil é analisar o produto raio de combate x carga de armas, pois caças leves ao terem carga externa relevante tem seu alcance/raio de combate diminuído drasticamente.

Logo, esses aprox. 4 mil de alcance de translado do Gripen N não seria nada estranho (vide o alcance de translado do F-5E).

[]s, Roberto




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