GEOPOLÍTICA

Área destinada para discussão sobre os conflitos do passado, do presente, futuro e missões de paz

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Re: GEOPOLÍTICA

#3016 Mensagem por Marino » Dom Nov 14, 2010 10:29 am

Mac Margolis
Bloqueio paraguaio a Chávez

Logo mais, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve concluir a devolução ao Paraguai do canhão Cristão, capturado por tropas brasileiras ao tomar a Fortaleza de Humaitá em 1868, na Guerra da Tríplice Aliança. Bem que os vizinhos podem precisar dele. Há meses, o diminuto país é alvo da artilharia pesada de Hugo Chávez. Mesmo com sua economia em frangalhos e a oposição aos calcanhares, o líder venezuelano está empenhado como nunca em fortalecer a marca do seu Socialismo do Século 21.
No mês passado visitou Irã, Síria, Líbano, Portugal e Ucrânia, e fechou o giro com um beija-mão dos irmãos Castro. Agora deve relançar a ofensiva para conquistar uma vaga plena no Mercosul. Já se renderam ao canto bolivariano três dos quatro integrantes titulares do mercado comum sul-americano, Brasil, Uruguai e Argentina. Só falta o Paraguai.
Ou, melhor, o Senado paraguaio. Dominado pelo Partido Colorado, que mandou a ferro e fogo no país durante seis décadas, o Senado trava oposição ácida ao presidente Fernando Lugo, este sempre simpático à causa de Chávez. Além do veto à Venezuela, a maioria dos 45 senadores também barrou a entrada do Paraguai na União das Nações Sul-Americanas, a Unasul, pacto de inspiração chavista criado para tocar assuntos das Américas longe da sombra dos EUA.
Quem diria que esse pequeno colegiado, um punhado de legisladores de um país espremido entre gigantes, conseguiria frustrar o avanço do espaçoso comandante Chávez e se tornar firewall da democracia continental? O mundo inteiro conheceu os heróis chilenos, os 33 mineiros resgatados das trevas. Apresentam-se agora "los 45", os legisladores paraguaios na última trincheira entre o continente e o abismo diplomático.
Atrás da resistência há uma desconfiança corrosiva. Mercosul com Venezuela, alega o Parlamento paraguaio, seria um cavalo de Troia para Chávez, que já atropelou a democracia venezuelana e ainda sonha com a evangelização do continente. Já a Unasul é vista como um projeto de interesse estratégico brasileiro, além de um palanque de conveniência para os libelos bolivarianos.
Há quem diga que a exclusão da Venezuela do Mercosul é um equívoco que acaba punindo a nação inteira pelos pecados do seu mandatário. Mais dia menos dia, argumenta-se, Chávez irá embora enquanto o povo e seu país ficarão. Soa bonito, mas o raciocínio está mais furado do que a Fortaleza de Humaitá. O Mercosul não é um mero Lego geográfico, senão um contrato entre povos, pousado sobre instituições e erguido com princípios, valores e práticas compartilhados. Entre eles: "a plena vigência das instituições democráticas", segundo o Protocolo de Ushuaia de 2005, "condição indispensável para a existência e o desenvolvimento do Mercosul". Venezuela até assinou o protocolo e desmoralizou a democracia.
Não que os legisladores paraguaios sejam paladinos de valores e convivência democráticos. O Senado é um balaio de gatos, que abraça de democratas a déspotas, de governistas a intriguistas, não poucos ligados ao golpista general Lino Oviedo. Sua obstinada oposição ao padre-presidente Lugo tem algo de revanche por ele ter interrompido o monopólio colorado, partido que fez o que quis e manteve o Paraguai empobrecido e sob a bota do generalíssimo Alfredo Stroessner por 61 anos. Mas nada como a alternância de poder para resgatar o instinto republicano.
Resistência. Desde que tomou posse, em agosto de 2008, à frente de uma coalizão briguenta, o presidente Lugo viu podados seus planos mais ousados, como expandir os gastos sociais e confiscar terras para reforma agrária. O Senado virou centro da resistência, com bênção do próprio vice-presidente Federico Franco. O atrito constante entre o Executivo e o Parlamento ameaçou paralisar seu governo, levando os governistas a denunciar uma tentativa velada de golpe.
Com o tempo, o presidente Lugo acabou ajustando sua agenda, abrindo mais espaço para a iniciativa livre e até mesmo para a privatização dos aeroportos. Apesar da estranha amálgama política, o Paraguai nunca esteve melhor. Cresce a taxas recordes (de quase 9% ao ano), atrai investimentos graúdos (uma usina de alumínio de $2,5 bilhões da Rio Tinto Alcan) e celebra recordes de exportação de soja e carne. Fraco e negligenciado, o Mercosul não ajuda como poderia. Politizá-lo com a entrada da Venezuela de Chávez seria muito pior.
O governo de Fernando Lugo não desistiu de acolher o pleito venezuelano, mas já não insiste em atropelar o Senado para arrombar a porteira do Mercosul. "Abram seu coração e entendimento e vejam a Venezuela de hoje, bolivariana, que ressuscitou do nada", o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, implorou ao povo "hermano" paraguaio na última cúpula do Mercosul, em agosto.
A resposta da trincheira paraguaia não demorou. "Eu imploraria ao senhor Maduro para convencer Chávez a abrir seu coração" à liberdade de imprensa e à democracia, ironizou o senador Silvio Olevar. O resgate do canhão cristão pode demorar, mas a pontaria de "Los 45" não falha.
É COLUNISTA DO "ESTADO" E CORRESPONDENTE DA "NEWSWEEK"




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Re: GEOPOLÍTICA

#3017 Mensagem por Marino » Dom Nov 14, 2010 10:30 am

Visão Global
Jorge Castañeda
A primavera dos radicais na América Latina
Morte de Kirchner, eleição de Dilma, derrota de Chávez e novos governos centristas no Chile e Colômbia mudaram paisagem latino-americana e causarão problemas a Obama

Obviamente, as eleições americanas de meio de mandato roubaram a atenção da maioria das pessoas nas semanas que passaram, mas vários acontecimentos importantes na America Latina podem ter consequências quase do mesmo alcance, ao menos para a própria região.
Primeiro, sem nenhum alerta visível, o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, que poderia voltar ao cargo, morreu de ataque cardíaco, tumultuando a situação política de seu país. Ele estava programado para entrar no ringue na disputa presidencial em dupla com sua mulher, a atual presidente Cristina, conforme haviam organizado para 2011: em vez de submetê-la a uma batalha eleitoral desgastante pela reeleição, a ideia era ele concorrer (e vencer, é claro) graças a seu absoluto controle da velha máquina peronista - incluindo sindicatos, governadores, fundos de pensão, bancos estatais, etc.
Agora, ela mesma terá de concorrer. Sua popularidade subiu depois de ter atingindo níveis terrivelmente baixos um ano atrás. Haverá um voto de simpatia para uma governante enviuvada, mas há ameaças no horizonte também. Estas se devem principalmente às investigações de acusações de corrupção contra a dupla presidencial e isso agora será um instrumento tentador não só para a oposição aos Kirchners, mas também para fogo amigo: peronistas rivais de Cristina, que poderiam não ter ousado atacar seu marido, mas não temem a viúva.
Segundo ponto, há muitos na Argentina e no exterior que sinceramente acreditam que, embora Cristina tenha construído uma carreira política própria, o poder conceitual e político provinha de seu marido, e pensam que ela era, na melhor hipótese, uma porta-voz esporadicamente eloquente. Esses observadores acreditam, com algum fundamento, que com Kirchner ausente, ela encontrará grande dificuldade e a era do casal chegará ao fim em breve.
Esse cenário não é implausível e a simpatia pelo morto não dura para sempre (exceto no caso do próprio Juan Domingo Perón). Isso alteraria o equilíbrio geopolítico na América Latina já que, para todos os fins práticos, os Kirchners vinham sendo apoiadores vigorosos, embora talvez não discípulos, da Aliança Bolivariana para a América Latina (Alba), que atualmente liga o líder cubano Fidel Castro aos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Daniel Ortega (Nicarágua) e Rafael Correa (Equador) numa aliança de esquerda.
Fator Dilma. A Alba pode substituir sua perda argentina por um ganho brasileiro, Dilma Rousseff, que assumirá a presidência do Brasil em breve, foi eleita na esteira do sucesso de Luiz Inácio Lula da Silva e é amplamente vista como sua herdeira política. Sua vitória carrega um enorme impacto simbólico na condição de primeira mulher presidente do Brasil. Mas ela pode não se revelar tão moderada e moderna quanto Lula.
Ela vem de uma linhagem classicamente populista da política brasileira, uma seguidora de Leonel Brizola, o carismático governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, que foi um político muito mais estatista e nacionalista do que um líder sindical de esquerda como Lula. Dilma tampouco tem o mesmo controle que Lula sobre seu partido, o Partido dos Trabalhadores. Ela precisará que seu mentor cuide da legenda ou cederá às exigências de sua base partidária - o que Lula nunca fez.
A despeito de seu pendor para o exibicionismo, Lula é um pragmático. Será realmente surpreendente se Dilma não se mostrar mais ideológica, nacionalista e, talvez, populista em política econômica e externa. Isso também alterará o equilíbrio na América Latina.
Finalmente, após a derrota eleitoral legislativa de Chávez, em setembro, ele lançou novas atividades repressivas contra sua oposição.
Ele nacionalizou (sem indenizar) uma fábrica de vidro de propriedade americana que fornece garrafas para a cervejaria Polar. A companhia Polar, por sua vez, foi responsabilizada por Chávez de fornecer boa parte do financiamento e apoio à oposição.
Valentões, supostamente associados ao governo, sequestraram e mataram três líderes da associação comercial venezuelana Fedecámaras, há duas semanas, e - como se temia - Chávez caiu em cima dos principais vitoriosos nas eleições de setembro. Maria Corina Machado, fundadora do grupo de vigilância eleitoral Súmate, recebeu mais votos do que qualquer outro candidato ao Congresso.
A empresa de seus pais, antes uma próspera companhia siderúrgica venezuelana, a segunda maior do país, foi expropriada na semana retrasada por Chávez, de novo sem indenização. Restam poucas dúvidas de que essa foi, ao menos em parte, uma forma de represália.
Então, em que pé esses acontecimentos momentosos deixam a América Latina? Dado o enfraquecimento do presidente Barack Obama, que estava especialmente engajado na América Latina para além de ocasiões formais e simbolismos, essas tendências poderão se contrapor ao que vimos até o ano passado.
Vitórias eleitorais de políticos pragmáticos, centristas, como os presidentes Sebastián Piñera, do Chile, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, podem ter sido apenas um breve interlúdio antes de um retorno do populismo radical à região. Isso promete ainda mais problemas para Obama. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
É EX-CHANCELER DO MÉXICO, PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE NOVA YORK E BOLSISTA NA NEW AMERICA FOUNDATION




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Re: GEOPOLÍTICA

#3018 Mensagem por Penguin » Dom Nov 14, 2010 10:47 am

publicado em 12/11/2010 às 07h58:
Costa Rica dá últimato para que Nicarágua retire tropas
Governo nicaraguense nega que tenha militares em território do país vizinho

Imagem
Cesar Perez/11.11.2010/Reuters
Soldados nicaraguenses patrulham margem de rio perto da fronteira com a Costa Rica; presença gera crise diplomática

A Costa Rica decidiu nesta quinta-feira (11) dar uma "oportunidade adicional à paz, de 24 horas", para que a Nicarágua retire suas tropas da região de fronteira. Os costa-riquenhos advertiram, no entanto, que se trata de seu ultimato e que, se o governo do país vizinho não ceder, convocará os embaixadores para pedir a suspensão dos nicaraguenses da Organização dos Estados Americanos (OEA).
O grupo da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), liderada pela embaixadora do Equador na OEA, María Isabel Salvador, pediu nesta quinta-feira ao presidente do Conselho Permanente, Joaquín Maza, que adie em 24 horas a sessão que tenta desde o dia o último dia 3 buscar uma solução para o conflito de fronteira entre Costa Rica e Nicarágua.

A disputa teve início no dia 21 de outubro, com a dragagem do rio San Juan e a presença de militares nicaraguenses em uma região da Ilha Calero.

A Aladi solicitou o adiamento porque acredita ser "muito importante realizar gestões adicionais que permitam que as duas partes cheguem a um acordo e a uma solução pacífica".

Não houve reuniões bilaterais entre os governos de San José, na Costa Rica, e Manágua, na Nicarágua, nesta quinta-feira porque "não há credibilidade e confiança neste momento para isso", razão pela qual a os costa-riquentos pediram o acompanhamento da OEA para as conversas, disse em entrevista coletiva o ministro das Relações Exteriores da Costa Rica, René Castro.

- Aceitamos [dar uma oportunidade para a paz] porque vai de acordo com nossos princípios e nossa posição. Fomos claros e taxativos que essas chances à paz não podem significar nem entender-se como um adiamento sem prazo para a ação da OEA.

Costa Rica diz que prazo é últimato

Castro deixou claro que se trata do ultimato definitivo da Costa Rica à Nicarágua para que o país vizinho retire suas tropas da Ilha Calero, depois do prazo de 48 horas dado na última terça-feira (10). O ministro adiantou que, se na sexta-feira "for mantido o descumprimento da Nicarágua", pedirá à OEA uma reunião de embaixadores, que podem estabelecer sanções de diferentes gravidades e complexidades, inclusive a suspensão de um país.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, recomendou que San José e Manágua realizem a 8ª Reunião da Comissão Binacional, prevista para 27 de novembro, sob a observação do órgão.

O diplomata também aconselhou os dois países a evitarem a presença de Forças Armadas ou de segurança em regiões de tensão, informando que, perto do acampamento nicaraguense em Ilha Calero, mas dentro do seu território, a Nicarágua mantém uma base militar com cerca de 600 soldados, helicópteros e botes. O número de soldados estrangeiros em território costarriquenho oscilou entre 50 e cem nos últimos dias, disse Insulza.

Nicarágua nega que tenha militares no país vizinho

A Nicarágua, por sua vez, nega que tenha militares em território costa-riquenho e informou que o chefe do Exército, o general Julio Avilés, e o presidente da Assembleia Nacional, o sandinista René Núñez, visitaram a zona em disputa nesta quinta-feira.

Núñez disse que o local onde estão os soldados do país "sempre foi da Nicarágua", e afirmou que nunca houve presença militar nicaraguense na Ilha Calero, que reconheceu pertencer à Costa Rica.

Segundo Castro, vários presidentes estão atuando para tentar convencer a Nicarágua a ceder, mas uma vez esgotadas todas as medidas, San José não descartaria pedir à OEA a suspensão do país vizinho, afirmou.
O ministro das Relações Exteriores da Costa Rica disse que seu país defenderá a "soberania com os mecanismos que tem às mãos".

- Não hesitaremos em chegar a esse nível se for necessário.

Na história da OEA, o organismo só aplicou a suspensão em duas ocasiões: a Cuba em 1962 - a ilha foi readmitida em 2009 - e a Honduras, em 2009, pelo golpe de Estado.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."


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13/11/2010 - 06h41

Na OEA, Costa Rica conquista vitória diplomática contra Nicarágua

Céline Aemisegger.

Washington, 12 nov (EFE).- A Costa Rica alcançou uma vitória diplomática na noite desta sexta-feira ao conseguir que a Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovasse, em uma votação praticamente sem precedentes, uma resolução na qual solicita à Nicarágua a retirada de suas tropas da zona fronteiriça em disputa, embora para Manágua o texto não tenha validade alguma.

Depois de dez dias e quatro reuniões prolongadas sem que as partes chegassem a um consenso para solucionar o conflito, a resolução foi aprovada por 22 votos a favor, dois contra (Nicarágua e Venezuela) e três abstenções (Equador, Guiana e Dominica). A Bolívia decidiu não votar.

A sessão esteve marcada pela confusão sobre o procedimento a seguir, como contar os votos e quem poderia votar. Alguns embaixadores, como a equatoriana, María Isabel Salvador, e o venezuelano, Roy Chaderton, admitiram estar "perdidos" e que estava sendo produzido um "grandíssimo espetáculo".

A "desordem" foi tanta que o embaixador da Nicarágua, que se opôs energicamente à resolução, impugnou a votação e fez com que os países presentes se pronunciassem sobre sua decisão, ao invés de simples votação com mãos levantadas.

Apesar de tudo, a OEA aprovou um texto para superar a crise entre Costa Rica e Nicarágua, que começou no dia 21 de outubro pela dragagem do rio San Juan e pela presença de militares nicaraguenses em uma parte da Ilha Calero que as duas nações consideram sob sua soberania.

No texto, os países aceitam as recomendações apresentadas pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, na terça-feira.

Insulza propôs que Costa Rica e Nicarágua realizem a 8ª Reunião da Comissão Binacional no máximo em 27 de novembro, sob a supervisão da OEA.

O secretário-geral também pediu que os vizinhos retomem imediatamente as conversas sobre a demarcação da fronteira e que, a fim de gerar um clima propício para o diálogo, evitem a presença de Forças Armadas ou de segurança em áreas onde possam gerar tensão.

Por último, Insulza recomendou que os dois países revisem e reforcem os mecanismos de cooperação para prevenir, controlar e enfrentar o narcotráfico, o crime organizado e o tráfico de armas na fronteira.

Como a aprovação da resolução atingiu seus objetivos, a Costa Rica decidiu retirar depois da votação seu projeto de convocar uma reunião de chanceleres do continente americano, que inicialmente tinha proposto em uma minuta para o dia 19.

A Nicarágua, no entanto, que havia se oposto a esta opção, insistiu na necessidade da reunião citada, e propôs ao Conselho Permanente a sua convocação para a próxima semana.

A Nicarágua, que saiu perdendo no "embate", segundo reconheceram alguns diplomatas, disse que a resolução "não tem real validade", em palavras do embaixador do país na OEA, Denis Moncada,
O chanceler deu a entender que seu país não cumprirá a resolução, ao reiterar que suas tropas "sempre estiveram em seu território", e considerou que "não houve fracassos nem triunfos, mas uma situação anárquica, irregular e desordenada e um processo viciado".

Foi aprovada uma resolução que "é a expressão da maior anarquia que vi em um fórum deste tipo", avaliou.

"Não tem realmente validade a resolução. Não tem fundamento nem sustento regulamentar", sustentou, apesar de o texto ser vinculativo.

O embaixador nicaraguense adiantou que apresentará na segunda-feira uma solicitação para que se convoque novamente um conselho que estude a possibilidade de reunião de chanceleres se reúnam para tratar do conflito. Moncada disse ainda que avaliará a necessidade de convocar chefes de Estado e de Governo.

O chanceler da Costa Rica, René Castro, disse ter a esperança de que a reação de Manágua "seja um momento de ofuscação", dado que a "mensagem foi muito clara" por parte da OEA, que deixou de lado a falta de consenso que impediu o órgão de reagir a problemas importantes e demonstrou que é capaz de responder, opinou.

"Acho que irá levar algumas horas para que a mensagem seja bem digerida", assinalou o embaixador costarriquenho.

Insulza, por sua vez, indicou que os países queriam fazer valer a opinião majoritária e afirmou que vai conversar a partir de amanhã com os dois Governos envolvidos no conflito, reiterando que não se trata de um sacrifício muito grande o que se pede quanto à retirada das forças (Armadas e de segurança).




Editado pela última vez por Penguin em Dom Nov 14, 2010 10:50 am, em um total de 1 vez.
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Re: GEOPOLÍTICA

#3019 Mensagem por Penguin » Dom Nov 14, 2010 10:48 am

publicado em 14/11/2010 às 05h40:
Nicarágua diz que pode deixar OEA após diusputa com Costa Rica
Presidente nicaraguense diz que não vai recuar suas tropas

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou neste sábado (13) que seu país considerará se retirar da OEA (Organização dos Estados Americanos) depois que o conselho da organização lhe pediu para recuar suas tropas de uma zona que disputa com a Costa Rica, uma resolução que, disse, não acatará.

- Temos que considerar seriamente nossa retirada da OEA, disse o líder nicaraguense por meio de uma mensagem à nação transmitida por rádio e televisão.

O presidente afirmou que a Nicarágua perdeu "toda credibilidade na OEA" e que Manágua já não convocará uma reunião de chanceleres da OEA para superar a crise com a Costa Rica.

O presidente denunciou que a Nicarágua foi vítima nesse fórum de uma "conspiração" liderada pela Colômbia, país a quem atribuiu "uma política expansionista no mar do Caribe", e à qual se somaram Panamá, Costa Rica, Guatemala e México, nações às quais acusou de ter interesses com o narcotráfico.

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Re: GEOPOLÍTICA

#3020 Mensagem por Sterrius » Dom Nov 14, 2010 6:27 pm

E a OEA parece estar sucumbindo cada vez mais a irrelevancia conforme é desrepeitada seguidamente por todos.

Isso novamente fortalece de maneira indireta a Unasul que tem sido obedecida ou pelo menos consultada e mostrando progresso de integração entre os membros. (por mais que seja 2 passos pra frente e 1 pra trás).

E a Costa rica ta apenas pagando o preço por nao ter forças armadas. Deu um "ultimato" para poder espernear pq simplesmente nada pode fazer sem grandes prejuizos ou ajuda americana.

Se ela tive-se forças armadas com certeza nicaragua nao estaria disposta a fazer essa confusão ou pelo menos iria negociar pra evitar troca de chumbo.




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Re: GEOPOLÍTICA

#3021 Mensagem por delmar » Dom Nov 14, 2010 8:38 pm

Sterrius escreveu: E a Costa rica ta apenas pagando o preço por nao ter forças armadas. Deu um "ultimato" para poder espernear pq simplesmente nada pode fazer sem grandes prejuizos ou ajuda americana.
Se ela tive-se forças armadas com certeza nicaragua nao estaria disposta a fazer essa confusão ou pelo menos iria negociar pra evitar troca de chumbo.
Embora não tenha um exército formal, a Costa Rica tem uma força policial que faz as vezes de exército. Vou ver qual é a real situação dela. Além disto tem, por um acordo recente, uma força militar americana estacionada no país "para auxiliar no combate ao narco tráfico".
Pensando bem, saerá que este acordo já não foi feito prevendo este problema com a Nicaragua?




Todas coisas que nós ouvimos são uma opinião, não um fato. Todas coisas que nós vemos são uma perspectiva, não a verdade. by Marco Aurélio, imperador romano.
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Re: GEOPOLÍTICA

#3022 Mensagem por Penguin » Dom Nov 14, 2010 10:04 pm

Se a razão da confusão é realmente essa, os nicaraguenses estão se fazendo de tontos...

Nicaragua usa ‘error’ en mapa de Google para justificar incursión
Cartografía oficial de ambos países en que isla Calero está en suelo tico
Cancillería pidió a empresa dueña de motor de búsqueda enmendar error

http://www.nacion.com/2010-11-04/ElPais ... 77867.aspx

ESTEBAN A. MATA emata@nacion.com 11:01 P.M. 03/11/2010

El “error” en un mapa del motor de búsqueda Google le sirvió de excusa al excomandante Edén Pastora para justificar la incursión de tropas nicaragüenses en suelo costarricense.

NOTAS RELACIONADAS

Negativa nica a retirar tropas atasca acuerdo en la OEA
“Hay un error en Google, ya enviamos una nota a la empresa para que rectifiquen el mapa”, dijo anoche el vicecanciller costarricense, Carlos Roverssi.

Roverssi se quejó de que en el mapa que aparece en la dirección www.googlemaps.com, la frontera entre ambos países es distinta a la de los documentos oficiales.

El mapa del Instituto Nicaragüense de Estudios Territoriales (Ineter) coincide con el del Instituto Geográfico Nacional de Costa Rica, y están basados en el tratado limítrofe Cañas-Jerez de 1858, así como en el Laudo Cleveland, de 1888.

Susana Pavón, gerente de comunicaciones de Google para Centroamérica, Colombia y el Caribe, manifestó anoche que por el momento no pueden precisar el por qué del error, ni la fuente de donde obtuvieron los mapas.

“Lo que puedo decir desde el punto de vista de Google, es que apoyamos los datos en diferentes aplicaciones y en este momento no podemos dar la fuente directa”, expresó Pavón.

Aun así, Pastora –delegado gubernamental en el departamento de Río San Juan– afirmó en entrevista publicada por La Nación ayer que el mapa de Google sirve para verificar que la operación militar de limpieza del río San Juan y la instalación de campamentos se realiza en suelo nicaragüense.

“Vea la foto satelital de Google y ahí se ve la frontera. En los últimos 3.000 metros las dos márgenes son de Nicaragua. De allí hacia El Castillo, la frontera sí es la margen derecha, está clarito”, alegó Pastora.

Por su lado, el embajador de Nicaragua ante la Organización de Estados Americanos (OEA), Dennis Moncada, dijo ayer en Washington sobre el asunto: “Mire ese es un elemento técnico cartográfico que puede prestarse a confusión. Yo refiero no opinar sobre esa situación de los mapas porque pueden tender a confundir”.

La incursión nicaragüense en territorio tico se ventila desde ayer en la OEA a petición de Costa Rica.

Lo técnico. La posición de Roverssi la respaldó Max Lobo, director del Instituto Geográfico Nacional, quien reiteró las diferencias entre los mapas.

“La cartografía de ambos países producidas tanto por el Ineter como por el Instituto Geográfico Nacional no corresponden con lo que se muestra en Google.

”Sí se corresponden entre el trazo limítrofe de la hoja de Nicaragua de San Juan del Norte con escala 1:50.000, en relación con la hoja costarricense de punta Castilla, también a escala de 1:50.000”, explicó.

Este medio intentó comunicarse con las autoridades del Ineter, pero no atendieron las llamadas.

Por otro lado, la página web del Ineter tenía ayer los mapas oficiales fuera de línea.

El mapa de Google difiere de uno de sus competidores de la web. El buscador www.bing.com www.bing.com en su sección de mapas, sí concuerda con la cartografía oficial de ambos países.

Por otra parte, la presidenta de la República, Laura Chinchilla, reiteró anoche en cadena nacional de televisión que Nicaragua incursionó en suelo tico.

“Las Fuerzas Armadas de Nicaragua incursionaron y permanecen hasta el día de hoy en el territorio costarricense, en isla Calero, en la provincia de Limón. Ahí instalaron campamentos militares, izaron la bandera nicaragüense, destruyeron bosque de un área protegida y vertieron sedimentos”, afirmó.




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Re: GEOPOLÍTICA

#3023 Mensagem por Ilya Ehrenburg » Dom Nov 14, 2010 10:06 pm

Sterrius escreveu:E a OEA parece estar sucumbindo cada vez mais a irrelevancia conforme é desrepeitada seguidamente por todos.

Isso novamente fortalece de maneira indireta a Unasul que tem sido obedecida ou pelo menos consultada e mostrando progresso de integração entre os membros. (por mais que seja 2 passos pra frente e 1 pra trás).

E a Costa rica ta apenas pagando o preço por nao ter forças armadas. Deu um "ultimato" para poder espernear pq simplesmente nada pode fazer sem grandes prejuizos ou ajuda americana.

Se ela tive-se forças armadas com certeza nicaragua nao estaria disposta a fazer essa confusão ou pelo menos iria negociar pra evitar troca de chumbo.
Quem não vê a mão imperial nesta palhaçada?

Tudo começou com um erro do Google MAPs...

Pois, agora temos berros pelos seguintes fatos reconhecidos: de a Nicarágua manter em seu território, 600 soldados; do reconhecimento pela Nicarágua que a ilha em questão, pertence a Costa Rica!

Se não há mais presença de soldados nicaragüenses na referida ilha, por que tanta fanfarra?

É a velha mania latino-americana de plantar chifres nas testas eqüinas...

Que a Costa-Rica, lacaia imperial, e agora transmutada em puta esperneadora, vá pela eternidade dormitar no inferno!




Não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem.
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Uma pena incansável e combatente, contra as hordas imperialistas, sanguinárias e assassinas!
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Re: GEOPOLÍTICA

#3024 Mensagem por Ilya Ehrenburg » Dom Nov 14, 2010 10:15 pm

Engraçado que os "Tontos" estão agora, no seu lado do rio, onde possuem o direito de estar.
Palhaça é a Costa-Rica, que faz uma algazarra na OEA, em um assunto que demandaria, isto sim, um protesto diplomático vigoroso dirigido à Nicarágua, pela pantomímica violação de fronteira, com a resposta devida de Manágua, na forma de desculpas expressas.
Nada mais, nem menos.
No entanto, a "insatisfeita" Costa-Rica, fica a gritar como puta estuprada... Deveria retornar ao gemido padrão das profissionais, ao qual está acostumada. Ficaria bem melhor.

Fato é:
O império, conhecedor da ególatra alma latina, toca fogo para que o circo queime...




Não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem.
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Re: GEOPOLÍTICA

#3025 Mensagem por Penguin » Dom Nov 14, 2010 10:24 pm

Ilya Ehrenburg escreveu:
Sterrius escreveu:E a OEA parece estar sucumbindo cada vez mais a irrelevancia conforme é desrepeitada seguidamente por todos.

Isso novamente fortalece de maneira indireta a Unasul que tem sido obedecida ou pelo menos consultada e mostrando progresso de integração entre os membros. (por mais que seja 2 passos pra frente e 1 pra trás).

E a Costa rica ta apenas pagando o preço por nao ter forças armadas. Deu um "ultimato" para poder espernear pq simplesmente nada pode fazer sem grandes prejuizos ou ajuda americana.

Se ela tive-se forças armadas com certeza nicaragua nao estaria disposta a fazer essa confusão ou pelo menos iria negociar pra evitar troca de chumbo.
Quem não vê a mão imperial nesta palhaçada?

Tudo começou com um erro do Google MAPs...

Pois, agora temos berros pelos seguintes fatos reconhecidos: de a Nicarágua manter em seu território, 600 soldados; do reconhecimento pela Nicarágua que a ilha em questão, pertence a Costa Rica!

Se não há mais presença de soldados nicaragüenses na referida ilha, por que tanta fanfarra?

É a velha mania latino-americana de plantar chifres nas testas eqüinas...

Que a Costa-Rica, lacaia imperial, e agora transmutada em puta esperneadora, vá pela eternidade dormitar no inferno!
Governo nenhum pode delimitar suas fronteiras por Google Maps.


Costa Rica da 48 horas a Nicaragua para que retire sus tropas
Ambos países reanudarán las negociaciones para resolver el conflicto este jueves
EFE - Washington - 10/11/2010

Costa Rica ha dado un plazo de 48 horas a Nicaragua para que acepte las propuestas del secretario general de la OEA, José Miguel Insulza, y cumpla con la recomendación que hizo éste de evitar la presencia de tropas en el territorio en disputa . El embajador de Costa Rica ante la Organización de Estados Americanos (OEA), Enrique Castillo, dijo en la sesión extraordinaria en la que Insulza presentó sus recomendaciones, que ambas partes no llegaron a un acuerdo sobre un texto de resolución pese a las negociaciones de última hora que se habían llevado a cabo. Serán reaunudadas el jueves.

"Costa Rica acepta las propuestas" del secretario general, "pero a partir de ahora establece un plazo de 48 horas para que ambos países manifestemos la aceptación de todas las propuestas y de su cumplimiento en cuanto a la retirada de las tropas nicaragüenses de suelo costarricense", afirmó. Y planteó que se suspenda la sesión extraordinaria y se reanude al vencimiento de las 48 horas el jueves por la tarde para conocer el resultado de esta solicitud de Costa Rica.

San José presentó esta mañana un documento de "buena fe, integral y comprensivo", que no solamente tendía a restaurar la confianza sino que estaba enfocado al futuro pensando en el desarrollo del río San Juan. Nicaragua, sin embargo, se retiró de la mesa para examinar la propuesta de Costa Rica y regresó por la tarde con otro texto, cuando se tenía que iniciar la sesión extraordinaria.

El documento era inaceptable para San José, porque no hacía referencia a la retirada de tropas, al "cese de la invasión, de devastación, de la tala de árboles", según Castillo. "Sobra decir que esta propuesta no es seria, no es aceptable y contrasta con la buena fe con la que ha actuado Costa Rica y con una conducta de buena fe", resaltó.

Para Costa Rica, el planteamiento de Managua, que insistió en la comisión bilateral para trabajar la agenda pendiente, incluyendo el amojonmiento y la delimitación de la frontera, entre otros aspectos, es una "burla". "Es una burla para los esfuerzos que ha realizado la OEA, para Costa Rica, para el Sistema Interamericano, para la paz en la región, que un país invasor, agresor, se conduzca de esa manera", destacó el embajador.

Su homólogo nicaragüense, Denis Moncada, por su parte, dijo que su país "rechaza y no admite las afirmaciones de Costa Rica en el sentido de que somos un país agresor invasor y que las Fuerzas Armadas están violando su soberanía". "Eso no es cierto y lo hemos afirmado reiteradamente, enfáticamente, en este foro y en otros. La defensa de la soberanía y de la integridad territorial de Nicaragua no es un tema de discusión para Nicaragua, es una cuestión de principio y un derecho irrenunciable del pueblo nicaragüense", ha sostenido.




Editado pela última vez por Penguin em Dom Nov 14, 2010 10:26 pm, em um total de 1 vez.
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Re: GEOPOLÍTICA

#3026 Mensagem por Penguin » Dom Nov 14, 2010 10:25 pm

EL PAIS

Disputa tropical entre ticos y nicas
Un nuevo conflicto limítrofe activa la diplomacia y las fuerzas de seguridad de Costa Rica y Nicaragua y llega a salpicar al gigante Google

ÁLVARO MURILLO | San José 10/11/2010
El Gobierno de Costa Rica envió un jueves una protesta diplomática a Managua y a la mañana siguiente desplegó en un punto de su frontera norte un inusual operativo con policías que bajaron de un helicóptero amarillo y alquilado. Ofíciales con las cananas cruzadas sobre el pecho se movían fusil en mano como se mueven las tropas en los países con Ejército -Costa Rica abolió las Fuerzas Armadas hace más de seis décadas-. Los oficiales buscaron una caña de bambú e izaron la bandera costarricense con todos los honores formales en medio de la nada. Se retiraron y unos días después llegaron los militares de Nicaragua, arriaron la bandera, colocaron la suya y se quedaron acampados en un terreno que reclaman como propio bajo el nombre de Harbour Head. Para Costa Rica, el lugar se llama isla Calero y es suya. El conflicto está de nuevo abierto.

Quince meses después de una sentencia de la Corte Internacional de Justicia (CIJ, en La Haya) sobre los derechos de Costa Rica para navegar sobre las aguas del nicaragüense río San Juan en la zona fronteriza, se vuelve cierto el refrán local sobre las tres estaciones climáticas: la seca, la lluviosa y los conflictos bilaterales. Este año, sin embargo, todo ha ido a más. Una queja sobre los trabajos de dragado en ese cauce se calentó en dos semanas y llegó a la Organización de Estados Americanos (OEA) convertida en una reclamación costarricense por invasión militar, con el trasfondo de la pelea por la propiedad de una isla de 151 kilómetros cuadrados. El despliegue diplomático, la movilización de contingentes armados y la atención de las cancillerías del continente hacen suponer la gravedad del momento, pero abundantes circunstancias recuerdan que, ante todo, esto es el trópico.

El último capítulo fue este sábado. El secretario general de la OEA, José Miguel Insulza, se pasó la tarde sentado al borde de una piscina en un hotel de Managua esperando cabida en la siempre incierta agenda del presidente Daniel Ortega, para hablar sobre una disputa que su homóloga costarricense, Laura Chinchilla, está dispuesta a llevar hasta el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas. El viernes, la empresa Google debió reconocer que su servicio de mapas estaba equivocado, una manifestación que el Gobierno de Costa Rica celebró como una victoria diplomática, mientras en Managua el canciller Samuel Santos escribía al gigante buscador global para pedirle que dejara la frontera donde la tenía. Los ticos presentan todos los mapas oficiales. Los nicas leen y releen los acuerdos limítrofes.

Hay más protagonistas aparte de los presidentes Ortega y Chinchilla y los cancilleres Santos y René Castro. Además de Google, tiene un papel relevante Edén Pastora, alias Comandante Cero, un destemplado dirigente guerrillero de los sangrientos años ochenta, a quien Managua encargó el dragado del río fronterizo, con ayuda de una máquina pagada con 1,1 millones de dólares provenientes del Gobierno venezolano de Hugo Chávez. También ha tenido un papel principal el ministro de Seguridad costarricense, José María Tijerino, un abogado de sangre nicaragüense cuyo discurso altisonante no es habitual en Costa Rica. "Saldrán por la razón o la fuerza", dijo en una emisora de radio el ministro, jefe máximo de un cuerpo policial mal capacitado y peor dotado.

Con el despliegue de aquel viernes 22 de octubre en isla Calero y las fuertes palabras de Tijerino, Ortega lo tuvo fácil para golpear con su discurso donde más duele a los costarricenses, orgullosos de carecer de Ejército desde 1948. Y no fue durante una arenga política ni ante las cámaras de televisión, sino en una nota diplomática, en la que Managua se refirió a las "tropas de las fuerzas armadas costarricenses". La indignación en San José tocó límites y aumentó la reacción popular, manifestada en los desbocados comentarios de los lectores de las noticias en Internet de uno y otro lado. La xenofobia existe y enseña sus uñas a los más de 300.000 nicaragüenses que salieron de su país pobre para lograr trabajos mal pagados en un país medio pobre.

Ortega, en apuros políticos y con cálculos de reelección, pidió unidad nacional esta semana en una cadena televisiva. Un día después hizo lo mismo Chinchilla, que este lunes cumple sus primeros seis meses de Gobierno con abundantes señales de impaciencia popular. El Congreso unánime, los obispos críticos y las cámaras empresariales en Managua cerraron filas en torno a Ortega. Incluso en su idea de emprender un nuevo juicio en La Haya. Los diputados costarricenses de todos los colores y los empresarios del país también apoyan a Chinchilla. La frontera está de moda, otra vez, en el trópico.




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Re: GEOPOLÍTICA

#3027 Mensagem por Sterrius » Dom Nov 14, 2010 11:59 pm

o mais engraçado (pra nao chorar do quao ridiculo é) é que a nicaragua culpa o google maps pelo problema. Um site que não tem nenhuma obrigação de mostrar mapas milimetricamente exatos.

vo hackear o google e botar a amazonia inteira brasileiro, pronto casus belli by google :twisted: :twisted: :twisted:

E pra distrair os EUA eu boto o alaska russo de novo :lol:




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Re: GEOPOLÍTICA

#3028 Mensagem por RobertoRS » Seg Nov 15, 2010 12:48 am

Ilya Ehrenburg escreveu:Quem não vê a mão imperial nesta palhaçada?

Tudo começou com um erro do Google MAPs...

Pois, agora temos berros pelos seguintes fatos reconhecidos: de a Nicarágua manter em seu território, 600 soldados; do reconhecimento pela Nicarágua que a ilha em questão, pertence a Costa Rica!

Se não há mais presença de soldados nicaragüenses na referida ilha, por que tanta fanfarra?

É a velha mania latino-americana de plantar chifres nas testas eqüinas...

Que a Costa-Rica, lacaia imperial, e agora transmutada em puta esperneadora, vá pela eternidade dormitar no inferno!
Tá falando sério, Ilya?!




Se não houver campo aberto
lá em cima, quando me for
um galpão acolhedor
de santa fé bem coberto
um pingo pastando perto
só de pensar me comovo
eu juro pelo meu povo,
nem todo o céu me segura
retorno à velha planura
pra ser gaúcho de novo
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Re: GEOPOLÍTICA

#3029 Mensagem por Rodrigoiano » Seg Nov 15, 2010 3:36 am

:shock:
14/11/2010 - 18h20

Cantor britânico James Blunt relata como evitou a 3ª Guerra Mundial

DA EFE, EM LONDRES

O cantor britânico e ex-militar James Blunt relatou em um programa de rádio neste domingo como teria evitado a 3ª Guerra Mundial ao rejeitar uma ordem do general americano Wesley Clark de remover à força os soldados russos que tomaram o aeroporto de Pristina, capital do Kosovo, em 1999.

Blunt, que dirigia o batalhão britânico que se deslocou ao aeroporto, afirmou que se tivesse atacado os russos, teria desencadeado um conflito mundial e que por isso rejeitou a ordem de um superior mesmo tendo consciência de que poderia enfrentar um julgamento militar.

Felizmente, o cantor teve o apoio imediato do general britânico Mike Jackson, que afirmou pessoalmente que não iria transformar seus soldados em responsáveis pelo início da 3ª Guerra Mundial, segundo explicou Blunt à rádio "BBC".

"Recebi ordem direta de render pela força os aproximadamente 200 russos que estavam lá. Eram soldados do Regimento de Paraquedistas, portanto obviamente estavam preparados para lutar", disse.

"A ordem direta veio do general Wesley Clark. Tínhamos que rendê-los pela força e foram utilizadas palavras às quais não estávamos acostumados, como 'destruir'", afirmou Blunt, que deixou o Exército após conquistar a fama mundial com sua canção "You're beautiful", em 2002.

Perguntado sobre o risco que correu de enfrentar um julgamento militar, o cantor respondeu: "Há momentos na vida que você sabe que as coisas vão bem e momentos que você sente que vão absolutamente mal".

"Há coisas que moralmente é preciso rejeitar e esse espírito de julgamento moral é algo que os soldados britânicos levam gravado dentro deles", concluiu Blunt.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/ ... dial.shtml

Fonte: Folha.com




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Re: GEOPOLÍTICA

#3030 Mensagem por Sterrius » Seg Nov 15, 2010 4:48 am

È otimo saber que ele soube ver pra frente e não so o conflito imediato. Uma visão que as vezes some de lideres e os leva a consequencias graves para todo mundo.




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