No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

Assuntos em discussão: Exército Brasileiro e exércitos estrangeiros, armamentos, equipamentos de exércitos em geral.

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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#31 Mensagem por jauro » Dom Out 26, 2008 9:13 pm

knigh7 escreveu:
jauro escreveu: A 4ª DE já foi extinta há bastante tempo, reveja os fundamentos.

Ufa!! Até que enfim uma notícia boa.

Mas Jauro, sobre os obuses de 105mm, o EB já decidiu qual?
Já dei minha opinião lá no tópico correspondente.
Mais uma colocação sobre os cortes: se não há tropa em algum lugar, então não é preciso a existência de uma Região Militar.

Só mais um dúvida?
Quantos países você conhece com territórios imensos (8,5milhões de km²), com população beirando aos 200 milhões de Hab, com fronteiras com 10 países e com uma faixa litorânea enorme e onde está o seu potencial energético mais precioso na atual conjuntura? E este mesmo país tem uma FA com menos de 200.000 integrantes.




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#32 Mensagem por GustavoB » Dom Out 26, 2008 9:20 pm

knigh7 escreveu:Bourne escreveu:
Isso não é revoltante

Depende do detalhamento desses 1,2 bi de reais pata os jogos militares. É bem possível que a infra-estrutura para os jogos seja incorporada as FA's, em que são obras necessárias a muito tempo, mas, agora, tem um motivo bem forte para se efetivarem.


Bourne, mas aí você está especulando...
Você também está especulando, que seria melhor reduzir o contingente, melhor profissionalizar a força, a estrutura de comando não é adequada, a AMAN está desatualizada, etc...




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#33 Mensagem por knigh7 » Dom Out 26, 2008 10:46 pm

GustavoB escreveu:
knigh7 escreveu:Bourne escreveu:
Isso não é revoltante

Depende do detalhamento desses 1,2 bi de reais pata os jogos militares. É bem possível que a infra-estrutura para os jogos seja incorporada as FA's, em que são obras necessárias a muito tempo, mas, agora, tem um motivo bem forte para se efetivarem.


Bourne, mas aí você está especulando...
Você também está especulando, que seria melhor reduzir o contingente, melhor profissionalizar a força, a estrutura de comando não é adequada, a AMAN está desatualizada, etc...

Você sabe o que significa especulação?




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#34 Mensagem por knigh7 » Dom Out 26, 2008 10:53 pm

jauro escreveu:
knigh7 escreveu:
Ufa!! Até que enfim uma notícia boa.

Mas Jauro, sobre os obuses de 105mm, o EB já decidiu qual?
Já dei minha opinião lá no tópico correspondente.
Mais uma colocação sobre os cortes: se não há tropa em algum lugar, então não é preciso a existência de uma Região Militar.

Mas há unidades ligadas a uma região militar que não são apenaqs de apoio. Por exemplo: eu estava me referindo a extinguir a 4ª Brigada. A 4ª região militar (no qual pertence a brigada) possui o 55ª Batalhão de Infantaria e o 12ºBatalhão de polícia de exército. Eu estava me referindo a isso, a não extinguir essas unidades. Não se poderia, obviamente, deixar o Nordeste inteiro sem tropas, ou o Estado de Minas. Então essas Regiões Militares funcionariam como uma especie de Guarda Nacional. Sem brigadas, mas com algumas unidades. É apenas uma sugestão para a redução de efetivo. Obviamente, se o EB quiser diminuí-lo, tomará decisões melhores.




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#35 Mensagem por knigh7 » Dom Out 26, 2008 11:31 pm

jauro escreveu: Quantos países você conhece com territórios imensos (8,5milhões de km²), com população beirando aos 200 milhões de Hab, com fronteiras com 10 países e com uma faixa litorânea enorme e onde está o seu potencial energético mais precioso na atual conjuntura? E este mesmo país tem uma FA com menos de 200.000 integrantes.
E como pode haver um Exército com mais de 200mil homens e não ter um sistema de Defesa Antiaéreo acima de 3Km de altura ou ter um pouco mais de 100 MANPADS?


Se vc se decidisse mudar de casa você se deparasse com a seguinte opção: compra uma casa de 400m2 mas não tem dinheiro para mobiliá-la e tem gastos a mais com empregadas domésticas e manutenção ou compra uma casa menor, com dinheiro sobrando para mobilia-la e esta casa tem uma despesa que cabe em seu orçamento?
Entendeu meu raciocínio?

É o mesmo caso de Um Porta Aviões para a MB: não sou contrário a idéia de um. Sou contrário a ela ter uma arma de projeção (Porta Aviões) sem ela ter antes um bom conjunto de belonaves para a defesa.




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#36 Mensagem por Moccelin » Seg Out 27, 2008 1:20 am

knigh7 escreveu:
vilmarmoccelin escreveu:Todo mundo fala, fala, fala, mas esquece de uns "pequenos" detalhes: E se o exército resolvesse, do nada, diminuir uns 70.000 militares do seu efetivo e passar a ser 100% profissional o que aconteceria???

Primeiro, isso teria de ser feito dentro de, no mínimo, uns 20 anos... Pra diminuir o número de oficiais e sargentos sendo formados e dar tempo do povo atual ir saindo.
Sim, não é de uma hora para outra. Mas para reduzir 30% (70 mil) não demoraria 20 anos, e sim uns 10...

Aí vai depender de COMO essa mudança será feita, e quanto menor o tempo, maior o gasto.


O EB deveria começar...
vilmarmoccelin escreveu: Ah, e a questão de custos... Pra transformar o nosso exército em 100% profissional E voluntário seriam necessárias somas muito grandes de dinheiro por um bom tempo... Primeiro, porque, como eu já falei, o processo seria demorado e progressivo, e segundo, exércitos profissionais tem um "custo per capita" bem maior...
Olha, para um soldado do SMO pagava-se até o ano passado meio salário mínimo, e com um salário desses, 9 em cada 10 que fazem são voluntários.
Agora, vai-se pagar 1 salário mínimo, ou seja, vai aumentar mais ainda a procura. Apenas os cabos e os soldados não são profissionais. Tem certeza, que com a profissionalização vai aumerntar os custos?

Cara, a diferença na formação de um exército profissional e de um exército de conscritos é mais cara não só pelo salário... A partir do momento que ocorrer a profissionalização ocorrerá as despesas "a mais" que temos nos soldados enganjados, cabos e sgts/oficiais temporários, um exemplo? Saúde de familiares dependentes... Outra coisa, a manutenção de um exercito profissional envolve custos em treinamento maiores, sinceramente, é MUITO mais caro treinar e manter treinado um exército menor e mais eficiente do que um mair porém menos eficiente, que via ter que aprender coisas na marra, etc... É a mais ou menos a diferença do que podemos ver se analisarmos a doutrina soviética e ocidental na guerra fria. E tenho certeza que, apesar de pensamentos meio retrógrados em algumas áreas, nossos generais devem ter pesado isso em uma balança, enfim, no final das contas nós acabamos não sabendo muito o que se passa na alta cúpula... Podem, inclusive, estar analisando essa idéia de profissionalização e reduçao apontada por alguns.
vilmarmoccelin escreveu: Isso sem contar uma coisa bem importante. Pelo tamanho do nosso país não tem jeito, o exército precisa ser de um porte grande, e levando em conta que sendo um exército profissional o número de reservistas de primeira categoria ia diminuir, afinal a renovação anual iria ser menor, logo seria necessária uma preparação bem maior pra treinamento dos recursos humanos de reserva em caso de necessidade, além dos recursos materiais, ou seja, mais custos.
Meu Deus do Céu, Vilmar!!!!
É isso que se aprende na AMAN, ou seja, que o que importa é a quantidade de homens ao invés de equipamentos e e um número menor de homens bem treinados?
A AMAN está usando manuais de 200 anos atrás, quando para se ter um exército era necessário ter um cavalo, um mosquetão e homens (inclusive isso era obrigatório a muitas nações (que todos os homens acima de 18 anos tivessem 1 cavalo e 1 mosquetão, como o Paraguai).
Você acha que os reservistas que fazem o SMO são de boa qualidade? Não seria melhor termos reservistas que ficaram nas fileiras do EB por 5, 6 anos, ao invés de 9 meses?
Primeiro, eu não estou matriculado na AMAN, sou Aluno EPC ainda... Desde o começo de 2006 sou Adido à AMAN (licença para tratamento de saúde) devido a uma fratura de fêmur em um Exercício, e provavelmente nunca irei ser um Oficial do EB, pelo menos não combatente, logo não falo como um Oficial em formação, e sim como um "meio civil" que sabe mais por ter lido do que por instruções "de verdade".

Segundo, cara, 200mil já é um tamanho pequeno se pararmos pra ver o tamanho do Brasil e a nossa população, mas tudo bem... Vamos pensar assim, de um Exército de 200mil temos 70mil soldados que todo ano entram, recebem o treinamento básico, desses 70mil uns 50 a 60mil vão embora com esse ano de instrução. Entramos em guerra... Vamos mobilizar as tropas e convocar os reservistas dos últimos 5 anos? Vamos. 200mil da ativa + 50 a 60mil por ano vezes 5 anos... 450mil a 500mil... Agora vamos imaginar o proposto por você. Um exército com um corte de 30%... 140mil homens, só que profissional... Bom, os números da rotatividade vão diminuir drasticamente... 10 mil por ano??? Ou seja, em caso de mobilização, se chamarmos os mesmos 5 anos de reservistas teremos menos que o tamanho do Exército atual. E aí vem o X da questão... Teremos dinheiro pra treinar esses 140 mil homens de forma que a melhor qualidade supere a falta de quantidade? E olha que a diferença numérica não é de 200 pra 140mil, mas sim de sim de 200mil + 50mil por ano para 140mil + 10mil por ano. Teremos dinheiro pra manter uma tropa estacionada em uma região apta a combater numa região bem distante, afinal a quantidade de quartéis diminuiria. Enfim, são muitas variáveis para serem analisadas.

Sobre o comentário do "um cavalo, um mosquetão e um homem", tudo bem que o treinamento do nosso recruta está longe do ideal, mas é muito delicado imaginar que diminuir e apostar numa profissionalização full seria o ideal na nossa atual confuntura político social, estamos passando por um momento interessante, temos um MD que parece estar mais preocupado com a cadeira que os anteriores, temos a alta cúpula do governo federal trabalhando no assunto, ou, pelo menos tentando enganar, enfim... Talvez daqui a uma "meia carreira militar" (15... 20 anos) estejamos numa situação melhor para se pensar nessa profissionalização, atualmente? Acho meio difícil sem uma garantia concreta do governo Federal que verbas não iam ser cortadas pela simples análise "menos homens, menos verba"...

Mas pra completar, alguém sabe os custos aproximados da formação de um recruta do EB e de um recruta do US Army? Pergunto isso porque seria uma boa comparação... Um bom ponto pra se analisar o quão caro seria formar um soldado para um exército profissional.

PS.: Não sei exatamente os números de recrutas, Sd e Cabos enganjados indo embora, etc... Usei números baseados no que eu lí aqui no DB mais um pequeno exercício de lógica mas se alguém tiver os números exatos seria de grande valia.
Mas enquanto isso não aparece deem uma olhada nessa tabela do link abaixo, atentar para o tamanho da nossas Forças Armadas na ativa e nas nossas tropas de reserva e o orçamento em comparação com os números da Alemanha e da França. Ah, a tabela não está perfeita, vários errinhos e alguns absurdos, mas é só procurar pelo Google outras e cruzar os dados pra ter uma idéia do que é confiável ou não.

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_co ... med_forces




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#37 Mensagem por jauro » Seg Out 27, 2008 3:20 pm

E como pode haver um Exército com mais de 200mil homens e não ter um sistema de Defesa Antiaéreo acima de 3Km de altura ou ter um pouco mais de 100 MANPADS?
Então se o COMDABRA, que é um Cmdo Combinado das três forças, resolver o problema da DAAe o EB não precisará diminuir o seu efetivo?
Se vc se decidisse mudar de casa você se deparasse com a seguinte opção: compra uma casa de 400m2 mas não tem dinheiro para mobiliá-la e tem gastos a mais com empregadas domésticas e manutenção ou compra uma casa menor, com dinheiro sobrando para mobilia-la e esta casa tem uma despesa que cabe em seu orçamento?
Entendeu meu raciocínio?
Estas suas comparações são simplórias demais, tanto a de cima como esta, mas vamos lá:
Claro eu compraria uma casa simples, na periferia, mas também não ia querer ser o responsável pela DEFESA das demais casas e estabelecimentos da cidade.
Note bem que o tamanho do Brasil, suas fronteiras e população não são consideradas na sua comparação.




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#38 Mensagem por GustavoB » Seg Out 27, 2008 4:51 pm

Você sabe o que significa especulação?

Por que, discorda?




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#39 Mensagem por jauro » Qua Out 29, 2008 11:37 am

Setor público é finalista com carros de combate


Marília de Camargo Cesar
de São Paulo

Quando o produto que você vende é tão abstrato quanto a segurança, fica mais difícil mensurar resultados da implementação de um programa para tornar excelente a gestão de sua empresa. E quando sua empresa na verdade é uma unidade do Exército brasileiro, ser finalista do Prêmio Nacional da Qualidade adquire um sabor especial. "Tudo o que a Suzano faz nós fazemos também", orgulhava-se ontem, em São Paulo, o comandante Aloísio Lamim, devidamente fardado, ao ser informado oficialmente pelos conselheiros da Fundação Nacional da Qualidade que o 4º Regimento de Carros de Combate, o qual dirige, é o primeiro órgão público a levar o prêmio - na verdade, foi um dos finalistas de 2008. Os parâmetros da fundação para chegar a um finalista ou destaque em apenas um dos critérios da premiação são tão rigorosos que ser "apenas" finalista não diminui em nada o prazer das empresas que o conseguem.

Lamim comanda um efetivo de 500 homens e um conjunto de 54 Leopard 1A1, mais comumente chamados de tanques de guerra, na pequena Rosário do Sul, município com 40 mil habitantes situado a 390 quilômetros de Porto Alegre. O tenente-coronel Lamim acredita que o exemplo de seu regimento poderá ser seguido por outras unidades do Exército e também da Marinha e da Força aérea. "Nossa unidade é pioneira, mas outras podem buscar também a excelência gerencial." Entre os resultados obtidos após a implantação do modelo da FNQ o comandante cita um melhor planejamento e direcionamento do orçamento do corpo, que gira em torno de R$ 1,5 milhão por ano. No almoxarifado, todos os procedimentos que resultam em compras ou distribuição de material também foram otimizados. "Com essa crise que se aproxima, possivelmente sofreremos cortes no orçamento e é na crise que esses aprendizados se tornam ainda mais importantes", observou Lamim.




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#40 Mensagem por knigh7 » Sáb Nov 01, 2008 9:52 pm

jauro escreveu:
E como pode haver um Exército com mais de 200mil homens e não ter um sistema de Defesa Antiaéreo acima de 3Km de altura ou ter um pouco mais de 100 MANPADS?
Então se o COMDABRA, que é um Cmdo Combinado das três forças, resolver o problema da DAAe o EB não precisará diminuir o seu efetivo?
E por acaso somente há deficiência/ausência/obsolescêcia na DAAe?
Se vc se decidisse mudar de casa você se deparasse com a seguinte opção: compra uma casa de 400m2 mas não tem dinheiro para mobiliá-la e tem gastos a mais com empregadas domésticas e manutenção ou compra uma casa menor, com dinheiro sobrando para mobilia-la e esta casa tem uma despesa que cabe em seu orçamento?
Entendeu meu raciocínio?
Estas suas comparações são simplórias demais, tanto a de cima como esta, mas vamos lá:
Claro eu compraria uma casa simples, na periferia, mas também não ia querer ser o responsável pela DEFESA das demais casas e estabelecimentos da cidade.
[/quote]
Se você tivesse uma casa grande teria gastos maiores para mantê-la. Numa menor, sobraria mais verbas para equipamentos e assim, defendewr melhor a cidade.
jauro escreveu: Note bem que o tamanho do Brasil, suas fronteiras e população não são consideradas na sua comparação.
Cortar em 30% o efetivo e redirecionar as verbas para aquisição material e manutenção traria bem mais benefícios.
O EB tem que procurar a solução para a obsolescência dos equipamentos dentro dele. Não dá para continuar esperando uma solução de fora. Como? Um enxugamento como esse acima, de 30%, com o compromisso do Estado de NÃO reduzir o orçamento ou aumentar o contingenciamento. E convertê-lo para aquisiçõese manutenção dos materiais.


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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#41 Mensagem por knigh7 » Sáb Nov 01, 2008 10:11 pm

vilmarmoccelin escreveu:
Cara, a diferença na formação de um exército profissional e de um exército de conscritos é mais cara não só pelo salário... A partir do momento que ocorrer a profissionalização ocorrerá as despesas "a mais" que temos nos soldados enganjados, cabos e sgts/oficiais temporários, um exemplo? Saúde de familiares dependentes...
Vilmar,

Eu estou me referinado a soldados e cabos. Quantos filhos um jovem de 18, 20 anos tem?
vilmarmoccelin escreveu: Segundo, cara, 200mil já é um tamanho pequeno se pararmos pra ver o tamanho do Brasil e a nossa população, mas tudo bem... Vamos pensar assim, de um Exército de 200mil temos 70mil soldados que todo ano entram, recebem o treinamento básico, desses 70mil uns 50 a 60mil vão embora com esse ano de instrução. Entramos em guerra... Vamos mobilizar as tropas e convocar os reservistas dos últimos 5 anos? Vamos. 200mil da ativa + 50 a 60mil por ano vezes 5 anos... 450mil a 500mil... Agora vamos imaginar o proposto por você. Um exército com um corte de 30%... 140mil homens, só que profissional... Bom, os números da rotatividade vão diminuir drasticamente... 10 mil por ano??? Ou seja, em caso de mobilização, se chamarmos os mesmos 5 anos de reservistas teremos menos que o tamanho do Exército atual. E aí vem o X da questão...
Num efetivo profissional,o Exército faria contratos de 1, 2 anos que seriam renováveis por interesse de ambas as partes (soldado e instituição). Assim, a Força poderia regular a quantidade de reservistas preparados de acordo com seu interesse.
vilmarmoccelin escreveu:

Acho meio difícil sem uma garantia concreta do governo Federal que verbas não iam ser cortadas pela simples análise "menos homens, menos verba"...
Olha, reduzir o efetivo e traçar um acordo junto ao Congresso e Governo para NÃO diminuir as verbas para a Defesa seria possivel sim.
vilmarmoccelin escreveu: Mas pra completar, alguém sabe os custos aproximados da formação de um recruta do EB e de um recruta do US Army? Pergunto isso porque seria uma boa comparação... Um bom ponto pra se analisar o quão caro seria formar um soldado para um exército profissional.

PS.: Não sei exatamente os números de recrutas, Sd e Cabos enganjados indo embora, etc... Usei números baseados no que eu lí aqui no DB mais um pequeno exercício de lógica mas se alguém tiver os números exatos seria de grande valia.
Mas enquanto isso não aparece deem uma olhada nessa tabela do link abaixo, atentar para o tamanho da nossas Forças Armadas na ativa e nas nossas tropas de reserva e o orçamento em comparação com os números da Alemanha e da França. Ah, a tabela não está perfeita, vários errinhos e alguns absurdos, mas é só procurar pelo Google outras e cruzar os dados pra ter uma idéia do que é confiável ou não.

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_co ... med_forces[/color]

Vilmar, isso não serve como comparação. Por que? Porque até o ano passado, quando se pagava apenas 100 dólares para um recruta no Brasil, 9 em cada 10 eram voluntários. Seria impossível ter o mesmo efeito nos EUA, Europa, num grande número de países.

Atenciosamente




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#42 Mensagem por knigh7 » Sáb Nov 01, 2008 10:19 pm

jauro escreveu:Setor público é finalista com carros de combate


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Quando o produto que você vende é tão abstrato quanto a segurança, fica mais difícil mensurar resultados da implementação de um programa para tornar excelente a gestão de sua empresa. E quando sua empresa na verdade é uma unidade do Exército brasileiro, ser finalista do Prêmio Nacional da Qualidade adquire um sabor especial. "Tudo o que a Suzano faz nós fazemos também", orgulhava-se ontem, em São Paulo, o comandante Aloísio Lamim, devidamente fardado, ao ser informado oficialmente pelos conselheiros da Fundação Nacional da Qualidade que o 4º Regimento de Carros de Combate, o qual dirige, é o primeiro órgão público a levar o prêmio - na verdade, foi um dos finalistas de 2008. Os parâmetros da fundação para chegar a um finalista ou destaque em apenas um dos critérios da premiação são tão rigorosos que ser "apenas" finalista não diminui em nada o prazer das empresas que o conseguem.

Lamim comanda um efetivo de 500 homens e um conjunto de 54 Leopard 1A1, mais comumente chamados de tanques de guerra, na pequena Rosário do Sul, município com 40 mil habitantes situado a 390 quilômetros de Porto Alegre. O tenente-coronel Lamim acredita que o exemplo de seu regimento poderá ser seguido por outras unidades do Exército e também da Marinha e da Força aérea. "Nossa unidade é pioneira, mas outras podem buscar também a excelência gerencial." Entre os resultados obtidos após a implantação do modelo da FNQ o comandante cita um melhor planejamento e direcionamento do orçamento do corpo, que gira em torno de R$ 1,5 milhão por ano. No almoxarifado, todos os procedimentos que resultam em compras ou distribuição de material também foram otimizados. "Com essa crise que se aproxima, possivelmente sofreremos cortes no orçamento e é na crise que esses aprendizados se tornam ainda mais importantes", observou Lamim.
Um regimento de Carros de Combate recebe apenas 1,5 milhões para passar o ano. Enquanto que os militares pedem ao Congresso 360 milhões para realizar as Olimpíadas Militares. As F. As precisavam se candidatar a ser sede dessas Olimpíadas, sabendo que drenará desviará os recursos do Min. da Defesa para a realização dela?
É revoltante. É um exemplo de como as forças Armadas estão "empenhadas" na missão Constitucional a que a Sociedade Brasileira deu a elas.

Deixo minhas parabenizações ao coronel Amim pelo trato com a coisa pública no 4º Regimento. E a outras unidades que também gerem de forma eficiente esses recursos.




Editado pela última vez por knigh7 em Dom Nov 02, 2008 2:13 am, em um total de 1 vez.
gil eanes

Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#43 Mensagem por gil eanes » Dom Nov 02, 2008 2:10 am

Voltei. Tentei ficar quieto só lendo. Mas não deu.

Vocês tão discutindo um problema há muito superado pela Marinha. O melhor modelo é o empregado por ela, sem dúvida.

Abraços a todos e principalmente ao Sr. Vinícius.




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#44 Mensagem por knigh7 » Dom Nov 02, 2008 2:16 am

Também considero a MB a melhor gestora dos recursos dentre as 3 Forças.




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Re: No Exército, 2009 já chegou [Crise Economica ja Bateu]

#45 Mensagem por jauro » Dom Nov 02, 2008 5:48 pm

E por acaso somente há deficiência/ausência/obsolescêcia na DAAe?
Não, mas cortes no pessoal também provocam ausências e deficiências.




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