AVIBRAS

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Re: AVIBRAS

#3061 Mensagem por knigh7 » Qua Abr 19, 2023 9:49 pm

FCarvalho escreveu: Ter Abr 11, 2023 10:18 pm Fica a curiosidade. O Astros III teria o interesse do EB?
Porque uma plataforma com até 12 SS-150 seria algo descomunal em poder de fogo.
Claro, se de fato o que for apresentado na LAAD tenha algo a ver aquele primeiro modelo.
Ou pode ser apenas a troca do chassi para um 8x8 e a modernização do container carregador da LMU.
A ver.
Desconsiderando o tamanho da crise financeira da Avibrás. Na minha opinião, deveríamos antes nos concentrar na aquisição dos mísseis, que seriam o AV-MTC e o SS-150.

Mísseis são demorados para produzir e caros. Seria muito difícil um míssil de cruzeiro, com as capacidades que o AV-MTC tem, custar abaixo de R$ 1 milhão a unidade. A partir daí já se vè a dificuldade que teríamos se fôssemos tentar conciliar a aquisição deles com mais aquisições de viaturas, sendo que já teremos ao todo 18 viaturas-lançadoras de mísseis. Com essas 18 já proporciona uma boa capacidade de emprego deles.




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Re: AVIBRAS

#3062 Mensagem por gabriel219 » Qui Abr 20, 2023 12:48 am

Pro EB ter interesse no Astros 8x8, no mínimo teríamos que ter mais um GMF ou até mais dois GMFs, além de uma nova gama de mísseis, especialmente supersônicos e balísticos com velocidade terminal hipersônica.

Eu acho mais palatável o CFN abrir mão dos seus Astros pro EB e a MB pensar no Astros 8x8 como plataforma de Artilharia Costeira.

Nunca vi sentido de MLRS nos Fuzileiros Navais, algo que até o USMC anda pensando em substituir os M270 por drones loitering, pois estão voltando suas atenções para operações anfíbias e um MLRS não faz sentido justamente porque o apoio de fogo de longo alcance viria através de mísseis dos Contratorpedeiros.




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Re: AVIBRAS

#3063 Mensagem por Brasileiro » Qui Abr 20, 2023 8:57 am

Extremamente improvável que o EB se interesse expontaneamente pelo Astros-III.
Isso aconteceria no máximo como um "empurrão" financeiro numa tentativa de salvá-la. Mas, mesmo para fazer isso, há coisas mais oportunas para ambos os lados, governo e empresa, tais como:
Uma modernização da atual dotação para padrão AFC
Renovação de estoques de munição
Aquisição de munição guiada (desenvolvida com aporte do próprio EB)
Finalização do MTC-300 com aquisição de lote inicial
Para o lado da FAB, a finalização e contratação de um lote consistente de S-50 para a qualificação do VLM.

Tem muito mais coisas, MANSUP, MICLA, AV-TCM-AN, que precisam e deveriam avançar rapidamente.

Mas, apenas adquirindo o que já existe, a Avibras já passa a ter outra vida, quitar suas obrigações e, quem sabe, voar mais alto com esse Astros-III no mercado externo.




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Re: AVIBRAS

#3064 Mensagem por FCarvalho » Qui Abr 20, 2023 12:43 pm

knigh7 escreveu: Qua Abr 19, 2023 9:49 pm
FCarvalho escreveu: Ter Abr 11, 2023 10:18 pm Fica a curiosidade. O Astros III teria o interesse do EB?
Porque uma plataforma com até 12 SS-150 seria algo descomunal em poder de fogo.
Claro, se de fato o que for apresentado na LAAD tenha algo a ver aquele primeiro modelo.
Ou pode ser apenas a troca do chassi para um 8x8 e a modernização do container carregador da LMU.
A ver.
Desconsiderando o tamanho da crise financeira da Avibrás. Na minha opinião, deveríamos antes nos concentrar na aquisição dos mísseis, que seriam o AV-MTC e o SS-150.
Mísseis são demorados para produzir e caros. Seria muito difícil um míssil de cruzeiro, com as capacidades que o AV-MTC tem, custar abaixo de R$ 1 milhão a unidade. A partir daí já se vè a dificuldade que teríamos se fôssemos tentar conciliar a aquisição deles com mais aquisições de viaturas, sendo que já teremos ao todo 18 viaturas-lançadoras de mísseis. Com essas 18 já proporciona uma boa capacidade de emprego deles.
A paranóia do exército com mobilidade é tão grande que um Astros 8x8 sequer teria chances. Mesmo que isso significasse formar mais GMF em outras regiões do país. A ideia de "mandar a cavalaria" salvar o dia em qualquer lugar fora do eixo Rio-São Paulo é tão funesta e equivocada, mas firme e inconteste dentro do EB, que podemos esperar sentados, porque qualquer coisa que não couber dentro do KC-390 está automaticamente descartado por princípio.

Com apenas 18 LMU temos dois grupos capengas e incompletos, já que segundo as contas do Pepê, que diz que uma bateria no EB tem 4 lançadores. Como cada grupo deve ter 3 baterias, seriam, em tese, ao menos 12 lançadores para cada um, ou seja, 24 unidades. Isso me parece bem o exército, que economiza até onde não pode só para poder dizer que tem alguma coisa moderna para "manter doutrina". A própria Avibras diz que uma bateria ASTROS é formada por 6 veículos, os manuais também dizem isso, e que pode até serem 8 unidades, mas nós aqui preferimos manter as aparências só para constar. Bom, temos espaço, segundo a doutrina e os manuais, para 36 a 48 LMU nos dois GMF, se quiséssemos. Mas isso é outra coisa que simplesmente não vai acontecer. Só para constar, também, um grupo de artilharia no EB pode ter até 4 baterias, conforme os manuais. Mas nem nos melhores sonhos um GMF chegaria perto disso.

No mais, a versão 8x8 como já disse aqui, nos oferece a possibilidade de formar novamente uma artilharia de costa, a meu ver tão necessária quanto obrigatória, para quem tem um litoral com mais de 7 mil km de extensão, e mesmo servindo como base para o futuro sistema AAe das forças armadas, independente do míssil escolhido. E isso seria só o começo.

De resto faço minhas as palavras do @Brasileiro que resumiu muito bem o dever de casa do Estado brasileiro, nunca cumprido em relação à BID e muito menos com a Avibras.




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Re: AVIBRAS

#3065 Mensagem por gabriel219 » Qui Abr 20, 2023 1:22 pm

O único ponto que justificaria o Exército de operar o Astros 8x8 seria para uma força de mísseis, inclusive balísticos, operados por ele. Pra isso precisamos desenvolver ogivas mais pesadas, de característica termobárica, nuclear de PEM. Como não vamos desenvolver algo do tipo, mesmo com o dobro de poder de um Astros AFC, não se justifica, é um projeto interessante mas deve ser colocado na geladeira. O BrahMos-NG, por exemplo, poderia ser disparado pelo atual Astros Mk6.

O que o @Brasileiro falou está correto, é o EB completar todos os GMFs atuais, construir mais um GMF, atualizar todos para o padrão AFC, construir bateria de Aquisição de Alvos e Avaliação de Drones (Atobá) e adquirir as novas munições. Isso já daria para pagar as dívidas bancárias que a Avibrás possui.

O resto é dar Golden Share para o GF e fazer parceria sim com a Edge Group. Pra mim é importantíssimo que façam parceria com essa empresa, que agora está se tornando a maior empresa militar do Oriente Médio e lá o Astros III se justifica muito, além de algumas munições que poderiam inclusive serem usadas no próprio Astros. Imaginem o Astros, além de disparar foguetes, mísseis, foguetes guiados e mísseis balísticos, também poder disparar bombas planadoras e loitering munition.




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Re: AVIBRAS

#3066 Mensagem por FCarvalho » Qui Abr 20, 2023 3:00 pm

Imaginem o Astros, além de disparar foguetes, mísseis, foguetes guiados e mísseis balísticos, também poder disparar bombas planadoras e loitering munition.
Esse trecho, se todos os envolvidos fizerem cada um a sua parte, é apenas questão de tempo a Avibras desenvolver e oferecer ao mercado.
Mas primeiro tem que fazer o básico que é sair da merda em que foi metida pela administração atual e pela inépcia dos governos deste país atrasado.
Antes de mais nada o EB precisa ao menos ter recursos para comprar efetivamente munições regularmente todos os anos com previsibilidade e planejamento, tendo em vista o processo de formação, treinamento e operações com os ASTROS 2020.
Mas nem isso a gente faz direito.




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Re: AVIBRAS

#3067 Mensagem por gabriel219 » Sex Abr 21, 2023 1:07 am

Alguns motivos pra Edge adquirir ações da Avibrás, mas com controle permanecendo sendo Brasileiro:

https://edgegroup.ae/solutions?sort_by= ... =loitering
https://edgegroup.ae/solutions/skyknight

Esses produtos podem acessar o mercado Brasileiro através da própria Avibrás, com royalties sendo pagos a Edge Group. Enquanto a própria Edge oferece os sistemas da Avibrás no OM pagando royalties a Avibrás, especialmente o Astros III, que tenho a certeza que iria ser sucesso em vários países do OM, como EAU (substituir Smech e complementar os TRG-300), Arábia Saudita (complementar os M270, principalmente pela Mobilidade Estratégica do Astros III), Kuwait (substituição dos Smech) e talvez a Jordânia.

O dinheiro vindo do EB (todos os Astros elevados para AFC, mais um ou dois GMFs e compra do SS-80G, SS-150G e MTC), da FAB (MICLA) e da MB (AV-TM-N) já daria um contrato por volta dos R$ 700-800 milhões, o que faria a Avibrás pagar suas dívidas bancárias e ainda ter um fluxo de caixa para novas parcerias, como com a Edge Group e a Stella.




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Re: AVIBRAS

#3068 Mensagem por FCarvalho » Sex Abr 21, 2023 1:45 pm

Organizar e equipar 5 GMF completos com todas as subunidades determinadas em seus manuais, sendo 1 OM em cada região do país, a 32 LMU cada, já estaria de ótimo tamanho para o EB. E daria tempo de sobra para a Avibras respirar e por as contas em dias.
Mas isso nem passa pela cabeça do comando do exército, muito menos aumentar a quantidade de GMF disponíveis.
O bom é garantir o 7 de setembro. O que vier depois é lucro.




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Re: AVIBRAS

#3069 Mensagem por Strike91 » Qui Abr 27, 2023 9:02 pm

As três versões até agora divulgada do míssil de Cruzeiro da Avibras, durante a LAAD deste ano, houve boatos que a marinha conversou com a empresa para no futuro próximo uma quarta versão do missil..... 👀🐳
Os dentes dos nossos subs??? [005]




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Re: AVIBRAS

#3070 Mensagem por gabriel219 » Sex Abr 28, 2023 8:17 am

Gostaria muito de ver um High-Low sendo implementado em tudo nas Forças Armadas no que tange a munições, BrahMos e MTC-Sub cairia muito bem.




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Re: AVIBRAS

#3071 Mensagem por knigh7 » Sáb Abr 29, 2023 6:10 pm

O Caiafa visitou a Avibrás há cerca de 1 mês atrás. Gravou um vídeo sobre isso. Ela tem uma produção bastante verticalizada, lembrando empresas familiares ou com modelo de gestão que era comum até fins da década de 1.980. Elas vão desaparecendo do mercado.




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Re: AVIBRAS

#3072 Mensagem por FCarvalho » Sáb Abr 29, 2023 8:16 pm

Strike91 escreveu: Qui Abr 27, 2023 9:02 pm As três versões até agora divulgada do míssil de Cruzeiro da Avibras, durante a LAAD deste ano, houve boatos que a marinha con versou com a empresa para no futuro próximo uma quarta versão do missil..... 👀🐳
A MB tem interesse em toda uma família de mísseis para uso a partir de navios, aviões e submarinos, como são os Exocet.
O desdobramento a mais seriam versões com capacidade de ataque terrestre operando de todos os seus vetores.
Se a Avibras consegue fazer isso, a ver. Recentemente a MB assinou um Mou com o Edge Group para desenvolver mísseis para si.
Isto pode ser um sinal de que a empresa brasileira esteja fora dos planos, ou que ela pode ser na verdade apenas um back up caso o negócio com os árabes não saia dentro do esperado. Ou mesmo pode ser usada apenas para garantir a parte de industrialização do que for desenvolvido com eles, já que a marinha não tem indústria própria como o EB.




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Re: AVIBRAS

#3073 Mensagem por knigh7 » Dom Abr 30, 2023 10:17 pm

Lendo a opinião de alguns aqui nem parece que o EB tem a artilharia de tubo rebocada que tem, nem parece que o planejamento de um novo CC até 2040 é restrito a 65 unidades, nem parece que a nossa artilharia antiaérea é restrita a baixa altura etc etc.
Vamos gastar entao R$1 bilhão com a Avibrás, uma empresa de gestão anacrônica, ter 5 Grupamentos de Lançamentos Múltiplos de Foguetes e outras soluções "sensatas" :?

Tem youtuber cucaracha imbencil peruano que fica viajando na maionese na "pedição" como se o Exército do país dele tivesse o orçamento de US Army. Tem curacha argentino achando que a FAA dele pode comprar o Rafale.

No Brasil tem os mesmos tipinhos. Todo santo ano eu esfrego o orçamento de investimento das nossas FFAA. Não adianta, é mesma coisa que mostrar pra asno.
E há alguns criam uma solução para o problema orçamentário e começam a planejar em cima da solução que eles próprios criaram como se ela fosse ser adotada...

O controle da Avbrás precisa mudar de mãos e as nossas necessidades de aquisições dos misseis SS-150, do AV-MTC e variantes bem como melhorias na propulsão do MANSUP e sua encomenda podem colaborar com melhoria da situação da empresa. O resto é com ela. Com o João Brasil fora do comando.




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Re: AVIBRAS

#3074 Mensagem por FIGHTERCOM » Seg Mai 01, 2023 9:12 am

Li as últimas 4 páginas e se fosse para resumir, diria que a maioria do que foi colocado até aqui é pura utopia!

O problema da Avibrás é GESTÃO! Portanto, não adianta nada o governo fazer um aporte de R$ 1 Bi na aquisição de produtos, pois vão se passar 10 anos e voltaremos a discutir, novamente, possibilidade de falência da mesma.

Basta ver que alguém se deu ao trabalho de listar os projetos da empresa. A Avibrás tem mais projetos do que clientes. Assim a conta não fecha nunca.

Sorry guys, mas vocês entenderam foi nada.


Abraços,

Wesley




"A medida que a complexidade aumenta, as declarações precisas perdem relevância e as declarações relevantes perdem precisão." Lofti Zadeh
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Re: AVIBRAS

#3075 Mensagem por FCarvalho » Seg Mai 01, 2023 11:19 am

Existe uma clara diferença entre o que a Avibras oferece, ou quer oferecer, ao mercado, a partir de vendas ao EB, e a capacidade real deste de investir nos produtos e soluções apresentados pela empresa.

Como dispus na lista dos projetos da empresa, 80% do que a empresa se meteu a projetar\produzir é oriundo de demandas das próprias ffaa's, que não por acaso, tem a mania de começar, e não conseguir terminar os projetos que inventa para si.
Neste sentido temos dois problemas complicados de resolver. Um é a administração de uma empresa privada que precisa se modernizar, caso queira manter-se ainda no mercado. E dois, é um orçamento de defesa que é historicamente incapaz de amparar sob quaisquer aspectos de análise os projetos tecnológicos das ffaa's, e muito menos a sua transformação em produtos concretos economicamente viáveis do ponto de vista comercial.

Quem vai resolver isso? Até hoje ninguém sabe, ninguém viu. Porque simplesmente não existe no Brasil essa pessoa, instituição, organismo, entidade ou seja lá o que for. Na verdade nunca existiu.

A Avibras poderia estar, talvez, em outra situação se o EB simplesmente conseguisse, e quisesse, dotar seus GMF com todas as subunidades que reza seus próprios manuais. Mas foi o primeiro a virar as costas e dar de ombros se a empresa poderia entrar, novamente, em processo de insolvência financeira na falta de encomendas de seus produtos. Até mesmo munição é algo feito a conta gotas para um exército mal acostumado a treinar de verdade para guerras de verdade, e não GLO e coisas do gênero. Novamente, o orçamento da Defesa nunca foi suficiente, também, para amparar este tipo de ação por parte das ffaa's.

Enfim, a empresa tem muito mais capacidades tecnológicas e de produção de soluções e serviços que o EB é capaz de suportar. Juntou-se esta questão com a omissão e negligência contumaz do Estado em investir na Defesa, temos o que está aí. E sem solução à vista. Mas quem liga se a Avibras quebrar... afinal, já vimos isso antes e nem por isso o Brasil acabou e os militares deixaram de quebrar o galho dos vários governos que passaram por aqui desde então.

Vida que segue.




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