EB Reestruturação

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Brasileiro
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Re: EB Reestruturação

#31 Mensagem por Brasileiro » Seg Mai 18, 2009 10:00 pm

Guerra, essa eu acho que você pode me responder...

O Exército possui algumas unidades denominadas "batalhão de caçadores". Na prática, o que diferencia esses batalhões dos demais batalhões de infantaria? Seria alguma razão histórica?



abraços]




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Guerra
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Re: EB Reestruturação

#32 Mensagem por Guerra » Ter Mai 19, 2009 8:59 am

Brasileiro escreveu:Guerra, essa eu acho que você pode me responder...

O Exército possui algumas unidades denominadas "batalhão de caçadores". Na prática, o que diferencia esses batalhões dos demais batalhões de infantaria? Seria alguma razão histórica?



abraços]

Brasileiro, é um BI normal. É so tradição.




A HONESTIDADE É UM PRESENTE MUITO CARO, NÃO ESPERE ISSO DE PESSOAS BARATAS!
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Re: EB Reestruturação

#33 Mensagem por cabeça de martelo » Ter Mai 19, 2009 10:07 am

Brasileiro escreveu:Guerra, essa eu acho que você pode me responder...

O Exército possui algumas unidades denominadas "batalhão de caçadores". Na prática, o que diferencia esses batalhões dos demais batalhões de infantaria? Seria alguma razão histórica?



abraços]

Como o SGT Guerra já disse, é uma questão de tradição. Os Batalhões de Caçadores eram as unidades de elite do Exército Português, eram básicamente unidade de infantaria ligeira.

:arrow: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/in ... aco01.html

:arrow: http://books.google.com/books?id=7GRWqV ... ry_r&cad=0




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

https://i.postimg.cc/QdsVdRtD/exwqs.jpg
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Re: EB Reestruturação

#34 Mensagem por FOXTROT » Ter Mai 19, 2009 10:42 am

cabeça de martelo escreveu:
Brasileiro escreveu:Guerra, essa eu acho que você pode me responder...

O Exército possui algumas unidades denominadas "batalhão de caçadores". Na prática, o que diferencia esses batalhões dos demais batalhões de infantaria? Seria alguma razão histórica?



abraços]

Como o SGT Guerra já disse, é uma questão de tradição. Os Batalhões de Caçadores eram as unidades de elite do Exército Português, eram básicamente unidade de infantaria ligeira.

:arrow: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/in ... aco01.html

:arrow: http://books.google.com/books?id=7GRWqV ... ry_r&cad=0
Olá Cabeça de Martelo, há quanto tempo não travamos um debate?

Abraços




"Só os mortos conhecem o fim da guerra" Platão.
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Re: EB Reestruturação

#35 Mensagem por cabeça de martelo » Ter Mai 19, 2009 10:46 am

À pelo menos 2 semanas; é que eu estive de férias. 2 semanas com uma enchada nas mãos...até perdi barriga! :lol:




"Lá nos confins da Península Ibérica, existe um povo que não governa nem se deixa governar ”, Caio Júlio César, líder Militar Romano".

O insulto é a arma dos fracos...

https://i.postimg.cc/QdsVdRtD/exwqs.jpg
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Re: EB Reestruturação

#36 Mensagem por Bolovo » Sex Mai 22, 2009 12:31 am

Organograma do CFN

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5f/Brazil_Naval_Fusiliers_Corps.png


Só faltando os Grupamentos de Fuzileiros Navais (GFN) que são subordinados aos Distritos Navais. São do tamanho de batalhões.

* GFN do Rio de Janeiro, RJ (1st DN)
* GFN de Salvador, Bahia (2nd DN)
* GFN de Natal, Rio Grande do Norte (3rd DN)
* GFN de Belém, Pará (4th DN)
* GFN de Rio Grande, Rio Grande do Sul (5th DN)
* GFN de Ladário, Mato Grosso do Sul (6th DN)
* GFN de Brasília, Distrito Federal (7th DN)
* Batalhão de Operações Ribeirinhas, Manaus, Amazonas (9th DN)




"Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."
Darcy Ribeiro (1922 - 1997)
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Re: EB Reestruturação

#37 Mensagem por jauro » Dom Mai 24, 2009 10:57 am

Nas Entrelinhas

Alon Feuerwerker

Uma expansão menos assimétrica
É preciso que o país discuta um modo social e ambientalmente responsável de ocupar nossa fronteira norte. Vazios populacionais são um chamado a problemas



A convite do Exército, participei esta semana de visita à região de São Gabriel da Cachoeira, a capital de fato da área conhecida como Cabeça do Cachorro, no extremo noroeste do Brasil. Ali fazemos limite com a Colômbia e a Venezuela. Além de São Gabriel, pude conhecer o pelotão de São Joaquim, na fronteira colombiana, colado a áreas de ação das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e, logicamente, do narcotráfico.

Apesar das sabidas dificuldades materiais das Forças Armadas, fica visível para quem lá vai a ênfase no deslocamento da ação militar brasileira estratégica rumo ao norte. Um sinal dos tempos é o movimento para a Amazônia de unidades antes sediadas no Rio de Janeiro.

Não é novidade a posição especial da Amazônia no pensamento militar brasileiro. O novo está em que as Forças Armadas transformam de fato, e aceleradamente, a preocupação em ação. Cresce o investimento nos pelotões de fronteira, ainda que dentro dos apertados limites orçamentários. Duas decisões recentes potencializaram essa orientação da caserna: o decreto presidencial 6.513, de julho passado, que determinou o reforço da presença militar nas terras indígenas, e as condições colocadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando confirmou a demarcação contínua da terra indígena Raposa Serra do Sol.

Com a decisão do STF, o Exército viu garantida legalmente a liberdade de fazer movimentos em terras indígenas, sem o que não poderia cumprir sua missão constitucional em defesa da integridade e da soberania do país. Aliás, uma preocupação dos comandantes na Amazônia é com possíveis pressões externas e internas que tentem “relativizar” a decisão do Supremo. Considerando o estágio atual da discussão na opinião pública, é bom mesmo ficar de olho. A tentativa de demonização da presença militar brasileira na região é a outra face do entreguismo.

Infelizmente, nota-se entre nós a costura de um discurso no qual o Brasil é apontado como “pouco capaz” de cuidar da Amazônia. Em geral, o “cuidar bem” é traduzido por deixar a floresta intocada. Como se algum povo, em algum momento de sua história, tivesse conseguido progredir sem alterar em certo grau o meio ambiente. Para agravar a situação, aceita-se aqui um debate em torno da ideia de “nações” indígenas. Como se os muitos grupos originais não integrassem a nacionalidade brasileira.

Contra essas ameaças o Exército está fazendo a parte dele. Basta ir a São Gabriel da Cachoeira, lugar de grande concentração e diversidade de comunidades indígenas, e constatar que ali as Forças Armadas se estruturam com base na integração. Na tropa e fora dela. Os soldados são majoritariamente índios. E no hospital militar local (o único da área), mais de 80% da população atendida é de índios.

Mas o resto do país, será que também está fazendo a sua parte? Há dúvidas. A presença militar é um vetor importante na garantia de autoridade sobre o território. Mas soberania real só se mantém com população e desenvolvimento. O vácuo populacional é a porta de entrada para todo tipo de problema, começando pelo crime e terminando na vulnerabilidade diante da cobiça internacional. É um debate que o Brasil precisa fazer. Como ocupar o norte de modo não assimétrico. Não só com soldados, mas com povo, todo tipo de povo brasileiro.
Nas condições concretas do Século 21, isso só será possível dentro de parâmetros sociais e ambientais coletivamente aceitáveis, e seria adequado se o vetor dessa expansão fosse a agricultura familiar.

Lamentavelmente, os nossos movimentos pela reforma agrária estão presos numa armadilha, em parte por causa da aliança com o ambientalismo global. Em vez de pressionarem o governo pela distribuição e regularização de terras na Amazônia, desperdiçam tempo e energia na luta contra a grande propriedade produtiva, contra o agronegócio. Estão encalacrados num impasse, enquanto o imenso desafio nacional da expansão para o norte carece de uma força social transformadora à altura da grandiosidade da missão.




"A disciplina militar prestante não se aprende senhor, sonhando e na fantasia, mas labutando e pelejando." (CAMÕES)
Jauro.
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