Footage - US Navy Seals no Afeganistão
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
TROPA CANADENSE DESFECHA ASSALTO HELITRANSPORTADO CONTRA CENTRO TALIBAN.
Por Murray Brewster – The Canadian Press – 8 de março de 2009.
DISTRITO DE ZHARI, Afeganistão – Soldados canadenses golpearam fundo no coração do território taliban esta semana, desfechando um assalto helitransportado contra uma suspeita base de suprimentos e centro de comando dos insurgentes, no turbulento distrito de Zhari, a primeira vez em que são utilizados helicópteros canadenses num tal tipo de operação.
Mais de 200 soldados canadenses e americanos tomaram parte na operação de quase onze horas, sábado, onde deram uma varredura em instalações enlameadas cercadas de muros e cabanas fortificadas, buscando por comandantes insurgentes, depósitos de armas e fábricas de bombas artesanais.
Os soldados se retiraram por helicóptero após descobrirem uma grande quantidade de material para fabricação de explosivos, umas poucas armas e capturando dois suspeitos de serem combatentes talibans.
Não ocorreram baixas na incursão nesta parte ocidental da província – um assalto que marcou o começo de um novo capítulo na forma como o Canadá trava sua guerra de deserto de três anos na província de Kandahar.
Entretanto, o sucesso foi obscurecido, domingo, por um atentado com uma bomba de estrada, no norte de Kandahar, que matou o praça Marc Diab e feriu outros quatro soldados.
As tropas canadenses já efetuaram assaltos helitransportados antes, mas, até agora, elas sempre foram transportadas para o combate por helicópteros ou americanos, ou britânicos ou holandeses.
O acréscimo de seis helicópteros CH-47 “Chinook” por 292 milhões de dólares, como estipulado no Relatório John Manley, deu aos comandantes a flexibilidade para ordenar mais destas incursões contra as linhas de suprimento insurgentes.
Com a escassez prévia de transporte aéreo, os soldados canadenses, anteriormente, eram forçados a conduzir esse tipo de incursão-relâmpago conduzindo suas barulhentas e volumosas viaturas blindadas até o alvo – manobra essa que dava ao Taliban demasiado tempo para saber que eles estavam chegando e preparar posições defensivas.
Mas não desta vez.
“Nós viemos com tudo, a toda velocidade, e atingimos o objetivo, imediatamente,” disse o tenente Aaron Corey, um líder de pelotão da Companhia “November, sentado, com os pés balançando sobre um fosso seco de irrigação.
“Nós conseguimos total surpresa, o que não conseguíamos antes, não importando o quão duro trabalhássemos à noite; não importando o quão duro tentássemos ser sorrateiros, simplesmente, nós não conseguíamos fazer isto, especialmente neste tamanho. Você pode movimentar dez ou doze sujeitos, por aí, silenciosamente, mas você não pode fazer a mesma coisa com cento e vinte elementos.”
A incursão começou, logo após o sol nascer, com três “Chinooks” – dois britânicos e um canadense – trovejando à baixa altura e lançando os soldados num campo de papoulas, onde as plantas estavam começando a brotar do solo.
Enquanto conduzia o helicóptero para tocar o chão esponjoso, o comandante da missão, major Jonathan Knaul, não podia evitar ser atingido pelo momento histórico.
“Isso é muito maneiro,” ele pensou para si mesmo, no momento, e contou aos repórteres, depois. “Isso é muito maneiro. É mesmo. Estou levando a bordo soldados canadenses e conduzindo-os aonde eles tem de ir.”
Os soldados se derramaram da rampa e formaram um perímetro defensivo e, dentro de 90 segundos, os três “Chinooks” da vaga inicial, estavam de volta no ar, movendo-se ruidosamente, por sobre um campo. Eles subiram, acentuadamente, por sobre um leito de rio seco, e desapareceram
Não demorou muito depois de uma segunda vaga de helicópteros chegar, que homens afegãos – individualmente e, algumas vezes, em grupos – começaram a aparecer em pequenas colinas e para fora de construções. Eles ficaram, por horas, observando, enquanto ficavam bem afastados do alcance de fuzil.
Helicópteros canhoneiros, na forma de dois CH-146 “Grifons” canadenses, orbitavam, protetoramente, por cima da área, suas metralhadoras de porta, tipo “Gatling”, claramente visíveis do chão.
Em certo momento, um piloto de “Grifon” divisou dois homens, com jarras plásticas, escavando numa estrada de terra batida, aparentemente, tentando plantar boobytraps (“armadilhas para otários”), à frente do pelotão canadense. O helicóptero mergulhou sobre os homens, aparentemente, afastando-os, assustados.
O comandante da Companhia “November”, disse que os canhoneiros faziam “uma enorme diferença” e, potencialmente, forçavam o Taliban a manter suas cabeças abaixadas.
“Portanto, ter eles por cima, realmente, eu penso que mantinha os insurgentes afastados e eles nos possibilitavam pintar um bom quadro de fora da periferia, onde não podíamos ver,” disse o major Rob McBride.
Ironicamente, a Força Aérea teve de brigar para convencer a liderança militar superior e o governo federal para conseguir com que os “Grifon” fossem desdobrados para o Afeganistão.
Enquanto os infantes e os engenheiros se espalhavam para revistar as instalações, muitos dos habitantes locais mantinham-se afastados, e estes que tiveram contato com os canadenses pareciam petrificados para falar com eles.
Um aldeão começou a tremer, quando os engenheiros revistaram seus dois poços secos – locais perfeitos para ocultar pilhas de fuzis AK-47 e rojões antitanque RPG. Nada foi achado nos poços, mas o comportamento do homem levantou suspeitas entre os soldados.
Os engenheiros descobriram 204 Kg de fertilizante e tambores de óleo diesel – ambos, ingredientes para explosivos caseiros – em uma instalação, enquanto num enlameado edifício próximo, detonadores foram achados. Dois suspeitos de serem combatentes talibans foram capturados.
Com a incursão completada, os soldados retiraram-se para um parreiral, utilizando as bermas deste, da altura do peito, como cobertura.
“Nós iremos vê-los (rojões RPG) chegando, enquanto saímos, preveniu o cabo-mestre Scott Vernelli, enquanto observava dois homens de idade militar, espiando-o de um canto.
A retirada ocorreu de forma tranqüila, sem troca de disparos.
O capitão Justin Brunelle, o controlador avançado aéreo e de artilharia, disse que o ataque foi tão distante, atrás de onde eles, normalmente, são esperados para lutar, que o Taliban, provavelmente, ficou desarvorado, tentando achar suas armas.
O fato de que não ocorreram baixas, foi visto por Knaul como um sinal de que os helicópteros tinham feito seu trabalho e infligiram um revés aos insurgentes.
“O Exército arranjou um trabalho muito duro aqui, e nós não queremos que nenhum deles saia machucados nas estradas,” disse Knaul, que acrescentou que suas guarnições não precisam de nenhum lembrete de que seu trabalho diário é salvar vidas.
Por Murray Brewster – The Canadian Press – 8 de março de 2009.
DISTRITO DE ZHARI, Afeganistão – Soldados canadenses golpearam fundo no coração do território taliban esta semana, desfechando um assalto helitransportado contra uma suspeita base de suprimentos e centro de comando dos insurgentes, no turbulento distrito de Zhari, a primeira vez em que são utilizados helicópteros canadenses num tal tipo de operação.
Mais de 200 soldados canadenses e americanos tomaram parte na operação de quase onze horas, sábado, onde deram uma varredura em instalações enlameadas cercadas de muros e cabanas fortificadas, buscando por comandantes insurgentes, depósitos de armas e fábricas de bombas artesanais.
Os soldados se retiraram por helicóptero após descobrirem uma grande quantidade de material para fabricação de explosivos, umas poucas armas e capturando dois suspeitos de serem combatentes talibans.
Não ocorreram baixas na incursão nesta parte ocidental da província – um assalto que marcou o começo de um novo capítulo na forma como o Canadá trava sua guerra de deserto de três anos na província de Kandahar.
Entretanto, o sucesso foi obscurecido, domingo, por um atentado com uma bomba de estrada, no norte de Kandahar, que matou o praça Marc Diab e feriu outros quatro soldados.
As tropas canadenses já efetuaram assaltos helitransportados antes, mas, até agora, elas sempre foram transportadas para o combate por helicópteros ou americanos, ou britânicos ou holandeses.
O acréscimo de seis helicópteros CH-47 “Chinook” por 292 milhões de dólares, como estipulado no Relatório John Manley, deu aos comandantes a flexibilidade para ordenar mais destas incursões contra as linhas de suprimento insurgentes.
Com a escassez prévia de transporte aéreo, os soldados canadenses, anteriormente, eram forçados a conduzir esse tipo de incursão-relâmpago conduzindo suas barulhentas e volumosas viaturas blindadas até o alvo – manobra essa que dava ao Taliban demasiado tempo para saber que eles estavam chegando e preparar posições defensivas.
Mas não desta vez.
“Nós viemos com tudo, a toda velocidade, e atingimos o objetivo, imediatamente,” disse o tenente Aaron Corey, um líder de pelotão da Companhia “November, sentado, com os pés balançando sobre um fosso seco de irrigação.
“Nós conseguimos total surpresa, o que não conseguíamos antes, não importando o quão duro trabalhássemos à noite; não importando o quão duro tentássemos ser sorrateiros, simplesmente, nós não conseguíamos fazer isto, especialmente neste tamanho. Você pode movimentar dez ou doze sujeitos, por aí, silenciosamente, mas você não pode fazer a mesma coisa com cento e vinte elementos.”
A incursão começou, logo após o sol nascer, com três “Chinooks” – dois britânicos e um canadense – trovejando à baixa altura e lançando os soldados num campo de papoulas, onde as plantas estavam começando a brotar do solo.
Enquanto conduzia o helicóptero para tocar o chão esponjoso, o comandante da missão, major Jonathan Knaul, não podia evitar ser atingido pelo momento histórico.
“Isso é muito maneiro,” ele pensou para si mesmo, no momento, e contou aos repórteres, depois. “Isso é muito maneiro. É mesmo. Estou levando a bordo soldados canadenses e conduzindo-os aonde eles tem de ir.”
Os soldados se derramaram da rampa e formaram um perímetro defensivo e, dentro de 90 segundos, os três “Chinooks” da vaga inicial, estavam de volta no ar, movendo-se ruidosamente, por sobre um campo. Eles subiram, acentuadamente, por sobre um leito de rio seco, e desapareceram
Não demorou muito depois de uma segunda vaga de helicópteros chegar, que homens afegãos – individualmente e, algumas vezes, em grupos – começaram a aparecer em pequenas colinas e para fora de construções. Eles ficaram, por horas, observando, enquanto ficavam bem afastados do alcance de fuzil.
Helicópteros canhoneiros, na forma de dois CH-146 “Grifons” canadenses, orbitavam, protetoramente, por cima da área, suas metralhadoras de porta, tipo “Gatling”, claramente visíveis do chão.
Em certo momento, um piloto de “Grifon” divisou dois homens, com jarras plásticas, escavando numa estrada de terra batida, aparentemente, tentando plantar boobytraps (“armadilhas para otários”), à frente do pelotão canadense. O helicóptero mergulhou sobre os homens, aparentemente, afastando-os, assustados.
O comandante da Companhia “November”, disse que os canhoneiros faziam “uma enorme diferença” e, potencialmente, forçavam o Taliban a manter suas cabeças abaixadas.
“Portanto, ter eles por cima, realmente, eu penso que mantinha os insurgentes afastados e eles nos possibilitavam pintar um bom quadro de fora da periferia, onde não podíamos ver,” disse o major Rob McBride.
Ironicamente, a Força Aérea teve de brigar para convencer a liderança militar superior e o governo federal para conseguir com que os “Grifon” fossem desdobrados para o Afeganistão.
Enquanto os infantes e os engenheiros se espalhavam para revistar as instalações, muitos dos habitantes locais mantinham-se afastados, e estes que tiveram contato com os canadenses pareciam petrificados para falar com eles.
Um aldeão começou a tremer, quando os engenheiros revistaram seus dois poços secos – locais perfeitos para ocultar pilhas de fuzis AK-47 e rojões antitanque RPG. Nada foi achado nos poços, mas o comportamento do homem levantou suspeitas entre os soldados.
Os engenheiros descobriram 204 Kg de fertilizante e tambores de óleo diesel – ambos, ingredientes para explosivos caseiros – em uma instalação, enquanto num enlameado edifício próximo, detonadores foram achados. Dois suspeitos de serem combatentes talibans foram capturados.
Com a incursão completada, os soldados retiraram-se para um parreiral, utilizando as bermas deste, da altura do peito, como cobertura.
“Nós iremos vê-los (rojões RPG) chegando, enquanto saímos, preveniu o cabo-mestre Scott Vernelli, enquanto observava dois homens de idade militar, espiando-o de um canto.
A retirada ocorreu de forma tranqüila, sem troca de disparos.
O capitão Justin Brunelle, o controlador avançado aéreo e de artilharia, disse que o ataque foi tão distante, atrás de onde eles, normalmente, são esperados para lutar, que o Taliban, provavelmente, ficou desarvorado, tentando achar suas armas.
O fato de que não ocorreram baixas, foi visto por Knaul como um sinal de que os helicópteros tinham feito seu trabalho e infligiram um revés aos insurgentes.
“O Exército arranjou um trabalho muito duro aqui, e nós não queremos que nenhum deles saia machucados nas estradas,” disse Knaul, que acrescentou que suas guarnições não precisam de nenhum lembrete de que seu trabalho diário é salvar vidas.
- Renato Grilo
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Pode ser estupidez minha... mas algumas dúvidas....
Os americanos, em suas diversas frentes de combate em conflitos modernos, de todo o tipo de intensidade, não deviam ter aprendido a ser mais cautelosos, ou a responder à esses ataques de maneira mais produtiva..... explico...
O caso da somália em 93, tudo bem... eles não tinham alguns dos meios necessários para trazer mais segurança as tropas... mas neste caso específico no afeganistão...
Da mesma maneira que se utilizam caças para escoltar aviões de ataque.... não é possível utilizar helis de ataque para escoltar os helis de transporte/salvamento.... Que vantagem o acompanhamento de uma dupla de apaches teria trazido à ação..... eles poderiam ter identificado e engajado os insurgentes armados com RPG com antecedência?
Assim... se essa missão buscava um alvo tão importante, eles devem ter pelo menos imaginado que se fossem descobertos, a intensidade do combate seria alta.... e para repelir isso precisaria de fogo pesado..... A experiência em combate deles não era pra ter resultado em um tipo de precaução, ou melhor.... uma força reserva, ou de prontidão para responder por esse aumento de intensidade no combate?
Eu sei que pode soar como "Ahhh... agora é fácil falar.... depois que já deu errado, é fácil achar soluções...", mas todos esse anos em combate, quase que constantes das forças americanas, devia ter ensinado isso.. não devia?
Por favor.. especialistas me expliquemmmm....rsr
Os americanos, em suas diversas frentes de combate em conflitos modernos, de todo o tipo de intensidade, não deviam ter aprendido a ser mais cautelosos, ou a responder à esses ataques de maneira mais produtiva..... explico...
O caso da somália em 93, tudo bem... eles não tinham alguns dos meios necessários para trazer mais segurança as tropas... mas neste caso específico no afeganistão...
Da mesma maneira que se utilizam caças para escoltar aviões de ataque.... não é possível utilizar helis de ataque para escoltar os helis de transporte/salvamento.... Que vantagem o acompanhamento de uma dupla de apaches teria trazido à ação..... eles poderiam ter identificado e engajado os insurgentes armados com RPG com antecedência?
Assim... se essa missão buscava um alvo tão importante, eles devem ter pelo menos imaginado que se fossem descobertos, a intensidade do combate seria alta.... e para repelir isso precisaria de fogo pesado..... A experiência em combate deles não era pra ter resultado em um tipo de precaução, ou melhor.... uma força reserva, ou de prontidão para responder por esse aumento de intensidade no combate?
Eu sei que pode soar como "Ahhh... agora é fácil falar.... depois que já deu errado, é fácil achar soluções...", mas todos esse anos em combate, quase que constantes das forças americanas, devia ter ensinado isso.. não devia?
Por favor.. especialistas me expliquemmmm....rsr
Brasil Acima de Tudo
Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Caramba, eles mandaram 3 helis para cair na mesma armadilha! Que falta de comunicação maluca é essa!

- cabeça de martelo
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Já vi artigos de opinião por parte de oficias do Exército Norte-Americano a cair em cima dos SEALs. Segundo eles, os SEALs querem fazer tudo e acabam por não serem capazes de fazer nada realmente bem. Havia um que até dizia que os Rangers eram muitissimo superiores aos SEAL nas táticas terrestres.
A verdade é que eu já tive a oportunidade de falar com um elemento do DAE/PelRec (?) e ele falou algumas coisas que me deixaram aparvalhado em relação aos SEAL.
São muito robustos, são quase super-homens fisicamente, mas se as táticas foram incorrectas, não há nada a fazer.
A verdade é que eu já tive a oportunidade de falar com um elemento do DAE/PelRec (?) e ele falou algumas coisas que me deixaram aparvalhado em relação aos SEAL.
São muito robustos, são quase super-homens fisicamente, mas se as táticas foram incorrectas, não há nada a fazer.
- Clermont
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
O Piffer tece alguns comentários sobre o assunto emRenato Grilo escreveu:Por favor.. especialistas me expliquemmmm....rsr
http://vootatico.com/?p=310
Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Muito provavelmente os Apaches não teriam reserva de potência para ir bem armados até os mais de 9000 pés de altura de Takur Ghar. E todo caso, não é fácil deixar apenas uma seção de Apaches em uma unidade que não tem Apaches orgânicos. Eles tem uma manutenção beeem complicada, inviável de ser feita fora de sua unidade de origem. Lembrem ainda que a operação seria desencadeada no dia seguinte e, junto com essa equipe, diversas outras estavam sendo infiltradas para balizar as ZPH. Eram operadores especiais, que estavam sendo infiltrados em sigilo e um grande número de helicópteros certamente comprometeria a missão.Renato Grilo escreveu:Pode ser estupidez minha... mas algumas dúvidas....
Da mesma maneira que se utilizam caças para escoltar aviões de ataque.... não é possível utilizar helis de ataque para escoltar os helis de transporte/salvamento.... Que vantagem o acompanhamento de uma dupla de apaches teria trazido à ação..... eles poderiam ter identificado e engajado os insurgentes armados com RPG com antecedência?
O objetivo não era ali. A equipe estava sendo infiltrada para balizar o assalto aeromóvel que seria realizado no dia seguinte e o objetivo era a destruir o inimigo em uma elevação a quilômetros dali.Assim... se essa missão buscava um alvo tão importante, eles devem ter pelo menos imaginado que se fossem descobertos, a intensidade do combate seria alta.... e para repelir isso precisaria de fogo pesado.....
A QRF era justamente para isso e decolou de Gardez 15 minutos após se ter conhecimento da situação. Até aí tudo ocorreu normalmente.A experiência em combate deles não era pra ter resultado em um tipo de precaução, ou melhor.... uma força reserva, ou de prontidão para responder por esse aumento de intensidade no combate?
O principal problema de todos, IMHO, foi o SEAL bizonho (o coitado acabou morrendo) que caiu da aeronave. Ninguém fica solto dentro da aeronave até a hora de desembarcar. O cinto de segurança, seja no helicóptero, no avião ou mesmo no nosso carro, não é para as horas que está tudo OK. É para a hora do acidente, para a hora que está vazando óleo no piso, para a hora que quem não estiver amarrado vai ser arremessado para fora.
No filme do Black Hawk Down podemos ver a hora em que o mecânico dá o comando para soltar o cinto. Nos Little Birds não dá para perceber, mas o povo solta o cinto nos últimos segundos antes de tocar o solo. Nos vídeos do 3º BAvEx que saíram no Youtube há pouco tempo ( http://vootatico.com/?p=1387 ) dá para ver os procedimentos de cabine dos mecânicos quando vão lançar o povo de rapel, fast rope ou helo casting.
Todas as descoordenações e atropelos posteriores não fugiram do que se vê sempre e dificilmente teriam outra solução melhor. "Pau que nasce torto, nunca se endireita", já dizia o Gera-Samba.
Eu não estava lá (ainda bemPor favor.. especialistas me expliquemmmm....rsr

Abraços,
Carpe noctem!
- Renato Grilo
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Muito obrigado pelas explicações!
vlw
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Brasil Acima de Tudo
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Re:
Clermont escreveu:SEALS ABATIDOS PODEM TER CHEGADO PERTO DE BIN LADEN.
Tony Allen-Mills, Washington e Andrew North, Cabul – The Sunday Times – 10 de julho de 2005.
O primeiro sinal de problemas foi uma mensagem radiofônica requisitando imediata exfiltração. Uma equipe de quatro commandos SEAL da Marinha dos Estados Unidos caiu sob pesado fogo inimigo numa remota, densamente arborizada, trilha nas montanhas do Afeganistão oriental.
Os problemas transformaram-se em desastre quando um helicóptero das Forças Especiais americanas, levando 16 homens, foi abatido enquanto aterrizava no local, matando todos à bordo. Quase duas semanas mais tarde, uma missão que levou às piores perdas em combate dos Estados Unidos no Afeganistão, desde a invasão de 2001, transformou-se numa extraordinária caçada humana. Ela também abriu uma intrigante nova frente na batalha da coalizão contra o terrorismo.
A história da Operação “Red Wing”, uma busca sob liderança americana, aos guerrilheiros do Taliban e da al-Qaeda nas vastidões montanhosas da província de Kunar, contém um notável drama humano e um não resolvido mistério militar.
Por cinco dias, em meio aos picos e ravinas hostis ao longo da fronteira do Afeganistão com o Paquistão, um solitário commando americano evadiu-se dos guerrilheiros que haviam matado, pelo menos, dois de seus colegas e destruído um helicóptero “Chinook”.
Quando o anônimo SEAL finalmente sucumbiu à exaustão, foi encontrado por um aldeão afegão amistoso que chamou as forças americanas. A subseqüente busca por seus colegas recuperou dois corpos e a caçada humana pelo quarto commando continua nesta semana, apesar das afirmações dos guerrilheiros Talibans, ontem, de que ele teria sido capturado e decapitado.
“Nós o matamos às 11 horas de hoje; nós o matamos usando uma faca e arrancamos fora sua cabeça”, declarou Abdul Latif Hakimi, um porta-voz do Taliban que emitiu várias declarações falsas no passado.
Ainda assim, qualquer que seja a lista final de mortos do pior incidente na história dos SEALs – Commandos de Mar-Ar-Terra – haviam sinais desesperadores de que a missão original estaria longe de ser rotina.
De acordo com antigos oficiais de forças especiais e outras fontes militares, a equipe de ataque de quatro homens SEAL pode ter chegado perto demais de um dos alvos de mais alta prioridade da coalizão liderada pelos EUA – talvez Mullah Omar, o antigo líder Taliban, ou mesmo Osama bin Laden, o líder da al-Qaeda. Outras fontes militares sugerem que o alvo era um comandante regional do Taliban, suspeito de ter laços com al-Qaeda.
Ontem, mais de 300 soldados americanos estavam passando o pente-fino na área em busca de sinais do commando desaparecido e dos militantes que, aparentemente, utilizaram um lança-rojão RPG para destruir o "Chinook."
Outros helicópteros e drones de controle remoto estão voando por sobre vales profundos, inacessíveis. Tempestades estão retardando a busca, e há o perigo de crescente hostilidade local após afirmativas de que mais de 25 civis morreram quando aviões americanos bombardearam uma instalação na província de Kunar, semana passada.
Funcionários americanos insistem que a instalação era utilizada por militantes e um porta-voz disse que o ataque, com armas guiadas de precisão, foi parte de uma operação “conduzida pela inteligência”.
Mas Hamid Karzai, presidente do Afeganistão pró-EUA, preveniu Washington que baixas civis podem erodir o apoio público à coalizão.
Foi tarde da noite de terça-feira, 28 de junho, que o tenente Michael Murphy e três membros de sua equipe especializada reportaram um encontro com o inimigo.
Porta-vozes do Pentágono disseram que a unidade estava engajada em reconhecimento geral como parte de uma varredura através da região, em meio a temores de que o Taliban e a al-Qaeda estavam, calmamente, sendo reagrupados e se preparando para um insurgência ao estilo do Iraque.
Ainda assim, outras fontes das forças especiais observaram que pequenas unidades SEAL, como a de Murphy são, primariamente, designadas para ocultação e ação furtiva, o que indica uma missão mais específica.
“Sua inserção representou um risco extraordinário”, disse o autor de um influente blog militar, conhecido como Wretcard. “Eles estariam operando em uma área que se sabia ser uma fortaleza do Taliban, onde qualquer contato com o inimigo, automaticamente, significaria que eles estariam grandemente superados”.
Outra fonte observa que a unidade de Murphy ostentava todas as marcas registradas de uma equipe de tocaieiros de longo alcance, enviada para caçar um alvo particular. SEALs da Marinha americana são treinados para passar longos períodos operando clandestinamente.
“O fato de que os americanos não enviaram várias centenas de soldados para uma varredura, ao invés de uma equipe de reconhecimento de quatro marinheiros, sugere fortemente que a missão da equipe era fixar um alvo muito importante, antes que ele pudesse fugir de um assalto aeromóvel”, disse Wretcard.
Qualquer que fosse o real objetivo da equipe, ela se encontrou encurralada por pesadas chuvas com a escuridão caindo. Veteranos SEAL se vangloriam de nunca chamarem por socorro, a não ser em absoluto desespero. Exatamente o que aconteceu à Murphy e sua equipe permanece desconhecido, mas os comandantes na base aérea de Bagram, próximo a Cabul, não gastaram tempo em despachar mais oito SEALs em um helicóptero tripulado por oito membros de uma unidade de elite do Exército.
Quando ele estava se aproximando para aterrisar no vale do Waigal, próximo à capital provincial de Asadab, o helicóptero foi atingido pelo que os oficiais acredtam ter sido um rojão anti-tanque RPG, disparado da cobertura de árvores próximas. 1
O tenente-general James Conway, chefe de operações no Pentágono descreveu isso como um “danado de tiro sortudo”, mas quando as comunicações com o “Chinook” foram perdidas, os comandantes não correram riscos. A próxima onda de tropas desembarcou à distância segura e levou 24 horas para alcançar o sítio, onde foi confirmado que todos os 16 homens no helicóptero tinham morrido.
Para os quatro SEALs no terreno, uma desesperada batalha pela sobrevivência tinha começado. A história deles pode nunca ser contada no todo, até que o destino do quarto membro da equipe esteja claro – o único SEAL que sobreviveu foi escrutinado pelos oficiais militares, mas o Pentágono liberou, somente, o mais breve resumo de sua história por temor de comprometer as operações em andamento na área.
Dos detalhes liberados, parece que os SEALs podem ter descartado suas mochilas para se movimentarem mais rápido no terreno agreste. Ex-oficiais das forças especiais disseram que, ao enfrentarem um inimigo superior, os commandos iriam fornecer, uns aos outros, fogo de cobertura, enquanto montavam uma retirada em fases.
Comandantes da coalizão reconhecem que apesar de todo o seu armamento superior e comunicações, as forças americanas estão em desvantagem no combate nas montanhas afegãs. 2
Em algum ponto, na batalha na montanha, Murphy, 29 anos foi morto. E também o Suboficial (Petty Officer) Danny Dietz, 25 anos. Mas, pelo menos, um dos quatro SEALs sobreviveu.
Quando foi achado na última semana, ele estava há vários quilômetros dos destroços do helicóptero. Um ancião nativo amistoso notificou as autoridades que ele estava tratando um americano ferido. O commando foi levado de avião até Bagram, onde seus ferimentos foram considerados não ameaçarem sua vida.
Funcionários americanos ainda não explicaram como o SEAL sobrevivente se extraviou de seus colegas desaparecidos. Os dois commandos caídos foram considerados “mortos em ação”.
Para algumas fontes militares americanas, a força enviada para a área sugere mais que uma simples busca por um marinheiro que esteve desaparecido por 11 dias. A caçada humana pode estar fornecendo cobertura para o que pode ter sido a missão original – rastrear um fugidio alvo de “alto valor” que pode estar, de novo, perto de escorregar para longe.
________________________
Andrew North é o correspondente da BBC em Cabul. Seus relatos sobre a situação da segurança no Afeganistão são irradiados em todos os noticiários da BBC.
_____________________________________
1 : Primeiro, não posso deixar de pensar: um trambolho de um “Chinook” não é um pouco chamativo demais para uma ação furtiva, como infiltrar um Comando? Segundo, vendo o estrago que esses RPG fazem (e olha, provavelmente peças bem antigas, dos anos 1980, imagine as novas versões russas com ogivas termobáricas e de ogiva em tandem!) fico imaginando o que vai acontecer quando dois exércitos de orientação ocidental se chocarem? Que estrago um AT4 ou um “Carl Gustav” poderiam fazer num assalto helitransportado?
2: Primeiro, que confissão pavorosa vindo de membros da mais possante máquina militar de guerra do planeta! Segundo, é, parece que não foi mesmo uma boa idéia, reduzir a Campanha Afegã à um campeonato Série B e converter o Iraque no “Brasileirão” do Bush...
essa fração diminuta poderia, talvez deveria, ter se infiltrado via salto grande altitude noturna ou via terrestre operando sempre a noite.
Cabeça dos outros é terra que ninguem anda... terras ermas...
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Há terrenos no Afeganistão impossíveis de serem alcançados por terra e mesmo de difícil operação para paraquedistas . Picos escarpados , vales profundos e estreitos , ravinas , terrenos excessivamente angulosos....e tudo isso de 3000 a 5000m de altitude . Helicóptero ainda é o melhor meio de infiltração de comandos nessa zona .
Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
salto foi muito utilizado pelo SASDieneces escreveu:Há terrenos no Afeganistão impossíveis de serem alcançados por terra e mesmo de difícil operação para paraquedistas . Picos escarpados , vales profundos e estreitos , ravinas , terrenos excessivamente angulosos....e tudo isso de 3000 a 5000m de altitude . Helicóptero ainda é o melhor meio de infiltração de comandos nessa zona .
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Só que lá , meu caro PQD , corre-se o risco de um grupo de meia dúzia de paraquedistas ficar , cada um de seus integrantes , completamente isolado dos demais dado as agruras do terreno , como já citei , tal qual serem lançados dois soldados cada um na margem de um e outro lado de um vale de poucos metros de largura e centenas de profundidade...É bem provável que as equipes de comandos e seus superiores saibam bem melhor do que nós as diversas variáveis em jogo quando de um assalto dessa natureza...e o risco que disso advém...SaudaçõesPQD escreveu:salto foi muito utilizado pelo SASDieneces escreveu:Há terrenos no Afeganistão impossíveis de serem alcançados por terra e mesmo de difícil operação para paraquedistas . Picos escarpados , vales profundos e estreitos , ravinas , terrenos excessivamente angulosos....e tudo isso de 3000 a 5000m de altitude . Helicóptero ainda é o melhor meio de infiltração de comandos nessa zona .
Brotei no Ventre da Pampa,que é Pátria na minha Terra/Sou resumo de uma Guerra,que ainda tem importância/Sou Raiz,sou Sangue,sou Verso/Sou maior que a História Grega/Eu sou Gaúcho e me chega,p'ra ser Feliz no Universo.
- Clermont
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
VIRANDO A MESA: SOLDADOS AMERICANOS EMBOSCAM O TALIBAN COM RESULTADOS RÁPIDOS E LETAIS.
Por C. J. Chivers – The New York Times, 17 de abril de 2009.

POSTO AVANÇADO DE KORENGAL, Afeganistão – Apenas os insurgentes da ponta eram disciplinados enquanto caminhavam ao longo da serra. Eles moviam-se, cautelosamente, com armas prontas e, pelo menos, 4,5 m entre cada homem, disseram os soldados que os surpreenderam.
Atrás destes, estava um punhado de combatentes taliban, caminhando em um grupo adensado, alguns com fuzis pendurados ao ombro – “muito do modo como dizem aos soldados para não fazer,” disse o especialista Robert Soto, o rádio-operador da patrulha americana.
Se estes insurgentes chegassem perto o bastante, sabiam os soldados, a patrulha poderia matá-los de uma tacada só.
Combate por combate, a guerra do infante no Afeganistão, é, com freqüência, travada nos termos do Taliban. Os insurgentes emboscam comboios e patrulhas a partir de serras altas, ou de alcances longos e escapolem enquanto os americanos, sobrecarregados pelo equipamento, devolvem o fogo e pedem apoio aéreo e de artilharia. Na última semana, uma patrulha da 1ª Divisão de Infantaria reverteu a rotina.
Um pelotão americano surpreendeu uma coluna taliban numa serra boscosa, à noite, e matou, pelo menos, treze insurgentes, e talvez mais, com fuzis, metralhadoras, minas “Claymore”, granadas de mão, e à faca.
A luta unilateral, travada nas encostas da mesma montanha onde uma patrulha SEAL da Marinha foi cercada, em 2005, e um helicóptero com reforços foi abatido, não muda a guerra. Ela foi uma das centenas de tiroteios que tem ocorrido no Vale do Korengal, uma isolada região, onde insurgentes locais e os americanos tem estado amarrados num amargo impasse por mais de três anos.
Mas, enquanto os relatos da luta se espalham, a emboscada, na Sexta-Feira Santa, tornou-se um ponto de agrupamento para os soldados na Província de Kunar, que a vêem como um uma validação de seu equipamento e adestramento, e um bem-vindo desempate numa área que, nos anos recentes, tem clamado mais vidas americanas do que qualquer outra.
A patrulha de trinta soldados do I Batalhão, 26º Regimento de Infantaria, deixou seu posto avançado, antes do meio-dia de 10 de abril, e passou a maior parte do dia, escalando uma serra, no lado oposto do Rio Korengal, de acordo com entrevistas com mais da metade dos participantes.
Uma vez que os soldados alcançaram a crista da serra, quase 1.800 metros acima do nível do mar, ao lado de um pico chamado Sautalu Sar, eles encontraram pegadas frescas nas trilhas, e parapeitos de rocha, de onde os combatentes taliban, freqüentemente, disparam fuzis e rojões anti-tanque, para baixo, na direção do posto avançado americano.
O líder de pelotão, 2º tenente Justin Smith, selecionou um ponto, onde as trilhas se cruzavam, e o pelotão cavou rasos poços de tiro, antes de escurecer. Minas anti-pessoal “Claymore” foram dispostas entre as árvores próximas.
Ao pôr do sol, o tenente Smith ordenou um período de silêncio absoluto, que duraria até o escurecer. Então, ordenou que três batedores se posicionassem num posto de escuta, cerca de 90 m distante, afastados uns 10 m da trilha.
O sargento Zachary R. Reese, um tocaieiro, sussurou em seu rádio. “Temos oito elementos inimigos vindo, rápido, para nossa posição,” disse. Ele não pôde falar mais; os combatentes taliban estavam a metros de distância.
Mais apareceram. Então, ainda mais. O sargento contou 26 homens armados passando por ele.
A patrulha, constituída pelo 2º Pelotão da Companhia “B”, estava num lugar onde nenhum americano tinha passado a noite, há anos, e parecia que os afegãos não esperavam perigo.
Os soldados aguardaram. Desde há muito eles estavam adestrados nas regras da emboscada: ninguém se move e ninguém atira, até que o líder da patrulha dê a ordem. Então, todos devem atirar, de uma só vez.
O terceiro combatente taliban na coluna, ligou uma lanterna, disseram os soldados, e, rapidamente, a desligou. Cerca de 45 m separavam os dois lados, mas o tenente Smith não queria dar início ao tiroteio tão rápido, disse ele, “porque, se muitos deles saíssem vivos, então teríamos de ficar lá, enfrentando-os a noite toda.”
Ele deixou a coluna taliban continuar. Os soldados marcaram os combatentes que se aproximavam, com os lasers infra-vermelhos de suas armas, que são visíveis, somente, com equipamento de visão noturna. Os lasers marcam o caminho que as balas vão voar.
O combatente ponteiro alcançou o pelotão, quando o praça de 1ª classe Troy Pacini-Harvey, 19 anos, com seu laser marcando a testa do homem ponteiro, moveu a alavanca do seletor de tiro de seu fuzil, de segurança para semi-automático. Isto gerou um ruído quase inaudível. O combatente taliban congelou. Ele estava 2 m afastado.
O tenente Smith era novo no pelotão. Esta era sua quarta patrulha. Ele estava na situação que todo tenente de infantaria se prepara, mas quase nenhum encontra. “Fogo,”, ele disse, suavemente, no rádio. “Fogo. Fogo. Fogo.”
A frente do pelotão explodiu com barulho e clarões, enquanto os soldados atiravam. As balas atingiam todos os combatentes de ponta taliban, disseram os americanos. Os primeiros afegãos tombaram onde foram atingidos, não conseguindo devolver um único tiro.
Cinco combatentes talibans desviaram-se para a esquerda dos soldados, inconscientemente correndo direto para o caminho das balas de metralhadora e as minas “Claymore”. Por um momento, os soldados ouviram um farfalhar no mato. Eles detonaram suas “Claymore” e arremessaram granadas de mão. O farfalhar parou.
Dois outros combatentes taliban rumaram para a direita, rumo a um grande tombo. Um correu tão desvairadamente na escuridão que voou direto pelo despenhadeiro, disseram vários soldados.
Outro parou na beirada. O praça de 1ª classe Brad Larson, 19 anos, tinha seguido o homem com seu laser. “Eu o liquidei”, disse ele.
O batedor no posto de escuta alvejou três dos combatentes fugitivos, e despachou mais dois com granadas de mão. “Nós paramos aqueles que pudemos ver,” disse o sargento Reese.
O tiroteio tinha durado uns poucos minutos. A colina, por um instante, ficou quieta. Os combatentes taliban sobreviventes, alguns dos quais tinham recuado pela trilha, começaram a gritar nas sombras. “Podíamos ouvi-los chamando uns pelos outros,” disse o especialista Soto.
O tenente Smith mandou o posto de escuta recuar. Logo depois, dois helicópteros “Apache” surgiram, um F-15 lançou uma bomba sobre a rota de fuga dos taliban, cerca de 540 m acima da trilha. Então, o tenente ordenou que esquadras revistassem os corpos que pudessem encontrar na serra.
O sargento Reese deu seu fuzil para outro tocaieiro a fim de cobri-lo, enquanto ele tentava cortar as bolsas de munição de um combatente taliban, com uma faca de 4 polegadas de lâmina. O combatente estava, apenas, fingindo-se de morto, disseram os soldados. Ele fez um movimento brusco contra o sargento Reese, que lhe enfiou a faca inteira no olho esquerdo.
No total, os soldados encontraram oito corpos na serra. Eles os fotografaram para tentar identificá-los mais tarde, e coletaram suas armas, munições, rádios e documentos. Então, a patrulha fez uma varredura descendo uma ravina, onde um piloto disse ter visto mais insurgentes se escondendo.
Quatro batedores, usando equipamento de visão noturna, divisaram cinco combatentes agachados por trás das rochas, e os mataram com fogo de fuzil e metralhadora. Os corpos, também foram revistados e fotografados. O pelotão começou a recuar para o posto avançado, carregando o equipamento capturado.
O 2º Pelotão, Companhia “B”, tinha passado por uma das mais árduas atribuições no Afeganistão. Oito dos soldados do pelotão tinham sido feridos em nove meses de luta no vale, parte de uma amarga disputa pelo controle de uma área pequena e esparsamente povoada.
Três outros tinham sido mortos.
Em questão de minutos, a emboscada mudou a experiência das temporadas dos soldados. O grau da virada surpreendeu, até mesmo alguns dos soldados que participaram.
“Foi a primeira vez que a maioria de nós, até mesmo, via os caras que estavam atirando na gente,” disse o Sargento Thomas Horvath, 21 anos.
No dia seguinte, os anciãos do vale pediriam permissão para recolher os mortos da aldeia. O comandante da Companhia “B”, capitão James C. Howell, a concederia.
Mas, já, enquanto os soldados desciam a montanha, a notícia da derrota dos insurgentes estava viajando através das redes Taliban.
O especialista Roberc C. Oxman, 21 anos, tinha colocado o telefone de um combatente morto em seu bolso. Enquanto o pelotão descia, o telefone tocou, e tocou, aparentemente, enquanto outros combatentes taliban chamavam para descobrir o que tinha acontecido no Sautalu Sar. Quando o sol nasceu, ele já estava tocando há horas.
Por C. J. Chivers – The New York Times, 17 de abril de 2009.
POSTO AVANÇADO DE KORENGAL, Afeganistão – Apenas os insurgentes da ponta eram disciplinados enquanto caminhavam ao longo da serra. Eles moviam-se, cautelosamente, com armas prontas e, pelo menos, 4,5 m entre cada homem, disseram os soldados que os surpreenderam.
Atrás destes, estava um punhado de combatentes taliban, caminhando em um grupo adensado, alguns com fuzis pendurados ao ombro – “muito do modo como dizem aos soldados para não fazer,” disse o especialista Robert Soto, o rádio-operador da patrulha americana.
Se estes insurgentes chegassem perto o bastante, sabiam os soldados, a patrulha poderia matá-los de uma tacada só.
Combate por combate, a guerra do infante no Afeganistão, é, com freqüência, travada nos termos do Taliban. Os insurgentes emboscam comboios e patrulhas a partir de serras altas, ou de alcances longos e escapolem enquanto os americanos, sobrecarregados pelo equipamento, devolvem o fogo e pedem apoio aéreo e de artilharia. Na última semana, uma patrulha da 1ª Divisão de Infantaria reverteu a rotina.
Um pelotão americano surpreendeu uma coluna taliban numa serra boscosa, à noite, e matou, pelo menos, treze insurgentes, e talvez mais, com fuzis, metralhadoras, minas “Claymore”, granadas de mão, e à faca.
A luta unilateral, travada nas encostas da mesma montanha onde uma patrulha SEAL da Marinha foi cercada, em 2005, e um helicóptero com reforços foi abatido, não muda a guerra. Ela foi uma das centenas de tiroteios que tem ocorrido no Vale do Korengal, uma isolada região, onde insurgentes locais e os americanos tem estado amarrados num amargo impasse por mais de três anos.
Mas, enquanto os relatos da luta se espalham, a emboscada, na Sexta-Feira Santa, tornou-se um ponto de agrupamento para os soldados na Província de Kunar, que a vêem como um uma validação de seu equipamento e adestramento, e um bem-vindo desempate numa área que, nos anos recentes, tem clamado mais vidas americanas do que qualquer outra.
A patrulha de trinta soldados do I Batalhão, 26º Regimento de Infantaria, deixou seu posto avançado, antes do meio-dia de 10 de abril, e passou a maior parte do dia, escalando uma serra, no lado oposto do Rio Korengal, de acordo com entrevistas com mais da metade dos participantes.
Uma vez que os soldados alcançaram a crista da serra, quase 1.800 metros acima do nível do mar, ao lado de um pico chamado Sautalu Sar, eles encontraram pegadas frescas nas trilhas, e parapeitos de rocha, de onde os combatentes taliban, freqüentemente, disparam fuzis e rojões anti-tanque, para baixo, na direção do posto avançado americano.
O líder de pelotão, 2º tenente Justin Smith, selecionou um ponto, onde as trilhas se cruzavam, e o pelotão cavou rasos poços de tiro, antes de escurecer. Minas anti-pessoal “Claymore” foram dispostas entre as árvores próximas.
Ao pôr do sol, o tenente Smith ordenou um período de silêncio absoluto, que duraria até o escurecer. Então, ordenou que três batedores se posicionassem num posto de escuta, cerca de 90 m distante, afastados uns 10 m da trilha.
O sargento Zachary R. Reese, um tocaieiro, sussurou em seu rádio. “Temos oito elementos inimigos vindo, rápido, para nossa posição,” disse. Ele não pôde falar mais; os combatentes taliban estavam a metros de distância.
Mais apareceram. Então, ainda mais. O sargento contou 26 homens armados passando por ele.
A patrulha, constituída pelo 2º Pelotão da Companhia “B”, estava num lugar onde nenhum americano tinha passado a noite, há anos, e parecia que os afegãos não esperavam perigo.
Os soldados aguardaram. Desde há muito eles estavam adestrados nas regras da emboscada: ninguém se move e ninguém atira, até que o líder da patrulha dê a ordem. Então, todos devem atirar, de uma só vez.
O terceiro combatente taliban na coluna, ligou uma lanterna, disseram os soldados, e, rapidamente, a desligou. Cerca de 45 m separavam os dois lados, mas o tenente Smith não queria dar início ao tiroteio tão rápido, disse ele, “porque, se muitos deles saíssem vivos, então teríamos de ficar lá, enfrentando-os a noite toda.”
Ele deixou a coluna taliban continuar. Os soldados marcaram os combatentes que se aproximavam, com os lasers infra-vermelhos de suas armas, que são visíveis, somente, com equipamento de visão noturna. Os lasers marcam o caminho que as balas vão voar.
O combatente ponteiro alcançou o pelotão, quando o praça de 1ª classe Troy Pacini-Harvey, 19 anos, com seu laser marcando a testa do homem ponteiro, moveu a alavanca do seletor de tiro de seu fuzil, de segurança para semi-automático. Isto gerou um ruído quase inaudível. O combatente taliban congelou. Ele estava 2 m afastado.
O tenente Smith era novo no pelotão. Esta era sua quarta patrulha. Ele estava na situação que todo tenente de infantaria se prepara, mas quase nenhum encontra. “Fogo,”, ele disse, suavemente, no rádio. “Fogo. Fogo. Fogo.”
A frente do pelotão explodiu com barulho e clarões, enquanto os soldados atiravam. As balas atingiam todos os combatentes de ponta taliban, disseram os americanos. Os primeiros afegãos tombaram onde foram atingidos, não conseguindo devolver um único tiro.
Cinco combatentes talibans desviaram-se para a esquerda dos soldados, inconscientemente correndo direto para o caminho das balas de metralhadora e as minas “Claymore”. Por um momento, os soldados ouviram um farfalhar no mato. Eles detonaram suas “Claymore” e arremessaram granadas de mão. O farfalhar parou.
Dois outros combatentes taliban rumaram para a direita, rumo a um grande tombo. Um correu tão desvairadamente na escuridão que voou direto pelo despenhadeiro, disseram vários soldados.
Outro parou na beirada. O praça de 1ª classe Brad Larson, 19 anos, tinha seguido o homem com seu laser. “Eu o liquidei”, disse ele.
O batedor no posto de escuta alvejou três dos combatentes fugitivos, e despachou mais dois com granadas de mão. “Nós paramos aqueles que pudemos ver,” disse o sargento Reese.
O tiroteio tinha durado uns poucos minutos. A colina, por um instante, ficou quieta. Os combatentes taliban sobreviventes, alguns dos quais tinham recuado pela trilha, começaram a gritar nas sombras. “Podíamos ouvi-los chamando uns pelos outros,” disse o especialista Soto.
O tenente Smith mandou o posto de escuta recuar. Logo depois, dois helicópteros “Apache” surgiram, um F-15 lançou uma bomba sobre a rota de fuga dos taliban, cerca de 540 m acima da trilha. Então, o tenente ordenou que esquadras revistassem os corpos que pudessem encontrar na serra.
O sargento Reese deu seu fuzil para outro tocaieiro a fim de cobri-lo, enquanto ele tentava cortar as bolsas de munição de um combatente taliban, com uma faca de 4 polegadas de lâmina. O combatente estava, apenas, fingindo-se de morto, disseram os soldados. Ele fez um movimento brusco contra o sargento Reese, que lhe enfiou a faca inteira no olho esquerdo.
No total, os soldados encontraram oito corpos na serra. Eles os fotografaram para tentar identificá-los mais tarde, e coletaram suas armas, munições, rádios e documentos. Então, a patrulha fez uma varredura descendo uma ravina, onde um piloto disse ter visto mais insurgentes se escondendo.
Quatro batedores, usando equipamento de visão noturna, divisaram cinco combatentes agachados por trás das rochas, e os mataram com fogo de fuzil e metralhadora. Os corpos, também foram revistados e fotografados. O pelotão começou a recuar para o posto avançado, carregando o equipamento capturado.
O 2º Pelotão, Companhia “B”, tinha passado por uma das mais árduas atribuições no Afeganistão. Oito dos soldados do pelotão tinham sido feridos em nove meses de luta no vale, parte de uma amarga disputa pelo controle de uma área pequena e esparsamente povoada.
Três outros tinham sido mortos.
Em questão de minutos, a emboscada mudou a experiência das temporadas dos soldados. O grau da virada surpreendeu, até mesmo alguns dos soldados que participaram.
“Foi a primeira vez que a maioria de nós, até mesmo, via os caras que estavam atirando na gente,” disse o Sargento Thomas Horvath, 21 anos.
No dia seguinte, os anciãos do vale pediriam permissão para recolher os mortos da aldeia. O comandante da Companhia “B”, capitão James C. Howell, a concederia.
Mas, já, enquanto os soldados desciam a montanha, a notícia da derrota dos insurgentes estava viajando através das redes Taliban.
O especialista Roberc C. Oxman, 21 anos, tinha colocado o telefone de um combatente morto em seu bolso. Enquanto o pelotão descia, o telefone tocou, e tocou, aparentemente, enquanto outros combatentes taliban chamavam para descobrir o que tinha acontecido no Sautalu Sar. Quando o sol nasceu, ele já estava tocando há horas.
- Viktor Reznov
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
É muito bom ler contos de sucesso dos americanos nessa empreitada selvagem que é a guerra do Afeganistão.
I know the weakness, I know the pain. I know the fear you do not name. And the one who comes to find me when my time is through. I know you, yeah I know you.
- Ilya Ehrenburg
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Re: Footage - US Navy Seals no Afeganistão
Ora, pois, vossa bandeira não é verde e amarela, mas ao que parece: vermelha, azul e branca, com estrelas e tiras.Cross escreveu:É muito bom ler contos de sucesso dos americanos nessa empreitada selvagem que é a guerra do Afeganistão.
![Gargalhada [003]](./images/smilies/003.gif)
Não se tem razão quando se diz que o tempo cura tudo: de repente, as velhas dores tornam-se lancinantes e só morrem com o homem.
Ilya Ehrenburg
Uma pena incansável e combatente, contra as hordas imperialistas, sanguinárias e assassinas!
Ilya Ehrenburg
Uma pena incansável e combatente, contra as hordas imperialistas, sanguinárias e assassinas!