EduClau escreveu: Seg Jul 08, 2024 2:16 pm
Choram muito, acham tudo caro e que rola algum cascalho por baixo dos panos, principalmente se é produto brasileiro. Caro é pagar 1 bi de doletas por uma dúzia de Black Hawk.
Em 12 Agosto 2022 a FAP-Força Aérea Portuguesa assinou um contrato de compra à companhia norte-americana Arista Aviation Services de 6 helicópteros médios Sikorsky S-70A Black Hawk (UH-60A no US Army).
A compra dos seis novos helicópteros foi financiada em 81% pelo Plano de Recuperação e Resiliência, com um custo total de 43 milhões de euros.
Acho que ele se referiu A NÓS (BRL não USD 1,2B por helis "usados, quase novos").
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Seg Jul 08, 2024 5:34 pm
por cabeça de martelo
43 milhões de Euros são 1000 milhões de Reais?!
Ele escreveu 1 bi de doletas.
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Seg Jul 08, 2024 5:48 pm
por Túlio
cabeça de martelo escreveu: Seg Jul 08, 2024 5:34 pm
43 milhões de Euros são 1200 milhões de Reais?!
Como falei, penso que o @EduClau se referiu, em tom de ironia, a um dos "negócios da china" do EB, uma dúzia de Blackhawks "pouco usados, quase novos" mais opção por meia dúzia idem por um valor que, "traduzido" em EUR, passa direto dos 200M (par EURBRL a 5,9228 agorinha mesmo).
Aqui o que menos corre VOA, cupincha.
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Seg Jul 08, 2024 6:11 pm
por EduClau
cabeça de martelo escreveu: Seg Jul 08, 2024 5:34 pm
43 milhões de Euros são 1000 milhões de Reais?!
Ele escreveu 1 bi de doletas.
Como falei, penso que o EduClau se referiu, em tom de ironia, a um dos "negócios da china" do EB, uma dúzia de Blackhawks "pouco usados, quase novos" mais opção por meia dúzia idem por um valor que, "traduzido" em EUR, passa direto dos 200M (par EURBRL a 5,9228 agorinha mesmo).
Me referi à recente notícia sobre BH para o EB, quase 1 bi de Biden$:
EUA autorizam a venda de helicópteros Black Hawk para o Brasil
...o Departamento de Estado aprovou uma possível venda de helicópteros UH-60M Black Hawk para o Exército Brasileiro (EB), por um custo estimado de até US$ 950 milhões, e entregou as notificações necessárias para o Congresso dos Estados Unidos.
Acho que há um engano do jornal nesta matéria. A venda seria de BH para a Avex e não para a FAB.
No caso, a força aérea ainda está sem saber de onde e como vai tirar da cartola mais um lote de BH para si.
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Seg Jul 08, 2024 8:19 pm
por EduClau
FCarvalho escreveu: Seg Jul 08, 2024 6:46 pm
Acho que há um engano do jornal nesta matéria. A venda seria de BH para a Avex e não para a FAB.
No caso, a força aérea ainda está sem saber de onde e como vai tirar da cartola mais um lote de BH para si.
É para o EB mesmo, eu troquei o link para o da T&D. Aproveitando o post e sobre valores, notícia fresquinha:
Uruguay decidió comprar seis aviones de combate a Brasil por US$ 100 millones
Se as notícias que vários sites argentinos estão propalando pela internet sobre a venda de UH-60L usados que devem ser disponibilizados pelos US Army no ano que vem sendo oferecidos pela Elbit reformados e modernizados para o EA tiverem procedência, então a FAB tem a chance que queria nas mãos.
Diz que cada célula sairia por cerca de 2 milhões a unidade, sem o serviço de modernização israelense.
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Sex Jul 12, 2024 8:54 am
por cabeça de martelo
Resolução do Conselho de Ministros n.º 88/2024
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Autoriza o início das discussões técnicas e negociais tendo em vista a eventual aquisição, pelo Estado Português, de aeronaves A-29 Super Tucano, e a conceção e desenvolvimento da sua configuração NATO.
Como escrevi no FD, os testiculos dos nossos governantes estão de certeza guardados num cofre na sede da Embraer.
Para tudo e mais alguma coisa são precisos concursos e concorrentes.
No caso da Embraer é só esta estalar os dedos.
Com o objetivo de iniciar a edificação desta capacidade, foi solicitada à Força Aérea Portuguesa (FAP) uma avaliação da sua implementação, da qual resultou a constatação do potencial da aeronave A-29 Super Tucano da Embraer, S. A., com capacidade evolutiva para uma configuração adequada aos requisitos operacionais exigidos para a participação em operações no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e para a satisfação das missões das Forças Armadas Portuguesas em causa
Esta parte tem piada. Como se a FAP não tivesse sido posta perante um facto consumado
Mas enfim aguardo ansiosamente pelas missões CAS na Lituânia
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Ter Jul 16, 2024 2:58 pm
por cabeça de martelo
ACADO escreveu:
Mais imagens dos Black Hawk a providenciarem top cover à inserção de militares em Rappel pelos Koala
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Ter Jul 16, 2024 6:01 pm
por FCarvalho
Até outro dia o KC-390 era um questionamento só. Hoje, o bicho é a paixão desmedida de muitos na FAP e fora dela por aí, inclusive na vizinhança, que olha para a força aérea de Portugal e enxerga nela o seu futuro em relação ao transporte tático militar.
O Super Tucano, a seu tempo e modo, irá demonstrar de forma simples e objetiva que também é uma escolha acertada para incrementar as vossas capacidades militares a custos e tempo muito mais interessantes ao erário público, e aos cofres da FAP, do que qualquer outro da mesma categoria, ou mesmo superior, no que diz respeito aos treinadores LIFT.
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Qua Jul 17, 2024 6:13 am
por LM
O "problema" da aquisição do KC-390 apenas foi, do aparelho em si, no risco de o projecto "correr mal" (ie estávamos a colocar os ovos todos em um projecto ainda recente e sem provas dadas - e nós não tínhamos plano B); a principal critica era da escolha "daquele segmento" (ie muitos consideram que se devia ter optado por A400M + C295M) e esta critica era a mesma que caso o escolhido fosse um C-130J; aliás, outra "critica", muitos consideram desnecessário investir já em aviões de transporte, considerando que os nossos C130H modernizados ainda serviam uns bons anos... há sempre receio que só se invista em transporte e SAR, a parte "armas" fica sempre em 3º plano.
A questão da escolha do ST é, para mim, muito simples: acordo entre Estados, forte "incorporação nacional" na versão N através da OGMA... temos de comprar; se vamos gastar mais 1 cêntimo do que o necessário para ter um avião de treino a hélice capaz de CAS? O que interessa é as OGMA; no entanto escusam de tentar convencer que é boa opção para CAS nas nossas condições (ie que vale a pena pagar por essa capacidade)... pior se formos perceber que até no treino não cumpre as necessidades todas (o Brasil não está a estudar adquirir outro modelo para formar pilotos do F39? E nem vamos pensar em quantos pilotos se formam em Portugal para F16 por ano).
Re: Força Aérea Portuguesa (FAP)
Enviado: Qui Jul 18, 2024 6:50 am
por cabeça de martelo
Portugal recebe apoio de Bruxelas na compra de aviões para evitar fogos como em 2017
(18 de Julho de 2024)
Lusa escreveu:A assinatura do contrato de aquisição à Canadair de dois aviões bombardeiros pesados DHC-515 realiza-se no Museu do Ar, em Sintra, com a presença dos ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da Administração Interna, Margarida Blasco.
A Comissão Europeia espera que os dois aviões de combate a incêndios que Portugal vai esta quinta-feira formalmente adquirir, por 100 milhões de euros em verbas comunitárias, permita reforçar a frota e evitar fogos florestais como os de 2017.
Em causa está um acordo que será hoje formalizado pelo Executivo para compra de dois aviões bombardeiros pesados de combate a incêndios que estarão baseados em Portugal e farão parte da reserva estratégica da Protecção Civil da União Europeia (UE), num total de 12 que Bruxelas financia com um orçamento total de 600 milhões de euros (para Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália e Croácia).
«Tudo remonta a Portugal, em 2017, quando ocorreram incêndios muito grandes em que morreram cerca de 100 pessoas e quando se percebeu que não temos na Europa capacidades suficientes», afirma em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarcic.
Numa alusão aos fogos florestais de Junho e Outubro de 2017 no país, que causaram mais de 100 mortos e 500 mil hectares de área ardida, Janez Lenarcic diz à Lusa que, nesse ano, «Portugal não tinha essa capacidade própria», nem pôde contar com apoio de outros Estados-membros por falta de disponibilidade de meios.
Por essa razão, desde então, a Comissão Europeia apostou na preparação contra fogos florestais e, após as necessárias negociações entre os colegisladores da UE (por a Protecção Civil ser competência nacional), esteve em conversações com a fabricante canadiana Canadair, que foram recentemente concluídas, para reforçar a frota europeia e dos países "mais vulneráveis".
«Com as assinaturas [entre os governos destes seis países e a empresa] que esperamos que ocorra este ano, devemos concluir este processo. [...] Dois Estados-membros já assinaram contratos deste tipo em Março, a Grécia e a Croácia, e esperamos que Portugal o faça [...] e que, em breve, também Espanha, Itália e França o façam para assim ser possível iniciar a produção», indica Janez Lenarcic à Lusa.
Está em causa uma verba de 600 milhões de euros para a aquisição de 12 novos aviões de combate a incêndios que serão repartidos, a partir de 2027, por seis Estados-membros, incluindo Portugal.
A ideia é, precisamente, que as 12 aeronaves aumentem a capacidade de combate aéreo a incêndios da reserva estratégica rescEU, com o comissário europeu a falar de aeronaves anfíbias médias que são «populares nos países mediterrânicos» por permitirem um reabastecimento de água no mar, em lagos ou rios.
«Se fosse necessário ir ao aeroporto para reabastecer, isso levaria muito mais tempo e o tempo e a rapidez são essenciais quando lidamos com incêndios florestais», assinala Janez Lenarcic, falando em aviões que são «a melhor opção possível» pois estes países «nunca estão longe do mar ou de outra massa de água». Previsto está que a primeira aeronave demore mais três anos a ser construída, daí que só chegue a partir de 2027.
Janez Lenarcic adianta à Lusa que, apesar de duas aeronaves ficarem baseadas em Portugal (cabendo ao Estado português a sua manutenção e estacionamento), poderão ser mobilizadas para outros países da UE, por fazerem parte da reserva europeia, acontecendo o mesmo com as restantes.