Na verdade é preciso conhecer os conceitos de ação ORDINÁRIA e PREFERENCIAL: esta, como diz o nome, dá preferência no recebimento de rendimentos (DIV/JCP) aos portadores, geralmente fundos de pensão, hedge, etc, além de gente do VC (inclusive brazucas); já as ordinárias (que na B3 costumam ter final 3 -
EMBR3, p ex) recebem valores menores mas têm DIREITO A VOTO nas assembleias da empresa, ou seja, fazem parte dos que decidem o seu futuro e, na prática, a possuem, e aí a charla é outra: lembrar do quanto criticávamos, nos tempos do FX, a "preferência da EMBRAER" por um Matusa BR, o famigerado "não vai ser um Mirage 2000-5" declarado na época: o Françuá conseguiu botar a mão em uns 20% das ORDINÁRIAS mas foi amplamente bloqueado na maioria das votações (ele próprio reclamava de "ter mas não poder controlar nada") pela
Golden Share do gov.br, que lhe permite
VETAR o que não lhe for interessante.
O que intriga (há muitos anos, ainda antes deste século, para falar a verdade) é a AVIBRAS ser uma empresa
privada (e EED ainda por cima) mas sem abrir seu capital (nunca o fez: tentem comprar papéis dela no Mercado), o que ajudaria bastante em momentos de falta de liquidez como o atual, além de poder tocar muito mais projetos. Acho que vou morrer (depois da AVIBRAS, se possível
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) sem entender o porquê disso, além de sempre ter sido tão refratária a parcerias com empresas estrangeiras (era só analisar o caso da EMBRAER, que já começou com uma parceria
win-win com a P&W), optando por sempre andar de pires na mão atrás do governo da hora.
A saída
definitiva, IMHO, seria vender (ou trocar por parte de suas dívidas) uma
Golden Share (uns 5%) ao gov.br e abrir de vez o capital na NYSE: ia ser uma IPO bilionária (USD), só mesmo os ceguinhos que dirigem a AVIBRAS é que não conseguem ver isso, POWS!!!
Desse jeito vão acabar igual à ex-Aeroeletrônica, então parte do grupo AEROMOT e hoje AEL (Elbit), que primeiro vendeu 60% da empresa para sanar os problemas mais graves de caixa enquanto esperava por um
Bail Out que o GF nem tinha como dar, então teve que vender os 40% restantes, mas nem assim o grupo se salvou; o engraçado é que nem se sonhava com isso de EED então, e hoje é a AEL que se ressente de ser "apenas" ED, por ser 100% controlada por um grupo estrangeiro - a SAAB cometeu este erro com a compra total da ATMOS - que de EED foi rebaixada a ED - mas foi mais esperta com a AKAER, que era e continua a ser EED, mesmo com as decisões sendo tomadas por Suecos. BTW, uma das coisas mais difíceis de descobrir é quem é dono de quanto nesta empresa, e estou falando de
fuentes sérias, do Mercado Acionário: ninguém sabe, ninguém viu, é acreditar no que diz a Lame$tream ou ficar buscando em vão (eu o fiz), é uma espécie de buraco negro.