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Re: Super Hornet News

Enviado: Sáb Mar 07, 2009 6:09 pm
por Marino
JFilho escreveu:Olá pessoal.

Este é meu primeiro comentário, e talvez já de cara eu seja atirado aos leões, porém não poderia iniciar qualquer debate sem antes dizer algumas coisas....

Resolvi agora, tornar-me um membro, pois terei tempo hábil para participar ativamente do Fórum, porém não sei se foi à opção mais acertada. Afinal, pela superficial análise que eu fiz, descobri que há grandes discussões das quais pouco tem a contribuir com as pessoas que procuram o fórum para aprender e ampliar seus conhecimentos.

Porém, descobri que existem pessoas aqui que merecem destaque, e que tem um amplo conhecimento sobre assuntos dos mais diversos, como o professor Orestes e o grande Marino.........

Espero de alguma forma contribuir com este fórum e torná-lo ainda melhor, principalmente agora, em um momento em que o Brasil passará por grandes mudanças, tanto matérias como estruturais. Mas tambem desejo aprender muito sobre temas que eu não tenho qualquer conhecimento, principalmente em se tratando de Exercito.
Seja bem-vindo caro amigo.
Grande só se vc considerar os 1,86 de altura :lol: :lol: :lol: .
Espero que se torne um assíduo colaborador de nosso fórum e faça, como eu, grandes amizades.
Forte abraço

Re: Super Hornet News

Enviado: Sáb Mar 07, 2009 6:12 pm
por Marino
Copiado do Poder naval:

FX-2: Alto escalão da Boeing em Brasília
No início de fevereiro, o governo anunciou os três aviões finalistas na concorrência para renovar a frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB): o Rafale, da francesa Dassault, o Gripen NG, da sueca SAAB, e o F-18 da americana Boeing. No estágio atual, oficiais da Aeronáutica estudam detidamente as características das aeronaves e analisam propostas das empresas de transferência de tecnologia e compensações comerciais para o Brasil. O programa da Aeronáutica, denominado F-X2, conta com cerca de US$ 2 bilhões (R$ 5,2 bilhões) para a aquisição de 36 aeronaves. Segundo o cronograma da FAB, os aviões começariam a ser entregues em 2014. Com a aproximação da decisão, cresce o vai-e-vem de representantes das empresas candidatas a Brasília na tentativa de alardear as qualidades das aeronaves e das propostas ao governo brasileiro.

Em dezembro, o presidente Nicolas Sarkozy esteve com o presidente Lula no Rio de Janeiro e tratou do assunto. No começo do mês passado, o presidente da SAAB, Ake Svensson, aterrissou no Brasil para conversar com autoridades. Na semana passada, foi a vez do presidente mundial da divisão de defesa da Boeing, Jim Albaugh, desembarcar em Brasília. Antes de um encontro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ele concedeu uma entrevista a ÉPOCA na quarta-feira (4). Afirmou que o F-18 atende às exigências do governo brasileiro, que a Boeing está pronta para entregar os aviões dentro do prazo e que o Brasil pode tirar proveito da transferência de tecnologia. Disse ainda estar entusiasmado com o encontro que o presidente Lula terá com o presidente Obama, na segunda quinzena de março. Albaugh, no entanto, não dá garantias de que as armas serão fornecidas – o governo americano costuma vetar a venda de alguns equipamentos – nem que o software gerenciador da aeronave será aberto ao Brasil. Abaixo os principais trechos da entrevista:

ÉPOCA – Qual o objetivo de sua visita a Brasília?
Jim Albaugh – A razão de eu ter vindo ao Brasil é acompanhar mais de perto a concorrência, ajudar as pessoas a entender a importância da nossa participação e, óbvio, conversar com o nosso cliente potencial [o governo brasileiro]. A gente aproveita para falar com autoridades e também com possíveis parceiros da nossa empresa.

ÉPOCA – Então o senhor veio conversar com o ministro da Defesa Nelson Jobim e com o comandante da Aeronáutica Juniti Saito?
Albaugh – Nós geralmente não falamos com quem especificamente viemos conversar, mas é com autoridades e oficiais do governo que trabalham na concorrência [ÉPOCA confirmou que havia na agenda do ministro Nelson Jobim uma audiência com Jim Albaugh na quarta-feira].

ÉPOCA – O senhor acredita que o governo vai anunciar o vencedor até o final do ano?
Albaugh – Pelo o que ouvimos até agora a decisão do governo brasileiro sobre o vencedor deverá sair lá pelo mês de outubro. Acho que a concorrência vem sendo conduzida de forma muito profissional e transparente. Imagino que não há razões para acreditar que o governo brasileiro não cumprirá o cronograma. Mas isso está completamente fora do nosso controle. Tudo o que podemos fazer é deixar claro nossos objetivos e tentar planejar uma parceria com as indústrias locais.

ÉPOCA – Na última vez que o governo brasileiro lançou um programa para renovar a frota (final do governo Fernando Henrique Cardoso) ele não foi adiante.
Albaugh – Um das coisas que aprendi nesse negócio é ser extremamente paciente. Essa é uma decisão muito importante para o Brasil. Nos Estados Unidos também já tivemos muitos programas que foram cancelados e outros que foram amplamente reestruturados. Essas compras precisam ser conduzidas com planejamento e, claro, precisam de financiamentos. A crise econômica global é um complicador nessa conjuntura.

ÉPOCA – Em sua avaliação, qual é a importância do programa F-X2 para o Brasil?
Albaugh – Os aviões atualmente em uso têm muitas horas de voo. São antigos. As exigências previstas na concorrência deixam claro que o governo quer revitalizar seu sistema de defesa. E estou certo de que nós [Boeing] temos capacidade de atender os desejos do governo brasileiro. Nosso avião é muito eficiente em ataques, apoio aéreo e reconhecimento. Um prova de sua capacidade é que a marinha americana está substituindo aviões mais antigos por esse modelo. Além do mais podemos garantir a entrega desses aviões no prazo estipulado. Nossa linha de produção está a todo vapor. Temos entregado entre quatro e cinco aviões desse modelo por mês. Até hoje nunca entregamos um avião fora do prazo combinado. Além disso, é um avião de baixo custo, bem como sua operação e manutenção.

ÉPOCA – Há espaço para empresas brasileiras no projeto da Boeing para o Brasil? Albaugh – Com certeza. Podemos também oferecer tecnologia. Podemos criar empregos. Podemos reforçar os laços com a indústria brasileira e ajudar para que ela faça, ainda mais, parte da indústria global da aviação.

ÉPOCA – Quantos F-18 voam ao redor do mundo atualmente?
Albaugh – Existem mais de 300 entre os modelos existentes fornecidos à marinha americana. Em breve entregaremos o primeiro para a Austrália que fechou um contrato com a gente de 24 aeronaves. Estamos participando de concorrências em vários países.

ÉPOCA – No Brasil existe a desconfiança de que se a Boeing vencer ela não poderá fornecer armas para os aviões em função de vetos do governo americano.
Albaugh – Nós fornecemos os aviões e conversamos muito com os órgãos do governo americano – como a Marinha, o Pentágono e o Departamento de Estado – para satisfazer as vontades dos nossos clientes. Acredito que temos tido sucesso até agora.

ÉPOCA – A Boeing vai abrir o código-fonte (programa utilizado para gerenciar a aeronave e suas funções) para o Brasil se vencer a disputa?
Albaugh – Esse é realmente um assunto da responsabilidade do governo americano porque envolve tecnologia americana de mais de 35 anos. Estamos conversando em Washington e falando sobre as necessidades dos nossos clientes. Acho que estamos avançando.

ÉPOCA – A Boeing vai apoiar a Embraer na produção de unidades do F-18 no Brasil?
Albaugh – Bom, ainda não decidimos exatamente como vai se dar a participação da indústria brasileira. E se tivéssemos decidido produzir o avião no Brasil, não diria a você porque essa é uma indústria muito competitiva, obviamente. É uma informação estratégica. O que posso garantir é que cumpriremos em 100% nossas obrigações de participação industrial, assim como já fizemos várias vezes em outros países. Já gastamos mais de US$ 29 bilhões na última década em 38 países em participação industrial. Empresas parceiras da Boeing estão conversando com 60 companhias brasileiras.

ÉPOCA – Além da Embraer, quais são as empresas que vocês estão procurando?
Albaugh – Infelizmente não posso lhe dar a resposta, pois é estratégica nesse momento. Mas somos uma indústria aeroespecial. Precisamos de softwares, hardwares, equipamentos de rádio-comunicação, fontes alternativas de energia entre outras necessidades. No Brasil, há algumas empresas que podem nos ajudar nessa tarefa por terem capacidade. Estamos conversando com elas há cerca de um ano. Acreditamos que algumas já estão preparadas. Outras teriam de trabalhar conosco por mais tempo para estarem aptas.

ÉPOCA – Poderia dar um exemplo de país que se favoreceu por ter adquirido aeronaves da Boeing?
Albaugh – Um exemplo é a Arábia Saudita. Como compensação pela compra de aeronaves F-15, uma empresa foi criada há 20 anos para fazer manutenção e reparos nos aviões. Hoje fatura cerca de US$ 300 milhões e mantém três mil empregados. E eles não trabalham apenas para a Arábia Saudita. Mas também para países vizinhos do Oriente Médio. É isso o que deixamos em outros paises; uma empresa capacitada provedora de serviços no mundo. É isso o que eu gostaria de obter num programa de compensação comercial se eu fosse o governo brasileiro.

ÉPOCA – O presidente Lula conversa há tempos como o presidente francês Nicolas Sarkozy sobre o F-X2. Mas o presidente Barack Obama só chegou agora. A França, com o Rafale, está na frente?
Albaugh – Ahahaha. Bem. Obviamente quando você tem líderes dos países conversando sobre o assunto e colocando os detalhes em cima da mesa é uma situação interessante para os países. Os contatos que você têm são realmente importantes. Estou muito entusiasta com a notícia de que o presidente Barack Obama e o presidente Lula se encontrarão em breve (o encontro está previsto para o dia 14 de março). Se a renovação da frota brasileira vai ser objeto da conversa deles eu não tenho idéia.

ÉPOCA – Como descreveria o momento da aviação militar?
Albaugh – Atravessamos um período de incertezas. Não sabemos por exemplo os rumos do orçamento do departamento de defesa dos Estados Unidos. Tem muita gente esperando os detalhes do orçamento para poder se programar. É preciso saber que programas serão apoiados e quais não serão.

ÉPOCA – Mas a expectativa é que o governo Obama reduza os gastos militares.
Albaugh – Entendemos que a percepção das ameaças globais não mudou entre o dia 19 (último dia de George W. Bush na Casa Branca) e 20 de janeiro (primeiro dia de Barack Obama). Além disso, o presidente Obama já deixou claro que as questões da segurança e da defesa nacional são prioridades de seu governo.

FONTE: Época

Re: Super Hornet News

Enviado: Sáb Mar 07, 2009 6:25 pm
por Strike7
Marino escreveu:
JFilho escreveu:Olá pessoal.

Este é meu primeiro comentário, e talvez já de cara eu seja atirado aos leões, porém não poderia iniciar qualquer debate sem antes dizer algumas coisas....

Resolvi agora, tornar-me um membro, pois terei tempo hábil para participar ativamente do Fórum, porém não sei se foi à opção mais acertada. Afinal, pela superficial análise que eu fiz, descobri que há grandes discussões das quais pouco tem a contribuir com as pessoas que procuram o fórum para aprender e ampliar seus conhecimentos.

Porém, descobri que existem pessoas aqui que merecem destaque, e que tem um amplo conhecimento sobre assuntos dos mais diversos, como o professor Orestes e o grande Marino.........

Espero de alguma forma contribuir com este fórum e torná-lo ainda melhor, principalmente agora, em um momento em que o Brasil passará por grandes mudanças, tanto matérias como estruturais. Mas tambem desejo aprender muito sobre temas que eu não tenho qualquer conhecimento, principalmente em se tratando de Exercito.
Seja bem-vindo caro amigo.
Grande só se vc considerar os 1,86 de altura :lol: :lol: :lol: .
Espero que se torne um assíduo colaborador de nosso fórum e faça, como eu, grandes amizades.
Forte abraço
Ora com certeza, no momento estou me dedicando a ler alguns dos tópicos que considero mais interessantes, afinal quero conhecer mais profundamente os frequentadores deste importante fórum militar.

Dês de já gostaria de agradeçer o acolhimento seu e do Orestes.
Obviamente não falo por simples reconhecimento, mas por ideologia.

Meu principal objetivo como Brasileiro sempre foi o de tornar o Brasil mais forte, soberano e principalmente, criar uma identidade de Nação Brasileira, e esta meta é com certeza a que move pessoas como nós a trabalhar, informar e debater assuntos como estes aqui tratados.

Grande Abraço.

Re: Super Hornet News

Enviado: Sáb Mar 07, 2009 6:51 pm
por PRick
Depois eu é que sou fanático 8-] 8-] , nem o Gripen NG tem custo de hora de voo na casa dos 3.000 doláres, por sinal, isso nem pode ser afirmado, para um caça não operacional. Agora, falar em F-18E com esse custo, deve ser um método do tipo marciano ou lunático. É bom lembrar que em matéria recente sobre o Rafale tinha pelo menos um erro gritante em relação a base de dados do Rafale.

Quanto aos radares, é uma maravilha, ainda mais dando a distância de rastreio para alvos de 10 m2 [000] [000] . Está na hora de matérias mais informativas. Se a mídia especializada começar fazer igual as grandes. É melhor deixar elas nas bancas.

[]´s

Re: Super Hornet News

Enviado: Sáb Mar 07, 2009 7:33 pm
por Penguin
Rodrigoiano escreveu:
Santiago escreveu:Acabei de ver a materia da Asas.
Ela diz que o dito por Bob Kemp, representante da Saab, de que o custo do Gripen NG seria de USD 3.000/h e os do Rafale e SH de USD 14.000 era um exagero. Que a Asa pode comprovar que o custo do SH tb seria de USD 3.000/h. Em momento nenhum ela afirma nada a respeito do Rafale ou do Gripen.

Outro ponto na materia foi que afirmaram que o radar APG-79 teria um alcance superior ao ultimos radares propostos para a familia Flanker/Su-35. E olha que essa Revista sempre foi nitidamente simpatizante das aeronaves russas.

[]s
Prezado Santiago, mas não deixa de ser "estranho" um caça biturbina ter o mesmo custo de um monoturbina?

Ah, estou com a revista em mãos aqui e ela diz o que eu havia escrito, pelo menos interpretei assim...

Cordial abraço!
Metodologias distintas, custos distintos.
Nao ha duvidas que um caca mono de mesma geracao tenha custos menores que um bi.

[]s

Re: Super Hornet News

Enviado: Dom Mar 08, 2009 8:59 am
por faterra
Texto referente ao polêmico custo operacional dos candidatos, retirado de ASAS.

Revista ASAS, nº 47, pág. 48
...
A campanha publicitária do jato sueco também se ampara num alegado menor custo operacional diante dos concorrentes, e sobre isto foi afirmado à imprensa que a hora-vôo do Gripen NG tem um custo de US$ 3,000.00, contra US$ 14,000.00 no caso dos caças francês e norte-americano. Equívoco - em uma visita ao esquadrão VFA-136 "knightHawks", equipado com o Super Hornet e sediado em NAS Oceana (base aeronaval da Marinha norte-americana), ASAS pôde apurar que a hora-vôo do caça norte-americano custa efetivamente US$ 3,000.00. Ou seja, o mesmo custo do Gripen NG.
Não creio que este tipo de informação seja tão disponível assim. Mas, não deve ser igual ao Gripen C, um caça monoturbina. Também acredito não ser o exagero soltado pela Gripen US$ 14,000.00 contra US$ 3,000.00. Enfim, no caso do Gripen NG, este custo só deverá ser apurado quando ele tiver operacional em alguma força aérea. Valores operacionais propagandeados pelo fabricante não passa disso... propaganda.

Re: Super Hornet News

Enviado: Dom Mar 08, 2009 12:24 pm
por Strike7
Eu acredito que nesta etapa da concorrência, tudo quanto é informação deve ser duramente contestada e analizada. Pois as maletas de dinheiro correm soltas para tudo quanto é canto...

Re: Super Hornet News

Enviado: Dom Mar 08, 2009 1:29 pm
por Bourne
Comopara esses valores de operação é o mesmo que um cara chegar numa concessionária e perguntar: quanto esse caminhão faz por um litro de diesel carregado? O vendedor vai falar a melhor média e regime de operação mais favorável. Entretanto, para a aplicação que o cliente quer, o consumo pode ser bem diferente.

Re: Super Hornet News

Enviado: Dom Mar 08, 2009 6:38 pm
por gaitero
E aquela situação.

O manual diz que o carro faz 15 KM por litro.
Mas o mesmo manual diz que para se fazer isto deve estar em uma reta de 1 KM a 60 KM/H em quinta marcha e com apenas uma pessoa dentro do carro.....

Você vai encontrar este tipo de ambiente quando sair com seu carro para trabalhar??
Talvez até encontre, mas que vai ser dificil vai.....

Re: Super Hornet News

Enviado: Seg Mar 09, 2009 12:39 pm
por Oziris
Imagem

[]'s

Re: Super Hornet News

Enviado: Seg Mar 09, 2009 2:36 pm
por luisdmrx
Primeiro F/A-18F da Austrália

Boeing inicia produção do primeiro Super Hornet para a Real Força Aérea Australiana e pretende entregar em julho

A Boeing inicia a produção do primeiro F/A-18F Super Hornet para a Força Aérea Real Australiana (RAAF) com a fuselagem anterior na linha de produção de St. Louis.
Segundo o fabricante, a produção do primeiro exemplar está três meses à frente do cronograma de entrega previsto para o início do mês de julho.

O F/A-18E/F Super Hornet é um caça equipado com o novo radar AESA (Active Electronically Scanned Array) que pode realizar um amplo espectro de missões táticas.
A RAAF encomendou 24 caças Super Hornet a Boeing ao qual continuará as entregas durante os anos de 2010 e 2011.

Re: Super Hornet News

Enviado: Ter Mar 10, 2009 1:14 pm
por HIGGINS
Perguntinha: E se a versão para o Brasil for uma "LITE" ???????
Você vão querer, ainda assim?
Confiar num Congresso alheio é um pouco demais, não?

Re: Super Hornet News

Enviado: Ter Mar 10, 2009 1:24 pm
por Immortal Horgh
HIGGINS escreveu:Perguntinha: E se a versão para o Brasil for uma "LITE" ???????
Você vão querer, ainda assim?
Confiar num Congresso alheio é um pouco demais, não?
Não adianta eu querer, você ou qualquer outro forista, se a FAB quiser e o Governo assinar, será ele e pronto. Acho que é muito complicado se tomar partido sem saber o conteúdo da proposta.



[ ]s

Re: Super Hornet News

Enviado: Ter Mar 10, 2009 2:39 pm
por Anderson TR
Immortal Horgh escreveu:
HIGGINS escreveu:Perguntinha: E se a versão para o Brasil for uma "LITE" ???????
Você vão querer, ainda assim?
Confiar num Congresso alheio é um pouco demais, não?
Não adianta eu querer, você ou qualquer outro forista, se a FAB quiser e o Governo assinar, será ele e pronto. Acho que é muito complicado se tomar partido sem saber o conteúdo da proposta.



[ ]s

Isso é verdade!!!!Mas fóruns é para isso mesmo, expor as opiniões, e aprender também....O problema que eu particularmente vejo, não é o caça em sí ,pois, o considero no nível dos outros concorrentes, ainda mais se formos levar em conta que é um vetor que faz parte de uma das mais poderosas (para muitos a mais poderosa) forças armadas do mundo, com um orçamento proporcionalmente maior que todos.....E para mim, é aí que mora o perigo, pois, os caras estão no topo, e querem se manter por lá, fora o fato bem colocado pelo Horgh, de que se o governo quiser e a FAB também, vão comprar sim e acabou (política, como disse o NJ)
....Continuando meu raciocínio, Não vejo em que sentido uma cooperação aos moldes do que o governo brasileiro quer, vai ser assim tão relevante para a Boeing e para os EUA (Como eu disse, os caras estão consolidados com centenas de vetores operacionais vendidos).....Diferentemente da Dassault com o Rafale, e da SAAB com o NG, pois, seria também do interesse deles uma cooperação maior com o Brasil, até por conta do orçamento e da competividade mundial, em que os produtos made in USA estão bem à frente, e sozinhos(SAAB e Dassault),vão ralar para manter uma linha de produção...
Em suma, se for apenas, ou prioritariamente do governo brasileiro o interesse nessa cooperação e conhecendo a política brasileira e as suas descontinuidades(falta de política de Estado) e observando que essa cooperação se desenvolverá em longo prazo, com outros governos à frente do Planalto.....Sem querer dar uma de oráculo, mas observando a consistencia de nossas administrações passadas,"Se o Brasil comprar ou fechar uma cooperação com a Boeing e com os EUA, mesmo que o conteúdo da proposta esteja bem especificado, no final das contas o que iremos levar é uma verdadeira compra de prateleira", ou no máximo a terceirização de algumas linhas de produção que não tenham tanta relevancia.......Enfim, não adianta espernear, se os caras quiserem irão comprar e pronto!!....O que posso fazer como brasileiro é desconfiar e protestar, e no fundo torcer para que(caso se concretize essa parceria com a BOEING) eu esteja errado em minha análise e percepção!!!

Re: Super Hornet News

Enviado: Ter Mar 10, 2009 5:43 pm
por Dieneces
HIGGINS escreveu:Perguntinha: E se a versão para o Brasil for uma "LITE" ???????
Você vão querer, ainda assim?
Confiar num Congresso alheio é um pouco demais, não?
A versão LITE refere-se ao Growler , de guerra eletrônica , Higgins . O modelo oferecido pela Boeing e pela US Navy ao Brasil é o F-18E/F , exatamente igual aos recebidos atualmente pelos norte-americanos e idêntico aos que serão recebidos pelos australianos da RAAF :wink: